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Segunda eliminatória de samba-enredo na Beija-Flor mostra que escola tem ótimas opções para homenagear Laíla

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A Beija-Flor de Nilópolis realizou na noite da última quinta-feira, em sua quadra, a segunda etapa da eliminatória de samba-enredo para o Carnaval 2025. O CARNAVALESCO, através da série “Eliminatórias”, esteve presente. Abaixo, você pode conferir a análise de cada apresentação. Onze sambas se apresentaram nesta noite e dois foram cortados da disputa, sendo eles: parceria de Edson Jacaré e Alceu Maia. As nove obras restantes se apresentam novamente no próximo dia 29, quinta-feira. * OUÇA AQUI OS SAMBAS

Parceria de Junior PQD: A segunda obra da noite fo composta por Junior PQD, Nando Souza, Robinho Donozo, Nathan Walace, Daniel Colete e Andrezinho da Beija flor. O samba foi defendido pelo cantor Daniel Collete e contou com uma torcida animada, numerosa, barulhenta e com muitas bandeiras. Eles estavam com o samba na ponta da língua, vale destacar o refrão principal que foi cantado com extrema empolgação durante a passagem. Foi uma apresentação positiva, muito por conta da energia entregue, mas que ainda pode crescer.

Parceria de Raymundo Venâncio: A terceira parceria da noite foi composta por Raymundo Venâncio, Toninho Z10 e Erasmo Vasconcelos. Coube ao intérprete Ciganerey ser a voz principal. A torcida, apesar de pequena, acompanhou bem o samba e contribuiu para que a apresentação fosse boa, apesar de não causar grande impacto na quadra.

Parceria de Kirraizinho: A quinta obra a se apresentar foi composta Kirraizinho, Dr Rogério, Ronaldo Nunes, Clay Ridolfi, Miguel Dibo e Ramon via 13. o intérprete Pitty de Menezes comandou o microfone ao lado dos intérpretes Tem Tem Jr e Igor Viana. A potência vocal de ambos, somado a uma torcida extremamente numerosa, contribuiu para que a apresentação fosse a melhor da noite até então. A torcida ocupou todo espaço destinado a ela e deu um show ostentando muitos balões, além do visual caprichado, foi possível observar que a grande maioria cantava com muita empolgação, principalmente os refrões principais.

Parceria de Serginho Sumaré: A sexta obra da noite foi composta por Serginho Sumaré, Marcello Guimarães, Rogério Damata, Nelson Oliveira, Léo Freire e Ademir. O intérprete Gilsinho conduziu o samba com a maestria de sempre. A torcida não foi grande, mas estava animada e cantou de forma satisfatória. O refrão principal se sobressaiu, mas algumas partes do samba não tiveram a mesma eficiência, a “segunda” por exemplo caía um pouco na parte: De qualquer forma, foi uma passagem positiva, mas que tem possibilidade de crescimento.

Parceria de Diogo Rosa: A sétima obra da noite foi composta por Diogo Rosa, Julio Assis, Diego Oliveira, Manolo, Julio Alves e Léo do Piso. O talento e experiência de Tinga contribuíram para uma passagem excelente da obra, mesmo sendo apenas a segunda eliminatória, a sensação é de que o samba está pronto para chegar até a final. A obra mexe com a emoção do nilopolitano e na apresentação desta noite foi possível perceber inúmeros segmentos da escola acompanhando e cantando junto. O destaque da passagem ficou a cargo da torcida, extremamente numerosa, eles foram na contramão das demais torcidas, não levaram balões e bandeiras, mas deram um show de animação e canto. O pré refrão fez a quadra “explodir” e o refrão principal deu sequência, sendo os grandes destaques da noite.

Parceria de Rodrigo Cavanha: O oitavo samba da noite foi composto por Rodrigo Cavanha, Mauro Naval, Gylnei Bueno, Jorge Matias, Alí Gringo e Doguinho. O intérprete Pixulé conduziu a obra com muita garra e fez com que a apresentação extremamente positiva, a presença da torcida também contribuiu para uma boa passagem. O pré refrão “Comunidade impõe respeito, bate no peito como o mestre ensinou” foi a parte que mais se destacou na apresentação, assim como o refrão principal.

Parceria de Romulo Massacesi: o nono samba da noite foi assinado Romulo Massacesi, Junior Trindade, Serginho Aguiar Centeno, Ailson Picanço, Gladiador, Felipe Sena. Defendida pelos intérpretes Nino do milênio e Evandro Malandro, a obra também mostrou que está pronta para brigar e ser a grande campeã do concurso. A apresentação desta noite merece todos os destaques, seja pela presença maciça da torcida, que cantou a plenos pulmões, ou pela entrega do carro de som. A obra possui partes extremamente sensíveis e que emocionam, mas também tem a garra que o nilopolitano está acostumado. A tendência é que a obra cresça ainda mais de rendimento ao longo das eliminatórias e conquista seu lugar na final.

Parceria de Xande de Pilares: a penúltima parceria da noite foi composta por Xande de Pilares, Igor Leal, Nurynho Almawi, Sormany, Cabeça Vinícius e Felipe Mussili. O intérprete Igor Sorriso foi o responsável por comandar o carro de som e deu conta do recado, a presença dele elevou o samba e fez com que a apresentação desta noite fosse positiva, apesar de algumas soluções simples como o “Laila laiá laiá”, o samba possui momentos poéticos, como o refrão principal “No meu coração mora um Beija-Flor”. A torcida não foi numerosa, mas demonstrou animação e cantou de forma satisfatória.

Parceria de Sidney de Pilares: A última obra da noite foi da parceria de Sidney de Pilares, Jorginho, Moreira, Marcelo Lepiane, Valtinho Botafogo, João Conga e Dr André Lima. O intérprete Zé Paulo foi o responsável por comentar o microfone principal e contagiou a torcida presente, apesar de ser a última parceria a se apresentar, a energia se manteve no alto em todo momento, assim como a animação da torcida. O samba mostrou boas credenciais, mas tem margem para crescer ao longo da competição.

Disputa forte! Parcerias mantém alto nível em eliminatória da Unidos da Tijuca

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Oito sambas concorrentes se apresentaram na noite da última quinta-feira que marcou mais um dia de eliminatórias da Unidos da Tijuca. As obras que vão seguir na disputa devem ser divulgadas na próxima segunda-feira. Na próxima quinta-feira, a agremiação tijucana realiza mais uma etapa da disputa de samba. * OUÇA OS SAMBAS CONCORRENTES

Parceria Ricardo Bernardes (Samba 7): O primeiro samba da noite foi de autoria de Ricardo Bernardes, Edinho, Luiz Thiago, Rogerinho, Daniel Barbosa e Maurício Amorim. O palco foi comandado pelos intérpretes Dodô Ananias e Celsinho Mody. Apesar da boa apresentação, a torcida estava em pouca quantidade e não cantava todos os trechos da obra. Assim como nas outras parcerias, os torcedores levaram bandeiras nas cores da escola e até arriscaram movimentos sincronizados. Destaque para o refrão final “Loci Loci Logun/ Ouça a voz que me chama/ É a voz da nação tijucana/”.

Parceria Leandro Gaúcho (Samba 1): Assinam o samba Leandro Gaúcho, Chacal do Sax, Luciano Fogaça, Simões Feiju, Miguel Dibo e Leo Freire. A apresentação foi comandada pelos intérpretes Evandro Malandro e Tinguinha, que chegou a reclamar do som durante a disputa, mas conseguiu fazer uma boa condução da obra. Na plateia, torcedores levaram bandeirinhas nas cores da agremiação do Borel. Parte da torcida não cantava determinados trechos, no entanto, o refrão era marcado por uma explosão. Ao fim, a torcida deixou a quadra cantando.

Parceria Júlio Alves (Samba 13): A obra foi escrita por Júlio Alves, Totonho, Fadico, Dudu, Chico Alves e Cláudio Russo. Os intérpretes Tinga, Pitty de Menezes e Tem-Tem Jr comandaram o carro de som com o apoio do cantor tijucano Thiago Chafin. A parceria contou com ajuda de muitos torcedores, que levaram bandeiras nas cores da agremiação. No entanto, nem todos cantavam determinados trechos da obra, mas o refrão era entoado fortemente. Destaque para o desempenho do palco, que fez uma excelente apresentação.

Parceria Gabriel Machado (Samba 8): A obra foi composta por Gabriel Machado, Julio Pagé, Valtinho Botafogo, Jorge Mathias e Robson Bastos. O intérprete Zé Paulo Sierra foi o responsável por comandar a parceria e fez uma boa apresentação. No chão da quadra, torcedores com bandeiras nas cores da agremiação cantavam boa parte da letra. Passistas da escola também participaram da torcida e cantaram a plenos pulmões. A letra mais melódica contribui para o bom desempenho entre os componentes. Destaque para o refrão “Loci, Loci, meu Pai/ Quando o morro descer/ Vai ter xirê, vai ter xirê/”.

Parceria Lico Monteiro (Samba 77): A obra foi composta por Lico Monteiro, Leandro Thomaz, Jefferson Oliveira, Telmo Augusto G da Estiva, Marcelo Lepiane e Washington Lopes Freitas. Um dos destaques da noite, o samba foi interpretado por Wander Pires e Charles Silva. Fora do palco, a torcida mostrou que não estava ali para brincadeira e cantou forte, em coro, até mesmo antes do início da apresentação – com direito a passos coreografados. Baianas também circulavam pela quadra com incensos. A parceria se destacou como uma das melhores da noite, muito pela ótima condução dos cantores e o entrosamento com a torcida. Destaque para o refrão “Respeita quem é cria do Borel (do meu Borel)/”. Mesmo com o fim da apresentação, a torcida seguiu cantando forte.

Parceria Wantuir (Samba 45): Assinam o samba Wantuir, Robson Ramos, Gegê Fernandes, Vinicius Xavier, Guilherme Chokito e Rafael Lopes. A obra foi comandada pelo próprio Wantuir e por Niu Souza, e ambos fizeram uma boa passagem e animaram a escola. Com balões nas cores da escola, os torcedores cantavam forte, principalmente no “Toca Aguerê/ Firma o Ijexá/ Desce o morro do Borel pra Tijuca guerrear/”. A torcida também chegou a fazer movimentos sincronizados, no entanto, o canto variava ao longo da letra. O bom desempenho também foi graças aos cantores. Componentes da escola, inclusive da harmonia, cantavam trechos da obra.

Parceria Anitta (Samba 16): O samba é assinado por Anitta, Estevão Ciavatta, Feyjão, Miguel PG, Fred Camacho e Diego Nicolau. Quem comandou a apresentação foi o intérprete Igor Sorriso, que conduziu muito bem e contribuiu para que a parceria fosse um dos destaques da noite. A equipe ainda contou com o apoio de uma grande torcida que levou cachos de balões nas cores da escola. Os torcedores cantaram forte, em coro, até quando a parceria desceu do palco. Alguns componentes da bateria e da harmonia cantavam o samba fortemente.

Parceria Sereno (Samba 10): O último desta quinta-feira de eliminatórias é o samba de autoria de Sereno, Dinny Marcelo do Ouro, André Aleixo, Ricardo Castanheira, Mano Kleber e Rogério Só Filé. Bruno Ribas foi o intérprete responsável por comandar a apresentação. Houve apoio de torcedores, que levaram bandeiras nas cores da escola. Apesar de pouca, a torcida cantou em coro, principalmente no final da disputa. A parceria fez uma boa apresentação.

Vila Isabel e Mangueira explicam limite de idade para componentes no Carnaval 2025

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A Vila Isabel e a Estação Primeira de Mangueira explicaram as publicações referentes ao limite de idade dos componentes para alas no Carnaval 2025. A questão gerou debate e trouxe polêmica sobre a possibilidade etarismo nas escolas de samba, mas que foi descartada com os posicionamentos das agremiações. VEJA A PUBLICAÇÃO DA VILA ISABEL // PUBLICAÇÃO DA MANGUEIRA

Posicionamento das escolas

“A Unidos de Vila Isabel possui componentes de idades variadas em alas de comunidade, desde 17 até 93 anos. É permitida a inscrição e participação de pessoas de todas as faixas etárias nos eventos e agendas da escola. O processo de inscrição de novos componentes que acontecerá neste sábado tem como objetivo específico a destinação a alas especiais do Carnaval 2025. Essa é apenas uma de quatro etapas de cadastro de componentes. Ao todo, cerca de mil componentes já foram inscritos ou recadastrados, sem qualquer restrição. Destes, 62% possuem 51 anos ou mais”, informou a Vila Isabel.

“A Estação Primeira de Mangueira é uma das mais tradicionais escolas de samba do mundo e uma instituição praticamente centenária. Portanto, prezamos pela nossa história e pela história do samba e do carnaval. Não corroboramos qualquer forma de preconceito ou discriminação. Para a participação em algumas Alas da escola no desfile de carnaval é necessário o atendimento de determinados critérios, o que pode ocorrer por conta das características das fantasias. Mas essas limitações se restringem a algumas alas apenas, o que garante a participação de todos. Já realizamos cadastramentos que não envolvem faixas etárias e brevemente faremos novamente, conforme já estava previsto. A Verde e Rosa continua a ser uma instituição plural, democrática e que observa, de acordo com o que determina a própria lei brasileira, os direitos fundamentais de todos, inclusive das pessoas idosas”, explicou a Mangueira.

O tema da limitação de idade para componentes gerou comentários de jornalistas nas redes sociais. Veja abaixo.

‘Já estamos com o barracão a todo vapor’, diz Edson Pereira sobre preparação da Tijuca para 2025

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Edson Pereira é o novo carnavalesco da Tijuca para o Carnaval de 2025. O artista chegou na escola após o fim do Carnaval de 2024, e trouxe como enredo “Logun-Edé – Santo menino que velho respeita”. O CARNAVALESCO conversou com o artista para saber mais sobre a chegada na escola, os desafios e o cronograma de preparação. Edson começou contando como sentiu a proposta de vir para a Tijuca como um desafio a si próprio, que renova as energias e que traz a comunidade para próximo dele. Em seguida, o carnavalesco contou um pouco sobre o enredo, e a responsabilidade de levá-lo à Sapucaí, que já era um pedido da comunidade.

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Foto: Rafael Arantes/Divulgação Tijuca

“Eu acho que eu não sou uma pessoa de fugir da responsabilidade. Eu acho que essa responsabilidade é muito clara, mas quando existe trabalho, existe resultado. Então a gente está trabalhando muito, já estamos com o barracão a todo vapor, fazendo fantasia, fazendo alegoria. Então eu acho que o resultado vem com muito trabalho”.

Edson também falou sobre o posto que assumiu, lugar onde muitos carnavalescos fizeram história, como Oswaldo Jardim, Milton Cunha e Paulo Barros, referenciando que a escola em conjunto é que consegue realizar um carnaval, sendo ele uma parte de um todo.

Ouça os sambas que seguem na disputa da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2025

“Eu acho que a escola é muito maior do que o carnavalesco. E eu acho que, como eu disse, o trabalho sempre se sobressai. Eu nunca vou trabalhar para a Tijuca como se fosse o meu trabalho. Vai ser sempre o trabalho de uma comunidade inteira, de um carnaval inteiro, uma grande festa, que precisa ser exaltado. Eu sou apenas uma peça desse quebra-cabeça”.

O carnavalesco acredita que não pode faltar a emoção e dedicação com a comunidade junto, abraçando o samba escolhido, durante a preparação para o carnaval.

“Eu acho que o carnaval precisa entender que a festa não começa três meses antes do carnaval. Assim como muitas outras escolas e muitos outros parceiros meus de trabalho estão trabalhando, eu também estou trabalhando, a Tijuca também está trabalhando. E eu acho que isso é bom para ganhar todos nós, todos os espectadores e todos os amantes do samba”.

Artigo: Tijuca celebra safra de sambas e os caminhos escolhidos para o Carnaval 2025

‘Salgueiro terá um sambaço e, se Deus quiser, o samba do carnaval’, diz André Vaz

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Após um carnaval marcado por um samba elogiado no mundo carnavalesco e consolidado pelas notas, a diretoria do Salgueiro aproveita a boa safra para tentar repetir a dose na Marquês de Sapucaí. A expectativa é ter uma obra que seja consagrada como o samba do ano, segundo o presidente André Vaz.

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“Espero uma disputa muito acirrada, as gravações foram maravilhosas. É lógico que a gente quer começar ouvindo a quadra, é outro jogo. Eu tenho certeza que o Salgueiro terá um sambaço e, se Deus quiser, o samba do carnaval”, afirmou Vaz.

Questionado sobre a receita para ter bons sambas na disputa, Vaz foi direto: “O segredo é a escolha de um bom enredo e uma sinopse maravilhosa. Fora que os compositores da disputa do Salgueiro são os melhores do Rio de Janeiro”.

Ouça os sambas concorrentes do Salgueiro para o Carnaval 2025

Ao todo, 20 obras participam da disputa. A primeira fase das eliminatórias é dividida em duas chaves: a primeira se apresentou no último sábado, enquanto a segunda sobe ao palco da Silva Teles no próximo dia 24. O CARNAVALESCO acompanhou e analisou a primeira noite de competição da Academia do Samba.

Para o diretor de carnaval da escola, Wilsinho Alves, além dos critérios técnicos de melodia e letra, o diferencial que o samba campeão deve ter é tocar a alma da comunidade Vermelha e Branca. A escolha acontece no dia 11 de outubro.

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“Especialmente por conta do enredo e do Salgueiro, ele deve ser um samba que mexe com o salgueirense e que converse com o desfile. O salgueirense tem que se ver representado no samba-enredo – e acredito que temos diversas obras em que isso acontece. Nós temos grandes obras e o que eu espero é equilíbrio durante a disputa. Vamos deixar a quadra dizer para que a gente mostre o caminho que o Salgueiro vai tomar para o próximo ano”, comentou Wilsinho.

‘Expectativa é a melhor possível’

Um dos estreantes na equipe do Salgueiro neste ano, o carnavalesco Jorge Silveira destacou que as eliminatórias marcam o pontapé inicial para o desfile na Passarela do Samba. A agremiação será a terceira a desfilar na segunda-feira de carnaval.

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“É um marco no projeto, um momento em que finalmente começamos a conhecer a sonoridade do desfile. É a partir do samba que a gente afirma e reafirma a alma e o sentimento que o desfile vai ter. A partir de hoje começa aquele momento do projeto em que não dá para voltar atrás. O Salgueiro já está embicando na concentração e se preparando para o Carnaval de 2025. A minha expectativa é a melhor possível, porque temos grandes obras. A quadra dirá qual vai ser a melhor”, disse Silveira.

Quem também comemora a disputa é o intérprete recém-chegado Igor Sorriso. Ele ressalta que sentir o calor da quadra é fundamental na escolha.

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“A gente pensa que o carnaval é para o povo, então precisamos de um samba popular para trazer esse campeonato para o Salgueiro. É uma safra muito boa, 20 sambas e grandes obras. Agora, vamos sentir o calor deles aqui na quadra junto à nossa bateria. Acredito que isso seja o diferencial e o que precisamos tomar cuidado e prestar atenção – ver o que funciona e o que não funciona. Tenho certeza que será uma disputa incrível e muito difícil”, avaliou o intérprete.

Casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos de Vila Isabel recebe figurinos para Carnaval 2025

O casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos de Vila Isabel, Marcinho Siqueira e Cristiane Caldas, recebeu nesta quarta-feira o figurino que usará no Carnaval 2025, desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros. A porta-bandeira da azul e branco do bairro de Noel destacou a beleza e originalidade da fantasia.

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Divulgação/Vila Isabel

“É a roupa mais linda que eu já usei em todos esses anos que eu tenho de Carnaval. Vai ser a roupa mais incrível. Eu estou apaixonada!”, afirmou Cristiane Caldas, que carrega o pavilhão da Vila Isabel há quatro anos, mas já acumula 29 anos de experiência no ofício.

Para Marcinho, não há dúvidas que a ansiedade do público vai corresponder à entrega. “Eu amei muito a fantasia e acredito que todos vão gostar tanto quanto eu. Não tenho dúvidas que vai surpreender positivamente. Podem ficar tranquilos que vai ser uma surpresa linda para todo mundo, disse o mestre-sala.

Última escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval, a Vila Isabel levará para a Sapucaí o enredo “Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece”. Conduzida por um trem-fantasma que desembarca em um grande baile, a escola vai transformar medo em alegria ao carnavalizar as assombrações que atazanam o imaginário popular.

Mauro Quintaes fala sobre enredo da Porto da Pedra para o carnaval de 2025: ‘É uma grande fábula’

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Rumo ao sétimo carnaval na Unidos do Porto da Pedra, o carnavalesco Mauro Quintaes levará para Avenida no ano que vem o enredo “A História que a Borracha do Tempo Não Apagou”, que será desenvolvido novamente em parceria com o enredista Diego Araújo. A escola contará na avenida a história de Fordlândia, cidade utópica de Henry Ford, fundador de uma das maiores montadoras do mundo, no meio da Amazônia. O enredo tratará da tentativa do norte-americano de construir a cidade industrial no meio da floresta e o consequente abandono da ideia, após resistência do povo nativo. Em entrevista ao CARNAVALESCO, Mauro explicou o enredo da Porto da Pedra para o carnaval de 2025. Segundo o artista, a história será desenvolvida com “muita loucura” na avenida.

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Foto: Ana Cristina Victória/Divulgação Porto da Pedra

“Essa história já é conhecida, eu já tinha ela guardada, ela foi enredo no carnaval virtual, vim saber disso depois. É uma história fascinante, a ideia é trazer de novo essa resistência da Amazônia. É uma grande fábula, eu vou tratar o enredo com muita loucura, nada vai ser palpável, nem correto, é só tirar pela logo que a gente vê que vai ser uma grande loucura. A Fordlândia foi uma grande loucura de um grande empresário”, explicou.

Retorno ao Grupo Especial do Rio

O carnaval de 2024, quando desenvolveu o enredo “Lunário Perpétuo – A profética do saber popular” na Unidos do Porto da Pedra, marcou o retorno do carnavalesco Mauro Quintaes ao Grupo Especial do Rio de Janeiro após cinco anos. Segundo Mauro, trabalhar no Rio representa uma maior “liberdade criativa” em comparação com o carnaval de São Paulo, onde trabalhou.

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Fotos: Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

“Eu fiquei um período grande em São Paulo, consegui bons resultados, mas chega uma hora que você sente saudade da liberdade criativa, da troca, do seu nome ser citado. Acho que o Rio tem essa característica de valorizar o carnavalesco. No Rio, o carnavalesco consegue mudar a história de uma escola. Me deu essa saudade, mas não descarto São Paulo, pois está em um grande momento e quem sabe a gente não vai indo e voltando? Acho que o importante é a gente estar em cena”, disse.

Parceria com Diego Araujo

O enredo de 2025 da Porto da Pedra “A História que a Borracha do Tempo Não Apagou” será novamente desenvolvido em parceria do carnavalesco Mauro Quintaes e o enredista Diego Araujo.

Sinopse do enredo da Porto da Pedra para o Carnaval 2025

“Durante quase 20 anos, eu trabalhei com o João Gustavo Melo, que é meu amigo, meu irmão, mas em determinado momento ele não pôde fazer nosso enredo lá no Império de Casa Verde e ele me sugeriu o Diego. Nós conversamos e de cara foi uma afinidade muito grande, pois o Diego é um amigo, um companheiro, é engraçado, descontraído, espiritualizado. A chegada do Diego agregando ao meu trabalho foi muito confortável para mim e tanto ele quanto o Gustavo entendem a minha cabeça”, disse Mauro Quintaes, sobre a parceria com o enredista.

“Já é nosso terceiro ano de parceria e eu sempre procuro buscar o foco da Amazônia porque é ali que o Diego se sente mais confortável”, completou.

Mauro Quintaes completa 30 anos como carnavalesco e projeta futuro: ‘Não me acomodo’ O carnaval de 2025 marcará os 30 anos de carreira de Mauro Quintaes como carnavalesco. O início do trabalho do artista também se deu na Unidos do Porto da Pedra, sua atual escola, em 1995. Em entrevista ao CARNAVALESCO, Mauro fez um balanço de sua carreira.

Após lançar enredo para o Carnaval 2025, Porto da Pedra promete brigar forte pelo retorno ao Grupo Especial

Mauro iniciou a carreira como assistente do carnavalesco Max Lopes, na Unidos de Vila Isabel, e também trabalhou na equipe de Joãozinho Trinta. Em 1995, assinou seu primeiro carnaval, na Caprichosos de Pilares pelo Grupo Especial, e pela Porto da Pedra, conquistando o título do Grupo de Acesso do carnaval do Rio de Janeiro.

“Eu completo meus 30 anos de carreira e tenho meus prós e os contras com relação a isso, acho que todos tem. É uma vida dedicada à cultura do carnaval, à arte carnavalesca. O balanço que eu faço é ver das pessoas que realmente eu deixei alguma coisa, que eu contribui com alguma coisa. Ter esse reconhecimento para mim já é suficiente”, disse Mauro.

Ao traçar os pontos altos e baixos da carreira, Mauro Quintaes lamenta os rebaixamentos sofridos, sobretudo os que considera injustos: “Sempre que uma escola cai é um momento ruim, sempre que uma escola é injustiçada é um momento ruim. Essa cultura da escola que sobe tem que descer precisa ser mudada, eu espero que com essa nova administração na Liesa a gente consiga reverter isso. Sempre que uma escola desce você carrega uma tristeza muito grande”.

De positivo, o carnavalesco destaca o reconhecimento e as amizades que acumulou ao longo da carreira. Mauro Quintaes relembra o apoio que recebeu durante a pandemia de Covid-19, quando ficou internado em tratamento contra a doença.

“Coisas boas são as pessoas que eu trouxe, as afinidades, as amizades, o carinho que eu recebo e isso ficou muito comprovado na pandemia quando eu passei por um problema, a quantidade de mensagens de todos os segmentos me fez entender o quanto esses 40 anos me fizeram ter mais pessoas perto de mim”, comentou.

Futuro

Às vésperas de completar 30 anos de carreira, o carnavalesco Mauro Quintaes projeta o futuro de sua carreira. Segundo o artista, o segredo para estar tanto tempo em destaque é sempre se renovar.

“É trabalhar, sempre trabalhar. O importante para um carnavalesco com uma carreira consolidada de 40 anos é não se acomodar, eu não me acomodo, pesquiso, procuro, trago novidades porque se o carnavalesco não se oxigenar, não se renovar, obviamente ele vai estar estagnado e o público vai reconhecer que aquele carnavalesco já não é mais o mesmo. Eu procuro sempre estar em cena, buscar novidades, me nutrir de gente jovem porque eles vão moldando todo esse final de trajetória”, concluiu Mauro Quintaes.

Unidos de Padre Miguel inicia concurso para eleger musas da comunidade para o Carnaval 2025

A Unidos de Padre Miguel, sempre valorizando seus talentos e a força de sua comunidade, anuncia o aguardado “Concurso Musas da Comunidade” para o carnaval de 2025! Neste ano, a direção da escola fará a escolha de duas novas musas, que terão a honra de representar a escola nos eventos e no desfile oficial no Sambódromo. O concurso terá início no dia 23 de agosto, a partir das 22h, na quadra da escola, com entrada gratuita para o público, juntamente com a tão aguardada disputa de samba-enredo. A grande final será realizada no dia 13 de setembro, quando as duas vencedoras serão coroadas, coincidindo com a semifinal da disputa de samba.

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Foto: Diego Mendes/Divulgação UPM

Vale destacar que o concurso será exclusivo para as meninas que já brilham na ala de passistas e que agora terão a oportunidade de mostrar ainda mais seu talento e paixão pela Vermelha e Branca da Zona Oeste, reforçando o compromisso da Unidos de Padre Miguel em reconhecer e valorizar a “prata da casa”.

A quadra da UPM fica na Rua Mesquita, 8, Padre Miguel.

As candidatas que disputam o título de musa são:

01 Camila Villar
02 Clara Rodrigues
03 Crislin Andrade
04 Daniela José
05 Emilly Carolin
06 Iaffa de Paula
07 Laryssa Vieira
08 Rafaela Leal
09 Thamires Mattos

Confira o calendário do concurso:

23/08 – 1 ª Eliminatória
06/09 – Semifinal
13/09 – Grande Final
20/09 – Apresentação oficial das novas musas

Unidos de Vila Isabel realiza inscrição gratuita de novos componentes no sábado

A Unidos de Vila Isabel realizará no sábado, dia 24, inscrições gratuitas de novos componentes para o desfile do Carnaval 2025. Ao todo, serão ofertadas 450 vagas para alas especiais. Nesta etapa, o processo é destinado exclusivamente a pessoas entre 18 e 50 anos. Os interessados devem comparecer entre 14h e 18h na quadra da Vila Isabel, localizada no Boulevard 28 de Setembro, levando um documento original com foto.

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Foto; Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

“Esse processo garante que possamos nos organizar bem e tudo saia da melhor maneira possível no dia do desfile. Estamos preparando um Carnaval de tirar o fôlego”, afirmou Diego Mendes, diretor de harmonia.

A Vila Isabel será a última escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval. A azul e branca do bairro de Noel levará para a avenida o enredo “Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece”, desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros.

Serviço
Inscrição gratuita de novos componentes
Data: 24/01
Hora: 14h às 18h
Endereço: Quadra da Vila Isabel – Boulevard 28 de Setembro, Vila Isabel

Egili Oliveira será homenageada nesta quinta na Câmara Municipal

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Criado para realçar as personalidades negras que mais contribuem para as artes, as ideias e a cultura do Rio, o projeto Pretagonismo vai destacar em sua próxima edição, a potência da juventude negra carioca. Serão homenageados jovens negros do asfalto e da favela, de todas as regiões da cidade, que se destacam por sua criatividade, flexibilidade e talento em diferentes artes e ofícios.

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Foto: Ewerton Pereira/Divulgação

Entre as referências que serão contempladas com a moção que já foi entregue a personalidades do carnaval como Nilce Fran, a atriz Egili Oliveira será uma das “pretagonistas” do evento que acontecerá nesta quinta, 22, no Salão Nobre da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Nascida na Bahia, criada entre Niterói e São Paulo, Egili chegou ao Rio de Janeiro trazendo toda a ancestralidade e potencial cultural herdado dos pais. Sua trajetória no carnaval carioca teve início nos Acadêmicos do Salgueiro, escola onde foi premiada e reconhecida pelo estilo de samba e pelo sorriso largo que conquistou a Sapucaí e o mundo. Criou o método “samba coração” e com ele viajou pelos cinco continentes, sendo a pioneira em formar passistas internacionais promovendo um verdadeiro intercâmbio de experiências para suas alunas de fora do país que, todos os anos, vivenciam a folia carioca.

Atriz com participações em campanhas publicitárias e filmes, Egili teve parte de sua história como rainha de bateria dos Acadêmicos de Vigário Geral, retratada no documentário “Egili, Rainha Retinta no Carnaval”, uma produção da cineasta alemã Caroline Reucker que vem surpreendendo a crítica dos principais festivais internacionais.

Pretagonismos é uma iniciativa do mandato do vereador Edson Santos (PT), com apoio do Instituto Avança Nega. Nesta quarta edição, serão homenageados artistas e profissionais como a estilista Cristina Cordeiro, o escritor Jessé Andarilho e o produtor cultural Guilherme Oliveira.

“Numa cidade desigual e de tantos contrastes como o Rio, a juventude negra em geral só ganha destaque quando mata ou morre no horror da violência urbana. Por isso é tão importante valorizar a contribuição dos jovens negros que são referências positivas em suas comunidades ou áreas de conhecimento. Os negros sempre precisaram ser criativos, nossa história é sobre força, vontade e consciência. Hoje é a juventude negra que mostra os novos caminhos dessa luta e isso tem que ser valorizado”, defende o vereador.