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Guma Sena explica projeto audiovisual da Liga-SP e dá detalhes de como serão as faixas

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As gravações do audiovisual dos sambas-enredo da Liga-SP seguem de forma intensa. O trabalho iniciou na última sexta-feira e irá terminar no próximo domingo. A empresa Sala 22 Áudio e Vídeo é a responsável por gravar com as escolas do Grupo Especial e Acesso 1, fazendo toda a captação em pouco mais de uma semana. Outras organizações estão envolvidas no projeto. É isso o que conta Guma Sena, diretor da empresa e que está liderando o serviço. O dirigente falou sobre parceiros, deu detalhes das faixas e explicou brevemente o visual do local.

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Foto: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Buscar a semelhança com o som da Avenida

Guma explicou o início do projeto e qual é a ideia. De acordo com o diretor, a proposta é ficar semelhante ao Som da Avenida, playlist que fez sucesso nos últimos dois carnavais, onde foi captado todo o som do Anhembi. Isso irá acontecer somado aos clipes.

“Esse ano nós fomos convidados para fazer parte deste projeto. Um projeto audiovisual que nasceu através da experiência da avenida, que é o “Som da Avenida” e o “Esquenta”. A gente gravou já pelo terceiro ano e foi um sucesso, teve uma repercussão muito boa. A ideia é replicar esse trabalho aqui em estúdio, em um formato próximo do que é na avenida, que o nosso público gosta e consome, pensando sempre nas redes sociais, que hoje é o carro chefe para tudo. A gente tomou cuidado com algumas situações, principalmente na questão de introdução, um pouco mais curta, pensando em atingir o público jovem das redes sociais. Já fizemos o Acesso 2, que foi em estúdio. Nós temos um prazo muito curto e isso foi decidido em comum acordo, até pelo prazo do lançamento também. Foi uma experiência muito legal, depois de tantos anos cada escola gravando a sua faixa, mas é diferente quando nós temos um produto único. O resultado ainda não mixou, mas até aqui foi sensacional”, contou.

Empresas parceiras

O profissional falou sobre os parceiros que estão ajudando a realizar o trabalho. São renomados estúdios que gravam sambas-enredo o ano todo há muito tempo e empresa que gera o som do Anhembi, além de ter o apoio da prefeitura e da equipe operacional da Liga-SP, mostrando que o investimento e a crença em um ótimo trabalho é alto.

“Temos parceria com O Balanço Estúdios do Clayton Reis, RW Studios do Rodrigo Pimentel, que também está nesse projeto com a gente, fazendo a captação, gravação, a Tuka Som, que é quem faz o som da avenida, tem o pessoal da Onix Eventos também, o Chocolate, que está fornecendo todo o material de iluminação, a prefeitura está nos apoiando com a estrutura e a equipe operacional da Liga-SP também, incansável. Todo dia a gente está formatando ideias, sempre pensando no crescimento do nosso carnaval. Acho que a gente está conseguindo mostrar o resultado, ano a ano a gente está conseguindo mostrar um pouco do que é o carnaval de São Paulo”, disse.

Visual do local

O local das gravações conta com uma iluminação de alta qualidade e está sendo realizado no Espaço Cultural da Fábrica do Samba. Segundo Guma, todo o processo de estudo do local para montar o cenário demorou praticamente um mês.

“Esse projeto desde quando bateu o martelo, nós tivemos praticamente um mês entre o projeto, a planta baixa, as ideias e o projeto 3D que a gente faz para poder montar o cenário. Tem a operação também que é bastante complexa. Isso demorou em torno de 15 dias mais ou menos para montar tudo. E aí é o prazo da execução, fizemos a primeira parte que é o grid, a parte de luz, depois vem a parte de Lycra também para fechar todo o espaço, depois entrou o LED, e por fim entrou a parte de áudio e vídeo. Fizemos o cheque e todos os testes”, declarou.

Parceria com a Liga-SP

A empresa Sala 22, liderada por Guma Sena, tornou-se uma grande parceira da Liga-SP. Esquenta de Bateria, Som da Avenida e documentário “Bastidores do Carnaval” são alguns dos projetos realizados pela organização junto ao carnaval paulistano. O diretor celebra a parceria e diz que sempre buscando a melhora junto à sua equipe.

“Nós estamos, profissionalmente, indo para o sexto ano de empresa. Eu como representante, já venho pesquisando há muitos anos. No carnaval, fiz muitos laboratórios. A ligação que a gente sempre teve eu acho que contribuiu dia a dia para que a gente conseguisse fazer alguns registros, tanto de áudio quanto de vídeo. Ano a ano vamos melhorando. A gente está sempre buscando melhorar. A nossa equipe é um complemento. A gente sempre vai explorando novas ideias. Temos muitas pessoas competentes, muitos profissionais, juntamos as ideias em um formato que a gente quer gravar. O resultado, graças a Deus, é sempre satisfatório. Cada um contribui com sua habilidade profissional. Esse ano a gente está indo para o quarto ano com a Liga-SP, eu comecei com um filmaker fazendo alguns conteúdos, e hoje a gente está fazendo três operações na avenida, que são os esquentas, o conteúdo que a gente gera dentro da pista para a Liga durante o ano, e a operação de drone, que também foi um sucesso esse ano, teve uma repercussão muito boa. Agora a gente está fazendo um projeto audiovisual, onde queremos atingir não só o público do carnaval, mas outros públicos também para que a gente consiga levar essa mensagem, o que é o carnaval, o mais próximo possível do que é feito lá na pista com qualidade, com equipe, parceiros super competentes, e é isso que a gente vai buscar entregar”, finalizou.

Neto de Martinho da Vila é terceira geração da família a vencer disputa de samba na Vila Isabel

Compositor do hino que a Unidos de Vila Isabel vai levar para o Carnaval 2025, Raoni Ventapane é a terceira geração da família Ferreira a vencer a disputa de samba-enredo da azul e branca. Talvez, este sobrenome não revele, mas o histórico campeão não é de se estranhar. Isto porque Raoni tem na árvore genealógica ninguém menos que Martinho da Vila, Mart’nália e Tunico da Vila. Um trecho do hino já revela como o amor pela azul e branca de Noel passou de geração em geração: “eu aprendi que desde os tempos de criança/a minha Vila sempre foi bicho-papão/por isso, me encantei com esse feitiço”.

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“Foi a realização de um sonho que já estava adormecido. Ter um samba meu cantado por essa comunidade foi algo que eu persegui durante muito tempo. É a continuação de um legado de família”, conta Raoni, que disputou nove vezes e chegou a três finais na Vila Isabel.

O avô não esconde o orgulho: “Estou feliz da vila! Minha escola vai desfilar com um samba lindo, o do meu neto!”, comemorou Martinho, presidente de honra da agremiação. O baluarte deu início ao legado da família Ferreira em 1967, quando emplacou o primeiro samba na Vila Isabel com o enredo “Carnaval de Ilusões”.

“Meu avô é minha maior inspiração. Não só por ter tantos sambas, mas pela forma de compor, pela história no samba e a importância que ele tem para esse gênero. É um espelho de como se comportar e de como amar esse pavilhão, a música e nosso povo”, afirmou Raoni.

Ao todo, treze hinos da Vila Isabel tiveram Martinho como compositor, incluindo o do último campeonato – escrito em conjunto com o filho Tunico da Vila. Em 2016, foi a vez da talentosa Mart’nália assinar, também junto ao pai, o samba campeão. Ela levou a melhor com o enredo “Memórias do ‘Pai Arraia’ – Um sonho pernambucano, um legado brasileiro”.

“Realmente já não pensava mais nesta continuidade nossa no quesito samba -enredo. Ver o Raoni ganhar foi um sentimento melhor do que quando ganhei! Ele trouxe um frescor misturado com saudosismo das tantas e tantas vezes em que a família Ferreira inteira picava papel de madrugada pra ir torcer para a maior alegria do meu paizão, que era e sempre foi disputar samba”, relembrou Martnalia.

O sonho da quarta estrela agora está nas mãos da terceira geração da família, que garante que o povo do samba estará “virado na bruxaria” em busca deste título. “O sonho ganhou outras proporções! Sei que isso não depende só do nosso samba, mas tenho plena confiança na equipe que comanda o Carnaval da nossa escola para que voltemos a comemorar um campeonato após 12 anos”, disse Raoni.

O povo do samba virado na bruxaria! Parceria de Raoni Ventapane vence disputa de samba para o Carnaval 2025

Última agremiação a desfilar na segunda-feira de Carnaval, a Vila Isabel levará para Sapucaí o enredo “Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece”. A escola vai transformar medo em alegria ao carnavalizar as assombrações que atazanam o imaginário popular, demonstrando como elas fazem parte do nosso dia a dia de várias formas, em diversas etapas da vida – desde a infância até a fase adulta.

Eugênio Leal conversa com compositores finalistas da Viradouro

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A Viradouro faz no domingo a final de samba-enredo para o Carnaval 2025. Três parcerias estão na decisão. A escola, em 2025, terá o enredo “Malunguinho: O Mensageiro de Três Mundos”. Ouvimos um compositor de cada parceria defendendo seus sambas. Ouça abaixo.

Presidente da Barroca Zona Sul aborda estruturação da escola e explica ordem de desfile

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Presidente do Barroca Zona Sul desde 2014, a história de Ewerton Rodrigo Ramos Sampaio, o Cebolinha, está intimamente ligada à escola. A começar pela própria família: ele filho de Gerado Sampaio Neto, o Borjão, falecido no início de 2024 e mandatário da verde e rosa em quatro oportunidades. O atual dirigente, entretanto, cada vez mais busca estruturar a agremiação para mantê-la competitiva. Com estilo próprio de comando, o principal nome da atualidade barroquense concedeu uma entrevista exclusiva ao CARNAVALESCO para abordar o atual cenário no qual a verde e rosa está inserida.

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Estruturação

Se a comunidade é um patrimônio incontável de uma escola de samba, a quadra e toda a estrutura da agremiação são bens que deixam claro o poderia de uma instituição ligada ao carnaval. O grande sonho de muitas entidades ligadas à folia de Momo é, por sinal, conquistar o próprio terreiro; as que já possuem sempre se referem ao próprio espaço como uma imensa conquista.

Em 2019, o Barroca Zona Sul inaugurou a Arena Neguinha – atual quadra da agremiação, situada no Jabaquara, a cerca de um quilômetro da estação mais ao sul da Linha Azul do metrô paulistano. Desde então, pouco a pouco, o espaço foi se tornando ainda mais adequado para a instituição. No dia 09 de junho, data em que aconteceu o lançamento do enredo da escola para 2025, pela primeira vez a Tudo Nosso (bateria da verde e rosa) tocou em um espaço com arquibancas – o que facilita na organização e na visualização de comandos dados pelo mestre e por diretores.

Cebolinha deixou clara a preocupação da diretoria do Barroca em passar bem-estar para todos que frequentam a Arena Neguinha: “Na realidade, a gente sempre busca o melhor conforto para o nosso componente. A gente sempre está buscando a melhoria. Todo ano a gente quer melhorar. Então, todo ano que a gente puder melhorar e atrair o nosso componente, nós faremos isso. Se o nosso componente ficar mais confortável, é algo bem vindo. Isso aí é o que o Barroca gosta: é dar conforto para o seu componente”, comentou.

Escolha surpreendente

No evento em que todas as escolas da Liga-SP definiram a ordem dos desfiles de 2025, muitos se espantaram com a escolha barroquense. Nona escola a escolher dia e horário, Cebolinha anunciou que a escolha seria, novamente, ser a segunda escola a se apresentar na sexta-feira de carnaval.

Em entrevista para o CARNAVALESCO no minidesfile que marca o evento do lançamento do CD dos sambas-enredo da Liga-SP, no dia 03 de dezembro, o próprio presidente revelava certa preocupação com a mesmíssima noite e horário: “Ser a segunda a desfilar na sexta não incomoda. Na realidade, qualquer horário para nós é bom. A gente só fica um pouco preocupado por conta da logística de sexta-feira: trânsito, uma escola que vem da Zona Sul… de repente, queríamos um horário mais tarde. Mas estamos preparados para ser a segunda escola. Em 2020, fomos a primeira escola da sexta-feira e chegamos no horário. Está bem tranquilo, é logística, é trabalhar (e vai ser um trabalho mais intenso), mas vamos desenrolar isso”, comentou.

Um semestre depois, o mandatário mostrou-se bem mais tranquilo após escolher repetir a ordem de desfile por conta de todo o planejamento realizado: “Para 2025, a gente vai trabalhar em cima da logística que a gente trabalhou neste ano. E eu acho que a logística deu certo. A logística da Zona Sul para a Zona Norte é um pouco difícil, mas esse ano deu certo – e a gente quer repetir isso aí. Acho que quem busca desafios, quem quer conquistar alguma coisa, não tem o que temer horário, dia de sirene, ser a primeira ou ser a última. É engajar – e, se a escola estiver preparada mesmo, ela tem que desenvolver o processo e fazer acontecer”, destacou.

Com o enredo “Os Nove Oruns de Iansã”, desenvolvido pelo carnavalesco Pedro Magoo, a agremiação voltará a abordar temáticas que são comuns à agremiação, de acordo com a visão do próprio presidente: “Acho que é uma característica do Barroca como um todo. A escola tem uma linhagem mais voltada para temas ligados a assuntos de grupos minoritários. O Barroca gosta de falar disso e o componente gosta de enredos assim. É uma escola mais trabalhada nessa linha, e eu acho que essa energia… o Barroca é muito uma escola de energia! Quando você trabalha todas essas questões (ou seja, tudo que vem de energia, energia, energia e energia), a gente tem a cara do Barroca. O Barroca é aquela escola de vibração e energia”, finalizou Cebolinha.

Salgueiro revela detalhes de fantasias para o Carnaval 2025

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No clima da grande final de samba-enredo para o Carnaval 2025, o Acadêmicos do Salgueiro divulgou um spoiler do que o carnavalesco Jorge Silveira está preparando para a Marquês de Sapucaí. Nas redes sociais, a escola apresentou nove fantasias, dando aos salgueirenses uma amostra do que vem por aí.

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Fotos: Ygor Gusmão/Divulgação Salgueiro

Um detalhe que chamou a atenção dos seguidores foi o fato de os próprios componentes da escola, muitos deles responsáveis pela confecção das fantasias no barracão, terem vestido as peças nos registros. Essa proximidade entre a produção e quem estará na Avenida trouxe um toque especial à revelação.

Nos comentários, os seguidores não esconderam a empolgação. “Tem que respeitar!”, destacou uma seguidora. Outra comentou: “Que impacto lindo!”, refletindo a expectativa que já toma conta da comunidade. O diretor de Carnaval, Wilson Alves, também exaltou o trabalho do time: “Trabalho primoroso do nosso carnavalesco Jorge Silveira e equipe”, escreveu.

O enredo deste ano, intitulado “Salgueiro de Corpo Fechado”, assinado por Igor Ricardo e desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Silveira, trará as raízes afro-brasileiras para o centro do desfile, homenageando a umbanda carioca e personagens como Zé Pilintra e os Pretos Velhos. A escola será a terceira a desfilar na segunda-feira de Carnaval, dia 3 de março.

Veja mais imagens

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Imperatriz Leopoldinense realiza audição para ala coreografada

Em mais um passo para 2025, a Imperatriz Leopoldinense, atual vice-campeã do Carnaval carioca, realiza no próximo dia 22 de outubro, a partir das 19h, na quadra da escola, em Ramos, Zona da Leopoldina do Rio, audição para ala coreografada. Destinada exclusivamente para mulheres a partir de 18 anos, a ala terá como temática no Carnaval que virá as ekedis, que na tradição do candomblé são escolhidas pelos orixás e pela ancestralidade para zelar, acolher e cuidar de todos, auxiliando os babalorixás e ialorixás nos terreiros.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

“A ideia é trazer a essência da dança das mães Ekedjis nos terreiros, cada uma em sua maneira e jeito. O objetivo é enaltecer cada ato e forma que todas, a sua maneira, zelam e dançam com os nossos amados orixás”, afirma a diretora artística da Imperatriz Sabrina Sant’Ana, responsável pela ala ao lado do também diretor artístico, Márcio Dellawegah.

Em abril, a presidente Catia Drumond e o carnavalesco Leandro Vieira, idealizador do enredo “ÓMI TÚTU AO OLÚFON – Água fresca para o senhor de Ifón”, seu terceiro desfile consecutivo na Rainha de Ramos, foram à Bahia para firmar uma parceria histórica com os mais tradicionais terreiros/casas de candomblé da região: a Casa Branca do Engenho Velho, primeiro terreiro do Brasil, onde foram recebidos pela Ekedi Sinhá, e também ao Ilê Axé Opô Afonjá, que tem como anfitriã a Ialorixá Mãe Ana de Xangô.

Na sinopse do enredo, Leandro destaca que todo o processo de criação do próximo carnaval da verde, branco e dourado foi realizado com base naquilo que foi relatado por ekedes, babalorixás, mogbás e ialorixás.

“O enredo é fruto da escuta. Ele nasce da condição de ouvinte da sabedoria ancestral daqueles que guardam nas palavras que falam uma espécie de escrita que dá conta da memória. O que escrevo é a soma de tudo o que foi dito, incluindo o que um não disse, mas que o outro acrescentou”, registrou o carnavalesco.

Em busca de seu 10º título, a Imperatriz Leopoldinense será a segunda escola a desfilar no domingo de Carnaval. Para as interessadas em fazer parte da ala, a quadra de ensaios da Imperatriz Leopoldinense fica na Rua Professor Lacé, 235, em Ramos.

SERVIÇO
Audição de ala coreografada, somente para mulheres a partir de 18 anos
Data: 22/10
Horário: a partir das 19h
Endereço: Quadra de ensaios LPD- Rua Professor Lacé, 235- Ramos

Mangueira divulga primeiras fantasias do carnaval 2025

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A história da influência e da vivência bantu na cidade do Rio de Janeiro já toma forma no Barracão da Mangueira: búzios, brilhos, penas, tecidos, fitas de texturas variadas e até mesmo palavras e homenagens contam o enredo “À Flor da Terra – No Rio da Negritude Entre Dores e Paixões”. A escola divulga nesta terça-feira as primeiras imagens das fantasias que fazem de alas comerciais que podem ser adquiridas por aqueles que desejam se juntar à Estação Primeira na Avenida no próximo carnaval, e também alguns protótipos de fantasias da Comunidade.

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Fotodos: Divulgação/Mangueira

“Estamos dando luz à presença bantu no Rio de Janeiro, seu estabelecimento no território carioca, seu diálogo com diferentes religiões, influência na cultura, e sua fundamental presença na vivência da cidade, apesar de tantas tentativas de apagamento da sua contribuição à nossa negritude” afirma Sidnei França, carnavalesco da Mangueira. “Para além das expectativas, que são altas em se tratando de uma agremiação da magnitude da Verde e Rosa, vejo como estratégica a divulgação dos protótipos para que os desfilantes das nossas Alas saibam como se apresentarão e, principalmente, os significados que carregam em si no nosso cortejo para 2025”, conclui. Os cinco grupos das Alas Comerciais vão representar, respectivamente:

Ala 06 – Afrocatolicismo

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Já no Rio de Janeiro, os povos bantu participaram das Irmandades Negras e promoveram o afrocatolicismo, trazendo o seu próprio olhar sobre o cristianismo. O figurino traz a imagem de um Jesus estilizado com inspirações em máscaras de divindades bantu, além de outros ícones cristãos, evidenciando como o catolicismo foi incorporado e reinventado por esses povos.

Ala 09 – Nas Danças, Disfarces e Conchavos

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Pelas brechas da cidade, os povos bantu se associavam no Rio de Janeiro para enfrentar os efeitos da colonização e da violência escravocrata. Cenário que compõe o terceiro setor do desfile, os Zungus eram complexos assistencialistas, comerciais, festivos e de habitação em que interagiam, predominantemente, negros escravizados e libertos. Neles, encontros eram feitos para fugir da opressão que marcava as vivências da negritude carioca. Indo além do lazer necessário para a sobrevivência do cotidiano, manifestações culturais como o jongo e o lundu perpetuavam costumes de origem bantu e tinham na sua prática uma forma de se reunir para fazer articulações. Mascarados, dentre disfarces e conchavos, os bantu agiam contra a estrutura racista da sociedade.

Ala 14 – Comer um Quiabo Pra Não Pegar um Feitiço

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Como uma das diferentes maneiras que a cultura bantu participou da formação do Rio de Janeiro, os hábitos culinários são destacados em uma ala do quarto setor do desfile da Mangueira. A gastronomia é um traço repleto de simbologia e constitui culturas de cidades e nações. O quiabo era importante elemento culinário dos povos bantu, inclusive como forma de proteção, sendo utilizado em diferentes cultos religiosos até os dias atuais, inclusive como forma de oferenda a entidades das religiões afro-brasileiras.

Ala 17 – Gurufim: Não Chorar a Morte, Festejar a Vida!

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A formação da cidade do Rio de Janeiro ocorreu a partir da cultura bantu, que segue viva até hoje em todo o território carioca. A relação com a morte como possibilidade de celebrar a vida e o ciclo da existência ainda é vista em rituais como os gurufins, que transformam velórios em festas, prática comum entre a comunidade do samba. Beber, cantar e comer como maneira de exaltação daquele que se foi é uma das maneiras de lidar com a passagem da vida sem um olhar de lamentação, conforme ensinam as sabedorias bantu. A ala saúda três mestres carnavalescos que tiveram trajetórias marcantes pelo carnaval carioca e fizeram a passagem recentemente: Max Lopes, Roberto Szaniecki e Rosa Magalhães.

Ala 20 – Conexões por um Chamego

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Ter um dengo, conquistar um xodó, fazer um chamego! O afeto dentro das relações coletivas é uma das bases para o pensamento bantu e fundamental para a construção de um futuro ancestral, conforme propõe o quinto e último setor do desfile mangueirense. Na escola dona dos maiores amores do planeta, novas construções afetivas promovem conexões transformadoras dentro das experiências urbanas. Aflorando dos asfaltos, os girassóis se impõem sobre a realidade presente. A natureza é admirada pelos povos bantu e as flores são uma forte manifestação de vínculo de afeto da vida humana.

Alas da Comunidade

Grupo Cênico 2 – O Sopro que Guia a Passagem

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Para o Candomblé bantu de Congo-Angola, Kaiango é a entidade responsável por governar os caminhos entre o mundo espiritual e o mundo físico. O vento é um dos elementos da natureza dessa Inquice. Através dele, Kaiango comanda os nvumbis, os espíritos dos mortos, após a sua passagem pela vida terrena. O figurino remonta ao movimento dos ventos e dos sopros, que saem de dentro de uma máscara inspirada em esculturas de divindades bantu.

Ala 04 – Imposição de um Feitiço Branco

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Ao serem obrigados a abdicar das suas nações e das suas práticas religiosas, o início da relação dos povos bantu com a fé branca foi marcado pelo autoritarismo. O figurino se ampara da cor branca e de símbolos cristãos para denunciar a imposição da morte, inclusive simbólica, que os povos bantu sofreram durante o período da colonização. A escolha da cor se dá porque é ela que representa, para as filosofias bantu, a passagem da vida para a morte física. Isso é retratado no Cosmograma Bakongo, o ciclo das quatro etapas da existência, que faz parte da cosmovisão bantu sobre a vida. Luvemba, o ponto do ciclo em que ocorre a passagem para a morte, é representado pelo branco no Cosmograma.

Ala 18 – O Rio Celebra de Branco

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As macumbas do Rio de Janeiro criaram costumes até hoje presentes no dia a dia carioca e se vestir de branco para ocupar as praias no ano novo é uma das heranças bantu que se espalharam pela cidade. Os Omolokôs foram cultos bantu difundidos no Rio de Janeiro entre o final do século XIX e o início do século XX e se tornaram uma das bases da Umbanda. O pai de santo Tata Tancredo, um dos principais nomes dos Omolokôs, começou a organizar reuniões para a virada do ano nas praias cariocas. Lá, trajados de branco como as vestes dos terreiros, festejavam a passagem dos dias 31 de dezembro para 01 de janeiro. Essa forma de celebração se popularizou pela cidade e segue com milhões de adeptos todos os anos, independentemente da religião e das origens dos praticantes desse hábito.

A Estação Primeira de Mangueira levará para a avenida em 2025 um olhar sobre a presença dos povos bantus na cidade do Rio de Janeiro. Eles representaram a maioria dos negros que chegaram no Cais do Valongo, na Pequena África. A Mangueira retratará a vivência dessa população em toda a cidade, mostrando como sua história floresceu em solo carioca.

Para adquirir uma das fantasias das Alas Comerciais basta acessar o Instagram da Verde e Rosa onde estão disponíveis todos os contatos.

Beija-Flor homenageia em fantasia o título de Laíla no Salgueiro em 1974

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A Beija-Flor revelou mais uma fantasia para o desfile do Carnaval 2025. A roupa é da ala 18 e representa “No reino encantado da ilusão, transformou-se em assombração e fez carnaval”. Veja explicação da escola.

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“Nos carnavais do mestre, Laíla emprestou seu talento e sua voz para conduzir a Escola do Morro do Salgueiro ao título de 1974. Nesta ala, ele se transforma na assombração do Rei de terras distantes, revivendo as figuras sombrias daquele carnaval e imortalizando sua veia artística. Sempre polêmico e intenso, Laíla permanece como a força que atravessa o tempo, se reinventando na magia do desfile e fazendo do carnaval sua eterna obra”.

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Fotos: Divulgação/Beija-Flor

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Conexão Rio de Janeiro e São Paulo: Sambistas falam da importância de crescerem e se manterem unidos no carnaval

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É cada vez maior a participação de escolas de Rio de Janeiro e São Paulo visitando umas às outras. Essa conexão é importante, pois engrandece a irmandade entre as agremiações e principalmente dos componentes. Os povos podem conhecer a discografia das escolas, a maneira como se faz samba, além de viagens para fazer o que mais gosta: Mostrar o seu trabalho. O CARNAVALESCO conversou com os mestres Dudu e Gustavo, que defendem a Mocidade Independente de Padre Miguel e Salgueiro, respectivamente, e a presidente Solange Cruz da Mocidade Alegre. Todos contaram histórias envolvendo as duas cidades, mas foi de unanimidade a palavra-chave que deve haver entre os carnavais: União. Na oportunidade, os entrevistados estiveram presentes no evento 24 Horas de Samba, realizado pela Morada do Samba, cujo a escola da Vila Vintém e a Academia do Samba se fizeram presente para encerrar a festa.

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Caminhar e crescer juntos

Mestre Gustavo, do Salgueiro, relembrou a história que viveu com a Mocidade Alegre, onde compareceu às 24 Horas do Samba na sua adolescência. Voltar ao local é um privilégio, diz o mestre. “Eu me lembro da primeira vez que eu vim aqui no 24 Horas de Samba. Hoje eu estou com 33 anos e eu tinha mais ou menos 15 ou 16 anos. Esse evento é uma parada muito especial. Não sei se eu estou velho, mas eu vi o Sombrinha pequeno. Participar deste evento é algo que eu não sei nem como explicar”, disse.

O salgueirense pregou a união que deve sempre haver entre as escolas do Rio e São Paulo, com o objetivo de ambos crescerem na mesma proporção. “Peço desculpas a todo o Brasil, mas Rio e São Paulo são as duas maiores metrópoles do nosso país e acaba que a gente consegue exportar muito a nossa cultura para o mundo. O carnaval do Rio e São Paulo é uma parada que tem que andar juntos sempre. São muito parecidos e precisamos caminhar juntos para crescer e conseguir exportar e crescer cada vez mais, sempre pelo nosso país”, declarou.

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O músico falou sobre as diferenças e semelhanças das baterias dos carnavais. De acordo com Gustavo, a faixa etária do Rio de Janeiro é maior, o que possibilita ter a ‘malandragem’, mas a qualidade está no mesmo nível. “Uma pequena diferença é que a gente lá no Rio tem uma média de idade um pouco mais alta. Aqui a galera tem uma média mais baixa. Nós temos aquela malandragem, uma levada da galera mais velha. Fora isso, é a melhor coisa. Todo mundo andando junto sempre, a conexão mais forte possível. A gente ama o calor de São Paulo e eu acho que a galera de São Paulo ama o carnaval do Rio também. Vamos nos unir sempre”, completou.

Carnaval parelho e rivalidade de lado

Mestre da Mocidade Independente de Padre Miguel, Dudu, contou da amizade que seu pai mestre Coé tinha com Sombra e Solange. Para ele foi um privilégio participar das 24 Horas do Samba muito também por conta disso. “Vir aqui é um motivo de muito orgulho, porque o meu pai, mestre Coé era muito amigo do mestre Sombra, presidente Solange e toda a sua família. Eu peguei o Sombrinha no colo. A Mocidade veio para a Barroca semana passada, infelizmente não pude vir, mas aqui mexe muito com a minha memória. A Solange frequentava minha casa, ficava lá com meu pai em Vila Vintém. Ela já curtiu muito a Mocidade. Para mim é muito prazeroso fazer parte desse evento. Meu pai não está mais em vida e eu tenho eles como minha família de verdade. Sempre quando me chamarem eu estarei presente”, declarou.

Dudu exaltou a conexão entre as duas cidades e disse que na visão dele os carnavais estão parelhos. O diretor disse que não deve haver rivalidade entre as duas metrópoles. “O samba não tem fronteiras. A gente sabe que há uma rivalidade amigável. A minha escola, particularmente, não tem rivalidade com ninguém. Acho que o samba é isso. A prova que o samba é cultura brasileira está aí. O carnaval de São Paulo conversa bastante com o do Rio e essa união é importante. Antigamente o Rio superava, mas com essa troca que temos hoje, não tem mais tamanha essa diferença. Está muito parelho”, afirmou.

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É fato que o samba-enredo de 2024 “Pede Caju Que Dou… Pé de Caju Que Dá!” caiu nas graças do Brasil. Sua melodia contagiante e seu refrão chiclete conquistaram os apaixonados pelo carnaval em todo o país. Não foi diferente no evento. A obra, quando cantada por Zé Paulo Sierra, levantou a galera na Arena Morada. Segundo o mestre Dudu, o samba irá marcar a história da folia. “É um samba que furou a bolha do carnaval. Não era o samba do ano, mas virou isso o que vimos. A Mocidade é isso aí: Uma escola pioneira que ressurge das cinzas de verdade. O samba do caju vai marcar, como ficou “Sonhar não custa nada”, “Chuê, Chuá”, “Criador e Criatura” e entre outros… Nosso samba de 2024 é amado pelo povo”, finalizou.

Parceria de muitos anos

A Mocidade Alegre está sempre pegando a Dutra para se apresentar no Rio de Janeiro. Devido a isso, a presidente Solange Cruz contou histórias que viveu com essas pessoas. A gestora da Morada revelou que existem amizades e parcerias com agremiações cariocas, além de conhecer os mestres Dudu e Gustavo quando eles eram jovens.

“Na realidade, eu tenho uma coletividade muito grande com o pessoal. O Dudu eu conheço há muitos anos. O Sombra era muito amigo do Coé, pai dele. Quando ele faleceu, a gente não estava em São Paulo e não conseguimos ir para o Rio, porque estávamos muito longe. E aí chegou o natal e o Dudu ligou para o Sombra dizendo que não iria quebrar a corrente, porque o Coé sempre ligava. Os meninos, Gustavo e Guilherme, nós vimos desde pequenos no Salgueiro. Conhecemos o pai deles. A gente se apresentava lá desde o mestre Louro. Temos uma parceria muito grande com essas escolas, assim como eu tenho com a Imperatriz. A Cátia liberou o Pitty, que veio cantar no sábado e deu um sacode. A galera não mede esforços e eu sou muito grata por essa união”, comentou a presidente.

Carnaval 2025: Rio Praia Camarote moderniza marca e anuncia pré-venda de ingressos para a Sapucaí

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Um dia a mais de espetáculo e o desafio de continuar a ser um dos espaços mais cobiçados da Sapucaí são os combustíveis que fizeram com que o Rio Praia Camarote, por mais um ano, buscasse inovações que mantivessem seus clientes motivados a estar em um ambiente onde o luxo e o requinte, estivessem alinhados com um serviço do mais alto nível e a paixão pelo Carnaval.

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Foto: Divulgação/Rio Praia Camarote

Ali, onde o coração acelera, o folião que faz do Rio Praia Camarote o perfeito lugar para mostrar sua paixão, sem perder a oportunidade de reunir-se e encontrar-se com amigos e familiares, pode desfrutar de um espaço de 1.200m², dividido em três andares (lounge, área principal e área premium), todos com visão privilegiada para o palco principal da folia em um ano que promete ser inesquecível.

Para concretizar este novo momento, o espaço também inovou e repaginou a marca, com o propósito de dar o pontapé inicial para uma nova era.

“Vamos para o sétimo ano de realização do camarote e, a cada edição, novos desafios vieram para todos. O Rio Praia é um desafio constante porque, entre todos os camarotes da Sapucaí, é um espaço que precisa, ano a ano, ressurgir sem perder a essência, que é a de protagonizar as escolas de samba e valorizar o espetáculo. Fizemos um grande estudo da marca e resolvemos repaginá-la, sem quebrar os nossos conceitos iniciais”, diz Rodrigo Lyra, sócio do camarote que fica no Setor 08, em frente ao segundo recuo da bateria.

Nesta nova roupagem, que será oficialmente apresentada no dia 22 de outubro, data do lançamento oficial do camarote, elegância, modernidade e leveza foram os conceitos que inspiraram a equipe de Pedro Henrique Teixeira, da V2P, para o rebranding.

“Tínhamos o desafio de mostrar uma evolução dessa marca, destacando a elegância e a modernidade, usando linhas longínquas que remetem à beleza e à paixão. O Rio Praia é um camarote muito procurado, não somente pela localização e pelos serviços, mas pelo ambiente que favorece os encontros familiares, de amigos, de apaixonados pelo carnaval e a gente queria mostrar justamente isso. A felicidade mora no Rio Praia Camarote”, comenta o profissional.

Pré-venda começou nesta segunda

Ratificando o sucesso de 2024 quando esgotou a pré-venda em apenas 48 horas, o Rio Praia Camarote já está com tudo pronto para a ação que garante o interesse do público que vai à Sapucaí, buscando ter o melhor serviço e a melhor visão do espetáculo, conciliando ambiente, line up de qualidade e comodidade.

“Conseguimos, ao longo destes anos, consolidar o Rio Praia Camarote como referência para o público. Entre convidados VIPS, serviço de ponta, conseguimos manter um padrão de excelência muito alto e nossa filosofia é proporcionar experiências ímpares ao cliente que, como nós, ama verdadeiramente este, que é o maior espetáculo da Terra”, diz Bruno Português, um dos sócios do empreendimento.

Para a pré-venda, somente clientes com cadastro prévio podem adquirir os ingressos que custam a partir de R$ 1390, preço promocional que vale apenas para a ação, que tem duração de apenas 72h. Para realizar a inscrição e garantir o desconto, os interessados devem acessar o site oficial do espaço e preencher o formulário. As vendas, assim como no último carnaval, acontecerão através da plataforma da Ticketmaster. Mais informações pelo telefone 21 9 9994-3632 ou nas redes sociais oficiais do camarote