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Vídeos: apresentação do Tuiuti no ‘Salgueiro Convida’ com o samba de 2025

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Parceria de Zé Glória vence disputa de samba da Santa Cruz para o Carnaval 2025

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Já era manhã de domingo quando a Acadêmicos de Santa Cruz escolheu o samba da parceria de Elias Andrade, Rafael Lima, Samir Trindade, Aurélio Brito, Zé Glória, Pierre Perez, Luiz Brasília e Carla da Barreira como o hino do Carnaval 2025. Defendido pelos intérpretes Tinga e Sandro Mota, a obra conquistou a comunidade, segmentos e diretoria, se consagrando a grande campeã da disputa.

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Foto: Shampoo/Divulgação Santa Cruz

Para a festa, uma super estrutura foi montada. A noite iniciou com o show da agremiação. A bateria dos Mestres Riquinho e Cleison Brown comandaram o ritmo. Passistas, baianas, casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, e todos os segmentos se apresentaram ao som dos grandes sambas da escola que fizeram história no Carnaval.

Depois, a apresentação dos sambas finalistas fez a quadra vibrar com as torcidas, deixando a disputa acirrada. Antes do anúncio, o público curtiu o show de Arlindinho Cruz, que subiu ao palco da Santa Cruz pela primeira vez e fez todo mundo cantar sucessos do samba e do pagode.

O samba campeão foi anunciado por volta das cinco da manhã na voz do intérprete oficial Roninho Remandiola e consagrou a parceria de número 02 que, além de ter o seu samba cantado por toda a comunidade no próximo desfile, ganhou o prêmio de 10 mil reais. Confira a letra:

Compositores: Elias Andrade, Rafael Lima, Samir Trindade, Aurélio Brito, Zé Glória, Pierre Perez, Luiz Brasília e Carla da Barreira

A intolerância veio pelo mar
Queriam dizimar memórias de Tupã
Rezaram a missa em inclemência
Pra catequizar a essência
Impor a crença, o seu afã
Brasil de Coaraci e Jaci
A natureza, louvava a nação Tupi
O originário em sua fé
Acreditava, na sabedoria dos Pajés

Águas de Yemanjá
Trouxeram os negros
Cultuando seus orixás
Mandinga de tambores
De deuses que dançam
Batuque de rituais

Nossa gente pelas ruas em altares
Resiste em manifestações populares
Festa do divino
Caboclinho vem da mata
Tem maracatus e cavalhada
O jeito que o povo celebra é assim
No santuário Tupiniquim
Mães do meu país
Somos todos filhos seus
E a paz em cada altar
Não importa a divindade

O que traz a salvação é a bondade

Eu tenho Maria e Oxalá Jesus
Eu tenho Zumbi, Pajés e Exus
Erês e Caboclos, axé da história
E a Santa Cruz no congá da vitória

Para o próximo ano, a Santa Cruz tem como enredo do enredo “Os Sagrados Altares Tupiniquins”, do carnavalesco Cid Carvalho, que traz as origens de diversas manifestações culturais por meio da fé e do sincretismo religioso. A escola será a 6ª a desfilar na Série Prata, pela Superliga Carnavalesca do Brasil, no dia 03 de março, na segunda-feira de Carnaval.

Voz do gueto, dona das multidões! Parceria de Lequinho vence a disputa de samba da Mangueira para o Carnaval 2025

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Por Allan Duffes, Luan Costa e Matheus Morais

A Estação Primeira de Mangueira, “dona das multidões”, escolheu o samba-enredo da parceria de Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Júlio Alves, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim para o Carnaval 2025. A escola terá o enredo “À Flor da Terra – No Rio da Negritude Entre Dores e Paixões”, que será desenvolvido pelo carnavalesco Sidnei França. O resultado saiu por volta das 5h deste domingo. O Palácio do Samba, como sempre, ficou lotado e a Verde e Rosa fez uma linda festa para escolher sua obra para o desfile do ano que vem. Destaques para a bela performance da bateria, ala musical e os segmentos, sob direção de Fábio Batista, que fizeram um show impecável, digno da segunda maior campeã da história do carnaval do Rio de Janeiro. * OUÇA O SAMBA DA MANGUEIRA PARA 2025

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“A emoção é como se estivesse ganhando o primeiro samba, porque ela se renova. Quando a gente entra na disputa, esquece tudo aquilo que já passou. Foca em tentar representar a nossa escola na avenida. Graças a Deus temos essa oportunidade novamente. O enredo é necessário. Tem que ser contado, não só uma vez, mas com essa temática muitas outras vezes. Porque o carnaval é do povo preto. Nós temos que agradecer ao povo preto por hoje estarmos pisando na avenida, porque foram eles que plantaram essa semente. Colher o fruto é fácil, mas quem sofreu para poder plantar a semente foram eles. Temos que agradecer e temos que cantar várias vezes em enredos de temática afro na Marquês de Sapucaí”, disse o compositor Lequinho ao CARNAVALESCO.

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Compositor Lequinho

“Foi minha sexta vitória aqui. Cada vitória é como se fosse a primeira, essa escola é sagrada. Eu me sinto um ser humano muito privilegiado de fazer parte disso. Eu me sinto como em meu primeiro ano. A Mangueira, para gente relembrar o velho Luizito, é a maior escola de samba do planeta. Quem não sente isso não tem nem que pisar aqui, a Mangueira é a maior escola de samba do planeta e sou um privilegiado”, comentou o compositor Paulinho Bandolim.

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Compositor Paulinho Bandolim

“Uma vitória difícil, mas graças a Deus, deu a gente aí nessa disputa acirrada. Um samba bonito, que a própria quadra abraçou. Era meu sonho ganhar um samba na Mangueira. Não consigo dizer um trecho favorito. Eu gosto do samba todo”, completou o compositor Júlio Alves.

Galeria de fotos da final de samba da Mangueira para o Carnaval 2025

Em entrevista ao CARNAVALESCO, a presidente Guanayra Firminou revelou com exclusividade que será candidata para reeleição. Ela falou sobre a contratação do carnavalesco Sidnei França, multicampeão em São Paulo, e ainda citou que não faltará recursos para o projeto do desfile de 2025 da Verde e Rosa.

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“Acompanhava o trabalho do Sidnei França em São Paulo. Gostava muito do que fazia lá. Quando ele apresentou o enredo da Mangueira para 2025 foi amor a primeira vista. Tem a nossa cara. É forte! O mangueirense pode esperar um desfile potente. Temos um samba valente e que descreve muito bem o nosso enredo. Nos últimos dois anos, não dei muita sorte nas alegorias, mas o investimento fiz, não depende só de mim o resultado, mas garanto que não faltará recursos para o Sidnei França desenvolver o projeto inteiro. Acho que agora vai dar certo. Já estamos reproduzindo nossas fantasias. Nossos carros já estão na madeira e o abre-alas começou a decoração. Sobre a eleição do ano que vem, eu vou ser candidata para reeleição. Não é fácil ser mulher e presidente da Mangueira, mas dou conta. Não tenho e nunca tive medo de desafio”, garantiu a dirigente da Verde e Rosa.

Desfile ousado na parte plástica

Campeão por diversas vezes em São Paulo, Sidnei França chega na Mangueira para dar segurança para a parte plástica da Verde e Rosa.

“Eu tenho uma trajetória consolidada em São Paulo e agora iniciar um novo ciclo na Mangueira é uma consagração e é também uma oportunidade de testar o meu trabalho em um outro formato, outro Sambódromo, outro estado. Tem sido muito rico, valoroso e o meu coração de sambista está em festa, tenha certeza. Afinal de contas, a Mangueira é um patrimônio da cultura popular brasileira. É uma nova cara de Mangueira, menos tradicional, menos ligada à sua tradição quase centenária, e um desfile mais ousado, mais arrojado do ponto de vista estético. O nosso samba tem a garra do povo da Mangueira e a temperatura do povo da Mangueira. O trunfo é ter um enredo que fala sobre ancestralidade, a cultura preta, sobre o Rio de Janeiro negro. A partir daí, evidenciar, explorar, exaltar o seu chão, a sua raça, mais uma vez, para triunfar no carnaval”, explicou ao CARNAVALESCO o artista mangueirense.

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Carnavalesco Sidnei França

Plástica perfeita com o chão da comunidade

Contratado para o desfile de 2025, Dudu Azevedo, diretor de carnaval da Mangueira, explicou o que representa chegar na Verde e Rosa e contou com está a programação para o desfile do ano que vem.

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“A Mangueira tem sua história e está sempre nas prateleiras mais altas do carnaval. O pedido da comunidade é voltar para essa prateleira. Quando a gente encontra uma gestão como da presidente Guanayra, que quer planejar, organizar e desfilar bem, é colocar a escola na avenida para que a comunidade mostre a emoção. A gente tem o planejamento de desfilar com cinco alegorias, sendo que uma acoplada e três tripéis. Aproximadamente 3.300 componentes. A Mangueira é gigante e ninguém pode ficar de fora. O trunfo é unir uma plástica perfeita com esse chão de comunidade que a Mangueira possui. Esse é o caminho para a Mangueira estar onde nunca poderia sair”, disse o diretor de carnaval.

Em um momento espetacular de rendimento, os intérpretes da Mangueira, Marquinho Art Samba e Dowglas Diniz, conversaram com o CARNAVALESCO e abordaram o trabalho em parceria com a bateria.

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“O processo para o sucesso tanto do carro de som, como a bateria é o conjunto. É o respeito que a gente tem um com o outro. A bateria, os mestres, eles possuem livre-árbirtro de vir poder opinar dentro do trabalho da gente, da ala musical, como também a gente pode opinar no trabalho da bateria. Ter o trabalho o nosso trabalho do carro de som sendo reconhecido pelo carnaval é uma felicidade. O nosso samba para 2025 é para o mangueirense cantar com o coração”, dise Dowglas Diniz.

“As coisas vão melhorando a cada ano que passa e vem o entrosamento. Nós fomos montando o time do carro de som dentro da necessidade de cada samba. E hoje sestá criado esse carro de som dos sonhos, maravilhoso. A gente vai trabalhar muito para poder chegar no rendimento melhor possível do samba na Avenida”, completou o cantor Marquinho Art Samba.

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Mestres Taranta Neto e Rodrigo Explosão

Comandando uma das melhores baterias do carnaval, no atual momento, os mestres Taranta Neto e Rodrigo Explosão formaram uma dupla de ouro para a “Tem que respeitar meu tamborim”. Ao CARNAVALESCO, eles falaram do trabalho para 2025.

“A gente procura sempre evoluir. Fazer o melhor trabalho possível, a gente sabe que estamos vindo com uma pegada e para manter um nível de nota, a gente precisa sempre continuar elevando a bateria. Temos um enredo que propõe fazer coisas boas que possam ajudar a gente a levar essa nota 40 que queremos pegar novamente”, contou mestre Rodrigo Explisão.

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“O balanço de 2024 gente foi muito positivo, foi 1000%. A gente conseguiu entregar o trabalho que queríamos. Conseguimos a nota para escola. Agora, o nosso samba está dentro do enredo que o Sidney França propôs. E vem aquele tempero. Aquelas possibilidades abertas para gente fazer o nosso trabalho, a escola evoluir bem, aquela melodia mangueirense de bater no peito. O resto a comunidade abraça”, assegurou mestre Taranta Neto.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira da Verde e Rosa, apelidado de “Casal Furacão”, conversou com o CARNAVALESCO sobre a sensação após o ótimo desfile da dupla em 2024 e o que esperar de 2025.

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“Dever cumprido no desfile de 2024, acho que é sempre um dever cumprido dançar para essa comunidade, ver a festa da nação, representar a Estação Primeira de mangueira é incrível. A Mangueira sempre merece excelência. Sobre a fantasia de 2025 é aquela pergunta meu caro amigo que você vai ficar sem a resposta. Aguenta coração”, brincou o mestre-sala.

“Foram as notas que Estação Primeira de Mangueira precisava e a presidente Guanayara Firmino merecia. Já vi a fantasia. O Sidney França é extremamente cuidadoso desde quando ele desenhou até agora”, citou a porta-bandeira.

Evelyn Bastos elogia sensibilidade do carnavalesco Sidnei França

Mais um ano como rainha de bateria da Mangueira, Evelyn Bastos falou da fantasia para o desfile de 2025 e o trabalho como presidente da Mangueira do Amanhã.

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“Eu ainda não peguei o desenho da fantasia, mas ele (Sidnei França) é um carnavalesco incrível e eu admiro muito o trabalho dele. É extremamente sensível com a comunidade, com o que ele faz e ele é diferente. É especial porque muito mais do que você ser um profissional muito bom na sua área quando você tem a sensibilidade do artista, faz com que o profissional seja ainda mais de bem sucedido. Eu, como presidente da Mangueira do Amanhã, sinto todas as dificuldades de colocar um desfile mirim na rua, não só colocar o desfile na Sapucaí, mas ter ensaios, trazer as crianças para dentro das quadras. É um trabalho de formiguinha”, afirmou Evelyn Bastos.

Responsáveis pela comissão de frente da Mangueira, os coreógrafos Lucas Maciel e Karina Dias, falaram sobre a estreia na escola em 2024 e projetaram o desfile do ano quem vem.

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“O balanço de 2024 é de dever cumprido. É tanto esforço, tanta entrega, que é só uma coroa do trabalho. Eu acho que é um banho de descarrego quando vêm as notas. Cada ano é ano e a gente está correndo muito atrás e querendo muito que isso se perpetue. Já planejamos tudo tudo para 2025”, citou a coreógrafa.

“Quando saíram nossas notas, a gente se ligou e começou a chorar sem falar nada. Foi só gratidão por tudo que a gente passou e ter nosso trabalho reconhecido. Isso é maravilhoso. A gente recomeçou mais um ano agora. Vamos buscar esses 40 pontos agora para 2025. E cada ano é um ano. A gente acaba um ano, encerra, agradece por tudo que passou, mas recomeça do zero”, completou o coreógrafo.

Como passaram as parcerias na final

Parceria de Chacal do Sax: O primeiro samba da noite foi de autoria de Chacal do Sax, Fábio Martins, Marcelo Martins, Bruno Vitor, Jean do Ouro e Pastor Gaspar. A dupla de intérpretes Tem-Tem Jr e Emerson Dias foram os responsáveis por conduzir o samba nesta noite e juntos contribuíram para que a obra conseguisse conquistar atenção do público presente desde o primeiro minuto de apresentação. Foi uma apresentação com início forte e extremamente aguerrido. A melodia tem uma cadência firme e envolvente, fazendo com que o ritmo se alterne entre passagens mais suaves e momentos mais intensos. Porém, durante a apresentação houve uma alternância no canto, foi possível notar principalmente quando a bateria e os cantores pararam de cantar, faltou mais constância para sustentar lá em cima.

Os destaques ficaram para os refrões, que foram bem cantados, porém, a parte que incendiou a quadra foram os versos que antecedem o refrão principal, “Eu sou mais um Silva, do buraco quente, da massa funkeira, sou linha de frente, cria de Mangueira, produto do nosso quintal”. Vale destacar ainda a presença maciça da torcida, com bandeiras nas cores da escola e luzes e muita animação.

Parceria de Ronie Oliveira: O segundo samba a se apresentar nesta noite foi composto por Ronie Oliveira, Jotapê, Giovani, João Vidal, Miguel Dibo e Cabeça Ajax. A obra foi conduzida pelos intérpretes Charles Silva e Gilsinho, a dupla, aliada a um carro de som entrosado, conduziu de forma consiste a obra.

A obra passou de forma linear nesta final, os momentos de maior explosão ficaram para o refrão principal, a torcida, bem numerosa e com balões coloridos contribuiu para que a apresentação fosse boa. Porém, a sensação é de que faltou estofo para uma passagem mais explosiva. O canto não se sustentou durante a parada dos cantores e da bateria.

Parceria de Lequinho: O último samba da noite teve autoria de Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Júlio Alves, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim. No comando, um carro de som de peso, liderado pelos intérpretes Tinga e Pitty de Menezes, ambos deram um show e foram peças fundamentais para o excelente rendimento nesta noite. A parceria é composta por autores acostumados a ganhar samba na Mangueira, o samba deste ano tem características marcantes que fazem com que o torcedor se identifique, além de contar bem o enredo, a exaltação ao pavilhão está presente e mexe com brio do mangueirense.

A apresentação desta noite foi excepcional, o rendimento se manteve alto durante todo o tempo, não foi possível perceber quedas notáveis, o entrosamento com a bateria foi nítido, assim como sinergia com o público presente na quadra. A torcida foi a maior da noite, extremamente animados e com o samba na ponta da língua eles deram um show. Como destaque é possível mencionar os refrões principais e também o verso que abre a segunda parte do samba “Forjado no arrepio da lei que me fez vadio, liberto na senzala social, malandro, arengueiro, marginal”. Ao final da apresentação, de forma unânime, os presentes na quadra gritaram “é campeão”, foi a coroação de uma apresentação impecável.

Galeria de fotos da final de samba da Mangueira para o Carnaval 2025

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Coreógrafo Régis Santos fala sobre importância do enredo da Terceiro Milênio para o Carnaval 2025

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A comissão de frente da Estrela do Terceiro Milênio vem impactando o público nos últimos desfiles. No enredo “Ô Abre Alas Que Elas Vão Passar”, quando a agremiação conquistou o acesso ao Grupo Especial, a escola quis impactar e mostrou a força das mulheres, dando uma abertura especial ao desfile. No ano seguinte, quando a agremiação teve como tema “Me Dê a Sua Tristeza Que Eu Transformo Em Alegria”, o público foi surpreendido por ilusões de óticas, onde vídeos circulam até hoje na internet. É uma característica do coreógrafo Régis Santos, que, na intenção de impressionar, combina com o pensamento da Coruja do Grajaú. O profissional conversou com o CARNAVALESCO e falou sobre o enredo para o próximo ano, características da comissão de frente e suporte ao seu trabalho.

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Foto: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Atitude de escola gigante

Muitos enredos que tem a famosa frase ‘pé na porta’ para dizer que é forte e que tem contexto de alta crítica, são realizados de forma correta todos os anos. Entretanto, um tema desta magnitude, com esse manifesto, talvez seja a primeira vez que foi anunciado. O coreógrafo celebrou a atitude da agremiação do Grajaú e disse que é um salto importante para o carnaval. “É um presente para a comunidade LGBTQIAPN+, porque a gente sempre falou de corrupção, de preconceito racial, de tantos temas polêmicos e o mundo do carnaval nunca falou disso. A Milênio dá um salto que é a cara dela. Eu acho que a escola tem uma característica de querer fazer um carnaval bonito, ter uma postura de gente grande que ela é. Você vê que surgiu o enredo e logo na sequência surgiu o do Tuiuti, mas o da Milênio foi anunciado antes. É de uma significância politicamente e socialmente para a comunidade do Grajaú. Quando a gente está falando de um extremo sul, da periferia, a gente trazer isso é muito importante. Boa parte das pessoas e o mundo LGBTQIAPN+ são das periferias. Vir deste lugar, essa atitude, tem uma simbologia muito importante para o carnaval”, declarou.

Comissão de frente em 2025

Régis não quis revelar exatamente a proposta da ala para o próximo carnaval, mas falou sobre as mazelas que acontecem com as pessoas LGBTQIAPN+ e deve ter uma atenção maior a esses fatos. “A gente não pode ser pouco atento, esperto, antenado de pegar uma oportunidade dessa e só falar de glamour. A gente não pode só falar de plumas, a gente não pode só falar do leque que abre e da ‘bicha’ que faz rir, porque isso é o que elas são na essência e muito além. Mas eu acho que a gente tem que falar também do que acontece como ser humano. Eu particularmente, que sou um homem LGBTQI, sei o que significa ser isso em um país que mais mata. O que significa ser isso em um país que se revelou nos últimos anos tão conservador. Na verdade não se revelou, ele saiu do armário. O que eu posso dizer é que a gente vai falar de muita coisa nessa comissão de frente, tendo um olhar social para isso”, explicou.

Ambição do Grajaú

O profissional desfila com a escola há um tempo. Sua comissão de frente, mesmo com o descenso em 2023, foi um dos maiores sucessos do carnaval. Apesar da queda, Régis optou por ficar na agremiação. O coreógrafo falou sobre injustiça sofrida, mas elogiou a ambição que a escola demonstra. “A Milênio tem tido resultados de carnavais esplêndidos. Se a gente parar e pensar o que a escola sofreu em 2023 foi uma grande injustiça. Não quero dizer que a Milênio ficaria entre as cinco ou muito menos seria campeã do carnaval, mas o mundo do samba sabe o que fizeram com a escola. A Estrela fez um carnaval para encantar e ser campeã? Não. Mas fez um desfile para ficar. Aí você pega carnavais anteriores, a escola é vice, campeã ou terceira do Acesso. O enredo das mulheres é gabaritado, todas notas 10. A agremiação já é grande e quer fazer acontecer, quer chegar na elite e tem uma experiência maior para desenvolver seus projetos”, afirmou.

Casamento que deu certo e pensamento igual

Régis Santos diz que a união é positiva, pois ambos gostam de ousar e a escola quer impactar e, por isso, não regula investimento somente para a ala. “Com relação ao meu trabalho, meu casamento com a Milênio é muito auspicioso. Eu sempre falo que esta escola gosta de ousar, não é acomodada, não quer regular em gastos na comissão de frente. Ela quer algo que impacte e emocione, mas também que traga a nota máxima, e eu também penso desta forma. Eu sou esse cara que gosta disso. Sou chato, exigente e se não vem um 10 é porque geralmente aconteceu alguma coisa que não foi da minha ossada. É só olhar as justificativas, que é raro. Eu tento buscar aquilo que a escola quer. O pedido por algo impactante na minha comissão. Depois já vem o casal arrebentando, abre-alas… Eu acho que é uma união positiva”, finalizou.

Eugênio Leal conversa com compositores finalistas da Mangueira

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A Mangueira faz neste sábado final de samba-enredo para o Carnaval 2025. Três parcerias estão na decisão. A escola, em 2025, terá o enredo “À Flor da Terra – No Rio da Negritude Entre Dores e Paixões”. Ouvimos um compositor de cada parceria defendendo seus sambas. Ouça abaixo.

Leitores do CARNAVALESCO apontam parceria de Chacal do Sax favorita na Mangueira

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A Mangueira faz neste sábado a final de samba-enredo para o Carnaval 2025. Três parcerias estão na decisão. A escola, em 2025, terá o enredo “À Flor da Terra – No Rio da Negritude Entre Dores e Paixões”. Em enquete com os leitores do CARNAVALESCO, a parceria de Chacal do Sax, Fábio Martins, Marcelo Martins, Bruno Vitor, Jean do Ouro, Pastor Gaspar foi apontada favorita para vencer com 59,1% dos votos. A parceria de Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Júlio Alves, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim ganhou 33,3%. A parceria de Ronie Oliveira, Jotapê, Giovani, João Vidal, Miguel Dibo e Cabeça Ajax ficou com 7,6%.

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Antes da apresentação das parcerias, o show inédito “Na Gira da Mangueira” vai levar para o Palácio do Samba um repertório histórico que promete comover e empolgar a torcida Verde e Rosa. A grande final também será transmitida ao vivo pelo YouTube da escola. Os ingressos antecipados estão à venda (https://ingresso.mangueira.com.br/).

Eugênio Leal conversa com compositores finalistas da Mangueira

“O mangueirense pode esperar uma noite de muita felicidade na sua casa neste sábado”, promete Dudu Azevedo, diretor de carnaval da Mangueira. “Vamos encerrar esse processo de escolha do samba-enredo cantando juntos uma trilha sonora magnífica ao som da nossa bateria, do nosso carro de som. É um show que vai interagir muito com o público e animar quem vai assistir a escolha do nosso hino”, aposta.

A direção artística do espetáculo, que vai contar com 80 integrantes, fica por conta de Fábio Batista. Para ele, “falar da cultura bantu é falar de movimentos circulares. Do tempo. Dos encontros” explica. E acrescenta: “Também é falar da gira que transfere conhecimento, que leva as pessoas de volta aos ancestrais. O candomblé é feito em gira, as danças afro também. Temos a roda da capoeira, a roda de samba. A ideia desse show é reverenciar a roda como grande lugar de diálogo, de transferência de conhecimento, de samba, de troca e reverência”, completa.

Em 2025 a Verde e Rosa apresenta na Marquês de Sapucaí o enredo “À Flor da Terra – No Rio da Negritude Entre Dores e Paixões”, uma narrativa baseada na historicidade preta de forte cunho social. Desenvolvido pelo carnavalesco Sidnei França, o enredo vai levar para a avenida um olhar sobre a presença dos povos bantus na cidade do Rio de Janeiro. Eles representaram a maioria dos negros que foram escravizados e trazidos para o Cais do Valongo, na Pequena África. A Mangueira retratará a vivência dessa população em toda a cidade, mostrando como sua história floresceu em solo carioca.

 

Sambistas e personalidades do carnaval participam da despedida do mestre-sala Chiquinho

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Presença de Laíla segue viva em Nilópolis! Beija-Flor escolhe samba da parceria de Romulo Massacesi para o Carnaval 2025

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Por Luan Costa, Matheus Morais e Rhyan de Meira

A Beija-Flor escolheu na manhã desta sexta-feira, por volta de 4h, a obra da parceria de Romulo Massacesi, Junior Trindade, Serginho Aguiar, Centeno, Ailson Picanço, Gladiador e Felipe Sena para ser o samba-enredo do Carnaval 2025. A escola terá o enredo “Laíla de todos os santos. Laíla de todos os sambas”, que será desenvolvido pelo carnavalesco João Vitor Araújo. A decisão lotou a quadra, em Nilópolis, e a “Deusa da Passarela” fez um grande evento. * OUÇA AQUI O SAMBA CAMPEÃO

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Foto: Luan Costa/CARNAVALESCO

“Com essa é a sexta vitória. A gente estava num jejum de dez anos, mas o Laíla abençoou. De todos os sambas que eu fiz, sem dúvida nenhuma, esse é disparado o mais especial da minha vida, porque o Laíla foi um cara que a gente conviveu, que a gente acompanhou muita coisa boa. A gente sofreu junto, ele me abraçou e agora essa homenagem para ele me deixa sem palavras. Estou feliz demais”, contou o compositor Junior Trindade.

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“Ganhar um samba falando do meu amigo Laíla, meu mestre, meu griô, me deixa muito feliz. O samba é do povo, que está feliz. A Beija-Flor, é imbatível com um samba-enredo bom. A parte que mais mexe comigo na obra é: “Oh jakutá, o Cristo Preto me fez quem eu sou! Receba toda a gratidão, obá, dessa nação nagô”, disse o compositor Serginho Aguiar.

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“Agradecer a comunidade nilopolitana, o carinho com que ela abraçou o samba. Ela comprou o barulho, sabia das nossas dificuldades, mas abraçou o samba e eu sei que o mestre estava aqui comandando a comunidade dele nessa escolha. Essa é a segunda vez que ganho, a primeira foi em 2012. Uma felicidade muito grande, porque dessa vez é homenageando o mestre. Aquele que forjou todos nós. O trabalho da gente, o que acreditamos dentro do carnaval deve-se a Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla”, afirmou o compositor Romulo Massacesi.

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João Vitor Araújo, artista responsável pelo desfile de 2025, conversou com o CARNAVALESCO e disse o que significa falar de Laíla no desfile do ano que vem.

“Eu acho que esse destino já estava escrito, porque nem nos meus melhores sonhos eu imaginaria que eu seria o escolhido para desenvolver esse enredo. Porque eu tenho uma história muito curiosa, hoje eu estou na Beija-Flor de Nilópolis é graças a ele. Ele me fez um convite para compor a comissão de carnaval há oito anos atrás e eu não pude participar porque eu já estava comprometido com outra escola e isso me abriu portas. Acho que a responsabilidade é gigante, eu peço a Deus, aos meus orixás, sabedoria todos os dias para que eu consiga caminhar e consiga fazer um belo trabalho e peço obviamente ao espírito de Laíla também para que ele me conduza a um bom trabalho”.

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A porta-bandeira Selminha Sorriso falou ao CARNAVALESCO sobre a relação com Laíla e o amor pela Beija-Flor. “Ele sempre foi muito carinhoso, família, muito respeitador. Nos ensinava a acreditar, a levantar a cada vez que caíamos, a sermos melhores, a buscarmos a força interior. Dizia para não nos compararmos com ninguém, mas sempre buscarmos o nosso melhor. Na Beija-Flor, todo desfile é sério, é trabalho coletivo, e é isso que nos faz vitoriosos. Aprendi que o ‘eu’ é importante, mas o ‘nós’ é muito maior”.

Em entrevista ao CARNAVALESCO, o presidente Almir Reis citou o que não poderá faltar no desfile da Beija-Flor.

“Não pode faltar macumba e romantismo. O Laíla tinha aquela coisa de ser bronco, mas era um grande romântico. Um grande amor, um grande poeta do samba. Ele amava o que fazia. O enredo e a forma como o João Vitor conduziu a plástica eu acho que tem tudo a ver com ele”, garantiu o dirigente.

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Contratado para o desfile de 2025, o diretor de carnaval, Marquinho Marino explicou o que é possível o torcedor esperar do trabalho na Beija-Flor.

“O melhor que fiz até agora foi unir a galera, para ter um trabalho de sucesso, de qualidade, depende de muita gente. A direção de carnaval nada mais é que uma representante, um porta-voz de toda uma comunidade, de toda uma diretoria. A minha função maior, eu sempre pensei assim, é unir, agregar, mais do que propriamente trabalhar tecnicamente. A Beija-Flor tem uma estrutura espetacular não só em quadra, mas em barracão, não só estrutura de materal, de equipamento, mas uma estrutura de pessoal, pessoas que amama a escola, que estão aqui há 30 anos, que sabem o que estão fazendo. Eu chegar e dizer que mudei alguma coisa, do meu ponto seria uma ingraditão muito grande com quem me recebeu até agora, que ajudou tanto a escola, e me apoiou”.

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Responsáveis pela comissão de frente da Beija-Flor, os coreógrafos Jorge Teixeira e Saulo Finelon comentaram o que representar produzir o trabalho de 2025, que homenageia Laíla.

“Está sendo uma grande honra, porque eu acho que é um momento muito importante que a escola está vivendo. Estar nesse momento é um diferencial na nossa carreira. O projeto do que vamos fazer já está praticamente decidido”, comentou Saulo.

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“Como o Saulo falou, é uma responsabilidade muito grande falar de uma pessoa que fez história e ajudou a construir o que é a Beija-Flor. É uma tarefa de muita responsabilidade. A gente sempre foca na emoção. Queremos emocionar, fazer o público sentir, como aconteceu na apresentação do enredo na quadra, quando as pessoas saíram sensibilizadas”, comentou Jorge.

Ao CARNAVALESCO, mestre Rodney falou do trabalho na bateria para o desfile do ano que vem. “O papel da bateria da Beija-Flor é trabalhar para escola e o samba. Tivemos um desempenho maravilhoso em 2024, reconhecido por todos. Não vai faltar a emoção no ano que vem. Eu falo, estou arrepiado. Essa energia, essa química que envolve a escola é algo único. Só vivendo para entender realmente”.

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O intérrete Neguinho da Beija-Flor exaltou ao CARNAVALESCO a convivência que teve com Laíla e afirmou a importância do amigo para o espetáculo do carnaval.

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“O Laíla foi um dos responsáveis por eu estar vivendo esse momento no mundo da música. Eu comecei com ele no Cordão do Bola Preta muito antes de ser da Beija-Flor. Eu entrei para a Beija-Flor em 1975 e eu comecei com o Laíla no Bola Preta em 1973. Essa é uma emoção que eu nunca senti, nem quando ganhei. Laíla, como todos sabem, é um ícone do carnaval. Está inserido no contexto de Joãosinho Trinta, Fernando Pamplona, Paulo da Portela. É uma personalidade importantíssima do nosso espetáculo”.

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Como passaram os sambas na final

Parceria de Romulo Massacesi: A obra assinada por Rômulo Massacesi, Junior Trindade, Serginho Aguiar Centeno, Ailson Picanço, Gladiador e Felipe Sena foi a primeira a se apresentar e trouxe uma apresentação carregada de emoção e profundidade. O samba evoca a figura de Laíla de forma magistral e a conexão com a comunidade foi imediata. A força do samba não está apenas nas referências ao grande mestre, mas também na forma como a melodia e a letra criam um ambiente de celebração e saudade, especialmente ao homenagear uma figura de grande importância para a Beija-Flor. O samba explora uma construção poética rica, com trechos como “Kaô meu velho” e “Da casa de Ogum, Xangô me guia”, que têm grande apelo emocional.

Bruno Ribas e Nino do Milênio, juntos com a enorme torcida, fizeram um excelente trabalho, porém, em um certo momento da apresentação, enquanto a torcida fazia o coro houve um desencontro, o que causou o “atravessamento” da obra, quando deveria repetir o refrão do meio, Bruno acabou partindo para a segunda do samba, o contratempo foi rapidamente corrigido.

O pré-refrão, com “Chama João pra matar a saudade, vem comandar sua comunidade”, traz um momento de encontro com o passado, lembrando figuras marcantes da escola e reforçando a conexão emocional com o público. A transição para o refrão principal, “Da casa de Ogum, Xangô me guia”, manteve a energia elevada, reafirmando a força espiritual que guia a escola. A apresentação desta noite foi repleta de energia, a obra passou de forma linear e constante, sempre mantendo o alto nível.

Parceria de Diogo Rosa: A segunda obra da noite foi composta por Diogo Rosa, Julio Assis, Diego Oliveira, Manolo, Julio Alves e Léo do Piso. O talento e experiência de Tinga, aliado a experiência de Emerson Dias, contribuíram para uma passagem excepcional da obra. O samba mexeu com a emoção do nilopolitano e na apresentação foi possível perceber inúmeros segmentos da escola acompanhando e cantando junto, a grande maioria visivelmente emocionado.

A numerosa torcida foi um dos destaques da apresentação, utilizaram bandeiras, papel picado e um elemento cênico representando uma pedreira, porém, o maior destaque vale para o desempenho do canto, principalmente durante o coro sem apoio dos cantores e da bateria. O pré-refrão possui um trecho extremamente interessante poético, forte e emocionante, na parte que diz “Meu velho, da encruza até a quadra, há acumba arriada, não há chama que lhe forje… Saiba, já está tudo preparado, pra você ser assentado bem ao lado do São Jorge”.

Parceria de Kirraizinho: A última obra a se apresentar foi composta Kirraizinho, Dr Rogério, Ronaldo Nunes, Clay Ridolfi, Miguel Dibo e Ramon via 13. O intérprete Pitty de Menezes comandou o microfone ao lado dos intérpretes Tem-Tem Jr e Charles Silva. A potência vocal de ambos contribuiu para um encerramento à altura da grande final.

Porém, mesmo que a letra seja bem trabalhada e poética, faltou uma força melódica que despertasse mais emoção na quadra. A obra, por mais refinada que seja, pareceu não conseguir empolgar a torcida, que em grande parte permaneceu menos envolvida em uma comparação direta com as anteriores.

O refrão principal, “Quando a saudade apertar, lembre que amor não tem fim”, carregado de sentimentalismo, não conseguiu tocar parte do público, porém não houve um momento explosivo esperado em uma final. O samba, embora bem escrito, não foi capaz de gerar o impacto necessário para se destacar. No geral, mesmo com a excelente condução dos intérpretes, a obra deixou a sensação de que faltou um pouco mais de intensidade e entrega.

Liga RJ revela calendário de ensaios técnicos da Série Ouro para o Carnaval 2025

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A Liga RJ divulgou nesta quinta-feira o calendário oficial dos ensaios técnicos da Série Ouro para o Carnaval 2025. Para o próximo ano, as escolas vão cruzar a Sapucaí aos domingos, com o primeiro começando às 18h. Serão quatro agremiações por noite, iniciando em 26 de janeiro e finalizando no dia 16 de fevereiro.

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Foto: S1 Comunicação/Liga RJ

Confira o calendário:

Domingo, 26 de janeiro
18h: Botafogo Samba Clube
19h: Em Cima da Hora
20h: Inocentes de Belford Roxo
21h: União da Ilha

Domingo, 2 de fevereiro
18h: Tradição
19h: Unidos da Ponte
20h: Unidos de Bangu
21h: Porto da Pedra

Domingo, 9 de fevereiro
18h: Arranco
19h: Vigário Geral
20h: União de Maricá
21h: Estácio de Sá

Domingo, 16 de fevereiro
18h: União do Parque Acari
19h: Acadêmicos de Niterói
20h: São Clemente
21h: Império Serrano

Os ensaios técnicos são eventos importantes para as escolas de samba, sendo uma oportunidade de ajustar detalhes. Para o público, é uma chance de conferir um pouco da magia das agremiações de forma gratuita e em clima descontraído. Em 2025, os desfiles da Série Ouro vão ocorrer nos dias 28 de fevereiro e 1º de março.