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ASASP elege cortes mirim, infantil e juvenil do carnaval de São Paulo para 2025

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Por Gustavo Lima e Will Ferreira

As cortes mirim, infantil e juvenil do carnaval de São Paulo para 2025 estão formadas! O concurso que coroou passistas de diversas escolas foi realizado neste domingo (10 de novembro), na quadra da Dragões da Real, localizada na Vila Anastácio, Zona Oeste de São Paulo. A iniciativa, organizada pela ASASP (Associação dos Sambistas do Amanhã de São Paulo) teve mais de vinte participantes e coroou, ao todo, quinze deles. O CARNAVALESCO esteve presente no evento e conta como foi toda a festividade, sempre marcante para um sambista em formação. O portal também entrevistou nomes importantes para a ocasião, como antigos campeões e jurados.

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Fotos: Gustavo Lima e Will Ferreira/CARNAVALESCO

Amanhã começou hoje!

Todo o evento foi inteiramente voltado para os pequenos sambistas. Houve, por exemplo, uma grande roda de pavilhão, com muitos casais formados por componentes com menos de dezoito anos de idade. Pouco depois, a ala das crianças da Dragões da Real também entrou em cena, cantando os sambas de 2024 (“África – Uma constelação de reis e rainhas”) e 2025 (“A vida é um sonho pintado em aquarela!”) da agremiação. Eles, por sinal, fizeram o show juntamente com Léozinho Tatuapé (integrante mirim do carro de som da escola da Zona Leste de São Paulo, que cantou a canção de 2017 da agremiação, “Mãe África conta a sua história: do berço sagrado da humanidade à abençoada terra do grande Zimbábwe”) e Thiaguinho, da Mocidade Alegre.

Os participantes do concurso passaram por duas etapas. Na primeira delas, respondiam perguntas feitas pelos apresentadores Yohana Obyara (princesa da Ritmo Que Incendeia, bateria da Dragões da Real, e Rainha Infantil em 2018) e Marlon Lamar (paulistano e desde 2018 primeiro mestre-sala da Portela, com passagens por Império de Casa Verde e Dragões da Real). Depois, veio a amostra de samba no pé, com direito a caracterização. Os passistas preferiram roupas mais tradicionais, tipicamente associada aos malandros, enquanto elas variaram entre vestidos e fantasias completas.

Com a palavra, alguns dos eleitos

Eleita para a mais alta hierarquia no concurso, Marisol Suzarte, Rainha da categoria Juvenil (que reúne as passistas mais experientes, com treze participantes) e musa da bateria da Raízes de Vila Prudente (escola do Grupo de Acesso de Bairros III da União das Escolas de Samba Paulistanas [UESP]), relembrou o primeiro contato dela com o mundo das agremiações carnavalescas: “Eu cheguei nesse universo há três anos, quando eu cheguei em uma escola de samba e vi que aquilo era para mim. Desde então, eu nunca mais saí de uma escola de samba. Fui atrás, fui perseverante, liguei para o meu sonho que eu tinha desde pequena, quando via o carnaval pela televisão e não podia ir porque a minha família não é do mundo das escolas de samba”, revelou.

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Marisol aproveitou para destacar a ajuda que teve da própria rede de apoio e da agremiação: “O momento que eu percebi que tinha talento foi quando as minhas treinadoras começaram a me incentivar muito. Elas me fizeram acreditar nesse sonho, que eu tinha potencial e poderia vencer. Foi aí que eu vim aqui na ASASP representando a Raízes de Vila Prudente”, comentou.

Primeira Princesa Juvenil, Mariah Oliveira é criada nem uma das mais tradicionais escolas de samba paulistanas: “Eu sou nascida e criada na Rosas de Ouro! Minha mãe é diretora de ala e meu pai é diretor de harmonia. Eles estão comigo em todos os momentos e isso não tem preço! Eu fui da Ala das Crianças da Roseira durante muitos anos, começando em 2015 e saindo em 2020. Desfilei um ano em uma ala e fui depois para a Ala das Passistas. De lá eu não saí mais, destacou.

A integrante da corte, por sinal, mostrou planejamento, mas não escondeu a emoção ao falar da conquista: “Estou preparada para todos os eventos que virão. Já estava planejando isso e agora é só carregar a faixa! Essa é uma sensação inexplicável. Só de estar aqui, representando a minha escola, já vale por tudo e eu já tinha certeza de que já era vencedora só por isso. Ter conquistado a faixa, para mim, é um sonho realizado e uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida”, emocionou-se.

É interessante notar o quanto a história de cada um dos eleitos é diferente. Beatriz Carvalho, Primeira Princesa da categoria Infantil (a intermediária entre as três existentes) representando o Amizade Zona Leste (que desfilará no Grupo Especial de Bairros da UESP em 2025), possui uma ligação bastante antiga com a instituição: “Eu sou cria da escola, desde pequena estou lá. Conforme o tempo foi passando, fui aprendendo sobre o carnaval e fui me apaixonando cada vez mais pelo samba. Hoje, o samba faz parte da minha vida. Hoje eu estou realizando um grande sonho”, garantiu.

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Ainda em formação como sambista e como pessoa, Beatriz quer incentivar mais garotas a participar do universo carnavalesco: “A minha paixão pelo carnaval, agora, explodiu! Eu quero muito levar essa sensação para outras meninas. Vou falar para elas que, se elas têm o sonho de participar, elas têm que buscar isso. Esses eventos sempre me emocionam, todas as crianças e adolescentes merecemos um futuro melhor”, empolgou-se.

Passista de Ouro da categoria Mirim (a que reunia os candidatos mais jovens do concurso), Guilherme Cerqueira, do Vai-Vai (que elegeu os seis candidatos que levou para o evento), comentou sobre o frisson que causou logo ao pisar no palco: “Eu curti demais a reação da torcida! É a primeira vez que estou passando por isso na vida, agora que estou entrando para a corte. Estou muito feliz com essa faixa. Vou dar o meu melhor para honrá-la, vou me jogar inteiro com ela!”, animou-se.

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Família orgulhosa

Os eleitos mais jovens tinham a presença de um responsável. Um deles era Fábio Cerqueira, pai de Guilherme – que, é claro, estava muito feliz com o filho: “Eu fico muito feliz com o que ele faz, ele samba desde a barriga da mãe. Ele tem uma projeção há anos e foi uma batalha grande chegar onde ele chegou: ser o Passista de Ouro pelo Vai-Vai. Desde quando a mãe dele estava grávida ele reagia quando ouvia samba, ele nasceu para fazer coreografias – não só relacionadas a carnaval, mas música no geral”, revelou.

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Alexandra Carvalho, mãe de Beatriz, detalha que sempre incentivou a filha a participar das atividades no Amizade Zona Leste: “Lá em casa, é diferentíssimo daquelas em que os pais não gostam de ver os filhos no samba. O pai dela era mestre de bateria e eu era passista. Nós nos conhecemos dentro da escola, nos casamos, desfilei grávida dela. Levo ela na escola desde quando ela nasceu, ela começou a gostar e, só de estar aqui, já é um grande passo. Ela vai crescer sempre, acredito muito na minha filha. Eu e o pai dela sempre incentivamos muito ela porque ela era muito tímida, e nós trabalhamos para que ela se soltasse mais, já que ela sempre soube sambar e sempre foi da Ala das Passistas. Hoje, ela é a minha primeira princesa!”, orgulhou-se.

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Passando o bastão

A corte de 2024 foi substituída, embora tenha marcado para sempre os respectivos nomes na história do concurso. Fernanda de Paula, rainha juvenil da corte de 2024, tentou exemplificar: “É uma sensação muito boa, um misto de emoções. Tem um pouco de tristeza e felicidade, porque tenho certeza que as meninas vão representar a gente muito bem. Lembro que eu tinha recebido o convite da ASASP três anos atrás, mas achava que não estava preparada. Eu tive o apoio da minha família e deu tudo certo”, rememorou.

Daqui para frente, de acordo com Fernanda, o nome de cada um dos eleitos brilhará no universo carnavalesco paulistano: “Esse processo foi muito bom para gente, nós ficamos muito reconhecidos. A gente ia em todos os eventos em todas as escolas. Eles nos enxergaram de verdade. Esse é o intuito da ASASP, que é representar todos os adolescentes do carnaval de São Paulo”, disse.

Ao ser perguntada sobre o início no universo carnavalesco, ela aproveitou para também falar sobre o futuro: “Eu comecei no Vai-Vai em 2017 pela ala das crianças e agora estou na ala das passistas. Minha mãe sempre frequentou a escola. Quando eu nasci, ela parou de ir, mas quando eu fiz 8 anos nós voltamos juntas. No momento em que pisei naquele chão já senti a energia e me apaixonei. Por enquanto eu não tenho nenhum plano, mas acho que mais para frente quero tentar concorrer UESP, Liga e rainha do carnaval. É isso o que eu quero”, destacou.

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Júri gabaritado

A comissão julgadora do concurso teve uma série de nomes muito respeitados no universo carnavalesco. Karine Grum (rainha da Ritmo Que Incendeia), Isadora Salles (princesa da bateria da Dragões da Real), Aline Oliveira (rainha da Ritmo Puro, bateria da Mocidade Alegre), Thai Rodrigues (rainha do carnaval carioca de 2022), Keise Cristine (Rainha do Carnaval da UESP) e Robério Theodoro (duas vezes Rei Momo do carnaval paulistano e candidato ao concurso carioca) eram apenas alguns que estavam no júri.

Thai exemplificou como é sair do palco e passar a julgar os pequenos: “É uma loucura, o sentimento fala muito mais alto porque a gente sabe o que passou por ali. É uma cultura muito desvalorizada, uma cultura onde a gente tem que ter o esforço dobrado para provar e também para adquirir os nossos figurinos, maquiagem, sandália… é tudo muito caro. O sentimento sempre transborda, sempre fala mais alto. É uma responsabilidade imensa também mexer com os sonhos, com vontades, sabendo que já foi o meu sonho e a minha vontade”, comentou.

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Sobre o nível do concurso, ela fez questão de destacar o altíssimo nível de todos os participantes: “Eu amei, eu fiquei super orgulhosa, realmente fiquei de boca aberta em ver o quanto as meninas têm como base os estudos. Fiquei admirada em ver o quanto elas sabem o quanto é importante o estudo, o estar bem em matemática e português. Eu percebi que todas se preparam, elas vão fazer aula de oratória, dá pra ver que elas ensaiaram. Fiquei muito feliz com o que eu vi no concurso no São Paulo”, impressionou-se.

Responsabilidade na revelação

Josefa Silvana da Silva, presidente da ASASP, comentou sobre a importância do concurso realizado pela instituição: “A valorização é a principal marca, porque as crianças estão sempre nas respectivas alas, mas lá tem muito talento. O que é uma escola de samba? É samba no pé, e essas crianças no concurso arrasam, elas mostram para o pessoal, para todo mundo, o quanto é importante manter o samba no pé. Não é só coreografia, é importante dizer. Muitas escolas também têm samba no pé. Têm escolas que, para manter a tradição de escolas de samba, mantém, até mesmo, uma ala de passistas mirins. Isso mostra o quanto a prática deve ser valorizada”, destacou.

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É claro que existem barreiras para realizar tal confronto – e elas foram destrinchadas por Silvana. “Os principais desafios são: apoio, financeiro mesmo, porque nós colocamos tudo do nosso bolso. Tem pessoas que ajudam: a Lilian Gonçalves,sempre dá uma ajuda para a gente, por exemplo. No ano passado também tivemos o vereador Adriano Santos; mas, na maioria das vezes, somos nós mesmo. Eu falo que a gente é o décimo terceiro salário, nosso décimo terceiro é o dono do concurso. Têm escolas que não tem ainda esse interesse de enviar candidatos, embora todas as escolas já mandaram: se não mandaram esse ano, mandaram em outros anos crianças para concorrer – e a criançada sempre quer. Outra dificuldade são os meninos, porque os meninos não são muito inscritos. Desde o primeiro concurso tiveram poucos meninos inscritos. A gente quer que eles participem e que os meninos também voltem a ter a ala de passistas masculina para a malandragem ganhar”, elencou.

Por fim, Silvana também comemorou a iniciativa da Liga-SP de realizar o desfile mirim no Sambódromo: “Essa iniciativa da Liga-SP, para nós, é muito, muito importante. Eles estão reconhecendo que sem as crianças não haverá futuro de carnaval. É uma valorização que eles estão dando que não tem palavras para explicar. Eles estão reconhecendo o futuro depois de muita luta. Acredito que a Liga-SP também tenha batalhado muitos anos para isso e, agora, eles firmaram. Sem criança não há futuro de carnaval”, deu o recado.

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Confira todos os eleitos para as cortes mirim, infantil e juvenil do carnaval de São Paulo para 2025:

Miss Simpatia: Sophia Machado (Vai-Vai)
Musa do Carnaval 2025: Marjorie Sofia (Unidos de São Lucas)
Passista de prata: João Miguel (Acadêmicos do Tucuruvi)

Mirim
Passista de Ouro: Guilherme Cerqueira (Vai-Vai)
Segunda Princesa: Kathellyn Rafaelle (Vai-Vai)
Prineira Princesa: Mafer Oliveira (Tom Maior)
Rainha: Isa Passos (Nenê de Vila Matilde)

Infantil
Passista de Ouro: Murilo Ceríaco (Camisa Verde e Branco)
Segunda Princesa: Kenia Morena (Império de Casa Verde)
Primeira Princesa: Beatriz Carvalho (Amizade Zona Leste)
Rainha: Málika Ayana (Vai-Vai)

Juvenil
Passista de Ouro: Kairê Hilário (Vai-Vai)
Segunda Princesa: Yas Melo (Bloco Fuzuê/Vai-Vai)
Primeira Princesa: Mariah Oliveira (Rosas de Ouro)
Rainha: Marisol Suzarte (Raízes da Vila Prudente)

Tradição apresenta samba-enredo para o Carnaval 2025 e revela trunfo especial para o desfile da volta ao Sambódromo

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A Tradição apresentou no último domingo, em uma casa de festa, na Zona Oeste do Rio, o samba-enredo para o Carnaval 2025. A escola encomendou a obra aos compositores Fred Camacho, Pretinho da Serrinha e Diego Nicolau. Para o desfile do ano que vem, o enredo é “Reza”, o desenvolvimento é do carnavalesco Leandro Valente. Após 10 anos fora da Sapucaí, a agremiação voltará a desfilar na Marquês de Sapucaí, pela Série Ouro.

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Ao CARNAVALESCO, a presidente Raphaela Nascimento falou sobre a o samba-enredo apresentado para 2025 e missão de estar na Série Ouro.

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Fotos: Gabriel de Souza/CARNAVALESCO

“Para mim, é um prazer muito grande voltar a desfilar no Sambódromo. É um desafio enorme, mas somos movidos a desafios. Nós lutamos muito para retorna à Marquês de Sapucaí. A Tradição já vem encomendando o samba em outros carnavais. Não há nada mais justo do que o Pretinho da Serrinha ser um dos compositores do samba, por causa da inspiração da música dele no enredo”, explicou.

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Presidente Raphaela Nascimento

O carnavalesco Leandro Valente, responsável pelo enredo “Reza”, citou a força do tema escolhido pela Tradição. Ele falou também da parceria com os compositores para elaboração do samba-enredo.

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Carnavalesco Leandro Valente

“É um enredo forte, principalmentem pelo momento que a escola vive. Nós retornamos à Sapucaí depois de dez anos. São os dez anos que eu acompanho a Raphaela na Intendente Magalhães. A escola é uma parte de mim. Somos uma escola que fizemos um carnaval inclusivo na Intendente. Eu sempre falo que reza também é um movimento político. Por exemplo, no desfile, teremos uma mini parada gay, onde gritaremos reza para existir. Nós fizemos uma reunião com Pretinho da Serrinha, no qual ele trouxe o Fred Camacho e o Diego Nicolau. Foi incrível porque na primeira reunião eles ficaram empolgados com a sinopse e criaram o samba no mesmo dia. Em duas horas, o samba estava pronto. É mais do que um samba, é uma trilha sonora do que será mostrado na Avenida. As alegorias e as fantasias estarão dignas para uma escola que está subindo e quer se manter, mas muito do que isso, elas estão dignas para brindar a comunidade”, garantiu Leandro Valente.

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Intérprete Tuninho Jr

O intérprete Tuninho Jr elogiou a obra apresentada para o Carnaval 2025 e disse estar honrado com a missão de cantar pela Tradição na volta ao Sambódromo da Sapucaí. “É uma felicidade enorme. Hojem a Tradição está completando 40 anos de histórias de carnaval e eu fazendo parte disso é muita emoção. Temos um samba-enredo muito bonito, alegre e fácil de cantar. O povo irá cantar na Sapucaí. O mestre Praxedes é muito gente boa. Em São Paulo, nós dois estivemos uma troca de ideia, acredito que a bateria está bem comandada”.

Novidade no Rio de Janeiro para o Carnaval 2025, mestre Thiago Praxedes chega para o lugar de Átila. Ao CARNAVALESCO, ele falou sobre o trabalho que vai desenvolver na bateria da Tradição.

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Mestre Thiago Praxedes

“Estamos trabalhando muito para manter o ritmo próximo que a Tradição já possui na comunidade. Iremos entregar um trabalho bonito que o pessoal do Rio de Janeiro irá gostar. O samba encomendado é um processo mais fácil por ter um caminho já definido pela escola. Desenhamos caminhos melódicos que podem ajudar o intérprete e o carro de som. Acredito que a bossa tem o poder de elevar e engrandecer o samba”, citou Thiago Praxedes.

David dos Santos, um dos diretores de carnaval da Tradição, assegurou a que a escola vai surpreender o público na volta ao Sambódromo da Sapucaí. Ele contou também o trunfo para o desfile do ano que vem.

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David dos Santos, um dos diretores de carnaval da Tradição

“Iremos desfilar, a princípio, com 1800 componentes, três carros alegóricos e um tripé na comissão de frente. A Tradição é uma escola que irá surpreender com esse enredo forte. Tenho certeza que será um sucesso e um grande ‘bicho papão’ da Sapucaí no próximo ano. O maior triunfo é o nosso pavilhão. A Tradição é uma escola muito querida. O sambista quer ver a escola de volta. E também o apelo com o grande homenageado, o Sílvio Santos. Ele era um judeu, está dentro do nosso enredo. Eu acho que a homenagem ao Silvio Santos no nosso último carro pode ser um triunfo”, afirmou David.

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Para o desfilar de volta na Marquês de Sapucaí, a Tradição terá o casal de mestre-sala e porta-bandeira experiente. A dupla, Jorge Vinícius e Verônica Lima, está confiante na apresentação na Série Ouro no ano que vem.

“É um um momento muito especial para a escola. Estamos vindo com muita garra e abraçando essa oportunidade. É um recomeço para a escola. Nós começamos a ensaiar com antecedência. A nossa representatividade já é uma conexão com o sagrado, com o enredo. Nós estamos procurando se conectar nos ensaios para fazer o melhor desfile que a Tradição merece”, disse a porta-bandeira.

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Casal de mestre-sala e porta-bandeira experiente. A dupla, Jorge Vinícius e Verônica Lima

“É um retorno triunfal. Nós iremos vir forte, porque a escola está se preparando desde o ano passado. É uma honra defender o pavilhão. Nós estamos ensaiando danças e ritmos que conversam com o enredo. Estamos nesse patamar que é subir de degrau em degrau para o nosso bailado”, completou o mestre-sala.

Samba de 2025

Conheça a corte mirim do Rio de Janeiro para o Carnaval 2025

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A rainha mirim para o Carnaval 2025 é Valentina Monteiro, 10 anos de idade, da Inocentes da Caprichosos, e o rei momo mirim é Arthur Miguel, 10 anos de idade, representante da Estrelinha da Mocidade. Também integram a corte mirim, a primeira princesa, Maria Eduarda Damas, 10 anos, da Virando Esperança, e Kawany Venâncio, 11 anos, do Aprendizes do Salgueiro, a segunda princesa. O concurso foi realizado na Casa Carnaval, no Centro do Rio, na Rua do Mercado.

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Pela ordem, Kawany Venâncio, Maria Eduarda, Arthur Miguel e Valentina Monteiro. Foto: LF Mello/Divulgação

As crianças que participaram do concurso, tinham de 6 a 11 anos de idade e são oriundas das 17 escolas de samba tradicionais que hoje integram a Associação das Escolas de Samba Mirim do Rio de Janeiro (AESM-RIO), realizadora do evento.

“Os principais quesitos para vencer: desenvoltura, graciosidade e samba nos pés, além de comprovada matrícula e assiduidade em rede de ensino pública ou privada”, ressaltou Waleska Marinho, fundadora da corte mirim.

É com você! Indique seus escolhidos para categorias do prêmio ‘Destaques do Ano’

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O CARNAVALESCO prepara mais uma edição do prêmio “DESTAQUES DO ANO“. É a quinta edição da premiação. Até o dia 20 de novembro, o leitor poderá indicar pessoas e escolas de samba. De 22 de novembro até 13 de dezembro será o prazo para votação. A festa de premiação deve acontecer ainda em dezembro, em horário e local que vamos informar posteriormente.

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Nesta fase atual de indicações, vamos levar em consideração apenas os nomes citados pelo público. Na outra etapa o sistema de pontuação será o seguinte para cada categoria: 40 pontos para o mais votado pelos internautas, 30 pontos para o mais votado pela equipe do CARNAVALESCO e 30 pontos para o mais votado entre os jornalistas. Em caso de empate, o escolhido será o que venceu na votação popular.

A edição deste ano terá novidades. As categorias passista feminino, passista masculino, musa, ritmista do ano, profissional do barracão e sambistas do ano vão ser relacionadas todas 12 escolas de samba do Grupo Especial. Cada agremiação indicará sua pessoa que irá concorrer. Essa votação só começará no dia 22 de novembro.

Abaixo, você pode fazer suas indicações nas categorias de 2024.

 

Em Cima da Hora 2025: aprenda o samba-enredo

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Mestre Jeyson homenageia sua mãe e fala sobre o momento no Camisa Verde

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Mestre Jeyson é um dos símbolos do Camisa Verde e Branco nos últimos anos. Sua história começou com o mestre Coca e a sua mãe Dona Chuca, dupla que marcou história no carnaval de São Paulo. E, hoje, é a vez do mestre seguir os passos dos familiares, como mestre de bateria do Camisa Verde e Branco. No dia da final do samba-enredo, o Camisa Verde fez uma homenagem para o mestre Jeyson que tinha perdido sua mãe, Dona Chuca, poucos dias antes. De luto, o mestre da “Furiosa da Barra” falou da mãe, que tinha forte identidade com o Camisa Verde e Branco, apesar da história com a Mocidade Alegre.

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“A história da minha mãe no samba é muito linda. Ela foi rainha de bateria da Mocidade Alegre em 1985, quando o mestre de bateria era o Kit, a minha história na música começou pela minha mãe. Meu pai era o mestre Coca, e minha mãe rainha de bateria, aí veio eu aqui e desde então minha mãe sempre me acompanhou e me apoiou no carnaval, aliás em tudo que eu faço. Minha mãe é minha companheira, eu sou filho único, então morava eu e ela. Não tenho muito a dizer… É minha companheira, minha rainha, é meu tudo. E ela sempre foi Camisa Verde e Branco, tocou na bateria do Camisa e hoje (na final do samba) teve essa homenagem para ela. Infelizmente um problema respiratório e Deus quis que ela partisse. Foi para um lugar melhor do aqui, tomara que onde ela esteja, seja bem melhor que aqui e ela está de lá, me olhando e protegendo”.

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Entrada do Jeyson no samba foi na Mocidade

Com sua mãe entre Camisa e Mocidade, o mestre Jeyson iniciou na Morada do Samba, mas logo partiu para o Camisa, onde começou a construir sua história nos anos 90. “Entrei como ritmista na Mocidade Alegre entre 88 e 89 e em 90 vim para o Camisa. A minha família já era do Camisa e da Mocidade, só que ela tinha aquele receio que o Camisa era meio perigoso. Aí em 90 não teve como me segurar, eu vim com o Betinho, vim para o Camisa com os meus tios e estou aí até agora”.

Momento vivido no carnaval

O Camisa Verde e Branco passou anos bem complicados no Grupo de Acesso I, mas vai para o segundo ano consecutivo no Grupo Especial, fato que não acontecia desde os anos 2000, onde a escola ficou de 1998 até 2006 na elite. Voltou em 2008 e 2012, mas caiu no mesmo ano. Portanto, mestre Jeyson mostrou ser um privilegiado pelo momento vivido com a escola em reconstrução: “Sou privilegiado e estou realizado, porque já entrei para a história. O Camisa Verde e Branco subiu em 2011, eu era o mestre de bateria. No decorrer fiquei, depois saí, voltei, e agora o Camisa Verde e Branco subiu para o Especial de novo, o ano passado e eu estava no comando da bateria de novo. Permanecemos no Especial comigo no comando e vamos desfilar comigo no comando de novo. Sou um cara privilegiado, só tenho que agradecer a Deus e vamos para mais um carnaval”.

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Fotos: Fábio Martins/CARNAVALESCO

E complementou falando sobre como está a bateria “Furiosa da Barra” que vive transformação nos últimos anos: “Temos muito ritmista novo. A inovação é sempre válida, hoje em dia temos poucos caras da antiga. A bateria do Camisa é uma bateria que tinha muito cara de idade e não tiramos ninguém. Só que às vezes queremos passar uma bossa e o cara que tem mais idade, não consegue assimilar. Então o cara mesmo para: ‘fala mestre pô, não tô conseguindo pegar hein?’ Tipo assim, eu dou o papo para os caras: ‘gente se não conseguir pegar, infelizmente não vai dar para desfilar’. Porque é igual em uma empresa, você vai ficar três meses lá e a falta de experiência, se você não der resultado, o cara vai te mandar embora. Mas fico muito feliz pela renovação, eles pegam umas coisas muito rápido. Tem que dar uma seguradinha que eles são meio afobados, mas é isso”.

Importância das eliminatórias

O Camisa Verde e Branco é uma escola tradicional do carnaval de São Paulo e mantém tradições como as eliminatórias do samba que não são mais tão comuns como antes nas quadras das escolas de samba. Os mestres de bateria das escolas tem frisado a importância, foi Mestre Sombra e agora é a vez do mestre Jeyson trazer sua opinião.

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“Vejo como tradição em escolas que infelizmente hoje em dia não tem mais isso. Eu acho que tem que ter eliminatórias. Cada escola faz o seu jeito, mas eu acho que perde um pouco da essência. Porque hoje em dia quase ninguém faz eliminatórias de samba-enredo, muita gente encomenda o samba. Parabéns para quem faz isso, cada um faz de tudo que quer. Só que o caminho da Verde e Branco faz e segue as nossas tradições de fazer eliminatórias também enredo. Antigamente tinha até mais, eram três fases ou quatro fases hoje encurtou bastante, mas pelo menos ainda tem, que é a semifinal e a final, é super válido, porque o carnaval é isso, esse é o clima do carnaval. Como lá na frente quando começarem os ensaios técnicos, de rua ou de quadra. Isso aí é o carnaval, porque no dia do carnaval é muito tenso, você nem curte direito. Então para mim e para muitos foliões, as eliminatórias, o corte de samba, o ensaio de quadra e ensaio de rua e o técnico, isso é o carnaval, tem que ter isso”.

O Camisa Verde e Branco para o mestre

“O Camisa Verde e Branco é minha vida, sou suspeito de falar. Agradeço a Deus por ser Camisa Verde e Branco e por estar participando da realidade do Camisa”.

Chamou a comunidade do Camisa para ensaios

Com espaço livre, Jeyson Ferro decidiu dar um recado importante para a comunidade do Trevo comparecer nos ensaios e participar do ciclo.

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“Só mandar um recado que é para todo, o povo do Camisa Verde e Branco ir participar do ensaio. Esse samba aí que a escola escolheu, agora é da escola o samba, tem a crescer demais e precisamos do canto da escola e para ter um canto bom na escola, tem que ter gente na quadra nos ensaios. Então pedimos, falo em nome da direção da escola, que é para o nosso componente, em um geral, que é a bateria e as alas, participarem dos ensaios que se fizermos uma coisa boa agora, lá na frente vai dar bom”.

O Camisa Verde e Branco é a última escola a desfilar na sexta-feira de carnaval e virá com o enredo “O Tempo Não Para! Cazuza – O Poeta Vive”, uma homenagem ao artista Cazuza.

Final do Império Serrano com quatro obras finalistas; ouça os sambas

O Império Serrano definiu os seus finalistas da disputa de samba-enredo para o Carnaval 2025. A escola prepara uma grande homenagem ao compositor Beto Sem Braço, de autoria do carnavalesco Renato Esteves, com o enredo “O que espanta miséria é festa”, em busca do título da Série Ouro e o retorno ao Grupo Especial.

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Foto: Luis Miguel Ferreira/Divulgação Império Serrano

Oito sambas se apresentaram numa semifinal eletrizante realizada na noite da última terça-feira, na quadra da escola, em Madureira. A final, mais uma vez, vai contar com uma disputa familiar, entre Aluísio Machado, integrante do Samba 4 e maior vencedor da história do Império Serrano, contra o neto Matheus Machado, ex-mestre-sala da agremiação, que encabeça o Samba 15. Fecham a lista as parcerias de número 12, de Victor Rangel e companhia, e o Samba 13, liderado pelo cantor e compositor Arlindinho.

A grande decisão está marcada para o dia 15, com início às 19h. O evento contará com uma edição especial do Botequim do Império, com roda de samba com os grandes clássicos de Beto Sem Braço, além de chopp gratuito até às 21h. Ingressos do segundo lote estão disponíveis por R$ 30,00 na plataforma Sympla (link: https://www.sympla.com.br/evento/grande-final-de-samba-enredo-imperio-serrano-carnaval-2025/2693819). Os camarotes já foram esgotados.

Ouça os sambas finalistas

Em busca do título inédito da Série Ouro, Maricá escolhe samba da parceria de Wanderley Monteiro para o Carnaval 2025

Por Matheus Morais e Rhyan de Meira

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Foto: Rhyan de Meira/CARNAVALESCO

A União de Maricá definiu o samba da parceria de Wanderley Monteiro, Rafael Gigante, João Vidal, Vinicius Ferreira, Jefferson Oliveira, Miguel Dibo, Hélio Porto e André do Posto 7 como o vencedor para o Carnaval 2025. A escola apresentará no ano que vem o o enredo “O cavalo de Santíssimo e a coroa do Seu 7”, desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, que exalta a figura de Seu Sete da Lira, um famoso Exu da umbanda carioca, e de Cacilda de Assis, mãe de santo que marcou época no Rio de Janeiro. A União de Maricá, que obteve o quarto lugar na Série Ouro em 2024, tem como objetivo conquistar o título e garantir o acesso ao Grupo Especial. Em 2025, a escola será a sexta a desfilar na Marquês de Sapucaí, na sexta-feira de Carnaval, dia 28 de fevereiro.

“A emoção é inenarrável, é uma coisa especial, que mexe no nosso coração. A gente fica nervoso antes do resultado, porque é uma coisa muito ímpar ganhar um samba-enredo. E a União de Maricá já é uma escola grande, que vai galgar o Grupo Especial com certeza. A gente fica muito feliz pelo samba, pela escola, pela parceria, por tudo isso que a gente está vendo aqui. O samba todo é maravilhoso”, afirmou o compositor Wanderley Monteiro.

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“É meu quinto samba na Maricá, mas os outros quatro tinham sido na Intendente Magalhães, e ganhar o primeiro que vai representar a escola na Sapucaí para mim é uma emoção muito grande. Estou na escola desde o começo, lá em 2015, quando a foi fundada, eu disputei todos os anos, tive a oportunidade de ganhar quatro sambas, mas ganhar esse para mim foi muito especial. Os meus parceiros sabem o quanto isso representava para mim, e eu não consigo explicar o que eu estou sentindo, é gratidão. O enredo fi muito bem explanado pelo Leandro Vieira. A gente tentou ter umas sacadas, principalmente no setor que fala da cura, o Seu Sete curava as pessoas com alegria, com a festa. Ele curava as pessoas ali quando tinha bebida, marchinha de carnaval, samba, que era o que ele gostava”, disse o compositor João Vidal.

“Essa vitória é muito importante para nós, como se fosse o nosso primeiro samba. A União de Maricá, apesar de ser uma escola nova, com poucos anos de existência, é gigante. Ela representa uma cidade, pessoas, histórias de vida. Maricá é o poder do povo, e estamos aqui para representá-la da forma que merece. Vamos dar o nosso melhor em busca do acesso. Vamos para o Especial. Na nossa parceria, não existe essa ideia de fazer só uma parte. Todos nós estamos envolvidos. O refrão é a parte que mais gosto, a parte que me define”, contou o compositor Rafael Gigante.

Em entrevista ao CARNAVALESCO, Leandro Vieira contou como surgiu a ideia do enredo da União de Maricá para o desfile de 2025 e falou do andamento do trabalho para o ano que vem.

“Esse enredo já tinha o desejo de fazer. Seu Sete da Lira já estava no meu radar, é um personagem que se encaixa muito bem com todos os brasis que eu acredito. É uma personalidade com uma história, personalidade comum aos meus desejos no carnaval. Quando apareceu a oportunidade de fazer a Maricá eu achei que o Seu Sete era o enredo para aquele momento. A Maricá se apresentou para mim como o cavalo perfeito para incorporar o enredo que eu tinha guardado com a intenção de fazer. Eu estou trabalhando para tentar apresentar um trabalho à altura das expectativas e desejos da Maricá e espero poder realizae um grande carnaval. Eu não acredito em favoritismo de pré-carnaval. Eu só acredito em favoritismo depois que o desfile contece, que a escola passa inteira, bonita, com todos os seus quesitos, com a possibilidade de se apresentr como favorita. Desconheço a possibilidade de qualquer favoritismo antes de desfile”.

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Diretor de carnaval da União de Maricá, Wilsinho Alves, falou do projeto da escola para o Carnaval 2025. “A Maricá vai desfilar com 1.500 componentes, três alegorias que é o número máximo do grupo, a comissão de frente provavelmente vai ter um elemento cenográfico, mas ainda está sendo decidido. A gente não vai trazer o tripé. Com todo respeito a todas as outras escolas, eu acho o enredo da União de Maricá o melhor enredo do ano. Temos um samba diferente, mais alegre, debochado, como era o Seu Sete da Lira. Nossa equipe é estrelada, com grandes profissionais de barracão e de ateliê. O trabalho aqui acontece, a gente tem uma comunidade, a Maricá é uma escola de dez anos com comunidade, é muito forte, a nossa organização e a nossa equipe são os trunfos da Maricá”.

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O presidente da União de Maricá, Juliano Oliveira, ao CARNAVALESCO não descartou o favoritismo da escola em 2025 e prometeu muito trabalho.

“A escola é a favorita. Temos nove anos de existência, mas perdemos dois para a pandemia, então, temos efetivamente sete anos de atividade. Em pouco tempo, uma escola da região dos lagos conseguiu chegar na Sapucaí. No último ano, que foi o primeiro em que desfilamos, ficamos em quarto lugar, por alguns décimos, o que nos tirou do título. O enredo é a coroa do nosso projeto. Quando o Leandro Vieira nos apresentou essa ideia, abraçamos o enredo com tudo. Estamos apostando muito nele para conquistar o título da Série Ouro. O Leandro Vieira é um grande carnavalesco, na minha opinião, um dos melhores do Rio de Janeiro. Ele já ganhou vários títulos no carnaval do Rio, e o trouxemos para somar ao nosso corpo técnico aqui na União de Maricá. Tudo o que estamos projetando vamos entregar com muito êxito e muito trabalho”.

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Em entrevista ao CARNAVALESCO, mestre Esteves fez balanço do desfile de 2024, projetou a apresentação para o desfile do ano que vem e o favoritismo da escola.

“Rapaz, a expectativa que eu tinha foi superada em 200%, foi o melhor possível. Tenho certeza de que, para 2025, vamos dobrar esse resultado. Com muito trabalho, dedicação e humildade, vamos voar ainda mais alto. Estou preparando algumas surpresas, vai ter uma corimba com umas novidades que vão ser bem interessantes. Não fico pensando nesse favoritismo. Vou um degrau de cada vez, conversando com a bateria e subindo aos poucos. A gente vai desfilar com foco e determinação, a consequência vem depois. Primeiro, temos que fazer o nosso papel e dar o nosso melhor na avenida, sem pensar só no título. Claro que queremos ser campeões, mas o principal é desfilar bem e apresentar um grande espetáculo para o samba”.

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O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Fabrício e Giovanna, conversou com o CARNAVALESCO e contou a expectativa da fantasia feita por Leandro Vieira, a experiência que a dupla possui, e, claro, o favoritismo da Maricá.

“Pedimos ao Leandro Vieira que nos presenteasse com uma fantasia de altíssima qualidade, como ele já vem desenvolvendo no Grupo Especial há alguns anos. Ele fez exatamente o que pedimos. Não fizemos nenhum retoque, não mexemos em nada, só agradecemos. Vamos usar um figurino de qualidade impressionante, como ele já apresenta no Especial. Sobre a nossa parceria, todo ano é importante treinar e continuar se dedicando. Por mais que o movimento seja muito tradicional, sempre há uma pitada de diferença, uma inovação, uma criatividade a mais. Isso justifica o ensaio, principalmente com o enredo que a escola está trazendo. Não tem muito o que comentar sobre favoritismo, pois o projeto já nasce favorito, e não dá para negar que isso é uma realidade. Ao mesmo tempo que sabemos que a escola é favorita, estamos nos empenhando para fazer o nosso melhor Carnaval em 2025 e ajudar a escola. Sabemos da responsabilidade e do empenho necessários, mas temos certeza de que faremos uma entrega à altura na quarta-feira de cinzas”, disse o mestre-sala.

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“Eu sempre sonhei que o Leandro Vieira fizesse uma roupa para mim. Esse sonho está sendo realizado neste ano de 2025. Estou sendo contemplada por esse carnavalesco maravilhoso, que é campeão. Ele desenhou uma roupa belíssima, tanto para mim quanto para o Fabrício. Eu, graças a Deus, consegui trabalhar com quase todos os carnavalescos, criando meus figurinos, e ele agora é mais um. A minha parceria com o Fabrício traz a sintonia do olhar, da mão, de tudo. Além disso, queremos muito que esse favoritismo se justifique na avenida, estamos trabalhando ainda mais. Existe uma conexão entre a estrutura que a escola oferece e o dia a dia dela. Há uma ligação entre a estrutura, os segmentos e a comunidade, que nos abraça. Os ensaios de rua são muito legais, nos motivam bastante, e, nesse ambiente, estamos de mãos dadas com a União de Maricá, construindo mais um pedacinho da história dela”, comentou a porta-bandeira.

Para o desfile de 2025, a União de Maricá terá três intérpetes: Nino do Milênio, Matheus Gaúcho e Bico Doce. Eles conversaram com o CARNAVALESCO sobre o trabalho em trio, o samba e o favoritismo da agremiação.

“Trabalhar em trio é interessante, porque traz uma energia diferente, a gente se complementa no palco. Às vezes dá trabalho alinhar as ideias, mas no fim o resultado é muito bom. A gente queria um samba que a comunidade cante junto, que motive a escola inteira. Tenho certeza que temos algo muito especial. O mestre Esteves é um cara que exige muito, mas ao mesmo tempo sabe ouvir. Ele busca sempre o melhor da gente e da bateria. Essa parceria fortalece o trabalho como um todo, e acho que estamos numa sintonia que só vai crescer”, assegurou Bico Doce.

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“O importante é que a gente consegue alinhar as vozes e o estilo, e isso traz um impacto muito forte para a escola. Cada um de nós traz algo único, e acho que essa é a graça de um trio. A troca é muito intensa, e isso fortalece a apresentação. Acho que o carnaval desse ano tem tudo para superar o anterior. Trabalhar com o Mestre Esteves é uma honra. Ele tem uma visão muito forte do que quer da bateria e do que ela precisa entregar para a escola”, contou Matheus Gaúcho.

“Estou muito feliz com tudo. Vou para o meu segundo ano com o mestre Esteves. Temos um grande samba. Espero que o carnaval desse ano seja superior ao do ano passado”, completou Nino do Milênio.

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Como passaram os sambas na final

Parceria de Wanderley Monteiro bem conduzida por Charles Silva, e animada, com destaque para a segunda parte, em especial para o trecho de subida para o refrão “No palco do Chacrinha tem fumaça” em diante, assim como os refrões da obra que foram bem cantados pela torcida do samba que foi bem constante durante a apresentação.

Parceria de Babby do Cavaco teve Tem-Tem Jr. e Wic Tavares como intérpretes na final. Com a torcida cantando constantemente, a obra teve uma boa apresentação na final. Os refrões cumpriram bem o papel de empolgar, especialmente, o refrão final. Destaque para o bis já na cabeça do samba “Seu 7 não bebe, o omê trabalha”, assim como a segunda do samba.

Parceria de Marquinho Paloma foi conduzida por Marquinho Art’Samba. A terceria obra da noite teve os refrões como destaque da apresenração. Destaque também para a cabeça do samba bem melódica e que chamou a atenção durante a execução do samba, iniciada com “Deu meia noite, o galo já cantou…”.

Parceria de Claudio Mattos teve Tinga comandando a execução do samba. Bem melodico em geral, tem destaque o refrão do meio da obra, onde essa parte melódica é destacada, assim como no início da segunda parte. O refrão final também é bem melodico, assim como a cabeça do samba e o bis iniciado com “Vovó Cambinda baixou pra defumar”.

Eugênio Leal sobre o samba da Vila Isabel para 2025: ‘O Maquinista é capitão’

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Paulo Barros e a Unidos de Vila Isabel vão levar um Trem-fantasma para a avenida, passear pelas mais diversas “assombrações” e encerrar com um grande baile de Haloween. Este “Quanto mais eu rezo mais assombração aparece”, é claramente um enredo na contramão da temática afro-religiosa reinante no carnaval atual. Não só porque busca outro caminho, mas também porque pode ser entendido como uma ironia aos muitos desfiles que têm falado de entidades espirituais. Não deixa de ser uma espécie de revisita à temática do “terror”, que o próprio Paulo Barros apresentou em 2011 na Unidos da Tijuca com “Esta noite levarei a tua alma”. A proposta, à primeira vista, parece ser realizar um desfile leve e descontraído, recheado pelas surpresas que já viraram tradição na obra do carnavalesco. Mas uma leitura das entrelinhas revela algo mais.

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O samba de Raoni Ventapane (neto de Martinho da Vila), Ricardo Mendonça, Dedé Aguiar, Guilherme Karraz, Miguel Dibo e Gigi da Estiva traz a ideia de leveza e simplicidade. É curto (dura cerca de dois minutos), com versos e melodia fáceis, sem muitas travas ou grandes variações melódicas. Nas primeiras linhas faz uma introdução ao tema, convidando o público a curtir a brincadeira da escola. Aqui os compositores ainda aproveitaram para afagar o ego do patrono da agremiação, ao incluí-lo indiretamente na letra do samba – algo que deve ter ajudado na sua escolha. “Embarque nesse trem da ilusão / Não tenha medo de se entregar / Pois nosso maquinista é capitão / E comanda a legião que vem lá do Boulevard”.

Vai te pegar! Vila Isabel grava samba para o álbum oficial do Carnaval 2025 e mestre Macaco Branco promete surpresa

Na sequência a letra inicia a descrição dos setores do enredo que tratam seres folclóricos do país que, em geral são entidades protetoras da floresta, como “assombrações”. O Curupira, por exemplo, ganha um “passa-fora” na letra debochada do samba: “O breu e o susto em meio à floresta / Por entre os arbustos, quem se manifesta? / Cara feia pra mim é fome / Vade-retro lobisomem, Curupira sai pra lá / No clarão da lua cheia / Margeando rio abaixo /Ouço um canto de sereia”.

O refrão central traz um recurso estilístico chamado Anadiplose, quando você repete palavras, no caso “Água, Assombra/Sombra e Noite”, em versos subsequentes para dar ênfase a elas. Não deve ser encarado como falta de riqueza poética. Neste trecho o samba fala sobre uma tempestade noturna que os viajantes são obrigados a encarar. “Ê caboclo d’água / Da água que me assombra / À sombra da meia-noite / Foi-se a noite de luar (oooi) / Na tempestade, encantada é a gaiola / Chora viola, pra alma penada sambar”.

Veja o clipe feito pela Vila Isabel para o samba-enredo de 2025

A segunda parte começa com mais um bis, num trecho que traz consigo mais uma referência ao catolicismo (“Ave Maria”) e que cujos versos permitem a interpretação de outra ironia às exaltações a entidades que outras escolas vêm fazendo e farão em 2025: “Nas redondezas, credo em cruz Ave Maria / Quanto mais samba tocava, mais defunto aparecia”.

Num enredo cujo fio condutor é um Trem-fantasma havia de chegar a hora dos vampiros. E eles lá estão representados na “segunda” do samba – “Silêncio / Ao som do último suspiro vai chegar / A batucada suingada de vampiros / Quando o apito anunciar…”.

Barros lembrou ainda do medo que as crianças tinham antigamente de um tal “bicho-papão”, que os compositores aproveitaram para transformar numa exaltação à escola colocando-a como temida no mundo do samba. Um temor que, neste caso, gera atração: “Eu aprendi que desde os tempos de criança / A minha Vila sempre foi bicho-papão / Por isso, me encantei com esse feitiço / Que hoje causa rebuliço arrastando a multidão”.

Neto de Martinho da Vila é terceira geração da família a vencer disputa de samba na Vila Isabel

O Haloween que encerra o desfile após o desembarque do “Trem-fantasma” está no refrão final. Uma pertinente referência ao grito de guerra do intérprete Tinga logo no seu início e exalta a escola, prometendo muita animação e brincadeira. “Solta o bicho, dá um baile de alegria / É o povo do samba virado na bruxaria / O caldeirão vai ferver, eu quero ver segurar / Não tem jeito, a Vila vai te pegar!”.

A Vila parece estar num momento de crise de identidade quanto a seus enredos e sambas. A escola de Martinho, que transcendeu com uma Kizomba repleta de axé espiritual, mas que também cantou “Direito é Direito”, a luta dos trabalhadores e tantos outros enredos profundamente culturais, hoje propõe uma festa do terror que foge da sua linha histórica.

Os sambas de enredo seguem esta mesma irregularidade. Depois de um longo período embalada por bons sambas de André Diniz e Evandro Bocão, nos últimos carnavais a Vila variou entre um samba clássico reeditado de Martinho e outros dois que nada têm a ver em estilo com ele. A referência deste de 2025 na história recente da agremiação é o hino de 2023, sobre as festas. Um samba que proporcionou bom desfile de chão, mas que foi castigado pelos julgadores devido à sua extrema simplicidade estética.

Lembro que uma vez, em 1994, eu estava no ensaio da branco-e-azul na escola Equador, à luz do luar, na quadra de esportes. Naquela noite a Vila foi visitada por compositores da Caprichosos, que receberam olhares atravessados quando cantaram o samba daquela temporada. Uma obra leve, descompromissada e descontraída. Os tempos mudaram e hoje é a Vila que opta por este estilo.

Vamos ver como público e, principalmente, os julgadores vão entender esta proposta tão diversa. Pode ser um gol de placa, que mudaria as tendências de enredos e sambas. Ou o contrário.

Riotur anuncia mais dez candidatas classificadas para semifinal do concurso de Rainha do Rio Carnaval 2025

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Mais dez candidatas foram classificadas para a disputa do posto de Rainha do Carnaval carioca 2025. Dezoito participantes se apresentaram na noite desta sexta-feira, na Cidade do Samba. Com o final da terceira eliminatória, 30 candidatas estão selecionadas para as semifinais, nos dias 14 e 15, e dez serão escolhidas para a grande final no dia 22 de novembro.

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Foto: Alexandre Macieira/Riotur

“Chegamos ao último dia da fase eliminatória para a escolha da Rainha do carnaval 2025 com grande expectativa para as demais etapas. Esse é um concurso que representa muito da cultura e do DNA do carnaval carioca. Que venham as próximas fases com muita alegria e representatividade”, diz o diretor de operações da Riotur, Flávio Teixeira.

Conheça as dez classificadas após a segunda eliminatória do concurso de Rainha do Rio Carnaval 2025

A banda Rio Samba Show embalou a performance, conduzida pelos apresentadores Wilson Neto e Bianca Monteiro. Este ano, o concurso recebeu 116 inscrições para a composição real da folia, que tem ainda os cargos de Rei Momo, duas Princesas, Muso, Musa e Não Binário. A premiação varia de R$ 32,5 mil a R$ 45,5 mil.

Conheça as dez classificadas após a primeira eliminatória do concurso de Rainha do Rio Carnaval 2025

Lista das candidatas a Rainha do Carnaval classificadas do Grupo C – 08/11 para a semifinal:

Thais Trindade Santos – @trindade.lovee
Ludmila Barbosa de Macedo – @sandraodf
Ana Cristina Silva dos Santos – @euaninhaestrela
Gabriele Maria de Paula – @__gabi.maria/
Helen da Silva dos Santos – @helensantos0791
Maryanne Hipolito da Costa – @maryannehipolito
Aliny Franceska Nascimento de Souza – @eu_alinysouza
Melck Percídia Peixoto Ferreira – @eumelckpeixoto
Herica isabel Nascimento dos Santos – @hericaisabell
Alessandra Martins Ribeiro – @lele_martiinsrj

CONHEÇA MAIS AS CLASSIFICADAS DA NOITE 08/11

Thais Trindade Santos
Idade: 28 Anos
Profissão: Assistente Comercial
Escola de Samba: Estácio de Sá
Time de Coração: Flamengo

Ana Cristina Silva dos Santos
Idade: 36 Anos
Profissão: Professora
Escola de Samba: Gres União de Marica
Time de Coração: Flamengo

Helen Da Silva dos Santos
Idade: 33 Anos
Profissão: Designer
Escola de Samba: Leão de Nova Iguaçu
Time de Coração: Flamengo

Aliny Franceska Nascimento de Souza
Idade: 24 Anos
Profissão: Professora
Escola de Samba: Gres Arranco do Engenho de Dentro
Time de Coração: Flamengo

Herica Isabel Nascimento dos Santos
Idade: 25 Anos
Profissão: Vendedora
Escola de Samba: Gres Unidos do Viradouro
Time de Coração: Flamengo

Alessandra Martins Ribeiro
Idade: 23 Anos
Profissão: Dançarina
Escola de Samba: Gres Acadêmico da Rocinha
Time de Coração: Flamengo

Melck Percidia Peixoto Ferreira
Idade: 22 Anos
Profissão:Dançarina
Escola de Samba: Beija-Flor
Time de Coração: Flamengo

Maryanne Hipolito da Costa
Idade: 26 Anos
Profissão: Cirurgiã-Dentista
Escola de Samba: Acadêmicos do Salgueiro
Time de Coração: Flamengo

Gabriele Maria de Paula
Idade: 20 Anos
Profissão: Bombeira Civil
Escola de Samba: Gres São Clemente
Time de Coração: Flamengo

Ludimila Barbosa de Macedo
Idade: 33 Anos
Profissão Analista de Projetos
Escola de Samba: Gres Tradição
Time de Coração: Flamengo