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Encontro das multidões! Vai-Vai e Mangueira fazem a festa no Palácio do Samba

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Enfim, aconteceu o grande encontro de dois pavilhões que estão no mais alto patamar do carnaval brasileiro. Quando se fala de Vai-Vai e Mangueira, remete à ancestralidade. É o samba em sua mais pura essência, pois são duas escolas com as maiores torcidas nas suas cidades, quase centenárias e que tem histórias enraizadas de sua criação no meio do povo. Além disso, são exemplos de sucesso no concurso do carnaval. A alvinegra da Bela Vista é a maior campeã de São Paulo com 15 títulos e a Verde e Rosa é a segunda maior campeã carioca com 20 campeonatos.

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

O Palácio do Samba lotou para ver as entidades juntas. Para os mais românticos, a energia foi tanta que, por instantes, a iluminação elétrica caiu, não suportando o peso dos pavilhões. O banquete cultural profano, de Zé Celso, comandado pelo intérprete Luiz Felipe, entoou vários sambas-enredo, com destaque para a obra de 2015 – A famosa homenagem à Elis Regina que sempre faz as quadras explodirem em todas as apresentações. Do lado da ‘Dona das Multidões’, os cantores Marquinho Art Samba e Dowglas Diniz comandaram a vasta coletânea da Estação Primeira.

A noite foi especial para o carnavalesco Sidnei França, visto que ele assina os desfiles das duas escolas no Carnaval 2025. No Vai-Vai ele comanda uma homenagem ao artista Zé Celso, enquanto na Mangueira o tema abrange a resistência negra.

Presente ao Sidnei França

Dudu Azevedo, diretor de carnaval da Mangueira, destacou a cultura do encontro. “Eu acho que é um encontro cultural, bonito, é o povo do carnaval. É um abraço ao nosso carnavalesco Sidnei França, que é do Vai-Vai também. Tem tudo para ser uma grande festa aqui no chão da Mangueira. A matriarca das paixões junto à escola do povo. É o festival do povo”, disse.

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O diretor exaltou o trabalho do artista e disse que está contente com o empenho dele. “O Sidnei abraçou a Mangueira da mesma forma que a Mangueira abraçou ele. A realidade é que o carnaval de São Paulo segue uma linha e o Rio acompanha. Ambos se completam. Ele se ambientou bem. A Guanayra vem dando todas as condições. O Sidnei vai fazer um grande carnaval, ele está encontrando aqui uma grande estrutura para entregar o melhor da arte dele. É um enredo que ele trouxe e que tem toda a identidade da Mangueira.Eu posso falar que é o começo de um grande trabalho. Tem tudo para dar certo”, completou.

Clarício Gonçalves, presidente do Vai-Vai, também enalteceu o artista, dizendo que Sidnei colheu os frutos do talento e que vai fazer dois grandes carnavais. “Realmente é um momento especial para o Sidnei. Na minha concepção é o único carnavalesco que teve essa parceria de fazer as duas maiores escolas do Brasil. Ele está fazendo carnaval, demonstrando o seu trabalho no Rio de Janeiro, reforçando o trabalho que ele fez para nós desde 2023, que ficou marcado na nossa história. Esse ano eu tenho certeza que o projeto é fora de série. Eu acredito no projeto do nosso carnavalesco, porque é ‘fora da casinha’. Ele sempre está fortalecendo a nossa cultura paulistana, e eu tenho certeza que ele vai fazer um belo carnaval na Mangueira também”.

Sobre o carnavalesco…

O próprio Sidnei França falou sobre a felicidade de ver as suas escolas juntas. “Eu estou muito feliz. São duas potências do carnaval brasileiro. É a resistência do samba, são os quilombos do samba. Mangueira e Vai-Vai são duas agremiações de comunidade, de negritude. Quando se encontram, é um ‘aquilombamento’ entre Rio e São Paulo. Estou muito orgulhoso de poder promover esse encontro e de defender essas cores, que aparentemente são diferentes, mas ao mesmo tempo iguais, ambas quase centenárias”, celebrou.

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O carnavalesco recebeu um fervoroso calor de ambas as comunidades. Havia componentes com camisa de metade Vai-Vai e Mangueira e, na parte de trás, escrito nome e uma foto do Sidnei França. O artista comentou da força que vem recebendo. “Esse carinho me envaidece muito como profissional, mas também como sambista. Ter essas cores me representando e eu as representando é muito glorioso, é muita honra. Eu vejo isso com muita alegria e sou muito grato por isso. Eu também como um retorno para todo o carinho que eu dou para as escolas de samba, em especial as que eu defendo. Hoje eu não meço esforços para que a Mangueira e Vai-Vai estejam bem. Eu tenho certeza que cada uma da sua maneira vai apresentar grandiosos carnavais”, declarou.

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Sidnei compartilhou sua rotina entre as escolas. De acordo com ele, por ser uma novidade, a presença maior no Rio de Janeiro se faz necessário. Já no Vai-Vai, o artista tem uma equipe de anos que o acompanha em toda a sua jornada nas agremiações em que trabalha. “Eu fico muito mais no Rio, porque é um carnaval novo, é um carnaval que eu não domino, ainda não conheço, mas lá no Vai-Vai fica a minha equipe de anos. Eu deixei lá todo mundo que já trabalha comigo e aqui eu montei uma nova equipe, que é inteira do Rio. Mas as duas escolas estão caminhando muito bem. O Vai-Vai está se reestabelecendo no Grupo Especial, depois de um honroso oitavo lugar voltando do Acesso. A escola está muito mais organizada do que antes, está muito mais focada e eu tenho certeza que vai dar muito bom esse carnaval. Eu estou na expectativa de dois grandes carnavais, sendo cada um da sua maneira.Eu procurei respeitar a identidade de cada uma. A Mangueira na sua negritude e o Vai-Vai com a sua territorialidade na Bela Vista através do Teatro Oficina do Zé Celso. Cada uma vai brilhar da sua maneira”, finalizou.

Palácio do Samba – solo sagrado

Clarício Gonçalves, presidente da alvinegra do Bixiga, teceu elogios à Mangueira e se diz extremamente honrado em levar a sua escola na quadra da verde e rosa. “Para nós, que somos uma escola de quilombo raiz, estar em um solo sagrado como esse, eu acho que não tem palavras para descrever esse momento. A comunidade abraçou, entendeu a importância e nós viemos em cinco ônibus. É uma gratidão enorme ter essa mistura de cultura, estar aqui em uma das maiores escolas de samba carioca, que é a Mangueira. Consideramos uma satisfação pisar nesse solo sagrado. Eu tenho certeza que para todos é um grande momento. Na minha gestão, essa parceria, esse momento de estar aqui é muito gratificante para toda a comunidade”, afirmou.

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A porta-bandeira do Vai-Vai, Fabíola, não escondeu a emoção de se apresentar com a sua agremiação na Mangueira, e revelou que a verde e rosa é a sua escola favorita no Rio de Janeiro. “É surreal, porque a gente está reunindo uma das maiores potências no carnaval de São Paulo com o carnaval do Rio de Janeiro. Para mim a Mangueira sempre foi a que tomou o meu coração aqui no Rio. Todo ano me trouxe uma emoção absurda. Estar em solo mangueirense me trouxe uma força enorme. Eu quero agradecer com o coração pela Mangueira estar proporcionando para a gente esse momento”, disse a porta-bandeira Fabíola.

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O companheiro da dançarina, Renatinho, falou da garra que ambas as entidades transmitem. “Para nós é gratificante, porque são duas comunidades de pessoas aguerridas, pessoas que sabem ser uma escola de samba. Estar passando essa energia de São Paulo para eles. É o coração que bate fora do peito. Quando a gente fala de estar aqui também, é o encontro das almas, encontro das energias e da nossa ancestralidade. É dar um pouquinho de alegria para todo esse povo que está aqui nos assistindo e assistindo a Mangueira”, completou o mestre-sala.

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”Como o meu mestre falou, são duas escolas que são providas de povos lutadores e guerreiros. A maioria luta diariamente pelo pão, pela moradia, pelo seu lazer. Nesse quesito acho que não existe diferença. É lógico que a gente está falando de Mangueira, mas falar do meu Vai-Vai é falar do meu coração”, concluiu a porta-bandeira.

Embalada pela ‘mina é cocoriô’, Grande Rio abre temporada de ensaio de rua com Caxias lotada pela comunidade

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Por Gabriel de Souza e Raphael Lacerda

O Centro de Caxias se tornou paraense na noite do último domingo. Com a força do canto da comunidade caxiense e sob a proteção das águas de Nazaré, a Acadêmicos do Grande Rio deu início à temporada de ensaios de rua na Avenida Brigadeiro Lima e Silva, no coração da cidade.

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A escola estava praticamente completa – com exceção da comissão de frente, que costuma ensaiar separadamente durante este período. Ao todo, o desfile pelas ruas da Baixada durou pouco mais de uma hora. O trecho de cerca de 800 metros ficou tomado por componentes e por torcedores, que não perderam a oportunidade de prestigiar a Tricolor da Baixada.

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Fotos; Raphael Lacerda/CARNAVALESCO

O diretor de carnaval da agremiação, Thiago Monteiro, destacou que os ensaios de rua têm o papel de iniciar acertos na evolução do desfile. Para ele, o samba e a força do canto da comunidade serão os pontos de destaque nesta temporada de treinos.

“Os ensaios de quadra já começaram há dois meses e, agora, é poder “esticar a jiboia” – acertar partes de evolução, harmonia e fazer esse casamento do andar da escola. Temos uma comunidade experiente e que não mudou desde o último carnaval. No primeiro ensaio, a gente vê tudo o que foi feito durante esses meses. Agora, é colocar para avançar. O ponto forte é a gente pegar esse samba – que para mim é o melhor do Carnaval – e manter no nível que ele está. O samba é tão bom que, se crescer mais, estará ótimo. Mas ele já está num nível excelente pelo o que vemos nas terças (ensaios de quadra). Agora, nossos segmentos precisam traduzir isso para o itinerante (ensaio de rua)”, avaliou o diretor de carnaval.

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Campeã em 2022 e consolidada entre as melhores desde 2019, a Grande Rio bateu na trave no último carnaval ao garantir a terceira colocação. Thiago acredita que as correções são pontuais, mas que a escola já possui uma receita de como fazer um grande espetáculo.

“A Grande Rio já tem bem definida e estruturada a sua forma de desfilar. É lógico que muda alguma coisinha ou outra, mas são coisas pontuais. Acredito que a gente encontrou uma forma de desfilar e posicionar a escola, e tem dado certo. Não temos muitas mudanças, mas é preciso entender que o enredo é outro e que o personagem que o componente vai defender é outro. No escopo geral dessa estrutura, é tudo muito parecido”, disse.

A harmonia caxiense tem sido um ponto fundamental nessa virada de chave iniciada com Joãozinho da Gomeia, em 2019. A escola garantiu os 30 pontos no quesito por três carnavais seguidos, mas pecou no último desfile – ao menos, na opinião dos jurados. Com “Nosso destino é ser onça”, o segmento amargou dois 9.9 e um 9.7.

No entanto, o samba-enredo composto por mestre Damasceno e parceiros promete levar a harmonia da escola de volta à normalidade de excelência. Para um dos diretores de harmonia da agremiação, Clayton Bola, a tendência é melhorar a cada ensaio que passa. “A expectativa é a melhor possível. É o que nós sempre falamos, é um dia atrás do outro. Se o ensaio de hoje foi bom, é repetir na próxima semana”.

A expectativa é a mesma para o intérprete Evandro Malandro. Após o ensaio, o músico também destacou o ótimo rendimento do samba e a força do chão da escola – opinião que parece ser unânime dentro da equipe.

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“A gente tem tudo para fazer com que o samba ecoe cada vez mais. A nossa arrancada foi maravilhosa e a Grande Rio deu um show na avenida. Foi muito bacana ver aquela Grande Rio que estava na quadra cantando a plenos pulmões. A gente já estava doido para ir para a rua, mas o nosso diretor de carnaval Thiago Monteiro esperou o melhor momento, juntamente dos nossos diretores de harmonia. Eles foram as cabeças pensantes para entender o melhor momento de vir para a rua. E foi o momento certo”, analisou o intérprete.

Questionado sobre o que repetir do último carnaval e o que fazer diferente, Malandro foi objetivo: “Tudo. O canto, bateria, andamento, carro de som e comunidade. O que não fazer? Não parar de cantar depois do fechamento dos portões (risos)”.

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Responsável por abrir o ensaio de rua, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Daniel Werneck e Taciana Couto mostrou um breve pedaço das coreografias que estudam levar para a Passarela do Samba. Os dois se apresentaram com as quatro cabines de julgadores já demarcadas. Segundo a diretoria da escola, o posicionamento de cada uma respeitava o tamanho real da Marquês de Sapucaí.

“A expectativa é sempre enorme, porque a gente vê se o samba irá ou não funcionar. Nós sempre temos algo para melhorar, porque estamos em processo de montagem da coreografia, apesar de ter testado algumas coisas no minidesfile. Nós estamos nesse processo de pesquisa e melhora”, detalhou a porta-bandeira.

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“Acredito que nós iremos sentir a comunidade hoje. Para saber o que iremos melhorar e vamos embora, porque ensaio é para isso”, completou o mestre-sala.

Na bateria, mestre Fafá aproveitou para testar algumas bossas e reafirmar a excelência do quesito. Sobre comentários feitos após o minidesfile, ele reafirmou o lema que rege os ritmistas caxienses.

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“Vou seguir a minha linhagem de sempre: silêncio e trabalho. Recebemos algumas críticas no minidesfile, e eu já tinha prometido a mim mesmo que não falaria mais com ninguém da imprensa. Tem muita bateria colocando o andamento para trás e ninguém da imprensa pergunta. É sempre a mesma pergunta para a bateria da Grande Rio. Para o primeiro ensaio, acredito que foi bom. Ainda temos muito para evoluir, mas é um dia de cada vez. O nome já diz: é ensaio. Depois, a gente tem que sentar e ver o que errou e o que acertou para poder melhorar a cada dia”, desabafou.

Questionado sobre o que manter e o que fazer diferente, Fafá disse que “é manter o que fizemos e que resultou na nota máxima. Melhorar os pontos da escola e da bateria que a gente errou no ano passado para poder subir mais duas posições e conquistar o título novamente”.

Virada na bruxaria, Vila Isabel faz um ensaio de rua divertido e leve

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A Unidos de Vila Isabel fez no último domingo seu ensaio de rua inaugurando o dia extra no Boulevard 28 de Setembro. O canto constante e firme da comunidade, a irreverência e a classe do mestre-sala Marcinho Siqueira e da porta-bandeira Cris Caldas foram destaques positivos dessa apresentação. Vale ressaltar também a condução do intérprete Tinga em conjunto com a “Swingueira de Noel”. A azul e branca vai desfilar, em 2025, o enredo “Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece”, desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros, e será a quarta e última escola a entrar na Avenida na segunda-feira de Carnaval, 02 de março.

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Fotos: Matheus Vinícius/CARNAVALESCO

Satisfeito, o diretor de carnaval Moisés Carvalho avaliou o ensaio: “[Minha avaliação do ensaio de hoje] É positiva. Cada dia é uma evolução no samba, no canto, na comunidade, nos quesitos, no casal. Estou feliz com a crescente de toda escola e nos preparando para um grande desfile. Até chegar no dia do desfile, após o ensaio a gente senta, conversa, pontua e a gente sempre tem o que melhorar, principalmente no canto da escola, na evolução, no entrosamento entre o carro de som e o mestre de bateria. A bateria é uma crescente a cada dia. Mas a cada dia, temos sempre o que melhorar. A escola vem com 2450 componentes, em média, 6 alegorias, não vem com tripé esse ano. Vem vibrante, vem alegre, evoluindo do jeito que a Vila Isabel sempre faz na Avenida”, pontuou o diretor.

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Mestre-sala e Porta-bandeira

Marcinho Siqueira e Cris Caldas se apresentaram com muita elegância e irreverência. Além do bailado tradicional, o casal apresentou passos que envolviam os corpos colados como em uma dança de salão resultando em um bonito espetáculo. Marcinho conduziu Cris e defendeu o pavilhão com um jeito “malandreado” carismático.

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Harmonia

O “Povo do Samba” entregou na 28 de Setembro um canto firme e linear, mesmo com o possível cansaço do fim do desfile. Destaque para o refrão principal – “Solta o bicho, dá um baile de alegria” – e para o trecho “Silêncio/ Ao som do último suspiro vai chegar” em que parecia que a energia dos componentes era renovada. Tinga conduziu muito bem o carro de som e bem alinhado à execução da bateria da Vila Isabel.

Evolução

A escola evoluiu de forma leve e divertida. Os componentes performaram de acordo com a letra do samba simulando as assombrações do enredo. Apesar da liberdade dos integrantes, as alas não embolaram e se exibiram de forma contagiante.

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Samba-Enredo

O samba de Raoni Ventapane, Ricardo Mendonça, Dedé Aguiar, Guilherme Karraz, Miguel Dibo e Gigi da Estiva está na ponta da língua do componente da azul e branca. A comunidade consegue cantá-lo integralmente.

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Outros Destaques

A “Swingueira de Noel” executou bem as bossas propostas, destacando a da cabeça do samba que acompanha a sanfona do carro do som e o “apagão” do trecho “Silêncio”. Graças ao andamento da bateria, as musas conseguiram evoluir com bastante carisma, energia e samba no pé. Esta noite estiveram presentes Kauany da Glória, Dandara Oliveira, Anna Karolina, a cantora Gabi Martins e Monique Rizzeto.

Também é importante ser mencionado o talento e a habilidade nas apresentações do segundo e terceiro casais de mestre-sala e porta-bandeira, Jackson Senhorinho e Bárbara Dionísio e Kayo Figueiredo e Rayra Guarinho, respectivamente.

Integrantes da Portela celebram em ensaio de rua o andamento perfeito para o samba-enredo do Carnaval 2025

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Após a apresentação na Cidade do Samba, em comemoração ao Dia Nacional do Samba, a Portela voltou a Estrada que leva o seu nome em seu segundo ensaio de rua projetando os próximos passos na preparação para o Carnaval 2025. Com um bom contingente de componentes e teve um grande público que se aglomerou nas calçadas para receber e saudar a Azul e Branca de Madureira. Com pouco mais de uma hora de treino, o ensaio mostrou uma agremiação já bastante cantante em relação ao hino que vai embalar o desfile em homenagem ao cantor Milton Nascimento, com a garra e disposição sempre, agora um pouco mais leve e colorida pela temática do enredo.

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Fotos: Lucas Santos/CARNAVALESCO

Vice-presidente da Majestade do Samba, Junior Escafura, avaliou o momento de preparação da escola e falou sobre a grande presença de público na Estrada do Portela.

“A expectativa é melhor possível. A cada ensaio fica melhor. A gente achou andamento ideal para o desfile. Isso é muito importante. A escola está feliz e cantando. Eu acho que é uma mostra do que a Portela pode fazer. A escola vem muito bem, evoluindo, bem solta, espontânea, é isso que a gente quer. Vamos encerrar o carnaval com muita alegria, canto, e energia. E o grande contingente é uma coisa tradicional da Portela é uma legião de apaixonados que vem ver a escola toda semana. A torcida é muito apaixonada e a gente está muito feliz”.

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O desfile aconteceu entre a esquina da Estrada do Portela com a Rua Clara Nunes com o deslocamento indo até próximo da praça Paulo da Portela, onde ocorre a Feira das Yabás. O diretor de carnaval Junior Schall explicou a importância do treino na região, ainda que o local tenha uma parte que é uma subida, pela força da comunidade presente ali.

“É sempre muito importante fazer o ensaio na Estrada do Portela porque hoje eu
entendo a força da efervescência que faz com a escola. Você tem a Portela no seio do seu povo, do lado da sua casa. Quando você vai fechar um desfile isso pra nós faz parte de um trabalho de evolução. Pulsação, volume de canto, intensidade, espontaneidade do componente. E aqui não é nem tanto uma questão dinâmica de contar tempo de desfile, não é isso, é uma questão de aumento de interatividade, força individual de conjunto, a Estrada do Portela representa isso para a Portela enquanto ensaio”.

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Junior Schall também explicou as diferenças entre a preparação feita para o desfile do ano passado e as mudanças para esse ano, visto que a Portela também terá um posição diferente, encerrando uma inédita terceira noite de desfiles.

“A gente entende a necessidade do enredo. Entendemos que estamos cantando para o Milton diante de um samba com características portelenses. Vamos aproveitar ao máximo. ‘Um defeito de cor’ tinha uma outra posição, tinha uma outra necessidade de potência. A potência de Milton Nascimento tem que ser para um ano, um terceiro dia que não existe, a gente entende essa missão e é pra isso que nós estamos trabalhando”.

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Casal trabalha em cima das justificativas

O primeiro casal da Portela, Marlon Lamar e Squel Jorgea, vê os ensaios de rua como um excelente momento para testes.

“Começamos a testar. O ensaio de rua nos dá essa essa liberdade de criar movimentos para gente entender como é na rua, como vai ser na Sapucaí e é ótimo. Vamos encaixando aquilo que é válido dentro da nossa dança”, explicou Marlon.

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A porta-bandeira Squel ressaltou que a preparação da dupla, em seu segundo ano juntos na Águia Altaneira, tem focado na observação das justificativas, não só as que competem às notas recebidas pelo casal da Azul e Branca, mas na apreciação de justificativas para outros casais.

“Estamos trabalhando em cima das justificativas. Elas que estão nos norteando. Vendo nossos vídeos, dos outros casais também, estudando as outras justificativas, estamos estudando muito. É necessária essa atenção porque é assim que nós somos avaliados. E tiveram coisas que foram pontuadas, por isso, estamos trabalhando em cima delas para corrigir”, esclarece a porta-bandeira.

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Sobre esse segundo ano de parceria é natural começar a imaginar um entrosamento maior, principalmente, se tratando de dois profissionais experientes do carnaval carioca.

“Eu acho que é automático. É como um relacionamento, a gente está naquela fase de autoconhecimento. Entender a minha força, a dela, a gente vai se encaixando para entrar no ponto que é crucial, o olhar”, explica o mestre-sala.

Lado musical da escola com o trabalho adiantado

Antes de subir com a bateria, o botafoguense Nilo Sérgio, todo feliz, fez questão de festejar e tirar onda com o título Brasileiro. Calejado, o profissional falou sobre o encontro do melhor andamento e prometeu surpresas na tradicional bateria da Azul e Branca para ter uma boa disputa com as demais escolas.

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“A gente está no nosso terceiro ensaio a céu aberto, considerando a apresentação na Cidade do Samba. Foi muito bom, a escola toda cantando, a bateria funcionou, pegamos o andamento que a escola queria, e que nós também entendemos ser o melhor. Acho que a Portela se encaixou. Vamos para uma boa briga. A gente vinha apurando o trabalho antes de vir para rua, limpamos a batida de caixas, pensamos nas bossas. Sempre pontuando que a Portela é tradicional, mas tivemos a liberdade e o espaço para fazer algo diferente que não interfira na nossa essência”.

O intérprete Gilsinho explicou a importância da Portela levar o samba na rua para ter certeza das decisões de andamento e para experimentar mais artifícios musicais que só ficam mais claros a partir de uma avaliação a céu aberto.

“Estamos no início do ensaio externo, que é um trabalho muito importante. Na rua tem outro clima, outra pegada, a gente escuta a bateria melhor, por estar a céu aberto. Ainda há algumas coisas para ajustar, mas até o carnaval vai estar tudo pronto”.

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Gilsinho também pontuou a importância de manter o time de vozes da Portela para tirar o máximo da obra escolhida para representar a Portela na Avenida em 2025.

“Em relação ao carro de som não muda, a gente está junto há mais de dez anos já. Estamos muito seguros, nos entendemos muito bem. A Ledjane Motta, é a preparadora vocal e integrante da nossa equipe, ela trabalha muito bem a preparação com a gente. O trabalho é toda semana”.

Em 2025, a Portela vai encerrar a terceira noite de desfiles do Grupo Especial levando para a Marquês de Sapucaí o enredo “Cantar será buscar o caminho que vai dar no sol – Uma homenagem a Milton Nascimento”, de autoria dos carnavalescos Antônio Gonzaga e André Rodrigues.

 

 

 

 

Com harmonia impecável, Viradouro encanta em mais um ensaio no Centro de Niterói

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Sob os olhares atentos de um público fiel que encheu o Centro de Niterói, a Unidos do Viradouro protagonizou mais um ensaio de rua impecável rumo ao Carnaval 2025. Com a comunidade vibrando e o samba entoado na ponta da língua, a apresentação foi um verdadeiro espetáculo, reafirmando que a escola está determinada a lutar pelo bicampeonato. A bateria Furacão Vermelha e Branca, liderada por mestre Ciça, foi o grande destaque, conduzindo o público e a escola em uma apresentação repleta de energia, precisão e garra, consolidando o clima de expectativa para o próximo carnaval.

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Fotos: Luan Costa/CARNAVALESCO

Em 2025 a Viradouro levará para a avenida o enredo “Malunguinho: O Mensageiro de Três Mundos”, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon. A narrativa homenageia Malunguinho, figura histórica e espiritual ligada à resistência no quilombo do Catucá, em Pernambuco. A vermelha e branca de Niterói será a terceira escola a pisar na avenida no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial. O próximo ensaio da agremiação será no próximo domingo, novamente na Avenida Amaral Peixoto.

O diretor de carnaval da agremiação, Alex Fab, pontuou que a ideia era encerrar o ano com chave de ouro e no ensaio deste domingo um grande passo foi dado rumo a isso, ele também falou sobre o andamento dado ao samba.

“Dentro do que a gente tinha planejado para encerrar esse ano foi mais um ensaio satisfatório pra gente, hoje a gente saltou mais um degrauzinho pra encerrar 2024 dentro que foi planejado, estou feliz com o andamento que colocamos, sempre tem alguma coisinha pra ir aperfeiçoando, mas é passo a passo”, disse Alex Fab.

Comissão de Frente

Sob o comando dos campeoníssimos Priscilla Mota e Rodrigo Nergri, a comissão de frente da vermelha e branca se apresentou de forma aguerrida, firme e organizada durante todo o ensaio. Os bailarinos emularam o andamento do desfile oficial, fazendo marcações e já verificando o tempo, uma corda simulou o que possivelmente será o espaço destinado ao tripé de apoio, inclusive, durante um momento da coreografia essa corda avançava em direção ao corpo de dança, dando uma amostra do que virá por aí. Vale destacar que os bailarinos carregavam em suas mãos ramos de folhas que ao tocarem no chão soltavam faíscas, um efeito não intencional, mas que impressionou.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Julinho e Rute se apresentaram com o habitual show que estão acostumados a dar, nesta noite eles já fizeram a coreografia oficial que pretendem mostrar no dia do desfile, vale mencionar a força dos movimentos e a complexidade dos mesmos. A dupla, extremamente entrosada demonstrou muita segurança e confiança no que pretendem apresentar, eles passaram com a naturalidade e o vigor de sempre, durante todas as paradas para os jurados.

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Harmonia

Impecável do início ao fim, com todas as alas mantendo o ritmo e a vibração do samba, sem deixar a energia cair em nenhum momento. A performance trouxe um equilíbrio perfeito entre momentos mais cadenciados e outros de pura explosão, especialmente no pré-refrão e no refrão principal, que levantaram o público presente. O intérprete Wander Pires foi um show à parte, conduzindo com maestria e mostrando um entrosamento absoluto com a bateria “Furacão Vermelha e Branca”, sob o comando de ,estre Ciça.

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Evolução

Como de praxe, organização e espontaneidade foram a marca de mais um ensaio, a comunidade esteve presente em grande número e tomou conta da extensa avenida Amaral Peixoto. As alas evoluíram com extrema leveza e brincaram com o samba, mas sem perder a organização que já é marca da escola, todos sabem seu lugar e o que devem fazer, mas mesmo assim se divertem. Alguns elementos foram utilizados para demarcar o espaço das alegorias no desfile oficial e tudo ocorreu com extrema naturalidade, assim como a presença de algumas alas coreografadas que permearam o ensaio. Nenhum problema foi observado, nem mesmo na entrada e saída da bateria do recuo.

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Samba-Enredo

O samba de autoria de Paulo César Feital, Inácio Rios, Márcio André Filho, Vaguinho, Chanel, Igor Federal e Vitor Lajas foi um dos grandes destaques da noite, sendo responsável por impulsionar quesitos importantes. A condução de Wander Pires, mais uma vez, merece destaque, o intérprete, que dispensa elogios, adaptou a obra com maestria e imprimiu sua cara. O mesmo vale para a bateria comandada por mestre Ciça, o encaixe já está perfeito, mesmo com meses de antecedência para o desfile oficial.

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O samba como um todo é passou de forma positiva, o jogo de palavras utilizado no refrão principal é um achado e contagia a todos, principalmente na parte “Eu tenho corpo fechado, fechado tenho meu corpo”. Outros momentos da letra merecem destaque, como o verso que abre a primeira parte do samba “Acenda tudo que for de acender”.

Outros Destaques

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Como de costume, vale destacar a rainha de bateria Erika Januza, mais uma vez ela brilhou vez e foi extremamente festejada pela comunidade que já a tem como figura marcante da Viradouro. Outro destaque fica por conta da alegria dos componentes ao final do ensaio, mesmo após o fim do percurso muitos se recusaram a ir embora e ficaram curtindo junto com a bateria.

Em noite histórica, Neguinho se despede dos ensaios de rua, Beija-Flor pulsa emoção e Mocidade brilha em Nilópolis

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A Beija-Flor deu início à preparação para seu desfile no Carnaval 2025, com o já tradicional Encontro de Quilombos, na Avenida Mirandela, em Nilópolis. A convidada do último sábado foi a Mocidade Independente, que fez grande apresentação para brindar o público e abrir os trabalhos para o ponto alto da noite. Os sambistas presentes testemunharam o último ensaio de rua de Neguinho e a emoção tomou conta da pista, somado ao samba da Deusa da Passarela, em homenagem a Laíla. Um cenário perfeito para um ensaio que se tornou inesquecível. A Beija-Flor será a segunda escola a se apresentar na segunda-feira de carnaval (3 de março), com o enredo “Laíla de todos os santos, Laíla de todos os sambas”, desenvolvido pelo carnavalesco João Vitor Araújo. Já a Mocidade, será a primeira a desfilar na terça-feira de carnaval, com o enredo “Voltando para o futuro – não há limites para sonhar”, dos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage.

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Fotos: Allan Duffes/CARNAVALESCO

Finalmente, aconteceu o encontro entre Beija-Flor e Mocidade. As duas já tentaram se encontrar em Nilópolis, mas chuvas fortes cancelaram e quiseram os deuses do carnaval que a Estrela-Guia estivesse presente no dia 7 dezembro de 2024 para guiar os caminhos ao último ensaio de rua do dono do grito de guerra que embala qualquer evento de norte a sul do Brasil. “Olha a Beija-Flor aí gente!” Gritou Neguinho, às 23h, pela última vez como cantor oficial da escola, em um ensaio de rua.

O início do fim de uma era, marcou a história da Avenida Mirandela, que estava lotada e viu passar o condutor do microfone da Beija-Flor por mais de 45 anos. A essa altura, a emoção já tomava conta e nada mais importava senão o que estava acontecendo no carro de som. Luiz Antônio Feliciano Marcondes, o Neguinho da Beija-Flor, aos 75 anos, encantando a multidão presente e enchendo os olhos de crianças, pequenos sambistas, que grudaram nele para ver a arrancada do samba.

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“Comecei a amadurecer essa ideia de que o tempo passa. Aí, você tem que deixar a vez para a rapaziada que está chegando com todo o pique, todo o gás. Eu vou ver se nesses próximos cinco, 10 anos dou continuidade nos shows, para ver se garanto aí uma aposentadoria”, contou Neguinho brincando sobre o tempo que ainda espera estar nos palcos.

A Mocidade era a convidada de honra. Foi a primeira a se apresentar com um canto forte comandado pelo cantor Zé Paulo Sierra. O intérprete da Verde e Branca comentou sobre presenciar a despedida de Neguinho dos ensaios de rua.

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“É um processo de despedida que a gente está fazendo para o Neguinho no carnaval. Para mim, além de ser muito honroso estar aqui em Nilópolis, é estar no último ensaio do Neguinho na rua. Foi incrível, uma experiência bacana, poder cantar no mesmo solo que o Neguinho canta. Estou muito feliz de estar aqui hoje”, disse Zé Paulo, puxando o coro dos emocionados endossado pelo presidente e fã declarado Almir Reis, da Beija-Flor.

“A minha reação foi de tristeza imensa. Acho que há muito tempo não me emocionava tanto. Esse anúncio da saída do Neguinho foi um choque para todos nós. Estamos todos muito tristes, mas ao mesmo tempo, nos deixou com mais sangue nos olhos para fazer um grande desfile. O Neguinho entrou na escola com a Beija-Flor ganhando e vamos torcer para que ele saia, mais uma vez, levando um título”.

O clima de emoção e reverência se sustentou até o fim do ensaio, marcado por uma ventania que desafiou a porta-bandeira da Mocidade, Bruna Santos. Os ventos de Oyá sopraram forte, secaram os olhos marejados pela aposentadoria do cantor e fizeram Nilópolis cantar em honra a Laíla, enredo da Beija-Flor.

Primeiro ensaio dá sinais de rolo de compressor pelo título

Conhecida por cantar muito qualquer samba que lhe é entregue, a comunidade da Beija-Flor está incorporada na energia de seu griô. De um jeito inconfundível, durante o ensaio, parecia que Laíla estava entre as alas falando que baiana também canta samba e passista tem que cantar para sambar. “Kaô meu velho! / Volta e me dá os caminhos” é o trecho entoado com mais força, depois do refrão principal. É uma prece.

Vídeos: Arrancada e ala a ala da Beija-Flor no Encontro de Quilombos com a Mocidade

“Esse enredo colocou para fora o lado emocional do componente. O nilopolitano quando canta o samba desse ano, ele bota para fora a sua história. Isso é fundamental. Muitas vezes você vê enredos que não têm um vínculo afetivo com a escola. Aqui, você tem um enredo desse que dá uma vantagem a mais”, comentou Marquinho Marino, que faz a sua estreia na direção de carnaval da Beija-Flor.

Em entrevista ao CARNAVALESCO, Marino contou a sua relação com a comunidade e o que representa estar no comando da escola, dona de 14 títulos do Grupo Especial. “A Beija-Flor é uma escola imensa. Uma escola apaixonada que domina, não só uma cidade, como uma região inteira. São pessoas que amam a escola, que se doam de uma forma que é difícil até você ver e não se emocionar. Eu também estou emocionado. A oportunidade que o presidente Almir me deu, foi uma coroação pela minha humildade e a minha vontade de trabalhar. E sendo o enredo do meu mestre, que foi quem me ajudou muito, quem me guiou por muito tempo, me orientou, me aconselhou, eu acho que melhor é impossível. O resultado é consequência do trabalho, do desfile, mas se tudo caminhar conforme está caminhando, eu acredito que a escola disputará o título”.

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Nos braços do povo, as lendas Claudinho e Selminha Sorriso viveram a emoção de começar mais uma temporada de ensaios conduzindo o pesado pavilhão da Beija-Flor. Por cada quadra da rua que passam, recebem aplausos. Alguns fãs mais acalorados chegam a ultrapassar a grade para abraçarem os dois. O casal de mestre-sala e porta-bandeira fez uma apresentação mais completa que a do desfile na Cidade do Samba, em homenagem ao Dia Nacional do Samba. A dança carregada de emoção arrepiou o público.

“É uma grande emoção e estou muito feliz pelo brilhante trabalho que a gente fez aqui e a entrega com esse povo maravilhoso ao nosso lado. A gente só tem que agradecer esse povo de Nilópolis por cantar o nosso samba maravilhoso. Estou muito contente com o trabalho que eu fiz com a minha porta-bandeira”, contou Claudinho.

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“É lindo e demais e tão gratificante, porque se passaram tantos anos e o amor das pessoas, dos nilopolitanos, de adjacentes e torcedores que vêm de outras escolas, de outros bairros, dos estados e até países, é muito mágico. Aumenta a responsabilidade, porque eles esperam sempre o melhor de nós, nós temos que dar o melhor para eles e assim faremos a cada ano, enquanto os orixás nos permitirem passar por essa
Mirandela e pelo sambódromo. A gente está muito agradecido”, disse Selminha Sorriso que também deixou o ensaio emocionada.

Na emoção e na energia de Laíla, a Beija-Flor abriu seus trabalhos de ensaios para tentar seu décimo quinto título do carnaval. Por Laíla, Neguinho disse que não poderia deixar de estar no primeiro ensaio e o presidente Almir Reis, contou qual o espírito da escola para o desfile:

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“A energia da Beija-Flor é trazer esse título. É uma obrigação nossa e nós vamos cumprir isso. A gente vai trazer esse título, se Deus quiser. Nosso maior triunfo é a nossa comunidade. O canto desse povo, dessa comunidade maravilhosa”.

Mocidade brilha em Nilópolis em apresentação contagiante

Se fala em energia, fala na estrela da Mocidade. A convidada da Beija-Flor para o “Encontro de Quilombos” fez uma apresentação que deu tom de gala à noite que guardaria tantas emoções. Da comissão de frente cativante, com o primor do primeiro casal, uma comunidade cantando forte, um samba encaixado, ao ritmo fantástico da ‘Não Existe Mais Quente’, a Mocidade foi luz e fez a Mirandela se sentir na Guilherme da Silveira, onde a Estrela-Guia ensaia, com a presença de mais de 800 independentes.

Vídeos: Arrancada e ala a ala da Mocidade no Encontro de Quilombos com a Beija-Flor

“Para a gente é uma honra estar com a Beija-Flor, com a Selminha e com o Claudinho que são nossos amigos e parceiros de dança. É maravilhoso poder receber o carinho de outra comunidade”, comentou a porta-bandeira Bruna Santos.

“Eu fico muito feliz. Troco demais com o Claudinho e pego aquele axé e a experiência dele. Dançar aqui no terreiro dele, vai ser muito importante para mim e para a Bruna”, também falou o mestre-sala Diogo Jesus, sobre o encontro com o lendário casal da Beija-Flor.

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A Mocidade, que enche as calçadas de Padre Miguel para ensaiar, sentiu o clima da Avenida Mirandela. Em saudação à madrinha nilopolitana, o diretor de carnaval independente, Mauro Amorim, falou sobre a visita em Nilópolis.

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“É uma honra imensa e as escolas são muito mais que irmãs. E a gente está feliz. Olha o quantitativo de gente que nós trouxemos. É importante esse laço e ele tem que ser fortalecido cada vez mais. Hoje é uma data que realmente entra na história da Mocidade, da gente poder participar desse evento tão grandioso que a Beija-Flor está fazendo”.

Veja mais fotos do Encontro de Quilombos

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Bateria da Imperatriz sacode Ramos em ensaio de rua com evolução impecável

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A Imperatriz realizou mais um ensaio de rua na tarde/noite do último domingo, na Euclides Faria, em Ramos. Em dia de bateria ainda mais inspirada, a escola mostrou uma comunidade pronta para o desfile e disposta a brigar firme pela décima estrela. Além do ritmo, o ponto alto do treino foi a evolução, com alas mais próximas e componentes organizados, o que mostrou volume e deu efeito de pulsação da procissão de leopoldinenses na pista. A verde-branca será a segunda escola a desfilar no domingo de carnaval, 2 de março, com o enredo “Ómi tútú ao Olúfon – Água fresca para o Senhor de Ifón”, do carnavalesco Leandro Vieira.

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Fotos: Allan Duffes/CARNAVALESCO

A última rodada do Campeonato Brasileiro era a concorrente da Imperatriz para o ensaio do fim da tarde. O Botafogo conquistando o título poderia ser um convite para quem quisesse festejar o feito da Estrela Solitária. Mas, como de estrela a Imperatriz tem nove, antes do jogo acabar os componentes se formaram e o cantor Pitty de Menezes gritou que o sonho virou realidade. Caminho aberto para um desfile de harmonia afinada, componentes brincando com o samba e um ritmo cheio de bossas imposto pelo time do animado mestre Lolo, que interagiu com as alas.

O diretor de carnaval André Bonatte falou sobre o ensaio. “O grande ganho do ensaio de rua é esse crescimento. Se a gente for comparar, é uma escala progressiva. A cada vez que a gente vai encontrando a nossa comunidade, isso vai se consolidando. O canto vai ficando cada vez mais consistente. Essa questão harmônica entre o carro de som e a bateria também vai se consolidando. Acho que o melhor lugar para se treinar isso é a rua. O resultado para mim foi satisfatório, mas eu quero que na semana que vem seja melhor e na outra ainda melhor. E até o dia 2 de março a gente vai melhorar bastante”.

Comissão de frente 

Os integrantes se apresentaram bem no estilo do coreógrafo Patrick Carvalho. Passos bem marcados, gestos fortes e sincronia perfeita. Foram 11 componentes com camisa de ensaio e mais um, que representou Oxalá. Ao longo do número, Oxalá ficava o tempo todo ao centro do grupo que, em torno dele evoluíam a coreografia em passos de dança afro. Destaque para a saída do módulo, quando os componentes de camisa de ensaio deixam Oxalá sozinho para sair enquanto chega o pavilhão da Imperatriz.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

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E, com Oxalá se retirando da cena, começa a apresentação de Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro, primeiro casal da Rainha de Ramos. Os dois buscam flutuar tamanha leveza e elegância na dança. Após apresentar o pavilhão, Rafaela sai para fazer seus giros e Phelipe a acompanha girando, em torno de si, enquanto a porta-bandeira sai para aproveitar o terreno. Após os giros, começa um show de bom gosto da dança, usando todo o espaço disponível. Até o pisar dos dois é suave. Com destaque para a linearidade da dança, a apresentação não tem momentos mais rápidos ou lentos, o que faz o espectador ter uma experiência formidável.

Harmonia

Para cantar sem cansar. O samba está na boca dos componentes e a melodia favorece que ele seja entoado sem cair o andamento. Por isso, a escola cantou feliz e conseguiu pular até o final. Ainda no início de trabalho, algumas alas apresentam canto irregular, como a ala com bastões de mão atrás dos passistas e a ala após o banner do carro 4. Questão que o diretor André Bonatte contou que é trabalhada a parte com os componentes para todas as alas chegarem ao mesmo nível de performance.

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“A gente sempre tem atenção especial em algumas alas, que é natural, como a ala de baiana, velha-guarda. Alas que têm pessoas com pouco mais de idade, que a gente sabe quais são aqueles pontos, que a gente faz trabalhos direcionados, a gente marca outros dias. Acho que a questão do canto está bem harmônico, eu consigo ver isso bem dividido na escola, o samba permite isso, não é aquele samba que você só vê explodir no refrão, mas é um samba que se mantém constante. Cada vez é isso mesmo, em cada ensaio desse a gente vai vendo que melhorou, mas que ainda pode melhorar”.

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Samba-enredo

A obra assinada por Me Leva, Thiago Meiners, Miguel da Imperatriz, Jorge Arthur, Daniel Paixão e Wilson Mineiro tem crescido a cada apresentação, conforme ganha novos testes do carro de som e com a bateria. No ensaio deste domingo, a obra foi fortemente cantada pelos componentes, principalmente, na parte “justiça maior é de meu pai Xangô…” e no refrão principal. Porém, uma das grandes qualidades da obra é que ela não permite queda acentuada no canto e, tampouco, cansa o componente. Um rendimento bastante satisfatório em Ramos.

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Evolução

Ponto alto do ensaio. A organização da escola se mostrou impecável, no entanto, a aproximação das alas garantiu uma massa de componentes, criando volume e efeito de pulsação. Quem assistia de longe, se impressionava e torcia para a escola chegar logo para sentir a emoção que os leopoldinenses conseguiram transmitir evoluindo. O grande número de pessoas ensaiando contribuiu para este efeito, inclusive, no trecho do samba “O povo adoeceu, tristeza perdurou / Nos sete anos de solidão”, quando os desfilantes levantam as mãos e fazem uma coreografia. Outras partes do samba também têm passos combinados com toda a escola. O que chama a atenção é a confiança da escola no trabalho de sua equipe. Deixando para trás a máxima de que as baianas devem desfilar na frente da escola, a Imperatriz posicionou a ala no final.

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“A gente já foi campeão com baiana lá atrás, já foi campeão com baiana lá na frente. Eu acho que a escola tem que estar preparada. A baiana, quando ela vem no início do desfile, ela nos dá uma certa tranquilidade, porque a gente tem essa questão das paradas para cabine, o que permite que naturalmente haja ali alguns pontos de descanso. Mas eu acho que a gente tem que trabalhar muito para não ter nenhum tipo de problema e a escola fazer uma evolução perfeita que não vai precisar correr”, disse André Bonatte.

Outros destaques

As paradinhas da bateria e os apagões da “Swing da Leopoldina” para jogar o canto ao público foi um sacode nos desfilantes e em quem estava nas calçadas. No talento do mestre Lolo e na superparceria com o carro de som, o ensaio terminou em grande estilo com apresentação da bateria para fazer todo mundo sambar.

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“A gente está no ensaio e faz testes com a bateria e o que a gente vai fazer com o canto, mas é bem provável que a gente leve para avenida. A resposta do público está sendo muito boa, e também a resposta da comunidade. Fizemos um belo ensaio. Foi maravilhoso”, avaliou o cantor Pitty de Menezes.

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