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Em tom de reencontro, Unidos da Tijuca ensaia na Conde de Bonfim, com o calor pesado do clima e agradável do público

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Após 20 anos, a Unidos da Tijuca fez seu ensaio de rua na Conde Bonfim, na mesma Tijuca, no último domingo. A escola do Borel, que atualmente tem realizado seus treinos na Zona Portuária, viveu um clima de saudosismo e reencontro com a raiz de seu bairro. Com forte calor e muita gente na rua para ver o Pavão passar, o destaque deste último ensaio foi a tranquilidade da evolução da escola e a leveza do casal de mestre-sala e porta-bandeira. A Unidos da Tijuca será a primeira escola a desfilar na segunda-feira de carnaval (3 de março) com o enredo “Logun-Edé: Santo Menino que velho respeita”, desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira.

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O ensaio de rua que tomou ares de reencontro com os moradores dos prédios da Conde de Bonfim, que não viam um ensaio do Pavão do Borel de suas janelas há pelo menos 20 anos. Muitos daquele público dos andares superiores sequer tinham nascido quando Wantuir passou cantando o samba que seria vice-campeão do carnaval. Na pista, nas calçadas, muita gente querendo levar para casa um vídeo desse reencontro ou simplesmente da beleza do samba dos passistas e das musas.

“O presidente Fernando Horta já queria em outros anos fazer essa volta. Aí neste ano, a escola está com uma energia diferente. Aproveitamos o momento e viemos para cá e mês que vem estaremos aqui de novo. Para mim, foi recordar, que já fiz muitos anos de Tijuca aqui. Você vê pela felicidade das pessoas. Tem muito componente que talvez nunca tenha ensaiado aqui. E todos estão felizes”, comemorou o diretor de carnaval Fernando Costa.

Estava muito calor. Mas, isso não foi desculpa para que comunidade não cantasse o samba. Para ajudar que o público e componentes não perdessem o canto ou deixassem de entoar a letra do “Samba da Anitta”, a patrocinadora distribuiu leques com a letra do samba-enredo. Ainda bem que os tijucanos têm a composição na ponta da língua, porque o leque precisou ser usado para a sua função original. Tão quente, que para evoluir bem, era preciso secar o suor do rosto. Sorte que não faltaram ambulantes para refrescar os componentes com bebidas geladas. E eles estavam merecendo, já que se esforçaram para darem à Tijuca, um ensaio de qualidade.

“Sinceramente, achei que teríamos problemas com a quantidade de pessoas beira da pista, mas fluiu legal e não tivemos muitos problemas. Um pouquinho no carro de som, mas no geral foi normal. E sempre tem o que melhorar. A gente filma e assiste. E vai vendo alguns detalhes e consertando”, avaliou Fernando Costa. O problema no carro de som em questão, não afetou o cantar da escola, sustentado o tempo inteiro pela comunidade.

Comissão de frente

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Fotos: Allan Duffes/CARNAVALSCO

O quesito comandado pelas coreógrafas Ariadne Lax e Bruna Lopes apresentou o trabalho que foi estreado no desfile me homenagem ao Dia Nacional do Samba. No número, 11 componentes fizeram os movimentos que terminaram com a abertura da saia do 12º segundo integrante, que representava Logun-Edé. Ariadne contou ao CARNAVALESCO que este é realmente um ensaio de elementos que serão levados para a avenida e que não poderia dar mais detalhes para, segundo ela, não estragar a surpresa. Pelo sincronismo do grupo e pela qualidade da dança apresentada, a dupla de coreógrafas deve ter terminado o ensaio satisfeita. Foi uma ótima apresentação.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

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Integrados com o final da apresentação da comissão de frente, Matheus André e Lucinha Nobre são recebidos pelo componente que representa Logun-edé. A partir disso, começa a apresentação do casal. Já de início a clássica bandeirada da Lucinha, que vai girando até a frente do módulo de jurados. Matheus a acompanha, com passos laterais, mas virado de frente para ela. Durante a apresentação, sincronia em alta e muita suavidade na dança. A coreografia aplicada ao samba é intregrada à dança tradicional do casal, com destaque para os passos executados por Matheus no verso “montei no cavalo-marinho” e no segundo canto do refrão principal, ao final do número. O primeiro casal da Tijuca, no ensaio desta noite, repetiu as ótimas apresentações que vêm fazendo.

Harmonia

Apesar do calor estupendo, ainda que precisaram ensaiar se abanando com o mesmo leque que continha a letra do samba, e mesmo tendo que cantar enquanto secavam o suor do rosto, os tijucanos tiveram um bom canto e o quesito foi bem cumprido. O destaque ficou para as alas que estavam atrás da bateria que cantaram um pouco mais que as alas à frente do time do mestre Casagrande.

Samba-enredo

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A obra de compositores de alto padrão (Anitta, Estevão Clavatta Feyjão, Miguel PG, Fred Camacho, Luiz Antônio Simas, Gustavo Clarão e Diego Nicolau) tem conduzido os ensaios da Unidos da Tijuca sem cair no andamento e nem no canto. A atuação do carro de som faz o samba ser empolgante e a Pura Cadência, bateria comandada pelo mestre Casagrande, permite que a audição do samba-enredo seja ainda melhor. Ainda que o refrão principal seja motivo de agitação das alas, trecho cantado em volume muito alto é o refrão do meio.

Evolução

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Todas as alas possuíam uma coreografia em comum: o abanar de leques. E até que isso deu movimento às elas e deixou a escola com um balançar diferente. As alas tiveram uma passagem correta pela Conde de Bonfim, sem preocupar a direção da escola. A entrada da bateria no recuo foi realizada com extrema tranquilidade.

Outros destaques

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Presente à frente da escola, Juliana Alves foi pura simpatia para atender aos seus fãs que pediam fotos e vídeos a todo momento. Muito querida, a atriz e ex-rainha da bateria da Tijuca, é reverenciada pela comunidade inteira. As alas coreografadas esqueceram que estava muito calor e capricharam na apresentação no ensaio. Com adereços de mãos, elas foram uma empolgação a mais ao longo do ensaio.

Terminado o ensaio saudosista na Conde de Bonfim, o Pavão do Borel volta à Via D1, onde tem feito seus treinos de rua. Estará no local da última noite, de volta em 9 de fevereiro. No próximo sábado, 25, o compromisso é no Sambódromo para o primeiro ensaio técnico da escola. Para o desfile, o diretor de carnaval Fernando Costa disse estar confiante em um grande trabalho.

“A gente vem de resultados não muito bons, tirando 2022, que eu acho que a gente merecia uma coisa bem melhor. Mas a gente não está acostumado a isso. A gente veio de resultados sempre bons. Nesse ano, o enredo, o samba, tudo está fluindo para fazer um desfile maravilhoso. O nosso barracão está maravilhoso. A gente está quase pronto. Faltam alguns detalhes”.

Chão forte faz a diferença! Grande Rio demonstra vigor no ensaio de rua; ‘Foi o melhor da temporada’, diz Thiago Monteiro

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A Grande Rio levou seus componentes, no ensaio de rua, na noite do último domingo, para mais uma vez cantar alto o samba da escola pela Brigadeiro Lima e Silva, no coração de Caxias. A Tricolor, novamente, demonstrou em sua apresentação o quanto o samba que levará para a avenida está na ponta da língua de seus integrantes. A agremiação desfilará no inédito terceiro dia de desfiles, sendo a penúltima escola do Grupo Especial a pisar na avenida, na madrugada de terça para quarta de cinzas, levando o enredo”Pororocas Parawaras – As águas dos meus encantos nas contas dos curimbós”, dos artistas Gabriel Haddad e Leonardo Bora.

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Thiago Monteiro, diretor de carnaval da escola, falou ao CARNAVALESCO sobre o que ele observou em mais um ensaio rumo ao próximo carnaval.

“Para mim, hoje foi o melhor da temporada, e é natural, porque cada semana vai evoluindo. Acho que a escola está cada vez mais pronta, preparada, tratando de fazer também ensaios técnicos, principalmente. Eu estou satisfeito, mas hoje eu senti uma maturidade, um passo a mais da última semana. A gente tinha uma escola pulsante, completa e a resposta foi muito positiva”.

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Foto: Ewerton Pereira/Divulgação Grande Rio

O ensaio iniciou com muita emoção do intérprete Evandro Malandro, que homenageou Luizinho Andanças entoando o “arrepia”, parte do grito de guerra do cantor, falecido no último sábado.

“Hoje o dia foi muito especial, puxado pela emoção porque hoje foi um dia após o falecimento do meu pai, padrinho, o cara que, quando eu morava em Friburgo, que eu comecei a cantar no Rio de Janeiro, me deixava dormir na casa dele por muitas e muitas e muitas vezes. A pessoa que me ensinou a fazer show no Rio de Janeiro com uma escola de samba, que me deu a oportunidade de ser o segundo dele. E eu conheci tantas outras escolas através dele, a forma de cantar, a técnica, o jeito de ser, chamado Luizinho Andanças”, afirmou Malandro.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

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Daniel Werneck e Taciana Couto realizaram uma apresentação bem entrosada entre ambos, demonstrando toda habilidade do casal. A realização da coreografia seguindo a letra do samba em boa parte dos momentos, apresentando também movimentos mais tradicionais ao longo do ensaio da escola.

Harmonia

A escola de Caxias cantou bastante e bem forte durante o percurso do ensaio de rua, com os componentes demonstrando muita garra, e sempre conduzidos por Evandro Malandro e seu time musical, que guiaram mais uma vez a voz da Tricolor de Caxias no ensaio de rua.

“Foi um ensaio muito puxado pelo lado da emoção, porque eu fiquei muito emocionado. Porque eu me espelhava muito no cantor Luizinho Andanças. Mas acho que a Grande Rio só mostra o quanto ela tem força, o canto tem força, porque mais uma vez brilhou na pista”, disse Evandro Malandro ao final do desfile.

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Foto: Ewerton Pereira/Divulgação Grande Rio

Evolução

O chão da agremiação fez a diferença neste ensaio de rua também no decorrer do treino. Com uma evolução bem forte e atenta às alas para evitar embolação entre as mesmas, e observando o tempo do andamento do ensaio, a escola passou bem pela Brigadeiro Lima e Silva no último domingo.

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Samba-enredo

O hino da escola para 2025 teve um grande desempenho em mais uma atuação enfática de Evandro Malandro, que conduziu o samba bem emocionado, especialmente no início do ensaio do último domingo, ao relembrar Luizinho Andanças, seu padrinho musical. Os componentes cantaram os versos com muita energia, tanto os mais bombados como o verso inicial “A mina é cocoriô”, quanto outras partes do samba.

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Outros destaques

A bateria da Grande Riom mais uma vezm deu um grande show sob a regência de mestre Fafá. As passistas da escola também fizeram uma grande apresentação nas ruas de Caxias.

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‘Trem azul faz barulho’ e Portela realiza ensaio com canto forte dos componentes

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A Portela realizou um ensaio maiúsculo na Estrada do Portela, na noite do último domingo, com brilho dos seus componentes. A águia altaneira mostrou um samba cantado com alegria, força e em alguns momentos de forma emocional por muitos integrantes da agremiação. Nem o forte calor diminuiu a empolgação da escola, que obteve um excelente desempenho em evolução e harmonia. O presidente Fábio Pavão ressaltou o rendimento do canto portelense.

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“Aqui na estrada do Portela basicamente ensaiamos a harmonia da escola, o canto. No que diz respeito à harmonia acho que a escola já atingiu um nível perfeito pra gente fazer o desfile, tanto em relação ao carro de som, entrosamento com a bateria, canto dos componentes, estamos num bom caminho para o carnaval”.

A azul e branco teve todo o seu conjunto funcionando em consonância, vide a ótima apresentação do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon Lamar e Squel, o samba que impulsionou o bom ensaio e a já conhecida categoria da bateria, comandada por Nilo Sérgio. Ele falou sobre o trabalho da “Tabajara” na preparação para o desfile oficial.

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Fotos: Luiz Gustavo/CARNAVALESCO

“A bateria da Portela junto com o carro de som, a harmonia da escola, é uma união que só tem tido melhora ao longo dos ensaios, vem crescendo. Agora é só manter, não temos mais bossas pra criar, é ensaiar até o desfile. Realizar pequenos ajustes, chamar a atenção. A base da bateria é o nosso projeto, é o portelense, que está dentro da escola, que gosta da Tabajara. E temos uma base pra manutenção desse trabalho por longos anos”, disse Nilo.

A escola de Madureira será a última escola a desfilar no Grupo Especial em 2025, sendo a quarta escola da inédita terça-feira na divisão de elite do carnaval carioca, com o enredo “Cantar Será Buscar o Caminho Que Vai Dar No Sol – Uma Homenagem a Milton Nascimento, dos carnavalescos Antônio Gonzaga e André Rodrigues.

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Comissão de frente

A comissão, comandada pelos coreógrafos Kelly Siqueira e Léo Senna, apresentou uma coreografia misturando dança e teatralização muito bem ritmada e feita com correção e boa sincronia entre os seus integrantes. Em algumas partes da coreografia são realizados movimentos de acordo com a letra do samba, como no trecho “quem acredita na vida não deixa de amar”, onde os componentes levam as mãos ao coração. O uso de guarda-chuvas em movimentos de giro também foi muito bem executado.

Mestre-sala e Porta-bandeira

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Em seu segundo ano juntos na Portela, o casal Marlon e Squel se mostra cada vez mais entrosado, com movimentos afiados, um bailado mais solto com poucos elementos coreográficos, deixando a apresentação bem limpa. Squel com muita precisão e leveza nos giros, Marlon com bastante classe.

Harmonia

Um canto muito forte, linear do início ao fim do ensaio, diversas alas entoando o samba com brilho nos olhos, principalmente nos trechos mais emocionais do samba como “Quem acredita na vida não deixa de amar”. O refrão principal é cantado em uníssono, porém todo o samba foi acompanhado com garra e alegria pelos componentes, sem alas destoando no quesito.

Evolução

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A Portela evoluiu com muita leveza durante todo o ensaio, sem atropelos e sem engessamento, a escola brincou na rua. A agremiação manteve o ritmo de suas alas do primeiro ao último setor, e avançando a Estrada do Portela com extrema empolgação, inúmeros componentes com sorriso no rosto, pulando e cantando a obra que homenageia Milton Nascimento. A ala 2, coreografada por Jerônimo, mostrou bastante entusiasmo e conseguiu evoluir com boa sincronia.

Samba-enredo

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O samba da parceria formada por Samir Trindade, Fabrício Sena, Brian Ramos, Paulo Lopita 77, Deiny Leite, JP Figueira e Felipe Sena está na boca dos componentes e foi bem conduzido pelo carro de som da escola, mesmo sem Gilsinho. O microfone principal ficou com Rodrigo Tinoco que já bastante entrosado com a obra, não deixou o ritmo cair e valorizou a bonita melodia da composição.

Outros destaques

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A “Tabajara do Samba” mostrou sua competência habitual com sua precisão e afinação, executando três bossas, sendo uma delas com todos os instrumentos parando no trecho “quem acredita na vida não deixa de amar” chamando o canto da escola. Na frente da bateria, Bianca Monteiro esbanjou samba no pé e o carisma costumeiro. À frente da ala de passistas, três crianças be pequenas sambavam e se divertiam num momento de muita doçura.

Antes do ensaio, a escola prestou homenagem à carnavalesca Márcia Lage, ao intérprete Luizinho Andanças e ao compositor Zé Glória, que faleceram neste fim de semana.

Pronta para o desfile! Imperatriz arrebata público gresilense com comissão de frente, casal e harmonia impecáveis

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Para assistir ao ensaio da Imperatriz, o Complexo do Alemão desceu em peso e lotou a rua Euclides Faria, sem contar o público que assistiu de suas casas e varandas. Todos os olhos presentes estavam atentos e impactados pela procissão verde e branca. Os grandes destaques foram a comissão de frente, coreografada por Patrick Carvalho, e o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro. Ambos muito aplaudidos abriram caminho para que a escola passe vibrando e cantando muito forte o samba excelente da Rainha de Ramos. A Imperatriz será a segunda escola a desfilar no domingo de Carnaval, dia 2 de março. O enredo foi desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira e intitulado como “Ómi Tútu ao Olúfon – Água fresca para o senhor de Ifón”, que retrata a jornada do Oxalá ao reino de Xangô e os obstáculos enfrentados pelo orixá impostos por Exu.

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Um dos diretores de carnaval, André Bonatte, avaliou o ensaio positivamente e que ajustes serão feitos para alcançar cada vez mais a excelência.

“Venho repetindo isso: a Imperatriz está pronta para o desfile. Se nós juntarmos o que está sendo feito aqui [na rua] com o que já temos no barracão, nós estamos confortáveis com o desfile com excelência. Mas até o último minuto a gente procura o erro, porque o campeonato se define em detalhes. A nossa sensação é que está sempre muito bom, mas pós-ensaio nós nos reunimos, bate ponto por ponto e sempre achamos coisas que podemos melhorar. Até o dia do desfile é assim. A percepção que vamos levando é em termos de andamento. Achamos que entre uma cabine e outra dá para fazer algum tipo de movimento. Hoje, são quatro cabines, a tendência é um desfile mais parado. O que podemos fazer nesses momentos no meio da escola para que haja essa sensação de movimento? Tudo que nós pensamos é em nível de harmonia e evolução aqui, que é o que podemos de fato trazer para rua. Esse trabalho é um trabalho contínuo, sempre de pontos para que possamos deixar a escola cada vez mais em movimento. O ponto mais forte do ensaio é a comunidade. No primeiro momento, tínhamos a preocupação no sentido de ser um ser samba que traz palavras em yorubá. Mas na quadra e na rua, a gente percebe que a comunidade assimilou muito bem. Sem dúvida nenhuma, o ponto forte do ensaio é a comunidade da escola.”, avaliou André.

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Fotos: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

O outro diretor Pedro Leite corrobora com a visão de André Bonatte e acrescentou o fator da energia do público na qualidade do ensaio.

“A escola vem num processo muito positivo de maturação no samba-enredo, em harmonia, em evolução, que são os quesitos que chamamos de quesito de chão, os quesitos que são muito trabalhados com muito calor e muita proximidade no ensaio de rua. Nós ficamos muito felizes com o abraço da comunidade que desfila e que acompanha o ensaio, porque isso faz com que o componente se sinta prestigiado. Isso fortalece ainda mais o canto e a energia do ensaio. O nosso legado para nossa equipe de harmonia de ala é que canto e dança dá para melhorar até o último momento.”, complementou Pedro.

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Não esquecendo que este fim de semana foi de luto, o diretor executivo João Drumond prestou seus sentimentos em nome da diretoria da Imperatriz pelo falecimento do intérprete Luizinho Andanças e a carnavalesca Márcia Lage. A escola fez um minuto de silêncio em homenagem.

Comissão de Frente

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Ovacionada, a comissão de frente, de Patrick Carvalho, impactou novamente a Rua Euclides Faria com seus integrantes representando Exu. Mesmo sem os adereços que usarão, os componentes impressionam com as expressões faciais e corporais, a força e a agilidade dos movimentos, as gargalhadas e com a sincronia nos momentos necessários. Os aplausos são garantidos no final e deixa a expectativa para o que será feito na Avenida.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

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Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro exibiram excelência. Com movimentos ora fortes, ora suaves, o 1º casal de mestre-sala e porta-bandeira apresentou um bailado com características que remetem a terreiro e complementam os giros limpos e o cortejo repleto de confiança. Vale ressaltar a energia elevada demonstrada por Phelipe que brilha e faz sua parceira brilhar.

Harmonia e Samba

A harmonia da Imperatriz está cada vez mais afiada. Todos os componentes têm domínio sobre o samba e cantam integralmente. O carro de som, comandado por Pitty de Menezes, é um grande acerto, o intérprete levanta os gresilenses e impulsiona a escola em sintonia fina com o mestre de bateria Lolo. A composição de Me Leva, Thiago Meiners, Miguel da Imperatriz, Jorge Arthur, Daniel Paixão e Wilson Monteiro caiu nas graças da comunidade. O canto da escola, que já está forte, aumenta a potência quando o chega o refrão principal “Oní Sáà Wúre! Awure Awure!”. Pitty avaliou o desempenho do carro de som e da harmonia no ensaio do último domingo.

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“O ensaio foi maravilhoso! A Imperatriz tem uma comunidade muito forte. Não só a comunidade, como todo o povo da zona da Leopoldina, desce o CPX [Complexo do Alemão] para cantar junto com a Imperatriz. A comunidade está cantando muito. É um samba que a comunidade abraçou e está feliz. Foi um ensaio maravilhoso, porque é uma comunidade que sabe desfilar. Não precisa fazer muito esforço. Fica fácil cantar com uma comunidade dessa. É só colocar em prática tudo que estamos fazendo na Sapucaí para conquistar nossa décima estrela, se Deus quiser, está muito próximo. Como eu disse, fica muito fácil cantar com essa comunidade porque parece uma voz só, é uma unidade, união. Estou feliz com o resultado do ensaio. Nós cantamos muito! É muito fácil cantar com a bateria do Lolo. É uma bateria que vem com uma cadência maravilhosa, toca para o samba. O Thiago [Santos, diretor de Harmonia] vem comandando essa harmonia maravilhosa. Nós somos muito unidos. Aqui na Imperatriz trabalhamos um pelo outro e por isso que vem dando certo. E o resultado foi esse aí, ensaio maravilhoso, lotado com todo mundo vibrando.”, declarou o intérprete.

Evolução

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A escola encontrou uma evolução coesa e cadenciada. Os componentes conseguem brincar carnaval enquanto cantam o samba e as alas não se misturam. As alas coreografadas executaram com sincronia seus passos, assim como as demais alas demonstraram movimentos coordenados como as gargalhadas, o balançar de braços, o bater de palmas. Um destaque para a ala de baiana que não demonstrou cansaço, mesmo sendo um dos últimos segmentos a passar na Euclides Faria.

Outros Destaques

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Mestre Lolo e o “Swing da Leopoldina” se apresentaram com bastante cadência e empolgaram desfilantes e público com bossas interessantes que permitiram uma evolução com garra e diversão para os componentes. A rainha Maria Mariá demonstrou muito samba no pé e conexão com a comunidade.

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Mais um destaque em Ramos foi o desempenho do segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcos Ferreira e Laryssa Victória. Os parceiros recém-unidos mostraram elegância e carisma durante o bailado, arrancando aplausos felizes por onde passaram.

Veja mais imagens do ensaio

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Com a comunidade emocionada, Beija-Flor demonstra força e união durante ensaio muito potente na Mirandela

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A Beija-Flor realizou na noite do último sábado mais um ensaio de rua na Mirandela, em Nilópolis, com forte presença da comunidade e com uma potência de seus componentes em mais uma apresentação avassaladora durante um treino de preparação para o desfile no próximo carnaval. A escola levará uma homenagem a Laíla, um dos grandes nomes da história do carnaval para a Sapucaí, quando desfilará como a segunda escola da noite, na segunda-feira de carnaval, com o enredo “Laíla de todos os santos, Laíla de todos os sambas”, de autoria do carnavalesco João Vitor Araújo. O próximo ensaio será no sábado, 25 de janeiro, durante o “Encontro de Quilombos” com a Imperatriz.

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“Esse ensaio é só uma pontinha do que vocês vão ver na avenida. Estamos preparados para fazer um grande desfile e com certeza tem tudo para a gente trazer esse caneco neste ano”, comentou o presidente Almir Reis ao CARNAVALESCO após o ensaio deste sábado.

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Claudinho e Selminha Sorriso realizaram mais uma bela apresentação na Mirandela, com uma dança tradicional e bem potente, retratando também algumas coreografias em certos versos da obra que canta a vida de Laíla, que trouxe o casal para a escola.

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Harmonia

O chão da escola de Nilópolis cantou para valer, com os componentes ressaltando a característica da escola de ter o samba na ponta da língua. A condução de Nino do Milênio, em mais um sábado sem a presença de Neguinho da Beija-Flor, foi muito boa, em conjunto com todo o restante do carro de som, levando os integrantes durante o tempo de ensaio.

“Estava tão alto o canto das pessoas, que mesmo eu distante da bateria às vezes, estava com dificuldade de conseguir ouvir o rádio mesmo no volume máximo, e acho que o componente é o principal responsável por isso tudo. E a gente tem que dar suporte, tem que abraçar, tem que orientar, mas principalmente deixar o componente botar para fora aquilo que eles têm, que é o amor deles pela escola. Hoje ficou claro o quanto o componente ama a sua escola, o quanto que eles estão engajados no enredo”, pontuou o diretor de carnaval da agremiação Marquinho Marino após o desfile.

Evolução

A Beija-Flor passou forte na Mirandela, como é de costume, com uma evolução bem feita, forte e bem demarcada, com os componentes soltos e bem animados, sem alas emboladas, com destaque para a evolução das alas coreografadas bem trabalhadas e muitas seguidas já parte final do ensaio.

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“O principal de tudo é a união. Os diretores estão muito conscientes, os segmentos estão muito conscientes e a comunidade eu acho que colocou o coração para fora, abraçou, entendeu todo o processo. A comunidade está emocionada como diz o samba porque está homenageando uma pessoa que é a raiz da nossa casa, que ajudou a construir a história da escola. Agora é ter o cuidado e a percepção de continuar ajustando alguns problemas que possam acontecer. Mas acho que o resultado final, quando todo mundo chega e você vê a alegria no rosto do componente, o desfile dá certo quando o componente sorri no final, e o componente sorriu, então para mim a missão foi cumprida”, comentou Marquinho Marino sobre o ensaio desta noite como um todo.

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A obra de 2025 da escola teve um grande desempenho no ensaio, com a condução muito segura e animada do carro de som, capitaneado por Nino do Milênio, com seus versos sendo cantados com muita força pela comunidade nilopolitana desfilando pela Mirandela.

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Outros destaques

A rainha de bateria, Lorena Raíssa, veio reinando mais uma vez, brilhante, à frente da sua bateria “Soberana”, comandada pelos mestres Rodney e Plínio, que deu um show com suas bossas pela principal rua de Nilópolis.

Casal e bateria se destacam no primeiro ensaio da história do Raízes do Samba no Anhembi

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Por Lucas Sampaio e fotos de Fábio Martins

O Raízes do Samba realizou seu único ensaio técnico previsto no Sambódromo do Anhembi em preparação para o desfile no carnaval de 2025. Com destaque para o bom desempenho do primeiro casal e da bateria, a escola fechou os portões após 48 minutos na Avenida. A cruzmaltina será a primeira agremiação a se apresentar pelo Grupo de Acesso 2 com o enredo “De quem é a Culpa?”, assinado pelo carnavalesco Babu Energia.

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Comissão de Frente

Ensaiada pelo coreógrafo Maurício Oliveira, a comissão de frente do Raízes do Samba realizou uma apresentação com duração de uma passagem do samba. Foram observados dois protagonistas, vestidos de vermelho e que estiveram à frente do grupo cênico por toda a coreografia, dois coadjuvantes que intercalavam em interações com a dupla e o restante dos componentes executavam uma coreografia padrão entre si. Uma encenação simples, mas funcional e que tende a melhorar na sincronia e vigor com mais ensaios específicos até o dia do desfile.

RaizesDoSamba ET ComissaoDeFrente

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O primeiro casal do Raízes do Samba, formado por Alex Augusto e Danielle Santiago, teve grande desempenho ao longo dos módulos em que foram observados. A dupla não sentiu o peso de representar uma estreante no Anhembi, demonstrando confiança e boa comunicação em seus movimentos ao longo de toda a dança. O quesito foi um dos grandes pontos fortes da escola em todo o ensaio técnico.

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Harmonia

O canto da comunidade do Raízes do Samba pode melhorar. Houve uma oscilação do desempenho da harmonia ao longo das alas, com algumas cantando vigorosamente e outras bem tímidas. Destaque positivo vai para as alas 1, 8 e 9, que estavam especialmente animadas podem servir de exemplo para as demais no objetivo de garantir as notas para o quesito no desfile oficial.

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Evolução

A escola passou com tranquilidade na questão de andamento por toda a Avenida. Fechando o portão após 48 minutos cronometrados, dentro do limite estabelecido pelo regulamento, o Raízes do Samba fluiu com leveza, em um ritmo que permite aos componentes brincarem o carnaval. É necessária uma cautela especialmente com as alas 3, 4 e 5, que tiveram certa dificuldade para manter a separação entre si durante o ensaio.

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Samba-Enredo

Com o carro de som liderado pelo intérprete Juninho Branco, a obra do Raízes do Samba demonstrou potencial. O samba teve um desempenho dentro do esperado para uma escola que abrirá os desfiles do carnaval paulistano, impulsionado especialmente pela letra simples e intuitiva. Cabe à ala musical dedicar mais vigor e estimular todos os componentes a entrarem no canto, para que sirva de estímulo aos quesitos técnicos da escola.

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Outros Destaques

Comandada pelo mestre William Kalvin, a ‘Bateria do Raízes’ chamou atenção pelo bom desempenho. Vestida com uma roupa que lembrava o mito de Adão e Eva, a Rainha Adriana Damasceno demonstrou sua simpatia para o público ao lado da madrinha Emily Regina, com muito samba no pé.

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Participando pela primeira vez de um ensaio técnico no Anhembi, o Raízes do Samba mostrou bons atributos que podem ser importantes para as ambições da escola. Ostentando um costeiro todo feito de balões compridos, o carnavalesco Babu Energia foi um show à parte, indo de ponta a ponta da escola o tempo todo com muita animação e disposição dignas de seu nome artístico.

Veja mais imagens do ensaio

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Morte de Márcia Lage: confira como cada escola se pronunciou

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A carnavalesca Márcia Lage morreu neste domingo, vítima de leucemia. Ela estudou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e teve passagens por escolas como Mocidade, Salgueiro, Grande Rio, Portela e Império Serrano, além das paulistanas Império da Casa Verde e Vai-Vai. Trabalhava principalmente em conjunto com o marido, Renato Lage. A morte precoce, aos 64 anos, gerou comoção no meio do carnaval. Veja abaixo as agremiações que se manifestaram nas redes sociais.

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Acadêmicos do Salgueiro (onde Márcia Lage trabalhou de 2003 a 2008 e de 2010 a 2017)

No Facebook e no Instagram: “Hoje, o Salgueiro amanheceu em silêncio, tomado por uma imensa saudade. Perdemos Márcia Lage: carnavalesca, artista, amiga. Mais do que uma profissional brilhante, Márcia, ao lado de Renato Lage, nos presenteou com 13 carnavais inesquecíveis que não apenas encantaram a Sapucaí, mas também deixaram um legado eterno no coração de cada salgueirense. Márcia compreendia profundamente o espírito salgueirense e o traduzia em arte para a avenida. Formada pela Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, aluna de Maria Augusta e Fernando Pamplona, ela trouxe ao carnaval uma sensibilidade única, acessível apenas a quem vive a arte com paixão. Que Deus conforte o coração de Renato, de seus familiares e de todos que, como nós, foram tocados por sua arte. Márcia seguirá viva em cada lembrança, na memória de seus desfiles, em cada lágrima de saudade e no sorriso de alegria ao recordar as tantas emoções que ela nos proporcionou. Obrigada, Márcia, por tudo. O Salgueiro é eterno, e você agora é parte dessa eternidade.

“Vê, estão voltando as flores…
Lá, onde ressoam tambores,
Toca, batuqueiro, dobre o rum
Aos presentes de Orum…”

Beija-Flor de Nilópolis

No Facebook e no Instagram: “A Beija-Flor de Nilópolis lamenta profundamente o falecimento da carnavalesca Márcia Lage, uma das grandes referências do carnaval brasileiro. Márcia deixa um legado inesquecível de criatividade e paixão, que seguirá inspirando o mundo do samba. Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares, amigos e toda a comunidade carnavalesca, principalmente, da nossa afilhada Mocidade Independente de Padre Miguel”.

Mangueira

No Instagram: “A Mangueira manifesta profundo pesar pelo falecimento da carnavalesca Márcia Lage. Somos solidários à nossa coirmã, Mocidade Independente de Padre Miguel, sua comunidade e a família. Márcia foi um dos grandes nomes do carnaval carioca nas últimas décadas. Que siga em paz!”

Unidos da Tijuca

No Instagram: “O mundo do samba se despede hoje precocemente de Márcia Lage, carnavalesca da nossa co-irmã Mocidade Independente de Padre Miguel. A Unidos da Tijuca presta suas condolências ao seu companheiro Renato Lage, aos familiares, amigos e a toda comunidade da Vila Vintém. Além da Mocidade Independente, Márcia passou por outras escolas como Salgueiro, Portela, Império Serrano, Grande Rio e Vai-Vai, em São Paulo. Descanse em paz, Márcia Lage!”

Imperatriz Leopoldinense

No Facebook e no X/Twitter: “É com imensa tristeza que a Imperatriz Leopoldinense recebe a informação do falecimento da carnavalesca, Márcia Lage. Desejamos muita força e amor, aos familiares e amigos; sobretudo a Renato Lage e a nossa co-irmã, Mocidade Independente de Padre Miguel”.

No Instagram: “O G.R.E.S Imperatriz Leopoldinense, em nome da presidente Catia Drumond e de sua diretoria e segmentos, lamenta com profundo pesar o falecimento da carnavalesca Márcia Lage.  Com passagens marcantes em muitos desfiles de escolas coirmãs, o nome da artista ficará para sempre na memória e na história do Carnaval e dos sambistas. Fica aqui o nosso carinho aos amigos da coirmã Mocidade Independente de Padre Miguel, onde Márcia assinava o desfile de 2025 ao lado do marido, Renato Lage, e a nossa solidariedade a todos os familiares, amigos e fãs”.

Império Serrano (onde Márcia Lage trabalhou em 2008 e 2009)

No Facebook e no Instagram: “O Império Serrano lamenta profundamente o falecimento da carnavalesca Márcia Lage, da Mocidade Independente de Padre Miguel, ocorrido neste domingo (19). Márcia foi carnavalesca do Império Serrano em duas ocasiões. Em 2008, ao lado do seu esposo Renato, foi campeã do Grupo A com o enredo “Taí, eu fiz de tudo pra você gostar de mim”, sobre Carmen Miranda. No ano seguinte, desenvolveu a reedição de “A lenda das sereias e os mistérios do mar”, no Grupo Especial. Desejamos força aos familiares e amigos neste momento de dor. Descanse em paz, Márcia”.

Mocidade Independente de Padre Miguel (onde Márcia Lage trabalhou de 1995 a 2002 e em 2025)

No Facebook e no Instagram: “A Mocidade Independente de Padre Miguel informa, com profundo pesar, o falecimento da carnavalesca Márcia Lage. Vítima de leucemia, a brilhante profissional nos deixou na manhã deste domingo, dia 19 de janeiro. Márcia colocou o seu talento a serviço da Mocidade por diversos carnavais. Novamente, em trabalho conjunto com Renato Lage, ela assina o carnaval de 2025. Comunicamos o luto e a suspensão das nossas atividades sociais por tempo indeterminado, incluindo o ensaio de rua de hoje”.

No X/Twitter: “A Mocidade Independente de Padre Miguel informa, com profundo pesar, o falecimento da carnavalesca Márcia Lage. Vítima de leucemia, a brilhante profissional nos deixou na manhã deste domingo, dia 19 de janeiro. Márcia colocou o seu talento a serviço da Mocidade por diversos carnavais. Novamente, em trabalho conjunto com Renato Lage, ela assina o carnaval de 2025. Comunicamos o luto e a suspensão das nossas atividades sociais por tempo indeterminado, incluindo o ensaio de rua de hoje. Quis o destino que hoje, também perdêssemos a voz marcante de Léo Batista. Logo hoje, quando perdi minha arista. E vem esse vídeo a memória do histórico título de 1996. Criador e Criatura. A vida tem muitas surpresas. Só resta lembrar das boas”.

Portela (onde Márcia Lage trabalhou em 2020, 2022 e 2023)

No Instagram: “#Luto A Portela lamenta profundamente o falecimento da Carnavalesca Márcia Lage, aos 64 anos. Com formação em cenografia, Márcia iniciou sua carreira no carnaval nos 90. Em 2001, assinou seu primeiro desfile ao lado do marido Renato Lage, na Mocidade Independente de Padre Miguel. Em 2019, Márcia Lage chegou na Majestades do Samba para fazer o carnaval de 2020, com o enredo “Guajupiá, Terra Sem Males”, onde também assinou, ao lado de Renato Lage, os enredos “Baobá” em 2022 e “O Azul que vem do Infinito”, em 2023. Sem dúvidas, hoje o mundo do samba perde uma das carnavalescas mais talentosas e inteligentes. Márcia deixa filhos, o marido Renato Lage e uma legião de fãs do seu trabalho no carnaval. O presidente da Portela Fábio Pavão, o Vice-presidente, Junior Escafura, junto aos carnavalescos André Rodrigues e Antônio Gonzaga, e toda família portelense se solidarizam com os familiares, amigos e a coirmã @mocidadeoficial nesse momento. Descanse em paz, Márcia!”

Unidos de Padre Miguel

No Facebook e no Instagram: “Mais uma notícia devastadora para o mundo do samba.  Perdemos hoje, aos 64 anos, a grande carnavalesca Márcia Lage. Artista que passou por diversas coirmãs ao lado de seu esposo, Renato Lage, Márcia marcou o carnaval com seu trabalho primoroso com as cores no desenvolvimento dos desfiles, característica que deu o tom da sua carreira. Nossos sentimentos à família, amigos e fãs. Descanse em paz”.

No X/Twitter: “Mais uma notícia devastadora para o mundo do samba.  Perdemos hoje, aos 64 anos, a grande carnavalesca Márcia Lage. Nossos sentimentos à família, amigos e fãs. Descanse em paz”.

Integrantes da Mocidade prestam homenagens para Márcia Lage

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Componentes da Mocidade Independente de Padre Miguel fizeram homenagens para a carnavalesca Márcia Lage, que faleceu neste domingo, aos 64 anos, vítima de leucemia.

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marcia mocidade
Foto: Reprodução/Instagram

O intérprete Zé Paulo fez uma publicação para homenagear Márcia Lage.

“Descanse em paz, Márcia. Seguiremos honrando seu trabalho todos os dias, e até o desfile faremos muito mais por você. Que Deus te receba na luz e conforte nossos corações”.

O coreógrafo da comissão de frnte, Marcelo Missailidis, falou da relação com a artista.

“É com grande pesar que lamentamos a partida da querida Márcia Lage. Ela que tanto queria nos falar do brilho das estrelas, repentinamente tornou se luz. Que Deus a receba em seus braços, ampare toda a família, e em especial cuide e reconforte o coração do nosso mestre Renato Lage”.

Morte de Márcia Lage: confira como cada escola se pronunciou

A rainha de bateria, Fabíola de Andrade, também prestou sua homenagem.

“Márcia Lage, sua partida deixa um vazio profundo em nossos corações, mas sua luz e legado permanecerão eternamente em nossas memórias. Que sua jornada seja de paz, e que, de alguma forma, possamos continuar a honrar sua vida com amor e gratidão. Descanse em paz”.

A Mocidade pulicou nas redes sociais a homenagem para artista.

“Márcia colocou o seu talento a serviço da Mocidade por diversos carnavais. Novamente, em trabalho conjunto com Renato Lage, ela assina o carnaval de 2025. Comunicamos o luto e a suspensão das nossas atividades sociais por tempo indeterminado, incluindo o ensaio de rua de hoje”, informou a escola.

Andrezinho, do Molejo, torcedor da Mocidade, falou: “Que notícia triste dessa perda… Obrigado por viários grandes momentos de amizade, minha ídola e amiga!! Descanse em paz Márcia. Q Deus conforte seu coração e te dê Força meu amigo, ídolo campeão Renato”.

 

Harmonia se destaca em primeiro ensaio técnico da Unidos de São Lucas no Sambódromo do Anhembi

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Por Lucas Sampaio e fotos de Fábio Martins

A Unidos de São Lucas realizou na noite do último sábado seu primeiro ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi em preparação para o desfile no carnaval de 2025. O canto da comunidade surpreendeu no ensaio da escola, que fechou os portões após 51 minutos na Avenida. A São Lucas será a primeira agremiação a se apresentar pelo Grupo de Acesso 1 com o enredo “Ijexá”, assinado pelo carnavalesco Fernando Dias.

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Comissão de Frente

Ensaiada pelo coreógrafo Jonathan Santos, a comissão de frente da São Lucas realizou uma apresentação com duração de duas passagens do samba e utilizou um tripé cenográfico. Um grande grupo cênico composto por 15 pessoas tem um protagonista que realizou coreografias que lembram outras interpretações já conhecidas do orixá Exu, com os demais componentes realizando constantemente uma dança. No primeiro ato, o ator principal interage com os demais no chão, subindo todos no elemento alegórico, que possui estruturas no topo com três tambores que são tocados nesse momento. Uma coreografia funcional dentro da proposta do enredo, que se destaca pelo vigor de todos os adores secundários no refrão de cabeça e no início do samba, cantando vigorosamente e com um grito seguido de palmas.

SaoLucas et Comissao 1

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O primeiro casal da São Lucas, formado por Erich Sorriso e Victoria Devonne, tiveram bom desempenho ao longo dos módulos em que foram observados. É nítida a boa comunicação que ambos possuem e a fluidez de seus movimentos, se completando com elegância e leveza. Terão a oportunidade de fazer bom uso dos ensaios específicos e do segundo ensaio técnico para garantirem no desfile oficial as esperadas notas com ainda mais tranquilidade.

Em conversa com o CARNAVALESCO, o casal da São Lucas fez um balanço do desempenho do quesito no ensaio.

SaoLucas et PrimeiroCasal

“Hoje foi um dia em que a nossa energia estava surreal. Eu acho que junto com a energia da nossa escola, nós vimos o pessoal cantando, vibrando, eleva não só a nossa energia, mas a nossa dança alcança outro patamar também. Acho que a cada dia nós encontramos um novo obstáculo, mas também encontramos uma nova forma de passar pelo obstáculo. Toda vez terá alguma surpresa ali, mas estamos super preparados. Nós estamos nos falando no olhar. Eu acho que a nossa parceria, o nosso entrosamento, esse conversar sem precisar falar, está sendo o maior destaque na nossa dança”, avaliou Victoria.

“Lá na concentração foi a emoção. É a emoção de ver essa escola que, como diz o nosso presidente, ela quase enrolou o pavilhão, mas hoje ela mostra para que ela veio. A São Lucas não passou morna, a São Lucas passou cantando, vibrando, assim como foi a nossa dança. Nós fizemos por nós e por todos aqueles que já passaram por defender esse pavilhão. A nossa comunidade está aí, aguerrida. A cada dia, principalmente quando o ensaio é no palco, aqui no Anhembi, a cada dia tem um fator novo. O nosso desafio hoje foi vencer as intempéries, o vento e tudo mais. São esses fatores externos que são alheios à nossa dança. Com toda certeza vamos lapidar ainda mais o nosso entrosamento, mas como o nosso relacionamento é muito bom isso daí nós tiramos de letra. Nós nos falamos no olhar. A energia que sentimos um do outro é muito boa por isso, e é muito bom quando a dança flui pelo olhar, pelo toque, pela energia que está no ambiente”, celebrou Erich.

Harmonia

Principal destaque do ensaio da São Lucas, o canto da comunidade foi contagiante. Entre as várias alas animadas e clamando o samba, se destacaram os componentes da “Fogo e Paixão”, que pareciam prontos para desfilar no domingo de carnaval. Por toda a passagem da escola, não foram observados momentos de discrição, provando que o trabalho da direção de harmonia está no caminho certo.

O diretor de carnaval, Everton Coelho, avaliou o desempenho da São Lucas no primeiro ensaio técnico da escola no Anhembi em 2025.

‘’Foi muito positivo. Hoje viemos para entender, a escola como no seu todo viemos, para ver a parte bateria, e força do canto até por não ter as caixas de som nesse ensaio, aproveitamos muito para explorar o máximo de canto. Isso foi muito positivo, a escola cantou forte, o samba aconteceu, já vinha acontecendo, é um samba fortíssimo então ele aconteceu. A escola cantou com muita coragem, bateria entrosou certinho, essa parte já deu para perceber. Também conseguimos já compreender o elemento de cronômetro, a comissão que já veio com o carrinho, já trouxemos a parte da cabeça, todas elas na base para cá. Já conseguimos fazer uma base assim’’, avaliou.

Já visando o próximo ensaio, Everton apontou os elementos de ajustes que a escola pretende fazer ao longo da preparação.

‘’Vai aumentar um pouco mais o contingente, acredito do próximo mais uns 10% porque deve ter faltado hoje de 10 a 15%. Na semana vamos avaliar, estamos saindo aqui com a cabeça à euforia e agora é a hora que fazemos avaliação de aberturas técnicas ou coisas que gravamos em vídeos. Agora hora começa a ver os vídeos e começar a análise para saber essa parte. Parte de canto andando, você vê que a escola veio, não houve correria, não houve quebra, nada, então foi positivo. Agora nós vamos ver para alinhar essa parte final que são os detalhes que nós vamos detectar’’, apontou.

Everton Coelho também destacou os elementos com os quais a São Lucas saiu do Sambódromo com segurança para o decorrer da temporada. ‘’A força da bateria e o canto escola. Essa força é imprescindível no próximo, ela tem que estar com essa garra’’, afirmou.

Evolução

Outro ponto forte da São Lucas no ensaio, a evolução fluiu tranquilamente ao longo dos 51 minutos os quais a escola permaneceu na Avenida. Alas compactas, com diretores preocupados em manter as devidas posições sem prejudicar a liberdade dos componentes para brincarem o carnaval. A agremiação encerrou o ensaio comprovando um grande nível técnico.

Samba-Enredo

Com o carro de som liderado pelo intérprete Tuca Maia, o samba da São Lucas teve grande desempenho. A obra conseguiu manter um andamento constante por todo o desfile, permitindo aos componentes brincarem o carnaval estimulados pela atuação segura da ala musical.

Tuca Maia fez uma análise geral do desempenho do carro de som da São Lucas ao longo do ensaio técnico.

SaoLucas et InterpreteTucaMaia

“Pelo primeiro ensaio técnico foi maravilhoso, mais do esperado. O resultado saiu por conta de muito ensaio, e graças a Deus o carro de som veio muito bem. Todo mundo cantando legal, bonito. A São Lucas vem com muita força, principalmente no carro de som. Normalmente muitas coisas têm que melhorar, nunca está 100%. Sempre temos que melhorar uma coisinha ou outra, arrumar algumas coisinhas, ajeitar algumas frases do samba, uma coisa aqui, outra aqui. Nunca está 100%. Com certeza, no próximo ensaio, nós vamos chegar muito melhores do que nesse primeiro”, avaliou.

Outros Destaques

Comandada pelo mestre Andrew Vinicius, a “Bateria USL” chamou a atenção pelo alto nível das bossas e pela ousadia ao executar um apagão que levantou o público. A rainha Pepita contribuiu para abrilhantar ainda mais a ótima atuação com seu carisma e bailado. O comandante dos ritmistas da São Lucas avaliou o desempenho do quesito no ensaio.

SaoLucas et RainhaPepita

“Eu gostei bastante do desempenho da bateria. É a primeira vez que estamos levando quase o time completo. Tivemos muitas mudanças na bateria e hoje pudemos notar algumas coisas que estão boas, algumas coisas que dá para melhorar, mas particularmente eu gostei muito, me surpreendeu muito e espero que no próximo ensaio já evolua mais. É uma parada que nós temos que ensaiar e de ensaio em ensaio vai chegando à perfeição”, disse.

Mestre Andrew está otimista com o desempenho de seus ritmistas ao avaliar o que falta para chegar no ponto ideal.

“Acho que é questão da perfeição, da execução. A resposta, todo mundo batendo certinho, no mesmo lugar, sem atravessar, no mesmo tempo. Eu acho que isso é o que está faltando. O ritmo, está lindo. Estamos no caminho certo. O ritmo, graças a Deus, aqui nunca faltou”, afirmou.

SaoLucas et MestreAndrew

Para uma escola que subiu do Acesso 2, o desempenho da São Lucas como um todo foi surpreendente. Cravando com segurança vários quesitos, a escola demonstrou que não perdeu o fôlego em meio aos acessos consecutivos dos grupos inferiores e pode incomodar as concorrentes no disputado Grupo de Acesso 1 do carnaval de São Paulo.

Colaboraram Naomi Prado, Nabor Salvagnini, Gustavo Lima e Will Ferreira

Veja mais imagens do ensaio

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Luto no carnaval! Morre a carnavalesca Márcia Lage

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Márcia Leal de Souza Lage, a Márcia Lage, faleceu neste domingo, ela era casada e companheira de trabalho de Renato Lage. A carnavalesca e cenógrafa estava na Mocidade Independente de Padre Miguel. A Mocidade fez uma publicação nas redes sociais: “A Mocidade Independente de Padre Miguel informa, com profundo pesar, o falecimento da carnavalesca Márcia Lage. Vítima de leucemia, a brilhante profissional nos deixou na manhã deste domingo, dia 19 de janeiro”. Ainda não há informações do horário do velório e sepultamento.

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marcia lage2

Márcia Lage trabalhou com Renato Lage na Mocidade, na Portela, Grande Rio, Vai-Vai e no Salgueiro, quando conquistou o título do Grupo Especial em 2009. Em voo solo, ela foi responsável pelo desfile do Império Serrano em 2008.

Como Renato Lage, Márcia não trabalhou em nenhuma escola no Carnaval 2024. Para esse ano, a dupla voltou para a Mocidade e criou o enredo “Voltando para o futuro – Não há limites pra sonhar”. Ao CARNAVALESCO, na festa de apresentação da dupla na Estrela Guia, ela comentou a emoção do retorno para Mocidade. “É um renovo de novo. Principalmente depois da gente ter dado aquela parada meditativa para repensar, para dar uma descansada. Foi um presente você recomeçar aonde, eu particularmente, comecei com ele. Indo de encontro a um desejo há muito tempo sonhado pela escola de nos ter aqui de volta. É a sensação de pinto no lixo”.