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Celsinho Mody celebra 10 anos no Tatuapé e reflete sobre legado musical, inovação e parceria com a escola

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Há dez anos, Celsinho Mody se tornou a voz que conduz multidões nos desfiles da Acadêmicos do Tatuapé. Com energia contagiante e dedicação inabalável, o intérprete não só consolidou seu nome como um ícone do carnaval paulistano, mas também ajudou a reinventar a identidade musical da escola. Em entrevista ao CARNAVALESCO, ele celebra uma trajetória marcada por inovação, parceria com a comunidade e gratidão.

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Foto; Fábio Martins/CARNAVALESCO

Identidade no samba

Celsinho destaca que seu maior orgulho é o legado construído ao lado da escola. “Inserimos uma forma de cordas no carnaval de São Paulo, resgatamos o canto feminino no carro de som e trouxemos uma africanização na maneira de entoar o samba, que chamamos de ‘Afro ala’”, explica. Atualmente, três vozes femininas — Keilla Regina, Sté Oliveira e Vanessa Demetria — se juntam a ele, reforçando a diversidade sonora.

O intérprete também enfatiza a conexão com a comunidade: “Tenho prazer em viver com amor e felicidade aqui. Neste ano, em cada ensaio, recebi presentes simbólicos que encheram meu coração”.

Equipe musical de excelência

Na reta final para o Carnaval 2025, a ala musical da Tatuapé se destaca não só pelas vozes, mas pela estrutura técnica. Sob direção de Ana Nascimento e coordenação de Marcelo “Tchello”, o grupo conta com instrumentistas renomados, como Caio Senna (cavaco) e Kleber Souza (violão de 6 cordas), além de um carro de som que equilibra potência e nitidez. “É essencial para que a emoção chegue a todos”, ressalta Celsinho.

Memórias emocionantes

Questionado sobre momentos marcantes, o cantor cita três capítulos: o reencontro com a escola em 2016, após uma década afastado; o título de 2017; e a recente homenagem à Bahia, que teve o samba aclamado “de ponta a ponta” pela arquibancada. “Se pudesse reviver um deles, escolheria ‘Maranhão’”, revela, referindo-se ao enredo de 2020, que celebrou a cultura do estado.

Parceria com a siretoria: base do sucesso

A sintonia com a diretoria é apontada por Celsinho como um pilar do sucesso. “Eles bancam minhas ‘loucuras’ e respeitam meu jeito de cantar e me expressar”, brinca. Segundo ele, a experiência administrativa da equipe — aliada à liberdade artística — mantém a Tatuapé entre as grandes escolas do carnaval. “São parceiros que entendem de música e gestão, e isso faz toda a diferença”.

Futuro e a gratidão

Enquanto se prepara para 2025, Celsinho não esconde a emoção: “Sou funcionário da escola, mas trabalho com alma. Representar a Tatuapé é uma honra”. E finaliza, filosófico: “O futuro está nas mãos de Deus, mas até aqui, só tenho gratidão”.

Com uma década de histórias e inovações, Celsinho Mody e a Acadêmicos do Tatuapé seguem provando que, no samba, tradição e ousadia caminham de mãos dadas — sempre ao som do coração da comunidade.

Grátis! Torcedores da Unidos da Tijuca se cadastram para assistirem aos desfiles no Setor 1 da Sapucaí

Em parceria com a Liesa, a Unidos da Tijuca realizou na última quinta-feira o cadastramento de torcedores da escola para assistir ao desfile no Setor 1 da Sapucaí. Uma iniciativa que aproxima ainda mais a comunidade do espetáculo e valoriza aqueles que acompanham a agremiação durante todo o ano, principalmente, as pessoas que nunca estiveram na arquibancada da passarela do samba.

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“Estou emocionada e querendo assistir ao desfile. Vai ser a minha primeira vez e tem uma tia minha que hoje é da velha guarda, ela desfila desde pequena junto com a minha avó e eu mesma nunca participei. Esse ano eu decidi que eu quero assistir e aí veio essa oportunidade maravilhosa de ganhar o ingresso”, diz Gisele, de 42 anos, moradora do morro do Borel e torcedora da escola.

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Gisele (direita), de 42 anos, moradora do morro do Borel e torcedora da escola

As inscrições foram realizadas presencialmente na quadra da escola e o processo de cadastramento consistiu na apresentação do RG, CPF, fornecimento do nome completo e tirar uma foto do rosto, que ficará salvo em um programa de reconhecimento facial para o acesso ao setor 1, mas é recomendado levar documento original com foto no dia do desfile, caso haja algum erro na função e bater com a informação do sistema.

“Foi tranquilo. As meninas do atendimento foram bem atenciosas explicando todo o processo e o preenchimento foi bem rápido”, declara Daniela Monteiro, de 40 anos, analista de projetos de instalações a gás e componente da Unidos da Tijuca há 1 ano.

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Daniela Monteiro, de 40 anos, analista de projetos de instalações a gás e componente da Unidos da Tijuca

Com vagas limitadas, foram disponibilizadas 450 inscrições e o período de cadastramento foi das 19h às 21h, porém às 20h já estavam esgotadas. Muitas pessoas que chegaram por volta deste horário, infelizmente não conseguiram o benefício. A torcedora da escola, Gisele, garantiu o último ingresso e comentou a sua felicidade. ‘’Encerrou na minha vez. Era pra ser meu, então eu vou. E como eu não tive outras oportunidades antes, sou mãe de 4 crianças, hoje eu tenho e quero estar lá’’.

Emoção é diferente no Setor 1!

Popularmente conhecido como o espaço das torcidas organizadas e de membros das comunidades das escolas, o Setor 1 da Sapucaí é o ponto inicial e fundamental para a energia do desfile. Com capacidade para 9 mil pessoas, em assentos dispostos em uma rampa, sendo as primeiras fileiras mais baixas e as últimas mais altas, é considerado o ambiente da emoção e eleito por muitos o melhor setor da Sapucaí.

“Sinceramente, eu acho que é o melhor setor de todos porque é onde inicia tudo, onde a gente interage com a escola que está chegando, é onde nós passamos a emoção para eles que vão entrar na avenida com o pé direito e levantar o astral da galera”, afirma Daniela Monteiro, componente da Unidos da Tijuca contemplada com o ingresso.

Localizado no início de tudo, é nesse setor que todos os sentimentos podem surgir, desde a animação com a entrada da escola, até mesmo o clima de tensão quando acontece algum problema inesperado.

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Andrea Brasil, de 39 anos, gaúcha, que mora no Rio de Janeiro há três anos

“È muita alegria, é muita bagunça, o pessoal se anima de verdade e acompanha tudo ali, se acontece algum problema, a gente fica tenso mas se passa, a gente fica feliz e quando a escola entra, a gente fica mais feliz ainda”, declara Andrea Brasil, de 39 anos, gaúcha, que mora no Rio de Janeiro há três anos e torcedora da Unidos da Tijuca.

“Estou doida para que chegue logo para que a gente possa aproveitar e usufruir desse grande espetáculo que nós temos aqui no Rio de Janeiro”, é o que diz a servidora pública, Krishna, de 53 anos, desfilante da escola há 2 anos que resume o clima de felicidade e ansiedade das pessoas que conseguiram os ingressos através da ação da Unidos da Tijuca.

Um setor, histórias inesquecíveis

Quem já frequentou o setor 1 é bem provável que tenha alguma história que ficou marcada para contar. Esse é o caso da Andreia Brasil, que no ano de 2022 foi assistir ao desfile na Sapucaí no primeiro setor pela primeira vez e protagonizou um momento de tensão junto ao seu filho Bryan, que na época tinha 15 anos, mas que no fim teve um final feliz.

“Eu levei meu filho de 15 anos comigo e no setor 1 eles estavam dando copinhos de água para o público, eu pedi para o meu filho ir pegar para a gente e ele foi. Só que bem na hora que ele desceu as escadas, passou o surfista Pedro Scooby lá embaixo e ele admirado por sua primeira vez naquele ambiente, e por gostar muito do Pedro Scooby, ele ficou realmente bastante admirado, só que nisso iniciou o desfile da Imperatriz, todo mundo levantou e o meu filho se perdeu de mim”, conta Andrea relatando o seu desespero.

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“Eu chorava e as pessoas perguntavam qual era a idade dele. Eu respondi que ele tinha 15, que era a primeira vez dele na Sapucaí e somos novos no Rio de Janeiro’’. Depois de meia hora procurando pelo filho e ela já com a identidade pedindo ajuda aos bombeiros, que tentavam tranquilizá-la o tempo todo dizendo que iriam encontrá-lo, Andrea teve uma surpresa. ‘’Quando desci, senti alguém batendo nas minhas costas e era ele dizendo ‘mãe, eu estou aqui’ e eu o abracei muito emocionada”. Ela finaliza dizendo que o filho ficou muito envergonhado, ela completamente aliviada, emocionada e dando risada porque a experiência ficou marcada por uma boa história para contar.

União entre comunidade, escola e desfile

A Unidos da Tijuca será a primeira escola a desfilar na segunda-feira de carnaval pelo Grupo Especial do Rio de Janeiro, e sua comunidade já se prepara para dar um verdadeiro show de entusiasmo e paixão na Sapucaí, e depois aproveitar a atmosfera do setor 1.

“Estou muito ansiosa de passar pelo setor 1 desfilando e depois voltar para assistir os outros desfiles”, declara a empresária Loiva, de 38 anos, componente da escola há 2 anos.

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Empresária Loiva, de 38 anos, componente da escola há 2 anos

Uma iniciativa que se destaca como uma oportunidade para quem não tem condições financeiras de arcar com o ingresso e para as pessoas que sonham em assistir aos desfiles pela primeira vez. È o que comenta a componente da agremiação, Daniela Monteiro.

“Estou achando espetacular porque nem todo mundo tem uma situação de comprar um ingresso, muito menos de assistir o desfile porque a gente sabe que não é barato, então a gente fica muito grato em poder assistir gratuitamente”. Ela revela que já esteve assistindo aos desfiles na avenida quando criança, mas que agora, aos 40 anos de idade, será como a primeira vez.

Festa do povo, feita pelo povo e para o povo. Os desfiles das escolas de samba são momentos de celebração e exaltação das raízes culturais do Brasil, e a chance de estar participando dessa atmosfera, está sendo vista como uma forma de valorização. “É louvável porque a gente está enaltecendo a cultura popular brasileira e afrodescendente, ou seja, a gente está dando valor às raízes do nosso país, às tradições populares, então acho muito importante esse acesso da população, da comunidade a essa cultura”, ressalta Miriam Souza, de 53 anos, desfilante da Unidos da Tijuca há 2 anos.

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Krishna, componente da agremiação tijucana

Como uma forma de reconhecimento, a ação foi bem avaliada pelos participantes da comunidade. “Isso já devia acontecer desde o começo, a gente merece assistir, a gente dá o sangue na avenida, desfila com muito amor, com lágrimas, suor e muito coração e a gente merece esse privilégio de assistir as escolas”, finaliza Krishna, componente da agremiação tijucana.

Bloco dos Puxadores reúne intérpretes do Rio e SP em esquenta para o carnaval no domingo

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O Bloco dos Puxadores promete sacudir Vila Isabel neste domingo com um time de intérpretes consagrados do Carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo. A partir das 10h, Tinga (Vila Isabel e Império de Casa Verde), Marquinho Art’samba (Mangueira), Bruno Ribas (Unidos de Padre Miguel), Serginho do Porto (Águia de Ouro e Estácio de Sá) e Wantuir (Porto da Pedra) apresentarão um repertório que passeia pelo pagode, MPB, samba e, claro, samba-enredo no restaurante Vizinhando & Mané.

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Foto: Divulgação

Para completar a festa, a Bateria da Unidos de Vila Isabel, sob o comando do Mestre Macaco Branco, vai garantir a cadência e o ritmo do evento. O músico Chacal do Sax, conhecido por acompanhar artistas como Neguinho da Beija-Flor, Mumuzinho e Fundo de Quintal, também se junta ao time de estrelas.

“Vamos fazer um super esquenta para o Carnaval. Vai ser um evento para a família toda aproveitar, cantar e dançar. Afinal, nunca é cedo demais para cair na folia”, disse Marquinho Art’samba, voz oficial da Mangueira.

Inspirado nas cores lilás e amarelo dos abadás do Bloco “Pagodão”, criado pela cantora Alcione e que brilhou na Marquês de Sapucaí, o Bloco dos Puxadores vai resgatar a essência do samba, homenagear grandes nomes do gênero, e exaltar a versatilidade e o talento dos intérpretes, classe muitas vezes desvalorizada no Carnaval.

“Nosso principal objetivo é mostrar que os puxadores são grandes artistas e podem transitar entre todos os gêneros musicais. Estamos estruturando ações para melhorar as condições da classe, incluindo um sindicato para garantir melhores condições aos intérpretes”, destacou Tinga, que se divide entre os microfones da Vila Isabel, no Rio, e do Império de Casa Verde, em SP.

O abadá do Bloco dos Puxadores custa R$ 40 e pode ser adquirido no Vizinhando, localizado no Boulevard 28 de Setembro, 20, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio.

Sobre o Bloco dos Puxadores

O Bloco dos Puxadores é organizado pelo grupo Os Puxadores do Samba, que despontou no pós carnaval de 1999 sob a liderança do saudoso Dominguinhos do Estácio.

Após um hiato de mais de 20 anos, o projeto ressurge, com força total, sob nova formação. Atualmente composto pelos renomados intérpretes Tinga, Marquinho Art’samba, Bruno Ribas, Serginho do Porto e Wantuir, o grupo mantém a proposta de quando foi lançado: demonstrar que puxadores de samba-enredo têm a versatilidade e o talento necessário para transitar brilhantemente em diversos gêneros musicais.

Serviço:
Data: 09/02
Hora: a partir das 10h
Endereço: Vizinhando & Mané (Boulevard 28 de Setembro, 20, Vila Isabel)

União de Maricá: 90% das fantasias prontas para o Carnaval

A União de Maricá está com quase tudo pronto para buscar o tão sonhado acesso na elite do Carnaval em 2026. Com apoio da Prefeitura de Maricá, a escola de samba prepara um desfile com muito luxo para brilhar na Marquês de Sapucaí no dia 28 de Fevereiro. Cerca de 200 pessoas trabalham em seis ateliês no Rio de Janeiro, onde as fantasias são produzidas, embaladas e trazidas para Maricá, onde ficam guardadas num galpão antes de serem entregues aos 1.600 componentes.

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Foto: Thamyris Mello/Divulgação Maricá

O ateliê principal fica no bairro Santo Cristo, na zona portuária do Rio, onde são feitas as calças, camisas, chapéus, sapatos e adereços. Lá concentra todo insumo para produção das fantasias, como ferragem, tecido, placas, colas, penas, paetês, entre outros, que são distribuídos para os outros cinco polos localizados no Centro, em Vila Isabel e na Penha. Segundo o diretor de ateliê, Júlio Cerqueira, a escola possui 90% das fantasias já prontas.

“A gente recebe as fantasias, confere a numeração das roupas e sapatos, ajusta, se necessário, coloca os adereços, como penas e acabamentos, antes de embalar e enviar para Maricá, onde estão guardadas num galpão. Cada fantasia sai com o nome da ala, o que compõe a fantasia, chapéu e número do sapato. Os volumes maiores são levados em caminhões e entregues aos componentes no dia do desfile”, explicou Júlio.

No ateliê principal, a costureira Marlene Alves, de 64 anos, que trabalha na União de Maricá há cinco anos, falou da expectativa por mais um desfile.

“Fiz as roupas de quando a escola desfilava na Intendente Magalhães, em Madureira, e em 2024 na Sapucaí. É muito gratificante ver todo mundo dançando com as fantasias que fiz. Ano passado chorei quando vi as fantasias no desfile porque é muito gratificante ver seu trabalho ser reconhecido”, disse, emocionada, a moradora de Manguinhos, na Zona Norte do Rio.

A data para entrega das fantasias aos componentes será marcada após o ensaio técnico na Marquês de Sapucaí, que acontece no próximo domingo (09/02), às 20h.

‘Um grito por justiça’: Unidos de Bangu dá voz à luta indígena com enredo sobre a Aldeia Maracanã

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Muito além dos cinco dias de desfiles, o carnaval tem um papel histórico de amplificar vozes silenciadas e dar visibilidade a quem não é ouvido. Em 2025, a Unidos de Bangu levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Maraka’anandê, Resistência Ancestral”, uma homenagem à Aldeia Maracanã, símbolo da luta e da resistência dos povos indígenas no Rio de Janeiro.

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Foto:Raphael Lacerda/CARNAVALESCO

Para o cacique Urutau Guajajara, o enredo da escola da Zona Oeste será uma poderosa plataforma para amplificar a luta da aldeia. Líder do movimento pelos direitos indigenistas no estado fluminense, ele participou do ensaio técnico da escola ao lado de outros membros da comunidade. Na visão dele, a homenagem vai além de um desfile — ela é um grito por justiça.

“É uma forma de gritar, também, por Justiça. Acredito que esta questão da resistência Aldeia Maracanã é um recado para a Justiça brasileira, que é tão injusta – principalmente no Rio de Janeiro – com uma questão que é única. Ali é um patrimônio do povo brasileiro e da nação. A Aldeia Maracanã é a representação nacional desses 525 anos de opressão, extermínio e genocídio dos povos originários. A Unidos de Bangu acertou com esse enredo e com esse recado para a Justiça brasileira”, afirmou o líder indígena.

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O prédio fica às margens da Avenida 13 de Maio e abrigou o antigo Museu do Índio entre os anos de 1953 e 1978. A instituição foi transferida para Botafogo, na Zona Sul, e o imóvel ficou abandonado até 2006, quando foi ocupado por indígenas de diversas etnias.

O local se tornou alvo de disputa com o governo do estado em 2013. À época, o poder executivo tentou desocupar o terreno para derrubar o prédio histórico. O objetivo era construir um estacionamento para que o estádio Maracanã recebesse as partidas da Copa do Mundo de 2014.

Em 2016, o poder público obteve uma decisão judicial favorável para a reintegração de posse do imóvel e, desde então, os integrantes da Aldeia Maracanã já receberam, ao menos, seis ordens de despejo.

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“Demarcar a Aldeia Maracanã enquanto universidade indígena e aldeamento, mesmo em contexto urbano, é para a honra dos povos originários. Somente em 2024 que o IBGE veio falar sobre indígenas em contexto urbano e da precariedade vivenciada. A aldeia Maracanã é uma universidade indígena e está na resistência a nível nacional”, disse o cacique.

Os indígenas que ocupam a Aldeia Maracanã também foram convidados a participar do desfile oficial da Unidos de Bangu. Ao lado deles, milhares de torcedores da agremiação prometem se unir e defender a causa na Passarela do Samba, afinal, o carnaval também é conscientização. É o que Claudia, diretora de ala coreografada na Vermelha e Branco há três anos, ressalta.

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“A escola de samba não cumpre apenas o papel de apresentar um enredo; ela também tem a missão de ensinar o que devemos valorizar mais e o que deve ser tratado com respeito e cuidado”, afirmou Claudia.

Erika Januza fala do programa ‘Rainhas Além da Avenida’: ‘histórias vão surpreender’

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O dia a dia das rainhas de baterias do carnaval carioca entra em cartaz no programa inédito “Rainhas Além da Avenida”, apresentado por Erika Januza, que estreia na próxima sexta-feira, dia 14 de fevereiro, às 21h, no GNT. Em celebração à força e à magia do Carnaval, a apresentadora acompanha as rainhas de bateria do Grupo Especial do Rio de Janeiro em seus preparativos para os desfiles na passarela do samba.

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Fotos: Ramon Rodrigues/Divulgação

Segundo a apresentadora, em entrevista coletiva online, “essa vivência do carnaval abriu os olhos para um mundo muito particular, que faz a engrenagem funcionar e permite que a magia aconteça nos dias de desfile”.

“Uma comunidade apaixonada, envolvida, profissionais excelentes e a necessidade de uma boa gestão. Muito disso só quem está no dia a dia das escolas percebe. O programa se propõe a levar o público a um mergulho na vida das rainhas em dias que não são de desfile. As histórias de cada uma delas vão surpreender e espero que elas se conectem com o público, sejam amantes do carnaval ou não”, disse Erika.

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“Rainhas Além da Avenida” narra a trajetória de mulheres com uma profunda ligação com suas comunidades, que cresceram no mundo do samba e celebridades que se apaixonaram pelo universo das agremiações. Erika acompanha a rotina de Lorena Raissa (Beija-Flor), Mayara Lima (Tuiuti), Fabíola de Andrade (Mocidade), Lexa (que estava na Tijuca), Viviane Araujo (Salgueiro), Dedê Marinho (UPM), Paolla Oliveira (Grande Rio), Evelyn Bastos (Mangueira), Bianca Monteiro (Portela), Maria Mariá (Imperatriz) e Sabrina Sato (Vila Isabel).

“Sem dar spoilers, posso dizer que eu gostaria de ter a autoestima de Lorena Raissa. Ela, com apenas 17 anos, exibe com orgulho ser maravilhosa. Fico pensando quando terei coragem para fazer o mesmo em uma foto minha. Ela representa uma nova geração e isso me impressionou!”, afirmou Erika.

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O programa é dividido em quatro episódios e acompanha as rainhas de bateria das grandes escolas em suas rotinas familiares, pessoais e profissionais, até o tão aguardado momento de brilhar na avenida. Com a proximidade do carnaval, que também resgata a herança da ancestralidade, Erika destacará o relacionamento e a troca das rainhas com suas comunidades. O público poderá mergulhar no cotidiano dessas mulheres, tanto nos ensaios nas ruas e quadras quanto na escolha dos figurinos que encantarão na Praça da Apoteose. O programa abordará também a sororidade entre as mulheres, a relação com o próprio corpo e, claro, a tradição da Marquês de Sapucaí.

“As rainhas serão vistas em seu cotidiano, sem maquiagem. Uma rainha, enquanto gravávamos, teve sua mãe preparando um empadão para o lanche. Sabe aquele momento raiz? O programa reflete essa energia. Cheguei à casa da Sabrina Sato e perguntei se ela usava shortinho e blusa em casa, porque as pessoas não nos imaginam além do glamour, como a própria Maria Mariá disse: ‘É sempre muito brilho, brilho, brilho’”, contou a apresentadora entre risos.

Vitor Carpe, cocriador do projeto, explicou a origem da ideia para a série: “Quando a Erika foi convidada para ser rainha de bateria da Viradouro, ficamos extremamente felizes. Desde o primeiro instante, pensamos em honrar o legado das mulheres que a precederam. ‘Rainhas Além da Avenida’ não tem a pretensão de ser um documentário que narra o surgimento desse papel. Ao contrário, buscamos mostrar o que está por trás dessa coroa. Essa responsabilidade é muito maior do que as pessoas imaginam. Com o brilho que aparece durante o desfile, as pedras lançadas também são muitas, e essas meninas enfrentam grandes dificuldades para ocupar esse posto, para se manterem felizes. Essa coroa tem um preço e um valor imensos, porque essas mulheres são extremamente resistentes e resilientes, e compreendem a importância que possuem para o Carnaval, para a comunidade e para a cultura nacional. Por isso, é fundamental contar o que está por trás de cada uma dessas coroas”, ressaltou Vitor.

Erika compartilhou sua experiência e visão sobre o carnaval: “Sempre assisti ao Carnaval do Rio de Janeiro de casa, antes de me mudar para cá, observando essas mulheres como telespectadora. Elas estão ali, fantasiadas e brilhando, mas quando a bateria para e as luzes se apagam, elas voltam para casa. Muitas têm que limpar, outras têm auxílio, mas são mulheres que têm problemas, que são sensíveis, que já sofreram abusos, e algumas voltam para casa de ônibus das escolas. Essas mulheres são como eu e vocês, que são tão exaltadas naquele lugar, mas também merecem viver outras experiências”.

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José Júnior, produtor do programa, destacou a relevância da atração: “Para mim é extremamente gratificante, pois é uma forma de retorno ao passado da marca Afro Reggae. Durante muitos anos, realizamos vários projetos antes de criar a produtora, com o GNT e o Multishow. Quando Erika expressou seu interesse, isso ressoou profundamente com a história da Afro Reggae, especialmente no canal. A presença de uma apresentadora negra, com a trajetória pessoal da Erika, me deixa muito feliz”.

Jorge Espírito Santo, diretor de “Rainhas Além da Avenida”, comentou sobre os desafios e facilidades de trazer a exuberância das escolas de samba para o formato audiovisual.

“Houve desafios, da minha parte e de toda a equipe. O maior desafio foi traduzir o desejo da Erika e do projeto que ela desenvolveu com o Vitor para que todos compreendessem suas intenções. Apesar disso, havia também uma certa facilidade, devido à experiência da Erika como rainha de bateria, o que facilitou a tradução do que ela desejava que as pessoas conhecessem sobre a vida das rainhas. Essas mulheres têm histórias ricas e únicas, e o programa se destaca ao apresentar esse universo”.

Tucuruvi aposta na criatividade da comissão de frente para um desfile marcante em 2025

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A comissão de frente do Acadêmicos do Tucuruvi tem se destacado por sua criatividade e inovação, levando para a avenida performances que surpreendem e encantam o público. Sob a direção do coreógrafo Renan Banov, o grupo transforma a abertura do desfile em um verdadeiro espetáculo, combinando dança, teatralidade e efeitos visuais que dão vida ao enredo da escola. Com propostas ousadas e concepções cênicas impactantes, o grupo reafirma seu compromisso com a arte e a emoção, conquistando aplausos e admiração. Em conversa com o CARNAVALESCO, Renan Banov falou sobre o equilíbrio entre criatividade e regulamento no carnaval.

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Foto: Naomi Prado/CARNAVALESCO

“Nós somos uma escola de conceito, portanto, pensamos no público. A arte é uma arte, não é apenas seguir o regulamento ao pé da letra. No ano passado, tivemos uma nota equivocada: eram 10, mas o jurado colocou 9.9. A escola reconheceu isso. É importante que a escola e nós mesmos acreditemos na nossa arte e ousadia”, afirmou o coreógrafo.

A melodia, a cadência e a letra do samba servem como guias para os movimentos da comissão de frente, permitindo que a dança traduza a emoção e a história que a escola deseja contar. Com um refrão forte, o Tucuruvi levará para 2025 um samba que promete inspirar seus componentes a desenvolverem uma coreografia envolvente.

“Tenho muito respeito pela bateria e pelo intérprete. Este samba é maravilhoso e, a cada acorde, a cada toque, prevalecemos nesse swing, nesse carnaval, nesse Assojaba”, destaca Renan sobre a importância de um bom samba-enredo.

Para 2025, não apenas a comissão de frente, mas toda a comunidade da Cantareira está investindo em uma nova fórmula de desfile para buscar o sucesso. O coreógrafo compartilhou, entusiasmado, o que a escola trará de novo para o próximo carnaval.

“A essência do Tucuruvi é essa: uma escola de conceito, enredo, tradição, muito estudo e cultura”, celebra.

Com uma proposta inovadora e uma identidade cada vez mais consolidada, o Zaca segue firme na busca por um carnaval grandioso em 2025. A união entre conceito, arte e tradição reflete o comprometimento da escola em entregar um espetáculo marcante, onde cada detalhe – da comissão de frente ao samba-enredo – é pensado para emocionar e encantar o público.

Casal da São Clemente promete muita dança e romantismo no Carnaval 2025

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A São Clemente levará para a avenida, no Carnaval de 2025, um enredo voltado à causa animal. Com o tema “A São Clemente dá voz a quem não tem”, a escola abordará a luta contra os maus-tratos e destacará o amor e a lealdade dos animais aos seus tutores.
O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Alex Marcelino e Thais Romi, promete uma apresentação carregada de paixão e entrega. Para eles, o enredo não apenas levanta uma bandeira importante, mas também se alinha ao espírito irreverente da escola.

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Foto: Magaiver Fernandes/CARNAVALESCO

“Teremos momentos de muita paixão, afinal, o mestre-sala e porta-bandeira formam um casal em cena. Nossa apresentação trará muita dança e romantismo”, adiantou Alex Marcelino.

Thais Romi reforça que a dança será uma verdadeira declaração de amor. “A dança é amor, e nossa missão é expressá-lo. Sou apaixonada pelo que faço, e este samba é um pedido, uma homenagem. Um enredo necessário, um samba necessário. Todo mundo que tem um bichinho em casa sabe o quanto ele é parte da família. Representar esse sentimento na avenida é especial”, destacou.

A expectativa do casal é de um desfile empolgante e competitivo, com grandes surpresas ao longo da apresentação. Sobre as fantasias, mantiveram o mistério, mas Alex deu uma pista sobre o conceito: “Minha fantasia é uma surpresa, mas posso adiantar que tem tudo a ver com o amor. Vai ficar incrível”.

A São Clemente promete emocionar o público e reforçar a importância da causa animal com um espetáculo grandioso e cheio de energia na Marquês de Sapucaí.

Mestre Luygui e a ‘Swing Puro’: O ritmo da alma na Vigário Geral

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Quando vê o tímido Luygui de conversa curta e sorriso discreto, é difícil imaginar a metamorfose que ocorre quando ele veste o terno vermelho, pega o apito e assume o comando da bateria “Swing Puro”, da Acadêmicos de Vigário Geral. Ele é parte da nova geração de líderes que está redefinindo o papel das baterias na avenida. Em 2025, estará novamente à frente do grupo, e em entrevista ao CARNAVALESCO, não esconde a emoção.

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Fotos: Magaiver Fernandes/CARNAVALESCO

“Significa tudo na minha vida. A Vigário foi um presente de Deus. Sou feliz por poder comandar a Swing Puro e representar essa comunidade. É minha razão de viver”, declara.

Inspiração nos grandes mestres

Luygui carrega no peito a herança de ícones como Ciça (Viradouro), Lolo (Imperatriz), Nilo Sérgio (Portela) e o mentor Caliquinho, atualmente sem escola, a quem credita parte essencial de sua formação.

“Ele foi fundamental na minha jornada, me ensinou a respeitar a tradição e inovar”, afirma. Com a “Swing Puro”, o mestre busca equilibrar força, precisão e “swing” – marca registrada da bateria. “Gosto de uma pegada marcante, que dialogue com o samba sem perder a identidade. O nome já diz: é pura energia”, explica.

Respeito às diferenças e ao legado

Sobre o ritmo de outras escolas, Luygui enfatiza a diversidade como riqueza do carnaval. “Cada bateria tem sua bossa. O andamento depende do samba: precisamos adaptar o pulso para valorizar a música, nunca estragá-la”, reflete. Para ele, a nova geração de mestres – da qual faz parte – traz renovação sem apagar a história. “É gratificante ver jovens talentosos, com brilho nos olhos, estudando e respeitando quem abriu caminho. Estamos aqui para honrar esse legado”, diz.

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Parceria de sucesso com Danilo César

Outro destaque para 2025 é a sintonia com o intérprete Danilo César, parceria que Luygui define como “casamento perfeito”. “O Danilo é meu irmão de vida. Veio de Vitória, mas conquistou seu espaço aqui com inteligência e musicalidade. Já conhecíamos um ao outro, e isso facilitou criar um samba à altura da nossa bateria”, celebra.

Mestre Luygui promete fazer a “Swing Puro” ecoar não apenas na Sapucaí, mas no coração de quem vive o carnaval além da avenida. “É sobre emoção, respeito e entrega. Em 2025, vamos mostrar que o swing da Vigário é impossível ficar quieto”, finaliza, com o sorriso largo que só quem vive a batucada conhece.

Especial Barracões SP: Camisa 12 se inspira em Xangô e nos alafins de Oyó na busca por justiça

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Sob as bençãos de Xangô e dos alafins de Oyó, a série “Barracões” desembarca junto da Camisa 12 na Mãe África em busca de inspiração para lutar por justiça e igualdade. Através do enredo “Edun Ará Ase Idajo – Força que faz a Justiça”, assinado pelo carnavalesco Delmo de Morais, a Pantera levará ao Sambódromo do Anhembi a história desses reis africanos e do orixá, exaltando seu legado para a humanidade.

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Desfilando pelo Grupo de Acesso 2 no carnaval de 2024, a Camisa 12 passou por apuros após estourar o tempo de apresentação e perder 0,3 ponto. A escola saiu de uma posição de sonhar com o acesso para ficar parte da apuração na zona de rebaixamento. Para 2025, a Pantera confia no potencial que seus quesitos demonstraram para chegar ao Acesso 1, pelo qual não compete desde 2006.

Ancestralidade e o poder da justiça

Em entrevista ao CARNAVALESCO, Delmo de Morais falou sobre a origem da inspiração para o enredo da Camisa 12 para o carnaval de 2025, destacando a característica da temática a qual a escola pretende abordar.

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“A ideia foi do nosso diretor de carnaval, Demis Roberto. Queríamos abordar essa parte da diferenciação do negro e da justiça nas nossas vidas. Para isso, entramos nessa parte dos alafins de Xangô, que é o Rei da Justiça, essa foi a nossa intenção. É um tema que vínhamos querendo falar há muito tempo, temos uma característica de buscar essa coisa afro, a ancestralidade, do poder da justiça maior na nossa vida”, declarou.

Camisa 12 na Avenida: entre palácios e alafins

O desfile da Camisa 12 usará da trajetória dos alafins, título dado aos governantes do antigo Reino de Oyó, situado na atual Nigéria, e da crença em Xangô, orixá da justiça, para inspirar o público que comparecer ao Sambódromo do Anhembi na busca por um mundo mais justo. A proposta de Delmo para o desfile da escola permitirá à escola apresentar em cada ala as principais características desses reis africanos que permitam chegar a esse objetivo, sendo os carros alegóricos as principais representações do legado de cada símbolo abordado na Avenida.

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“Nós vamos desfilar com 12 alas, onde cada ala representa um alafim. Nós vamos trazer no Abre-alas o Palácio dos Alafins e no segundo carro o Palácio de Xangô. Nós vamos distribuir essa ideia toda na Avenida para mostrar cada alafim e o que significa cada um deles. Nós vamos abordar essa parte da justiça, de buscar a justiça de Xangô porque ele é o Rei da Justiça. Estamos desenvolvendo esse trabalho que está maravilhoso. Nós vamos passar na Avenida para poder buscar o título, essa é a ideia nossa”, explicou.

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Estética de qualidade e conscientização: os trunfos da Camisa 12

Delmo confia na qualidade dos trabalhos realizados no barracão e no ateliê da Camisa 12 para alcançar o sonhado acesso da escola. O carnavalesco também exaltou a característica que se tornou marcante nos enredos da escola e demonstrou confiança em um bom resultado para a escola no carnaval de 2025.

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“Eu acho que é o excelente acabamento que nós temos e os materiais que usamos, que são de qualidade. Mesmo estando nesse grupo, que é de um poder aquisitivo bem menor, nós estamos desenvolvendo um trabalho maravilhoso de alegorias e fantasias, além do chão da escola que é muito forte. A nossa intenção é de mostrar a ancestralidade das religiões de matriz africana para conscientizar as pessoas a pararem com essa coisa da intolerância, porque isso já não cabe mais nas nossas vidas. Nós pretendemos mostrar esse lado e vamos batendo nessa tecla a cada ano. Em um ano falamos de Chico Rei, em outro ano vamos falar dos alafins e no próximo ano, se possível, já temos um enredo trunfo na mão que vai ser um espetáculo para fazer no Acesso 1, onde com certeza vamos conseguir chegar. Nós viremos para brigar, para buscar esse título que nós perdemos em 2020, que foi o ano do ‘Pão’, em que nós ficamos por um décimo e só subia uma escola e nós não conseguimos o acesso”, afirmou.

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Mensagem de Delmo de Morais para a comunidade da Camisa 12

“Galera da Camisa 12! Vamos juntos! O espetáculo está aí, e agora cada um de nós temos que fazer a nossa parte porque sozinho eu não consigo nada. Nós estamos aqui não só para passar na Avenida, nós estamos aqui para mostrar um espetáculo porque a concorrência nesse grupo é muito forte. Nós temos que estar preparando sempre os 110%, só 100% não basta. Vamos juntos! Para cima deles e é isso aí! Vai, Corinthians!”.

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Ficha Técnica
Enredo: “Edun Ará Ase Idajo – Força que faz a Justiça”
Alegorias: 2 carros
Alas: 12
Componentes: 1000
Diretor de barracão: Cleiton Sinistro
Diretor de ateliê: Demis Roberto
Ordem de desfile: Décima escola a desfilar no dia 22 de fevereiro de 2025 pelo Grupo de Acesso 2

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