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Entre grades e guitarras, Mocidade transforma censura em manifesto na Sapucaí

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A Mocidade Independente de Padre Miguel abriu a segunda noite de desfiles do Grupo Especial 2026 com o enredo “Rita Lee, a padroeira da liberdade”. No terceiro carro alegórico, a escola mergulhou nos anos mais duros da ditadura militar para recriar o encarceramento da cantora e transformar a repressão em espetáculo crítico.

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Detalhes do terceiro carro da Mocidade
FOTO: Júnior Azevedo/CARNAVALESCO

Em um cenário marcado por grades, tons acinzentados e estruturas imponentes, a alegoria trouxe à Sapucaí uma reflexão sobre censura, resistência e o legado libertário da Rainha do Rock, falecida em 2023.

O CARNAVALESCO ouviu componentes que fizeram uma análise da alegoria: o professor da rede pública Lúcio Panza, de 37 anos, que desfila na Mocidade desde 2014; a estreante Liz Lopes, de 40 anos; e Alessandro Oliveira, de 39 anos, técnico de patinação artística, empresário do meio de produção cultural, assistente de carnaval na Unidos da Tijuca e, este ano, integrante da verde e branco de Padre Miguel.

Alegoria como mensagem política

Para os desfilantes que vieram no carro, a terceira alegoria vai além do impacto visual e assume papel político dentro do desfile.

Lucio Panza de 37 anos
Lúcio Panza, de 37 anos
FOTO: Júnior Azevedo/CARNAVALESCO

Lúcio Panza considera que o carro sintetiza a trajetória de resistência da artista: “Acho bastante positivo essa alegoria, até porque toda a resistência que ela fez em vida e propagou está nesse carro. Ela foi presa diversas vezes, pelo que li na biografia dela, tudo por falar sobre liberdade e amor na época da ditadura, quando isso não era permitido”.

Liz Lopes de 40 anos
Liz Lopes, de 40 anos
FOTO: Júnior Azevedo/CARNAVALESCO

Liz Lopes também enxerga o caráter político da encenação: “Representa muito bem a história da Rita e a gente vem com muita empolgação para mostrar isso na avenida de uma forma bonita e agradável. Sabemos que um presídio não é um lugar confortável, mas trazemos beleza para contar algo que não foi belo no passado”.

Alessandro Oliveira de 39 anos
Alessandro Oliveira, de 39 anos
FOTO: Júnior Azevedo/CARNAVALESCO

Alessandro Oliveira destacou o simbolismo presente na concepção estética: “Eu vejo sim. Inclusive, quando tive o primeiro contato com a fantasia, logo entendi que tinha alguma questão ali associada justamente ao protesto, à questão de se fazer ser ouvida, de se fazer ser compreendida e de transgredir a limitação que a censura impunha. Talvez, através da força, talvez, através do verbo solto que se fala no enredo. O carro por si só, as tonalidades de cor já falam por si, colocam muito essa questão do cinza, que remete à seriedade da censura e às limitações que ela impõe na sociedade”.

Impacto visual e estrutura inédita

Se a mensagem é contundente, o impacto visual também chama atenção. O carro apresenta uma cadeia de três andares no centro do carro.

“O que mais impacta é a prisão que o Renato Lage construiu, com três andares. A gente já queria ver isso no barracão há bastante tempo. As meninas vêm presas nesses três andares e ainda haverá um efeito especial durante o desfile”, contou Lúcio, mantendo o suspense sobre o recurso cênico.

Liz Lopes destacou a performance que integra a narrativa do carro: “O que mais me chamou a atenção é a minha modalidade dentro da prisão, que é o pole dance. Serão quatro barras de pole dance e vamos tentar escapar da prisão subindo e descendo durante todo o desfile. Isso me incentivou e está me deixando muito empolgada”.

Alessandro ressaltou a ousadia estrutural da alegoria: “O mais impactante é essa cadeia no meio do carro, porque é uma estrutura que não é comum nos desfiles. Geralmente quem compõe vem mais nas laterais, com o corpo mais exposto. Ali, não. Todos estarão contidos dentro desse espaço, quase como se quisessem segurar a alegria”.

Liberdade como legado

A figura de Rita Lee, frequentemente associada a críticas aos costumes tradicionais, foi defendida pelos componentes como símbolo de liberdade e transformação social.

“Na verdade, ela não era contra a família, ela era a favor da liberdade. Defendia que cada um fosse o que quisesse ser”, afirmou Lúcio.

Para Liz, o exemplo da cantora ecoa nas conquistas atuais: “Isso muda a sociedade. Ela lutou muito tempo atrás e hoje temos privilégios que vieram da luta de pessoas como a Rita. Isso incentiva todo mundo a enfrentar, conquistar o que quer e seguir sem preconceito e sem medo”.

Alessandro Oliveira ampliou a reflexão ao destacar o impacto geracional da artista. “Eu acredito que artistas como a Rita, principalmente na geração dela, e outros que se inspiraram na forma como ela via o mundo, possibilitaram que muitas pessoas tivessem voz. Ela deu a cara a tapa para que a próxima geração tivesse mais liberdade, inclusive dentro das próprias famílias, para dizer quem é e do que gosta. Se analisarmos a época anterior, os tabus eram ainda maiores. Muitas vezes víamos pessoas rompendo com a família por questões de sexualidade ou posições políticas. Ter um porta-voz da liberdade como ela, com uma voz tão potente e significativa, traz essa possibilidade de hoje batermos no peito e dizer quem somos. Isso é algo que não tem explicação, é surreal”, concluiu.

Mocidade 2026: galeria de fotos do desfile

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Arlindinho e Thiago Soares levam tradição e pagode ao Camarote Rio Praia no Carnaval 2026

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O domingo do Carnaval 2026 na Sapucaí foi marcado pelo encontro de gerações no palco do Camarote Rio Praia. Arlindinho e Thiago Soares dividiram a programação do espaço durante o primeiro dia de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial.

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Foto_ Igor Barnardo/Camarote Rio Praia

Arlindinho emocionou o público com repertório ligado à tradição do samba carioca, enquanto Thiago Soares trouxe a energia do pagode contemporâneo, conectando públicos de diferentes idades no Carnaval do Rio.

O Samba dos Guimarães e o Grupo Confraria Carioca mantiveram a roda ativa entre um desfile e outro, reforçando a identidade musical do Camarote Rio Praia.

Estiveram presentes Carla Marins e seu marido Hugo Baltazar, onde puderam vivenciar a energia do Camarote Rio Praia.

Sobre o Camarote Rio Praia

Localizado entre os setores 8 e 10 da Marquês de Sapucaí, de frente para o segundo recuo da bateria, o Camarote Rio Praia se consolida como um dos espaços mais disputados da avenida. Com open bar premium, buffet variado, ambiente climatizado, transfer exclusivo, área beauty, espaço de customização e lounge corporativo, o camarote combina conforto, vista estratégica e uma curadoria musical que mantém o samba no centro da experiência. No Rio Praia, tradição e espetáculo dividem o mesmo palco.

Serviço:
Camarote Rio Praia – Carnaval 2026
Localização: Setores 8 e 10 da Sapucaí (2º recuo da bateria)
Ingressos: ingresso.camaroteriopraia.com.br
Central: (21) 99994-3632
Instagram: @camaroteriopraia

Anac oficia Portela e Liesa por uso de drone tripulado na Sapucaí; multa pode chegar a R$ 4 mil

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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) oficiou a Portela e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) após o sobrevoo de um drone tripulado durante o desfile da escola na Marquês de Sapucaí, no último domingo. A informação foi revelada pela jornalista Raquel Landim, do SBT News.

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Drone tripulado durante o desfile da Portela
Drone tripulado durante o desfile da Portela. Foto: Eduardo Hollanda/Reprodução Internet

Na apresentação da comissão de frente, assinada por Claudia Mota e Edifranc Alves, um bailarino foi elevado por um drone de grandes proporções como recurso cênico para representar a libertação do Negrinho do Pastoreio, um dos elementos centrais do enredo “O Mistério do Príncipe do Bará — a Oração do Negrinho e a Ressurreição de Sua Coroa sob o Céu Aberto do Rio Grande”.

De acordo com o regulamento que disciplina a operação de drones no Brasil, é proibido transportar pessoas, animais ou artigos perigosos por meio desse tipo de equipamento, devido ao risco de acidentes, inclusive fatais. Segundo a apuração do SBT News, a Anac solicitou as especificações técnicas do drone e a identificação do piloto para lavratura de auto de infração. A multa média nesses casos gira em torno de R$ 4 mil.

Povo fala! Público reage a primeira noite do Grupo Especial na Sapucaí

*Por Mariana Santos e Juliane Barbosa

A Marquês de Sapucaí viveu mais uma noite histórica com a abertura dos desfiles do Grupo Especial. Na Avenida, tradição e reinvenção caminharam lado a lado, enquanto nas arquibancadas e frisas o público acompanhava atento, vibrando, analisando e julgando cada detalhe.

A estreia da noite trouxe a força da Acadêmicos de Niterói, seguida pelo impacto visual e conceitual da Imperatriz Leopoldinense, a tradição incontestável da Portela e o canto poderoso da Estação Primeira de Mangueira, que encerrou a noite com emoção à flor da pele.

Mais do que espetáculo, o primeiro dia foi também termômetro. O público presente na Sapucaí avaliou evolução, harmonia, samba-enredo, alegorias e o conjunto geral. Entre gritos de “é campeã” e comentários técnicos dignos de jurado, a arquibancada mostrou que entende e sente o Carnaval.

Niterói 

A escola estreante no Grupo Espacial abriu a noite de desfiles com samba quente e estética impactante. Para o público, o enredo da escola, que narra a trajetória do presidente Lula do sertão do Brasil ao Palácio do Planalto, foi o ponto alto do desfile.

A mangueirense Kenya Pinheiro, veio diretamente do Amapá prestigiar sua escola do coração, que homenageia uma personalidade da sua terra. Mas para a amapaense, a Academicos de Niterói se destaca ao trazer para a avenida um samba e presidente ‘popular’.

Kenya Pinheiro Povo Fala Niteroi
Kenya Pinheiro. Foto: Juliane Barbosa e Mariana Santos/CARNAVALESCO

“Lula foi eleito presidente três vezes, ele é extremamente popular. Foi uma noite maravilhosa, não tenho nada do que reclamar por ter vindo de tão longe assistir as escolas”, afirmou.

Imperatriz Leopoldinense 

Na boca do povo, a Imperatriz Leopoldinense conquistou até quem não veste o verde e branco. Segundo os entrevistados, o samba-enredo levantou a Sapucaí com potência, enquanto as cores vibrantes e o conjunto visual da escola brilharam aos olhos do público. Para muitos, foi um desfile que ultrapassou a rivalidade e se impôs pela qualidade.

Graziela Perez imperatriz
Graziela Perez. Fotos: Mariana Santos e Juliane Barbosa/CARNAVALESCO

Graziela Perez, 31 anos, professora de educação física e torcedora da Mangueira, admitiu ter se rendido ao desfile da escola de Ramos.

“A Imperatriz deu um show na Sapucaí. Eu sou mangueirense, mas mesmo assim me encantei com as alegorias e fantasias. A escola veio muito bem trabalhada. Merece muito estar no Sábado das Campeãs”, declarou a mangueirense.

Sueli Souza imperatriz
Sueli Souza. Fotos: Mariana Santos e Juliane Barbosa/CARNAVALESCO

Já Sueli Souza, 62 anos, servidora pública e torcedora declarada da Portela, destacou a força do samba-enredo e a energia transmitida na Avenida.

“Olha, eu sou portelense demais, mas o samba da Imperatriz foi impossível ficar parado. Parabéns aos intérpretes porque deu vontade de dançar o tempo inteiro que a escola ficou na avenida”, comentou a servidora pública.

Portela

Num desfile com fortes emoções, a portelense Veronica saiu da Sapucaí feliz com a entrega de sua escola. Apesar do conjunto e fantasias de forte presença, a evolução foi prejudicada com um problema no último carro alegórico. Entretanto, o enredo de fácil leitura através das alegorias e fantasias foi destaque

Veronica Bonfim Povo Fala Portela
Verônica Bonfim. Foto: Mariana Santos e Juliane Barbosa/CARNAVALESCO

“Tudo estava muito explicado, até a minha amiga que não conhecia muito bem entender, eu consegui entender. A divisão de cores, divisão de alas, estava muito interessante, muito fácil de compreender. Infelizmente teve o problema no final, mais uma vez, com a evolução. Já é a terceira vez que a escola passa por esse problema”, disse.

Mangueira 

A última escola a desfilar no primeiro dia do Grupo Especial mostrou que posição na ordem não define impacto. A Estação Primeira de Mangueira sacudiu a Sapucaí mesmo encerrando a noite. Para o público, a iluminação das alegorias criou um espetáculo à parte, enquanto o enredo sobre a Amazônia Negra emocionou e ampliou horizontes.

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Giovanna Borges. Foto: Mariana Santos e Juliane Barbosa/CARNAVALESCO

Giovanna Borges Martins, 24 anos, estudante, destacou o luxo visual apresentado pela verde e rosa.

“Os carros e as fantasias estavam deslumbrantes. A porta-bandeira estava com uma fantasia lindíssima. Sou suspeita para dizer, mas acho que foi a melhor da noite”, afirmou a jovem.

Já Vitória Cerqueira, 30 anos, auxiliar fiscal e contábil, ressaltou o impacto artístico e a importância cultural do desfile.

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Vitória Cerqueira. Foto: Mariana Santos e Juliane Barbosa/CARNAVALESCO

“Foi lindo, mágico, surpreendente como todos os anos. A comissão de frente e o casal tiveram grande destaque neste desfile de 2026. Mas a representatividade do Amapá foi muito importante e trouxe à tona coisas que a gente, aqui no Sudeste, muitas vezes não conhece”, citou.

A primeira noite do Grupo Especial deixou claro que a disputa promete ser acirrada. Cada escola imprimiu sua identidade na Avenida, mas quem também teve voz foi o povo que canta, vibra, critica e consagra.

Na Sapucaí, o julgamento oficial acontece nas cabines. Mas o veredito emocional nasce nas arquibancadas. E se depender da reação do público, o Carnaval 2026 já começou em nível máximo de intensidade.

 

Ao vivo: segundo dia de desfiles do Grupo Especial do Rio no Carnaval 2026

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Influenciadores Felipe Voigt e Daniel Simas curtem o carnaval da Sapucaí no Camarote King

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Convidados pelo Camarote King após viralizarem nas redes sociais com vídeos em que recriam coreografias de musas e rainhas de bateria, os influenciadores Felipe Voigt e Daniel Simas estão vivendo o Carnaval 2026 de um jeito privilegiado. O casal conversou com o CARNAVALESCO e falou sobre a recepção calorosa, a expectativa de ver de perto as divas que inspiram seus conteúdos e a preocupação do espaço com sustentabilidade e acessibilidade.

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Felipe Voigt e Daniel Simas marcaram presença no Camarote King. Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

“Está sendo uma experiência incrível. A gente já estava aqui ontem aproveitando e fomos muito bem recebidos. É um espaço confortável, está sendo maravilhoso”, resumiu Felipe.

Daniel elogiou a sensação de acolhimento que o espaço lhe proporcionou.

“O pessoal é muito animado, isso potencializa o que é o carnaval. E como o slogan fala, você é o rei. A gente se sente como rei aqui dentro”.

Empolgados, eles garantiram presença em todos os dias de festa e já miram até o Desfile das Campeãs.

“A gente quer aproveitar o carnaval inteiro”, comentou Felipe, empolgado.

Da internet para o Sambódromo

Conhecidos por recriar memes virais em forma de vídeo nas redes sociais, Felipe e Daniel ganharam ainda mais visibilidade nesta época do ano ao imitar as musas sambando nos ensaios técnicos. A brincadeira rendeu o convite para curtir os desfiles no King. E claro que, quanto perguntados sobre as expectativas para a noite, a resposta deles não poderia ser diferente:

“Eu estou muito ansioso para observar de pertinho as rainhas e as musas, até porque eu recrio elas. Ver os detalhes, os movimentos, ter essa troca pessoalmente é diferente”, contou Felipe.

“A gente já interage com elas na internet, mas quero ver ao vivo. Será que alguém vai reconhecer a gente? Estamos criando expectativas”, confessou Daniel.

O reconhecimento, aliás, já começou dentro do próprio camarote, mas vindo de admiradores.

“Encontrar seguidores aqui e receber esse carinho pessoalmente dá um gás. Mostra que estamos no caminho certo, sempre com respeito. A gente nunca recria uma musa para ridicularizar, é humor com admiração”, frisou  Felipe.

Daniel explicou que a proposta dos vídeos é imaginar como seriam se eles estivessem no lugar delas: “Elas treinam o ano inteiro. A gente tenta, mas é uma sátira com carinho”.

Sustentabilidade e acessibilidade do camarote impressiona os influenciadores

Além da experiência de assistir aos desfiles com conforto, o casal também se surpreendeu com a a proposta sustentável e inclusiva do camarote. Segundo Felipe, as iniciativas já são divulgadas antes mesmo do evento, mas vê-las funcionando na prática fez diferença.

“O King é um dos maiores camarotes da Sapucaí, com três andares, e você vê acessibilidade em todos eles, como para circular, pegar comida, assistir ao espetáculo. É algo realmente aplicado”, observou.

Daniel destacou que a estrutura garante que pessoas com mobilidade reduzida possam aproveitar a festa como qualquer outro folião.

“A gente viu que funciona de verdade. Eles dão esse suporte para que todo mundo curta o carnaval da mesma forma”.

André Rodrigues se desliga da Portela

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Após o desfile do Carnaval 2026, o carnavalesco André Rodrigues anunciou seu desligamento da Portela em suas redes sociais.

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André Rodrigues. Foto: Reprodução/INTERNET

Veja o comunicado na íntegra:

Hoje eu, sozinho, decidi me desligar da Portela.

Assim como ontem, sozinho, eu me responsabilizei por tanta coisa. Não sou um artista perfeito, mas tenho um compromisso inabalável com a melhor entrega de tudo o que faço. Isso, por diversas vezes, coloca sobre as minhas costas responsabilidades além da minha função. Eu não deveria ser a única pessoa na armação que sabia destravar um carro alegórico para garantir que a Velha Guarda desfilasse, mas eu era e fiz.

Além do carro, o dia de ontem mostrou como tenho junto a mim equipes (incluindo voluntárias) que acreditam em mim e no projeto. Mesmo exaustos, diante de tanto caos, se dedicaram em uma única tarde a fazer e refazer seus trabalhos para garantir dignidade ao desfile.

No final das contas, eu, praticamente sozinho, nesses anos lidei e lido com a responsabilidade de tudo, e também com ataques contra mim, agora em postagens sobre minha filha, um bebê de quatro meses. Honestamente, o ódio de internet não me assusta, mas ajuda a repensar prioridades. Quatro meses, tempo em que eu queria ter estado muito mais presente e não estive para garantir que esse carnaval chegasse na avenida de maneira digna.

Amei e amo profundamente a Portela real, sua história e suas pessoas, que me acolheram e me fizeram sentir parte de uma escola de samba.

Agradeço a todos da escola que entenderam a minha dedicação e o meu esforço, principalmente ao meu amigo Junior Escafura que fez do impossível um caminho seguro para se tentar. Deixo o meu carinho especial para a Velha Guarda, com quem eu aprendi tanto e por quem eu lutaria até o fim.

Obrigado, muito obrigado.

Unidos da Tijuca 2026: imagens das alegorias na área de concentração para o Carnaval 2026

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Mocidade 2026: imagens das alegorias na área de concentração para o Carnaval 2026

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