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X-9 Paulistana comemora seus 50 anos em desfile no sambódromo do Anhembi

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A X-9 Paulistana foi a penúltima agremiação a desfilar no Grupo de Acesso I, com o céu já quase amanhecendo. O enredo foi “Clareou, um novo dia sempre vai raiar”. Os integrantes da escola da Zona Norte chegaram ao final da avenida com a sensação de que cumpriram aquilo que tinha sido planejado pela escola que completou 50 anos em 2025.

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Pedro Vinicius, coreografo da comissão de frente

“Eu fiquei bem feliz com o resultado, depois de tanto empenho, de tanto ensaio. Muito feliz com a garra que a galera passou, do início ao fim. Eu acho que a gente conseguiu atingir o nosso objetivo hoje. Eu, particularmente, tenho algumas partes que eu gosto muito em questão de desenho e movimentação. Eu acredito que, para quem está assistindo, principalmente de cima, acaba dando um efeito legal. Tem alguns momentos que a coreografia tem esses desenhos que foi pensada para dar um pouco esse destaque mesmo no decorrer da coreografia. A inspiração no geral veio da música que inspirou o samba, então a gente ficou estudando tanto a música que inspirou o samba, quanto o samba, para tentar casar essas ideias, e que isso está, de alguma forma, representado na comissão também. A gente fica sempre preocupado com o figurino, por mais que a gente ensaie tudo é aquilo, é tudo no ao vivo. Então sempre fica essa tensão. A gente sabe que vai dar tudo certo. Mas sei lá, a gente sempre fica com essa preocupação na cabeça. Dever cumprido de ter entregue aquilo que a gente se dedicou tanto durante esse tempo.”

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Julia Mary, Porta-bandeira da X-9

“Foi muito tranquilo, graças a Deus. A gente fez aí um trabalho de sete meses. De muito ensaio intenso, empenho, dedicação, pra chegar exatamente nesse dia. Que é um dia tão esperado por todos e graças a Deus a gente conseguiu prospectar aí na pista todo o trabalho que a gente veio fazendo ao longo desses sete meses com muita maestria. A gente saiu da nossa zona de conforto totalmente de dança. A gente trouxe uma dança mais fluida, muito mais movimentada. Acho que é normal ficar um pouco ansioso pelo momento mas graças a Deus não teve nada muito exacerbante que preocupou a gente ao longo do curso. A sensação é de dever cumprido. Tudo que a gente realmente ensaiou para trazer para cá, a gente conseguiu trazer. E a gente está muito feliz com o nosso trabalho, porque de fato é um trabalho com muito empenho e muita dedicação. Então, acho que o saldo no final de todo o nosso empenho é positivo.”

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Mestre-sala Igor Sena

“A gente conseguiu fazer tudo que a gente vem ensaiando durante esses 9 meses. Conseguimos executar com bastante precisão, com coerência e com peso. Então acho que a gente sai bem feliz, satisfeito com o que a gente apresentou aí pro jurado, se Deus quiser vai dar tudo certo. Acho que a parte que eu mais gosto é realmente a apresentação com o jornal. É uma coreografia mais arrojada, bem dinâmica, bastante para frente. Eu gosto bastante dessa coreografia. A escola deixou a gente bem confortável, questão de fantasia, não tem nenhum problema. Foi bem tranquilo nessa parte. Agora é aquele nervosismo até terça-feira pra saber o que vai dar, não só em relação ao meu quesito, mas à escola toda. Esperamos trazer a nota ao máximo e subir ao grupo especial.”

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Amauri Santos, carnavalesco

“Nós trabalhamos bastante para colocar a escola da Avenida, sabemos que não é fácil o Grupo Acesso, mas acho que foi satisfatório. A gente sabe que teve alguns problemas, mas a gente supera isso aí, a medida que deu certo no final. O nosso abre-alas veio grandioso, a nossa comissão diferente também… É uma sensação boa estar fazendo parte de uma escola de 50 anos. Eu acho que nunca fui tão bem tratado numa escola como essa, com todo esse respeito pelo profissional.”

Helber Medeiros, intérprete

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“A X9 Paulistana fez o que tinha que fazer, fez o que a gente estava fazendo nos ensaios. A gente não consegue ter a visão do carro de som, mas o que a gente viu foi uma escola muito bonita, foi uma escola que veio guerreira, que está a fim de bater aquele recorde, subindo do grupo 2 para o grupo 1, e agora tentando subir para o especial. A X9 é a bi campeã do carnaval. E merece esse propósito. Então, eu acredito que foi tudo certo. Foi uma energia muito boa. A escola veio perfeita. A gente veio leve, veio super tranquilo, não vi nenhuma dificuldade. Não sei, mas tomara que não teve mesmo, mas durante o desfile nosso coração veio com um clima muito gostoso.”

Royce do Cavaco, intérprete

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“A escola ficou animada, cantando, evoluindo bem, harmoniosa. Agora, no final do desfile e lá no começo, eu espero que tenha corrido tudo bem, pelo menos nada que pareceu assim fora do normal. Acho que a escola veio tecnicamente perfeita. Hoje em dia, você tem que desfilar dentro do regulamento. Então eu acredito que a gente conseguiu o objetivo. O samba está na boca do pessoal da escola, está na boca do componente, todo mundo cantando com afinco. O carro de som, a gente ensaiou bastante para cantar o samba com todas as divisões certinhas. E o samba é gostoso de cantar, bonito, pra cima… Foi tudo de acordo com o último ensaio técnico. Andamento, a divisão do samba. A parada que jogou pro povo da escola. Aconteceu normalmente. O retorno, a retomada foi boa. Eu acho que a X9 vai surpreender.”

Daniel Collete, intérprete

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“O samba rolou muito bem. Graças a Deus foi um acerto muito grande. A escola cantou muito samba. O carro de som, graças a Deus, também com o mestre Royce aqui com a gente. A coisa só agregou e eu acho que vamos ter um bom resultado. Tomara que a gente volte sábado. Acho que tudo fluiu normalmente do jeito que eles queriam, do jeito que eles elaboraram. É óbvio, natural que sempre tem uma coisa e outra, né? É impossível chegar 100%, mas o que foi determinado foi feito.”

Mestre Kel, mestre bateria da Pulsação Nota 1000

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“Pô, tô até sem voz, foi sensacional, foi melhor do que a gente imaginava. A gente ensaiou pra ser bom, mas foi melhor do que bom. Tanto questão de ritmo, bossa, o clima, ver o pessoal da bateria todo mundo feliz, desfilando feliz, tirando onda, isso aí pra mim foi o que mais valeu a pena. E a gente chegou aqui na faixa amarela, na segunda faixa, aqui na dispersão com sensação de dever cumprido de saber que a gente executou tudo que a gente ensaiou. O trabalho começou em abril e a gente conseguiu fazer tudo da melhor forma, ajudar a escola e graças a Deus deu tudo certo, agora é esperar terça-feira.”

Reginaldo Tadeu, Mestre Adamastor, presidente

“A gente sabe que sempre tem uma pitadinha a mais que a gente poderia dar, porque a gente é muito exigente. Mas o desfile foi lindo, a gente está muito feliz, principalmente de ver o xisnoveano feliz. Esse é o grande presente que a gente teve nesse grande carnaval.”

Rainha Bianca Monteiro se prepara para o Carnaval 2025 enquanto inspira a nova geração portelense

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Foto: Wando Silva / agencia brazil news

Em seu primeiro à frente da bateria, a Portela é campeã. Bianca Monteiro começou sua trajetória de rainha em 2017 e hoje se mantém entre as mais longevas rainhas em atividade. Bianca cresceu na quadra da Portela, foi passista, se tornou rainha, está estudando Serviço Social e se tornou inspiração para a nova geração de meninas da Portela, não só das passistas.

Em 2025, a Águia de Oswaldo Cruz e Madureira levará para a Avenida o enredo “Cantar será buscar um caminho que vai dar no Sol” em homenagem ao grande artista Milton Nascimento, de desenvolvimento dos carnavalescos Antônio Gonzaga e André Rodrigues. Para Bianca cada enredo é uma chanca para se reinventar e enfrentar novos desafios.

“É meu oitavo ano e cada ano é um aprendizado diferente. Trazer Milton Nascimento é algo enriquecedor para a nossa escola, fazer a primeira homenagem para alguém em vida para Milton, que é um dos maiores artistas, é sempre uma experiência nova. Eu estudo, tento me reinventar, não é fácil porque cada ano é um obstáculo, são coisas diferentes. A demanda vem aumentando cada vez mais, até para você oferecer para as pessoas algo diferente. Eu faço de tudo para trazer algo de novo todo ano.”, contou Bianca.

Nesses oitos de reinado, a vida da Bianca mudou. Ela se profissionalizou cada vez mais como Rainha, busca agregar outros conhecimentos ao exercício da sua arte e pretende continuar atuando ativamente na Portela, mesmo após uma passagem de cargo.

“A minha vida mudou muito. Mudou tudo, na verdade. Isso aqui é minha vida, meu trabalho, meu ofício. Eu trabalho na arte, eu vivo da arte e sou o que sou por conta da arte. Quando você consegue ser reconhecido dentro da sua escola, dentro do seu ofício de trabalho, naquilo que você faz, só cresce cada vez mais. Você não consegue construir uma carreira e uma vida dentro do carnaval sendo uma rainha de um ano. Nós precisamos de Evelyn Bastos e de Raíssa [de Oliveira], que ficou 20 anos na Beija-Flor. Nós precisamos estar nesse lugar por um tempo até se aposentar e passar o cargo para outra pessoa. Isso constrói. Nós estudamos, fazemos faculdade, acabamos entrelaçando outras carreiras. Eu faço Serviço Social ligado ao Carnaval porque eu quero continuar trabalhando com o Carnaval, com as pessoas e com essa comunidade maravilhosa que é a Portela.”, explicou a rainha.

No quesito reinvenção e polêmica, Bianca Monteiro deixará sua marca novamente em 2025. Em 2024, a portelense entrou na Sapucaí representando a orixá Oxum com o corpo todo pintado de preto e adornos em dourado. A fantasia surpreendeu tanto positivamente quanto negativamente, dividindo opiniões na internet. Seu desempenho lhe rendeu o prêmio Estrela do Carnaval de Melhor Rainha de Bateria, do CARNAVALESCO. Sobre a próxima caracterização, Bianca não quis entrar em detalhes, mas acredita que pode ter um efeito parecido.

“Não posso adiantar nada da fantasia. Essa fantasia, eu acho que pode criar bastante polêmica. Não tanto quanto a do ano passado, mas pode criar uma polêmica na internet. Esse ano que passou foi muito bom, mas tiveram várias pessoas que me amaram e várias outras que me odiaram. E esse ano vai ser uma coisa bem parecida.”, declarou.

Guerreira, Diva, Povão

Os portelenses veem o quanto Bianca Monteiro é uma rainha presente na quadra. Nascida e criada na Portela, ela se inspirou em passistas mais antigas e fica feliz em ser um exemplo a ser seguido pelas meninas da comunidade.

“É a minha vida. Eu sou nascida e criada na comunidade. É muito engraçado porque eu vi muitas delas pequeninhas, bebês, pegava no colo, e hoje já estão mocinhas, sambando, formando opiniões. Ver esse crescimento e ajudar, assim como muitas pessoas ajudaram no meu crescimento para que eu pudesse estar aqui hoje, é sempre muito emocionante. É emocionante poder saber que elas olham para a Bianca, elas se veem e acreditam que podem estar nesse lugar também.”, disse a portelense.

Para a ritmista Rafaela Vitória, de 21 anos, Bianca é humilde e é “povão”. A auxiliar de loja toca chocalho na Tabajara do Samba e reconhece o poder de sua rainha.

“Ela é uma mulher negra empoderada, povão, comunidade. Ela sempre representou as meninas da comunidade. E acho isso muito bonito, porque, mesmo ela tendo um cargo alto, ela não deixa de ser uma pessoa humilde, de onde ela veio.”, afirmou Rafaela.

Bianca começou cedo como passista, aos 13 anos, na Portela e sua trajetória é um exemplo para as jovens portelenses que ocupam esse espaço hoje. Evelyn Cristine, Mabi Lobo e Maria Luiza, todas de 18 anos, têm em sua rainha um exemplo. Evelyn, que desfila há 2 anos na azul e branco, declarou: “Ela é um exemplo de mulher, de rainha. Exemplo mesmo de uma guerreira.”

Mabi Lobo comentou a presença da rainha tanto nos eventos da escola quanto nas ações socioculturais.

“Eu a tenho como uma das minhas principais referências além da tia Nilce [Fran] porque eu a vejo como uma mulher muito forte, uma rainha muito presente na nossa comunidade. Uma rainha que está presente tanto nos eventos em geral, quanto social e culturalmente. Ela faz o maior esforço como uma pessoa cultural, como com os trabalhos sociais na Portelinha. Por isso, vejo como uma pessoa muito forte, empoderada e uma das minhas principais referências no samba.”

Maria Luiza também exalta o trabalho social de Bianca e sua capacidade de ensinar e inspirar jovens como ela.

“Eu acho uma diva porque ela inspira muitas meninas, como eu. Ela faz projetos que encorajam outras meninas, tanto as que são do Carnaval quanto as que não entendem de Carnaval. Acho que ela passa muito do conhecimento dela para as outras pessoas.”

Dom Bosco de Itaquera encanta Anhembi com enredo repleto de magia

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A Dom Bosco de Itaquera encantou no carnaval de 2025 com o enredo “O Circo Místico das Ilusões”, assinado pelo carnavalesco Fábio Gouveia.

O coreógrafo da comissão de frente, André, destacou o trabalho intenso da equipe para apresentar uma coreografia marcante.

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“Avalio nosso desempenho de forma muito positiva. Estamos nesse processo desde junho e montamos um grupo novo, cheio de energia. É meu primeiro carnaval na Dom Bosco, e viemos preparados com uma coreografia belíssima e figurinos incríveis, desenvolvidos pelo João Elson. Além disso, a maquiagem impecável do Everton deu o toque final. Acredito que tudo tenha saído conforme o planejado, e estou muito feliz com o resultado”, disse.

O carnavalesco Fábio Gouveia celebrou a oportunidade de imprimir uma nova identidade artística na escola.

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“Quando fui convidado para fazer esse carnaval, ouvi que a Dom Bosco buscava renovação, uma assinatura artística própria. Algumas pessoas veem isso como um desafio, mas hoje eu uso essa missão como uma grande resposta. Meu objetivo era transformar essa vontade da escola em um desfile impactante, e acredito que conseguimos. Foi um trabalho árduo, mas a entrega da comunidade foi essencial para esse resultado”, afirmou.

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À frente da bateria, o mestre Bola exaltou o empenho da equipe e comemorou a performance.

“Sinto um enorme dever cumprido. Foi uma preparação intensa, com ensaios técnicos e muitas reuniões para ajustar cada detalhe. Sou sempre muito crítico com o meu trabalho, sempre quero mais, mas hoje posso dizer que estou satisfeito com a nossa bateria. O ritmo veio forte e bem executado”, analisou.

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O casal de mestre-sala e porta-bandeira também deixou a avenida com a sensação de missão cumprida.

“Ensaiamos muito para esse momento. Não só nós, mas todos os casais que passaram por essa pista nesses dias se dedicaram intensamente. O cansaço existe, mas a satisfação de ter entregado um grande trabalho compensa qualquer esforço”, declarou o mestre-sala Léo.

Sua parceira, a porta-bandeira Mary, compartilhou do mesmo sentimento.

DomBosco2025 PrimeiroCasal

“Foi uma longa jornada de ensaios e preparação, e hoje saio da avenida extremamente grata. Demos o nosso melhor e conseguimos concretizar tudo aquilo que planejamos. É uma alegria enorme”, afirmou.

O presidente Padre Rosalvino demonstrou emoção no final do desfie ao conversar com o site CARNAVALESCO.

“Sinto uma emoção imensa. Dom Bosco sempre nos ensinou que a alegria deve reinar nos corações, e nós conseguimos transmitir isso na avenida. O Carnaval é sinônimo de felicidade, e ver nossa comunidade realizada depois desse desfile é a maior prova de que cumprimos nossa missão”, destacou o presidente Padre Rosalvino.

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Com uma apresentação lúdica e carregada de magia, a Dom Bosco de Itaquera mostrou sua força e vontade de evolução no cenário do carnaval paulistano.

Buscando retornar ao Grupo Especial, Tom Maior faz grande desfile com emoção no final

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A Tom Maior reeditou o samba-enredo de 2009: “Uma nova Angola se abre para o mundo! Em nome da paz, Martinho da Vila canta a liberdade!”. A vermelho e amarelo fez uma apresentação contagiante no Anhembi. Os segmentos da escola acompanharam com muita emoção a chegada da escola na dispersão.

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Yascara Manzini

“É extenuante, porque é uma roupa linda e é uma coreografia muito forte, muito pesada. É de fato uma coreografia com elementos africanos e afro-brasileiros. Acho que foi muito bom. A gente fez em 40 minutos, bastante tempo de pista dançando uma coreografia tão forte e eu espero que o público tenha gostado. O momento em que aparece a bandeira de Angola, o próprio Ganga, eu acho que todos os elementos da comissão foram muito bem pensados. Para pensar essa nova Angola, essa reconstrução, esse lugar de uma criança que morre na guerra e que se encontra em outro lugar para ver a sua nação reconstruída. A comissão de frente que passou em 2009, foi o start para essa comissão de hoje, porque era uma comissão muito doída. Quando tinha aquele momento em que eles abriam um pano e tinha uma criança que a gente pressupunha que ela tinha morrido. Eu sempre fiquei pensando numa criança dentro da guerra com tanta morte, com estupros, sem possibilidade de pensar no futuro”, afirmou Yascara e seguiu.

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“E a história nasce daí, exatamente, dessa criança que morre, que chega numa outra dimensão, um ‘ganga’, um ancestral, que começa a apresentar para essa criança uma angola antes da chegada do homem branco, antes dos problemas que vieram junto com o colonizador. Apresenta os elementos e traz a cura para essa criança, que se desloca no tempo e vê Angola hoje, aquela escultura que tem no Monumento da Paz em Angola, e vê que Angola também está sendo celebrada no Brasil, na Tom Maior. A Tom Maior é uma escola que te dá muita possibilidade de fazer um excelente trabalho. Ela cumpre o que ela quer. Eu sou coreógrafa, mas eu também sou acadêmica, sou pesquisadora de estética africana há mais de 30 anos. Então é uma alegria que pela primeira vez na minha vida eu tive a oportunidade de juntar a minha vida acadêmica com o meu conhecimento como coreógrafa. Então eu saio muito feliz e realizada.”

Mestre Carlão, também presidente

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“No ano passado nós tivemos um resultado que não esperávamos. A escola entrou cotada para ficar entre as primeiras e tivemos problemas sérios de evolução. Esse ano foi um trabalho árduo em um grupo diferente e fizemos o máximo possível. Podem ver a nossa plástica: um carnaval grande para o grupo. Acredito que nós tenhamos feito o que o público estava aqui esperando, que é um grande espetáculo, um samba bom, e uma escola muito emocionante. Me sinto honrado. Honrado por Deus, honrado pelos Orixás, honrado por tudo. Nós conseguimos fazer um carnaval de acordo e estou feliz. É bom demais (novamente comandar a bateria com o samba sobre Angola) porque o samba é bom, a bateria trabalhou bastante e fizemos um grande conjunto de samba e bateria.”

Érica Ferreira, diretora de carnaval e de harmonia

“Não foi só por nós estarmos reeditando o enredo de 2009, mas foi realmente um processo de reconstrução, de renascimento da escola, de autoestima, de união, de realmente trabalharmos juntos. É que tem clichê, mas aquela coisa de ninguém largar a mão de ninguém. Durante o processo nós viemos tranquilos. Quando foi para sair e tirar o Abre-alas, deu uma empacada aqui na dispersão e não conseguíamos desacoplar o carro.”

Gilsinho, intérprete

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“Achei sensacional. A arquibancada veio junto com a gente, cantou junto. Achei que a escola se comportou muito bem, cantando bem, evoluindo bem. Mas é esperar o resultado pra ver como é que foi. O samba é todo muito bom. Samba muito bem construído, samba alegre, pra cima. Eu gosto do samba inteiro. Pra gente funcionou tudo muito bem. A sensação é de que a gente vai subir, se Deus quiser.”

Mestre-sala

“A gente caiu (ano passado), que eu acredito que seja de forma injustamente. Esse desfile é pra mostrar do que a gente é capaz, que a gente é grande, que a gente pode voltar. E a nossa dança foi como nossa escola: grandona. Tudo muito bem executado, muito bem ensaiado. Graças à diretora Érica, que botou a escola ensaiado desde muito tempo atrás, ninguém entendia o porquê, mas todo mundo viu aí o resultado. É isso. A sensação é de dever cumprido. Eu acho que a Tom Maior fez a lição de casa bem feitinha. A gente ensaiou muito, muito, muito. Enquanto tinha escola em setembro começando a ensaiar, a gente já estava fazendo ensaio de rua.”

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Porta-bandeira

“A gente trabalhou bastante desde abril e tudo que a gente ensaiou e propôs a gente executou. Foi maravilhoso, maravilhoso. Eu gosto muito do nosso desenho coreográfico. Tirando a nossa emoção, que a gente se emociona bastante, deu tudo certo. Olha, a sensação de, independente da nota, que eu acredito que vai vir, é de dever cumprido mesmo. Tudo que a gente propôs, a gente fez. Então, assim, foi um trabalho bem executado.”

Coreógrafos do Tuiuti comentam sobre a comissão de frente esperada: ‘potente, significativa e necessária’

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Edifranc Alves e Claudia Mota são coreógrafos da Comissão de Frente do Paraíso do Tuiuti Foto: Carnavalesco

A Paraíso do Tuiuti abordará a história de Xica Manicongo, considerada a primeira travesti escravizada do Brasil. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, a renomada dupla de coreógrafos, Claudia Mota e Edifranc Alves, falou sobre a equipe da comissão de frente e a importância de sua representatividade na abertura do desfile do Tuiuti.

Claudia enfatizou a relevância da colaboração entre os coreógrafos e o carnavalesco Jack Vasconcelos.

“Nossa parceria com o Jack é 100%. Somos um trio muito unido e conectado. O Jack é uma pessoa extremamente sensível, e valorizamos essa sensibilidade, especialmente em um enredo tão significativo, potente e necessário como este. Ele possui essa característica de forma muito intensa, e nossa convivência é sempre harmoniosa. O Jack é generoso e compreende as necessidades do coreógrafo, da equipe e do elenco. Ele entende o que precisamos para evoluir na produção da Comissão. Fazer uma coreografia envolve diversos aspectos, e este enredo destaca, principalmente, a relação com as pessoas. Notamos que todo o barracão está empenhado, desde a presidência até a portaria, em fazer deste desfile um momento histórico, e isso tem sido possível, graças a Deus”, declarou Claudia Mota.

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Comissão de Frente do Paraíso do Tuiuti Foto: Carnavalesco

O coreógrafo Edifranc também abordou a importância da iluminação cênica, que a cada ano se torna uma inovação no sambódromo e um aspecto crucial para as Escolas de Samba.

“A iluminação do sambódromo é um recurso maravilhoso que possibilita às escolas crescerem artisticamente e cenicamente diante dos jurados. Estamos utilizando ao máximo esse recurso para compor nosso trabalho, e o resultado será extraordinário. Vocês ficarão surpresos!” afirmou Edifranc Alves.

Atualmente, os tripés se tornaram elementos fundamentais nas comissões de frente, muitas vezes possuindo a largura de um carro alegórico. Edifranc comentou sobre a relevância desse componente na comissão.

“Hoje em dia, os tripés são um elemento essencial, um componente indispensável nas comissões de frente. É difícil imaginar uma comissão sem eles. Portanto, sua importância é imensa!” ressaltou Edifranc.

Todo ano, os foliões ficam ansiosos para descobrir o que esperar da comissão de frente, especialmente da Tuiuti, que nos últimos carnavais tem mostrado uma aula de emoção na Sapucaí.

“Esse enredo é magnífico, já nasceu grandioso, importante e potente. Temos um elenco excepcional, que inclui bailarinas trans e bailarinos cis, todos incríveis. Estamos explorando ao máximo os elementos que eles podem nos oferecer e esperamos entregar um trabalho de grande excelência e emoção. Vocês vão se surpreender”, concluiu Claudia Mota.

Pixulé: A Voz da Tuiuti que Encanta e Faz História no Carnaval

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Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Pixulé é um renomado intérprete de samba-enredo brasileiro. Com uma carreira que se estende por mais de três décadas, ele iniciou sua trajetória no mundo do samba como integrante da bateria da Leão de Nova Iguaçu. Ao longo dos anos, passou por diversas agremiações, destacando-se como intérprete principal em escolas como a Inocentes de Belford Roxo, Alegria da Zona Sul, Império da Tijuca e Império Serrano. Em março de 2023, foi anunciado como o novo intérprete do Paraíso do Tuiuti para o Carnaval de 2024, permanecendo na escola para o Carnaval de 2025, onde irá cantar o samba-enredo sobre Xica Manicongo.

Pixulé concedeu uma entrevista ao CARNAVALESCO, na qual compartilhou suas expectativas para o Carnaval de 2025 no Paraíso do Tuiuti e sua experiência ao interpretar esse samba.

“Representa tudo na minha vida. É um samba maravilhoso, embora seja desafiador de ser cantado, mas sem dúvida, é um dos melhores sambas que já tive a oportunidade de cantar ao longo da minha carreira”, afirmou ele.

Perguntamos a ele sobre a sinergia que estabelece com o mestre Marcão. Sua resposta foi repleta de elogios:

“Perfeita, perfeita! É um sincronismo maravilhoso. Eu e o mestre Marcão nos entendemos apenas com um olhar; não é necessário mais nada.”

Pixulé acredita que, no dia do desfile, o público estará ansioso para vivenciar esse momento na Sapucaí.

“O povo está aguardando por este samba. Já no ensaio técnico, o público estava presente, todos esperando, não apenas pelo Paraíso da Xica Manicombo, mas também pelo samba-enredo que permeia a alma de todos ao longo dos anos!”

Ele ainda compartilhou uma experiência desafiadora que enfrentou: no primeiro ensaio técnico, veio com uma proposta mais andrógina e sofreu um certo preconceito.

“Algumas pessoas, inclusive algumas do meio do samba, foram preconceituosas comigo. Foi um momento delicado e complicado!”

Quando questionado sobre a repercussão da avaliação da equipe de carro de som no quesito harmonia, ele destacou a grande responsabilidade que isso traz.

“É uma responsabilidade imensa. É um momento em que não podemos errar. Precisamos atuar de forma coesa na avenida. A carga recai sobre o cantor! Temos uma equipe, um carro de som que trabalha conosco, e sem ele, o cantor não se sustenta. Como dizia minha falecida mãe, a gente vive pra isso. Essa responsabilidade se amplifica ainda mais com essa avaliação de harmonia. Vamos ver o que acontece.”

Elenco da Unidos de Vila Maria celebra desfile grandioso

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A Unidos de Vila Maria realizou seu desfile no Sambódromo do Anhembi com o enredo “O Planeta Terra pede socorro. É tempo de renovar e preservar!”, assinado pelo carnavalesco Eduardo Caetano. A escola mostrou uma comunidade unida e empenhada em conquistar a sonhada volta ao Grupo Especial.

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O diretor de carnaval Queijo celebrou o envolvimento de todos no projeto.

“Nós estamos muito felizes, os diretores se envolveram, os chefes de ala, a comunidade toda se dedicou. Quando a escola acredita no projeto, o resultado aparece. Estamos muito contentes e esperamos que terça-feira possamos sair daqui ainda mais felizes com essa volta para o lugar de onde nunca deveríamos ter saído”, afirmou.

A comissão de frente, comandada pela coreógrafa Taiana, entregou um espetáculo emocionante.

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“Esse ciclo foi maravilhoso, intenso. Sabemos que, ao assumir uma comissão de frente, abrimos mão de muitas coisas da vida pessoal para nos comprometermos ao trabalho. Foram de oito a dez meses de ensaio para cumprir uma proposta desafiadora. Trouxe dois elencos, um cênico e um coreográfico, e foi um processo muito prazeroso. Hoje, minha estrela maior, meu Jorginho, brilhou no céu e esteve comigo nesse momento. Ele sempre dizia: ‘Mamãe, já deu certo’. E foi por ele que segui. Poderia ter parado, mas escolhi continuar porque ele amava o carnaval e queria me ver feliz criando e coreografando. Esses 19 artistas abriram mão de suas vidas por meses, e sou imensamente grata a cada um deles. Eles merecem todo prestígio, sou apenas a condutora”, declarou emocionada.

No carro de som, o intérprete Clayton exaltou a entrega dos cantores e da comunidade.

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“É um sentimento de felicidade estar de volta a essa escola maravilhosa, agora como intérprete oficial. O que posso dizer sobre hoje é que nosso carro de som veio perfeito, superou as minhas expectativas. No início do ciclo 2025, confesso que estava meio triste, mas hoje eles mostraram firmeza e arrebentaram. Fora o canto da comunidade, que veio muito forte. Como disse desde o começo: não era para cantar, era para gritar o samba, e eles atenderam”, celebrou.

“É uma sensação de êxtase, uma explosão de alegria. Valeu a pena cada esforço. Lutamos muito pela nossa escola, vivemos intensamente essa jornada, e hoje demos mais um grande passo rumo ao nosso objetivo”, destacou o presidente Adilson.

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O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Kawe e Nathalia, também compartilhou a emoção da apresentação.

“O trabalho não foi fácil. Todos sabem que, ao assumir o primeiro casal oficial, a atenção da diretoria e da comunidade se volta para nós. Chegamos agora à Vila Maria, que vinha de um histórico de notas baixas no quesito. Então, a cobrança foi grande para que entregássemos um desempenho impecável e conquistássemos a nota 40, que a escola precisa para subir. Trabalhamos intensamente e conseguimos realizar o que planejamos”, afirmou Nathalia.

Kawe complementou: “Estamos satisfeitos. Vamos esperar que nosso trabalho tenha sido bem avaliado pelos jurados. São cinco anos de dedicação, enfrentamos falhas de figurino, desconfiança, mas sempre entregamos o nosso melhor. Hoje, tivemos um desempenho excelente e espero que isso se reflita na avaliação”.

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O mestre de bateria Moleza destacou o compromisso dos ritmistas em buscar a excelência. “Você vê pelo sorriso dos músicos que tudo saiu conforme ensaiamos. Eles se comprometeram e cumpriram sua missão. Repetimos as bossas, fizemos nossas apresentações para os jurados dentro dos critérios exigidos. No Grupo de Acesso 2, os jurados comentaram que não ouviram algumas cuícas, então trabalhamos para corrigir isso. Também ajustamos a dinâmica dos repiques. Pegamos esses apontamentos como aprendizado e trabalhamos até o último momento para garantir um desfile impecável, com o regulamento embaixo do braço e buscando as notas que nossa escola merece”, explicou.

Com um desfile consistente e técnico, a Unidos de Vila Maria reforçou sua determinação em retornar ao Grupo Especial.

Independente Tricolor aposta em desfile técnico para tentar retornar ao Grupo Especial

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Terceira escola a desfilar na noite do Grupo de Acesso I do carnaval de São Paulo, a Independente Tricolor fez um desfile correto para tentar retornar à elite do samba paulista. O enredo foi “Gritos de Resistência”. Ao final da passagem da tricolor, seus segmentos da se mostraram satisfeitos com o resultado final.

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Jeff Antony, mestre-sala da Independente

“Nossa passagem foi super tranquila. Conseguimos cumprir com tudo aquilo que nós ensaiamos aqui durante todos esses meses. E a gente sai com um dever de missão cumprida. Eu acho que foi muito bom, tanto para mim quanto para a Thaís. A gente conseguiu cravar todos os jurados e o andamento também foi bem tranquilo. A parte de um minueto, que a gente forma um X, eu acho um momento bem legal da coreografia, porque a gente mostra bem a nossa interação”, afirmou o mestre-sala. E continuou.

“Durante o desfile, com o calor excessivo que está fazendo, a gente fica bem preocupado, porque a fantasia é uma fantasia bem fechada. Mas com os treinos, com o nosso condicionamento em dia, a gente consegue superar. É uma sensação de dever cumprido, porque só a gente sabe o que a gente passa aqui. Quantas madrugadas ensaiando, se dedicando e quando a gente sai da avenida com esse sentimento é um sentimento maravilhoso que a gente sabe que a gente se dedicou e todo aquele sacrifício que a gente colocou em cada ensaio valeu a pena.”

Thais Paraguassu, porta-bandeira da Independente

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“Uma noite bem quente, além da nossa roupa também ser quente. Mas a gente tem um truque, a gente molha aqui dentro da roupa, então tá tudo certo. Graças a Deus não teve vento, então a gente conseguiu fazer a apresentação dos quatro jurados com perfeição, exatamente como a gente tinha ensaiado. A gente sai muito feliz que conseguimos passar tranquilamente a avenida. A parte da coreografia que eu mais gosto é o que a gente chama de X, que é logo quando a gente abre o pavilhão e a gente faz um minueto, em que cada um vai para um lado. É a parte que eu mais gosto e deu tudo certo. Sensação de dever cumprido por ter feito um trabalho maravilhoso, tanto nos ensaios e principalmente no desfile.”

Chitão Martins, intérprete da Independente

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“Acho que a escola veio bonita. Independente é uma escola muito técnica na pista. Ali no recuo, passou todo mundo cantando, todo mundo evoluindo bem, a arquibancada respondeu ao nosso samba, acho que isso é bem legal. Agora é aguardar o resultado terça-feira, estou com a expectativa muito boa e confiante pra gente voltar no sábado das campeãs. A gente conseguiu até acrescentar coisas que não estávamos ensaiando. A gente fez um ensaio de estúdio na semana passada, em que fizemos uma brincadeira no refrão do meio de pergunta e resposta e funcionou legal. Acho que a ala veio bem, veio cantando forte, veio com alegria, contagiando… A gente está forte e confiante no resultado.”

Edgar Júnior, Coreografo da comissão de frente da Independente

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“É uma sensação maluca de passar essa faixa amarela final com a sensação de dever cumprido. Um time maravilhoso, uma estrutura maravilhosa da escola também, então graças a Deus, deu tudo certo. A cena do parto, da lei do ventre livre, que a gente trouxe para a avenida, do nascimento do primeiro negro livre… Levantou o público, levantou a galera, então eu acho que foi um momento alto do desfile. Nossa concentração foi de forma tranquila, maravilhosa, e durante o desfile também, passando com muita garra, muita energia, força e muita concentração, graças a Deus. A sensação é de gratidão, e de expectativa, de ano que vem, estar no ano especial, esse é o sentimento.”

Mestre Cassiano, da Independente

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“Quando passa a última linha amarela aqui, é a sensação de dever cumprido. A gente está vendo na pista tudo que aconteceu, tudo que rola dentro da bateria e vendo a empolgação da rapaziada. O ano inteiro ensaiando, se dedicando bastante para chegar aqui, fazer o melhor sorrir da risada e contagiar o povo. Eu acho que a gente fez o nosso melhor, com certeza. E se Deus quiser, vem a nota, a escola volta ao grupo especial e vamos por tudo. Acho que o refrão do meio foi o nosso destaque. A gente faz uma bossa afro ali, com pausa. Acho que é o ponto alto da bateria. Eu tô há sete anos já como mestre de bateria. Eu acho que é um dos primeiros anos que eu desfilei tão tranquilo assim. Acho que foi tudo certo.”

Zamboni, diretor geral da Independente

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“Foi um desfile técnico, alegre. A escola veio muito bem na Avenida. É uma forte candidata ao título do Carnaval 2025. Coesa, com os departamentos todos funcionando. Graças a Deus, um desfile perfeito. Na minha ótica, não vi problema algum. Foi um ano difícil, um ano que a gente veio de uma queda. Não é fácil. Você que está no especial é outra estrutura. Mas graças a Deus, a nossa comunidade hoje deu a resposta na Avenida. Era o que a gente esperava. A escola veio tecnicamente perfeita. Eu sou uma pessoa que observo muito ala por ala, carro por carro, e não vi problema algum.”

Diretor de carnaval da Mocidade promete desfile emocionante, futurista e reflexivo

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‘É uma Mocidade com cara de Mocidade’, diz diretor de carnaval sobre desfile de 2025

O CARNAVALESCO conversou com o diretor de carnaval da Mocidade Mauro Amorim  sobre a sensação de voltar à escola onde começou sua carreira, a parceria com os carnavalescos Márcia e Renato Lage, o enigmático enredo e a relação com a comunidade da escola. O resultado, você confere abaixo.

Você foi diretor de carnaval pela Viradouro, Imperatriz e agora, em 2025, retorna à Mocidade, que foi a escola onde você começou, como integrante da equipe de harmonia. O que representa estar na sua escola do coração?

“Cara, eu sou um felizardo no carnaval por ter trabalhado nessas duas grandes empresas (Viradouro e Imperatriz), não são só escolas. Eu aprendi ali a estrutura de Carnaval, gestão de pessoas, gestão de Carnaval. Eu aprendi tudo ali. Hoje, eu consigo, na Mocidade, voltando para casa, depois de 10 anos muito distante, matar saudade de casa.”

A pressão é maior, tem um sentimento diferente?

“É complicado, mas é muito bom chegar no bairro em que você nasceu, que você cresceu. Meu pai, que não é ligado a Carnaval, hoje ligou para mim e falou: ‘O pessoal aqui da rua tá todo mandando um abraço para você. Eles querem saber quando você vai aparecer’, porque eu já não consigo aparecer lá na correria de Carnaval. É diferente porque tem esse contato muito próximo com a tua vida de infância, tem o contato com uma vida inteira.”

Como está sendo o trabalho com a Márcia e o Renato, agora só o Renato?

“O Renato é um ídolo. A primeira vez que eu pisei na quadra da Mocidade, ele foi campeão em 1996. Eu era moleque para caramba. Márcia era uma pessoa fenomenal e uma artista brilhante. Ela tinha uma energia ímpar. É bom demais poder estar perto dos meus ídolos.”

 O que esperar do desfile da Mocidade de 2025, em termos de alegorias e fantasias?

“Hoje eu até usei esse jargão, que parece muito clichezão, mas é uma Mocidade com cara de Mocidade, com uma assinatura visual muito forte do Renato. As pessoas que vão lá ao barracão olham e ficam muito felizes, porque estão vendo ali Renato e Márcia ilustrados no nosso trabalho.”

O enredo fala de futuro, tem uma preocupação socioambiental e menciona a estrela guia, o Cruzeiro do Sul. Explique essa proposta.

“Nosso enredo é um manifesto do bem, onde a gente não está aqui no tom de crítica, a gente está aqui no tom de que o futuro que a gente sempre sonhou chegou. O que que a gente faz de agora em diante? É máquina? Ser humano? É uma grande reflexão. A gente vai mostrar na Avenida grandes pontos de reflexão dessa tecnologia que a gente sempre sonhou, que é contemporâneo, que é o mundo que chegou hoje em dia. O que que a gente faz de agora em diante? Está tudo bem? Não está? A gente quer que o povo do Carnaval e principalmente o mundo veja nosso desfile e reflita um pouquinho. Vai ser emocionante.”

O independente sonha e sempre quer mais. O que você pode prometer para o independente de 2025?

“Um desfile de muita emoção. A escola adota uma postura pela primeira vez de 100% de alas da comunidade. Todas as fantasias são doadas para a comunidade. Vai lá, ensaia com a gente o período todo e olha o tamanho que tá a escola. Nos nossos ensaios, a gente teve que redimensionar muita coisa e replanejar muita coisa por causa do volume de gente frequentando os ensaios. Isso é muito bom. Ter a nossa comunidade forte, unida e acreditando no nosso projeto é maravilhoso. Dá uma estrutura de trabalho, dá uma segurança de trabalho para chegar aqui na avenida, que é muito grande”, finalizou Mauro.

‘Emoção estar aqui pelo Milton e pela Portela’: Portelenses contam expectativa para desfile oficial

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À medida em que os dias se aproximam do desfile oficial, uma enorme expectativa
toma conta do coração portelense. A responsabilidade dupla de ser a última escola
a entrar na Avenida, feito que não ocorre desde 2006, e homenagear Milton
Nascimento, faz com que torcedores e integrantes da comunidade Azul e Branca
vivam uma ansiedade crescente.

Glória Ângela, de 72 anos, conta que a paixão pela Azul e Branca vem de outros
carnavais. Ela desfila desde 1973, mas garante que a emoção deste ano será
diferente, afinal, serão duas paixões num só desfile.

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Glória Ângela, de 72 anos, desfila desde 1973 Foto: Carnavalesco

“Eu adoro o Milton, ele é da minha época. É muito importante falar de Milton
Nascimento, porque ele é um ícone da nossa música popular brasileira e merece
todo o apoio e todas as homenagens, principalmente porque é uma figura ainda viva
na nossa história. É uma responsabilidade enorme tanto para a comunidade da
Portela quanto para a diretoria preparar um carnaval à altura dele e, principalmente,
para encerrar com chave de ouro o Carnaval do Rio de Janeiro”, confiante, disse
Glória.

A paixão pela Majestade do Samba e pelo rei da MPB vem de berço e atravessa
gerações. É o caso do garçom Cristiano Luiz do Nascimento, de 42 anos, que vai
desfilar na agremiação pela segunda vez. O amor pelo Carnaval e por Milton
Nascimento veio da mãe, que não estará presente na Avenida devido a uma cirurgia
no joelho. Para ele, a emoção é ainda maior.

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Cristiano Luiz do Nascimento, de 42 anos, vai
desfilar na agremiação pela segunda vez Foto: Carnavalesco

“A minha família acompanhava ele, e eu aprendi desde cedo a gostar muito. É uma
responsabilidade dupla para nós. Não é só por ele, mas pela Portela. É uma escola
22 vezes campeã, família e que está homenageando um rei da música brasileira. É
uma maravilha. A minha mãe é fã do Milton, portelense e não está aqui por causa
da cirurgia. É uma emoção estar aqui pelo Milton, pela Portela e por ela”, afirmou o
componente.

Para muitos, a homenagem ao artista também será um protesto e uma forma de
reafirmar o protagonismo da música popular brasileira. Isso porque no início do mês,
Milton foi a Los Angeles, nos Estados Unidos, para disputar o Grammy ao lado da
cantora norte-americana Esperanza Spalding, com quem gravou um álbum. Em um
post nas redes sociais, a artista revelou que a produção do evento negou uma
cadeira para que o brasileiro ficasse na área vip da cerimônia.

No Instagram, Esperanza repudiou a ausência do cantor e compartilhou a foto de
um cartaz que fez questão de segurar ao longo da premiação. O protesto foi
replicado pela comissão de frente da Portela durante o ensaio técnico na Marquês
de Sapucaí, no último domingo.

“Então, foi recusado a Milton um lugar nas mesas para a cerimônia deste ano. Isso
não me agradou. Não estou falando de uma vitória no Grammy. Estamos
comemorando a gloriosa vitória de Samara Joy, estou falando de uma cadeira física,
aqui nesta mesa em que estou sentada. Estou brava por essa lenda viva não ter
sido considerada importante o suficiente para sentar entre as pessoas da lista A”,
disse a artista.

Após a recepção, a equipe de Milton decidiu deixar a premiação. O caso
rapidamente viralizou nas redes sociais, e entre a comunidade de Oswaldo Cruz e
Madureira não foi diferente. Para Yuri Segantini, de 32 anos, desfilante pela primeira
vez na Azul e Branca, o sentimento foi de revolta.

“Para a gente, fica uma impressão ruim pelo fato da recepção que ele teve. É bom
para o brasileiro perceber e dar importância ao artista nacional, porque gostam
muito de valorizar artistas de fora do país. É importante valorizar a nossa música
popular brasileira e os artistas da casa, porque, às vezes, lá fora eles não recebem
a devida importância que tanto merecem”, comentou Yuri.

Por outro lado, os portelenses reafirmam o papel do enredo em ressaltar a
importância de Milton Nascimento e a relevância da música popular brasileira, como
comentou o componente Kléber Gonçalves, de 29 anos.

Kleber Goncalves
Kléber Gonçalves

“O desfile da Portela vai fazer jus à importância dele. O portelense sairá em defesa
dele, com certeza. O Milton é um artista que faz muita diferença em nosso país.
Acredito que o que fizeram com ele no Grammy foi uma sacanagem, porque ele é
um grande músico, antigo, e que precisa ser respeitado”, enfatizou.