Atual vice-campeã do Carnaval 2024, a Imperatriz Leopoldinense segue colhendo bons frutos da última folia na Marquês de Sapucaí. Seu samba, um dos mais aclamados por público e crítica durante toda a festa, e interpretado por Pitty de Menezes, alcançou a marca de 1,5 milhão de ouvintes, no somatório das versões acústica e ao vivo do Rio Carnaval, no Spotify.
Foto: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO
Este é mais um recorde quebrado pela Rainha de Ramos, que em abril, na mesma plataforma, já havia alcançado o número 1 da VIRAL Rio de Janeiro BR com sua versão ao vivo, além de acumular bons índices em outras plataformas de música.
Desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, “Com a sorte virada pra lua segundo o testamento da cigana Esmeralda”, marcou o segundo carnaval consecutivo do artista na escola, que já se prepara para o próximo ano na verde, branco, e ouro da Leopoldina.
Em 2025, a Imperatriz levará para a avenida o enredo “ÓMI TÚTU AO OLÚFON – Água fresca para o senhor de Ifón”, contando a história da saga de Oxalá ao reino de Oyó para visitar Xangô, no domingo de Carnaval.
A Flamanguaça definiu o enredo para o Carnaval 2025. A escola está na Série Prata e desfila na Intendente Magalhães. A agremiação levará para Avenida o enredo “Coletivo Gazela Negra – O quilombo contra o racismo”, que será desenvolvido pelo carnavalesco Amarildo de Mello. Veja abaixo o texto da escola sobre o enredo.
“Atitudes de racismo no esporte são recorrentes e cada vez mais agressivas com os atletas negros, levando a urgente necessidade de discussões para o combate dessas ações nocivas a sociedade.
Tendo como discurso central de nosso enredo o combate ao Racismo e enfretamentos as desigualdades promovidas pela diferença de cor de pele nos esportes, floresce a ideia de nosso enredo. Como ponto de partida e para desenvolvimento do mesmo, Érica Lopes, praticante velocista e uma das principais atletas do Flamengo, conhecida pelo codinome “Gazela Negra”, será o fio condutor dessa história e a grande homenageada.
De grande importância, será o “Coletivo Gazela Negra” fundado pelo Flamengo, o qual leva o codinome de Érica Lopes, que objetiva valorizar e trazer a memória atletas negros de variadas modalidades do Flamengo. Negros que fizeram e escreveram sua história através do clube rubro-negro. Mostrando a importância da raça negra, seus feitos, suas vitorias e conquistas no esporte, que tanto nos orgulha e nos traz felicidades.
Nosso desfile será uma ode aos atletas de pele preta e ao mesmo tempo uma exemplificação de lutas, vonquistas e de enfretamento a uma das maiores sequelas sociais de nossos tempos – O PRECONCEITO RACIAL – que persiste em criar processos de desigualdades, alijando e minorizando o povo de pele preta, em seus feitos, suas realizações e conquistas.
Na luta contra o racismo! Nosso quilombo de estrelas reluz e brilhará em nosso desfile… Gazela Negra, Jarbas Flecha Negra, Domingos da Guia, Fio Maravilha, Adílio, Andrade, Diamante Negro, Rebeca Andrade, Lorrane Oliveira, Izaquias Queiroz, Rafaela Silva, Vini Jr…
Basta!!! No Olimpo Rubro-Negro – Contra o Racismo, a luta não vai parar!”
A Unidos de Padre Miguel está em plenos preparativos para sua estreia no Grupo Especial do Carnaval de 2025, e o casal que atingiu a nota máxima em 2024, Vinicius e Jéssica, desfilam pela 12ª vez consecutiva à frente da condução do pavilhão da UPM. O primeiro casal do Boi Vermelho de Padre Miguel, em conversa com o site CARNAVALESCO, destacou a importância de finalmente conquistar o tão sonhado lugar no Grupo Especial, compartilhando também como foi pisar no barracão da Cidade do Samba pela primeira vez e o que podemos esperar da apresentação deles em 2025.
Foto: Maria Clara Marcelo/CARNAVALESCO
Jéssica, que já desfilou no Especial em 2012 com a Renascer de Jacarepaguá, destacou a importância e a emoção de participar ao lado de toda a equipe da Unidos de Padre Miguel. Para ela, estar presente nesse cenário é uma experiência incrível e emocionante: “Estava conversando agora com a nossa diretora das baianas sobre isso porque a gente chegou, chegamos no Grupo Especial e é emocionante poder estar aqui com a nossa equipe, todo mundo reunido nessa festa maravilhosa. Está tudo lindo, maravilhoso, e é uma emoção estar aqui com a Unidos de Padre Miguel”.
Para Vinicius esse momento também é muito emocionante. O mestre-sala destacou o quanto lutaram e buscaram por isso: “A emoção é muito grande porque foram anos esperando por esse momento da escola, esse acesso ao Grupo Especial, e hoje estar aqui pertencente a esse grupo, é de uma importância muito grande. A gente lutou e buscou por isso há muito tempo. É só alegria”.
A porta-bandeira expressou sua emoção ao descrever sua primeira visita ao barracão na Cidade do Samba, destacando que tudo é novo e emocionante, pois a jornada até chegar ali foi marcada por muita luta e esforço. Agora, estar presente e fazer parte desse ambiente tão especial é uma conquista significativa para ela e para toda a escola, gerando uma grande emoção.
“É tudo muito novo para Unidos de Padre Miguel, mas é tudo muito emocionante, porque a gente lutou tanto para estar aqui e hoje a gente conquistou. É uma emoção muito grande”, expressou Jéssica.
Vinicius revelou o quanto essa experiência de entrar no barracão foi marcante, porque depois de tantas tentativas e fracassos, ele começou a aceitar que talvez não alcançaria esse objetivo e agora que finalmente conseguiu conquistar esse lugar, surge a ansiedade para começar os ensaios e aproveitar ao máximo essa nova fase na Cidade do Samba.
“Por muito tempo, de tanto a gente bater na trave e não conseguir, parece que a mente estava aceitando, aqui não é meu lugar e está tudo certo. E quando a gente chegou, olhava esse galpão grande, falei: ‘É real, existe!’. Estamos ansiosos para começar a ensaiar e usufruir o máximo possível”.
Jéssica revelou que, para a apresentação do casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos de Padre Miguel no Carnaval de 2025, eles não perderão sua essência. Ainda buscarão inovações para sua coreografia e dança, mas sempre mantendo o tradicional que é característico da escola.
“A gente não pode perder a nossa essência. A nossa essência a gente jamais vai perder. Mas sim, vamos buscar coisas novas para nossa coreografia, para nossa dança, mas sem perder a nossa essência, a essência do tradicional”.
Vinicius completou enfatizando que os casais compartilharam que o Especial se baseia mais na tradição do que em inovações ou modernismo. Assim, eles planejam seguir essa linha, pois tem sido bem-sucedida para a Unidos de Padre Miguel:
“Os casais que já fazem parte do Especial, eles foram muito humildes em conversar com a gente e explicar que o Especial é muito mais tradição do que invenção, modernismo. Nós vamos caminhar por essa linha, porque está dando certo”.
Neste sábado e domingo, a Fábrica do Samba será o ponto de encontro dos sambistas e amantes das tradições juninas, sediando a inédita Primeira Festa Junina do Carnaval de São Paulo.
Foto: Felipe Araújo/Divulgação Liga-SP
Com entrada gratuita, o evento promete muita animação e alegria com shows de grandes nomes da música. O Grupo Pixote, Grupo Entre Elas, os sertanejos Mateus & Murillo e Jorge Ferraz e Cristiano, além dos emocionantes pocket shows das escolas campeãs Mocidade Alegre e Estrela do Terceiro Milênio, garantirão a trilha sonora da festa.
As quadrilhas juninas serão um destaque especial, apresentadas de forma única pelas escolas de samba, proporcionando um espetáculo imperdível.
Os participantes também poderão desfrutar das tradicionais barracas de comidas típicas e participar de diversas brincadeiras características das festas juninas.
Quadrilhas
No sábado, 15/06, apresentação das quadrilhas das escolas de samba Império de Casa Verde, Mocidade Unida da Mooca, Rosas de Ouro, Nenê de Vila Matilde, Brinco da Marquesa e Águia de Ouro; apresentam as suas quadrilhas.
No domingo, 16/06, apresentação das quadrilhas das escolas de samba: Barroca Zona Sul, Dragões da Real, Vai-Vai, Colorado do Brás, Unidos de Vila Maria e Unidos do Peruche
Liga do Bem
Durante a festa, continuaremos arrecadando doações para nossos amigos do Rio Grande do Sul. Traga sua contribuição e ajude quem precisa!
Estacionamento
Haverá estacionamento disponível na Fábrica do Samba por R$ 35,00 (sujeito à lotação).
Endereço
Fábrica do Samba: Av. Dr. Abraão Ribeiro, 505 – Bom Retiro.
Thalita Zampirolli foi anunciada pelo Camisa Verde e Branco como rainha da escola para o Carnaval 2025. Até o desfile de 2024, ela era rainha de bateria da Unidos de Padre Miguel. Agora, em São Paulo, assume como rainha da escola.
Thalita Zampirolli vai desfilar à frente do carro abre-alas. Sophia Ferro segue como rainha de bateria e Gracyanne continuará como madrinha.
Foto: Reprodução/Instagram
Veja o texto da escola publicado nas redes sociais:
“Comunidade da Barra Funda, com muito amor e carinho, recebemos a querida Thalita Zampiroli!
Thalita sera rainha da nossa escola, e brilhará a frente do nosso abre alas no próximo desfile.
Thalita, seja muito bem-vinda ao nosso
Trevo, temos a certeza de que este ciclo será incrível. Estamos extremamente felizes com a sua chegada”.
No carnaval de 2025, a Mocidade Unida do Santa Marta levará para a Avenida Intendente Magalhães o enredo “Ajeum! alimento de corpo e alma”, uma celebração da culinária sagrada afro-brasileira. O tema será desenvolvido pela carnavalesca Carila Matzenbacher.
As comidas preparadas dentro dos terreiros de matrizes africanas, oferendas para os orixás, confluem em comida de gente, espalhadas nas esquinas das cidades, garantindo o ganho de muitos. São ingredientes e receitas que nas mãos das iabassê preenchem de cheiros e sabores os quintais das tias, matriarcas do samba, e chegam às quadras das Escolas de Samba.
Nós comemos para existir. Tal afirmação se refere não apenas às nossas necessidades biológicas, mas também à nossa existência em termos simbólicos, socioculturais e espirituais. A comida tem o potencial de alimentar o corpo e, principalmente, a alma. Quando compartilhamos a comida com os deuses, o axé circula. A comida nos define por meio de sua ancestralidade. Somos porque comemos.
A Onça Negra do Santa Marta está pronta para arriar o padê, cozinhar o inhame, aquecer o dendê, cortar o quiabo, pilar o camarão, a castanha e o amendoim, botar água no feijão, temperar com pimenta da mais malagueta, esquentar os tamborins, pois em 2025 nosso caldeirão vai ferver.
A quadra da Unidos da Tijuca abrirá as suas portas no domingo para mais uma edição da sua tradicional feijoada mensal. A combinação de samba, música boa, cerveja gelada e feijoada nota 10, acontecerá a partir das 13 horas, recebendo os shows completos de Toninho Geraes e Grupo Arruda. E mais, Grupo Rangell e Batucada abre o evento, DJ Lipe do Borel agita os intervalos e o encerramento é com a bateria “Pura Cadência” de mestre Casagrande.
Foto: Divulgação/Liesa
Os ingressos poderão ser obtidos antecipadamente através do Sympla ou via PIX (sem taxa) no telefone 21 98165-1753. Quem optar por comprar na hora, pagará R$ 20,00 na pista. A feijoada do chef Bruno Malta é vendida à parte e deverá ser adquirida diretamente no evento pelo valor de R$ 25. A quadra da escola oferece área de alimentação com vastas opções de refeições.
Um dos maiores poetas do samba, Toninho Geraes embala os presentes com seus grandes sucessos em repertório preparado para emocionar. Estourado nas rodas de samba pelo Rio de Janeiro afora, o palco da Unidos da Tijuca receberá mais uma vez o Grupo Arruda. A grande novidade é o DJ Lipe do Borel, talento da comunidade tijucana que promete não deixar ninguém parado tocando muito charme black music e funk antigo nos intervalos.
A quadra de ensaios da Unidos da Tijuca fica localizada na Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo. Há estacionamento amplo no local.
Serviço:
Feijoada Nota 10 da Unidos da Tijuca
Atrações: Toninho Geraes, Grupo Arruda e Bateria Pura Cadência
Data: 09/06/2024
Horário: 13 às 22h
Endereço: Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo
Classificação: 18 anos
Pista: R$ 20 – Camarotes a partir de R$ 200,00
Vendas On-line: https://www.sympla.com.br/evento/feijoada-nota-10-toninho-geraes-e-grupo-arruda/2456438
Televendas: 21 98165-1753
Nesse fim de semana, começa a nova temporada de feijoadas da Mangueira com toda força e axé. A Estação Primeira de Mangueira traz no próximo sábado para a Feijoada Verde e Rosa um super show da Leci Brandão.
Leci Brandão presente na festa do Tatuapé
Para abrir a tarde de muito samba, show do grupo Samba Bom e Chacal do Sax. E para fechar o dia com chave de ouro, a Bateria da Mangueira fará sua apresentação.
Os ingressos já podem ser adquiridos antecipadamente em ingresso.mangueira.com.br e os valores correspondem ao local da quadra.
Serviço:
Feijoada Da Verde e Rosa
Data: 08/06/2024 (sábado)
Hora: 13h
Local: Palácio do Samba – Rua Visconde de Niterói, 1072
Vendas antecipadas em: ingresso.mangueira.com.br
Allan Bastos, Ananda Dias e Caroline Mota são os novos diretores artísticos da Grande Rio. O trio, que começou a trajetória na escola mirim Pimpolhos da Grande Rio, é mais uma das grandes apostas para o próximo carnaval. Eles ficarão responsáveis por toda a parte coreográfica, de movimentos, eventos e shows.
O Salgueiro lançou a sinopse do enredo “Salgueiro de corpo fechado”, na última quarta-feira. Em evento na quadra reuniu os compositores e a comunidade para estarem juntos na apresentação onde a sinopse foi narrada para todos os presentes, enquanto ocorria a apresentação artística da mesma, com elementos que estavam contidos no texto.
Fotos: Matheus Morais/CARNAVALESCO
A apresentação ficou por conta de Paulo Pinna e Carlinhos do Salgueiro, e iniciou com Tia Glorinha e Sidclei, remetendo ao vídeo de apresentação lançado em abril. Ali, Tia Glorinha faz um fechamento do corpo no mestre-sala antes da apresentação percorrer os caminhos espirituais com uma saudação a Xangô, onde foram colocados os pedidos de todos os presentes para o Salgueiro em direção ao próximo carnaval.
A apresentação seguiu com a sinopse em si, sendo proclamada por figuras como um Preto Velho, nas saudações iniciais; Sundiata Keita, fundador do Império Mali, e suas bolsas de mandinga com versos do Alcorão; um capoeirista, representando o sincretismo das práticas dos escravizados mandingos do Mali, em especial as bolsas de mandinga, com as orações cristãs e outros objetos, ocorridos no tempo da colônia; o cangaceiro Moreno, feiticeiro do bando de Lampião, e um dos “diabos dóceis” com quem ele sugeria pactos a Lampião para fechar o corpo; e um caboclo, representando o fechamento do corpo das tradições indígenas e na Jurema. Em seguida, um grupo se apresentou como iaôs na parte da narração sobre o candomblé, e outro grupo, por fim, representando Zé Pilintra e Maria Padilha na parte final da sinopse, onde se falou sobre o fechamento do corpo na Umbanda e também do próprio Salgueiro em si, pedindo proteção.
Em seguida, ao término da apresentação, o presidente André Vaz agradeceu a todos os presentes, aos segmentos, ao carnavalesco Jorge Silveira, a equipe de criação, ao enredista Igor Ricardo, e aos compositores para que em mais um ano venha muita inspiração a eles.
Wilsinho Alves, diretor de carnaval, pediu inspiração aos compositores da escola, e elogiou o trabalho de Igor Ricardo e Jorge Silveira na elaboração do enredo e do texto. Ele relembrou então as regras e datas da escola. Além disso, destacou que fará uma audição interna antes da divulgação dos mesmos.
Igor depois assumiu a palavra agradecendo a continuidade e a possibilidade de fazer este enredo na escola, pontuando que ele é denso e histórico, mas também popular e de fácil entendimento, indo da África, passando pela Bahia, até chegar no Rio, e com a presença de seu Zé incorporando vários setores, e encerrando com uma consagração a Umbanda carioca com uma grande exaltação a tudo que vem nos setores anteriores: “Ele agora está praça, nasceu. Não é mais meu, do Jorge, do Luan, do Wilsinho, do Ricardo. Esse enredo agora é do Salgueiro, e mais que isso, ele agora está nas mãos de vocês, compositores. Vocês tem a missão, como o Wilsinho falou, pois ano passado a gente teve uma brilhante disputa, era um enredo mais denso, mas ao mesmo tempo, vocês conseguiram fazer com que a disputa fosse a melhor disputa do carnaval”.
Jorge Silveira encerrou falando sobre as mensagens de afeto e carinho que recebeu, e sobre a construção do enredo como uma construção de um corpo, um corpo coletivo do Salgueiro, e conclamou a comunidade a defender essa ideia, o enredo, e também ao samba escolhido. Jorge também comentou como espera que seu trabalho seja marcado na história da agremiação: “Eu sempre procuro olhar e observar a comunidade, e saber de que maneira o meu trabalho naquele ano pode contribuir acrescentando um tijolo na parede da história daquela escola. E eu, particularmente, sempre acredito que escola de samba tem identidade, tem característica, tem sua própria espiritualidade, tem sua trajetória. O enredo do Salgueiro tem o objetivo de reconectar a espiritualidade do Salgueiro. A gente está falando ao coração do salgueirense, a fé do salgueirense, para que a gente possa junto construir uma narrativa de luz para abrir os caminhos do Salgueiro”.