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Noite de alto nível na Vila Isabel: sambas reforçam força do enredo para o Carnaval 2026

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A Unidos de Vila Isabel realizou, na última sexta-feira, mais uma etapa de sua eliminatória de sambas-enredo para o Carnaval 2026. O enredo “Macumbembê, Samborembá. Sonhei que um sambista sonhou a África”, idealizado pelo enredista Vinícius Natal e por Gabriel Haddad e Leonardo Bora, carnavalescos estreantes na agremiação, gerou uma excelente safra com obras de muita categoria. Tal qualidade foi vista na quadra em ótimas apresentações, com ao menos três sambas de grande destaque na noite. Abaixo, o CARNAVALESCO apresenta a análise de cada obra na disputa.

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Parceria de André Diniz: Abrindo a noite, o samba da parceria de André Diniz e Evandro Bocão teve Wander Pires à frente do palco. Uma obra de construção melódica impecável, que rendeu muito bem na quadra sob a condução de Wander, mostrando grande adesão do público presente. A apresentação teve vários trechos marcantes, como o refrão central “um ogã alabê, macumbeiro; a fumaça do cachimbo, preto-velho soprou; encanto da gira, da roda de bamba; poesia da curimba, batuqueiro e cantador”, além dos versos “de todos os tons, a Vila negra ê; de todos os sons, a negra Vila é”. A inversão de palavras deixa o trecho fluido e com efeito de refrão no canto dos componentes e da torcida. Um samba que parte com bastante força na disputa.

Parceria de Ricardo Mendonça: O samba da parceria de Ricardo Mendonça, Diego Nicolau, Deco Augusto, Guilherme Karraz, Marcão, Vitor Marques, Miguel Dibo e Gigi da Estiva foi defendido por Charles Silva e Evandro Malandro. Uma obra com diversos versos em tons maiores, como o refrão de cabeça, todo em tom maior, que puxou o canto para cima — um desafio cumprido com competência pela dupla de intérpretes. Mais um samba de muita beleza e com passagens inspiradas, como em “o azul Vila Isabel de lindos traços, no painel que me refaço, são rabiscos de saberes”. A obra foi bem recebida pela quadra, com uma torcida numerosa e afinada. Outra apresentação de ótimo nível.

Parceria de Cláudio Mattos: A parceria de Cláudio Mattos, Ribeirinho, Markinho da Vila, Didi Tupinambá, Américo, R. Zimmermann, Robson Bastos, Domingos PS e Carlinhos Niterói teve seu samba defendido por Igor Vianna. A obra levou um bom número de torcedores que fizeram uma bonita festa com bandeiras e balões, mas o canto foi perdendo força ao longo da apresentação. Apesar disso, tecnicamente, o samba teve bom rendimento, sustentado por Igor. O refrão central se destacou pela força, com os versos “chama o alabê-nilu, que o tambor também é escola, como dizem naquela história, na curimba não cabe só um, sobe fumaça, cachimbo está aceso, na gira do seu terreiro, é ogã de Xangô e D’Oxum”.

Parceria de PC Feital: A parceria de PC Feital, Gustavinho Oliveira, Thales Nunes, Danilo Garcia, Gabriel Simões, Hugo Oliveira, Telmo Augusto e Washington Motta teve Rafael Tinguinha como intérprete. Sentindo-se em casa, o cantor brilhou e contribuiu para mais uma grande apresentação da noite. Os dois refrões são pulsantes e passaram muito bem, sobretudo o de cabeça: “Toca macumba, aqui é casa de bamba, toca macumba, é o povo do samba a cantar, é Heitor o sonho que eu sonhei, em Vila Isabel é lei: jamais deixar de sonhar”. A primeira parte se inicia de maneira lírica, com versos que dialogam com Heitor dos Prazeres como em uma conversa direta: “Prazeres, há muito tempo estou querendo te encontrar, pra dizer que eu me vejo refletida em seu olhar”. Apesar de em menor número, a torcida cantou forte durante toda a passagem. No início da última rodada, os intérpretes não acompanharam os versos iniciais por acharem que a apresentação havia terminado, mas o deslize não comprometeu o resultado geral.

Parceria de Moacyr Luz: A parceria de Moacyr Luz, Gustavo Clarão, Inácio Rios, Márcio André Filho, João Martins, Dani Baga e Igor Federal foi defendida por Bruno Ribas. Um samba mais enxuto, que fluiu bem, mas sem desempenho arrebatador devido a pequenos momentos de travamento, como na transição para a segunda parte: “Lá vai saudade, o morro na velha moldura, da minha África em miniatura, do tio Hilário e o parceiro Noel”, trecho em que a melodia apresenta uma virada mais brusca. A parte final, com o falso refrão “Macumbembê, samborembá, ‘sonho de um sonho’, seu moço, a luz que vem de Dakar, Macumbembê, samborembá, samba é macumba e macumba é samba”, seguida do bis em “ôôôôôôôô”, foi o ponto alto da apresentação, embalado por uma torcida afiada.

Parceria de Juju Ferreirah: O samba de Juju Ferreirah, Laudicéa Rodrigues, Maria Clara, Euza Borges, Eliza Barro e Silvinha Melonio foi defendido por Clara Vidal, Ladjane Motta e Julia Castro. Maria Clara encerrou a noite com uma passagem agradável de um samba bastante melódico, que teve uma bonita segunda parte com versos como “faz! Vem de mãos dadas com as cabrochas que nos tornam mais, chama a rua e pinta o sonho eterno de direito e paz, tia Ciata te educou, no sagrado iniciou, Obanisê Kaô! Okê arô”. O refrão de cabeça passou de forma fluida, mas o trecho central, que traz mudança de versos na repetição, se destacou ainda mais: “Macumba macumbembê no samba samborembá, gira a saia da baiana quero ver kizombear, macumba macumbembê no samba samborembá, vim fazer a aliança, sou o povo da esperança, quero ver kizombear”. Um belo fechamento para mais uma etapa de alto nível.

‘O Amapá vai para a avenida com a Mangueira’, celebra secretária de Cultura

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A secretária de Cultura do Estado do Amapá, Clicia Vieira Di Miceli, esteve no Rio de Janeiro no início de agosto para visitar a Estação Primeira de Mangueira, o barracão da escola na Cidade do Samba, e acompanhar a Noite dos Enredos, ocasião em que a Verde e Rosa apresentou detalhes de seu enredo para o próximo carnaval: “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, que levará à avenida a vida e o legado cultural de Mestre Sacaca, uma das figuras mais importantes para a cultura amapaense. O ano de 2026 marca o centenário de seu nascimento.

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Secretária de Cultura do Estado do Amapá, Clicia Vieira Di Miceli. Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Clicia falou sobre como a figura de mestre Sacaca é vista e de que forma foi descoberta pela Mangueira durante as pesquisas para a construção do enredo. Destacou, ainda, a maneira como a escola tem tradição em valorizar grandes nomes da história e da cultura do Brasil, ressaltando que o “doutor da floresta” representa a intersecção entre conhecimentos indígenas e africanos dentro da perspectiva amapaense, além de outros aspectos culturais.

“A Mangueira tem essa tradição de mostrar os personagens e as histórias do Brasil, que a gente sabe que precisam ser contadas e conhecidas por muitos. Nessa busca da escola, chegaram a um dos grandes personagens da cultura amapaense, que é o mestre Sacaca, como fio condutor para traduzir a história do Amapá, porque essa é a história dele. O Sacaca é um homem negro, mas que, como parte da Amazônia amapaense, adquiriu conhecimentos com os indígenas também. Essa herança ancestral africana e indígena o habilitou com muitos saberes, pela intimidade que tinha com as ervas, com a floresta e com a responsabilidade com o ambiente em que viveu. Além disso, ele foi Rei Momo do Carnaval do Amapá por muitos anos, sendo símbolo de vários aspectos da cultura e traduzindo o nosso sentimento e a nossa alma amapaense”.

A secretária também comentou sobre o diálogo entre o Estado do Amapá e a Mangueira, explicando como a ponte foi estabelecida por nomes como o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, e o senador Davi Alcolumbre, a partir das pesquisas da escola sobre mestre Sacaca, figura-símbolo da Amazônia Negra presente no estado.

“Nessas pesquisas, chegaram a esse nome e, a partir daí, começou o diálogo entre a Mangueira e o governo do Amapá. Algumas pessoas foram importantes nesse processo, como o Freixo e o senador Davi, que é uma figura pública ligada ao estado. O Freixo, com essa conexão, colocou a Mangueira e o governo do Amapá em diálogo. A partir dessa grata surpresa, temos o Amapá como enredo da Mangueira, porque, quando você lê o enredo, percebe vários elementos que representam o estado. O Encanto Tucuju vai direcionar o Amapá e a Amazônia Negra também, porque o Amapá tem a particularidade de ser o estado mais preservado do Brasil, com mais de 95% de sua floresta em pé. A capital, Macapá, é cortada pelo Rio Amazonas. Todos esses elementos atribuem ao Amapá grande qualidade cultural e ambiental, e o mestre Sacaca traduz toda essa forma de ser do povo amapaense”.

Segundo Clicia, o governo do Amapá já vem auxiliando a Mangueira nos acessos e pesquisas, garantindo suporte para que a equipe da escola compreenda e represente fielmente a cultura do estado pela visão de Mestre Sacaca.

“A partir desse diálogo, houve um empenho total, com conversas que foram avançando e consolidando o desejo de ser o enredo da Mangueira. A partir do momento em que foi consagrado e acordado, começou a pesquisa. A Mangueira já enviou ao Amapá, em várias ocasiões, a equipe de criação, com o carnavalesco Sidney França, juntamente com Sthefanye Paz, Felipe Tinoco e tantos outros, que buscaram entender a cultura desse estado que está dentro da Amazônia, mas que é a Amazônia Negra. Essa imagem de floresta, de rio, de comunidades tradicionais indígenas permeia o imaginário de quem olha para a Amazônia, mas o Amapá também possui uma forte presença de população negra, que guarda memória e tradição, principalmente a cultura do tambor. Esse é o Amapá que a Mangueira vai levar para a avenida, com Sacaca como símbolo e porta-voz, traduzido em alegorias, alas e samba, para falar do estado por meio da cultura e do espetáculo que é o Carnaval do Rio de Janeiro”.

Clicia também destacou a participação das escolas de samba amapaenses na disputa de samba-enredo da Verde e Rosa, como forma de valorização da cultura local e do samba em um estado distante dos grandes polos de Rio de Janeiro e São Paulo. Ressaltou ainda que a realização da etapa da eliminatória no Amapá é fruto direto do diálogo entre a escola e o governo.

“A eliminatória para a escolha de um samba no Amapá, que depois virá concorrer na disputa aqui no Rio de Janeiro, é a prova desse diálogo. A Mangueira abriu essa edição para trazer sambas do Amapá, revelando os compositores locais e a forma como traduzem o estado. Claro que o Rio tem grandes compositores e muitos sambas bons serão produzidos para esse enredo, mas no Amapá também existe essa riqueza. E qual a diferença? É quem vive lá, quem se banha no Rio Amazonas, quem vive nessa floresta, quem tem intimidade com todos esses elementos que Sacaca tanto nutriu: o Carnaval, a medicina da floresta, a relação com os povos tradicionais. Esse samba será construído pelo olhar de quem vive ali, e acredito que isso trará um tempero especial à disputa. Tenho certeza de que teremos um samba amapaense na grande final, e isso é motivo de muito orgulho para nós, amapaenses”.

Por fim, a secretária de Cultura destacou a primeira visita oficial ao Rio de Janeiro e à Mangueira, realizada junto de uma comitiva composta por Armstrong Souza, um dos filhos de mestre Sacaca, pelo presidente da Liga das Escolas de Samba do Amapá, Jocildo Lemos, e pela primeira-dama do estado, Priscila Flores.

“Hoje é a nossa primeira visita oficial em nome do governo do Amapá, e estamos conhecendo a Estação Primeira de Mangueira. É uma emoção enorme chegar e pisar pela primeira vez na escola, podendo fazer uma imersão na produção. A Mangueira é símbolo da cultura brasileira. O Amapá será traduzido por essa grande porta-voz, e viver isso não tinha como não ser especial, com a presidenta Guanayra mostrando todo o investimento, todo o olhar e toda a atenção, já fruto das pesquisas realizadas no estado. Agora, já vemos refletido em protótipos o que a Mangueira levará para a avenida. Já pinta o clima de que a Mangueira será campeã de 2026, levando o Amapá para a Sapucaí com Mestre Sacaca, o Encanto Tucuju e a Amazônia Negra”.

Diretora artística do Band Folia detalha transmissão do Acesso I de SP: ‘Destaque para o sambista’

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Em 2026, o Grupo de Acesso I do carnaval de São Paulo terá a transmissão de uma das maiores emissoras da televisão aberta do país. O segundo pelotão das escolas de samba paulistanas será exibido pela Rede Bandeirantes dentro do Band Folia – marca que engloba a cobertura carnavalesca de toda a empresa em diferentes cidades do país.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Para saber um pouco mais sobre os planos da emissora da Zona Sul paulistana para o Grupo de Acesso I, o CARNAVALESCO conversou com Paola Novaes, diretora artística de transmissão do Band Folia, durante o evento que marcou o início da parceria, realizado na sede do Grupo Bandeirantes, no Morumbi, Zona Sul de São Paulo, no dia 04 de agosto.

História na avenida

Uma das escolas que disputará o Grupo de Acesso I em 2026 é a Nenê de Vila Matilde, e a Águia Guerreira ajuda a desvendar o quanto a Bandeirantes é intimamente ligada ao carnaval. Em 2007, com o enredo ”A Águia Radiante Com Um Pioneiro Das Comunicações. João Jorge Saad, 70 Anos de Conquistas e Realizações”, quando homenageou o fundador da instituição, a agremiação saudava a empresa como a “pioneira paulistana a transmitir meu carnaval”.

Tudo isso porque em 1968, primeiro ano de desfiles carnavalescos oficializados na cidade de São Paulo, a rádio Bandeirantes (primeira das tantas marcas hoje englobadas no Grupo Bandeirantes) foi a primeira a transmitir ao vivo as exibições da elite das escolas de samba paulistanas.

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Nos últimos anos, porém, outro fato importante aconteceu em relação ao carnaval no Grupo Bandeirantes: “Há três anos, a gente começou a exibir a série Ouro no Rio de Janeiro. A gente fez um trabalho na Cidade Maravilhosa pautado em dar um destaque para o sambista, mostrando todos os segmentos no desfile. Sempre foi uma premissa nossa de valorizando o sambista. Isso deu muito certo e a gente colheu muitos frutos ao longo desses três anos no Rio de Janeiro – fato que faz com que a gente tenha renovado esse contrato por mais uma temporada”, comemorou Paola.

A chegada do Grupo de Acesso I ao portfólio do Band Folia também foi comemorada pela diretora artística: “A partir disso, com todo esse conhecimento que a gente traz do Rio de Janeiro, a gente passa a abraçar, agora, o Grupo de Acesso I de São Paulo. A gente tem até uma brincadeirinha internamente que eu acho que não tem que nem chamar Grupo de Acesso: já é um desfile tal qual o Grupo Especial. Acho que a gente tem que dar ainda mais relevância e ainda mais destaque para o grupo”, vislumbrou.

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Paola destacou que alguns pilares da cobertura da Série Ouro do Rio de Janeiro se manterão no Grupo de Acesso I de São Paulo: “A gente vai seguir com essa mesma premissa nossa: enfatizando o jornalismo, dando esse destaque para o sambista, mostrando todos os segmentos do Esquenta, a apresentação do casal de mestre-sala e porta-bandeira, as comissões-de-frente, as baterias com as suas convenções todas. Essas apresentações todas estarão na íntegra para o público e o telespectador que acompanharem a tela da Band”, comentou.

Caminho da negociação

Ao ser perguntada sobre a influência do trabalho realizado na Série Ouro para que as negociações com a Liga-SP fluíssem, Paola deu a entender que foi a instituição que organiza os três principais grupos do carnaval paulistano quem deu o primeiro passo para que o acordo se concretizasse: “Sim, o nosso trabalho no Rio de Janeiro foi um holofote que foi colocado. A Liga-SP começou a enxergar de uma outra maneira esse trabalho que a gente tem feito, com essa divulgação das escolas da Série Ouro no Rio de Janeiro. Por sinal, veio uma provocação da Liga-SP em relação ao nosso interesse em exibir o Grupo de Acesso I justamente a partir desse trabalho que a gente fez e que é bastante sólido no Rio de Janeiro. É isso que a gente vai entregar aqui para São Paulo, também: uma divulgação enorme do trabalho das comunidades, de todas essas oito agremiações que compõem o Grupo de Acesso I”, destacou.

Equipe

Sem revelar nomes, Paola comentou que os profissionais para a transmissão do Grupo de Acesso I já estão em processo de seleção: “A gente já tem alguns nomes com quem a gente trabalha – até porque a gente já vem com um time que faz essas transmissões nas rádios Bandeirantes e BandNews. A gente está falando de um grupo de comunicação no qual a gente tem não só as rádios musicais (como a Band FM e a Nativa), mas também as nossas rádios jornalísticas, o nosso digital”, elencou.

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O fato do Grupo Bandeirantes ter uma série de braços também ajuda tanto na seleção quanto na expertise da instituição: “Toda essa turma já está acostumada a fazer essas transmissões do desfile de São Paulo. A partir de agora, a gente passa a exibir tudo isso também na TV aberta. A gente abraça tudo isso com ainda com mais força. É claro que a gente já tem nomes, já tem gente no grupo que tem essa expertise para estar fazendo a transmissão”, comemorou.

Outra promessa da emissora está no destaque que será dado às oito instituições do Grupo de Acesso I ao longo de toda a programação das emissoras: “A partir desse mês de agosto, a gente já vira a chave e começa a passar, em toda a programação, os preparativos das escolas: como vão ser as escolhas dos sambas, como vão estar sendo as feijoadas nas quadras, os ensaios, tudo que acontecer no Anhembi. A gente vai conseguir ver tudo isso nos nossos programas ao longo do ano até o carnaval”, finalizou.

‘Grande Sertão Negro’ é o enredo da Independente da Praça da Bandeira para o Carnaval de 2026

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Rumo ao desfile de 2026, a Independente da Praça da Bandeira anunciou o seu enredo. “Grande Sertão Negro” será desenvolvido pela enredista Flávia Alessandra e pelos carnavalescos Ricardo Paulino e Robson Goulart. A escola vai em busca do título da Série Prata e de uma vaga na Série Ouro em 2027.

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A agremiação contará, de forma singela, a chegada dos negros à região do Nordeste, com suas tradições, culinária e cantos. A escola levará para a avenida, com muita irreverência, a história dos africanos que vieram compor essa região tão importante para o país, trazendo os bantos, os gegês-nagôs e toda a energia do povo preto e de suas etnias.

A Independente da Praça da Bandeira será a 6ª agremiação a desfilar no domingo de carnaval, 15 de fevereiro, na Intendente Magalhães. A escola integra o grupo da Série Prata, sob o comando da Superliga Carnavalesca do Brasil.

Sereno de Campo Grande divulga enredo para o Carnaval 2026 na Série Bronze da Superliga

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O Sereno de Campo Grande, em comemoração ao seu jubileu de 30 anos, já iniciou os preparativos para o próximo desfile oficial, prometendo um verdadeiro grito contra as injustiças que assolam o mundo. Nesta sexta-feira, a escola de samba apresentou o enredo “Com o olhar da coruja, enxergamos além da escuridão”, mergulhado nas sombras da desigualdade para trazer à luz aquilo que é silenciado.

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A concepção artística é assinada por André Morim, carnavalesco responsável por transformar a crítica social em um grandioso visual, e por Gael Cardoso, pesquisador e designer de arte, autor da logomarca que sintetiza o espírito do enredo: olhos atentos, asas abertas e coragem para voar sobre verdades incômodas.

Guiada pelo seu símbolo ancestral de sabedoria e visão noturna, a escola propõe uma travessia entre dor e resistência. A fome que consome em silêncio, a guerra que destrói em ruído, a ganância que cega e a ambição que corrompe serão retratadas com a força da arte que denuncia. A azul e branco não se calará diante de uma realidade em que poucos acumulam muito e muitos sobrevivem com pouco. A avenida será palco de um manifesto visual e sonoro, onde cada batida do surdo ecoará a esperança dos esquecidos.

Mas não será apenas denúncia. O desfile também celebrará a resiliência, a cultura que pulsa mesmo em meio ao caos e a esperança que insiste em florescer. Afinal, como destaca o enredo, “o samba abre os olhos do mundo”, e o Sereno, com o olhar da coruja, convidará o público a enxergar além da escuridão.

A agremiação será a quinta a desfilar no dia 20 de fevereiro, pela Série Bronze da Superliga. O samba-enredo será novamente encomendado e divulgado nas redes sociais da escola.

Unidos da Tijuca promove Feijoada Nota 10 neste domingo recebendo Swing & Simpatia, Nego Damoé, Dhema e bateria ‘Pura Cadência’

Neste domingo, a quadra da Unidos da Tijuca recebe mais uma edição da Feijoada Nota, sua tradicional feijoada mensal. A combinação de samba, música boa, cerveja gelada e feijoada nota 10, acontecerá a partir das 13h, recebendo os shows completos de Nego Damoé, Swing & Simpatia e Dhema. E mais, DJ Bracinho da Big Mix agita os intervalos e a Bateria Pura Cadência encerra o evento. A entrada é franca até às 16h retirando a cortesia no Sympla.

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Foto: Divulgação/Tijuca

A feijoada Nota 10 é preparada pelo chef Bruno Malta e custa apenas R$ 30. A quadra da escola oferece área de alimentação com vastas opções gastronômicas entre elas caldos, churrasco e doces. A mesa para 4 pessoas com ingressos inclusos sai por R$ 80. Quem optar por camarote pagará R$ 150 para 10 pessoas nos inferiores e R$ 200,00 nos camarotes superiores.

A quadra de ensaios da Unidos da Tijuca fica localizada na Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo. Há estacionamento amplo no local.

Serviço
Feijoada Nota 10 da Unidos da Tijuca
Atrações: Swing & Simpatia, Nego Damoé, Dhema e Bateria Pura Cadência
Horário: 13 às 20h
Endereço: Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo
Classificação: Livre
Ingressos: Entrada Franca retirando a cortesia no Sympla
Vendas On-line: https://www.sympla.com.br/evento/pagode-do-mestre—feijoada-nota-10/3056230
Televendas: 21 98165-1753

Feijoada do Império Serrano recebe Jorginho do Império e Vinny Santa Fé neste sábado

O Império Serrano promove neste sábado a edição de agosto da tradicional Feijoada Imperial. O evento terá como atrações Jorginho do Império, Vinny Santa Fé e o grupo Resenha do Madureira. A festa começa às 13h, na quadra da escola, em Madureira, e contará também o elenco show da agremiação, sob liderança do intérprete Vitor Cunha.

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Foto: Leandro Andrade/Divulgação Império Serrano

Os ingressos estão disponíveis pela plataforma Sympla, com preços acessíveis. A entrada será gratuita para componentes com carteirinha até 15h. O público em geral poderá escolher entre o ingresso com direito à feijoada por R$ 25,00 ou a entrada simples por R$ 10,00.

Para quem deseja mais conforto, as mesas podem ser adquiridas presencialmente na Boutique Imperial, no 3º piso do Madureira Shopping. A mesa comum, com quatro lugares, custa R$ 120,00, enquanto a mesa VIP, com quatro lugares e quatro feijoadas, sai a R$ 200,00. Informações adicionais podem ser obtidas pelo WhatsApp: (21) 96594-5147.

Serviço
Feijoada Imperial
Data: 23 de agosto (sábado)
Horário de início: 13h
Endereço: Av. Ministro Edgard Romero, nº 114 – Madureira, Rio de Janeiro.
Atrações: Jorginho do Império, Vinny Santa Fé, Resenha do Madureira e elenco show do Império Serrano
Vendas online: https://www.sympla.com.br/evento/feijoada-imperial-mes-dos-pais/3046911?referrer=linktr.ee
* Ingresso de pista: R$ 10,00
* Ingresso + feijoada: R$ 25,00
Mesas e cadeiras: À venda na Boutique Imperial – 3º piso do Madureira Shopping
* Mesa VIP (4 lugares + 4 feijoadas): R$ 200
* Mesa comum (4 lugares): R$ 120
Informações: WhatsApp (21) 96594-5147

Intérprete Charles Silva reforça equipe da Unidos de Lucas para o Carnaval 2026

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A Unidos de Lucas apresentou um grande reforço para o carnaval de 2026. Charles Silva chega para somar como intérprete oficial da agremiação ao lado de Felipe Lima. Com uma vasta experiência no carnaval, Charles defendeu a obra campeã na disputa de samba-enredo da escola para o próximo desfile.

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Foto: Divulgação/Unidos de Lucas

Charles já foi intérprete oficial na Marquês de Sapucaí com escolas como Unidos da Ponte, Estácio de Sá e Em Cima da Hora. E desde 2019 faz parte do carro de som do Acadêmicos do Salgueiro como apoio.

Nona a desfilar no domingo de carnaval, a agremiação tratará das revoltas que refletem a luta do povo contra a opressão e explicitará a desigualdade e a injustiça ao longo da sua história. O enredo “O povo escreve sua história em um sublime pergaminho” é de autoria do carnavalesco Lucas Lopes, que tem Paulo Neto e Fabrício Lemos na sua equipe criativa, no auxílio de desenvolvimento.

Acadêmicos de Santa Cruz divulga comissão de carnaval e apresenta enredo para 2026

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A Acadêmicos de Santa Cruz anunciou sua comissão de carnaval para o próximo ano. A equipe será composta por Lane Santana, Rodrigo Bonan, Márcio Pessoah e Maria Clara Vianna. A agremiação levará para a avenida o enredo “Brasil de Mil Faces em um Só Coração”, almejando o tão sonhado título da Série Prata, pela Superliga Carnavalesca do Brasil, o que também garantirá seu retorno à Marquês de Sapucaí.

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Confira a sinopse

Enredo: Brasil de Mil Faces em um Só Coração

1. Pindorama: A Terra Antes do Brasil – O enredo convida a uma imersão na história e na cultura do Brasil, celebrando sua complexidade e a resiliência de seu povo. A jornada começa em um tempo ancestral, quando a terra que hoje conhecemos era Pindorama, lar de diversas nações indígenas, como os Tupinambás, Guaranis e Carajás. Era um período de profunda conexão com a natureza, em que a espiritualidade se manifestava nos rios, na floresta e na sabedoria dos pajés. Uma simbiose entre povos e natureza moldava uma cultura rica, repleta de rituais e crenças, transformando a terra em um espaço sagrado e pulsante.

2. O Choque de Mundos e o Gênesis da Nação – A chegada das caravelas e galeões europeus marca um ponto de ruptura, transformando Pindorama em uma colônia. A terra sagrada é rebatizada inúmeras vezes, refletindo a visão e os interesses dos colonizadores, que a viam como fonte de riqueza a ser explorada. A extração do pau-brasil, cuja cor vermelha remete ao sangue derramado, dá nome à nova terra, simbolizando o início de um ciclo de violência e subjugação. Para viabilizar a exploração, instaurou-se um brutal regime escravocrata. Milhões de pessoas foram arrancadas da África, trazendo consigo não apenas a dor da escravidão, mas também a força de sua cultura, resistência e fé. Nas senzalas, o batuque se transforma em grito de revolta e esperança, enquanto mãos negras erguiam igrejas barrocas, mesclando sua cosmovisão com a fé cristã. Essa união de saberes e crenças dá origem ao sincretismo religioso e cultural, um dos pilares de nossa identidade.

3. A Construção do Brasil Moderno e a Luta por Liberdade – O século XIX é marcado por profundas transformações políticas. A chegada da família real em 1808 eleva o Brasil a reino; o Grito da Independência, em 1822, consolida a autonomia política; e a posterior Proclamação da República avança com a ideia de nação, embora a liberdade plena ainda não fosse realidade para todos. O país se abre à imigração, recebendo povos de diversas partes do mundo — italianos, japoneses, sírios, alemães — que trazem novos conhecimentos e costumes, enriquecendo ainda mais o mosaico cultural. Do sul ao nordeste, da caatinga à favela, o Brasil se consolida como uma nação plural, forjada na luta e temperada pela esperança. Forjada na senzala, a voz do povo não se cala. O tambor continua a rufar, e a música se torna instrumento de protesto e preservação da memória. Nas periferias e nas comunidades negras, emergem novas formas de expressão e resistência cultural: o samba, a capoeira e a religiosidade que, mesmo sob regimes de opressão, agonizam, mas não morrem. Operários, estudantes, mulheres, indígenas e negros tornam-se os heróis de um povo que, através da arte e da luta, manteve acesa a chama de um futuro mais justo.

4. A Diversidade como a Maior Riqueza – Chegamos ao Brasil contemporâneo, um país ainda marcado por desigualdades, mas com um povo que resiste e se reinventa continuamente. Das periferias emergem cientistas, poetas, líderes e sonhadores que, com criatividade e perseverança, constroem um futuro promissor. A favela canta, a juventude se organiza e a diversidade se consolida como o maior patrimônio do país. Mais do que suas riquezas naturais, a verdadeira riqueza do Brasil reside em sua gente, fruto da mistura de todos os povos que aqui habitaram e continuam a habitar. A celebração da história da nação é, acima de tudo, a celebração do povo brasileiro — uma nação de mil faces, com um só coração.

Entrega da sinopse aos compositores

Os compositores que desejarem concorrer na disputa de samba para a escolha do hino oficial do Carnaval 2026 deverão comparecer à quadra da escola nesta quinta-feira, 22 de agosto, a partir das 15h, situada à Rua do Império, 573, no bairro de Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O tira-dúvidas será realizado na segunda-feira, 25 de agosto, às 19h30, com a comissão de carnaval, também na quadra.

Mateus Pranto e Kitalesi são os enredistas da Lins Imperial para o Carnaval 2026

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Para o carnaval de 2026, a Lins Imperial contará, no seu quadro de pesquisadores, com a dupla de professores Mateus Pranto e Kitalesi. Ao lado dos carnavalescos Agnaldo Correa e Edgley Cunha, os profissionais são responsáveis pela sinopse, pesquisa, desenvolvimento e defesa do enredo “Macacu – No caminho das águas cristalinas, reflete a alma da criação”.

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Foto: Divulgação/Lins

Mateus Pranto é formado em Letras-Literaturas (UFRJ), com trabalhos e pesquisas voltados para o carnaval e a música. Na folia, atua como diretor cultural, enredista e compositor. Desde 2020 faz parte do time de pesquisadores da Lins Imperial e no último carnaval foi também enredista da Unidos da Tijuca.

Seus enredos foram premiados nas seguintes ocasiões: Troféu Cultura Negra no Carnaval da Coordenadoria Executiva de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura do Rio de Janeiro (Lins Imperial 2022 e 2023) e Troféu Samba na Veia (Lins Imperial 2022). Foi um dos idealizadores da 1ª Semana de Carnaval & Empreendorismo da UFRJ, bem como do Troféu Madame Satã, relacionado ao enredo de 2023 da Lins Imperial, que reconhecia a importância de personalidades LGBTQIAP+ na luta contra a transfobia, homofobia, bifobia etc.

Pesquisador e doutorando em Letras Arnaldo César Roque, o Kitalesi tem 29 anos, é mineiro da cidade de Perdões, iniciado no Candomblé Congo-Angola, membro da comunidade Kupapa Unsaba (Bate Folha, Rio de Janeiro). No último carnaval, prestou consultoria à Estação Primeira de Mangueira e assina pelo segundo ano consecutivo a pesquisa da verde e rosa do Lins.

A Lins será a 12ª a desfilar, no domingo de carnaval, 15 de fevereiro de 2026 pela Série Prata do carnaval carioca.