A Águia de Ouro, através de sua assessoria de imprensa, se posicionou sobre a presença de um componente fantasiado de Hitler, com a faixa presidencial brasileira, e a suástica do partido Nazista, em seu ensaio técnico na noite deste sábado, no Anhembi.
A agremiação deixa claro que foi uma “atitude isolada de um componente que se aproveitou para se promover pessoalmente. A diretoria foi pega de surpresa, e já tomou as medidas necessárias para que não aconteça mais”.
Leia abaixo a nota completa da Águia de Ouro
A Escola de samba Águia de Ouro, por meio de sua assessoria de imprensa, vem a este canal, se desculpar publicamente, sobre esta atitude isolada de um componente que se aproveitou para se promover pessoalmente. A diretoria foi pega de surpresa, e já tomou as medidas necessárias para que não aconteça mais.
Estamos a disposição para novos esclarecimentos. Algumas matérias estão sendo vinculadas com um título negativo para a escola, dizendo que estamos fazendo alusão ao novo presidente. Com relação a matérias do personagem do ensaio técnico “Hitler”, esclarecemos que em momento algum se refere ao Bolsonaro, pois não seríamos levianos, em incluir alguém que acaba de assumir o cargo. O nosso enredo marca a história de 1500 a 2018, até pque quando construímos o projeto ainda não sabíamos quem seria o presidente eleito, isso se deu em meados de 2018. Essa alusão tem foco direto ao governo ditador se Getúlio Vargas que fez do Brasil uma ditadura, os Paulistas que o digam! MMDC, Revolução de 32!
Encerrando a noite de ensaios técnicos das escolas do Grupo Especial, o Império de Casa Verde demonstrou estar apta a disputar o título do Carnaval de 2019. O treino foi encarado pela agremiação como um verdadeiro desfile, componentes fantasiados, arrancada emocionante e empolgação influenciaram positivamente.
A agremiação cantou bastante o samba. O entrosamento das alas com o carro de som não teve falhas e, com a permanência do nível, pode alcançar a nota máxima no quesito.
“Eu acho que falar em perfeição é muito difícil, mas eu acho que a gente está muito próximo do que a gente tem como objetivo. Uma escola compacta, uma escola que canta, que dança, que transmite energia para o público e consegue receber essa energia de volta. A gente percebeu essa troca com a arquibancada. Estamos muito próximo dos nossos objetivos. Temos 23 alas e só 7 são coreografadas. No geral tem coreografias que interage a escola inteira, então da essa sensação de muito coreografada”, disse Serginho, diretor de harmonia.
Comissão de frente
Coreografada pelo André Almeida, o quesito trouxe todos os bailarinos fantasiados que demonstraram ótimo desempenho pelo tempo que resta para o desfile. A ala trouxe duas coreografias e interação constante com o tripé. Os bailarinos interagiram constantemente com as arquibancadas. Parte dos dançarinos voltaram para encerrar o ensaio.
“Nós trouxemos o nosso trabalho oficial. É um grande teste pra gente o desfile, então hoje trouxemos as duas coreografias pra justamente ver o que vai funcionar, o que não vai dar certo. A gente está com 90% do nosso trabalho concluído, temos algumas coisinhas pra melhorar”, afirmou o artista.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
A dupla mostrou uma boa performance. O Rodrigo Antônio e a Jessica Gioz optaram por uma roupa mais leve, terno para o mestre-sala e vestido para a porta-bandeira. Eles apresentaram o pavilhão para as torres que contém jurados do quesito. A dupla traz uma dança mais moderna, com passos diferenciados.
Bateria
Comandada pelo Mestre Zoinho, a bateria Barcelona do Samba trouxe uma proposta mais conservadora e valorizou o ritmo, dando a sustentação necessária para a agremiação.
Evolução
A escola demonstrou maturidade com o andar. Assim como foi falado na primeira crônica, muitas alas coreografadas estarão presentes no desfile, e a organização dos foliões no ensaio demonstra boa maturidade.
Samba-Enredo
Impulsionado pelo intérprete Carlos Júnior, a ala musical fez uma ótima passagem pelo Anhembi. Aberturas de vozes pontuais enriqueceram o samba.
“Hoje foi bem técnico mesmo, o primeiro ensaio a gente estava pura emoção. Conseguimos fazer uma mistura de emoção e técnica, eu não sou a pessoa certa pra falar da escola em geral, mas por onde eu tava, e pela energia da largada,, da ver que a gente vai vir pra disputar. A gente sabe que o horário do desfile é muito ruim para uma escola de samba, é meio que uma cultura das primeiras escolas serem prejudicadas com jurado que segura nota. Vou dar 9.9 porque estou esperando as outras escolas. Temos um certo receio com isso. Mas estamos buscando atingir o jurado através da emoção”, afirmou o cantor.
Destaque
Um ponto de destaque no desfile será o tamanho do abre-alas. Nos bastidores, o carnavalesco Flávio Campello revelou que a alegoria contém 80 metros, divididas em 3 bases. Destaque também para a ala que representa o filme dançando na chuva.
O Império de Casa Verde será a segunda escola a desfilar na sexta-feira de carnaval no Sambódromo do Anhembi. A escola vai apresentar o enredo ‘O Império contra-ataca’. O tema está a cargo do carnavalesco Flavio Campello.
Realizando o segundo ensaio técnico para carnaval de 2019, a Unidos de Vila Maria aumentou a quantidade de contingente, trouxe clima leve, porém falhou em alguns pontos no quesito de Harmonia. A escola passou no Sambódromo com 56 minutos.
“Foi um ensaio bem melhor do que o outro, porque a gente tinha menos componentes por ter sido um dia de semana. Hoje com o calor, com a felicidade que a escola ta em desfilar, foi muito bom. O carnaval de São Paulo merece o que a Vila Maria fez hoje no nosso ensaio técnico”, disse Cristiano Bara, carnavalesco da escola.
Os componentes não acompanharam o andamento do samba proposto pela escola em alguns pontos. Durante a realização de determinadas bossas feitas pela bateria, houve falta de sincronismo. O primeiro setor teve bom desempenho no canto, porém ainda falta intimidade do restante da escola com a letra.
“Estou mais uma vez extasiado, duplamente extasiado. Eu tinha falado que o nosso primeiro ensaio técnico tinha sido bom, e que o segundo seria melhor e foi maravilhoso, acertamos o que estava errado”, afirmou Wander Pires.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
O casal oficial da Unidos de Vila Maria, Everson Sena e Laís Moreira, bailou com mais simpatia e segurança em comparação ao último treino. A dupla mostrou bom sincronismo e constantemente vibravam junto à arquibancada. A coreografia conversa diretamente com a letra do samba.
“A energia e o público ajudam bastante. Todo mundo cantando. O primeiro ensaio foi pra sentir a pista, sentir a nossa energia visto o que aconteceu no ano passado. Hoje foi a lavagem da alma, foi libertadora, foi mais técnico, O nosso processo está sendo gradativo”, contou a porta-bandeira.
Comissão de Frente
Demarcando um grande tamanho de tripé, praticamente 10 metros, a comissão de frente trouxe a presença apenas de homens como bailarinos. A ala demonstrou bom sincronismo numa performance com cara de oficial.
Bateria
Coordenada pelo Mestre Moleza, a Cadência da Vila usou menos as paradinhas em relação ao primeiro ensaio. O bit trabalhado se manteve constante até a linha final.
“A gente trabalhou bastante a questão da execução, a gente preza pela clareza total, tanto na parte de equalização, afinação quanto na parte da execução rítmica. A gente vem com uma proposta de arranjos onde as caixas fazem muitas frases combinadas com as terceiras, cada instrumento tem a sua parte. A gente fez bastante ensaios específicos para poder melhorar, a gente vai trabalhar até o último instante pra ficar cada vez melhor”, explicou mestre Moleza.
Evolução
Alguns pontos de desorganização foram vistos no primeiro setor. Os componentes das pontas andavam mais rápido que os outros, fazendo com que a frente não ficasse em linha reta. A ala da frente da bateria não esperou a entrada no recuo, fazendo com que criasse um buraco em frente à torre 14.
“A escola cantou muito na avenida, tem pessoas na escola que querem ajudar, demonstram amor pela escola e os pontos do primeiro ensaio foram corrigidos, e assim sucessivamente vamos chegar a excelência”, garantiu o presidente Adilson José.
Samba-Enredo
A ala musical da Vila Maria contém profissionais competentes, tanto nas cordas quanto nos microfones. O samba desenvolve bem com a comunidade. O intérprete Wander Pires realizou um treino seguro e, durante entrevista, revelou que trará surpresas técnicas relacionadas a abertura de vozes para desfile.
Buscando o título inédito do Grupo Especial, a Unidos de Vila Maria conta a história do país latino americano Peru, através do enredo: “Nas asas do grande pássaro, o voo da Vila ao Império do Sol”, desenvolvido pela dupla de carnavalescos, Alexandre Louzada e Cristiano Gonçalves. A agremiação será a sexta a desfilar no sambódromo do Anhembi, no segundo dia, às 03h55.
A Tom Maior foi a terceira agremiação a ensaiar no Anhembi na noite deste sábado. A escola realizou seu segundo ensaio técnico na temporada e passou por novos problemas. A harmonia foi o principal quesito a melhorar para que a escola repita no desfile deste ano a histórica apresentação do ano passado. A Tom Maior prestou solidariedade à vítimas do acidente com a barragem da Vale em Brumadinho, Minas Gerais. Integrantes da harmonia e do carro de som desfilaram com uma tarja preta na roupa e o intérprete Bruno Ribas fez questão de se solidarizar com as famílias que perderam entes.
Desempenho regular da obra, que não tem pontos de explosão e por isso dificulta um rendimento linear. De positivo a atuação sempre firme do intérprete Bruno Ribas e o carro de som sob o seu comando.
Harmonia
Bom o desempenho das alas da Tom Maior, embora em alguns pontos da avenida a distância do carro de som tenha sido prejudicial à harmonia, causando um perceptível desencontro entre o carro de som e o canto da comunidade. O excesso de bossas da bateria Tom 30 também prejudicou a atuação da harmonia.
Evolução
Praticamente toda a escola passou coreografada pela avenida. Isso tirou a espontaneidade do componente, embora tenha causado um bonito efeito, uma vez que praticamente todas as alas levaram algum adereço e causavam algum tipo de efeito com a movimentação ensaiada. A escola conseguiu realizar um ensaio sem problemas mais sérios mas precisa estar atenta à falta de brincadeira de seus desfilantes.
Bateria
Considerada uma das baterias que mais evoluiu nos últimos carnavais em São Paulo, a Tom 30 teve esta noite um desempenho irregular. Os ritmistas de mestre Carlão realizaram sete bossas. Em uma delas, os integrantes das alas ao final da escola perderam a referência rítmica e o canto saiu do lugar, causando prejuízo à harmonia.
“Evoluímos em relação ao primeiro ensaio. Fizemos alterações em arranjos e fizemos um treino mais voltado ao desfile. Os ritmistas estão de parabéns. Eu acho que no desfile o foco está sempre no alto, o ritmista se comporta de uma maneira diferente. O que falta ainda é o foco. Ele tem de ser crescente para chegar 100% no dia do desfile”, explicou mestre Carlão.
Comissão de Frente
O grupo de dançarinos se apresentou com roupas coloridas e movimentos sincronizados no ponto em que a nossa reportagem pode observar. Um integrante isolado interagia com o restante do grupo em um segundo momento dos movimentos coreográficos.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Jairo Silva e Simone Gomes, à exemplo do casal da Águia de Ouro, se apresentaram após algumas alas e não exatamente após a comissão de frente, como se torou usual no carnaval. A indumentária deles era laranja, em alusão às cores da agremiação. A coreografia foi bem executada e chamou a atenção a bandeira bem esticada da porta-bandeira. Eles foram bastante aplaudidos à frente do setor ‘Monumental’.
A Tom Maior será novamente a última escola a desfilar na primeira noite de apresentações do Grupo Especial da Liga SP, na sexta-feira de carnaval. André Marins desenvolve o enredo ‘ Penso… Logo existo – As Interrogações do Nosso Imaginário em Busca do Inimaginável’.
De volta ao Grupo Especial depois de uma passagem pelo Grupo de Acesso I a Águia de Ouro provou esta noite em seu primeiro ensaio técnico no Anhembi que não perdeu o padrão de desfiles de uma agremiação que ficou entre as primeiras colocadas nos desfiles de 2013 a 2015. O treino da azul e branca da Pompéia deixou ótima impressão, com destaque para o rendimento do samba-enredo, impulsionando harmonia e evolução. A escola causou polêmica ao levar uma composição fantasiada de Adolf Hitler com uma faixa presidencial e um casseetete simulando uma arma.
Uma das grandes obras do carnaval de São Paulo em 2019 teve grande desempenho na avenida. A dupla de intérpretes Douglinhas e Tinga demonstrou entrosamento e ajudou na condução do ensaio. De melodia mais dolente e com letra reflexiva o samba-enredo não perdeu seu alto padrão quando executado ao vivo.
“É a primeira vez, desfilei na Peruche como apoio. Muito feliz em poder estar na escola, graças ao convite do Laíla e do presidente Sidney. A escola canta muito. Gostei bastante do ensaio e acho que não pode ser melhor”, afirmou Tinga.
“Da pista não tenho muita noção, mas para o primeiro ensaio acho que valeu muito. A comunidade da Pompeia chegou aqui e cantou muito. Todos estão de parabéns”, completou Douglinhas.
Harmonia
Já é possível perceber o estilo do trabalho de Laíla, consagrado diretor de carnaval do carnaval carioca, contratado pela Águia para o carnaval deste ano. As alas além de cantarem bastante o samba-enredo o fazem nas divisões e tempos rítmicos corretos, criando um padrão de excelência quando as vozes são unidas ao longo da passagem do samba-enredo.
“Eu vim hoje para observar. Quadra é diferente de avenida. Fiz isso e passei aos companheiros de harmonia e ao presidente minha opinião. Ensaiamos tecnicamente dentro do regulamento. Achei que ainda falta um pouquinho de alegria. Com o som amplificado a tendência é isso acontecer. Hoje não vim para comandar”, disse Laíla, diretor de carnaval.
Evolução
Correta, porém burocrática. As alas passaram organizadas, com a técnica de avenida sem erros ou percalços. Entretanto, os integrantes podem demonstrar mais espontaneidade e alegria, mesmo com um samba-enredo mais dolente. Os desfilantes devem se soltar mais, evoluir com mais liberdade, para alcançar a nota máxima no quesito.
Bateria
Os ritmistas da Batucada da Pompeia passaram com correção. Sob o comando de mestre Juca houve a manutenção do ritmo em detrimento do excesso de bossas. A atuação se deu em perfeita harmonia com o carro de som e o canto da escola.
“Gostei do andamento, viemos em 144 BPM (batidas por minuto). A escola balançou mais um pouquinho. Não fizemos algumas bossas hoje justamente por uma questão de ajuste para encontrar a melhor forma de fazer na avenida”, explicou mestre Juca.
Comissão de Frente
Vestidos com roupa de ensaio técnico, os dançarinos evoluíram com bastões como parte integrante da coreografia. Em um determinado momento eles atiravam os bastões ao chão e pisavam com firmeza na pista.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
João Carlos e Ana Paula, ao contrário dos demais casais do Grupo Especial, não se apresentaram logo após a comissão de frente. A ala de baianas veio antes dos dançarinos. Trajados com uma indumentária amarela eles executaram os movimentos corretamente e demonstraram bastante entrosamento com uma dança tradicional.
A Águia de Ouro será a primeira escola a desfilar no sábado de carnaval pelo Grupo Especial da Liga SP. A azul e branca apresenta na avenida o enredo “Brasil, Eu Quero Falar de Você!”. Laíla, Fran Sérgio, Sérgio Caputto Gall e Beth Trindade formam a comissão de carnaval da escola.
Na manhã deste sábado, a praia de Copacabana foi o palco de uma linda homenagem à Iemanjá. A Renascer de Jacarepaguá, que apresentará na Avenida o enredo “Dois de fevereiro no Rio Vermelho”, levou seus principais segmentos para reproduzir um pouquinho da festa que acontece, tradicionalmente, no Rio Vermelho, em Salvador, todos os anos. A comemoração original, em Salvador, reúne milhões de fiéis de vários lugares do mundo, que querem agradar a Orixá. No Rio, a festa foi adaptada e o grande louvor em homenagem à Iemanjá foi o samba-enredo que embalará a agremiação no carnaval deste ano e estava na ponta da língua de todos os segmentos presentes. (Fotos: Léo Cordeiro)
O intérprete Diego Nicolau, que também é um dos compositores do samba ao lado de Moacyr Luz e Claudio Russo, puxou o samba, acompanhado pelo Mestre da bateria Guerreira, Junior Sampaio, e alguns ritmistas que, hoje, tocaram atabaques, agogô e gã, em respeito à homenageada. Baianas, passistas, musas, os dois casais de mestre-sala e porta-bandeira e membros da comunidade entoavam o samba como prece e deixaram turistas e moradores da região encantados com a beleza do ritual.
A festa contou com as orientações espirituais do Babalorixá Flávio de Obaluaye, que montou o barco com as oferendas e conduziu o cortejo pelas areias da praia mais conhecida do Brasil. Emocionada, a vice-presidente e gestora da agremiação, fez um discurso breve e forte. “Apesar de todas as dificuldades, com a ajuda da nossa comunidade e com as bençãos de Iemanjá, nós vamos colocar essa escola na Avenida e vamos surpreender”, afirmou.
A Renascer de Jacarepaguá é a segunda escola a desfilar no sábado de carnaval e pretende mostrar, além da força de sua comunidade aguerrida, muita fé, devoção e alegria com esse enredo que foi abraçado pela comunidade.