A Portela reuniu baluartes, segmentos e a imprensa, nesta quinta-feira (13), para apresentar sua nova marca, desenvolvida pela Saravah Branding, Comunicação e Design. O lançamento no barracão da escola, na Cidade do Samba, aconteceu um ano após o início do projeto de estratégia, pioneiro no universo do carnaval carioca.
“O resultado foi a construção de uma marca inconfundível, memorável consistente, relevante e apaixonante. Mais que uma logo e uma identidade visual característica, nosso trabalho resgatou às tradições da escola, unindo às suas ambições e todo seu potencial ainda inexplorado, para construir uma série de associações proprietárias que representam a Portela como ela é, como ela foi e como ela será”, avaliou Cristiano Mansur, diretor executivo da Saravah.

Diante da baluarte Tia Surica, sócios e representantes de todos segmentos da agremiação, o presidente executivo Luis Carlos Magalhães também elogiou a nova marca, destacando sua importância para o futuro da agremiação, que completou 95 anos em abril. “A Portela precisava reforçar e profissionalizar a gestão de sua marca. Estamos pensando no futuro, mas sem esquecer as tradições da escola. Nosso objetivo é tornar a Portela uma escola autossuficiente e rentável, dependendo cada vez menos das verbas públicas. Nossos projetos sociais e culturais acontecem o ano inteiro, por isso precisamos buscar novas alternativas para obter recursos, como o licenciamento de produtos, por exemplo.”
Presidente do Conselho Deliberativo, Fábio Pavão ressaltou que a nova marca foi aprovada por unanimidade pelos conselheiros, além de ter sido apresentada previamente aos líderes de todos os segmentos e departamentos da agremiação.
“Tomamos o cuidado de fazer tudo da maneira mais democrática possível. Todo o desenvolvimento da nova marca foi feito a partir de entrevistas com portelenses ilustres e torcedores da escola. Após a aprovação pelo Conselho Deliberativo, fizemos diversas reuniões com os segmentos para apresentar o resultado”, contou Pavão, que também faz parte da comissão de Carnaval.

Pavão revelou, ainda, que a nova marca não será aplicada no pavilhão e nem no palco, que continuarão estampados com a ‘marca tesouro’, representada pela tradicional águia e as 22 estrelas dos títulos conquistados. “A ‘marca tesouro’ representa a memória afetiva do portelense, por isso segue no nosso pavilhão e no palco da quadra. As duas marcas, agora, vão coexistir”, disse o presidente do Conselho Deliberativo.
Cristiano Mansur também fez questão de detalhar a nova marca, que foi apresentada em vídeo com locução da atriz portelense Gloria Pires. “O projeto de branding da Portela une tradição e vanguarda convivendo em harmonia, em uma marca íntegra, reverente, inventiva, intensa e feita dos azuis mais brilhantes. Feito uma reza e um ritual, uma marca que desperta emoções viscerais, comunhão, ritmo e legado. Uma marca que faz todos quererem pertencer à essa família que se escolhe, criando laços que não se rompem. Uma marca que impressiona e seduz em tons inconfundíveis. Uma marca que reflete onde viemos e pra onde vamos, juntos, com nossas tradições, rituais e códigos. Uma marca que fala a linguagem dos sonhos, cada vez mais majestosa”, exaltou.
Simultaneamente ao evento, a Portela apresentou novo layout para o site oficial e redes sociais e lançou um aplicativo (disponível para Android) com notícias, vídeos e informações históricas da azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira.
Participaram também da coletiva Paulo Renato Vaz e Vinícius Ximenes, assessores de marketing da Portela; Vanderson Lopes, presidente do Conselho Fiscal; e a carnavalesca Rosa Magalhães.
A equipe da Saravah envolvida no projeto é formada por Cristiano Mansur (diretor executivo), Cristiano Junqueira (diretor de criação), Mariana Hermeto (diretora de design), Raquel Goulart (diretora de estratégia), Rafael Bittencourt (coordenador de branding) e Kassio Araújo (atendimento).



A sexta, sábado e domingo estão recheadas de muito samba no Botequim Carnavalesco, que fica na Rua Souza Franco, 364, em Vila Isabel. Para todos os dias, a casa aceita reservas (sem custo) pelo seguinte e-mail
A porta-bandeira Giovanna foge do lugar comum ao avaliar o período em que esteve ausente do carnaval, depois que desfez a parceria com Marquinhos, ao final do Carnaval 2017. De volta ao carnaval, agora ao lado de Fabrício Pires, na São Clemente, a dançarina relata à reportagem do CARNAVALESCO que se sentiu muito mal em não estar na sagrada avenida de desfiles.
Consagrada e muito premiada no carnaval, Giovanna relata ainda que viajou durante os desfiles de 2018, mas que não deixou de acompanhar a atuação dos colegas de dança nos desfiles deste ano.
– É muito bom trabalhar ao lado do Fabrício. Cheguei a pensar que não seria mais capaz. E a cada ensaio eu sinto algo diferente. Tudo muito novo. Está muito gostoso. Eu já era amiga dele, fizemos trabalhos juntos. Foram 15 dias na ocasião em uma viagem juntos. Sempre houve uma admiração mútua. A vida me deu esse presente. O Fabrício não deixou que eu reduzisse o mastro da minha bandeira, disse que era minha marca. É um cavalheiro – destacou.

A Unidos de Vila Isabel e o instituto NoRio Cultural firmaram parceria e oferecerão cursos e atividades totalmente gratuitos. As inscrições poderão ser feitas entre os dias 19 e 22 de Setembro, de 10h às 16h, na quadra da escola. As aulas terão início a partir do dia 8 de outubro. Os candidatos precisam comparecer com RG ou CPF, e comprovante de residência
O olhar está mais sereno, como se tirasse um enorme peso das costas. O caminhar manso segue o mesmo. O corpo está mais esguio. O desejo de vencer segue inabalável. Laíla vive uma nova fase em sua vida, depois de quase quatro décadas dedicadas à Beija-Flor entre idas e vindas. De volta à Unidos da Tijuca, após rápida passagem nos anos 80, o experiente diretor de carnaval atendeu a reportagem do CARNAVALESCO para uma franca e aberta entrevista. Sem mágoas da antiga escola, revela que a saída fez bem para ambos. Não se furta em se posicionar contra as encomendas de samba e faz uma exigência a si mesmo nesse início de trabalho na escola do Borel:
“Isso morreu no dia que fomos em juízo para acertarmos as conversas. Foi um ponto final ali mesmo”.
“Nós pretendemos na Tijuca valorizar ao máximo a comunidade. Em todas as escolas que passei eu determinei isso como prioridade. As conversas que estamos tendo e reuniões. Temos um horário de desfile difícil, tenho essa consciência. As escolas de domingo, exceto a Grande Rio, todas já foram campeãs. Esse ano não havia possibilidade de troca. Vamos ter de trabalhar muito, conscientizar o componente. Informação que eu tenho é de um povo muito ordeiro. Eu não posso mais errar. Estou com emoção nos olhos e no coração”.