Por Guilherme Ayupp e Fiel Matola. Fotos: Magaiver Fernandes
A Porto da Pedra escolheu na madrugada deste sábado para coroar seu desfile do ano que vem o samba-enredo que homenageia o ator Antônio Pitanga. A vitória não foi apenas da parceria campeã, mas de toda a comunidade gonçalense, que compareceu em peso e se posicionou claramente diante de seu samba preferido. A obra vencedora foi feita pelos compositores Bira, Claudinho Guimarães, Duda SG, Márcio Rangel, Alexandre Villela, Guilherme Andrade, Adelyr, Bruno Soares, Rafael Raçudo, Paulo Borges, Eric Costa e Oscar Bessa. O Tigre de São Gonçalo será a quarta a desfilar no sábado de carnaval pela Série A com o enredo “Antônio Pitanga – Um negro em movimento”. Jaime Cezário comanda o desenvolvimento do projeto.
Considerada azarã na disputa desse ano a parceria campeã é a mais vitoriosa nesta década na Porto da Pedra. Simplesmente todos os compositores já venceram pelo menos uma vez na escola de São Gonçalo. Líder do time, Bira alcança a sua sétima conquista desde 2010. Nesta década ele só não triunfou em 2012 e 2015. O único que só venceu uma vez foi Claudinho Guimarães. Márcio Rangel (cinco vezes), Duda SG, Alexandre Vilela e Oscar Bessa, com quatro conquistas cada também engrossam a pesada lista de compositores.
Bira falou à reportagem do CARNAVALESCO sobre a vitória. Segundo ele, jamais houve desconfiança sobre a vitória. Segundo o poeta, a conquista foi da comunidade da escola.
“É a minha vitória mais importante até aqui na Porto da Pedra. Uma final de altíssimo nível. Ter na nossa escola um compositor com a estirpe de Altay Veloso é algo a se celebrar. Conseguimos superá-los. Nosso samba ganhou a comunidade e é nela que uma escola de samba deve apostar para ganhar o carnaval. Essa é uma vitória da comunidade de São Gonçalo”, disse o heptacampeão.
O parceiro Oscar Bessa era só felicidade. “Mais uma vez, nós ganhamos. É força de nossa comunidade. Este ano foi um grande prazer está concorrendo com nomes como Feital e Altay. Estou muito emocionado. A Porto da Pedra ganha acima de tudo. Espero que nossa samba possa proporcionar um grande desfile”.
A parceria teve uma apresentação forte desde o início com uma melodia valente que possibilitou um canto linear. Alguns integrantes de fora da torcida cantaram o samba. Durante a final foi a passagem mais forte. O samba se impôs na quadra desde os primeiros minutos e ao fim dos 25 minutos deixou em todos a sensação de que a justiça seria feita em caso de uma vitória da obra. A comunidade ‘exigiu’ a escolha do samba ao gritar durante o discurso antes do anúncio qual era sua obra predileta.
“Essa é a mais bela homenagem que um ser humano pode receber”, Antônio Pitanga, sobre ser enredo da Porto da Pedra
Responsável pela produção do desfile, o carnavalesco Jaime Cezário garante uma leitura fácil do enredo para 2019.
“Antônio Pitanga é uma personalidade que completa 80 anos em 2019, 60 anos dedicado à arte. E a atuação dele no cinema, na televisão e sua militância política fez com que o tema se aproximasse da diretoria. Impossível fazermos um desfile sobre tudo que ele fez, só de cinema são uns 60 filmes, daria muito enredo. Ele é um gigante, logo a ideia é fazer o que já estou adotando na Porto da Pedra, uma leitura fácil, para que as pessoas entendam, se divirtam e se emocionem. E no final queremos que todos aplaudam”
Jaime Cezário adota cautela sobre o favoritismo da Porto da Pedra na Série A.
“As pessoas estão dizendo que somos favoritas. Não adianta sermos favoritas, na verdade, a gente está trabalhando com o pé no chão e de forma sensata como foi nos últimos anos. Não tem essa de favoritismo, favoritismo deixamos para escolas ricas. Queremos trabalhar com tranquilidade”.
Presente na escolha do samba-enredo, o homenageado Antônio Pitanga estava radiante. O ator com a presença da sua família, inclusive, da atriz Camila Pitanga.
É uma felicidade completa ser homenageado e em vida através desse enredo. Aos 80 anos e 60 de careira, essa é a mais bela homenagem que um ser humano pode receber, por essa família de São Gonçalo. É um gesto lindo da escola. Pulo de alegria e de felicidade. O Sambódromo é o maior espetáculo à céu aberto. Contar minha história, do cinema, do teatro, da televisão, dos meus amigos, da minha família e de todo um processo político, social e cultural. Assim como também a questão social. Só tenho agradecer a escola, muito obrigado. Espero que, com esse enredo, traga o campeonato e vamos para o Especial”, contou Pitanga.
Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Camila Pitanga falou da homenagem para o pai.
“A maior honra para um brasileiro e carioca é ser homenageado no carnaval. Estou transbordando de alegria por meu pai ser enredo”.
Escola garante vir forte na briga pelo título
O presidente da Porto da Pedra, Fábio Montibelo, revelou queo barracão da escola já está em funcionamento, após o incêndio em julho de 2018.
“Já recuperei o barracão, entramos com uma liminar na justiça, pois querem tirar todos dali, mas seguimos firmes”.
O dirigente estima um gasto forte para o desfile do ano que vem e confia na volta do Tigre ao Especial.
“Está na hora da Porto da Pedra voltar para o Especial. Este ano nós estamos estimando um orçamento em torno de R$ 1 milhão e meio, contando patrocínios de amigos e da prefeitura de São Gonçalo”.
Luizinho Andanças: ‘Se não errarmos, vamos subir para o Especial’
O intérprete Luizinho Andanças ficou fora do carnaval em 2017 e regressou justamente na escola onde obteve a maior projeção. Entre 2005 e 2011 foi a voz da Porto da Pedra. Retornou em 2018 e obteve junto do Tigre de São Gonçalo o terceiro lugar na Série A. Ao site CARNAVALESCO, Andanças falou sobre o retorno e a relação com a escola.
“Fiquei muito feliz nesse carnaval. Primeiro pelo meu retorno, depois de um ano fora. Ninguém gosta de ficar afastado daquilo que ama e eu não sou diferente. Ter podido voltar na agremiação onde fui tão feliz me deixou duplamente realizado. Eu sempre digo que saí daqui deixando a porta encostada. Por isso foi fácil reabri-lá. Meu carinho pela comunidade de São Gonçalo é enorme”, derrete-se o intérprete.
Andanças não se faz de rogado e abandona o discurso pronto ao ser indagado sobre o favoritismo da Porto da Pedra para voltar ao Grupo Especial em 2020.
“Olha, com todo o respeito que sempre temos de ter pelas coirmãs, mas eu acho que se a gente não errar e trabalhar com seriedade que estamos trabalhando acho que vai dar a gente. Temos um grande samba, escolhido por aclamação, uma equipe forte, uma posição de desfile excelente. Agora é com a gente”, finaliza.
Mestre Pablo garante mudança na bateria, apesar dos 40 pontos
Sempre uma atração a parte na avenida mestre Pablo revelou ao CARNAVALESCO que não apenas já pensou como tem na cabeça o seu figurino que vai representar na avenida no ano que vem. O comandante da Ritmo Feroz aposta no casamento do samba com a bateria na avenida.
“Já tenho na cabeça o meu figurino para 2019. Mas obviamente é segredo. Minha bateria é na frente, então, optamos por um samba com melodia empolgante. Não podíamos optar por um samba morno senão não aguenta o tranco”, avisou.
Pablo comemorou o desempenho da bateria Ritmo Feroz na avenida em 2018, mas prometeu mudanças para o desfile do ano que vem.
“Tivemos os 40 pontos, graças a Deus. Não é fácil hoje cravar as notas máximas. O nível é alto demais. Vamos trabalhar para repetir. Toda quarta de cinzas eu me arrependo de ser mestre. É um sofrimento muito grande (risos). A gente sempre tem algumas mudanças pontuais a fazer a cada ano, até para não ficar repetitivo. As pessoas esperam novidade”, comenta.
Casal quer manter os 40 pontos
Um dos melhores casais da Série A no Carnaval 2018, Rodrigo França e Cintya Santos, já pensam no desfile de 2019 e torná-lo ainda melhor que o desse ano.
“Estou muito feliz com a nossa atuação deste ano. Nós já estamos ensaiando desde julho, para continuar no pique e mantermos os 40 pontos. É trabalhar para ano que vem. Em relação a roupa, eu pedi que nós continuássemos completos: de capa, esplendor e cabeça, continuando com o tradicional”, disse o mestre-sala.
A porta-bandeira já deu dicas da sua fantasia para o Carnaval 2019.
“O está me escondendo, fico perguntando e ele ainda não me disse nem qual será o primeiro setor, acho que será algo afro. Eu não esperava tanta repercussão da forma que foi esse ano, não esperava ser a única com 40 pontos. Esperava o reconhecimento sim, este que tantos anos eu lutei para conseguir e, principalmente, por eu ser gorda. Só tenho a agradecer. Para 2019, não quero perder o que nós temos de positivo, que é a dança clássica do casal, pode ser que tenha uma coreografia, mas com aquele “arroz e feijão” que não pode faltar”.
Como foram as apresentações dos sambas finalistas
Parceria de Capitão Barreto: O samba foi defendido na quadra pelos intérpretes Roger Linhares e Marquinho do Banjo. A torcida era bem tímida e pequena. A apresentação não conseguiu contagiar a quadra e com poucos integrantes acabou se apresentando de forma burocrática.
Parceria de Altay Veloso: O samba despontou favorito desde as primeiras audições sendo uma das obras mais influentes nas redes sociais desde a inscrição. Na final a torcida já cantava o samba antes do início oficial da apresentação. Entretanto, a apresentação foi bastante aquém de toda essa expectativa gerada. Embora longo para os padrões atuais, com sete linhas, o refrão tem uma rara construção poética, com destaque para a gratidão de Antônio Pitanga a São Gonçalo. A construção melódica arrojada sempre encontrada nos sambas da parceria talvez seja o grande diferencial do samba e interferiu decisivamente na apresentação. A dupla de cantores Igor Vianna e Thiago Britto demonstrou muito entrosamento e segurança na condução da obra.
Parceria de Guga Martins: Apostando em um refrão forte e valente a parceria foi a que trouxe a torcida mais numerosa à final. O samba optou por um caminho melódico mais voltado a um andamento à frente para a bateria. A torcida fez uma grande festa. Wantuir, hoje na Unidos da Tijuca, e que recebeu a primeira oportunidade como cantor oficial na Porto da Pedra, defendeu a obra na quadra. O samba apresentava passagens na letra com forte engajamento político, como “negro, pobre e favelado também pode sonhar”, devido ao perfil do homenageado.
O site CARNAVALESCO fez um levantamento completo sobre as vitórias de cada compositor campeão da parceria na Porto da Pedra.
Bira (2010, 2011, 2013, 2014, 2017, 2018 e 2019)
Márcio Rangel (2013, 2014, 2017, 2018 e 2019)
Alexandre Villela (2014, 2017, 2018 e 2019)
Duda SG (2013, 2014, 2018 e 2019)
Eric Costa (2014, 2017 e 2019)
Oscar Bessa(2012, 2017, 2018 e 2019)
Guilherme Andrade (2018 e 2019)
Adelyr (2017, 2018 e 2019)
Bruno Soares (2017, 2018 e 2019)
Rafael Raçudo (2017, 2018 e 2019)
Paulo Borges (2017 e 2019)
Claudinho Guimarães (2019)


A Unidos de Bangu escolheu na madrugada desta sexta-feira a obra oficial que vai embalar o seu desfile do ano que vem. O samba vencedor foi o da parceria dos compositores Samir Trindade, André Kaballa, Marcio de Deus, Wellington Amaro, Paulinho Ferreira, Henrique Costa, Fabio Fonseca, Fabio Martins, Neizinho do Cavaco, Julio Assis, Marlon P. e Vinícios Sombra. A vermelha e branca da Zona Oeste vai desfilar pela Série A no ano que vem com o enredo ‘Do ventre da terra, raízes para o mundo’, sob desenvolvimento do carnavalesco Alex de Oliveira. A Bangu será a primeira a desfilar no sábado de carnaval e ficou em 12º colocada no desfile deste ano.
A parceria campeã é formada por compositores consagrados em outras escolas, casos de Samir Trindade e Neyzinho do Cavaco, tricampeões da Portela, além de André Kaballa e Marcio de Deus, dupla que esteve no time campeão de 2018. Os demais poetas venceram pela primeira vez na vermelha e branca da Zona Oeste. Único bicampeão do time de compositores vencedores, André Kaballa estava no grupo que venceu em 2018 e repete o sucesso na composição para o ano que vem. Em entrevista ao CARNAVALESCO, ele celebrou a vitória e dividiu os louros com os companheiros.
“É uma parceria com muitos caras experientes e acostumados a fazer samba vencedor. O Samir e o Neyzinho são campeões três anos seguidos na Portela. Isso é uma façanha. Acho que nosso samba possui uma melodia adequada à necessidade da escola, que abre a segunda noite de desfiles. Buscamos imprimir uma mensagem de paz na obra e acredito que obtivemos sucesso”, destaca o campeão.
Embora campeã não foi uma passagem arrebatadora. O sistema de som do palco prejudicou um pouco a apresentação pela dificuldade de se ouvir as cordas. A apresentação da parceria teve um início destacado na disputa final. A bateria fez algumas convenções em cima da melodia da obra. A composição foi defendida na quadra pela dupla Leozinho Nunes, da São Clemente, e Tiganá, da Unidos da Ponte.
O carnavalesco Alex de Oliveira preferiu conduzir o processo de construção das obras da safra da escola, segundo informou à reportagem do CARNAVALESCO. Para o artista desta forma os sambas se adequaram melhor à proposta estética que a agremiação pretende levar para a avenida.
De acordo com Alex, o enredo que terá a batata como fio condutor irá comparar a versatilidade do alimento com a do próprio povo brasileiro.
A Unidos de Bangu foi uma das escolas afetadas com a exigência dos proprietários dos terrenos na Zona Portuária, que despejaram agremiações de seus locais de produção dos seus carnavais. Por isso, a própria Bangu decidiu por conta própria construir um galpão na região do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) na Avenida Brasil.
Experiente e com passagens por Mangueira, Salgueiro, Grande Rio, Curicica e Caprichosos de Pilares, Jeferson acha positiva a posição de desfile da Unidos de Bangu em 2019.
Mestre Léo Capoeira, caminhando para o seu segundo carnaval à frente da bateria da Unidos de Bangu, se diz satisfeito com o desempenho de seus ritmistas em 2018. Mesmo assim fez uma modificação importante visando o desfile do ano que vem.
Léo se disse satisfeito com a opção feita pela escola na escolha do samba e revelou que sua bateria desfilará com 240 ritmistas, 20 a mais que em 2018.
“Sou dançarina profissional. Danço desde os meus 14 anos. Entrei no carnaval como passista em 2009. Fiz o curso na escola Manoel Dionísio. Passei por algumas escolas e sempre dancei com o Anderson, que é meu marido. Esse ano desfilamos no Arranco e atingimos os 40 pontos. Tivemos essa felicidade de sermos convidados pela Bangu. A responsabilidade é imensa. Desde o momento que terminamos o desfile deste ano, seguimos ensaiando. Quem trabalha com arte geralmente é muito dedicado. O nervosismo é normal, mas a felicidade e o trabalho são muito maiores. A gente já tem uma prévia do figurino, mas nada concreto ainda. Estamos ensaiando com um trabalho físico de força e resistência. Vamos colocar coreografia a partir de agora que escolhemos o samba. Não teremos por enquanto com coreógrafo. Mas como já trabalhamos com dança podemos nós mesmos criarmos nossa coreografia”, disse a porta-bandeira.
O companheiro de Eliza concorda com a mulher e complementa dizendo que possui registro profissional de dançarino há muitos anos. Segundo ele, a dupla está dissecando as justificativas dos jurados para atingir a técnica perfeita na avenida.
Parceria de Thiago Martins: O samba abriu a noite com uma bonita festa na quadra, que contou até com sinalizadores. A obra foi defendida pelo intérprete da Inocentes de Belford Roxo, Nino do Milênio. Com uma melodia aguerrida a obra fez o povo cantar, entretanto, apenas a torcida foi contagiada. O canto, porém, foi apenas burocrático.
Parceria de Diego Nicolau: O time de peso formado pelos mais vitoriosos compositores da história recente do carnaval incendiou a quadra desde o início da apresentação. Foi o samba de melodia com o melhor encaixe com a bateria Caldeirão da Zona Oeste. Tanto que a velha-guarda cantou o samba de seu camarote e outros integrantes da escola engrossaram o coro além da animada torcida.
Parceria de Eli Penteado: A parceria apostou em um dos intérpretes mais vitoriosos em disputas de samba para defender a obra, Wander Pires. Ao contrário das demais composições que se apresentaram na grande final, esta tinha uma melodia mais dolente e não se adaptou bem na quadra.
Parceria de Jorge Barbosa: O grande destaque da apresentação sem dúvida foi a participação de Quinzinho na parceria. O lendário intérprete, que cantou o último título do Império Serrano no Grupo Especial em 1982, defendeu a obra no palco junto do time de cantores. A obra, no entanto, teve um desempenho abaixo das favoritas.
Parceria de Edinho Fortis: A aposta da parceria foi em um refrão explosivo para fazer a comunidade cantar o samba. Se apresentar depois das 04h prejudicou o rendimento da obra, pois pegou a quadra já esvaziada e com as pessoas cansadas. O intérprete Thiago Britto, da Cubango, defendeu o samba na quadra.
O Império da Tijuca arranca para o Carnaval 2019 com um passo muito importante dado na manhã desta sexta-feira, feriado da Independência, ao premiar a parceria de Diego Nicolau, Pixulé, Braguinha Cromadinho, Jota e Tinga com a vitória no concurso de samba-enredo. A obra para o enredo “Império do Café – O Vale da Esperança”, desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Caribé, mexeu com a comunidade da Formiga e passou com tranquilidade pela disputa.
A final aconteceu na quadra da agremiação, no Morro da Formiga, e que fortalece ainda mais o sentimento de pertencimento da agremiação com os seus componentes. Em tempo de divisão Nutella e Raiz, a verde e branco da Tijuca tem fundamento do samba para dar e vender ao carnaval. O público lotou o espaço e não parou de cantar e sambar nenhum momento. Festa da raça, da ginga, e, acima de tudo, do sambista.
O resultado do samba campeão consagrou o desejo maciço dos componentes. A “torcida tradicional” das “modernas disputas de samba” estava presente, mas era só olhar o camarote, os passistas, ritmistas e demais segmentos, que era possível identificar a preferência pelo samba da parceria de Diego Nicolau. A presença no palco dos intérpretes Tinga e Pixulé foi avassaladora.
“Eu estou totalmente sem palavras. É o primeiro ano que eu ganho aqui no Império. É o primeiro de muitos, se Deus quiser. Essa vitória aqui representa tudo. Foi a escola que me projetou. O que eu mais gosto nesse samba é o refrão que além de ser muito bom, mexe com toda a comunidade”, explicou Pixulé, que possui muita identificação com o componente do Império da Tijuca e até brinca com os ritmistas da Sinfonia Imperial: “O papai chegou”, diz.
Quem também estava radiante com a vitória era o intérprete Tinga, que teve a presença do filho Tinguinha no palco participando da obra campeã. É a segunda vez consecutiva que Tinga vencer na escola da Formiga. ” Ganhar o samba aqui é maravilhoso, mais um ano! Império da Tijuca é uma escola de comunidade. Parabéns ao Morro da Formiga, parabéns ao Tê. A parte do samba ‘Nego tá cansado, nego tem que trabaiá’ é muito forte”, citou o cantor da Vila Isabel.
“Os três sambas estavam dentro do enredo, dentro da sinopse, mas sempre tem um que sobressai. Também com o carnavalesco pra saber o que ele achava. Mas tenha certeza que aqui ganha o melhor”, definiu.
“Nós costumamos fazer o lixo virar luxo. Aproveitamos muita coisa do ano anterior. Faz aquela maquiagem, tira os adereços para aproveitar para o ano seguinte… E assim a gente vai caminhando. Por enquanto não temos patrocínio, mas fizemos um grande lançamento do enredo lá em Vassouras, reunimos todos os prefeitos da região e estamos trabalhando para ver se conseguimos alguma coisa pra acabarmos de fazer o carnaval”, disse Tê, que está confiante também na solução para os barracões da Série A, embora, a escola já tenha um lar, próximo ao Sambódromo.
Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Jorge Caribé deu uma rápida pincelada sobre o enredo para 2019. Segundo ele, o Império estará muito forte no desfile do ano que vem.
Mestre Jordan contou ao CARNAVALESCO que a bateria Sinfonia Imperial vem crescendo e caminha forte para nota máxima em 2019.
Para o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Renan e Gleice, os ensaios já começaram. A dupla parece estar em sintonia e bem unida.