Vinicius Martins está na categoria de mestres criados dentro da respectiva escola. O interesse em entrar pra bateria surgiu em um dos jogos da equipe de futebol do Palmeiras, em 2005. Através disso procurou a escolinha de bateria da Mancha Verde, desfilou e hoje assume o principal cargo da Puro Balanço.
Apelidado como “Maradona” pela semelhança com o antigo jogador argentino, ele tem um estilo de trabalho de pouca exposição, quieto, modesto, humilde e que divulga sua proposta aos poucos.
A bateria Puro Balanço tem seus instrumentos afinados no médio-grave, a batida de caixa é padrão e as terceiras tocadas no contratempo do samba. A criação de bossa é feita em conjunto com toda a diretoria. Um ponto de destaque do Puro Balanço é a ideologia que seguem, o mestre não esconde que o intuito da batucada é sustentar o canto da escola.
“Nós temos uma filosofia de trabalho onde queremos que o nome da escola brilhe mais que o nosso, e para isso precisamos deixar o ego de lado e fazer alguns sacrifícios na avenida. Sabemos que todo ritmista ama fazer uma paradinha, bossa, breque na avenida, mas tudo tem que ser avaliado para que não atrapalhe o decorrer do desfile. Para o carnaval de 2019 estamos com um bit um pouco mais pra frente que o nossos últimos anos, e sim, foi influência do Jorge Freitas. Ele é um carnavalesco diferenciado, conhece bastante o lado
musical do espetáculo e, pela experiência, disse que o samba ficaria melhor com o bit um pouco mais elevado, então nós fizemos alguns testes e após muita conversa chegamos em um resultado que agradou tanto nós como o nosso povo. É bastante produtivo trabalhar com ele, pois ele conhece muito e nos ensina muita coisa”, afirma mestre Maradona.
A escola de samba Mancha Verde será a terceira escola a desfilar na noite de sexta-feira (01/03) às 01h25, e traz o enredo afro: “Óxala, Salva a Princesa! A Saga de uma Guerreira Negra!”, desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Feitas.
Esse carnaval não será mesmo como os últimos que se passaram na Vila Isabel. Depois de sofrer com entregas de fantasias e chegar a desfilar incompleta recentemente, a azul e branca da terra de Noel inicia a entrega das roupas para o seu desfile no próximo dia 04 de fevereiro, um mês antes da escola entrar na avenida.
O diretor de carnaval Wilsinho Alves falou à reportagem do CARNAVALESCO sobre a importância de realizar a entrega de maneira antecipada e explica que algumas alas terão traslado exclusivo para a Sapucaí no dia do desfile.
“Em primeiro lugar é você respeitar o componente. A pessoa se sente prestigiado. Depois nós ao realizarmos essa entrega com antecedência podemos receber um feedback do componente com relação a tamanho, sapatos. Todo mundo ganha. Algumas alas com costeiros e resplendores serão transportadas com caminhões direto para a avenida”, destacou o dirigente.
Wilsinho faz um alerta aos componentes da Vila Isabel para que cuidem dos figurinos pois reapresentam um importante quesito para a compreensão do desfile.
“Vamos iniciar as entregas no próprio barracão. Assim o componente pode dar uma espiada nas alegorias. Temos um manual do componente onde alertamos para que as fantasias não se danifiquem. É importante pois é um quesito”, finaliza.
A comunidade foi a protagonista do ensaio técnico de rua da Porto da Pedra, neste domingo, em São Gonçalo, mostrando que o Tigre é sim uma das favoritas ao título da Série A. O relógio marcava 21h43 quando Luizinho Andanças iniciou o ensaio cantando sambas antigos da escola. Com duração de mais de uma hora, 1h15 para ser mais exato, e com o calor na cidade, os componentes no final não demonstraram cansaço, pelo contrário, cada ala que chegava ao cordão indicador do fim do ensaio, cantava mais do que nunca. O samba que caiu no gosto da comunidade. Bateria, casal, carro de som e uma evolução correta, somado ao canto, ajudaram a corroborar que a Vermelha e Branca não está para brincadeira.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Rodrigo França e Cintya Santos lutam para continuar com seus 40 pontos conquistados em 2018. O ensaio mostrou que estão preparados para mais um espetáculo: misturando o bailado conservador com o moderno, utilizaram algumas coreografias em partes do samba. Porém, os movimentos do mestre-sala e a graciosidade da porta-bandeira são de impressionar, principalmente, no momento em que eles apresentam a escola, um bonito gesto, mostrando que o casal não perdeu a essência da dança. O ponto de atenção para dupla é o encontro das mãos, quando terminam o giro anti-horário, está parecendo forçado, mas, nada que não possa ser corrigido até o carnaval.
“Se Deus quiser, a gente vai manter os 40 pontos. A gente está muito feliz, muito grato por essa comunidade que receptiva, então, não podemos fazer menos, temos que dá a nota máxima para eles”, pontuou Rodrigo.
Cintya comentou o segredo para manter todas notas dez e adiantou como será a apresentação no carnaval: ”Na nossa dança, nós não queremos perder nossa essência. Estamos fazendo ela com muito carinho. Vamos vir com uma novidade, arriscar um pouco. É pedido que tenhamos a tradição, mas que também haja inovação. Será um pouquinho de cada, para lutarmos e preservarmos os 40 pontos”.
Harmonia e Samba
O canto forte do Tigre foi um ponto alto do ensaio. Porém, a comunidade tem que ficar de olho em alguns erros que podem ser consertados até o carnaval, como por exemplo, em algumas alas é cantado “no quilombo novo” ao invés de “no cinema novo”. O canto caiu um pouco nas estrofes que vem após o refrão central. Fora isso, a cidade de São Gonçalo ouviu o rugido do Tigre. Exemplo de um belo canto foi o da primeira ala, e a ala após a bateria. O samba que foi abraçado pela escola, na voz de Luizinho Andanças, acompanhado pelo seu carro de som, mostrou que ele só tende a crescer até o dia do desfile.
“Os ensaios estão sendo muito bons, a bateria está show de bola e minha galera aqui está correspondendo muito bem. Graças a Deus está dando tudo certo e tomara que sejamos a favorita mesmo”, disse Luizinho.
Evolução
O tempo grande do ensaio poderia demonstrar problemas na empolgação do componente. Mas, não foi o que se viu. Uma comunidade alegre e aproveitando o momento, tudo com tranquilidade, fluidez e alas sem buracos. Junior Cabeça, diretor de carnaval da escola, fez o balanço do ensaio.
“Nossa comunidade está bem, cantando, o samba pegou, o ensaio de hoje está bem organizado, o carro de som bem entendido com a bateria. Nosso presidente está feliz. Estamos fazendo de tudo para colocar um carnaval na rua, nós estamos muito felizes. Agora é dar prosseguimento até o carnaval, acertar as arestas e partir para essa briga. E se Deus quiser dará tudo certo”.
Bateria
Com bossas arrojadas e dentro do samba, mestre Pablo ousou em sua bateria. Pode-se notar uma pausa da Ritmo Feroz em uma passa inteira do samba, ouvindo somente o canto do componente. Essa ousadia não será vista na Sapucaí, só foi um momento no ensaio para verificar como está o canto do componente. Ponto alto para a parte do samba “subo a ladeira do Pêlo, a batucada começou, tem capoeira”, com uma batida afro, relembrando a batucada baiana. Pablo disse que sua bateria está 99% do que ele espera para o dia do carnaval.
“Cada ensaio que passa, a bateria se supera, hoje podemos dizer que nossa bateria está 99% do que eu espero para o desfile, e se Deus quiser a nota máxima irá vir”.
Outros destaques
Os passistas deram um show à parte, com coreografias, o que não é bem visto por alguns conservadores. O grito no refrão do meio do samba, deixa qualquer um arrepiado. E os conservadores não terão tempo de reclamar muito, já que ao chegar no refrão principal, o samba no pé rola solto.
A rainha de bateria Kamila Reis também mostrou que tem samba no pé e simpatia. Em vários momentos, ela puxava membros da comunidade para sambar com ela, principalmente, as crianças, demonstrando preocupação com a continuidade do samba para futuros componentes.
A ala “O Pagador de Promessas”, comandada pelo Muso Fábio Alves, foi ao ensaio com cruzes na mão e roupas representando sangue, deitando no chão, ajoelhando e com uma coreografia forte, que promete chamar atenção no desfile oficial.
O casal segundo casal, Alana Couto e Johny Matos, esbanjou simpatia, com um bailado leve e sempre com um sorriso no rosto.
O presidente da Porto da Pedra, Fábio Montibelo, que acompanhou o ensaio de perto, disse que a escola sempre foi favorita e que este ano ela tem de tudo para ganhar o título.
“Sempre a Porto da Pedra é favorita, também, com uma comunidade dessa. Esse ano pode ter certeza que nós entraremos na briga. Carnaval está bonito, o samba pegou, a comunidade fechou, a prefeitura está ajudando, temos tudo para ganharmos esse título”.
A Porto da Pedra com o enredo: “Antônio Pitanga, um negro em movimento”, do carnavalesco Jaime Cezário, e será a quarta escola a desfilar no sábado de carnaval pela Série A.
Considerado o hotel oficial do carnaval paulistano, por sua proximidade com o Sambódromo do Anhembi, o Holiday Inn Parque Anhembi prepara preços exclusivos e vantagens diferenciadas para os hóspedes que irão curtir tanto os ensaios técnicos, que já estão acontecendo, quanto os desfiles oficiais na sexta e sábado de carnaval. Débora Pereira, analista de marketing do hotel, revela à reportagem do CARNAVALESCO, as novidades para os sambistas que passarem pelas dependências do hotel.
“Começamos a operação de carnaval, já para os ensaios técnicos. Temos um preço especial, no valor de R$ 210, em quarto para duas pessoas com o café da manhã incluso e o estacionamento”, adianta Débora.
Além do conforto e comodidade, Débora explica que durante os dias de carnaval o hotel oferece novidades exclusivas para quem estiver se preparando para as noites de desfiles no Anhembi.
“O hotel é 4 estrelas. Recebemos por dia de carnaval algo em torno de 4 mil pessoas nas nossas dependências. Oferecemos alguns diferenciais, usamos parcerias para isso. O salão de beleza aqui do hotel costuma distribuir alguns kits e também customizamos de maneira gratuita os abadás dos camarotes”.
Para atender à grande demanda de circulação no carnaval, o Holiday Inn Parque Anhembi procura aumentar os turnos das equipes nos bares e restaurantes. Débora explica como se dá o processo de trabalho nos dias de folia.
“Temos uma operação especial no carnaval. Fazemos check-in privativo para os artistas que se hospedam aqui. Nossas equipes de alimentos e bebidas trabalham em um turno especial de 12 horas para atendermos com maior conforto nossos hóspedes. Além disso, temos bares externos”.
A distância entre Rio de Janeiro e São Paulo não tem sido empecilho para Juliene Dias. A atriz carioca fará sua estreia no carnaval como musa dos compositores na Tom Maior, escola de samba paulistana que encerrará o primeiro dia de desfiles no Grupo Especial, no dia 1° de março. Na noite de domingo, a beldade, de 20 anos, esteve no ensaio de rua da Tom, no Bom Retiro. Com o samba na ponta da língua e muita animação, Juliene esbanjou simpatia e interagiu com a comunidade.
No desfile, ela representará uma das Valquírias, o espírito feminino na mitologia nórdica. Presidida por Luciana Silva, a Tom Maior levará para a avenida o enredo “Penso Logo Existo – As Interrogações do Nosso Imaginário em Busca do Inimaginável”, desenvolvido pelo carnavalesco André Marins.
No enredo “Não se meta com minha fé, acredito em quem quiser”, a Acadêmicos do Sossego prepara uma escultura do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, como um demônio, fazendo crítica a desvalorização do carnaval por parte do prefeito.
Em entrevista ao portal G1, o diretor de carnaval, Hugo Júnior, disse que a proposta da escola é defender o carnaval e lamentou que a imagem tenha vazado nas redes sociais.
“É o prefeito. Estávamos terminando a obra hoje. O objetivo é fazer uma crítica política à desvalorização do carnaval por parte dele. Temos que defender nosso carnaval. Era para ser uma surpresa, mas vou me reunir com o presidente da escola e vamos decidir ainda o que vai ser feito, mas a princípio a escultura vai estar na avenida sim”, comentou o diretor de carnaval ao portal G1.
A Central de Vendas da Liesa realizou no sábado a venda por telefone da carga de ingressos para os desfiles do Grupo Especial no Carnaval 2019. Segundo Heron Schneider, coordenador da Central de Vendas, as cadeiras individuais do setor 12 se esgotaram em 11 minutos para domingo e segunda.
“Os demais ingressos foram reservados aproximadamente 40% da carga ofertada para cada dia. Ainda é possível comprar também pelo site, onde a venda segue aberta até o dia 22 de fevereiro”, disse Heron.
Quem reservou os ingressos pelo telefone no sábado deve efetuar o pagamento no dia 29 de janeiro, nas agências do banco Bradesco, referentes ao setor escolhido. A partir de 4 de fevereiro a Central de Vendas da Liesa disponibilizará o ponto de venda do Sambódromo, localizado atrás do setor 11, na Rua Salvador de Sá.
A Beija-Flor voltou às ruas de Nilópolis neste domingo. Na tradicional Mirandela, no centro do município, uma verdadeira multidão foi acompanhar o treino da Deusa da Passarela. E quem saiu de sua casa em pleno domingo não se arrependeu. Viu um ensaio com o padrão que a Beija-Flor se acostumou a exibir. Mérito total para a comunidade nilopolitana, que demonstra seguir sendo uma das mais fortes do carnaval, impulsionando a apresentação da azul e branco por quase duas horas na rua. (Fotos: Eduardo Hollanda)
“O ensaio de rua é importante para podermos testar o andamento da escola em um percurso próximo ao que teremos na avenida. Podemos fazer simulações da apresentação de casal em pontos do percurso que representarão os módulos de jurados, a bateria pode simular saída e entrada de recuo e também temos mais uma prova dinâmica de manutenção do canto e evolução da escola como um todo. Nesse sentido foi bastante proveitoso nosso treino, com muita gente podendo acompanhar. a Mirandela estava lotada. Consegui realizar tudo que foi planejado nesse primeiro treino. Estou bastante satisfeito com o resultado. O nosso povo está cantando o samba, as alas que têm feito treinos específicos demonstram um bom resultado, acho que vem dando certo essa forma de ensaio segmentado”, disse Válber Frutuoso, diretor de carnaval.
Harmonia
A comunidade demonstrou sua força no canto durante todo o ensaio. Desde a arrancada as alas cantavam bastante a obra. Nossa reportagem passou por todas as alas e permaneceu um bom tempo no final da escola, e mesmo afastada do carro de som e da bateria, as alas finais cantaram com a mesma intensidade dos componentes do início da escola.
Evolução
A Beija-Flor levou para o ensaio muitas alas, incluindo algumas coreografadas. O treino atravessou todo o início da noite em Nilópolis e chegou a quase duas horas de duração. Para simular corretamente o desfile, a agremiação usou duas ruas para realizar recuo de bateria. A técnica de ensaio esteve perfeito com um andamento sem aceleramento ou lentidão. As alas estiverem bastante espontâneas e brincantes, com bastante movimentação. As alas coreografadas demonstraram bastante correção e sincronia de movimentos, sem deixar de cantar o samba.
Samba-Enredo
O samba esteve com belo rendimento no ensaio de rua. Embora sem a referência de Neguinho da Beija-Flor, a condução do carro de som foi bem feita pelo jovem Bakaninha, que passou muita empolgação à comunidade. Os cantores demonstraram entrosamento total com a bateria e a escola. Pode-se afirmar que o samba é funcional à necessidade da Beija-Flor.
Bateria
Um ótimo treino da bateria. Com sua característica de priorizar o ritmo e o andamento, os ritmistas dos mestres Rodney e Plínio deram a sustentação necessária ao canto e à dança da comunidade da Beija-Flor ao longo de todo o ensaio. Raíssa, completando 16 anos à frente da bateria, foi muito tietada ao longo de todo o percurso do ensaio.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Claudinho e Selminha Sorriso participaram de metade do ensaio técnico. A porta-bandeira chegou a treinar inicialmente com o segundo mestre-sala, Zé Roberto. A partir da chegada de Claudinho, seu eterno parceiro, a dupla passou a brindar o público com a característica dança deles, bastante clássica. Claudinho e Selminha fizeram questão de oferecer o pavilhão ao público que acompanhava o treino nas laterais da Mirandela. No final ainda bailaram à frente da bateria antes que ela saísse do recuo.
A Beija-Flor de Nilópolis será a quinta escola a desfilar no domingo de carnaval, primeira noite de desfiles do Grupo Especial em 2019. ‘Quem não viu vai ver, as fábulas do Beija-Flor’ é o enredo da atual campeã do carnaval. A comissão de carnaval desenvolve a temática.
O desejo e anseio de todo portelense de levar Clara Nunes para Avenida foi atendido pela Portela e o componente mostrou neste domingo na Intendente Magalhães, no ensaio de rua, estar realizado e mais do que preparado para a homenagem tão aguardada. Cerca de 1.600 componentes, de acordo com direção de carnaval da escola, cantaram, sambaram e evoluíram sob as bênçãos de Clara Nunes durante 62 minutos de treino.
“Foi um ensaio muito bom, o segundo que fizemos aqui na Intendente Magalhães e temos mais dois marcados para cá novamente e mais dois para a Estrada do Portela. Até o carnaval a gente consegue atingir o que queremos. O importante é evoluir até o último ensaio. Temos certeza que vamos chegar na Avenida arrebentando”, declarou o diretor de carnaval Fábio Pavão.
A concentração estava marcada para às 17 horas, porém a escola só iniciou seu ensaio às 21h com o tradicional esquenta para delírio do público que lotou as ruas do Campinho. Para abrir o treino, o coreógrafo Carlinhos de Jesus foi homenageado pelo seu aniversário. Nilce Fran discursou sobre a importância de se ter duas de suas passistas na Corte do Carnaval Carioca: a primeira princesa Deisiane Jesus, oriunda da escola de Madureira e Viviane Silveira, segunda princesa. Viviane, inclusive, ganhou papel de destaque no treino e ensaiou à frente da ala de passistas, que estavam trajadas de Clara Nunes.
Comissão de Frente
Voltando ao comando de uma comissão de frente em 2019 e, dessa vez, estreando na Portela, Carlinhos de Jesus mostrou-se completamente “em casa”. O coreógrafo recebeu homenagem no início do ensaio pela comemoração de seu aniversário e revelou a equipe do site CARNAVALESCO que nada de oficial foi executado no ensaio de rua. O treino contou com bailarinos homens e mulheres com canto forte, porém não foi possível identificar o que poderiam representar na execução da coreografia.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Marlon e Lucinha Nobre, casal de mestre-sala e porta-bandeira da Portela são um destaque à parte no ensaio. A porta-bandeira, que dispensa apresentações, mostra a todo instante segurança e leveza em seu bailado. Lucinha, que tem uma maneira particular de conduzir a sua bandeira realizou com seu mestre-sala Marlon Lamar simulações de apresentações para as cabines de julgadores e terminou o treino sem demostrar qualquer sinal de cansaço físico. Lamar, apesar de ainda estrelar o seu segundo desfile no Grupo Especial carioca, não fica atrás da excelente exibição da porta-bandeira. O casal promete ser um dos melhores da Avenida.
Samba-Enredo
Para o intérprete Gilsinho, o Carnaval de 2019 ficará marcado em sua vida por cantar Clara Nunes na Avenida e a obra portelense na voz do intérprete e da sua equipe do carro de som ganhou ainda mais força. Com uma bela melodia e dois refrões que evocam a emoção do portelense, a obra da azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira tem tudo para, além de conduzir um bom desfile, garantir notas máximas e prêmios. Os portelenses cantaram apaixonados o samba durante todo do percurso da Estrada do Campinho e sempre estimulados pelo intérprete e pelo ritmo da Tabajara do Samba.
Bateria
Mestre Nilo Sérgio queria para 2019 um samba com boa melodia, boa letra e acima de tudo emocionante, conseguiu. A bateria da Portela que é considerada uma das melhores do carnaval cumpriu muito bem o seu papel durante o ensaio de rua realizado na noite de domingo. O mestre ensaiou as bossas que serão utilizadas na Marquês de Sapucaí e contou com a presença de quase a totalidade dos ritmistas do dia do desfile oficial (a escola desfilará com 280 ritmistas) o ritmo está confortavelmente “casado” com o carro de
som, o que beneficia o segmento harmonia.
A rainha Bianca Monteiro como sempre marcou presença, sambou muito e esbanjou simpatia. Foi uma atração à parte para o público que lotou a Intendente Magalhães para acompanhar o treino da azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira.
Evolução
No que tange à espontaneidade das alas a Portela é nota máxima. Componentes soltos e evoluindo com muita alegria. Até a ala coreografada “Ala dos Impossíveis – Iansã” estava ensaiada na medida certa, com os componentes se divertindo apesar dos passos marcados.
“Foi um ensaio muito bom, com a comunidade cantando muito. Na verdade a comunidade tomou o samba pra si. Quando uma escola toma o samba pra si ela canta à plenos pulmões. A Portela traz a emoção do enredo do tamanho dela”, avalia Junior Schall, membro da comissão de carnaval.
A Portela apresenta em 2019 o enredo ‘Na Madureira moderníssima, hei sempre de ouvir cantar uma sabiá’ sob o desenvolvimento de Rosa Magalhães. A Majestade do Samba será a terceira escola a desfilar na segunda-feira de carnaval pelo Grupo Especial com 3.500 componentes em busca da 23ª estrela.
Muitas notícias rondam a Mocidade Independente de Padre Miguel no que se refere ao Carnaval 2019. Mas, quando o assunto é ensaio de rua, toda a escola, incluindo os torcedores, pode ficar tranquila. Se o que fazem agora na rua, for totalmente executado na Avenida, dificilmente a verde e branca da Vintém terá problemas com harmonia e evolução.
No ensaio deste domingo, os independentes mostraram entrosamento entre todos os setores e o ensaio fluiu, como se fossem um grupo de pessoas que não precisa de
qualquer instrução, porque já sabem o que fazer.
“A minha avaliação é muito positiva. Eu costumo não me deixar levar por oba-oba e tampouco por empolgação. Hoje, eu até dei uma empolgada, porque estamos começando a virar uma chave. A gente ensaia muito tecnicamente desde novembro. É só técnica. Aí chega uma hora que a escola já assimila isso. Agora é hora de soltar o corpo. Sinceramente, eu não vejo problemas técnicos na escola. Eu tenho alas que entendem o que estão fazendo”, avaliou Marquinho Marino, diretor de carnaval da Mocidade.
Harmonia
Mais uma vez, os componentes gritaram o samba. O destaque fica para ala das baianas, com sua tradicional veste branca e a ala coreografada que vem atrás delas. A cada ensaio os independentes mostram mais entrosamento e o comprometimento com a escola. Basta repetir o desempenho no desfile, alinhar com as alas comerciais e quesito será gabaritado com facilidade.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
O casal optou por fazer uma coreografia solta e sem compromisso com o que será mostrado no desfile. No que foi apresentado, Marcinho Siqueira e Cris Caldas mostraram o entrosamento e a sintonia que lhes renderam a nota máxima em 2018.
O casal arrancou aplausos calorosos do público no final da apresentação no ponto marcado como segundo módulo. Na exibição, Marcinho e Cris param como se estivessem posando para uma foto na hora de encerrar a passagem deles. Vale destaque para um ponto da apresentação: o mestre-sala fixa os olhos na porta-bandeira o tempo todo, como se esquecesse do que está a sua volta. Existe uma troca de olhares que prende a atenção de quem assiste.
Samba-Enredo
A obra da Mocidade para 2019 dispensa apresentação e é como se melhorasse a cada dia. Muito bem conduzido por Wander Pires e seu carro de som, o samba-enredo cresce pelos setores da escola e sua audição é agradável durante todo o tempo dos ensaios.
“Cada ensaio é uma coisa surpreende. A gente já sabe que o ensaio vai ser bom, mas, sabe aquela coisa que vai além da expectativa? É o ensaio da Mocidade. Não só falando da nossa entrega, mas também da entrega dos componentes e do público. Como intérprete da escola, não tenho dúvida de que nosso samba está cada vez mais perto dos 40 pontos”, comemora o intérprete Wander Pires.
Bateria
A bateria da Mocidade, sempre aguardada, e, que recentemente recuperou seu posto de uma das melhores do Especial, mais uma vez, foi um dos destaques do ensaio. Todo mundo quer ficar perto da “Não existe mais quente”. Primeiro pelas empolgantes paradinhas comandadas por mestre Dudu e segundo, porque todo mundo quer uma foto ou fazer um vídeo da rainha Camila Silva.
As paradinhas do refrão do meio “Baila no vento, deixa o tempo marcar”, sempre contagiam o público e arrancam aplausos. A ideia do mestre Dudu é dividir o samba em quatro partes e apresentar uma bossa em cada parte. Três delas, já estão sendo ensaiadas e mais uma será implantada nos próximos dias.
“Estou muito feliz com o desempenho de hoje. O carnaval se aproxima e o mais difícil é manter o alto nível e os prêmios que ganhamos. Estou com planos para fazer as bossas, mas nada mirabolante. O andamento de hoje foi perfeito e um respaldo excelente do nosso trabalho. Estamos ensaiando na rua e aqui na favela, para fazer a bateria andar um pouco e executar as bossas”, disse Mestre Dudu.
Outro destaque do ensaio da Mocidade referente a bateria é a tradicional queima de fogos em uma passarela, onde a escola marca o terceiro módulo de jurados e a torcida pendura faixas. Esse contato com o público, sempre se torna um dos pontos altos do ensaio.
Já Camila Silva, com sua simpatia de sempre, contagiava o povo fazendo suas apresentações e parando para atender pedidos de fotos e abraços. A rainha não tem a admiração apenas dos torcedores que querem uma pessoa vibrante à frente da bateria. Ela ganha a admiração também das crianças, as quais recebe muito bem com abraços calorosos.
Evolução
Aquela velha frase de treino é treino e jogo é jogo está na cabeça da direção da Mocidade e eles sabem que precisam levar o andamento do ensaio para o desfile. O ensaio que estava com a concentração marcada para às 17h e início para às 19h30, teve seu início 20 minutos após o previsto. E, sem problemas com a evolução, a verde e branca ensaiou em 71 minutos, com direito a simulação da apresentação da Comissão de Frente (ausente no ensaio) nos quatro módulos.
A escola usou tripés com o logotipo do enredo para demarcar a localização das 6 alegorias e a bateria entrou e saiu do recuo sem qualquer problema. O componente estava solto e não foram percebidos momentos nos quais os componentes tenham ficado totalmente parados.
“Estamos implantando uma filosofia aqui que é a seguinte: escola parada é escola balançando. A Mocidade só para nos módulos e mais em lugar nenhum. A escola está parada, o componente precisa estar balançando. Eu quero ver os esplendores sacudindo, que aquilo é uma coisa bonita”, explicou Marquinho Marino.
Também pode ser notado uma mudança na ala de passistas, os coordenadores da ala estavam com rádio para auxiliar a harmonia da escola. A ideia é que assim, a ala de passistas se torne ainda mais fundamental para a entrada e saída da bateria do recuo, evitando possíveis buracos e má distribuição da ala no espaço.
Outros Destaques
Antes do ensaio, Marquinho Marino fez questão de esclarecer os assuntos que envolveram a Mocidade recentemente e que ele chamou de boatos. O diretor de carnaval garantiu que a escola vai brigar no topo e que os erros passados já estão sendo trabalhados para não se repetirem. Ao dizer “fiquem tranquilos, pois a Mocidade está com 70% do seu carnaval pronto”, Marino pediu para que o Independente confiasse no trabalho da escola e não desse importância para boatos.
“Eu costumo dizer que a escola não precisa estar pronta um mês antes do carnaval. A escola precisa estar pronta no dia. Pode ficar com tudo pronto um mês antes e estar feio ou fora do enredo, que não vai adiantar. A nossa data de fechamento de fantasias
e alegorias é dia 15 de fevereiro e as entregas até o dia 23 de fevereiro”, disse Marino.
Sobre as notícias de que o trabalho da escola está atrasado tal como os salários de funcionários, Marino foi enfático, afirmou que a Mocidade tem condições de superar os problemas e que todas as escolas estão com o cronograma atrasado, devido o impasse da prefeitura no repasse de verbas.
Entre planilhas, prazos e pagamentos, a Mocidade segue seu caminho em direção ao desfile, onde porá em prática todo o trabalho tão festejado pela diretoria nos ensaios. De fato, da gosto de ver uma escola onde o ensaio não é um aglomerado de gente se balançando e onde o componente sente orgulho de estar e acredita no trabalho.
A cara da nova Mocidade que despontou nos últimos anos é essa: a que vai embalada pela sua comunidade contar o tempo no enredo “Eu sou o tempo. Tempo é vida”,
fechando os desfiles do Grupo Especial.