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Vídeo: ensaio de bateria da União da Ilha no Sambódromo

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Por Vinicius Vasconcelos

Resenha Carnavalesco com Zé Paulo, Ricardinho e porta-bandeira Giovanna

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    Vídeo: ensaio de bateria da Inocentes de Belford Roxo no Sambódromo

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    Por Vinicius Vasconcelos

    Saiu o calendário: Tijuca, Vila e Mocidade abrem os ensaios técnicos no domingo na Sapucaí

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      sambodromoO sambista voltou a ter sua maior diversão. Após um ano sem ensaio técnico no Sambódromo, as escolas de samba do Grupo Especial voltam a partir do próximo domingo para Avenida. A partir das 19h será vez da Unidos da Tijuca, Vila Isabel e Mocidade.

      Confira abaixo o calendário completo:

      10/02: Unidos da Tijuca, Vila Isabel e Mocidade

      16/02: Viradouro, Grande Rio e Salgueiro

      17/02: São Clemente, Portela e Mangueira

      23/02: Ilha, Império Serrano, e Imperatriz

      24/02: Tuiuti e Beija-Flor

      A divisão das escolas de samba foi feita pelas agremiações na noite de quarta-feira, durante plenária, na sede da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). No dia 24 de fevereiro será feito o teste de som e luz da Avenida com a Tuiuti, vice-campeã de 2018, e a Beija-Flor, a atual campeã do Especial. Porém, Império Serrano, Ilha e Imperatriz já vão poder treinar na pista com o som oficial do Carnaval 2019.

      Em suas páginas nas redes sociais, as escolas já anunciam os ensaios no Sambódromo. Veja abaixo:

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      Aconteceu na Sapucaí: os 30 anos de ‘Ratos e urubus, larguem minha fantasia’, a maior obra de João 30

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      ‘Pobre gosta de luxo. Quem gosta de miséria é intelectual’. A frase foi dita por João Jorge Trinta, o maior gênio da história do carnaval. Joãosinho Trinta teria dito a célebre frase após receber muitas críticas pelo seu desfile no Carnaval de 1988, quando a Beija-Flor tirou o 3º lugar com o enredo ‘Sou negro, do Egito à liberdade’. O desfile foi apontado à época como o mais luxuoso da história dos desfiles.

      As críticas ao estilo de Joãosinho Trinta vinham de sambistas que consideravam que os antigos bambas estavam ficando fora das escolas. A resposta para os críticos nasceu no verão europeu de 1988, mais especificamente em Londres, onde a Beija-Flor fazia uma excursão, como conta o jornalista Aydano André Motta no livro ‘Maravilhosa e soberana: histórias da Beija-Flor’.

      ratos urubus 3“A santa maluquice de um enredo sobre o lixo surgiu no verão europeu de 1988. A Beija-Flor foi fazer uma apresentação em Londres e tarde da noite Joãozinho passeava com a sua principal assistente, Marly Das Graças Alvarenga, quando os dois avistaram uma mendiga. A roupa dela estava em tiras, o que lhe conferia certa elegância. Serviu como epifania para o carnavalesco: ‘já sei qual é o meu enredo. olha ali’, avisou a acompanhante. ‘O João encheu o mesmo a escola de mendigos, que não tinham ligação com a Beija-Flor. A gente recolheu na rua’, relata Marly, que depois migrou para a velha-guarda e graças à memória prodigiosa é um arquivo vivo”.

      ‘Ratos e Urubus, larguem minha fantasia’ foi um claro recado de Joãosinho Trinta aos seus críticos. Com o enredo ele provaria definitivamente que seus luxuosos carnavais nada mais eram que uma reunião de materiais simples, que reunidos davam uma conotação de riqueza. Mas para fazê-lo era preciso a sensibilidade, o talento e a genialidade de João.

      ‘Quem não seguiu o mendigo Joãsinho Beija-Flor?’

      Em 1989 a Proclamação da República completara 100 anos. O grande samba daquela safra é até hoje o maior da história da Imperatriz Leopoldinense. ‘Liberdade, liberdade. Abre as asas sobre nós’. As temáticas políticas dominaram aquele desfile, afinal além da efeméride centenária, o Brasil escolheria no fim do ano o seu presidente em votação direta pela primeira vez depois do fim do regime militar.

      Eram impressionantes 18 escolas que desfilavam no domingo e na segunda-feira de carnaval. No sorteio a Deusa da Passarela foi sorteada para ser a oitava a passar pela avenida. O dia já estava claro na terça-feira de carnaval, 07/02/19, quando a agremiação cruzou a avenida com uma imagem que certamente é uma das mais fortes da história dos desfiles. E até hoje suscita uma enorme polêmica entre dois grandes astros da festa.

      Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla, estava afastado da Beija-Flor, desde 1980. Mas foi o experiente sambista quem evitou que Joãosinho tivesse deixado a azul e branca antes do desfile de 1989, após uma briga do artista com a cúpula da família Abraão David. A condição para a permanência na agremiação, segundo o próprio João, era o regresso de Laíla na função de diretor de carnaval. Começava ali uma das grandes polêmicas da história do carnaval, como relata Aydano André Motta em seu livro.

      ratos urubus 2“Os dois (Laíla e João) mais Viriato Ferreira, figurinista e carnavalesco festejado, começaram a desenvolver o tema. Entre os componentes o clima era de angústia diante da nova maluquice de Joãosinho. Um enredo sobre o lixo. O abre-alas teria os Arcos da Lapa cercados por uma imensa favela. ‘Eu repentinamente olhei, chamei o João e falei que tal um Cristo mendigo? Fui eu que falei. Fui eu’. Joãozinho não pareceu se animar. ‘Laíla, eu acho que isso não vai caber’. O diretor de carnaval conta que naquela mesma noite haveria o ensaio da comissão de frente, que seria formada por esfarrapados que jogariam moedas para o povo. ‘Estava todo mundo reunido, eu junto e o João de repente falou: eu tive uma ótima ideia. Tive uma ideia excelente e continuou, que tal um Cristo mendigo saindo de dentro da favela?’, todo mundo aplaudiu e eu fiquei com cara de trouxa’. Fevereiro chegou e o Cristo mendigo da Beija-Flor vira o assunto da cidade, até demais. No sábado de carnaval chegou no barracão um oficial de justiça com uma liminar assinada pelo juiz Carlos Davidson de Menezes Ferrari da 15ª Vara Cível do Rio que, a pedido da Cúria Metropolitana, proibia a exibição pública da alegoria. Joãosinho enfurecido quase entrou em órbita. Laíla estava na casa de Anísio quando recebeu a notícia. Os dois entraram no carro do patrono e rumaram para o barracão. ‘Na saída do túnel em frente ao Shopping Rio Sul falei: tive uma ideia. Não precisa o Cristo deixar de sair, vamos cobrir e escrever uma frase: ‘mesmo proibido, olhai por nós’. A frase também é minha’, sublinha o diretor de carnaval. O barracão estava mais movimentado do que a Sapucaí em dias de desfile. Imprensa, curiosos e toda a fauna. João alvoroçado repetia aos internos ‘ninguém bota mão no meu Cristo. ninguém bota mão no meu cristo’. ‘Anísio sugeriu que o carnavalesco cruzasse avenida acorrentado à imagem mas ele não aceitou, foi quando eu dei a minha ideia’, relembra Laíla. ‘O João se trancou numa sala do barracão e quando voltou fez a mesma coisa: tive uma ideia excelente vamos cobrir e lançou a frase que é minha’. Começava ali uma ruptura inevitável”.

      De quem foi a ideia do Cristo Mendigo? Somente Anísio Abrahão David pode contar. O fato é que a alegoria entrou na avenida e o que se viu no Sambódromo daquela manhã foi um desfile impressionante. A Beija-Flor ofereceu ao público naquele carnaval um verdadeiro banquete de conceitos artísticos e cada imagem daquela apresentação se tornou imortal, como conta o jornalista Fred Sabino, no blog Ouro de Tolo.

      ratos urubus 1“Com este choque inicial, a Beija-Flor, quem diria, entrou na avenida com mendigos, sucatas e farrapos. Apenas depois, conforme o desfile entrava na parte do ‘lixo do luxo’, a divisão cromática mudou, com tons de rosa, preto, dourado e azul tomando conta de fantasias e carros, todos super pertinentes ao enredo. Os componentes, evidentemente, empolgados com a catarse que acontecia, cantaram o samba por toda a pista com muita vontade, e o público acompanhava. Samba que, diga-se de passagem, não era tão poético como os de Imperatriz e Salgueiro, por exemplo, mas deu conta do recado com valentia. Outro ponto emocionante do desfile foi a apresentação simultânea de oito casais de mestre-sala e porta-bandeira, que no fim se uniam numa roda e saudavam o público. Joãozinho Trinta e outros componentes da diretoria desfilaram fantasiados de garis da Comlurb e o carnavalesco se divertiu com uma mangueira de água. Extasiado, João 30 chegou à Praça da Apoteose com a escola recebida com gritos de ‘é campeã'”.

      O cantor e compositor Caetano Veloso eternizou o desfile daquele ano da Beija-Flor na canção ‘Reconvexo’. Em um determinado momento da letra a música levanto o questionamento pertinente: ‘Quem não seguiu o mendigo Joãosinho Beija-Flor?’.

      Duelo com a Imperatriz termina empatado e Beija-Flor perde no desempate

      Terminada a maior segunda-feira de carnaval da história a expectativa se volta para a apuração. O duelo na leitura de notas opôs dois estilo antagônicos de carnaval. Um mais clássico, de Max Lopes e outro transgressor, de Joãosinho Trinta. Toda a imprensa repercutia qual das duas agremiações levariam o campeonato. Qualquer resultado diferente disso soaria como um escândalo sem precedentes.

      Não deu outra. A apuração se mostrou um duelo ponto a ponto entre Ramos e Nilópolis. Eram três jurados por quesito e a menor nota era descartada. Entretanto em caso de empate, haveria a soma de todas as notas para conferir a vencedora. A Beija-Flor não alcançou os 30 pontos em bateria, conjunto, evolução, mestre-sala e porta-bandeira e samba-enredo. A rival Imperatriz gabaritou a apuração somente com notas 10 de todos os jurados e em todos os quesitos.

      A revolta tomou conta de Nilópolis pela nota aplicada pelo jurado João Máximo. De acordo com a justificativa do julgador, o samba merecia a nota 9 pelo verso “Leba larô, ô ô ô ô/ Ebo lebará laiá laiá ô” ser ofensivo à língua portuguesa. Ocorre que as palavras reunidas formavam um canto africano. Aconteceu na Sapucaí um desfile em que Joãosinho Trinta chocou o mundo e definitivamente mostrou ser o maior gênio da história do carnaval.

      Inocentes de Belford Roxo perde fantasias e materiais com chuva

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      Por Diogo Cesar Sampaio

      chuva inocentes 1O Rio de Janeiro sofre com as perdas e danos na cidade causados pelo forte temporal, que começou na noite de quarta-feira e seguiu por toda madrugada de quinta-feira, e atingiu também os barracões da Série A. Uma das agremiações que passou por mais perdas com a chuva foi a Inocentes de Belford Roxo. A escola da Baixada Fluminense teve problemas com algumas telhas do barracão, que não resistiram à chuva e acabaram cedendo. Com isso, houve perdas de fantasias e outros materiais.

      A reportagem do site CARNAVALESCO entrou em contato com o diretor de carnaval da escola, Luiz Carlos Amâncio, que explicou os prejuízos que a escola teve e o atual estado do barracão.

      “Todo mundo pode acompanhar pela mídia, nas últimas horas, os efeitos da chuva pela cidade. Em nosso barracão não foi diferente. Tivemos alguns problemas com a cobertura do barracão, o que ocasionou o alagamento de algumas partes, perda de algumas fantasias e materiais diversos como madeira”.

      chuva inocentes 3Com a possibilidade de acontecer mais chuva nas próximas horas, a escola trabalha contra o tempo para prevenir outras perdas.

      “Estamos consertando o telhado que a chuva com vento levou. Infelizmente, é mais um gasto para escola. Mas, temos que fazer”.

      O diretor de carnaval, porém, se mostrou otimista. Para ele, apesar dos danos, o carnaval da escola não deve ser impactado. Segundo Luiz Carlos, o momento é de reconstruir o que foi perdido.

      “Nós estamos tendo todo o apoio da comunidade nesse momento. Temos uma equipe muito dedicada e talentosa e iniciamos a recuperação do que foi perdido imediatamente. Esse foi apenas mais um dos desafios que a Inocentes teve ao longo do ano para esse carnaval. Tenho a certeza que vamos vencê-lo como fizemos com os outros. Nossa comunidade pode se tranquilizar porque estamos trabalhando com seriedade e vamos fazer um excelente carnaval”.

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      Com o enredo “O frasco do bandoleiro – Baseado num causo com a boca na botija”, a Inocentes de Belford Roxo será a sexta agremiação a desfilar pela Marquês de Sapucaí na sexta-feira de carnaval. O desfile é assinado pelo carnavalesco Marcus Ferreira, estreante na escola.

      Feijoada do Salgueiro leva Reinaldo ao palco da Academia do Samba

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      feijoada 1A última feijoada antes do Carnaval vai levar ao palco da Academia do Samba, o cantor Reinaldo. Considerado o Príncipe do Pagode e arrastando uma legião de fãs fiéis, o cantor se apresenta neste domingo, 10, no evento que começa às 13h.

      Na abertura, o Grupo Pegada Brasileira, recebe o público com um repertório da melhor qualidade, reunindo clássicos do samba e do pagode, sempre em alto astral. A cantora e compositora Yeda Maranhão, salgueirense de berço, também participa da roda de samba, levando alguns de seus sucessos lançados no último CD.

      Para finalizar, a bateria Furiosa agita os sambistas em uma apresentação empolgante. Os ingressos antecipados com direito a feijoada custam R$40 e a entrada avulsa sai a R$20. No dia do evento, os valores sofrerão reajustes sendo a entrada antecipada com direito ao prato do feijão vendida a R$50 e a entrada avulsa R$30. Informações e reservas de mesas através do telefone (21) 2238 9226. A quadra do Salgueiro fica na Rua Silva Teles, 104- Andaraí.

      Serviço:
      Feijoada do Salgueiro
      Data: 10 de fevereiro, domingo
      Horário: a partir das 13h ( feijoada servida até as 16h30)
      Valor antecipado com direito a feijoada R$40; só a entrada R$20
      Valor no dia do evento com direito a feijoada R$50; só a entrada R$30
      Informações: (21) 2238 9226
      Classificação: Livre

      Show de Verão da Mangueira ganha data extra no dia 21 de fevereiro, também no Vivo Rio

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      chico2O sucesso da volta do Show da Mangueira foi tão grande, que a apresentação especial ganhou uma data extra, no dia 21 de fevereiro, também no Vivo Rio. É uma nova oportunidade para ver Chico Buarque, Maria Bethânia, Alcione, Leci Brandão, Mart´nália e Pretinho da Serrinha juntos no mesmo palco. Só mesmo a força da escola de samba Estação Primeira de Mangueira para reunir alguns dos mais importantes nomes da música popular brasileira. O tradicional Show de Verão da Mangueira chega a sua 16ª edição e conta ainda com a participação especial da bateria ‘Tem que respeitar meu tamborim’, que encerra a noite, com sambas enredos clássicos da escola.

      O espetáculo tem direção de Túlio Feliciano, produção geral de Vinícius França e arranjos de Pretinho da Serrinha e traz números solos e alguns duetos, especialmente criados para a ocasião. O roteiro final ainda está sendo costurado, mas a inspiração é sempre o enredo da verde e rosa, que este ano leva para a avenida ‘Histórias pra ninar gente grande’, mais uma vez com a assinatura do carnavalesco Leandro Vieira. “É um olhar para os índios, negros, gente do povo que fez e faz a história, mas não está nos livros. É a Mangueira reafirmando sua tradição popular”, explica o carnavalesco.

      chicoO show de verão da Mangueira foi criado para o carnaval de 1998, ano em que Chico Buarque foi enredo da escola, levando a verde e rosa a mais um campeonato. Maria Bethânia, outra mangueirense apaixonada, foi duplamente homenageada: em 1994, com o enredo sobre os Doces Bárbaros; e, depois, na estreia de Leandro Vieira na escola, sagrando-se campeão no carnaval de 2016, com o tema ‘Maria Bethânia: a menina dos olhos de Oyá’.

      Mangueirenses tradicionais como Alcione e Leci Brandão não poderiam ficar de fora do evento. Este ano, Leci tem um motivo a mais para estar emocionada com sua escola. Ela é citada no samba enredo no trecho: “Mangueira, tira a poeira dos porões/ Ô, abre alas pros teus heróis de barracões/ Dos Brasil que se faz um país de Lecis, Jamelões/
      São verde e rosa as multidões”. O samba vem sendo apontado como o melhor do carnaval de 2019 e ganhou as ruas do Rio de Janeiro.

      Como dizem os versos escritos pelo portelense Paulinho da Viola, ‘a Mangueira é tão grande, que nem cabe explicação’. Por isso, Mart´nália e Pretinho da Serrinha se vestirão de verde e rosa por uma noite para celebrar a mais popular escola de samba do país, com licença de suas agremiações de coração.

      A apresentação conta ainda a participação de outros segmentos da escola, incluindo o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Matheus Olivério e Squel Jorgea , filho e neta do lendário Xangô da Mangueira.

      Com direção musical de Pretinho da Serrinha, o show terá banda formada por Rodrigo Tavares (piano), Cesinha (bateria), Jorge Hélder (baixo), Claudio Jorge (violão), Dirceu Leite (sopros), Quininho (percussão), Thiaguinho da Serrinha (percussão/cavaco), Bira Show (percussão).

      Serviço:

      Show de verão da Mangueira com Chico Buarque, Maria Bethânia, Alcione, Leci Brandão, Mart´nália, Pretinho da Serrinha e bateria da Mangueira
      Data: 19/02/2019
      DATA EXTRA: 21/02/2019

      Local: Vivo Rio
      Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ
      Horário do evento: 21h30
      Abertura dos portões: 19h30
      Classificação etária: 18 anos. Menores de 18 anos entram acompanhados dos pais/responsável.
      Atenção: para setores com mesa, a compra de um ingresso garante um assento na mesa selecionada, mas não em uma cadeira específica. Os assentos são ocupados por ordem de chegada.

      Preços:

      Camarote A: R$380,00
      Camarote B: R$260,00
      Balcão: R$160,00
      Frisa: R$200,00
      Setor Vip R$400,00
      Setor 1: R$ 320,00
      Setor 2: R$ 260,00
      Setor 3: R$ 200,00
      Setor 4: R$ 180,00
      Setor 5: R$ 140,00

      BILHETERIA OFICIAL – SEM COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA

      Vivo Rio
      Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ
      Terça a sexta-feira 11h às 18h
      Sábados e domingos das 15h às 18h
      Venda e retirada de ingressos dos eventos do Vivo Rio.

      PONTO DE VENDA – SUJEITO A COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA

      FNAC – Barra Shopping
      Av. das Américas, 4666 – Barra da Tijuca
      Piso Lagoa – Loja B101-114
      Segunda a sábado das 10h às 20h
      Domingos das 13h às 19h
      Feriados das 15h às 19h
      Apenas venda de ingressos. Não realiza retirada.

      MEIA-ENTRADA E INGRESSOS PROMOCIONAIS

      Confira aqui as leis de meia-entrada, identificando quem tem direito ao benefício e os documentos comprobatórios. 25% de desconto sobre o valor da inteira para clientes Vivo Valoriza na compra de até 02 ingressos. Para comprovar seu cadastro no programa, basta enviar um SMS para o número 1058 com a palavra VALORIZA. Para clientes Vivo Fixo, Vivo Internet e Vivo TV, basta apresentar a última conta paga. Disponível apenas para compra na bilheteria do Vivo Rio.

      Vila Isabel cancela ensaio de rua desta quinta-feira

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      vilaA Unidos de Vila Isabel informa que o ensaio de rua que aconteceria na noite desta quinta-feira, dia 07 de fevereiro, foi cancelado em virtude das fortes chuvas e o estágio de atenção decretado na cidade do Rio de Janeiro. A agremiação se compadece com as vítimas fatais e a população direta e indiretamente afetada com o temporal. O ensaio de rua no Boulevard 28 de setembro retorna normalmente na próxima semana, dia 14 de fevereiro.

      Série Barracões: Sossego promete fazer seu maior carnaval na Série A

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      Por Diogo Cesar Sampaio

      A Acadêmicos do Sossego surpreendeu a muitos em sua chegada a Série A em 2017. Ao apresentar um desfile em homenagem à atriz Zezé Motta, a escola do Largo da Batalha, em Niterói, conseguiu assegurar sua permanência no grupo, além de ter deixado um belo cartão de visitas. Porém, no carnaval seguinte, após enfrentar graves problemas nos bastidores para 2018, a agremiação fez um desfile muito aquém do apresentado no ano anterior, e teve como consequência, o último lugar na apuração. No entanto, a escola acabou escapando do descenso após decisão da Lierj em cancelar o rebaixamento, devido à virada de mesa no Grupo Especial.

      sossego barracao2019 4Com uma segunda chance em mãos, o Sossego buscou reforços, mexeu em sua equipe, e apostou em jovens promessas para não repetir os erros de 2018. Entre os nomes está o do carnavalesco Leandro Valente, que estreou na função no Porto da Pedra em 2013, mas que chamou atenção nos últimos anos pelos seus mais recentes trabalhos na Tradição. Em entrevista a reportagem do CARNAVALESCO, o presidente da agremiação, Wallace Palhares, comentou a chegada do artista e de outros nomes a azul e branca de Niterói.

      “O Leandro Valente é um carnavalesco maravilhoso. Ajudou demais a escola. Ideias incríveis. Um carnavalesco que trabalha em qualquer tipo de situação, a gente é muito grato por tudo que ele está fazendo. Ele está em casa, e sabe disso. O Sossego hoje, não só a presidência, acredita muito que tanto ele, como também o Guto, nosso intérprete, vão decolar. É isso que desejo para eles, que sejam reconhecidos merecidamente, até porque estão fazendo um belíssimo carnaval”, declarou Wallace.

      Sobre o enredo de 2019 “Não se meta com a minha fé, acredito em quem quiser”, o presidente da Sossego afirma ter sido concebido em conjunto, pela presidência, direção e carnavalesco. Wallace ainda resalta a importância da temática e diz o que mais chama sua atenção nela.

      sossego barracao2019 5“O enredo foi uma proposta em grupo. A gente já estava com essa ideia mesmo. Sempre temos a ideia de o Sossego mexer também um pouco com as questões sociais, com as questões individuais, a fé de cada um… A gente vive em um país laico e queremos cada vez mais dar um grito de liberdade religiosa. Queremos acreditar em quem a gente quiser, e sem sofrer interferência por isso. E o que mais me impressiona nesse enredo é que, mesmo sendo um tema já bem batido falar sobre as religiões de matriz africana no carnaval, você sempre tem gente para poder tacar pedra. Um país formado em sua maioria por negros, com uma cultura rica, e a gente sofre esse tipo de preconceito. Sempre tem uma gracinha ou alguma indireta sobre alguma coisa contra as religiões de matriz africana. Falam que é macumba, tratam de uma maneira pejorativa. Então temos de lidar ainda com essa dor de cabeça, por incrível que pareça”, afirmou.

      O presidente da agremiação contou como a escola lidou com os erros do desfile de 2018, e a posição ingrata que terminou a última apuração. Ele falou também sobre como a criatividade é fundamental, ainda mais em um momento de forte crise que o carnaval carioca enfrenta, com atrasos e cortes de verba, além da total falta de apoio dos órgãos públicos da cidade do Rio à festa.

      sossego barracao2019 2“O grande trunfo da Sossego é a comunidade que está mordida. Todo mundo da comunidade sabe o quanto foi difícil colocar o carnaval passado na rua. Nós tivemos também um corte de verba no meio do jogo, tivemos problemas com ateliê, com fantasia, com fornecedor, com o carnavalesco… E esse ano mexemos em tudo, reparamos todos os erros do carnaval anterior, trabalhamos em cima disso, para não repetir as mesmas falhas. Nós encontramos força em tudo que a gente sofreu no ano que passou, para poder dar a volta por cima. Desde março estamos trabalhando, buscando materiais alternativos. Nosso abre-alas é todo feito em copinhos reciclados de café, usamos a pintura por cima. Então a gente está respirando o carnaval, de fato, em sua essência”, garantiu.

      Entretanto, apesar da crise, o Sossego promete fazer seu maior carnaval na Série A até agora. Com carros maiores e mais volumosos, a escola pretende causar um impacto visual. Para isso, recorrerá também a efeitos de Parintins em suas esculturas. Quanto aos números, o abre-alas, apesar de não ser acoplado, chegará a mais de 25 metros de comprimento. Já no quesito altura, chama atenção a escultura principal do segundo carro, que representa o santo católico não canonizado Jesús Malverde, que chega a medir mais de 11 metros e contará com movimentações.

      sossego barracao2019 1“O Sossego vem se estruturando. É complicado você chegar da Intendente de Magalhães. Até você ganhar uma estrutura leva tempo. Diferente das escolas que estão há mais tempo na Série A e já conseguiram chassis, a gente ainda está procurando se estruturar. Mais uma vez conseguimos chassis novos, estruturamos e colocamos o carnaval mais para cima (se referindo à altura dos carros e das esculturas para o próximo desfile). O que mais dificulta é isso, ainda mais em um ano de corte. Mas nós nos programamos cedo, começamos o carnaval em março e penamos. Trabalhamos muito para poder colocar na rua um carnaval com maior grandiosidade. Todas as alegorias tem movimento. A gente até brinca que no carnaval do Sossego é o Festival de Parintins, tudo tem que se mexer. Embora o terceiro carro ainda não tenha um movimento, eu já estou atiçando a equipe de Parintins para colocar movimento nele”, disse Wallace.

      sossego barracao2019 3E esse maior investimento em estrutura, em plena crise do carnaval, só pode ser possível também graças ao apoio recebido pela escola da prefeitura de Niterói. A administração do município, através da Neltur, foi responsável por dar um aporte financeiro de 4 milhões de reais para as agremiações da cidade, sendo desse total R$ 500 mil destinados para o Sossego.

      “A verba que a Sossego recebeu da Prefeitura de Niterói faz uma diferença. A situação poderia estar melhor se a Prefeitura do Rio não fizesse esse corte covarde, e sempre no meio do jogo. A gente começa a fazer carnaval e é surpreendido já quase no fim dos preparativos de que ia ter corte. A ajuda da Prefeitura de Niterói é muito bem vinda, o governo da cidade está visando fortalecer cada vez mais as escolas que vem de lá para o Rio, para poder honrar o nome de Niterói, e eu só tenho a agradecer”, assegurou.

      Polêmica com escultura

      Na semana passada, a Acadêmicos do Sossego se viu envolvida em uma polêmica, após o vazamento de uma foto de uma das esculturas que a agremiação levará para o desfile de 2019. Na escultura é representada a figura de um demônio com a cara do prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB). Após a rápida repercussão nas redes sociais, a escola emitiu uma nota negando qualquer intenção de retratar o prefeito, apesar da semelhança.

      demonioDurante a visita ao barracão da agremiação pela reportagem do CARNAVALESCO, novamente, o presidente Wallace Palhares rechaçou a ideia de que a escola tinha a pretensão de retratar Crivella como um diabo.

      “Peço perdão pela maneira de falar, o tom meio jocoso, mas eu até costumo falar para o pessoal do barracão, quem tem medo de cagar não come. Carnaval é liberdade poética. É para botar a cara mesmo, falar das mazelas da sociedade, do descaso dos governantes… Eu não mandei fazer Crivella. As pessoas estão associando… Se ficou parecido lamento muito, tenho muito pesar”, disse o presidente.

      Wallace ainda garantiu que a Sossego já está preparada caso seja judicialmente impedida de desfilar com a escultura de Crivella como demônio. Apesar de não revelá-lo, o presidente garante que há um “plano B”:

      “A escola tem um plano B sim. A gente pensa em tudo. Se a escola for proibida de levar a escultura para a avenida, mesmo que a ela não seja uma representação do prefeito propriamente, a escola está preparada para isso”, falou.

      Entenda o desfile

      A Sossego levará para Sapucaí em 2019 cerca de 1800 componentes, divididos em 22 alas e 4 carros alegóricos. O presidente da escola destrinchou um pouco do que será apresentado em cada setor do desfile.

      Setor 1: “O primeiro setor a gente vem falando da razão e da emoção, ambas no âmbito da fé. A primeira alegoria é um barco da humanidade, numa menção de que todos nós estamos no mesmo barco, seguindo a mesma direção, não importa a sua religião”.

      Setor 2: “No segundo carro, e no segundo setor como um todo, a gente faz uma alusão ao narrador do enredo. É um enredo que é até bem diferente, que não traz um protagonista, mas sim um narrador que é o Jesús Malverde. Um personagem um pouco polêmico, um santo não reconhecido pela Igreja Católica, que é saudado pelos narcotraficantes do México. Sendo assim, a gente traz o seguinte questionamento: Jesus Cristo é também saudado por vários traficantes, como São Jorge também é, e as pessoas tem fé mesmo assim. A gente quer isso: a liberdade religiosa”.

      Setor 3: “Logo na terceira alegoria trazemos o templo do “Budalorixá”. A gente faz uma brincadeira do que seria a religião do brasileiro. Um país onde a maioria se diz católico, mas tem um Buda ou uma Shiva dentro de casa, ascende um incenso, e quando aperta a situação vai a um terreiro de Umbanda ou de Candomblé”.

      Setor 4: “No último setor a gente traz na última alegoria o que seria um terreiro quebrado e um anjo. Um anjo que seria do mal, que aponta para os outros, que critica a religião do próximo, que alega que só a dele que está certa, que a verdade dele é absoluta… A gente traz essa reflexão no último setor. Carrascos da fé, colonizadores com embarcações chegando para catequizar o índio, forçando a esses nativos a adotarem uma fé que não é dele. A gente retrata tudo isso nesse último setor, fechando o desfile”.