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Império de Nova Iguaçu encanta com ancestralidade, mas tem sustos na evolução

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Sexta escola a desfilar no segundo dia de desfiles da Série Prata, a Império de Nova Iguaçu levou para a Intendente Magalhães o enredo sobre a história de Kupapa Unsuba, uma casa de candomblé localizada na Zona Norte do Rio de Janeiro. Foi um desfile com características de campeão, embora pequenos detalhes possam impedir a conquista do título.

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Foto: S1 Comunicação

COMISSÃO DE FRENTE

A comissão, assinada pelo coreógrafo Walber Valentini, apresentou todos os orixás e seus filhos de santo em uma demonstração de fé que encantou o público e emocionou os presentes.

A coreografia, muito bem construída e tecnicamente executada, utilizou atabaques para simbolizar os encontros de oração. A aparição do orixá Ogum no meio da apresentação, com troca de figurino, foi um dos pontos altos. Houve um pequeno contratempo, com algumas dançarinas se enrolando na troca de saias, mas nada que comprometesse o espetáculo.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Yago Silva e Bárbara Falcão desfilou com figurino inteiramente dourado, de grande beleza, simbolizando a bênção dos orixás em sua dança.

A coreografia foi impecável, incorporando gingado africano e referências às religiões de matriz afro-brasileira. A apresentação encantou o público, e os jurados aplaudiram do início ao fim.

ENREDO

A proposta dos carnavalescos Marco Falleiros e Larissa Pereira, intitulada “Kupapa Unsuba – Morada Ancestral”, não se limitou a homenagear a casa de candomblé da Zona Norte do Rio, que recebeu bênçãos de axé na Bahia, mas também celebrou a cultura africana, evocando ancestralidade, memória e pertencimento.

O desfile conseguiu exemplificar com clareza tudo o que a dupla planejou, do início ao fim, credenciando a escola à disputa pelo título da Série Prata e ao sonho de desfilar na Marquês de Sapucaí. Ainda assim, alguns problemas pontuais chamaram atenção.

EVOLUÇÃO

A evolução começou tranquila, com controle adequado do tempo. Porém, quando o cronômetro marcava 37 minutos, a escola acelerou o ritmo para não ultrapassar o limite regulamentar. Passou no limite, encerrando o desfile em 40 minutos e 42 segundos, sem perder pontos.

HARMONIA

Houve excelente entrosamento entre o carro de som, liderado pelo experiente Wantuir, e a bateria, com ritmo forte e envolvente. No entanto, muitos componentes desfilaram sem cantar o samba, o que pode gerar perda de pontos no quesito.

FANTASIAS e ALEGORIAS

As fantasias estavam impecáveis, com acabamento digno de Série Ouro. O conjunto foi visualmente impactante e praticamente sem falhas.

As alegorias desfilavam bem, com carros bonitos e bem apresentados. Contudo, antes da terceira cabine de jurados, uma parte do último carro quebrou e caiu diante do público, o que pode trazer consequências na avaliação. No fim, o carro precisou ser empurrado por componentes para conseguir completar o percurso antes do limite de tempo.

OUTROS DESTAQUES

A bateria, comandada pelo mestre Marven Almeida, apresentou-se com beleza e segurança. Uma bossa executada apenas com os tambores foi um dos momentos mais marcantes, empolgando a Intendente. A rainha de bateria, Ingryd Milagre, recebeu muitos aplausos pelo gingado e pela presença vibrante na avenida.

Abolição faz desfile seguro e se credencia à briga pela Série Ouro

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Quinta escola a desfilar no segundo dia de desfiles da Série Prata, a Acadêmicos da Abolição veio para a Intendente Magalhães com um belo desfile, retratando a ancestralidade e a importância de cultivá-la e cultuá-la. Encantou o público presente e se mostra uma forte candidata ao campeonato.

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Foto: S1 Comunicação

COMISSÃO DE FRENTE

A comissão, assinada pelo coreógrafo Gabriel Castro, apresentou o cultivo da ancestralidade por meio da simbologia das árvores, em que o plantio se transformava em uma árvore ancestral.

A dança foi um espetáculo. Cada detalhe da coreografia foi executado com precisão, com os dançarinos brilhando e demonstrando, desde o início, a força com que a escola se apresentaria na avenida.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Thiaguinho Mendonça e Jéssica Ferreira desfilou com figurino predominantemente preto, com detalhes em roxo, de belo acabamento.

A dança evidenciou ótima química entre os dois, que empolgaram o público presente. Com coreografia segura e sem ousadias, optaram pelo simples bem executado, estratégia que contribuiu positivamente para o conjunto do desfile e merece elogios.

ENREDO

A proposta dos carnavalescos Arthur Paschoa, Julianna Lemos, Pedro Duque e Thayssa Menezes, intitulada “Chão é Gente – Cultivar, Cultuar e Colher Ancestralidade”, buscou mostrar que a terra não é apenas a superfície onde pisamos, mas um território sagrado onde respiramos e que nos conecta à ancestralidade afro-indígena. É nesse solo que o presente floresce.

O desfile conseguiu transmitir com clareza essa mensagem desde a comissão de frente até a última alegoria, sem problemas de leitura, mantendo correção e coerência do início ao fim, sendo recompensado com muitos aplausos da torcida.

EVOLUÇÃO

A evolução foi tranquila e organizada desde o início. A escola soube administrar o tempo com inteligência, mantendo andamento adequado e encerrando sua apresentação em excelente marca: 36 minutos e 39 segundos.

HARMONIA

Houve ótima sintonia entre a bateria e o carro de som, liderado por Emerson Dias e Digão Audaz. A comunidade cantou o samba do início ao fim, contribuindo para um conjunto harmônico e consistente.

FANTASIAS E ALEGORIAS

As fantasias eram bonitas, leves e adequadas para que os componentes desfilassem com conforto e alegria durante toda a apresentação.

Os carros alegóricos estavam bem-acabados, visualmente bonitos, sem problemas de iluminação, e desfilaram com tranquilidade do início ao fim, reforçando a qualidade plástica da escola.

OUTROS DESTAQUES

A bateria, comandada pelo mestre Bruzaca, esteve impecável, com bossas bem executadas e andamento seguro. Recebeu aplausos do público e também das cabines de jurados. A rainha de bateria, Larissa Melo, destacou-se pelo gingado e pela presença marcante na avenida.

Com desfile vibrante, Siri de Ramos perde décimos por excesso de tempo

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Quarta escola a desfilar no segundo dia de desfiles, a Siri de Ramos veio para a Intendente Magalhães com o enredo “Joias do Axé” e realizou um bonito desfile, encantando o público. Porém, no fim, se atrapalhou no tempo e perderá 0,3 ponto por ter ultrapassado o limite em três minutos.

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Foto: S1 Comunicação

COMISSÃO DE FRENTE

A comissão, com assinatura do coreógrafo Yuri Almeida, trouxe Ogum como destaque, ao lado dos babalorixás.

A dança foi marcante, evidenciando a força do orixá na umbanda, com movimentos precisos e expressivos. No entanto, um detalhe pode prejudicar a escola no quesito: o intérprete de Ogum perdeu o adereço de cabeça e desfilou sem o item nas duas últimas cabines de jurados.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Diego Lucas e Dandara Luiza veio representando o fogo, que, no candomblé, simboliza a destruição daquilo que não serve mais e a abertura de caminhos para o novo, além de representar cura e elevação aos orixás.

Eles apresentaram uma dança muito bonita, com mistura de movimentos africanos que encantaram o público e renderam muitos aplausos. Já o terceiro casal enfrentou problema na indumentária durante a apresentação e precisou retirar o adereço de cabeça antes da quarta cabine de jurados.

ENREDO

O enredo “Joias do Axé”, desenvolvido pelos carnavalescos Alexandre Costa, Lino Salles e Marcos do Val, destacou a forma como as religiões afro-brasileiras compreendem o sagrado integrado tanto à vida quanto ao mundo.

O desfile iniciou exaltando Ogum e, ao longo dos setores, apresentou outros símbolos, conseguindo transmitir com clareza a proposta ao público, que retribuiu com carinho e aplausos.

EVOLUÇÃO

A evolução conseguia manter relativa tranquilidade no andamento, mas a escola se atrapalhou na reta final. Mesmo com a tradicional correria para tentar fechar dentro dos 40 minutos regulamentares, a agremiação ultrapassou o limite em três minutos, encerrando o desfile com 43 minutos e 26 segundos.

Pelas regras, cada minuto excedido representa a perda de 0,1 ponto. A penalização pode impactar na disputa pelo título e até colocar a escola na briga contra o rebaixamento para a Série Bronze.

HARMONIA

Houve boa conexão entre a bateria e o carro de som, comandado pelo intérprete Jefão, demonstrando sintonia que agradou ao público. Contudo, a maioria dos componentes não cantou o samba-enredo, que era leve e de fácil assimilação, comprometendo o quesito.

FANTASIAS E ALEGORIAS

As fantasias eram leves, bem-acabadas e visualmente bonitas, representando com clareza cada momento apresentado no enredo e agradando ao público presente.

As alegorias também se destacaram pelo bom acabamento e pela beleza visual, acrescentando impacto plástico ao desfile.

OUTROS DESTAQUES

A bateria, comandada pelo mestre Noca, apresentou segurança e bossas impressionantes. Os ritmistas, vestidos de pai de santo, contribuíram para a estética do conjunto. A rainha de bateria Andressa Almeida foi bastante aplaudida pelo público e pela torcida, esbanjando gingado e carisma na avenida.

Criatividade marca desfile da Feitiço Carioca, mas falhas comprometem conjunto

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Dominada pela criatividade, a Feitiço Carioca desfilou com o enredo “Meu Malvado do Fundo do Coração”, uma viagem nostálgica pelos antagonistas que, mesmo com suas artimanhas, conquistaram o carinho do público ao longo das gerações. A proposta apostou na memória afetiva e envolveu os foliões ao resgatar personagens icônicos do imaginário popular.

Os grandes destaques da escola ficaram por conta das fantasias luxuosas e da forte conexão estética com o público, despertando lembranças da infância e reforçando o carisma dos “vilões queridos”. Afinal, quem nunca se encantou por um grande vilão?

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Foto: S1 Comunicação

COMISSÃO DE FRENTE

Sob a coreografia de Adilson Lourenço, a comissão de frente homenageou a Corrida Maluca e o inesquecível Máskara. A apresentação contou com um carro cênico que transportava os componentes e integrou o personagem à encenação, reforçando o aspecto lúdico da proposta.

Apesar da boa sincronização e da clareza dos movimentos, a coreografia apresentou execução básica e menos energia do que o esperado.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Yuri e Ana Clara Gomes se apresentou com precisão técnica e movimentos bem definidos. A fantasia chamou atenção pelo luxo e pela maquiagem marcante.

Durante a passagem pela segunda cabine de jurados, o mestre-sala se apresentou sem sua coroa. Entretanto, nas duas últimas cabines, performou com a fantasia completa, com maestria, ao lado de sua porta-bandeira. Apesar da execução correta, faltou maior energia e carisma para potencializar a performance.

HARMONIA E EVOLUÇÃO

A harmonia foi um dos pontos mais frágeis do desfile. Problemas recorrentes no sistema de som impactaram diretamente o desempenho da escola. Em diversos momentos, apenas a voz do intérprete era compreendida; em outros, o áudio simplesmente falhava por completo. Durante a apresentação do casal, inclusive, o som próximo à cabine cessou, e a comunidade cantou de forma quase inexistente.

Na evolução, o andamento lento foi acompanhado de falhas. Na terceira cabine, abriu-se um grande espaço entre alas por mais de dois minutos. A ala das passistas também se fragmentou, com parte avançando e outra permanecendo parada, evidenciando dificuldades de coordenação. A reação do público, que gritava “anda, anda”, refletiu a tensão do momento.

A escola encerrou seu desfile com 40 minutos e 51 segundos.

SAMBA

Mesmo diante das falhas técnicas, a bateria comandada pelo mestre Vitinho Biscoito manteve firmeza e comprometimento. Ao lado do intérprete Betinho do Feitiço, demonstrou garra e resistência ao longo da apresentação.

Apesar dos obstáculos, o samba mostrou força melódica e potencial de comunicação, sustentado por bossas e variações que buscavam manter a energia elevada na avenida.

FANTASIAS E ALEGORIAS

As fantasias foram, sem dúvida, o principal destaque da escola. O desfile apresentou alas luxuosas, coloridas e com forte apelo lúdico, explorando volumes, aplicações e caracterizações que facilitavam a identificação imediata dos personagens. A escola conseguiu equilibrar humor e impacto estético, despertando memória afetiva e interação espontânea do público ao longo da avenida.

A diversidade de referências também contribuiu para a dinâmica visual do desfile. Personagens como os Minions, Cruella de Vil, Malévola e o Coringa foram representados com fantasias expressivas e bem caracterizadas, reforçando o tom nostálgico e divertido da narrativa. O cuidado com maquiagem e adereços de cabeça também elevou o nível de caracterização de diversas alas.

Nas alegorias, a escola manteve a mesma linha criativa, investindo em carros cenográficos com forte apelo narrativo e esculturas que dialogavam diretamente com o universo dos antagonistas. Os módulos apresentavam boa comunicação com o público e ajudavam a conduzir a leitura do enredo, funcionando como grandes quadros temáticos que ampliavam o aspecto teatral da proposta.

OUTROS DESTAQUES

O conjunto de fantasias foi um dos pontos altos do desfile, sinônimo de luxo e criatividade. Personagens como os Minions, Cruella de Vil, Malévola e o Coringa reforçaram o caráter nostálgico da proposta e estimularam forte interação com o público.

Comissão de frente brilha em desfile intenso da Flamanguaça

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A Flamanguaça, uma das mais aguardadas da noite, apresentou o samba-enredo “Ecos de Sortilégios”, um tema que atravessa séculos, culturas e civilizações, explorando a força dos encantamentos e das tradições místicas que seguem fascinando gerações.

Os grandes destaques do desfile ficaram por conta da impactante comissão de frente e do luxo das fantasias e alegorias, que impressionaram em praticamente todos os setores. Em contrapartida, a evolução voltou a ser um ponto de instabilidade para a escola.

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Foto: S1 Comunicação

COMISSÃO DE FRENTE

Sob a coreografia de Adalberto Shock e Juliana Costa, a comissão de frente entregou uma apresentação segura, potente e tecnicamente bem executada. A performance foi marcada pela força dos movimentos, excelente conexão entre os componentes, ritmo preciso e forte carga interpretativa.

A coreografia trouxe a misticidade brasileira para o centro da narrativa, dialogando com elementos da dança afro, contemporânea e popular. A representação de Exu e seus guardiões abrindo caminhos foi conduzida com intensidade e simbolismo, reforçando o enredo proposto.

Mesmo utilizando fantasias complexas e volumosas, com grande quantidade de tecido, os bailarinos mantiveram a fluidez e o domínio de cena, evidenciando preparo técnico e potencial para alcançar nota máxima.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Anderson de Mota e Lohane Lemos foi sinônimo de profissionalismo na avenida. Com fantasias deslumbrantes, chamaram atenção pelo requinte visual. No entanto, ao se aproximarem da segunda cabine de jurados, a saia da porta-bandeira começou a se desfazer, gerando tensão e certo desencontro momentâneo.

Apesar do contratempo, o casal demonstrou maturidade e controle emocional. Lohane e Anderson mantiveram a confiança e entregaram uma apresentação firme, sem falhas técnicas. A coreografia combinou leveza, força, molejo e carisma, com movimentos amplos e bem executados que garantiram impacto visual.

HARMONIA E EVOLUÇÃO

A harmonia foi um dos pontos altos da escola. A comunidade cantou com intensidade e emoção durante todo o desfile, demonstrando forte identificação com o samba. A energia do público também contribuiu para manter o clima vibrante na avenida.

Já a evolução apresentou extremos. O início foi marcado por andamento lento, possivelmente estratégico para evitar problemas com o tempo. No entanto, do meio para o fim, o ritmo acelerou excessivamente, resultando em correria e certa desorganização nos setores finais. A escola encerrou sua apresentação com 40 minutos e 41 segundos.

SAMBA

Mesmo enfrentando problemas técnicos de som, situação recorrente na noite, o samba-enredo foi bem recebido tanto pelo público quanto pela comunidade.

Comandada pelo mestre Renan Gohan, a bateria mostrou potência e segurança, sustentando o samba com bossas e variações rítmicas que mantiveram a energia elevada do início ao fim.

FANTASIAS E ALEGORIAS

As fantasias foram um dos maiores trunfos da escola. O desfile trouxe riqueza de detalhes, bom acabamento e volumetria marcante, e elementos que remetiam ao universo do encantamento e da espiritualidade. A paleta de cores transitou entre tons vibrantes e sombrios, reforçando o contraste entre magia, mistério e poder. Muitas alas apresentaram leitura imediata e forte impacto visual, contribuindo para a imersão do público no enredo e evidenciando cuidado na concepção artística.

Outro ponto positivo foi a coerência temática: as fantasias dialogavam entre si e mantinham unidade estética, reforçando a identidade mística da escola. Além disso, a utilização de adereços de cabeça e elementos cenográficos nas alas ajudou a ampliar a sensação de grandiosidade mesmo em setores sem grande volumetria.

Nas alegorias, a escola também demonstrou força criativa. Os carros gigantes impactaram a todos presentes na avenida e trouxeram simbologias ligadas à espiritualidade, aos rituais e ao imaginário mágico, com esculturas expressivas e bom uso de iluminação e texturas.

Apesar do destaque plástico, em alguns momentos a grandiosidade das fantasias e alegorias acabou contrastando com a evolução irregular da escola, o que diminuiu o tempo de contemplação de certos elementos e prejudicou seu desfile. Ainda assim, o conjunto visual da Flamanguaça se consolidou como um dos mais luxuosos e coerentes da noite, contribuindo diretamente para a forte conexão com o público.

OUTROS DESTAQUES

O ator e dançarino que interpretou Exu realizou um trabalho magnífico, utilizando o corpo e a expressão para entregar carisma e força apenas com o olhar.

Com evolução consistente, Império da Tijuca tem bateria como destaque

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O Império da Tijuca levou para o último dia de desfiles da Série Prata o samba-enredo “O Intrépido Santo Guerreiro”, propondo narrar a trajetória do santo que enfrentou a opressão, desafiou batalhas em nome da justiça e foi eternizado como protetor dos humildes.

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Foto: S1 Comunicação

Abrindo a noite na avenida, a escola se destacou pela evolução leve e pela harmonia da comunidade, que desfilou com energia e comprometimento do início ao fim. No entanto, o conjunto visual apresentou oscilações: algumas fantasias demonstravam maior riqueza de acabamento, enquanto outras eram mais simples, criando um contraste perceptível ao longo dos setores.

A leitura do enredo também se mostrou um ponto negativo. Em diversos momentos, a narrativa proposta pelo samba não parecia dialogar plenamente com o que era apresentado na avenida, dificultando a compreensão clara da história por parte do público.

COMISSÃO DE FRENTE

Sob a coreografia de Handerson Big, a comissão de frente apresentou uma performance marcada por força e precisão técnica. Formada exclusivamente por homens, a coreografia explorou movimentos enérgicos que remetiam à figura do guerreiro. Apesar da boa recepção do público e da execução segura, faltou maior contextualização dramática que conectasse de forma mais evidente a apresentação ao enredo desenvolvido pela escola.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Carlos Junior (Muskito) e Jaçana Ribeiro brilhou com elegância e sintonia. A dupla demonstrou excelente coordenação, movimentos limpos e suavidade na condução do pavilhão. A leveza e o entrosamento ficaram evidentes durante toda a apresentação, transmitindo alegria e conexão genuína. Muskito dançou com técnica e imponência, enquanto Jaçana manteve postura graciosa e segura do início ao fim.

HARMONIA E EVOLUÇÃO

As alas desfilaram organizadas e alinhadas, contribuindo para uma evolução fluida. Os carros alegóricos, visualmente bem construídos, complementaram o conjunto plástico da escola. A passagem pela avenida ocorreu de forma tranquila, com a comunidade mantendo o canto até o encerramento do desfile, finalizado em 37 minutos e 48 segundos.

SAMBA

Comandada pelo mestre Jordan Pereira, a bateria sustentou o samba-enredo com firmeza, apresentando bossas e variações rítmicas que mantiveram a energia em alta. O intérprete Juan Briggs conduziu o canto com garra e presença. Mesmo enfrentando problemas técnicos de som ao longo da avenida, bateria e carro de som demonstraram força e comprometimento, garantindo que o samba não perdesse intensidade.

FANTASIAS E ALEGORIAS

As fantasias seguiram uma linha estética marcada por referências medievais e religiosas, com presença de armaduras estilizadas, capas, escudos e adereços que remetiam à figura do guerreiro protetor. Algumas alas apresentaram bom acabamento, com aplicações metálicas, pedrarias e combinações de cores que dialogavam com a ideia de coragem e devoção. Em contrapartida, houve setores com fantasias mais simples e com menor volumetria, o que gerou contraste visual ao longo do desfile e impactou a uniformidade do conjunto plástico.

Já as alegorias se destacaram pelo impacto visual e pela tentativa de construir a narrativa do enredo de forma simbólica. Elementos como castelos, portais, espadas e imagens que remetiam à espiritualidade reforçaram o caráter épico da proposta. Os carros apresentavam boa leitura estética e contribuíram para momentos de destaque visual na avenida, especialmente nas representações de batalhas e da proteção divina atribuída ao santo guerreiro.

Apesar do bom apelo visual de alguns módulos, a integração entre fantasias, alegorias e desenvolvimento narrativo nem sempre foi clara, o que dificultou a compreensão completa do enredo em determinados trechos do desfile. Ainda assim, o conjunto demonstrou esforço criativo e momentos de beleza plástica que ajudaram a sustentar a identidade da escola na Intendente.

Rosas de Ouro anuncia saída do carnavalesco Fábio Ricardo

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A Rosas de Ouro, através das redes sociais, anunciou a saída do carnavalesco Fábio Ricardo. Veja abaixo o comunicado da escola.

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Fotos: Letícia Sansão/CARNAVALESCO

“Em reunião com a direção da Sociedade Rosas de Ouro, o carnavalesco Fabio Ricardo comunicou sua decisão de encerrar seu ciclo em nossa entidade.

Nos despedimos de um artista que deixou sua marca, sua sensibilidade e seu coração em cada detalhe levado para a avenida. Foram dois carnavais de entrega, talento e amor ao pavilhão.

Fica a saudade, o respeito e, acima de tudo, a gratidão.

Não é um adeus, é um até logo!

Que os novos caminhos sejam iluminados e repletos de conquistas”.

Mangueira renova com o carnavalesco Sidnei França

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A Mangueira anunciou nesta segunda-feira a renovação com o carnavalesco Sidnei França. Ele vai para o terceiro desfile na Verde e Rosa. Veja abaixo o comunicado da escola.

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“Ele fica! O carnavalesco da Estação Primeira de Mangueira para o carnaval de 2027 é o Sidnei França.

Depois de um desfile aclamado Sidnei segue com a Mangueira no próximo carnaval, vamos juntos honrar o pavilhão da maior do planeta com a grandiosidade que a ‘quase centenária’ merece! Fizemos juntos dois grandes carnavais e vamos, mais uma vez, trabalhar juntos buscando a vigésima primeira estrela!

Sidnei, essa nação te ama e admira seu trabalho! Obrigado pela dedicação e amor pelo pavilhão verde e rosa, bora juntos buscar nosso sonho, meu carnavalesco”.

Incorpora, Caxias! Ito Melodia é o novo intérprete da Grande Rio

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A Grande Rio, através das redes sociais, anunciou a contratação do intérprete Ito Melodia. Veja abaixo o comunicado da escola.

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“A Grande Rio anuncia Ito Melodia como seu novo intérprete oficial para o próximo Carnaval.

A direção da escola celebra a chegada do cantor e deseja sucesso nesta nova etapa, confiante de que sua energia e experiência serão fundamentais para mais um grande desfile da comunidade de Caxias”.

Unidos da Tijuca informa saída do carnavalesco Edson Pereira e do diretor Fernando Costa

A Unidos da Tijuca, através das redes sociais, anunciou a saída do carnavalesco Edson Pereira. Veja abaixo o comunicado da escola.

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“Hoje nos despedimos do carnavalesco Edson Pereira, que não faz mais parte da nossa equipe. Ao longo da sua trajetória conosco, Edson colocou talento, criatividade e muita dedicação em cada detalhe pensado para a nossa comunidade durante os dois últimos carnavais.

Agradecemos por todo empenho, profissionalismo e pelos momentos construídos juntos. Desejamos que os próximos capítulos da sua caminhada sejam repletos de inspiração, reconhecimento e novos voos ainda mais altos”.

A escola do Borel também comunicou a saída do diretor de carnaval, Fernando Costa. “Depois de muitos anos dedicados à nossa escola, Fernando Costa encerra seu ciclo como diretor de carnaval da Unidos da Tijuca. Mais do que um diretor, ele foi liderança, foi parte fundamental da nossa história.

A vida é feita de ciclos, e hoje nos despedimos dessa função, mas jamais da história construída juntos. O respeito, a admiração e a gratidão permanecem intactos. Obrigada, Fernando Costa. Que os novos caminhos sejam tão grandiosos quanto a trajetória que você escreveu ao nosso lado”.