Portelense fervoroso o compositor Jorge do Batuke não vai esquecer nunca a vitória na disputa de samba-enredo da Portela para o Carnaval 2019. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, ele que assina a obra com os parceiros Valtinho Botafogo, Rogério Lobo, Beto Aquino, Claudinho Oliveira, José Carlos, Zé Miranda, D’Souza e Araguaci, diz que vive um sonho ser o autor do samba que vai homenagear Clara Nunes na Avenida.
“Desde que eu tinha 8 anos eu sonhava em vencer um samba na Portela. Meu pai sempre foi compositor da escola. Entrei em ala ainda criança, cheguei à bateria e já no segmento disputei samba. Meu samba caiu no primeiro corte e eu perdi até o rumo de casa, mas o detalhe é que eu moro na rua da quadra (risos). Tinha 17 anos. De 2011 pra cá venho chegando mais perto, disputando finais. Minha batalha vem de muitos anos, eu amadureci muito. Venci duas vezes o samba de terreiro. Eu não apareci ontem. Eu nunca imaginaria, nem no melhor sonho, vencer o samba em homenagem à Clara”, disse.
Batuke apontou o diferencial do seu samba de 2019. “Eu acho que o diferencial é ser a própria Clara. É um ícone da nossa escola. É o nosso Cartola, Ismael Silva, Noel Rosa. Pessoas que se foram e que estão imortalizadas através de suas obras. Gostaria de um dia ver o Paulo da Portela como enredo. Os últimos seis sambas que disputei, quatro foram feitos em primeira pessoa. É o meu estilo. Se você acertar você emociona. Acredito que tenha sido o maior trunfo dessa nossa obra, a emoção”.
E o que fazer com o prêmio da vitória? Batuke revela seu sonho. “O meu maior sonho como compositor eu já realizei, que era ser campeão na minha Portela. Tem um sonho fora do carnaval, que é gravar com Raimundos (risos). No lado pessoal e profissional, com certeza é não ter nenhuma dívida e ter o meu próprio taxi”.


A carnavalesca da Portela Rosa Magalhães lançou nesta terça-feira na Cidade do Samba o seu terceiro livro. A obra intitulada ‘E vai rolar a festa’ conta bastidores da abertura do Pan-Americano Rio 2007 e de encerramento dos Jogos Olímpicos Rio 2016, ambas com a participação da artista na concepção artística. No caso do Pan a carnavalesca ganhou o Emy Internacional pelos figurinos apresentados.
“Captei metade do que havia solicitado e obtive uma grande ajuda de uma equipe para conseguir desenvolver esse projeto. A Célia Domingues da Amebras cuidou de toda essa parte mais burocrática. A Lei Rouanet é muito importante para o cultura deste país. Sem ela eu jamais teria conseguido concluir esse projeto. Acho importante todos se conscientizarem disso”, destacou a carnavalesca.
Terminou na segunda-feira o prazo para inscrição das chapas na eleição presidencial do Salgueiro. Apenas a chapa 2, de André Vaz, realizou a inscrição. Com isso, ele poderá ser aclamado no domingo ou até antes caso aconteça através do desembargador do Tribunal de Justiça.
Wilson Moisés deixou a presidência da Vila Isabel em 2011. Fez o seu filho, Wilsinho Alves, seu sucessor em 2012 (permaneceu até 2014) e desde que a família se afastou do comando da azul e branca, Moisés estava distante de cargos diretivos nas escolas de samba. O momento do retorno chegou e Moisés assumiu a direção de carnaval na Acadêmicos da Rocinha e na União do Parque Curicica, escolas do Grupo de Acesso. Em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO, o ex-presidente da Vila falou deste retorno e traçou um paralelo da forma de se administrar uma escola no Acesso.
A possibilidade do empresário Roberto Medina, criador do Rock in Rio, assumir o comando da organização dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial, informada nesta terça-feira pelo jornalista Leo Dias, do jornal O Dia, foi negada pelo próprio Medina e a organização do Rock in Rio.
Em reunião plenária emergencial na noite desta segunda-feira na Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) os presidentes das escolas de samba do Grupo Especial decidiram reivindicar uma reunião urgente com o prefeito Marcelo Crivella e a Riotur sobre o valor da subvenção da Prefeitura do Rio para o Carnaval 2019.
Jorge Castanheira frisou que não existe um Plano B para redução do espetáculo das escolas de samba. “As escolas tem liberdade, mas isso não atinge o corte de 50% da verba. É impossível. As escolas já fizeram seus orçamentos e compraram parte das mercadorias. Os carros são a cenografia do espetáculo e as fantasias contam o enredo. O desfile não pode ser mutilado devido ao corte de verba”.
O Império da Tijuca que no Carnaval 2019 desfilará na Sapucaí pela Série A do carnaval carioca em busca do título, promoverá no dia 16 de dezembro, a partir das 13 horas, a festa da bateria Sinfonia Imperial em sua quadra de ensaios. O evento contará com a presença dos mestres e rainhas de bateria do Grupo Especial, Série A e Série B com entrada franca.