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Galeria de Fotos do desfile da Império de Casa Verde no Carnaval 2019

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Comissão de frente e leitura do enredo são destaques no desfile da Alegria da Zona Sul

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Por Rodrigo Coutinho

Alegria desfile2019 67

A Alegria da Zona Sul foi a segunda escola a pisar na Avenida na chuvosa noite desta sexta-feira. A agremiação oriunda da Zona Sul, demonstrou leitura clara e objetiva do enredo “Saravá, Umbanda’’, desenvolvido pelo carnavalesco Marco Antonio Falleiros. Ao mesmo tempo, porém, ficou claro a limitação financeira da escola para produzir fantasias e alegorias. O ponto negativo mais latente foi o quesito evolução. Dois buracos aconteceram nos dois primeiros módulos e a vermelha e branca precisou “apressar o passo” na reta final. Mesmo assim, terminou o seu desfile com 56 minutos, um acima do máximo permitido. A comissão de frente também se destacou!

Comissão de Frente

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O grupo comandado por João Paulo Machado representou uma verdadeira “falange espiritual”. Diversas entidades foram muito bem representadas pelos integrantes. As fantasias eram simples, mas de leitura muito clara e a representação corporal bem perto da perfeição, com direito a gritos característicos das entidades. A coreografia tinha dois momentos em que uma bandeira era mostrada. No início da apresentação, a imagem de Virgem Maria. No fim da participação, a imagem de Jesus. Cinco integrantes representavam trabalhadores do “Canzuá”. O público reagiu positivamente à apresentação, principalmente no terceiro módulo de julgadores.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

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O primeiro casal da escola, formado por Diego Nascimento e Thaís Romi, venceu a dificuldade da pista molhada e da roupa consequentemente pesada. Apresentou um bailado bem clássico e cheio de sincronia. Diego teve pontuações bem inerentes à letra do samba em alguns momentos da apresentação. Se destacou bastante. Já Thaís teve dificuldades com o aparente peso da saia, mas mesmo assim não chegou a comprometer. A fantasia de ambos era extremamente simples e o costeiro dela poderia ter mais volume para acrescentar no conjunto da dupla. Eles representaram a Divina Luz.

Harmonia

Alegria desfile2019 106O canto da escola foi irregular. Duas alas, porém, se destacaram no aspecto canto. As baianas e a sétima ala do desfile (Caravana de Ciganos), Já as alas “Princípio Religioso-Amor’’ e ‘’Caboclo das 7 Encruzilhadas’’ passaram com pouquíssimos componentes cantando o samba. Em suma, o refrão principal era bastante cantado, mas o restante da obra não apresentou um nível de canto satisfatório por parte dos componentes. O carro de som comandado pelo intérprete Igor Vianna esteve bem e entoou o samba de forma correta.

Evolução

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Esteve neste quesito o Calcanhar de Aquiles da agremiação. Nas duas apresentações da bateria nos dois primeiros módulos, a frente da escola não parou e dois buracos foram abertos nos dois momentos. O ritmo da escola na pista esteve bem irregular também, acima do normal. Um início lento, com o início da caminhada aos cinco minutos de desfile, e depois as alas praticamente sem parar após a entrada da bateria no segundo recuo. O ritmo de desfile voltou a ser mais lento após a saída da bateria do segundo box. A ala se apresentou no último módulo e a escola se esforçou, mas acabou estourando o tempo em minuto. A desenvoltura dos componentes na Avenida foi satisfatória. Grande parte dos integrantes evoluiu de forma natural.

Enredo

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Importante contar a história da centenária religião! Marco Antonio Falleiros, mesmo enfrentando um nítido problema de execução do trabalho, fruto do momento financeiro da maioria das escolas, misturou originalidade e clareza de leitura em diversas fantasias e alegorias. O tema fez um ‘’passeio’’ por entidades e linhas da umbanda de forma bem leve.

Fantasias

Alegria desfile2019 90Outro ponto irregular do desfile da Alegria da Zona Sul. Em algumas, como a da ala das baianas (Sabedoria da Vovó Maria Conga), da bateria (A Magia dos Pretos Velhos) e crianças(Alegria da Ibeijada) por exemplo, houve muita originalidade e execução a contento. Já outras, como Ondinas, Princípio Religioso: Amor, e Santo Antônio da Batalha, a execução deixou bastante a desejar no nível visto na Série A. As fantasias das alas que vieram logo após o carro abre-alas (Caboclos de Pena, Mandingas dos Baianos e Boiadeiros) tiveram realização bem parecida, mudando pequenos detalhes e as cores, deixando esta parte da escola monótona visualmente.

Alegorias e Adereços

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Mais um quesito em que limitação financeira atrapalhou. Os dois primeiros carros apresentaram leitura fácil e poucas falhas de acabamento mais consideráveis. Já o tripé Povo da Rua e o terceiro carro da Alegria – A Purificação em Águas Sagradas – não acompanharam o cenário. Passaram com esculturas tendo suas pinturas se desfazendo ao longo do desfile e sem iluminação que pudesse valorizar o conjunto.

Samba-Enredo

Alegria desfile2019 95O samba da Alegria esteve longe dos mais comentados da Série A no período pré-carnaval, mas funcionou bem no desfile. O carro de som comandado por Igor Vianna cumpriu bem o seu papel, mantendo a tonalidade e dinâmica da melodia.

Outros Destaques

A escola trouxe muitas musas. Elas estiveram quase sempre à frente das alegorias e ocuparam bem este espaço. O destaque delas foi Thais Fidélis, vestindo uma fantasia bem feita e representando o papel de “indígena” com bom humor.

Eugênio Leal analisa o desfile da Mancha Verde

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Rocinha 2019: Galeria de fotos do desfile

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Rocinha

Debaixo de temporal, Unidos da Ponte abre com desfile forte no rendimento do samba e leitura do enredo

Por Geissa Evaristo

Ponte desfile2019 58A Unidos da Ponte volta à Série A no Carnaval 2019 reeditando um de seus mais importantes enredos: “Oferendas”, de 1984 fazendo reverência aos ritos feitos para cada orixá nas religiões de origem africana, como a Umbanda e o Candomblé. A escola teve a missão de abrir os desfiles de sexta-feira de carnaval depois de um dos maiores temporais da história da Sapucaí com cerca de 30 minutos de atraso. O desfile teve duração de 54 minutos.

Trazendo a força do seu samba como seu grande trunfo, 35 anos depois, na Marquês de Sapucaí, a obra com melodia envolvente e letra didática, além de conhecida pelo público que acompanhou o primeiro desfile desta noite embalou o desfile que desafiou a chuva. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, no entanto, foi o quesito mais prejudicado da noite. A dupla sofreu com o contratempo em todas as cabines dos módulos de julgadores.

Sem deter de muitos recursos financeiros, a escola da Baixada Fluminense, a azul e branca de São João de Meriti apostou em uma plástica simples. Os carnavalescos Rodrigo Marques e Guilherme Diniz apresentaram uma releitura do que foi apresentado anteriormente, e não exatamente uma reedição. Em sua segunda passagem pela Sapucaí, “Oferendas” trouxe uma nova estruturação e organização de enredo, além de uma estética atualizada, com toques mais modernos, se comparado ao que foi apresentado em 1984.

Comissão de Frente

Ponte desfile2019 15

A comissão de frente dos coreógrafos Daniel Ferrão e Léo Torres apresentou “Agô para os meus orixás”. O grupo representou os filhos de santo praticando o ritual de oferenda “Padê” para saudar Orixá Exu Bará e abrir os caminhos. O grupo apresentou uma coreografia sem erros, no entanto a saia da fantasia de uma integrante desmontou na segunda cabine de julgadores e se apresentou da mesma forma frente as outras cabines. Partes da decoração imitando palha no tripé também desmancharam no decorrer do desfile, deixando rastros após a apresentação frente às cabines. Com a Sapucaí ainda fria e com chuva intensa, o grupo não empolgou o público.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

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Yuri Souza e Camyla Nascimento foram os que mais sofreram com o temporal que atingiu a Sapucaí no início dos desfiles da Série A. A dupla com um belo figurino representava “O sagrado oráculo de Ifá” e trazia os guardiões vestidos de “O jogo de Búzios”, apresentados pelo síndico da passarela do samba, Machine. A bandeira de Camyla chegou a enrolar algumas vezes tanto na primeira, quanto na segunda cabine de jurados. Sem sintonia, o mestre-sala estendeu a mão para a porta-bandeira que não retribuiu em ambas cabines. O bailado do casal estava inseguro, muito provavelmente pelo risco de virem a cair com a pista completamente molhada.

Harmonia / Samba-Enredo

O samba foi o grande destaque do desfile da Unidos da Ponte que escolheu a obra por sua força. A obra foi cantada por componentes e público, mas faltou explosão. Desfilar com um samba-enredo reeditado costuma colaborar para a Harmonia da escola e deu certo. No entanto, o canto dos componentes ficou aquém do esperado para um samba-enredo clássico da agremiação. As alas poderiam ter cantado com mais vontade o samba, porém as condições do desfile podem ter prejudicado o ânimo e garra dos componentes que tiveram uma concentração para o desfile com chuva muito intensa. Intérpretes oficiais Lico Monteiro e Tiganá fizeram um excelente trabalho no carro de som da azul e branca de São João de Meriti inflamando os componentes o tempo inteiro a cantar.

Enredo

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Com um enredo visualmente fácil de interpretar, a escola teve leitura clara tanto em alegorias, quanto em alas. A proposta dos carnavalescos estreantes. A escola respeitou a construção original da Ponte de 1984, mas trazendo características próprias em tudo. Como fantasias novas, uma leitura estética diferente, a construção dos carros. Tudo trabalhando com a questão da fé e da prosperidade.

Evolução

O desfile da Unidos da Ponte contou com uma boa evolução. Não foram percebidos buracos, nem grandes espaçamentos entre as alas que também tiveram suas demarcações bem definidas. A escola nem acelerou, nem andou rápido demais, mantendo um andamento regular. A agremiação encerrou seu desfile com 54 minutos. Componentes soltos, só faltou empolgação.

Fantasias

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A escola vestiu seus componentes de maneira simples. O conjunto de fantasias tinha leitura e quase nenhum luxo. As fantasias ficaram bem abaixo das alegorias, porém não foram percebidos problemas de acabamento nas alas, ainda que com o temporal que cai durante o desfile. Somente uma baiana foi vista sem o arco da saia. O mesmo aconteceu na comissão de frente. As fantasias demostravam facilidade para o componente desfilar, é bom destacar.

Alegorias

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As alegorias da agremiação estavam sem nenhum tipo de problemas de acabamento e continham efeitos de luz. Destaques para o carro abre-alas “Um culto ancestral afro brasileiro” que trazia os escravos como composição, a cerâmica como trabalho cenográfico e o uso de materiais rústicos. A quarta e última alegoria também chamou atenção uma escultura central caracterizada de Oxalá e uma homenagem a Mãe Stella de Oxóssi, que faleceu em meados de dezembro de 2018. Todo confeccionado na cor da escola.

Bateria

Ponte desfile2019 42A bateria de mestre Vitinho veio vestida de Ogans num figurino simples e leve facilitando a execução dos ritmistas que durante as passagens frente as cabines de julgadores abaixavam-se. A rainha de bateria, Rosana Farias vestiu-se com uma das mais belas fantasias apresentadas no desfile.

Alegria da Zona Sul 2019: Galeria de fotos do desfile

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Rocinha: bateria ao vivo no desfile

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Rocinha 2019: arrancada do samba no desfile

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Eugênio Leal analisa o desfile da Império de Casa Verde

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Líderes religiosos desfilam no abre-alas da Alegria da Zona Sul e clamam pelo fim da intolerância religiosa

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Por Gabriel Leal

Sob forte chuva, a Alegria da Zona Sul levou para avenida o enredo “Saravá, Umbanda” nesta sexta-feira de carnaval, sendo a segunda escola a escola a desfilar. Na missão de exaltar a única religião fundada no Brasil, a Alegria convidou líderes religiosos e praticantes não só da Umbanda, como também do Candomblé, para integrar o desfile em seus carros, alas e composições.

Abre ala ZSCom uma abertura abençoada pela linhagem dos Pretos Velhos, a escola trouxe em seu abre-alas a simplicidade e o aconchego de um “Congá”, uma casa de Umbanda, o popular terreiro. Uma grande escultura de um preto velho e esculturas de jarros de porcelana davam o tom do Congá azul e branco do carro. A escola embarcou na proposta como manda o figurino, trazendo os componentes de pés descalços e trajando a cor oficial da religião: o branco.

Por conta da opção estética de recriar uma casa de Umbanda, o carro abre-alas apresentava uma grande área baixa, na qual os componentes desfilaram livres para evoluir na alegoria. Um dos convidados para correr a gira da Alegria da Zona Sul foi o Pai de Santo Marcelo do Caboclo Tanaju, dirigente de um terreiro de Umbanda em Realengo. Ele convidou todos os filhos de santo de seu centro, que o acompanharam no desfile.

Tanaju ZS“É uma festa grande. Somos uma família, nada mais justo do que a gente comemorar junto. Eu acho muito importante você ter, hoje, o sincretismo da nossa religião sendo representado na própria avenida. Trabalhamos por este reconhecimento há anos. Não temos que ter briga, ter preconceito, temos que nos unir e formar uma comunhão só. Porque sofremos uma discriminação constante nas ruas, e isso tem que acabar”, protestou o líder religioso estreante na Sapucaí.