Temporal destrói sonhos das escolas que desfilaram no primeiro dia e deixa o título da Série A totalmente aberto
As sete escolas de samba que abriram a primeira noite de desfiles no Sambódromo da Marquês de Sapucaí comprovaram na pista que são capazes de vencerem qualquer adversidade. Se não bastasse o pré-carnaval tão conturbado, sem verba da Prefeitura do Rio, sem barracões, as escolas foram castigadas pelo forte temporal que atingiu o Rio de Janeiro, desde 18h de sexta-feira. Resultado que o palco principal do sambista não aguentou e ficou completamente alagado, sinal de mais um descaso do poder público que não consegue gerir com qualidade o lugar que deveria o principal ponto de orgulho de um político do Rio de Janeiro. Por isso, o que se viu nos desfiles foi um show de superação e de falhas causadas, na maioria das vezes, não pela falha artística, mas, principalmente, pela água da chuva. E o título da Série A e a única vaga para o Especial em 2020 deve ficar para o sábado quando mais seis escolas vão pisar na Sapucaí.
Veja abaixo como passou cada escola que desfilou nesta sexta pela Série A.
UNIDOS DA PONTE: A Unidos da Ponte volta à Série A no Carnaval 2019 reeditando um de seus mais importantes enredos: “Oferendas”, de 1984 fazendo reverência aos ritos feitos para cada orixá nas religiões de origem africana, como a Umbanda e o Candomblé. A escola teve a missão de abrir os desfiles de sexta-feira de carnaval depois de um dos maiores temporais da história da Sapucaí com cerca de 30 minutos de atraso. O desfile teve duração de 54 minutos.
ALEGRIA DA ZONA SUL: A Alegria da Zona Sul foi a segunda escola a pisar na Avenida na chuvosa noite desta sexta-feira. A agremiação oriunda da Zona Sul, demonstrou leitura clara e objetiva do enredo “Saravá, Umbanda’’, desenvolvido pelo carnavalesco Marco Antonio Falleiros. Ao mesmo tempo, porém, ficou claro a limitação financeira da escola para produzir fantasias e alegorias. O ponto negativo mais latente foi o quesito evolução. Dois buracos aconteceram nos dois primeiros módulos e a vermelha e branca precisou “apressar o passo” na reta final. Mesmo assim, terminou o seu desfile com 56 minutos, um acima do máximo permitido. A comissão de frente também se destacou!
ROCINHA:Uma apresentação onde a criatividade dos materiais e a fácil leitura plástica, principalmente das fantasias, triunfou. A Acadêmicos da Rocinha teve a difícil missão de encarar a pista molhada e iniciar seu desfile mesmo embaixo de uma chuva intensa. Com o enredo “Bananas para o Preconceito”, a tricolor de São Conrado foi a terceira escola da noite e realizou a sua apresentação em 55 minutos, o tempo máximo.
SANTA CRUZ: A Acadêmicos de Santa Cruz entrou na Sapucaí para emocionar, com um samba-enredo aclamado positivamente pela crítica no período pré-carnavalesco, além de uma homenagem para ninguém botar defeito, com o enredo “Ruth Souza – Senhora Liberdade, abre asas sobre nós”. A escola teve muitos problemas em seu caminho, a maioria por conta da chuva que não parou durante todo o seu desfile, queda na Comissão de Frente, escorregão da Porta-Bandeira, lentidão no início, correria no fim, além de fechar seu desfile com 57 minutos. Pelo regulamento, a escola pode perder 0,2. O tempo de desfile máximo é de 55 minutos.
UNIDOS DE PADRE MIGUEL: Primeira escola a desfilar sem chuva forte na madrugada desta sexta-feira na Marquês de Sapucaí, a Unidos de Padre Miguel, escola sempre aguardada devido aos seus últimos grandes carnavais fez a melhor arrancada da noite entre as cinco que já desfilaram, no entanto, apresentou problemas de acabamento em alegorias e graves erros em evolução. A escola estourou três minutos dos 55 máximos do tempo de desfile. A agremiação apresentou o enredo “Qualquer semelhança não terá sido mera coincidência”, uma homenagem ao dramaturgo Dias Gomes.
INOCENTES DE BELFORD ROXO: Abusando da criatividade e de materiais reciclados, a Inocentes de Belford Roxo apresentou uma plástica diferenciada. Com isso, trouxe um dos seus melhores conjuntos alegóricos entre os seus últimos desfiles da Série A. Com o enredo “O Frasco do Bandoleiro – Baseado num causo com a boca na botija”, a Caçulinha da Baixada realizou a sua apresentação em 55 minutos.
SOSSEGO: O Acadêmicos do Sossego encerrou a primeira noite de desfiles da Série A com um rendimento satisfatório. Por mais que tenha errado em alguns quesitos, como evolução, alegorias e enredo, Compensou em outros – mestre-sala e porta-bandeira e rendimento do samba-enredo. Projetando um possível resultado final, dificilmente a Sossego ficará entre as últimas colocadas, mas também não deixou a impressão que brigará entre as primeiras. A comissão de frente também merece menção pela clareza da proposta.
Tatuapé é destaque em noite com erros de favoritas no Anhembi
Por Guilherme Ayupp e Matheus Mattos. Fotos: Magaiver Fernandes
O público que foi ao Anhembi na primeira noite de apresentações do Grupo Especial de São Paulo saiu do Sambódromo com a sensação de que, ao contrário do ano passado, é possível que a campeã só seja conhecida na segunda noite. Tudo porque algumas favoritas cometeram erros que podem comprometer o título.
A Acadêmicos do Tatuapé foi a grande estrela da noite com mais um desfile tecnicamente (quase) perfeito. Quase, pois a última alegoria do desfile cruzou a avenida totalmente apagada e isso pode comprometer o sonhado tricampeonato. Outra favorita a escorregar esta noite foi o Império de Casa Verde. A azul e branca trouxe um imponente conjunto alegórico. Entretanto a grandiosidade da escola quase fez a agremiação estourar o tempo máximo de 65 minutos. A correria pode custar caro. Quem também era cotada e vacilou foi a Mancha Verde. Bem de alegorias como há muito não se via, acabou pecando nos quesitos de pista.
Confira como foram todos os desfiles da primeira noite do Grupo Especial de São Paulo
COLORADO DO BRÁS
A Colorado do Brás foi a primeira escola a desfilar na noite de abertura dos desfiles do Grupo Especial em São Paulo. A vermelha e branca apostou em um conjunto de fantasias modesto com materiais bastante simples para uma escola da elite do carnaval, embora não pisasse no grupo desde 1993. De positivo o conjunto alegórico e o samba-enredo, aspectos que podem ajudar a escola a lutar pela sonhada permanência. A Colorado concluiu seu desfile em 62 minutos e apresentou o enredo ‘Hakuna Matata – Isso é viver’.
IMPÉRIO DE CASA VERDE
Segunda agremiação a desfilar, a escola de samba Império de Casa Verde entrou na Avenida com uma chuva mais fraca que atingiu a agremiação anterior. A escola mostrou um ótimo acabamento nas alegorias, a bateria valorizou o canto dos componentes e comissão de frente com coreografias diferentes, demonstrando um ótimo sincronismo. Porém, a evolução da escola foi comprometida nos últimos minutos, fazendo com que os desfilantes tivessem que correr na Avenida. O Império trouxe muitas alas coreografadas, dando a sensação de ausência de espontaneidade.
MANCHA VERDE
Aguardada como uma das grandes favoritas do ano no Grupo Especial de são Paulo, a Mancha Verde deixou a avenida esta noite certa de que apresentou um dos melhores conjuntos alegóricos da primeira noites de desfile no Sambódromo do Anhembi. Entretanto em alguns quesitos o propalado favoritismo foi sentido. A harmonia se apresentou de maneira fria e o conjunto de fantasias ficou aquém das excelentes alegorias apresentadas. O samba-enredo também não cativou o público. A verde e branca apresentou-se em 62 minutos com o enredo ‘ Oxalá, salve a princesa! A saga de uma guerreira negra’.
TUCURUVI
Quarta escola a desfilar na primeira noite de desfiles, a Acadêmicos do Tucuruvi desenvolveu seu carnaval através do enredo: “Liberdade! O canto retumbante de um povo heroico, uma linhagem crítica sobre a situação histórica e atual do Brasil. A comissão de frente cativou o público, a bateria demonstrou boa maturidade rítmica e a boa estreia de Leonardo Bessa foram os destaques do desfile. O andar acelerado no final e a pouca intimidade dos desfilantes com o samba foram os pontos negativos encontrados.
TATUAPÉ
O Acadêmicos do Tatuapé provou porque é a escola a ser batida no carnaval de São Paulo. E mostrou isso onde uma escola deve fazer, na pista. Lutando pelo inédito tricampeonato, algo só alcançado pela Mocidade Alegre nos últimos anos. Apesar de ter tido problemas em pelo menos duas de suas alegorias no que diz respeito à iluminação, a escola deve confirmar o favoritismo e terminar a primeira noite como melhor escola. A Tatuapé conclui seu desfile depois de 61 minutos e apresentou o enredo ‘ Bravos Guerreiros: Por Deus, pela honra, pela justiça e pelos que precisam de nós’.
X-9 PAULISTANA
Penúltima escola a desfilar na noite, a X-9 Paulistana desfilou com uma presença do público menor em comparação as escolas anteriores. A presença do homenageado Arlindo Cruz, ao lado de sua família no último setor, surpreendeu e emocionou todos os presentes no Sambódromo. Além do sentimento, o desempenho do samba-enredo e o bailar do casal se destacaram na noite. Falta de acabamento em praticamente todas as alegorias e tripé, evolução confusa e falta de animação nos componentes marcaram negativamente. A entidade encerrou o desfile com 63 minutos.
TOM MAIOR
Tal qual aconteceu em 2018, coube à Tom Maior a responsabilidade de fechar a primeira noite de desfiles do Grupo Especial de são Paulo em 2019. A agremiação viu o seu intérprete oficial, Bruno Ribas, ser o maior destaque de um desfile que não conseguiu repetir o feito de encantar o Anhembi um ano atrás. A escola cantou pouco e os aspectos plásticos não funcionaram devido ao dia já estar claro, já que a escola sabia desde junho que encerraria a primeira noite. O desfile terminou após 62 minutos e a Tom Maior contou o enredo ‘Penso… logo existo – As interrogações do nosso imaginário em busca do inimaginável’.
Sossego tropeça em evolução e enredo, mas mostra-se competitiva
Por Rodrigo Coutinho
O Acadêmicos do Sossego encerrou a primeira noite de desfiles da Série A com um rendimento satisfatório. Por mais que tenha errado em alguns quesitos, como evolução, alegorias e enredo, Compensou em outros – mestre-sala e porta-bandeira e rendimento do samba-enredo. Projetando um possível resultado final, dificilmente a Sossego ficará entre as últimas colocadas, mas também não deixou a impressão que brigará entre as primeiras. A comissão de frente também merece menção pela clareza da proposta.
Comissão de Frente

O grupo coreografado por Vinicius Rodrigues trouxe personagens ligados e diversas religiões e alguns intolerantes os confrontando. A figura central era o mexicano Jesus Malverde, uma espécie de ‘’Robin Hood’’ no país da América do Norte. O único porém fica pelo calçado do componente que representava um muçulmano. O tênis por baixo da roupa não tinha a ver com a proposta do personagem. A coreografia foi muito bem feita, repleta de sincronismo, e gerou fácil leitura ao público. As fantasias passaram longe do luxo, mas não comprometeram o conjunto do quesito.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Um dos pontos altos do desfile! Marcinho é jovem, mas tem experiência na Marquês de
Sapucaí, inclusive defendendo bandeiras ‘’pesadas’’ como Unidos do Viradouro e Estácio de
Sá. Sua característica de bailado casou muito bem com a jovem Bruna Santos. Dançaram de forma elegante e entrosada. Ficou bem clara a cumplicidade no olhar e a interpretação
corporal do samba. A fantasia tinha leitura e certamente esteve entre as melhores da noite.
Luxuosa e bem executada!
Harmonia
Tirando as duas primeiras alas (Mar Sideral e Farol do Navio), que cantaram bastante o samba, as demais alas apresentaram rendimento irregular. O refrão principal contava com maior adesão por parte dos componentes, mas o restante era pouco cantado. As alas do último setor deixaram bastante a desejar neste aspecto.
Evolução
Numa noite marcada por alguns buracos, o Sossegou também abriu um bem considerável. Ele ocorreu no módulo, em frente ao terceiro carro, que apresentou dificuldade de locomoção ao longo do desfile. Tirando esse detalhe, houve irregularidade no ritmo da escola. Um início bem pausado, mas um final bastante corrido. Após a passagem da bateria em frente ao segundo recuo, a agremiação de Niterói praticamente não parou mais. Isso fez com que os componentes das últimas alas não evoluíssem de forma natural.
Enredo
Outro detalhe que deixou a desejar no desfile foi o entendimento do enredo. ‘’Não se meta
com minha fé. Eu acredito em quem quiser’’ é uma frase que deixa claro do que se trata o
tema, mas a relação do personagem Jesus Malverde com o restante da escola esteve confusa. A terceira e a quarta alegoria apresentaram algumas esculturas que não deixavam claro o intuito na defesa do carro alegórico. O mesmo aconteceu com a fantasia ‘’Pagadores de Promessa’’, da ala de passistas, e a ‘’A voz da escola pede paz’’, que vinha no último setor.
Samba-Enredo
O samba do Sossego não se destacou no pré-carnaval, mas contou com um bom desempenho na pista de desfiles. A dupla Guto e Juliana Pagung teve uma interpretação linear da obra. Conduziram o desfile de forma ‘’valente’’.
Fantasias
Não fosse por alguns problemas com os calçados das fantasias, principalmente das alas do
último setor, a avaliação seria positiva. O nível de acabamento e idealização esteve um pouco acima da média da Série A. As duas primeiras alas da escola se destacaram neste aspecto. A ala ‘’Casais Judeus’’ também elevaram o nível do grupo, assim como a nona ala – ‘’Devotos de Guadalupe’’.
Alegorias e Adereços
Com exceção do carro abre-alas, bem realizado e com bom acabamento, as outras três alegorias apresentaram falhas bem visíveis de acabamento e materiais não tão bem resolvidos plasticamente. O chapéu da escultura de Jesus Malverde estava danificado e com ferro à mostra em seu lado direito. A blusa do boneco da mesma escultura prejudicou o conjunto da alegoria. O quarto carro trazia uma escultura de uma mãe de santo com problemas de acabamento no pescoço, nos braços e na cabeça.
Outros Destaques
Envolvida em uma polêmica no período pré-carnaval, a agremiação trouxe uma faixa pedindo que o prefeito Marcelo Crivella respeite o carnaval. Dentro da temática do enredo, o objeto foi alvo de aplausos e recepção calorosa do público. Como já esperado, a famosa escultura do prefeito caracterizado como diabo, não desfilou.
Presença do Arlindo Cruz emociona o Anhembi, mas falta de acabamento nas alegorias prejudica X-9 Paulistana
Por Matheus Mattos. Fotos: Magaiver Fernandes
Penúltima escola a desfilar na noite, a X-9 Paulistana desfilou com uma presença do público
menor em comparação as escolas anteriores. A presença do homenageado Arlindo Cruz, ao lado de sua família no último setor, surpreendeu e emocionou todos os presentes no Sambódromo. Além do sentimento, o desempenho do samba-enredo e o bailar do casal se destacaram na noite. Falta de acabamento em praticamente todas as alegorias e tripé, evolução confusa e falta de animação nos componentes marcaram negativamente. A entidade encerrou o desfile com 63 minutos.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
O casal oficial, Marcus e Lyssandra, fizeram uma homenagem ao continente africano. Berço
das raízes espirituais e culturais no qual Arlindo sempre se orgulhou de fazer parte. Os
guardiões também estavam inseridos nesse contexto. A dupla realizou uma boa apresentação em frente à segunda torre do quesito, com olhar fixado na jurada. O Mestre-sala trouxe um bailado leve, como se deslizasse na avenida. A simpatia é um certo sentimento presente no casal, sendo considerado um dos grandes destaques do carnaval da escola. Foi notado, em frente ao setor C uma queda na intensidade no olhar entre os dois.
Comissão de Frente
Os bailarinos da comissão de frente representaram um drama vivido pelo casal, Arlindo Cruz e Babi Cruz, onde os orixás tomam o corpo dos dois. O tripé “Templo de Oxum” fez referência à mãe do homenageado, Dona Araci, que durante a gravidez foi consagrada ao orixá. Todos os integrantes trouxeram em seu figurino figuras de sacerdotes de Orunmilá, Babalaôs, Orixás e Babalorixás. Os integrantes coadjuvantes da ala realizaram uma coreografia simples, com movimentos repetitivos e poucos criativos. Foi notado também falta de acabamento no tripé, principalmente no rosto da escultura.
Alegorias
Os carros alegóricos da X-9 Paulistana se mostraram simples, modestos, com falhas nos retoques e pouco acabamento nos detalhes. O abre-alas “Devoção e Fé – O Ylê de Ogum convida” trouxe o mesmo letreiro do ano passado, e com pinturas com defeitos no rosto e no braço da maior escultura. Falta de acabamento também nas mãos da escultura da parte de trás.
A segunda alegoria “Das Raízes Africanas para os Palcos do Samba – Sagrado encontro do Baobá com a Tamarineira” mostrou movimentação nas máscaras, porém com tons de tintas diferentes nas ondas. Muitas luzes foram notadas na terceira alegoria que homenageou as escolas de samba do coração, uma grande coroa pra simbolizar o Império Serrano e a presença de uma Águia, retratando a Portela. O mesmo elemento cenográfico estava com a direção torta, onde os componentes acertavam o sentido com frequência. O carro seguinte que fazia uma grande homenagem à favela teve ótima interação humana. A maior surpresa da noite foi a presença do Arlindo Cruz no carro que agradecia o artista, todos os seu familiares vieram ao seu lado.
Evolução
A escola não demonstrou domínio na organização das alas e do andar. Os primeiros setores não tinham um padrão na forma de evoluir, ocasionando o efeito sanfona. A ala 17, coreografada e nomeada como “Polícia e Ladrão”, teve sua coreografia baseada no abuso de poder das autoridades com os moradores da comunidade, se destacando no desfile também.
Harmonia
Os integrantes da harmonia transpareceram um clima de tensão e estresse, onde gritavam com os seus componentes de forma exaustiva para corrigir ou apenas para alerta-lo. Assim como na evolução, os dois primeiros setores também demonstraram desanimação. A
empolgação apareceu no setor seguinte, mas caindo de nível nos dois últimos. O trecho “Favela” era o ápice, onde trazia o integrante pra junto com o carro de som.
Samba-enredo
O intérprete Darlan Alves realizou cacos que pediam a empolgação do folião. A canção teve um desempenho satisfatório, onde os trechos de explosão atraem animação, mas sem perder a melodia que o enredo necessita.
Bateria
A bateria Pulsação Nota Mil, dos mestres Kito e Fábio, trouxeram uma fantasia simples e leve. Os ritmistas vieram fantasiados com uma bata carregando a imagem do artista e calça branca. As diversas bossas não foram usadas, apenas o apagão enquanto a batucada passava no monumental e que surtiu efeito positivo. Destaque para o desenho e execução do surdo de terceira dentro do samba, seguindo a melodia sem perder a ousadia do instrumento.
Fantasias
A escola trouxe fantasias coloridas, volumosas e com detalhes de bom acabamento. Foi notado alguns componentes sofrendo com os adereços de cabeça, constantemente ele ameaçava cair.
Enredo
O enredo fez uma grande homenagem ao músico Arlindo Cruz através de uma linhagem biográfica, começando em seu nascimento e enaltecendo as contribuições consideradas importantes dentro da música. A ancestralidade, fé, as escolas de samba do coração, a favela e o amor foram destacadas no desfile.
Outros destaques
A esposa do homenageado, Babi Cruz, desfilou no começo da escola ao lado do presidente e outros integrantes da direção, voltando para o final da escola quando cruzou a linha da
metade. A ala das baianas também surpreendeu, todas elas trouxeram cores diferentes e com muita simpatia.

