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Beija-Flor 2019: arrancada do samba no desfile

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Beija-Flor 2019: bateria ao vivo no desfile

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Salgueiro 2019: arrancada do samba no desfile

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Salgueiro 2019: bateria ao vivo no desfile

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Grande Rio 2019: galeria de fotos do desfile

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Desrespeito no trânsito é o tema do segundo carro da Grande Rio

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Por Juliana Cardoso

grande Rio Carro 2O Acadêmicos do Grande Rio levou para a Avenida, nesta primeira noite de desfiles do Grupo Especial, o polêmico enredo “Quem nunca…? Que atire a primeira pedra”. A escola falou sobre os deslizes do ser humano, maus hábitos e até mesmo das viradas de mesa que acontecem no Carnaval Carioca. A segunda alegoria representou a falta de educação no trânsito e impressionou com os detalhes e acabamento impecável.

O carro, intitulado pela escola como “Perda Total”, chamou a atenção para o prejuízo causado pelos maus hábitos de condutores, resultando em danos na vida pública e privada. A alegoria teve uma diferente concepção em sua estrutura, na qual veículos quebrados – simulados em tamanho real -, vias e placas se misturavam por toda a sua extensão. Na dianteira, um ônibus estava acoplado e carregava componentes como motorista e passageiros, além de um vendedor ambulante de balas.

A união de vários elementos, montados muitas vezes propositalmente de qualquer forma sobre a alegoria, remeteu ao caos de um gigantesco acidente de trânsito e que tais acontecimentos são, em sua maioria, causados por condutores irresponsáveis.

Para Valmir Araújo, componente da agremiação, “A educação no trânsito é muito importante e deveria existir nas escolas, desde o Ensino Fundamental. O respeito às leis é muito importante. É necessário que aprendamos ainda quando crianças”.

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O diretor de Alas Carlos Silvano completou que toda a escola trouxe uma bela proposta ao abordar estas falhas. Além disso, ele disparou:

“A educação, tema de um dos setores da escola, está em falta em várias camadas da sociedade, e a Grande Rio faz um alerta a isso”.

A tricolor de Caxias foi a quarta escola a entrar na Avenida na primeira noite de desfiles do Grupo Especial.

Abre-alas da Grande Rio: a simbologia do carro que critica a gestão do carnaval da Sapucaí

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Por Juliana Cardoso

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Quarta escola a entrar na Avenida neste domingo, o Acadêmicos do Grande Rio trouxe para seu enredo um tom crítico: a abordagem dos erros da humanidade, incluindo as viradas de mesa no carnaval da Sapucaí. Com o enredo “Quem nunca…? Que atire a primeira pedra”, a agremiação apresentou no abre-alas uma simbologia das manipulações de um jogo de tabuleiro relacionadas às decisões tomadas pela direção do espetáculo que emociona a Marquês de Sapucaí anualmente.

O primeiro carro da agremiação levou o título “Vivendo e Aprendendo a Jogar” e abriu gloriosamente o desfile da tricolor de Caxias. Foram dois carros acoplados, que tiveram sua estética baseada nas cores de um tabuleiro de xadrez – o quadriculado preto e branco. Peças do jogo, como cavalos e torres, viravam queijos nas cores verde e vermelha. Na parte dianteira da alegoria, uma cama elástica foi colocada, e acrobatas desenvolviam movimentos caracterizados com macacões também quadriculados.

Já a traseira do primeiro carro continha um painel giratório que simulava um tabuleiro, no qual os peões tinham a forma de pessoas. Uma direta alusão à questão de o carnaval ser um jogo; as agremiações, simples peças; e os responsáveis pela gerência do evento, os verdadeiros jogadores que manipulam tudo a seu critério.

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Para o componente Guto Albuquerque, a crítica exibida pela alegoria é verdadeira e vale a pena ser retratada na Avenida, já que se trata de situação vivida pelas agremiações no dia a dia.

À frente do carro, a tradicional ala das baianas dava as boas-vindas à alegoria. As “Damas Rainhas” representaram uma peça primordial do jogo retratado pelo carro. Caracterizadas com as tradicionais cores do xadrez, vestiam uma fantasia com perfeito acabamento e detalhes em pelúcia e babados.

“Representar essa peça do jogo na Grande Rio é maravilhoso, muita emoção”, disse a componente Zélia dos Santos, baiana da escola há anos.

Alegoria ‘A Bela e a Fera’ é eleita a mais encantadora pelos componentes da Viradouro

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Por Nathália Marsal

Viradouro desfile2019 134Os jurados podem não escolher o melhor carro da Unidos do Viradouro, mas os integrantes da Vermelha e Branca de Niterói já elegeram. A alegoria “A Bela e a Fera” foi a mais elogiada pelo acabamento, mas também porque o tema movimenta uma legião de fãs.

Com detalhes do baile de Bela e da Fera, o carro traz todo o colorido da animação, remetendo o público ao mundo mágico da Disney e à infância.
E, se a intenção era mexer com os sentimentos de quem é fã, o carnavalesco Paulo Barros conseguiu.

Moradora de Niterói, Alda Melo, de 60 anos, acompanhou a montagem do carro no barracão e estava ansiosa para vê-lo pronto na Sapucaí. Após ver a transformação da alegoria, pediu para ficar na ala Lumiére – que vem à frente do carro.

“Está idêntico ao desenho e riquíssimo. É o meu desenho favorito. Tanto que fizemos o aniversário da minha neta com este tema” – contou Alda, que estava acompanhada da sua filha Kelly Melo, de 40 anos.

Alda não foi a única que quis fazer um registro ao lado da alegoria colorida e cheia de magia, pouco antes do enredo “Viraviradouro” entrar na Avenida. Assim como outras centenas de componentes que se maravilharam com a obra, Paloma Monassa, de 20 anos, destaque de “A Bela e a Fera, também aproveitou para fazer uma foto e diz que escolheu a história para atravessar a Sapucaí.

bela“É muito bonito. Para mim é o melhor desenho da Disney”.

A bailarina Beatriz Ramalho está no lugar que muitas meninas gostariam de estar: ela interpreta uma das diversas Belas do carro “A Bela e a Fera”.

“Sou muito fã do desenho e amei a riqueza de detalhes que tem o carro. Me emocionei quando vi”.

Desfile da Viradouro tem referência ao clipe Thriller, de Michael Jackson

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Por Lucas Gomes

Viradouro desfile2019 156Não é a primeira vez que Paulo Barros faz algum tipo de alusão ao ídolo do Pop Michael Jackson em seu desfile. Em 2012, quando o carnavalesco estava na Unidos da Tijuca, um sósia do cantor representou a realeza do Pop, que saudava Luís de Gonzaga, o homenageado no enredo, na época. Já este ano, a menção ao artista na Viradouro foi ainda mais caprichada: uma ala inteiramente fantasiada de mortos-vivos, em referência ao figurino de Michael Jackson no clipe Thriller.

No desfile sobre o mundo mágico de divindades e deuses com poderes extraordinários da Viradouro, a ala “Mortos Vivos” representou a lenda dos zumbis com origem nas antigas crenças haitianas sobre histórias de cadáveres reanimados que voltam do além, espalhando o medo. As fantasias faziam parte do quarto setor da escola, dedicado às criaturas da noite.

A roupa similar à utilizada por Jackson em Thriller coincidentemente tinha o vermelho da escola de Niterói, mas os componentes sentiram certa dificuldade na caracterização. Cada folião levou cerca de duas horas só para realizar a impressionante maquiagem que deu o tom de realismo às fantasias no sentido de monstruosidade.

“Foram umas duas horas para fazer a maquiagem, desde o processo de secagem até a selagem. Foi intenso e demorado. Mas valeu! A ala levantou a Sapucaí”, disse Filipe Pereira, que desfilou na escola pela segunda vez.

Viradouro desfile2019 157E realmente foi uma grande vibração do público quando a ala pisou no Setor 1. Coreografados com os passos e andar característicos de zumbis, os componentes interagiram com a quinta alegoria ao se abrir para que o motoqueiro fantasma descesse de moto, do carro para a Sapucaí.

O desfilante Carlos Rafael, que integra o time de componentes da escola de Niterói há dez anos, comenta sobre a intensidade do ritmo do ensaio para apresentar a coreografia.

“Ensaiamos desde outubro do ano passado, inicialmente às terças-feiras, mas depois da repercussão que essa ala teve, os ensaios foram passados para domingo. Ainda assim, de uma maneira bem reservada”, comentou.

Mas apesar da semelhança, desfilantes comentam que o coreógrafo trabalhou para que os passos da ala não tivessem tanto foco nos passos vistos em Thriller.

“Ele buscou se afastar um pouco da coreografia do clipe, focando mais na parte dos mortos, mas de forma assustadora. Não era bem para repetir o clipe, mas dar um toque original da escola”, ressaltou a desfilante Rosane Tibério.

Grande Rio 2019: arrancada do samba no desfile

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