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Abre-alas do Estácio de Sá resume o enredo e traz velha guarda

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Por Larissa Rocha

Estacio Desfile2019 049Terceira escola a desfilar no sábado, Estácio de Sá trouxe para a Avenida o enredo “A fé que emerge das águas’’, fazendo uma homenagem a Franklin Roosevelt. A agremiação ainda contou a história do Cristo Negro, imagem encontrada por um pescador nas águas de Porto Belo, no Panamá, em narrativa semelhante a de Nossa Senhora Aparecida. No abre-alas, um carro grandioso, com muitos acabamentos em material plástico e bastante uso das cores laranja, rosa, lilás e amarelo resumiam todo o enredo da escola e traziam a velha guarda.

Estacio Desfile2019 053O carro, nomeado de “Catedral Aquática”, representava a igreja de San Felipe, onde fica o santo, e estava guardada por dois leões imensos, símbolo da escola. Os detalhes aquáticos puderam ser vistos em escamas feitas de plástico pelo carro inteiro, conchas e algas feitas de tecido. A religiosidade era vista na lateral, com altares para São Jorge, São Sebastião e Nossa Senhora Aparecida. Fantasiadas de beatas, as mulheres da velha guarda também ajudaram a compor este cenário.

Ciro Amorim desfila na Estácio há 40 anos e conta que apesar de sempre vir em carros com a velha guarda, o abre-alas tem uma emoção diferente: “O carro estava lindo, mostra o Cristo Negro e nossa senhora aparecida fazendo a sincronia. Nosso carnavalesco é espetacular, ele faz tudo pela velha guarda. Se nada acontecer de errado, a Estácio é campeã’’, afirmou.

Neto de fundadores da escola, Wanderlei da Cruz completa 50 anos desfilando pela escola neste carnaval e ficou apaixonado pelo carro:

“Ele é maravilhoso, diz tudo o que a gente precisa e tem a nossa santa. Não tem como a vitória não vir’’, relatou.

Estácio de Sá 3Destaque do carro com a fantasia de São Jorge, Ruan Mendes disse que a Estácio veio para impressionar.

‘’A gente não veio pra brincar, veio pra brigar pelo título e lutar por um bom carnaval’’, afirmou Ruan.

 

 

Nascida e criada no morro de São Carlos, Alba Regina Cruz desfila desde que se entende por gente pela Estácio. Muito emocionada, Alba veio representando Nossa Senhora Aparecida.

Estacio Desfile2019 055“Foi uma honra, não tem tamanho. Com a ajuda da santinha, vamos ganhar esse carnaval”, torceu a desfilante.

Torcedores de clubes rivais ao Vasco fazem “sacrifício” por Porto da Pedra em ala sobre o time carioca

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Por Lucas Gomes

Porto da Pedra Desfile2019 108Em homenagem ao amor de Antônio Pitanga pelo Clube de Regatas Vasco da Gama, o Unidos do Porto da Pedra dedicou parte de seu desfile ao time carioca. A ala “O Rio da Cruz de Malta e do Futebol” foi inspirada na mascote do Vasco, o almirante. A fantasia veio rica em dourado em sua maior parte, com detalhes em vermelho, e o escudo do clube no chapéu. A cruz de malta, símbolo maior do Vasco, foi estampado no peito.

Mas se engana quem pensa que todos os componentes da ala têm uma batida de coração mais forte pelo time de São Januário.  Torcedores de outros clubes cariocas deixaram de lado a rivalidade futebolística para defender a agremiação de São Gonçalo.

A flamenguista Ilca Barros, que já desfila há 5 anos pela Porto da Pedra, diz não se importar com a intensa rivalidade que existe entre Vasco e Flamengo.

“Eu não tenho problema nenhum, até porque eu sou da política de que a gente tem que torcer e não ter rivalidade. Então, pra mim, não tem problema nenhum estar representando na minha escola um time adversário ao meu”, admitiu.

O botafoguense conhecido como “Velho Guima”, que já desfilou 15 vezes pela Porto da Pedra, fala que sempre está à disposição para ajudar a escola.

Porto da Pedra 4“Eu nunca coloquei a camisa de nenhum outro time. Sou sofredor, sou Botafogo, mas faz parte. Quem ama sofre, e eu amo o Botafogo. Mas estamos aqui para isso. Estou à disposição da Porto da Pedra para ajudar com o que for, em qualquer fator, em qualquer sentido”, afirmou.

Para a tricolor Vanilda Neves, que já desfila pelo Tigre há 6 anos, participar da agremiação é sempre uma felicidade.

“É sempre um prazer. Eu preferiria que fosse com o Fluminense, mas já que não é, tudo bem. O importante é pular o carnaval”, disse, sorrindo.

Outro componente da ala, Leonardo Farias, que desfila pela escola desde 2011, ficou triplamente alegre nesta noite na Avenida. Isso porque ele representou o Vasco, a Porto da Pedra e Antônio Pitanga, de quem é fã, ao mesmo tempo. Leonardo ainda lembrou o título da Taça Guanabara conquistado pelo Vasco há poucas semanas do carnaval e deseja o mesmo destino para o Tigre de São Gonçalo.

“É a primeira vez que eu estou representar o Vasco. E poder homenagear Pitanga, que é este artista incrível, deixa qualquer vascaíno feliz. Seremos campeões assim como no futebol”, confiou ele.

Wagner Gonçalves analisa os desfiles de sábado da Série A

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    Rosas de Ouro demonstra evolução na parte plástica em desfile seguro

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    Por Matheus Mattos. Fotos: Magaiver Fernandes

    RosasdeOuro Desfile2019 50Quinta agremiação a entrar na avenida, a Rosas de Ouro fez uma homenagem para o país Armênia através do enredo “Viva Hayastan”. A animação dos apaixonados pela escola era visível, sentimento dado por dois fatores. Alegorias bem mais grandiosas em comparação ao ano passado e bateria beirando a perfeição técnica. O andar descompassado de algumas alas foi um pequeno ponto negativo num desfile seguro.

    Alegorias

    RosasdeOuro Desfile2019 86O carnavalesco André Machado defendeu durante a época pré-carnaval que o “padrão” Rosas de Ouro voltaria no desfile, e foi visto uma proposta muito próxima. As cinco alegorias estavam bem mais grandiosas, iluminadas e com bom acabamento nos detalhes. O abre-alas “Os esplendor do paraíso nas planícies de Ararat” trouxe uma grande escultura de Adão e Eva, e muita movimentação humana em baixo da arca de Noé.

    RosasdeOuro Desfile2019 96A segunda alegoria “Berço de Guerreiros Fascinantes” trabalhou o dourado e com tecido de pelúcia por todo o elemento. Já no terceiro carro “A Fé cristã ilumina o destino do povo armênio” teve uma interpretação imediata pela cor e esculturas de santos. A quarta alegoria “A arte armênia – Herança enraizada nos teus filhos” trouxe cores fortes, principalmente nas esculturas do pássaro. A última alegoria, que foi o destaque do carnaval da Rosas de Ouro, contou com uma grande imagem do fundado da escola, Seo Basílio, e homenagens à outras figuras importantes.

    Comissão de Frente

    RosasdeOuro Desfile2019 32O primeiro quesito da escola trouxe uma forte carga emocional para os sambistas presentes no sambódromo do Anhembi, isso porque a ala homenageou as vítimas do genocídio armênio. Conta a história que aproximadamente um milhão e meio de armênios foram assassinados pelo Império Otomano, no ano de 1915, sendo considerado então o primeiro genocídio do século XX. A proposta da coreógrafa ressaltou e celebrou o renascimento do povo após o ocorrido. O tripé fez alusão a um grande monumento do país, o Museu Memorial do Genocídio. O figurino da primeira ala usou apenas a cor rosa. Os bailarinos evoluíram através de passos simples e com pouca criatividade. O tripé, modesto, que os acompanhou foi usado poucas vezes na coreografias.

    Mestre-Sala e Porta-Bandeira

    RosasdeOuro Desfile2019 46O casal oficial da escola, Edgar e Isabel, veio simbolizando o pássaro Grunk. A homenagem retrata a importância que o pássaro tem para os Armênios, porque ele está sempre voando à terra natal e levando boas notícias. O casal teve uma boa passagem em frente à segunda torre do quesito, estendo o pavilhão da forma que o regulamento. Porém a dupla sofreu com o helicóptero em frente ao setor H, o vento provocado atrapalhou o desempenho da porta-bandeira em relação ao domínio do pavilhão. A fantasia da dupla trouxe uma fantasia luxuosa e com uso variado de três cores. O casal trouxe passos modernos, mas mantendo o estilo de cortejo clássico.

    Harmonia

    RosasdeOuro Desfile2019 62A escola mostrou uma constância no cantar satisfatório, mas com oscilações entre setores. A segunda parte da agremiação foi a que menos mostrou empolgação ao cantar o samba. “A Rosas” e “Tem que respeitar” foras os dois trechos mais cantados pelos componentes.

    Evolução

    RosasdeOuro Desfile2019 70O quesito sofreu em algumas partes do desfile, não houve um padrão no andar, ele variava entre rápido, parado e lento. Em relação a composição da ala atrás da bateria, o recuo beirou a perfeição, mesmo com o ousado movimento dos ritmistas. Ala coreografada atrás da ala inclusiva destacou pela coreografia, simples e com muita movimentação em determinadas partes.

    Bateria

    RosasdeOuro Desfile2019 66O destaque do desfile da Rosas de Ouro foi o desempenho da bateria. Os ritmistas da Bateria com Identidade, do mestre Rafa, representaram Os Fedayiner. São grupos conhecidos como os “sacrificados” porque se organizam em ações para defender a Armênia da invasão turca. A batucada trouxe o recuo diferenciado e que se tornou característica deles. Mestre Rafa também foi o destaque, além de não economizar nas bossas, o comandante chamava os jurados e marcava o BPM (Batidas por minuto) com o braço, mostrando domínio do andamento.

    Samba-enredo

    RosasdeOuro Desfile2019 112O intérprete Royce do Cavaco adotou uma postura diferente do que acostumado. Em três momentos, o cantor realizou apagões na ala musical, destacando o canto da comunidade. No minuto 32 e no 43, a ala parou praticamente todo o final da segunda estrofe, só voltando no refrão de cabeça, durando cerca de sete compassos.

    Enredo

    RosasdeOuro Desfile2019 96A proposta da Rosas de Ouro pra esse carnaval homenageou a Armênia, país do continente europeu. A linhagem do enredo se inicia com o genocídio armênio, seguido pelas riquezas que a terra fornece. A escola aborda os guerreiros presentes na história do país, a religião, as curiosidades e finaliza com o carnaval armênio. A intenção foi vista no desfile, mesmo com a diversas informações das fantasias, a leitura não exigiu nível técnico apurado do tema.

    Fantasia

    RosasdeOuro Desfile2019 80Assim como nas alegorias, as fantasias também demonstraram evolução plástica. A ala “O Reino de Uratu” trouxe uma mistura de cores positiva entre dourado e azul. A proposta da entidade trouxe muito ouro e a cor rosa, principalmente no segundo setor.

    Destaques

    Um grande destaque emocionante do desfile foi a ala inclusiva, com deficientes auditivos, físicos e pessoas com síndrome de down. Um tradutor de libras esteve no lado traduzindo toda as orientações dos integrantes de harmonia.

    Galeria de Fotos do desfile da Rosas de Ouro no Carnaval 2019

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    Estácio de Sá desliza pelas águas do favoritismo

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    Por Nathália Marsal

    Estacio Desfile2019 120Pelo terceiro ano consecutivo, o Estácio de Sá luta pelo retorno para o Grupo Especial e não é só graças a sua história e tradição. O desfile de alegorias bonitas e grandiosas rendeu gritos otimistas ao fim da passagem da escola pela Avenida. Entre os componentes, o predomínio era de pé no chão e humildade.

    “Todos entram na Avenida com nota 10. Não existe favoritismo”, afirmou o diretor de Carnaval Mario Mattos.

    Estacio Desfile2019 041Com o enredo “A Fé que Emerge das Águas”, a agremiação contou a história de Jesus de Nazareno, o Cristo Negro, de Portobello, no Panamá. Integrante da Velha-Guarda, Alba Regina da Silva, de 67 anos, tem fé que o divino vai levar a escola ao caminho do título.

    “É uma emoção sem tamanho representar Nossa Senhora. Quem sabe isso não vai ajudar a trazer a minha escola para o lugar que é dela”, destacou a devota que representou Nossa Senhora da Aparecida negra.

    Os gritos de “É campeã” ao fim do desfile só reforçaram o favoritismo do nome que a Vermelha e Branco do São Carlos tem. Para Ana Bezerra, de 54 anos, não só o nome, mas o samba e as fantasias conquistaram fãs no desfile deste ano.

    “A Estácio de Sá é muito forte e, por isso, vai ser sempre uma favorita. O samba é fácil para evoluir e as fantasias estão bonitas”, contou Ana, que desfilou ao lado do esposo.

    Apesar da pressão de chegar ao Grupo Especial, a baiana Joana D´Arc Pereira Machado, de 56 anos, deslizou leve pela Sapucaí. Baiana há 8 anos, ela explicou que o segredo é o comprometimento e o prazer pelo que está fazendo.

    “Desfilar é um prazer por isso não sinto esse peso de responsabilidade. Todo ano estamos indo para disputa do melhor lugar. Está tudo artisticamente muito lindo o que vai contribuir muito para o somatório de pontos”.

    Eugênio Leal analisa o desfile da Vila Maria

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    Cubango 2019: galeria de fotos do desfile

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    Império da Tijuca faz seu melhor desfile desde 2014 e pode sonhar com o título da Série A

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    Por Diogo Sampaio. Fotos: Allan Duffes

    Imperio da Tijuca Desfile2019 081Mesmo com um samba contestado, o Império da Tijuca surpreendeu nos quesitos de chão e fez seu melhor desfile em harmonia desde o “Batuk”, em 2014. A ousadia dos mestres Julio, Jordan e Paulinho à frente da Sinfonia Imperial, aliado a uma ótima performance de Daniel Silva, foram fundamentais para o sucesso da apresentação. A comissão de frente de coreografia visceral foi outro grande destaque da escola.

    Imperio da Tijuca Desfile2019 050No entanto, mesmo funcionando muito bem durante a passagem, o samba-enredo, além do quesito enredo, devem ser o grande calcanhar de Aquiles da agremiação. A verde e branco do morro da Formiga foi a penúltima escola a desfilar no sábado de carnaval da Série A, e apresentou o enredo “Império do café, o vale da esperança” em 54 minutos.

    Comissão de frente

    Imperio da Tijuca Desfile2019 016A comissão de frente assinada por Júnior Scapin veio com a fantasia “Celebração aos deuses pela colheita do café”. Os integrantes representavam escravos que trabalhavam nas lavouras, e suas vestimentas eram mais realistas, sendo mais próximas de um figurino, propriamente dito, do que de uma fantasia carnavalizada.

    Imperio da Tijuca Desfile2019 011A coreografia mesclava passos muito bem marcados com muita teatralização. O ponto ápice da apresentação acontecia quando uma das escravas ia ao centro e arrancava sua roupa na parte de cima, deixando os seios à mostra, enquanto os outros bailarinos a rodeavam e a arrancavam a ‘pele’ com as unhas.

    Mestre-sala e porta-bandeira

    Imperio da Tijuca Desfile2019 025Com a fantasia de nome “Omi dundun – Tributo ao povo”, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Renan Oliveira e Gleice Simpatia, fizeram a sua estreia juntos. Com uma fantasia rica e cheia de detalhes em pedraria, os dois realizaram uma apresentação segura e priorizando coreografias de acordo com o samba. E apesar de ser o primeiro ano da dupla, demonstraram bastante sincronia e cumplicidade na dança.

    Imperio da Tijuca Desfile2019 110Harmonia

    Com um canto impressionante, os componentes foram responsáveis por uma harmonia impecável. O samba criticado aconteceu na Avenida, e chegou a ser cantado até por pessoas nas arquibancadas.

    Evolução

    Imperio da Tijuca Desfile2019 098O sucesso do samba permitiu uma evolução também impecável. A escola não correu, nem abriu clarões ou buracos durante as suas passagens pelos módulos julgadores. As alas evoluíram soltas, com componentes visivelmente empolgados.

    Samba-enredo

    Imperio da Tijuca Desfile2019 095O controverso samba-enredo gerou polêmica no pré-carnaval da agremiação. A obra foi duramente criticada por enaltecer em seus versos o agronegócio, importante válvula propulsora econômica da região do Vale do Café nos dias atuais. No entanto, com o excelente desempenho da bateria e do carro de som, a obra funcionou na Marquês de Sapucaí do início ao fim do desfile. Voz oficial do primeiro Império do Samba, Daniel Silva defendeu com maestria e incendiou ainda mais o canto da comunidade.

    Enredo

    Imperio da Tijuca Desfile2019 076Após falar da cidade de Vassouras na União de Jacarepaguá em 2014, o carnavalesco Jorge Caribé revisita a temática ao abordar, dessa vez, não só um município, mas todo o Vale do Café. O enredo “Império do café, vale da esperança” aborda a região no passado, na época da glória das fazendas que cultivavam o grão, e atualmente, com o turismo dos antigos casarões e o progresso do agronegócio.

    Falta ao enredo um fio condutor ou um recorte mais preciso. Isso dificulta a sua compreensão e leitura pelo expectador, sendo um ponto fraco do Império da Tijuca.

    Alegorias e adereços

    Imperio da Tijuca Desfile2019 146Apostando em uma proposta estética diferenciada, comparado aos últimos trabalhos assinados por Jorge Caribé, o conjunto alegórico do Império da Tijuca apostou em materiais mais clássicos e típicos da festa. Os carros eram grandes, com bastante volumetria e esculturas, além de apresentarem um excelente acabamento. Entretanto, a escola deve perder ponto no primeiro módulo de julgadores, pois uma das esculturas do terceiro carro despencou a cabeça no lado esquerdo.

    Fantasias

    Imperio da Tijuca Desfile2019 133As fantasias, assim como os carros, apostaram em materiais mais clássicos. Simples e de fácil compreensão, elas eram bastante leves e permitiam uma evolução solta do componente. Apenas uma ala apresentou falha ou dano no figurino, que foi a de número 14, chamada “Artesanato”, em que alguns integrantes vieram com os vasos do costeiro, pendurados ou simplesmente sem eles.

    Bateria

    Imperio da Tijuca Desfile2019 103A bateria Sinfônica Imperial desfilou simbolizando “Os foliões”, remetendo a Folia de Reis, evento cultural de grande importância no Vale do Café. Os ritmistas fizeram várias bossas e convenções durante a passagem pela Sapucaí, algumas bem ousadas até, e com boas respostas do público.

    Outros destaques

    Imperio da Tijuca Desfile2019 043O Império da Tijuca trouxe em seu desfile o maior contingente de destaques, entre todos os grupos, de todo o carnaval carioca. Ao todo, a verde e branco trouxe um total de 28 destaques. Entre eles, esteve a porta-bandeira da Beija-Flor de Nilópolis, Selminha Sorriso, que fez seu quarto desfile pela escola. Sua fantasia se chamava “O ouro negro na força de Oxum” e se tratava de um dos semi-destaques da primeira parte do acoplamento do abre-alas.

    Viúva Porcina e sinhozinho Malta são lembrados no desfile da UPM

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    Por Larissa Rocha

    upm desfile2019 50Mulheres de viúva Porcina e homens de sinhozinho Malta. Era dessa forma que estava composta a quarta ala da escola de Vila Vintém, a quinta a entrar na avenida na noite desta sexta-feira de carnaval. A agremiação trouxe o enredo ‘’Qualquer semelhança não terá sido mera coincidência”, uma homenagem à vida e obra do escritor Dias Gomes, autor de telenovelas de sucesso como Roque Santeiro, exibida em 1985. A novela marcou época por conta de famosos personagens, entre eles, o hilariante casal da TV.

    A ala intitula de ”Viúva Porcina, a que foi sem nunca ter sido, e Sinhozinho Malta: eu tô certo ou tô errado?” reviveu a extravagância de Porcina, com chapéus e guarda sóis excêntricos, e a caricatura de sinhozinho Malta, com óculos escuros e fivelas grandes. Cores como rosa, roxo e azul predominaram as fantasias e realçaram o tom cômico do casal.

    Na concentração, os componentes não se deixaram abalar pela forte chuva. A animação era garantida. Na opinião de Ana Paula Martins, que desfila há 6 anos na agremiação, a fantasia, leve, retratou todo o espírito da perua idealizada por Dias Gomes.

    ‘’A personagem grudou no espírito, a cada hora me pego falando coisas como ‘oxente, cadê meu sinhozinho?’’’, relatou Ana Paula, rindo.

    César Rodrigues, que completou seu quarto ano de desfile pela Unidos de Padre Miguel, disse que apesar de torcer para o Roque na novela, conseguiu se ver como o próprio sinhozinho Malta com a ajuda da fantasia.

    “Estou idêntico! Eu tô certo ou tô errado? Vamos arrebentar na avenida, nem essa chuva vai nos derrotar, vamos pra vitória!”, afirmou antes de cruzar a Sapucaí.

    Lucas Vasques, outro componente da ala, ainda não havia nascido quando a obra foi exibida pela primeira vez, mas contou com a ajuda da internet para saber mais sobre o personagem.

    ”Eu acompanho bastante a história e carreira do Dias Gomes, é um prazer estar representando uma das maiores criações dele”, comemorou.

    Para Sabrina Almeida, de 23 anos, não foi muito diferente. A componente contou que, por ser muito jovem, precisou pesquisar sobre a intitulada viúva de Roque e acabou se encantando com a personagem.

    ”Eu me acho até bastante parecida com ela às vezes”, brincou Sabrina.