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Carro “Bruxas”: corajosos, desfilantes da Viradouro voam a 10 metros de altura no desfile da vermelha e branca de Niterói

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Por Nathália Marsal

Viradouro desfile2019 125Sombrio e cheio de efeitos, o segundo carro do Unidos do Viradouro, “Bruxas”, cruzou a Avenida fazendo dez bruxinhas voarem nesta primeira noite de desfiles do Grupo Especial. A preparação para subir os 10 metros de altura começou às 16h30, com a maquiagem. Por volta das 20h30, os componentes subiram na estrutura, na qual aguardaram até a hora do desfile, por volta de 23h. Para isso, nada de alimentos pesados ou bebida alcoólica antes do desfile. Há até componentes que que use fralda descartável para evitar a descida do carro.

Os ensaios começaram em novembro e aconteciam duas vezes por semana. O desempenho e a segurança em cima do carro fluiu tanto que a ala, que antes não tinha coreografia, ganhou uma.

Viradouro desfile2019 124A busca para achar bruxinhas ideais para a alegoria começou em julho de 2018, quando abriram as inscrições com um único pré-requisito: ter coragem para encarar a altura e fazer a escola voar para o Sábado das Campeãs.

Michele Campinos, monitora que faz parte da equipe dos coreógrafos Roberta Nogueira e Marcelo Sandryni desde 2009, conta que algumas selecionadas já trabalharam com o carnavalesco Paulo Barros, no carro Gulliver, da Portela, em 2016. Na alegoria, que mulheres escalavam um carro de 18 metros de altura.

Os componentes deste tipo de carro alegórico são pessoas comuns e, geralmente, apaixonadas por esportes radicais. É o caso de Caroline Almeida, de 24 anos, que desfila pela primeira vez na Viradouro encarando o desafio de ser uma das dez bruxas.

“Eu não tenho medo de altura então não é difícil subir. Estou adorando participar de um carro de Paulo Barros, sou muito fã do trabalho dele”, conta a jovem.

Império Serrano abre Grupo Especial com inovação do casal e esbarra em diversos quesitos com problemas

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Por Geissa Evaristo. Fotos: Allan Duffes e Magaiver Fernandes

Imperio Serrano desfile2019 152Primeira escola de samba a desfilar no domingo de carnaval pelo Grupo Especial com o enredo ‘o que é, o que é?’, de autoria do carnavalesco Paulo Menezes, o Império Serrano contava com o enorme desafio de cantar em forma de samba-enredo o sucesso de Gonzaguinha da MPB “O que é, o que é?” como hino imperiano para 2019, além de superar a crise já anunciada no período pré-carnavalesco. Brigando para permanecer no grupo de elite do carnaval carioca, a verde e branco da Serrinha sofreu com o temporal que atingiu a sua concentração. A Liesa precisou atrasar em 45 minutos o início dos desfiles.

Imperio Serrano desfile2019 144O entrosamento dos cantores Leléu e Anderson Paz junto da bateria Sinfônica do Samba, sob a regência de mestre Gilmar, conseguiu fazer o samba ter um bom funcionamento ao longo dos 73 minutos de desfile. O ponto negativo ficou por conta das apresentações do casal de mestre-sala e porta-bandeira. Na tentativa de inovar, a dupla se apresentou do alto de uma plataforma e sofreu com o vento, tendo sua execução prejudicada nas cabines de julgadores.O acabamento das alegorias, além da simplicidade das fantasias, também não colaboraram para um espetáculo à altura da história da agremiação, campeã nove vezes no Grupo Especial.

Comissão de Frente

Imperio Serrano desfile2019 007Coreografados por Claudia Motta, os integrantes da comissão de frente do Império Serrano contaram com duas crianças entre os componentes do quesito. A coreografia apresentada foi com base na letra da música de Gonzaguinha, com bastante teatralização e movimentos bem coordenados durante as apresentações. O grupo apresentou “Nascer ou Renascer? Eis a questão” do alto de um tripé. Vestidos de mendigos deixaram a reflexão de que as crianças que nos ensinam a ficarmos mais puros e que, apesar de tudo, a vida é bonita, é bonita e é bonita.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Imperio Serrano desfile2019 020O casal de mestre-sala e porta-bandeira teve dificuldade no primeiro módulo, apresentando-se no mesmo elemento cenográfico da comissão de frente. A dupla subia em um “elevador”, ao entrar na plataforma a porta-bandeira teve dificuldades. O bailado foi executado com um certo temor por Verônica Lima. Aos poucos a plataforma subiu e quanto mais alto, mais o vento castigou o casal. No meio da apresentação para o primeiro módulo a dupla pareceu ter a segurança necessária, mas no final a bandeira enrolou pela primeira vez, voltou rapidamente a desembolar. Na despedida quando o carro já estava andando a bandeira enrolou mais uma vez ficando embolada por mais tempo do que da primeira. Frente ao segundo módulo, a bandeira voltou a enrolar.

Imperio Serrano desfile2019 091O problema aconteceu também uma vez no terceiro e no quarto novamente. Vestidos de “A vida é energia”, o figurino continha luzes e chamava bastante atenção. Verônica e Diogo são experientes e estão entre os melhores casais do Especial e não precisam passar pela situação de desfilar e dançar em cima de uma plataforma suspensa. Ambos teriam mais tranquilidade para exibir todo o talento que possuem no solo sagrado da Sapucaí.

Samba-Enredo

Imperio Serrano desfile2019 036A polêmica e as preocupações de que de maneira estrutural o Império Serrano não tinha um samba-enredo, precisando transformar um clássico da MPB em uma obra a ser cantada na avenida pode ser mal interpretada pelos jurados, porém, de maneira até surpreendente, a composição se comportou muito bem, conduzida pela dupla Anderson Paz e Leléu. O destaque, é claro, fica por conta do refrão principal da canção. O trecho de melodia mais “trepada”, quando o samba chega na parte “Você diz que é luta e prazer/ Ele diz que a vida é viver/ Ela diz que melhor é morrer/ Pois amada não é/ E o verbo é sofrer” teve também bom desempenho, porém se tratando de Império Serrano o canto poderia ter sido bem mais forte.

Evolução

Imperio Serrano desfile2019 150A escola evoluiu sem problemas de lentidão ou correria no desfile, ou seja, não houve oscilações de andamento, porém os espaçamentos entre alas não foi perfeito. Em muitos momentos foram vistas alas entrando em outras alas ou alas espaçadas demais para a ala da frente. Vale destacar que o componente do Império Serrano, no entanto, brincou solto na pista. A escola finalizou seu desfile com 53 minutos.

Harmonia

Imperio Serrano desfile2019 112A música de Gonzaguinha é de total conhecimento público e não seria diferente com o componente do Império Serrano. O samba, que sofreu bastante crítica pela adaptação, mostrou-se valente e foi bem cantado pela comunidade imperiana, mas poderia ter sido mais forte principalmente entre as últimas alas da Avenida. A obra, por não se tratar de um samba-enredo de fato, estruturalmente falando, teve um andamento hoje raramente usado em desfiles e também contribuiu com um maior apelo popular de quem estava assistindo.

Enredo

Imperio Serrano desfile2019 100O Império Serrano se propôs a levantar várias perguntas acerca do que seria a vida com o seu enredo de 2019, sob a criação do carnavalesco Paulo Menezes, responsável pelo inesquecível carnaval de 2006 ” O Império do Divino”. Com o carnaval 2019 o Império Serrano abordou uma reflexão sobre a vida e o viver, o que as pessoas pensam sobre isso e como se comportam diante dela. De onde viemos e se vamos para algum lugar. Dividido em seis setores, o enredo abordou: a visão pela ciência, a visão religiosa, a visão humana, a dicotomia e a maneira que o homem se comporta para o bem e para o mal, finalizando com uma homenagem a Dona Ivone Lara, falecida no ano passado. Uma das mulheres mais importantes da história do samba.

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Fantasias

Imperio Serrano desfile2019 022Com um conjunto de fantasias aquém do que se espera para uma agremiação do Grupo Especial, a escola apresentou problemas já na primeira ala. As bolinhas que se acendiam, assim como a decoração do abre alas, passaram com muitas apagadas. Na segunda ala alguns componentes não traziam o resplendor com a pomba, uma referência a Oxalá.

Imperio Serrano desfile2019 119A musa frente a segunda alegoria não calçava sapatos. Na ala 13 “Seria a vida uma ilusão”, o adereço da cabeça estava caindo. A ala de passistas não se apresentou com calçados uniformes. Foram observados vários tipos de calçados na cor prata, visivelmente um improviso. Na ala 19, novamente problemas de acabamento, as bolinhas da decoração estavam soltando e caindo. Na ala das crianças, que desfilou feliz, cantando o samba e sambando muito, alguns estavam sem o chapéu e na ala de baianas, logo atrás, saias rasgadas, descosturando e as placas decorativas descolando.

Alegorias

Imperio Serrano desfile2019 132O tripé pede passagem que trazia o nome da escola iluminado, apagou em parte das letras ainda no primeiro módulo de julgadores e seguiu apagado até o final. No abre-alas “Ela é a batida de um coração” a decoração das fantasias das composições e do próprio carro estavam algumas apagadas e algumas acesas. A segunda alegoria “É o sopro do criador” trazia a maior escultura apresentada pela escola. Para fala da religião, a alegoria remeteu ao afresco de Michelangelo ” A criação de Adão” onde Deus, com um toque do seu dedo, cria e dá vida ao primeiro homem. A partir da terceira alegoria o carnavalesco altera as cores da escola até então mais escuras nesse setor e traz uma palheta mais clara. A quinta alegoria “Eu fico com a pureza da resposta das crianças” passou completamente apagada e a sexta e última alegoria fez uma homenagem a Dona Ivone Lara através do departamento feminino da agremiação.

Bateria

Imperio Serrano desfile2019 054Com um andamento mais cadenciado, a bateria contribui positivamente para o desfile da Verde e Branca da Serrinha. Com breques que convidavam o componente e o público a cantar, a Sinfônica de mestre Gilmar contagiou os presentes. A rainha Quitéria Chagas brilhou e se comportou como uma verdadeira rainha apresentando a bateria frente aos módulos de julgadores. Vale destacar o figurino dos ritmistas “Seria a vida uma guerra?”, que vestidos de militares formavam um belo visual.

Eugênio Leal analisa o desfile da Grande Rio

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Abre-alas da Cubango revive destaque do enredo de 1979 da escola

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Por Karina Figueiredo

Cubango Desfile2019 032O bom filho à casa torna. O carro abre-alas do Acadêmicos do Cubango, “Igbá Cubango: Aos Pés do Morro Fiz o Meu Terreiro” levou à Avenida uma homenagem à escultura de Babalotim, que foi destaque do enredo da escola em 1979. Na segunda noite de desfiles da Série A, a imagem foi apresentada como técnica para espantar todos os males do mundo no contexto de um enredo sobre a história dos objetos de devoção que conectam os seres humanos tudo que consideram santo e sagrado.

Em uma passagem pela Avenida que contou a forte presença de amuletos da sorte, a Cubango, com o seu abre-alas, exibiu a valorização de oferendas, máscaras e outros objetos sagrados. No primeiro chassi da alegoria, já se podia ver a escultura do Babalotim, que representa as crianças nigerianas do livro “Do outro lado”, de Cesar Fraga, Ana Gonçalves e Maurício Barros de Castro.

Já no segundo chassi, um conjunto de máscaras foi exibido: as dianteiras, inspiradas em pinturas africanas; e elevadas, em reproduções de desenhos de Carybé, um pintor, jornalista e historiador argentino naturalizado brasileiro. As imagens escolhidas para a decoração do carro misturavam grafismos do povo Kuba , conglomerado de reinos entre o Congo e Angola, fotografias do Museu Afro Brasil, em São Paulo; e as obras do artista Laolu Senbanjo, que recria as pinturas corporais nigerianas com as tintas da arte contemporânea.

O diretor-geral de Harmonia da escola, Daniel Katar, comentou sobre o carro e revelou que, apesar de alguns ajustes na versão apresentada em 1979, a ideia principal se manteve.

“O menino Babalotim é uma homenagem que relembra um grande Carnaval que a escola fez e ganhou em Niterói, fato que marcou a nossa história. No caso do desfile deste ano, contamos com a presença de grande parte da vela guarda que também se apresentou em 1979. O abre-alas é o maior carro da escola com uma estética africana, acoplado com 35 metros e considerado um dos carros primores”, disse, orgulhoso.

E um dos carnavalescos da agremiação, Leonardo Bora, complementou:

“O primeiro carro da Cubango exalta as raízes da escola, que já tem um nome de origem africana e está localizada no Morro do Abacaxi, o morro que se orgulha dessas raízes quilombolas. Esta relação com o Afoxé, um samba enredo pentacampeão na escola, pode proporcionar outras vitórias para a nossa verde e branco de Niterói”.

Cubango leva para a Avenida alegoria feita com doações de componentes

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Por Karina Figueiredo

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A Acadêmicos do Cubango levou para a Avenida um carro feito com doações de amuletos e objetos religiosos dos próprios componentes. Intitulado “Sala dos Milagres”, a alegoria tentou expressar a emoção que o espaço de devoção, conhecido na Igreja Católica, causa nos visitantes. É costume na Igreja Católica levar para a “Sala dos Milagres” imagens de graças alcançadas, o que podia ser visto na composição da alegoria. O intuito do carro era mostrar momentos considerados importantes para os componentes e fatos que marcaram o carnaval de 2018 da própria escola, conforme explicou o diretor geral de harmonia, Daniel Katar

“É um carro que tem objetos pessoais da escola, fotos, agradecimentos e o carnaval de 2018 volta com essa mesma estética porque ficou uma lembrança muito boa do desfile do ano passado. Foi um desfile apoteótico e muito bacana, por isso voltamos com esse tema”, declarou Katar.

Luiz Roldin, componente da escola, tentou explicar os objetos trazidos no carro.

“Esses personagens e decorações representam os ex-votos de diversas parte o país, que recebiam presentes do fiéis ao alcançar uma graça. Pedido de cabeças, braços, pescoço e tudo que é pedido aos santos foi colocado, assim como os símbolos para representar a Romaria onde os membros levam os seus ex-votos na mão. Na parte de baixo, são as pedintes através de casas para pedir uma moradia, ou seja, cada um para pedir o seu milagre”, explica o componente.

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As fitas do Senhor do Bonfim, também ilustravam o carro e falavam sobre a fé que os devotos tinham nos santos. A escola recebeu doações da comunidade como fotografias e algumas peças para compor a alegoria. Algumas partes do corpo humano foram produzidas com pano e boa parte da alegoria era composta por materiais leves e reaproveitáveis. Os personagens representaram as figuras do interior do país como os cangaceiros e a população do Nordeste.

Não foi só o carro que emocionou e prestou homenagem às crenças e religiosidade do povo brasileiro. O samba também reforçou o poder dos santos para virar a página triste da escola, conforme contou Thales Nunes, um dos compositores do samba.

“Nós fazemos uma homenagem ao enredo do ano passado sobre o coração bordado ao Divino Rei, foi um renascer da Cubango, aonde a nova direção assume e, a nossa parceria confia grandemente nos novos dirigentes. Dentro do samba deixamos uma homenagem a esse enredo que passou, porque ele mostra a virada da escola. Esse enredo vai brigar pelo título, esteticamente falando, por falar do Bispo do Rosário e outros temas”, opina o compositor.

Iracema Pinto, responsável pelos destaques de luxo do Salgueiro, morre no caminho do desfile

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iracemaO Salgueiro perdeu uma das suas principais figuras na noite deste domingo. Iracema Pinto, 78 anos, responsável pelos destaques de luxo, faleceu vindo para o Sambódromo para desfilar com a escola de coração. Ela sofreu um AVC no caminho da Avenida, foi levada para o Hospital Souza Aguiar, mas não sobreviveu.

Império Serrano 2019: galeria de fotos do desfile

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‘Samba-enredo’ do Império Serrano divide opiniões entre os componentes da escola

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Por Vinicius Vasconcelos

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A tradicional verde e branco de Madureira resolveu mais uma vez ser vanguarda no que se refere ao quesito enredo e principalmente em samba-enredo. Apesar de possuir uma ala de compositores com nomes consagrados na história do carnaval, acatou a ideia de Paulo Menezes de transformar a eterna música de Gonzaguinha “O que é, o que é?” em trilha sonora para construção de um desfile de escola de samba no Grupo Especial. Escolha essa que dividiu a opinião entre os sambistas imperianos que estavam se concentrando para passar na Marquês de Sapucaí, na noite deste domingo.

Calu, componente da histórica ala dos cabelos brancos do Império confessou a equipe do site CARNAVALESCO que apesar de ter gostado da iniciativa, prefere a disputa de samba-enredo.

“Estamos na torcida para que a adaptação da música em samba-enredo funcione e nos traga notas boas. Mas, a minha opinião é que o mais correto numa escola de samba é que se tenha disputa de samba-enredo, para que nossos poetas não fiquem órfãos. Acredito naturalmente que a partir da escolha do Império em ter tomado a atitude sirva de inspiração para outras agremiações. Só que não mudo a minha opinião. Como integrante da ala dos cabelos brancos prefiro a disputa”.

O antigo mestre-sala da escola Cizinho, que desfilou em 1988 e 1994 exaltou a coragem do Império e acredita que seja forma de inspiração para os próximos anos.

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“É muita coragem do Império. É uma tradição da nossa escola inovar assim como foi em 82 com ‘Bumbum paticumbum Prugurundum’. Foi uma novidade naquela época e todo mundo criticava a nossa forma de samba-enredo. O resultado foi um Império campeão. Esse ano sabemos das nossas limitações, não está nos nossos planos levar o campeonato mas que vamos dar um trabalho na Avenida isso é certo”.

A componente Edna Eugênio, que pertence a velha-guarda do Império, afirma que prefere as disputas de samba-enredo mas não desaprova a escolha da escola para 2019.

“É uma novidade para o mundo do samba prestigiar um cantor da MPB. Só que eu prefiro as disputas de samba principalmente pelo clima gerado em torno da competição. Apesar disso hoje estou feliz com o que estou vendo e pode ser que se torne tradição nas demais escolas”, finalizou.

Império Serrano 2019: arrancada do samba no desfile oficial

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Império Serrano 2019: bateria ao vivo no desfile

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