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Salgueiro transforma Sapucaí em passeata contra discriminação

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Por Larissa Rocha

Salgueiro desfile2019 094O Acadêmicos do Salgueiro foi a quarta escola a cruzar a Marquês de Sapucaí neste domingo de desfiles do Grupo Especial, com o enredo “Xangô”, que faz tributo ao patrono espiritual da agremiação. A última ala, nomeada “Que a Justiça seja Feita – Ativistas”, fechou o desfile fazendo dele uma passeata contra a discriminação das minorias. Os componentes, exibindo bandeiras contra o preconceito, vestiam branco, com adereços que os distinguiam entre mãe e pai de santo, índios e feministas.

Para Júlio Esquischittini, diretor de Harmonia do Salgueiro, o tema já deveria ter ocupado a Avenida há muito tempo.

“É a cultura do Salgueiro abordar temas afro, e esse já estava guardado há muito tempo. Todo mundo esperava que viéssemos na última ala com mais um tema afro, mas esse é um tema atual. Foi uma grande surpresa”, disse.

 

Vestida de candomblecista, Bianca Andrade, feminista declarada, achou o enredo muito oportuno, e se sente muito lisonjeada de estar participando de uma ala militante:
“Atualmente vivemos um momento de preconceito explícito. Nossa realidade é essa e foi contra isso que viemos lutando no desfile. Xangô, que é o orixá dá justiça, fará com que esse preconceito todo acabe’’, contou.

SalgueiroO estreante no Salgueiro Adilio Salucci, que mora na Flórida há seis anos, acredita que o tema da ala é fundamental para a reflexão. Para ele, é desta forma que se faz mudança.

“Tudo é gradativo, tudo leva um tempo, nada é instantâneo. Então trazer isso para a Avenida é muito importante. Em passos pequenos, conscientizaremos a população. Isso é a mudança”, disse, empolgado.

O desfilante Luiz Ferreira, complementa. Para ele, participar do espetáculo quando se tem consciência política faz toda a diferença.

“Estamos em um mundo, especificamente em uma cidade na qual há situações em que precisamos realmente nos unir para tratar de alguns temas. Onde o povo estiver, é válido estarmos unidos para fazer algo de bom para a sociedade”, refletiu.

Grande Rio faz críticas ao uso excessivo das redes sociais

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Por Karina Figueiredo

 

Grande Rio desfile2019 132Muita gente passa grande parte do dia ligada às redes sociais, deixando de lado o contato pessoal. Essa foi uma das críticas trazidas pela Grande no terceiro carro, “Deu ruim na rede!”, que falou ainda dos ‘pecados’ cometidos nas redes sociais. A alegoria trazia o símbolo do Wi-Fi, botões que lembram um teclado de computador e edifícios com antenas parabólicas. Além disso, tinha ainda várias fitas cruzadas que poderiam ser interpretadas como ‘gato net’ ou pessoas que estão presas à rede.

Participar de redes sociais como Facebook e Instagram, atualmente, é quase uma obrigação. Sem perceber, somos seduzidos pela exposição ou por curtidas nos compartilhamentos, depois começam os problemas, pois criar uma figura pública e não manter um comportamento ético pode ocasionar sérios problemas. “Tudo na rede social e na rede da vida nós acabamos nos enrolando, devido à falta de educação que impera nesses espaços”, afirma Thiago Monteiro, diretor de carnaval da agremiação.

Quem nunca errou que atire a primeira pedra! A acadêmicos do Grande Rio, levou para a Avenida questões que falam sobre a conduta do ser humano no cotidiano, por isso, a equipe do site CARNAVALESCO  foi conversar com componentes da escola para saber quais os erros já cometeram e que ainda comentem no dia a dia. Nathalia Araújo, que desfila pelo segundo ano na agremiação, tenta se policiar para não misturar redes sociais com trânsito.

“Sou bem cautelosa no uso das redes sociais e no trânsito pois é algo que distrai muito e não é uma combinação que dá certo, principalmente o uso de aparelhos eletrônicos”, opina.

Na alegoria, os símbolos dos smiles, a internet e o vício no celular faziam um alerta e mostrava como as pessoas têm interagido mais com as redes do que com outras pessoas.

“Precisamos conviver mais com as pessoas do que com rede social. Eu não gosto do vício em aparelhos eletrônicos ou deixar de fazer outras coisas para ficar na internet. Por outro lado, reconheço que a conexão possibilita o encontro com outras pessoas e aproxima os que estão longe”, aponta a componente.

Outra componente da agremiação, Caroline Alfradique fala sobre a falta de proximidade das pessoas, que muitas vezes preferem interagir pelos aplicativos de mensagem instantânea do que pessoalmente.

emoji

“O carro retrata os emojis, as redes sociais e a comunicação que está sendo feita agora. As pessoas usam tanto os aplicativos que um abraço, por exemplo, quase não acontece, agora as pessoas se comunicam o tempo inteiro pelo WhatsApp. Elas pensam que isso aproxima, mas na verdade está afastando. A felicidade falsa também é muito grande nas redes sociais. Mas existe a possibilidade de reencontrar os amigos e saber sobre a vida deles também”, ponderou a componente que desfila há cinco anos na escola de Caxias.

Ao contrário das outras componentes, Daniele Toledo contou que se identificou muito como carro porque chega a fazer uso excessivo das redes sociais.

“Me identifiquei com o tema porque utilizo muito a rede social e a proposta do carro é falar de todas as pessoas que utilizam demais as redes e dar dicas de como cuidar da privacidade”, confessou.

Eugênio Leal analisa o desfile da Beija-Flor

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Beija-Flor 2019: arrancada do samba no desfile

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Beija-Flor 2019: bateria ao vivo no desfile

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Salgueiro 2019: arrancada do samba no desfile

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Salgueiro 2019: bateria ao vivo no desfile

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Grande Rio 2019: galeria de fotos do desfile

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Desrespeito no trânsito é o tema do segundo carro da Grande Rio

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Por Juliana Cardoso

grande Rio Carro 2O Acadêmicos do Grande Rio levou para a Avenida, nesta primeira noite de desfiles do Grupo Especial, o polêmico enredo “Quem nunca…? Que atire a primeira pedra”. A escola falou sobre os deslizes do ser humano, maus hábitos e até mesmo das viradas de mesa que acontecem no Carnaval Carioca. A segunda alegoria representou a falta de educação no trânsito e impressionou com os detalhes e acabamento impecável.

O carro, intitulado pela escola como “Perda Total”, chamou a atenção para o prejuízo causado pelos maus hábitos de condutores, resultando em danos na vida pública e privada. A alegoria teve uma diferente concepção em sua estrutura, na qual veículos quebrados – simulados em tamanho real -, vias e placas se misturavam por toda a sua extensão. Na dianteira, um ônibus estava acoplado e carregava componentes como motorista e passageiros, além de um vendedor ambulante de balas.

A união de vários elementos, montados muitas vezes propositalmente de qualquer forma sobre a alegoria, remeteu ao caos de um gigantesco acidente de trânsito e que tais acontecimentos são, em sua maioria, causados por condutores irresponsáveis.

Para Valmir Araújo, componente da agremiação, “A educação no trânsito é muito importante e deveria existir nas escolas, desde o Ensino Fundamental. O respeito às leis é muito importante. É necessário que aprendamos ainda quando crianças”.

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O diretor de Alas Carlos Silvano completou que toda a escola trouxe uma bela proposta ao abordar estas falhas. Além disso, ele disparou:

“A educação, tema de um dos setores da escola, está em falta em várias camadas da sociedade, e a Grande Rio faz um alerta a isso”.

A tricolor de Caxias foi a quarta escola a entrar na Avenida na primeira noite de desfiles do Grupo Especial.

Abre-alas da Grande Rio: a simbologia do carro que critica a gestão do carnaval da Sapucaí

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Por Juliana Cardoso

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Quarta escola a entrar na Avenida neste domingo, o Acadêmicos do Grande Rio trouxe para seu enredo um tom crítico: a abordagem dos erros da humanidade, incluindo as viradas de mesa no carnaval da Sapucaí. Com o enredo “Quem nunca…? Que atire a primeira pedra”, a agremiação apresentou no abre-alas uma simbologia das manipulações de um jogo de tabuleiro relacionadas às decisões tomadas pela direção do espetáculo que emociona a Marquês de Sapucaí anualmente.

O primeiro carro da agremiação levou o título “Vivendo e Aprendendo a Jogar” e abriu gloriosamente o desfile da tricolor de Caxias. Foram dois carros acoplados, que tiveram sua estética baseada nas cores de um tabuleiro de xadrez – o quadriculado preto e branco. Peças do jogo, como cavalos e torres, viravam queijos nas cores verde e vermelha. Na parte dianteira da alegoria, uma cama elástica foi colocada, e acrobatas desenvolviam movimentos caracterizados com macacões também quadriculados.

Já a traseira do primeiro carro continha um painel giratório que simulava um tabuleiro, no qual os peões tinham a forma de pessoas. Uma direta alusão à questão de o carnaval ser um jogo; as agremiações, simples peças; e os responsáveis pela gerência do evento, os verdadeiros jogadores que manipulam tudo a seu critério.

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Para o componente Guto Albuquerque, a crítica exibida pela alegoria é verdadeira e vale a pena ser retratada na Avenida, já que se trata de situação vivida pelas agremiações no dia a dia.

À frente do carro, a tradicional ala das baianas dava as boas-vindas à alegoria. As “Damas Rainhas” representaram uma peça primordial do jogo retratado pelo carro. Caracterizadas com as tradicionais cores do xadrez, vestiam uma fantasia com perfeito acabamento e detalhes em pelúcia e babados.

“Representar essa peça do jogo na Grande Rio é maravilhoso, muita emoção”, disse a componente Zélia dos Santos, baiana da escola há anos.