Início Site Página 1791

Vizinha retrata face sofrida do Nordeste, e faz apresentação honesta

0

Por Diogo Cesar Sampaio. Fotos: Allan Duffes

Visinhafaladeira 78Com o enredo “De Catulo à Lampião: Bem vindos a terra do cão”, a Vizinha Faladeira foi a sétima escola a passar pela Estrada Intendente de Magalhães, na terça feira de carnaval. Na busca do campeonato da Série B e do direito de desfilar na Marquês de Sapucaí em 2020, a tricolor de Santo Cristo realizou um desfile acima das expectativas, e quem sabe, pode sonhar com o campeonato.

Comissão de frente

Visinhafaladeira 6A comissão de frente coreografada Adilson Lourenço simbolizava a violência e o descaso de “poderosos” com o povo nordestino. Os componentes vinham com figurinos divididos, na parte da frente simbolizavam os “poderosos” que seriam os governantes que mandam executar as atrocidades. Nas costas, eram policiais que exercitavam as ordens. O figurino também contemplava duas máscaras brancas neutras, também na frente e na parte de trás deles.

Visinhafaladeira 16A coreografia envolvia dança e teatralização, e era pertinente a proposta do enredo. Além dos componentes um lado políticos e o outro policiais, a comissão tinha no seu corpo de integrantes um cangaceiro, que era o alvo das atrocidades idealizadas por um e executadas pelo outro. O ápice da apresentação acontecia justamente quando os policiais matavam o cangaceiro por ordem dos “poderosos”. Um momento impactante e forte.

Porém, a comissão apresentou uma pequena falha. Um dos integrantes teve parte do figurino solta durante a apresentação para segunda cabine. Tratava-se do cinto do lado da fantasia que representava um policial. O componente passou com ele solto em todos os módulos posteriores.

Mestre-sala e porta-bandeira

Visinhafaladeira 25O casal de mestre-sala e porta-bandeira Jorge Vinícius e Laís Lúcia, mostrou bailado e muita cumplicidade, em sua passagem, defendo o pavilhão da Vizinha. O jovem casal veio com um figurino honesto, sem requinte, porém belo, em tons próximos ao verde e amarelo claros.

Durante as performances para os jurados mostram muito bailado, sendo ela uma das porta-bandeiras que mais giraram, e ele, um dos mestres-salas que mais riscaram o chão e cortejaram. Entretanto, no segundo módulo os dois devem perder alguns décimos, pois Jorge deixou cair a cabeça de sua fantasia em meio a sua coreografia.

Evolução

Visinhafaladeira 30A evolução da escola de Santo Cristo foi mediana. Como ponto positivo, os componentes evoluíam soltos pelas alas e se divertiam. Mas deve perder pontos por um buraco aberto no terceiro módulo de jurados entre a primeira ala e o abre-alas. Um clarão que ocupou toda frente da cabine.

Harmonia

Visinhafaladeira 40A harmonia da Vizinha Faladeira veio em um crescente ao longo de todo o desfile. As alas iniciais apresentavam um canto satisfatório, até culminar nas últimas, que praticamente gritavam o samba durante a apresentação.

Logo que foi dado a largada, a bateria fez uma paradinha onde os ritmistas e o carro de som ficavam em silêncio, para que se pudesse ouvir somente o canto da comunidade. A resposta veio tímida nesse momento.

Já no final do desfile, com as últimas alas passando pela quarta cabine de jurados, novamente silêncio. Dessa vez, não proposital, mas sim por uma falha no som. E dessa vez, o que se viu foi um canto aguerrido e valente dos componentes, que tinham o samba na ponta da língua.

Fantasias

Visinhafaladeira 37O conjunto de fantasias idealizado por Jean Rodrigues era simples, com materiais alternativo e concepções bastante criativas. A fácil leitura também foi um grande trunfo. Como destaque é possível citar a ala que representava o cordel, no último setor. A fantasia trazia uma cabeça toda feita com pregadores de madeira. Uma solução que surtiu efeito e deu certo.

Alegorias e adereços

Visinhafaladeira 49As alegorias da Vizinha, assim como as fantasias, eram simples no material utilizado e não apresentavam erros de acabamento. Além, de conversarem com o enredo e terem boa leitura, também assim como as fantasias.

Enredo

Um dos temas mais recorrentes dentro da folia carioca é o Nordeste. Seja através de seu povo, sua cultura e suas histórias, a região já foi muitas vezes cantada e apresentada. E funciona como uma espécie de trunfo para as agremiações, por render desfiles bons, bonitos e baratos.

Visinhafaladeira 71E apesar da constante reincidência do tema, é sempre possível abordá-lo de uma nova e diferenciada perspectiva. Essa foi a proposta da Vizinha Faladeira com o enredo “De Catulo à Lampião: Bem vindos a terra do cão”.

A proposta do carnavalesco Jean Rodrigues foi mostrar a sua face mais sofrida, retratando o descaso do governo e do restante do país com a região. Um objetivo alçando em sua execução, com uma estética simples, porém de fácil leitura.

Samba-enredo

Visinhafaladeira 76O samba-enredo funcionou durante a passagem da escola. Seus versos exploravam em vários momentos o regionalismo linguístico nordestino, através de gírias e expressões típicas. A melodia que remetia a ritmos locais ajudava a entrar no clima do enredo, e dava um clima alegre a obra. A performance do intérprete Tuninho Júnior também foi fundamental para o funcionamento do samba no desfile.

Bateria

Visinhafaladeira 61A bateria da Vizinha Faladeira contou com um retorno especial ao seu comando. Em 2019, a escola repatriou Mestre Jorginho, que em seu desfile de volta teve um bom desempenho apostando, entre outras coisas, em convenções e bossas que faziam referência a ritmos tipicamente nordestinos, como o forró.

Visinhafaladeira 35Outros destaques

Um dos grandes destaques da apresentação da Vizinha Faladeira pela Intendente de Magalhães fica por conta de sua ala de baianas. Os figurinos delas reproduziam a imagem de Nossa Senhora, com a estética usada em O Auto da Compadecida de Ariano Suassuna. Uma fantasia rica em detalhes e de belo efeito quando elas giravam.

União da Maricá: galeria de fotos do desfile de 2019

0

Em noite inspirada de Lucas Donato, Engenho da Rainha faz desfile com problemas em fantasia

0

Por Vinicius Vasconcelos. Fotos: Allan Duffes

engenhodarainha carnaval2019 82O Engenho da Rainha entrou na Intendente Magalhães por volta das 2h35 da madrugada entre terça e quarta-feira de carnaval. Sendo a oitava escola a desfilar, levou para a passarela o enredo “Matamba, o sonho de uma rainha”. O tema criado pelo carnavalesco Léo Jesus contava a história de Matamba, ainda no momento que chega no Rio de Janeiro, assiste pela primeira vez os negros comemorando carnaval e se apaixona pela cidade.

engenhodarainha carnaval2019 108Apesar do chão da escola ter se destacado faltou capricho na direção de carnaval na elaboração das fantasias. Nenhuma das alas apresentavam luxo e algumas eram apenas segunda pele realçada com alguns detalhes nas pontas das mangas. O luxo não é obrigatório, mas sempre se espera fantasias criativas com materiais alternativos. É em meio as adversidades da falta de verba que alguns carnavalescos se destacam, e isso não aconteceu com o Engenho.

Samba-enredo

engenhodarainha carnaval2019 104O jovem intérprete Lucas Donato estava incorporado e conduziu de maneira categórica o samba da escola. Com seus padrinhos Marquinho Art Samba, da Mangueira, e Leozinho Nunes, da São Clemente, ao seu lado, o cantor mostrou toda sua potência vocal numa noite inspirada. A obra que já apresentava qualidade nos refrões principais ganhou ainda mais qualidade nas demais partes muito graças ao rapaz.

Comissão de frente

engenhodarainha carnaval2019 6Os 11 componentes se dividiam entre 10 serviçais e a rainha. A coreografia aconteceu de forma entrosada nas cabines de julgamento com destaque para os gritos dados pelos bailarinos dando ênfase a alguns trechos da apresentação. Os gritos causavam impacto passando mais veracidade ao momento. Caminhando com a rainha, os serviçais apresentavam a ela o reino e ainda pegavam ela no colo deixando a mesma ainda mais apaixonada. Se faltava luxo na fantasia, sobrava no capricho feito na maquiagem de cada dançarino.

Alegorias

engenhodarainha carnaval2019 41A escola optou por um pede passagem de tamanho mediano e uma alegoria que veio ao final do desfile. Fechando a apresentação o carro era imponente com palhas na base e iluminação dourada. Possuía acabamento regular e destaques com fantasias de impacto nas laterais.

Fantasias

engenhodarainha carnaval2019 47O uso da segunda pele dominou praticamente todo o desfile do Engenho da Rainha. A bateria, por exemplo, vestia apenas calça e blusa na cor vermelha tendo nas pontas detalhes zebrados. A ausência de criatividade no quesito pode gerar grande perda de pontos para a escola.

Mestre-sala e porta-bandeira

engenhodarainha carnaval2019 25Trajando uma fantasia com tons de azul, vieram logo atrás da comissão de frente e executaram a coreografia de maneira correta. A troca de olhares entre os dois evidenciou o entrosamento. Sem tirar os olhos da parceira, o mestre-sala soube riscar o chão e segurar o pavilhão de maneira precisa. A porta-bandeira precisou se esforçar devido o vento que passava no momento de sua apresentação na segunda cabine e conseguiu com maestria. Durante todos os rodopios dela a bandeira se manteve esticada.

Harmonia

engenhodarainha carnaval2019 70O rendimento do samba entre os componentes foi bastante satisfatório. Como de costume, havia mais explosão nos refrões principais. Os demais trechos da composição também não ficavam esquecidos e tinham canto mediano entre as cabines. A ala atrás do tripé que vinha logo no início se destacou por cantar forte a plenos pulmões com o samba na ponta da língua.

engenhodarainha carnaval2019 98Evolução

Durante a passagem no terceiro módulo de julgamento um pequeno módulo se formou entre a última ala e a alegoria da escola. Apesar de ter sido resolvido de maneira rápida a falha existiu. Nos demais momentos o desfile ocorreu de maneira compacta, com pequenos espaços entre uma ala e outra não deixando graves problemas acontecerem.

Engenho da Rainha: galeria de fotos do desfile de 2019

0

Com alegoria imponente, Vila encerra desfile clamando contra injustiças, desigualdades e todo tipo de preconceito

0

Por Larissa Rocha

Vila Isabel Desfile2019 147

A Vila Isabel encerrou seu desfile com o carro a “Liberdade enfim raiou”, que abordava a força do povo negro e o fim dos tempos de escravidão no Brasil. A intenção, era clamar contra injustiças, desigualdades e todo tipo de preconceito.

As cores dourado e marrom predominavam na quinta alegoria da Vila. Um carro muito alto, com anjos negros e escravos carregando crianças. Os destaques estavam na parte mais alta, fantasiados de escravos, sentados em madeiras.

isabel

Com uma fantasia de escravo e correntes na mão, Gustavo Caetano, destaque da quinta alegoria, estava desfilando pela primeira vez na agremiação e falou sobre a emoção da estreia.

“Retratar a história do meu povo sempre é motivo de muita alegria, ainda mais em uma festa como essa”, contou.

Andrea Dutra é atriz e faz o papel de Princesa Isabel há 10 anos em um espetáculo no Museu Imperial, em Petrópolis. Essa foi a primeira vez dela desfilando na escola de Noel e vestida de Isabel. Antes de pisar na Avenida, falou ao site CARNAVALESCO sobre a responsabilidade de representar a princesa na Sapucaí.

“Estudo muito, estou sempre buscando as cartas da princesa, do Imperador, sempre me baseando na fala de Isabel, e tenho certeza que será uma homenagem linda porque essa família merece pelo jeito que eles saíram daqui do nosso país, escorraçados, e o quanto eles fizeram por todos nós. Isabel era uma pessoa muito humana, uma mulher revolucionária, sempre muito preocupada com os escravos e comprando a briga dos mais necessitados”, afirma.

anielle

No carro, também desfilou Anielle Franco, irmã de Marielle Franco, vereadora assassinada no dia 14 de março, de 2018, no bairro do Estácio, no Rio. Ainda na concentração, ela falou sobre  a emoção de estar pela primeira vez na Passarela do Samba.

“Estamos acalentados pela homenagem, mas estamos mais felizes por virmos justamente em um carro que representa o povo que a Marielle sempre batalhou e defendeu, que são as minorias”, celebrou Anielle que passou pela Sapucaí ao lado de outros familiares da vereadora.

Análises das baterias que passaram na segunda-feira do Grupo Especial

    0

    Com ala de coxinhas, Tuiuti faz crítica à posições ultraconservadoras

    0

    Por Lucas Lunus

    Tuiuti Desfile2019 083

    Em mais um enredo com forte crítica social, a Paraíso do Tuiuti, vice campeã de 2018, não teve medo de tocar em termos polêmicos como as posições fortemente conservadoras tomadas por alguns políticos e apoiada por uma parcela expressiva da sociedade.

    Buscando não permitir que haja retrocesso de conquistas sociais adquiridas neste século, a escola trouxe para o desfile de 2019 a ala “A peleja entre o bode da resistência e a coxinha ultraconservadores” que tem por descrição do carnavalesco Jack Vasconcelos ser a resistência do caprino homenageado no enredo contra as pessoas que apontam a própria arma para “tudo que está aí”.

    No aspecto visual, a fantasia trazia uma enorme coxinha e uma arma fazendo alusão a política de armamento do governo atual e ao gesto que ficou famoso entre os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

    Para o componente William Barbosa, em seu segundo ano no Tuiuti, a escola trata o assunto de uma forma interessante e acredita que o povo do carnaval vai aprovar.

    “Acho que a crítica é importante sim e muito bem vinda. Imagina se liberar a arma? Essa posição arrogante, cega. Acho que reflete bem todas as críticas da escola. O público do carnaval vai amar como no ano passado. Quem não deve gostar, é uma parcela que você só vê na internet. Robô não gosta de carnaval”, ironizou o componente.

    coxinha

    Desfilando pela primeira vez na escola e feliz por fazer parte do tema tratado pelo Tuiuti, Asley Bessa entende que o alcance do Carnaval possa dar maior visibilidade à discussão.

    “A ala é uma alusão ao momento político que o país está passando com o retorno de forças conservadoras que pretendem suprimir direitos. Simboliza a volta de forças autoritárias. Essa discussão é importante por ser em uma festa com um alcance tão ampliado como Carnaval, para que as pessoas possam refletir e se conscientizar”, acredita.

    Histórias de personagens nacionais ganham novas versões em alegoria da Mangueira

    0

    Por Juliana Cardoso

    carromangueira

    A Mangueira foi a sexta agremiação a desfilar na Marquês de Sapucaí na segunda noite de desfiles do Grupo Especial. A escola apresentou o lado não oficial de grandes personagens da história do Brasil, mostrando uma nova versão de alguns acontecimentos do passado nacional. O carro “A história que a história não conta”, que leva em seu nome uma frase do samba-enredo, deixou uma forte mensagem de que nem tudo é o que aparenta ser.

    Sendo a última da escola, a alegoria que fechou o desfile da Verde e Rosa criou uma variação de livros de história e retratou passagens que tradicionalmente não são citadas. Na dianteira do carro, a filha de Zuzu Angel, Hildegard Angel, representou a luta da mãe, que enfrentou militares na ditadura em busca do filho desaparecido. Atrás dela, um livro aberto com imagens da época dos “anos de chumbo”.

    Nas laterais, Duque de Caxias e Padre José de Anchieta foram “desmascarados”. Componentes representaram as duas personalidades em cima de queijos rodeados por corpos de indígenas e minorias mortos.

    anchieta

    “Vir nesta alegoria foi um presente do Leandro. Ela é uma das mais importantes do desfile! É aqui que os heróis tidos pela história têm a sua verdadeira face mostrada. Tudo que eles fizeram custou o sangue de muita gente”, afirmou Ivison Gusmão, que desfilou vestido como José de Anchieta.

    Na parte superior do carro, mais celebridades da memória nacional reveladas como vilãs. Para Anderson Barros, que representou Duque de Caxias, o carro é esteticamente diferente e preza pelo conceito, pela mensagem que tem a transmitir, acima da beleza.

    Em Cima da Hora: galeria de fotos do desfile de 2019

    0

    em cima da hora desfile2019 1 em cima da hora desfile2019 2 em cima da hora desfile2019 3 em cima da hora desfile2019 4 em cima da hora desfile2019 5 em cima da hora desfile2019 6 em cima da hora desfile2019 7 em cima da hora desfile2019 8 em cima da hora desfile2019 9 em cima da hora desfile2019 10 em cima da hora desfile2019 11 em cima da hora desfile2019 12 em cima da hora desfile2019 13 em cima da hora desfile2019 14 em cima da hora desfile2019 15 em cima da hora desfile2019 16 em cima da hora desfile2019 17 em cima da hora desfile2019 18 em cima da hora desfile2019 19 em cima da hora desfile2019 20 em cima da hora desfile2019 21 em cima da hora desfile2019 22 em cima da hora desfile2019 23 em cima da hora desfile2019 24 em cima da hora desfile2019 25 em cima da hora desfile2019 26 em cima da hora desfile2019 27 em cima da hora desfile2019 28 em cima da hora desfile2019 29 em cima da hora desfile2019 30 em cima da hora desfile2019 31 em cima da hora desfile2019 32 em cima da hora desfile2019 33 em cima da hora desfile2019 34 em cima da hora desfile2019 35 em cima da hora desfile2019 36 em cima da hora desfile2019 37 em cima da hora desfile2019 38 em cima da hora desfile2019 39 em cima da hora desfile2019 40 em cima da hora desfile2019 41 em cima da hora desfile2019 42 em cima da hora desfile2019 43 em cima da hora desfile2019 44 em cima da hora desfile2019 45 em cima da hora desfile2019 46 em cima da hora desfile2019 47 em cima da hora desfile2019 48 em cima da hora desfile2019 49 em cima da hora desfile2019 50 em cima da hora desfile2019 51 em cima da hora desfile2019 52 em cima da hora desfile2019 53 em cima da hora desfile2019 54 em cima da hora desfile2019 55 em cima da hora desfile2019 56 em cima da hora desfile2019 57 em cima da hora desfile2019 58 em cima da hora desfile2019 59 em cima da hora desfile2019 60 em cima da hora desfile2019 61 em cima da hora desfile2019 62 em cima da hora desfile2019 63 em cima da hora desfile2019 64 em cima da hora desfile2019 65 em cima da hora desfile2019 66 em cima da hora desfile2019 67 em cima da hora desfile2019 68 em cima da hora desfile2019 69 em cima da hora desfile2019 70 em cima da hora desfile2019 71 em cima da hora desfile2019 72 em cima da hora desfile2019 73 em cima da hora desfile2019 74 em cima da hora desfile2019 75 em cima da hora desfile2019 76 em cima da hora desfile2019 77 em cima da hora desfile2019 78 em cima da hora desfile2019 79

    Alegoria do Tuiuti compara políticos com animais sujos e traz mascotes de partidos

    0

    Por Lucas Lunus

    Tuiuti Desfile2019 150

    Depois do sucesso do carro dos vampiros de 2018, que criticava os políticos brasileiros os comparando a “chupas sangue”, o Tuiuti mais uma vez trouxe um carro para denunciar as ações dos parlamentares e o envolvimento com corrupção.

    Dessa vez, aproveitando o enredo dedicado ao Bode Ioiô, a escola fez alusão a animais repulsivos como ratos e envolvidos com sujeira como os porcos, além de trazer algumas mascotes que tem relação com o símbolo de partidos políticos, como por exemplo o tucano, apelido do PSDB.

    A alegoria “A fauna eleitoral”, quarta no desfile da Amarela e Azul de São Cristóvão, fazia referência ao que foi chamado de um zoológico presente nas eleições de 1992 em Fortaleza, o pleito que elegeu o bode. A ideia é criticar o fato de ter existido todo o tipo de animal dentro da política na República Velha e só o bode era impedido de entrar.

    Sara Mishuti estava no último carro de 2018 que trazia os políticos como vampiros, o ex-presidente Michel Temer, inclusive. Este ano, compondo o carro da “Fauna eleitoral”, Sara acredita ser válida a crítica aos parlamentares.

    carroanimaistuiuti

    “Acho ótimo porque mostra sempre o estado que o país está. Sempre foi assim e continua acontecendo. É o lado mais sujo da nossa sociedade”, aponta.

    Outra foliã que desfilou no carro número quatro do Tuiuti, Cátia Oliveira, entende que a crítica bem-humorada feita pela escola pode levar as pessoas a refletirem sobre a situação atual do Brasil.

    “Acho interessante essa crítica. Acredito que uma escola como o Tuiuti trazer este tema leva as pessoas a pensarem sobre a corrupção e tudo mais que acontece no país.”