Por Alberto João
A Portela terminou na quarta colocação em 2019 no Grupo Especial e com o resultado a escola alcança a liderança do ranking da Liesa. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o presidente Luis Carlos Magalhães comemorou o resultado.
“Do ponto de vista da Portela foi um belíssimo resultado, porque conduziu a escola ao topo do ranking da Liesa, o que era inimaginável quando a chapa Portela Verdade assumiu a escola. E hoje, a Portela é a primeiríssima do ranking. Então, só isso já é um grande resultado para a Portela. Ter ficado em quarto é muito bom”, disse o presidente portelense, que não concordou com algumas notas.
“O fato de não tirado nenhum 10 na comissão de frente e nem na bateria. Isso a gente não se conforma! Claro que eu não conheço de bateria e nem vi a comissão de frente, porque eu estava de costas, mas é difícil a gente entender isso. Vamos aguardar a manifestação dos julgadores para entendermos o que aconteceu”.
Luis Carlos Magalhães enalteceu o título da Estação Primeira de Mangueira.
“Agora, eu não posso deixar de tirar o chapéu para a Mangueira, que com tanta adversidade, tendo perdido o seu presidente, suas contas bloqueadas e tantas dificuldades, a ponto do Elmo me abraçar contando a situação amarga da escola. Então, quero aproveitar o CARNAVALESCO e dizer duas coisas: a minha felicidade de a Portela ter estado mais uma vez no seu trilho de reconquista do seu espaço e pela Mangueira ter dado a volta por cima e ter ficado em primeiro lugar. Eu tiro o meu chapéu para a Portela e para a Mangueira”.
O presidente da Portela clamou também por mudanças no carnaval e pediu respeito dos dirigentes para o carnaval e que a cultura do povo está sendo traída.
“O mais importante disso tudo é a certeza de que o carnaval não pode ficar como está. O carnaval não pode ser traído. A cultura do povo brasileiro e do povo carioca não pode ser traída. Os dirigentes das escolas de samba não podem ser torturados, recebendo as verbas tão em cima da hora, sem terem a mínima condição de fazerem seus planejados. Ficamos sem saber o quanto iríamos gastar e o quanto teríamos para comprar. Isso não é administração, isso é chute. E quem administra uma festa do tamanho do nosso carnaval não pode estar submetido a isso. Para que o carnaval possa continuar sendo a maior festa da cultura brasileira, ela precisa ser respeitada pelos seus dirigentes e não respeitada apenas pelo povo, que é seu grande protagonista”.


Uma grande surpresa foram as notas dadas para o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Imperatriz Leopoldinense, Thiaguinho e Rafaela, que fizeram grandes apresentações, mas não receberam nenhuma nota dez.
O Leão está de volta ao Grupo Especial. A Estácio de Sá venceu a Série A no Carnaval 2019 e vai desfilar na elite do carnaval carioca em 2020. Com uma comissão de frente impactante, um casal entrosado, harmonia e evolução corretas, além de uma plástica muito bem resolvida, a agremiação fez um desfile impecável. A Alegria da Zona Sul foi rebaixada para a Série B.
Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o presidente Marcelinho Calil afirmou que a expectativa era ganhar o título, mas que está feliz com a conquista.
O carnavalesco Leandro Vieira chegou no Grupo Especial em 2016 e foi campeão na homenagem para Maria Bethânia. Em 2019, o artista chegou ao bicampeão em um enredo forte e colocando o dedo na ferida da história brasileira. Após o título desse ano, Leandro enalteceu a força da nação mangueirense.
A rainha de bateria da Mangueira sempre muito atuante comemorou o vigésimo título da Verde e Rosa e aproveitou o momento para desabafar ainda na Praça da Apoteose.
Após o rebaixamento da Imperatriz Leopoldinense o presidente Luizinho Drumond conversou com o site CARNAVALESCO, ainda na Praça da Apoteose, e desabafou sobre a situação da escola.
A Estação Primeira de Mangueira tirou a poeira dos porões, colocou o dedo na ferida e conquistou o título do Grupo Especial no Carnaval 2019. O Império Serrano e a Imperatriz foram rebaixados para a Série A. É o segundo título do carnavalesco Leandro Vieira, que já tinha vencido em 2016 na homenagem para Maria Bethânia. É a vigésima conquista da história da Verde e Rosa que fica atrás somente da Portela que possui 22 conquistas.
Com o lugar de fala de quem carrega uma comunidade de milhares de pessoas, a Estação Primeira de Mangueira escreveu na madrugada de terça-feira de carnaval uma página fundamental na história dos desfiles de escola de samba e dela própria. Cumprindo o papel fundamental de gerar no público o senso crítico e contestador, a escola fez uma apresentação arrebatadora.
Para recontar a história do Brasil a Mangueira iniciou seu desfile com uma apresentação de comissão de frente que foi capaz de sintetizar o enredo e causar no público a reação desejada com esse desfile: a contestação. Em um primeiro momento os heróis consagrados das páginas oficiais de história apareciam dentro de um tripé, emoldurados. No chão índios e negros realizavam uma coreografia.