Início Site Página 1784

Liesa divulga posicionamento sobre decreto do prefeito Crivella

    0

    castanheira liesa

    A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) divulgou seu posicionamento sobre a decisão do prefeito Marcelo Crivella de proibir serviços da prefeitura em eventos com cobrança de ingresso. Confira abaixo.

    “A Liesa lamenta e não concorda com as declarações do Exmo. Sr. Prefeito do Rio de Janeiro acerca dos desfiles das Escolas de Samba realizados na Passarela do Samba.

    O evento, gerador de milhares de empregos, recolhe os impostos devidos, inclusive os 5% de ISS sobre todos os valores arrecadados, colaborando, direta e indiretamente, também, para que diversos outros setores da economia da cidade arrecadem mais, com valores revertidos para a prefeitura.

    A Liesa argumenta que a população, que paga seus tributos, tem direito à prestação de serviços por parte do poder público, sem qualquer tipo de discriminação”.

    Em festa com presença de governadores do RJ e DF, Vila Isabel tem demonstração de força na apresentação de seu enredo

    0

    Fotos: Vinicius Vasconcelos

    vila enredo 2020 43A Unidos de Vila Isabel fez uma grande festa em sua quadra na noite deste sábado, 13, para apresentar o seu enredo para o Carnaval 2020. ‘Gigante pela própria natureza, jaçanã e um índio chamado Brasil’ será o título da temática em homenagem à capital brasileira, Brasília. Além da maciça presença da comunidade e segmentos, dois entusiasmados convidados chamaram a atenção e deram uma demonstração da força da escola. Tratam-se dos governadores do Distrito Federal, Ibaneis Rocha e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

    Criado no bairro de Vila Isabel, Witzel demonstrou muita simpatia e satisfação com a festa realizada pela azul e branca. Em certos momentos lembrava a maneira com que o ex-prefeito Eduardo Paes se comportava em eventos de carnaval e nos próprios desfiles. Ao CARNAVALESCO o governador destacou seu passado na região e demonstrou novamente a intenção de contribuir com o carnaval.

    vila enredo 2020 3“Já morei aqui no bairro na rua Souza Franco, dividia meu coração na juventude entre Salgueiro e Vila Isabel. Uma das coisas que me fez apaixonar pelo Rio foi o carnaval, a alegria do povo. Já como juiz eu frequentava ali o espaço Candonga. Como governador eu me sinto na obrigação de ajudar. Esse mês tivemos pela booking.com um índice de 100% de aumento na procura de turistas no Rio de Janeiro. O carnaval ajudou muito nisso. Estou me colocando à disposição das escolas para encontrarmos um caminho”, disse o governador.

    O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, esteve ao lado do chefe do executivo carioca e também do presidente da Vila Isabel, Fernando Fernandes. Entusiasmado, falou com a imprensa e destacou que a capital federal é uma reunião de todos os povos brasileiros.

    vila enredo 2020 9“É uma alegria grande demais para todo brasiliense e também brasileiro, essa homenagem da Vila Isabel. Essa recepção demonstra o quão grande será esse carnaval. O Edson está fazendo um trabalho belíssimo. Brasília era um sonho de todos os brasileiros de integrar todas as regiões do país. É a mãe de leite do país. Sei que muita gente não gosta da política, mas é somente através dela que se muda a vida das pessoas. É um enredo de esperança”, disse.

    * Veja aqui as fotos da noite na quadra

    * Leia a sinopse da Vila Isabel para o Carnaval 2020

    Vila Isabel pode encomendar o samba

    vila enredo 2020 33Ainda não há confirmação oficial por parte da escola, mas são boas as chances de a Vila Isabel não realizar disputa para o Carnaval 2020 e realizar a encomenda de sua obra ao presidente de honra e compositor Martinho da Vila. Perguntado por nossa reportagem sobre a possibilidade o diretor de carnaval, Wilsinho, desconversou e jogou a responsabilidade para o presidente, Fernando Fernandes falou sobre a possibilidade e enalteceu a chancela governamental ao enredo da Vila.

    “É um trabalho que a gente tem feito, de honestidade e qualidade. Avila Isabel está superando obstáculo. Essa questão de encomenda eu prefiro responder mais adiante”, economizou.

    Wilsinho aproveitou para destacar a presença dos governadores na quadra e disse que em  um momento de incertezas com relação às verbas para o ano que vem a ajuda do Distrito Federal é fundamental para a escola.

    vila enredo 2020 16“É uma demonstração de força não somente do nosso enredo, mas do carnaval carioca como um todo. Precisávamos desse tipo de incentivo. Precisamos do apoio dos governantes e merecemos. Diante da indefinição de algumas verbas, estamos recebendo com muita gratidão essa ajuda”, avaliou.

    Enredo trará um índio representando o Brasil e tocará levemente na crítica social

    Quem temia uma ode à política na homenagem à Brasília pode ficar tranquilo que o enredo passará bem longe do Fla x Flu ideológico em que se tornou o país desde 2014. A Vila terá uma temática indígena com uma pitada de crítica social. Quem explica é o próprio carnavalesco, Edson Pereira.

    vila enredo 2020 14“A gente criou uma história lembrando os áureos tempos do carnaval. Um índio chamado Brasil pega a sua canoa, e adormece em um dia de lira, como todo o povo brasileiro. Esta canoa se transforma em uma jaçanã, e a partir daí ele conhece todo o nosso povo, a cultura dos estados e no fim ele chega ao sonho constituído, que é Brasília. Vamos mostrar que o nosso povo nunca desiste, sempre tem fé”, disse.

    O diretor de carnaval Wilsinho complementou a fala do carnavalesco e acrescentou que a temática lembrará os enredos de Joãosinho Trinta.

    “Não é um enredo somente de exaltação à Brasília. Mas o Edson chegou a um ponto em sua carreira que pode contar qualquer tema da maneira que quiser. O caminho escolhido é muito interessante. Brasília é uma junção de todos os povos do Brasil e é isso que mostraremos em nosso enredo, explorando a brasilidade. É um enredo com a cara de João 30”, elogiou.

    Galeria de fotos da festa de lançamento do enredo da Vila Isabel para o Carnaval 2020

    0

    Fotos: Vinícius Vasconcelos

    Sinopse do enredo da Vila Isabel para o Carnaval 2020

    0

    Vila

    Enredo: GIGANTE PELA PRÓPRIA NATUREZA: JAÇANÃ E UM ÍNDIO CHAMADO BRASIL

    Abriram-se as margens do rio ao sol nascente,
    que esverdeava ainda mais a mata e azulava o céu incandescente,
    para desvendar uma lenda indígena
    que falaria a um pequeno índio-menino sobre uma relíquia.
    E com o menino começamos a caminhada…
    Perto do rio, o curumim levantou-se cedo – a pesca o esperava!
    Animado na alma com a vida na mata,
    bebeu escondido aluá e fartou-se com a pupunha da sua mãe que sempre o alimentava.
    Beijou-a e sozinho, fingindo ser o homem que ainda não era,
    pulou em sua canoa sem destino
    rumo à peripécia que, os grandes, espera.
    Pelo rio, com riso nos lábios e vontade de alegria na pescaria e na jornada,
    o curumim gritava alto às águas para espantar Boiúna , ou tudo, ou nada:

    “Eu sou Brasil! Tenha medo de mim!
    Aqui quem fala é um pequeno gigante
    que já pesca com vontade danada de gente grande!”

    A canoa em frente, a flecha armada ,
    curumim pescava e brincava baixinho para conseguir pegar a jatuarana sem espantá-la.
    Com o sol forte da manhã, entretanto,
    Brasil resolveu descansar do seu gracejo.
    O pequeno deitou-se na canoa embalada pelo banzeiro
    e adormeceu para sonhar o sonho dado ao miúdo bravo guerreiro…
    A canoa, no mundo da fantasia, transformou-se em Jaçanã e partiu…
    Levantou voo do rio e Brasil a tudo assistiu:

    “Pequeno menino, quero lhe contar sobre a sua irmã tão mais nova que é quase filha!
    Será forte e esperançosa, um ponto de luz no universo que nascerá em abril.
    Sabe-se que ela terá muito a dar aos homens e mulheres de boa vontade na terra,
    e que será grande, gigante, reta, moderna,
    só podendo ser entendida se soubermos sobre sua pátria-família,
    a verdadeira mãe e geradora da sua irmã nessa cantiga”.

    A Jaçanã, montada pelo menino e com asas batendo forte,
    foi primeiro para baixo cruzando serras no céu anil.
    Mostrou ao pequeno Brasil um pampa aberto sob as estrelas, enorme!

    Lá, irmãos brancos de cabeças amarelas montavam seres mágicos
    e galopavam amarrando com laços outros bichos encantados.
    Tomavam bebida quente em cuias e, Brasil, espantado, ouviu deles o recado:

    “Mas o pranto, afinal, que essa cólera encerra
    tomba: é a chuva que cai e que, o Paranoá, rega;
    e a cada gota, ali, cada gérmen se apega
    fecundando, a minar modernamente, toda a terra” .

    Jaçanã levantou-se de novo voando para longe
    dando adeus aos cabeças-amarelas que apontavam para outro fronte.
    Brasil desconfiado não entendia o sonho: seria um delírio?
    “Não, pequeno menino meu…” – disse Jaçanã. “É uma profecia!”.
    Chegando em outro pedaço daquele mundão, Brasil viu irmãos orando e rodando
    pedindo clemência pela dança a Deuses que o índio desconhecia.
    O povo preto clamava igualdade e liberdade,
    e na dor sofria
    sem esquecer nunca a força ancestral que para sempre na resistência lhe caberia.
    O povo preto um beijo deu na Jaçanã e ao Brasil declamou um pouco de crença
    afinando a profecia:

    “são duas asas unidas
    de dois pajés construtores nascidas.
    Talvez do mesmo arrebol,
    vivendo toda a gente no mesmo chão arado e concretado,
    da mesma gota de orvalho,
    do mesmo raio de sol” .

    O menino ainda não entendia… O que era essa tal profecia?
    Jaçanã com pressa, pois sonhos têm prazo certo,
    decolou e ali perto encontraram outro pedaço de terra
    que misturava areia, água salgada e pedra.
    A gente irmã suada do litoral também apontava para outro local
    e embebida nas cantorias e Novas Bossas suas sinas,
    misturando-as com palavras das Minas,
    profetizou o futuro do seu passado para o menino:

    “‘No princípio era o ermo
    eram antigas solidões sem mágoa.
    O altiplano, o infinito descampado
    no princípio era o agreste:

    o céu azul, a terra vermelho-pungente
    e o verde triste do cerrado.
    Eram antigas solidões banhadas
    de mansos rios inocentes
    por entre as matas recortadas.
    Não havia ninguém. A solidão
    mais parecia um povo inexistente
    dizendo coisas sobre nada’ .
    Mas…
    ‘Para cantar, pelas Duas Asas, de amor tenros cuidados,
    Tomem entre vós, do mineiro cacique , a vontade e o instrumento;
    Ouvi pois, dos Candangos, o fúnebre lamento;
    Se é que de compaixão sois animados’” …

    Jaçanã enfim pronunciou:

    “Está vendo, menino Brasil, o que essa gente toda conta?
    Querem amor e união em uma nova casa pronta!
    Modelada por dois pajés , realizada pelo cacique e feita por nobres sofredores Candangos,
    com a ajuda e a idealização de tantos outros de agora e de outrora ,
    será o projeto moderno centro desse chão!
    Nova pindorama de árvores retorcidas nascida porque filha dos filhos dessa terra em confraternização!”.

    Voou então a ave para outro rincão
    para mostrar uma família que tanto padecia
    no sol lascado braseiro de testas, Vidas Secas e Severina !
    Pés marcados no chão rachado e as mãos apertadas sem brecha,
    todos da família oravam de joelhos pedindo esperança e bom agouro,
    alguns dos futuros Candangos esses cabras-da-peste.
    Quando viram Jaçanã e o menino Brasil, logo correram e apontaram para o Oeste:

    “Ave Musa incandescente
    do deserto do Sertão!
    Forje, no Sol do meu Sangue,
    o Trono do meu clarão:
    cante as Pedras encantadas
    e a Catedral Soterrada ,
    Castelo deste meu Chão!” .

    E, rápida, para o longínquo Centro-Oeste,
    onde outros Candangos de lá já aguardavam ,
    Jaçanã levou o pequeno Brasil.

    Pousou no meio daquele cerrado e ela mesma, antes de sumir, sorriu:

    “Brasil, no futuro essa profecia se revelará a um Padre-Santo
    em outro sonho para se realizar em moderno Piloto Plano!
    O que os cabeças-amarelas, os pretos,
    os filhos do mar, das Minas e os futuros Candangos recitavam e apontavam
    será aqui: sua irmã, o lugar de fé que unirá aquela gente, aquele povo todo,
    para o mundo jorrando leite e mel com gosto…
    A terra mística no alto desse Planalto
    que se levantará tentando nos dar ‘sessenta’ anos em cinco de avanço sem percalço
    com tanta gente junta que se esparramarão para além das Asas da casa,
    deitando-se até em seu entorno
    com as cores das suas culturas servindo de reboco!
    Vem, menino Brasil, anime-se! Sua irmã Brasília será ave que voa e rodopia!”.

    Deitou-se então no seu jazigo e, abrindo as duas asas,
    Jaçanã ao chão se fundiu, o corpo inteiro tornando-se asfalto e magia.
    Um pássaro que viraria casa para o Brasil, quem diria?!…
    Daí a queda! A volta! Um clarão!
    Uma marola sacudiu a canoa e acordou o bravo menino de supetão!
    Brasil navegou ligeiro de volta não mais à toa
    deixando as jatuaranas animadas na água boa.
    Pé na margem, foi correndo contar para sua mãe o sonho da canoa!
    “Mamãe, Mamãe! Sonhei com uma profecia!”.
    A mãe no chão, sisuda de terra, ouvia…
    Pediu calma ao menino, pois também tinha uma linda notícia,
    e sorria:

    “Filho meu, Brasil pequenino…
    Descobri hoje com o xamã que você terá uma irmã!
    Em sua homenagem se chamará Brasília!
    Uma menina-Brasília que será gigante pela própria natureza!”.

    Alma cheia d´água, o menino pressentiu:
    sabia que cedo ou tarde sua irmã seria grande como aquele rio
    e no futuro a filha da profecia!
    Pensou na Jaçanã e feliz decidiu ir brincar:
    quem sabe se o destino de todo mundo não é sempre para uma casa voltar?
    Mas, se tudo isso é estória,
    fato mais bonito (re)inventado do sonho de um curumim lendário talhado na memória,
    a realidade é outra coisa…

    Contudo, pede-se licença para imaginar contos de límpida felicidade no Carnaval
    para nesses dias acalmar o sofrimento incessante do doloroso real.
    Assim, Vila Isabel, canta essa Brasília irmã com o pequeno Brasil e sua Jaçanã,
    a doce morada nos dada de encomenda
    pelas bênçãos do céu azulado orvalhando o cerrado!
    Bênçãos da Aparecida Nossa Senhora,
    Padroeira dos filhos do Brasil e da nossa Brasília, desejosas de igualdade generosa!
    Livrai-nos, Santa, da dor e do mal,
    cravando nas retas da cidade as curvas do coração
    desse povo bravo, heroico, sofrido,
    estopim da chama da cidade candente de migração…
    Ah, Brasília! Pois honrando tua inspiração
    que caibam no teu seio muitos Brasis forjados pela oração!
    Recebe-nos, Irmã, com lágrimas de misericórdia então
    e cuida, enfim, dos gemidos da nação em oferenda,
    pois na Sapucaí, só por hoje, saibam todos,
    o resto tudo é tudo lenda…

    Autores: Edson Pereira, Clark Mangabeira, Victor Marques
    Texto e pesquisa: Clark Mangabeira e Victor Marques

    Bebida refrigerante de origem indígena(https://luzdameianoite.wordpress.com/2015/11/14/alua-bebida-de-origem-indigena/).
    Fruto amazônico consumido por muitos grupos (http://www.cifor.org/publications/pdf_files/books/bshanley1001/209_214.pdf).
    “Figura da mitologia indígena representada por uma enorme cobra, muito temida por sua crueldade, que pode tomar a forma de uma embarcação ou, às vezes, de uma mulher, que faz virar os barcos. Etimologia: tupi mboi-úna” (michaelis.uol.com.bre www.ufmg.br/cienciaparatodos/wp-content/uploads/2012/08/leituraparatodos/e5_30-alendaamazonicadeboiuna.pdf). Para fins de esclareci-mento e curiosidade: “Dados linguísticos (e.g. Migliazza 1982; Rodrigues 1964; Walker et al. 2012), resultantes de análises léxi-co-estatísticas, são unânimes em apontar o sudoeste da Amazônia, na bacia do alto rio Madeira, como o centro de dispersão dos povos Tupi” (ALMEIDA & NEVES. Evidências arqueológicas para a origem dos Tupi-Guarani no Leste da Amazônia. MANA 21(3): 499-525, 2015) e (www.museudoindio.org.br/indios-da-amazonia/).
    Para pesca com arco-e-flecha, ver: (g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2016/02/indios-da-amazonia-ensinam-arte-da-pescaria-com-arco-e-flecha.html). Ademais, para fins de esclarecimento e curiosidade, conforme mapa constante na obra “The Amazonian Languages”, editado por R. M. W. Dixon e Alexandra Y. Aikhenvald, publicado pela Cambridge University Press, em 1999, houve etnias que falavam Tupi e Tupi-Guarani na Macrorregião Amazônica. No mesmo sentido, ver: NEVES, Walter Alves; BERNARDO, Danilo Vicensotto; OKUMURA, Mercedes; ALMEIDA, Tatiana Ferreira de; STRAUSS, André Menezes. Origem e dispersão dos Tupiguarani: o que diz a morfologia craniana? Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, v. 6, n. 1, p. 95-122, jan.-abr. 2011.
    Peixe encontrado na Bacia Amazônica.
    Espécie de ave encontrada em várias partes do Brasil, do Sul ao Norte, e em terras amazônicas: (https://www.wikiaves.com.br/mapaRegistros_jacana).
    Do poema “Germinal”, do poeta paranaense Emílio de Meneses (1866-1918), citado, no enredo, como homenagem a todo o Sul do Brasil, com pequenas mudanças e acréscimos para fins única e exclusivamente de condução da estória, de maneira a conectar o tema descrito na passagem do poeta àquele grupo que o enredo comenta, e retratado como parte da profecia de Brasília, dada, no sonho, ao menino Brasil (MARTINS, W. História da inteligência brasileira, vol. 5, São Paulo: Cultrix & Edusp, 1978. Poema originalmente publicado em 1901).
    “Pajé é uma palavra de origem tupi-guarani utilizada para denominar a figura do conselheiro, curandeiro, feiticeiro e intermediário espiritual de uma comunidade indígena” (ref.: https://www.significados.com.br/paje/).
    Do poema “A Duas Flores”, do poeta baiano Castro Alves (1847-1871), relacionado aos negros do Brasil no enredo, com pequenas mudanças e acréscimos para fins única e exclusivamente da estória, de maneira a conectar o tema descrito na passagem do poeta àquele grupo que o enredo comenta, e retratado como parte da profecia de Brasília, dada, no sonho, ao menino Brasil.
    Citam-se “cantorias e Novas Bossas” para se referir ao período musical dos anos 1960, em especial carioca, com relação à Bossa Nova, que é o ritmo com o qual se entoa, no enredo, a profecia de Brasília e que se relaciona ao período modernizante de JK: “Neste espaço de tempo, surgiu o movimento Bossa Nova, numa realidade sócio-política e econômica distinta, com o advento do governo de JK (1956-1961), que tinha um projeto político para o Brasil de um aceleramento dos processos modernizantes, objetivando avançar cinquenta anos em cinco” (LUIZ, D. NASCIMENTO, L. Minha terra tem palmeiras – Imagens do Brasil na bossa nova. DARANDINA revisteletrônica – Programa de Pós-Graduação em Letras / UFJF – volume 4 – número 1).
    A ideia de “futuro do passado”, cantada pelo “povo do litoral”, diz respeito a cariocas estarem declamando que o futuro, ou seja, a nova capital Brasília, é seu próprio passado, pois o Rio de Janeiro foi a capital anterior. Ademais, “Minas”, citada em referência a voz do poeta Cláudio Manuel da Costa, estabelece a relação com as Minas Gerais, onde nasceu Juscelino Kubistchek (Diamantina, 1902), retratado como o “cacique” do enredo, e com os Inconfidentes mineiros, que já haviam pensado na possibilidade de mudança da capital para o interior.
    Trecho da obra “Brasília, Sinfonia da Alvorada”, com música e orquestra sinfônica sob a regência de Antônio Carlos Jobim
    e poesia de Vinícius de Moraes (museuvirtualbrasil.com.br/museu_brasilia/modules/news3/article.php?storyid=24).
    Refere-se aos chefes políticos ameríndios. Aqui, alusão metafórica a Juscelino Kubistchek.
    Do soneto “Para cantar de amor tenros cuidados”, das “Obras Poéticas de Glauceste Satúrnio”, do poeta mineiro Cláudio Manuel da Costa (1729-1789), com pequenas mudanças e acréscimos para fins única e exclusivamente da estória, de maneira a conectar o tema descrito na passagem do poeta àqueles grupos que o enredo comenta – mineiros e “do litoral” –, e retratado como parte da profecia de Brasília, dada, no sonho, ao menino Brasil.
    Referência metafórica a Lucio Costa e Oscar Niemeyer, retratados como os dois pajés que planejarão Brasília no enredo.
    A possibilidade de interiorização da capital já havia sido ventilada pelo Marquês de Pombal e foi retomada pelos Inconfidentes mineiros. Ademais, o verso se relaciona a outros personagens envolvidos na construção de Brasília, como Joaquim Cardozo, arquiteto e engenheiro que também contribuiu com monumentos arquitetônicos da cidade. Para isso, ver: VIANA, Enaildo Gonçalves. Brasília, epopeia do povo brasileiro: uma reflexão constitucional. REPATS, Brasília, V. 5, nº 2, p 781-798, Jul-Dez, 2018.
    Pindorama: do tupi, uma das acepções da palavra é uma terra mítica e livre de males. No enredo, Brasília aparece como a nova Pindorama, agora, ao invés de palmeiras, com árvores retorcidas em razão do cerrado. (Fonte: vortex-mag.net/pindorama-o-verdadeiro-nome-do-brasil-antes-de-chegarem-os-portugueses & diariodori-o.com/brasil-o-pais-de-nome-vermelho).
    Referência aos romances “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, e “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto, no sentido de enfatizar o sofrimento e a migração do povo nordestino, tal qual descrito nessas obras.
    Vale ressaltar que parte da Catedral de Brasília está abaixo do nível do solo, daí, no enredo, ser colocada como “Catedral Soterrada”. Ademais, o “Trono” deve ser entendido como a própria cidade, metaforicamente referenciada.
    Trecho de Ariano Suassuna, escritor paraibano, relacionado aos nordestinos e retratado como parte da profecia de Brasília no enredo, dada, no sonho, ao menino Brasil. Disponível em: SUASSUNA, A. Romance d’A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006.
    Grade parte dos trabalhadores que construíram Brasília vieram do Nordeste, conforme a Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, intitulada “Cidade, trabalho e memória: os trabalhadores da construção de Brasília (1956-1960)”, de autoria de Reinaldo de Lima Reis Júnior, defendida em 2008. Contudo, houve trabalhadores também de outras localidades do Brasil, como Goiás, São Paulo e Minas Gerais.
    Referência à profecia de Dom Bosco sobre Brasília que fala sobre “a terra prometida, de onde jorrará leite e mel”.
    Referência ao bordão de JK “cinquenta anos em cinco”, alterado para “’sessenta’ anos em cinco”, em homenagem ao aniversário de sessenta anos de Brasília.
    Homenagem às cidades-satélites no entorno de Brasília, que, com ela, mantêm relações históricas, sociais, afetivas e culturais.
    “Pássaro” é uma referência comum ao formato do Plano Piloto (QUEIROZ, Ana. O Plano Piloto de Brasília e a busca da cidade ideal: utopia, arte e mitologia. ArtCultura, Uberlândia, v. 9, n. 14, p. 157-167, jan.-jun. 2007).
    “Xamã” é palavra análoga à pajé (ref.: https://pib.socioambiental.org/pt/Xamanismo).

    Crivella revela que vai editar decreto proibindo serviços da Prefeitura em eventos com cobrança de ingresso

      0

      crivella

      O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, concedeu entrevista exclusiva neste sábado para o Jornal do Rio, da Band, e revelou que a Prefeitura do Rio vai sair da obrigação de participar com seus órgãos de eventos que realizem venda de ingressos.

      “Vou editar um decreto que a prefeitura fica vedado o uso de recurso público em qualquer evento da cidade que cobre ingresso. Vamos preservar o réveillon e o carnaval da Intendente Magalhães. Se houver cobrança não poderemos mais colocar recursos, seja com a Comlurb, pagando luz, colocar guardas, médicos e enfermeiros. Terá que ser por conta do organizador”, afirmou o prefeito do Rio.

      Marcelo Crivella, mais uma vez, criticou o sistema financeiro dos desfiles das escolas de samba.

      “A Prefeitura coloca R$ 70 milhões, a TV Globo vendeu seis cotas com R$ 240 milhões e a Liesa vende ingressos ganhando R$ 100 milhões. Nós queremos que o carnaval seja privatizado e viva das suas próprias pernas. Houve uma empresa de São Paulo que ofereceu R$ 100 milhões e a Liesa sequer respondeu”, disse Crivella.

      ‘Tempos Modernos’ é o enredo do Rosas de Ouro para o Carnaval 2020

      0

      RosasDivulgado neste sábado na quadra da agremiação, ‘Tempos Modernos’ é o enredo do Rosas de Ouro para o Carnaval 2020. A terceira colocada do Grupo Especial em 2019 fecha os desfiles da elite do carnaval paulistano, no sábado de carnaval, 22 de fevereiro de 2020, no Anhembi.

      O tema trará um conto protagonizado pelo fictício robô ROXP4 (Rosas de Ouro Experiência 4), que no futuro encontra um livro, a principal fonte do saber de um passado distante, e assim faz uma viagem pelas revoluções industriais em busca de respostas para suas inquietudes, descobrindo que, apesar de toda evolução, a máquina mais perfeita é o ser humano, com seu sentimentos, sua força e seu poder de criação.

       

      Leia a sinopse do enredo da Unidos de Padre Miguel para o Carnaval 2020

      1

      upm desfile2019 56Enredo: ‘Ginga”

      Carnavalesco: Fábio Ricardo

      Pesquisa e texto: Marcos Roza

      Viajando no tempo da poesia, nasço da espontaneidade sagrada, do mítico ritual do povo Mocupe do sul de Angola. Brincando entre as brisas, filhas do vento, desperto o desejo de conquista de jovens guerreiros à dança do N’golo. Lembro-me bem: os tambores anunciavam a preparação da Enfundula – festa de passagem à vida adulta –, quando as raparigas fertilizavam o sangue da puberdade num misterioso cio, que encorajava rapazes a lutar pela disputa de suas esposas.

      No afã da minha gente, sou a doce e constante firmeza de elo e abrigo. Filha da Mãe África, “berço da humanidade”, cresço entre seus ritos de mistérios e verdades, templo sagrado de Okô – divindade da agricultura, formo do sábio cultivo da terra e do domínio que forja as ferramentas ao seu plantio; dita ventura à típica pecuária, entrelaço-me à candura dos diversos encantos de sua cultura.

      Mãe! Eu sou a extensão do seu umbigo, fruto que brota desse chão, a força e o espírito de nossas tribos… Assim, eu sigo, levada pela tradição de seus ensinamentos, a destreza para vencer os inimigos.

      Tudo ressignificava o meu saber, emergindo da linha do horizonte, trazida pelo cerne da dor e do lamento. Cruzo a imensidão dos mares entre a calmaria e a tempestade, acorrentada pela intolerância de homens fiéis à ganância e ao poder. Desprovida de liberdade, meu corpo padece, é escravo por fim. Mas não é rendido, apesar de ferido, encontra o elo supostamente perdido.

      Por bem ou por mal aos ferros expostos, terei, eu, sorte igual? Longe das minhas paisagens habituais, velo a alma coberta de poesia tradicionalmente africana, em terras distantes. Entre pregões e a violenta estada no “Cais do Valongo” – por onde chegaram milhares de negros escravizados, sigo o “bando banto”. Abrasada nas senzalas, rompendo o silêncio de noites sombrias, sou incorporada feito arte matuta, uma espécie de dança, disfarçada entre os afazeres da labuta. Mas é na hora da fuga, usando os pés, as mãos e a cabeça, que me revelam como luta – subtraída da dor contra as “leis do opressor”.

      Diante do que se vê, tudo parecia uma cilada: numa relação humana, onde o elemento principal é a expressão do corpo, sou alvo do realismo fantástico de olhares estrangeiros. Telas são pintadas registrando a vida urbana, fosse de forma sóbria ou insana, o fato é que o ato da pitoresca caravana representa um fenômeno antropológico intrinsecamente ligado a diversos episódios da minha trajetória.

      Como a inocência de uma criança, ibejê de esperança, sou praticada em círculo de arte-defesa. Pura ou armada à ladainha do mestre Pastinha e entre tantos outros camaradas, minha filosofia é criada. Abençoados sejam meus filhos, pois chegou a hora: repouso íntima e genuína aos valores da tradição de Angola. Com o saber gravado n’alma, danço, gingo, pulo, brinco e rodopio.

      Da cerimônia ao desafio: peço a benção nos pés do atabaque e o jogo inicia. Saio no “aú”, me fortaleço no “rabo de arraia”, finco meu pé e não entro de “bua”, planto “bananeira”, solto “meia- lua”…me esquivo na “negativa” e o jogo continua…

      “Sou manha, malícia, mandingueira, sou tudo o que a boca come…” Como guardiã da cultura negra e da preservação do seu saber, abro minhas rodas nas ruas, nas feiras, nas festas, nos cais, comandada pelo berimbau…regidos por vareta e bordão, soam o “Gunga”, o “Médio” e o “Viola”. Também seguem o ritmo: chocalho, reco-reco, agogô e pandeiro.
      Toques, cantos, cantigas, corridos e ladainhas, tudo numa só sintonia: “São Bento Pequeno, Jogo de Dentro, Ave-Maria, São Bento Grande, Cavalaria, Maculelê, Benguela, Santa Maria”.

      Canto e o coro responde: “Paraná-auê, Paraná-auê, Paraná…ê viva meu mestre, ê viva meu mestre camará, quem me ensinou…ê quem me ensinou camará…ê vamo-nos embora…ê vamo-nos embora camará… ê pelo mundo afora…ê pelo mundo afora camará…”

      Mas, diante dos dados reais da vida, me pego pensando: sofri imensa perseguição e poucos sabem que dois anos depois da Abolição, Marechal Deodoro da Fonseca decretou minha proibição. Assim prossegui, entre brigas e arruaças, até o ano de 1932. Quando mudam o meu feitio, saltante, esportiva, com golpes rápidos e técnicas de arte marciais, fico mais ligeira e politicamente correta, aceita pela sociedade brasileira. Ganho status de uma tal gente bacana, que pelos ensinamentos de mestre Bimba, passa a me chamar de Luta Regional Baiana. Nesse espaço social, por meio de um novo decreto presidencial, sou legalizada como profissão. Saio da pauta policial e, na condição de esporte e lazer, sou praticada em todo território nacional.

      Dominada pela carga simbólica dos signos místicos da cultura afro-brasileira em meio dos quais cresci, abro as cortinas do passado, saúdo os meus heróis – que tradicionalmente gingaram, relacionando-se até hoje suas atividades à história de luta e à formação do povo brasileiro: a realeza de Zumbi, do Quilombo dos Palmares; a “ginga verbal” de Machado de Assis; as batucadas e o candomblé de Tia Ciata; o olhar cotidiano de João do Rio; a plasticidade de Rubens Valentim; o Brasil folclórico de Macunaíma e os sambas de Candeia cantados em jongos, pontos de umbanda, sambas de roda e partido-alto, cantigas de maculelê e sambas de enredo.

      Meu gingado é a gira, que corre gira nas rodas pelo mundo.

      Seguindo o caminho voltado para a cultura, luta e resistência do povo brasileiro,
      consagro-me ao receber tamanho reconhecimento de Patrimônio Imaterial da Humanidade, de roda e ofício. Ao enredo do meu samba, unindo a todos que vão e que vêm,
      enalteço a força e a raiz quilombola da comunidade da Vila Vintém.

      À devoção dos meus filhos, sou padroeira, sou a ginga do carnaval da Unidos de Padre Miguel. Nessa mistura brasileira, Sou mandinga, A todos digo Feliz e sorrateira: Muito prazer, Eu me chamo Capoeira.

      Ideia Original e Carnavalesco: Fábio Ricardo
      Pesquisa e Texto: Marcos Roza

      Bibliografia Consultada:
      ALMEIDA, Raimundo César A., Bimba, Perfil de um Mestre, Imprensa Gráfica Universitária, Salvador, 1980.
      AREIAS, Almir das, O que é Capoeira, São Paulo, ed. Brasiliense, 1983.
      BURLAMAQUI, A Ginástica Nacional (Capoeiragem Metodizada e Regrada), Rio de Janeiro, 1928. CAPOEIRA, Nestor, O Pequeno Manual de Capoeira, ed. Ground, 1981/ 4a. edição revisada: Rio de Janeiro, ed. Record, 1998.
      CARNEIRO, Edson, Capoeira, MEC – Campanha de Defesa do Folclore, Rio de Janeiro.
      A Herança de Pastinha, Coleção São Salomão, 1997.
      MARINHO, Inezil Penna, A Ginástica Brasileira, Gráfica Transbrasil Ltda, Brasília, 1981. OLIVEIRA, José Luiz, A Capoeira Angola na Bahia-2a. edição, ed. Pallas, Rio de Janeiro, 1997. OLIVEIRA, Waldemar, Capoeira-Frevo-Passo, Companhia Editora de Pernambuco, 1971.
      PASTINHA, Mestre, Capoeira Angola, 3a. ed., Salvador: Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1998.
      REVISTA DE HISTÓRIA DA BIBLIOTECA NACIONAL, “Capoeira de Raiz: Angola pistas da arte ancestral”, v.3, n. 30, 2008.
      VIEIRA, Luiz Renato, O Jogo da Capoeira – Cultura Popular no Brasil, Rio de Janeiro, ed. Sprint, 1998.

      Unidos de Padre Miguel divulga vídeo do enredo de 2020

      0

      Casal do Salgueiro cria grupo ‘Lapidando Talentos’ e promove intercâmbio para o quesito

      0

      Salgueiro04Engana-se quem acredita que a rotina do casal de mestre-sala e porta-bandeira é apenas ensaio e treinos de condicionamento físico. Um dos mais consagrados casais do carnaval carioca, Sidclei Santos e Marcella Alves, do Salgueiro, promoveu neste sábado na quadra da agremiação um workshop, o ‘Lapidando Talentos’. A ideia é promover um intercâmbio entre casais e profissionais da área de todo o Brasil.

      Além de casais de outros estados, jornalistas, ensaiadores, coreógrafos, mestres de cerimônia e outros profissionais que cercam o sagrado bailado de um casal marcaram presença no evento, que marcou a reabertura da quadra do Salgueiro para a temporada. Marcella Alves acredita que a presença de vários profissionais de diferentes lugares do Brasil reforçam que o projeto chegou para ficar.

      Salgueiro01“É um projeto antigo que estava adormecido e agora de fato o ‘Lapidando Talentos’ se tornou um grupo independente. Com a ajuda do presidente André Vaz, tiramos esse sonho do papel. Através de parceiros estamos realizando esse intercâmbio nacional. Tivemos pessoas de São Paulo, Florianópolis, Porto Alegre, Uruguaiana, Vitória e Rio de Janeiro. É uma troca de experiências importantíssima”, destacou.

      O companheiro de dança de Marcella, Sidclei Santos destaca a importância de se promover debates sobre o quesito e lembrou da diferente maneira de se julgar um casal em diferentes carnavais pelo Brasil.

      Salgueiro09“A discussão sobre o quesito é o fator mais importante desse encontro. Existe uma diferença grande no julgamento por exemplo entre Rio e São Paulo, embora a função, de apresentar o pavilhão seja igual. É para aprimorar o debate nesse nível que o ‘Lapidando Talentos’ foi criado”, opina.

      Ainda de acordo com o mestre-sala, eles não esperavam uma adesão em tão pouco tempo e enaltece a participação de nomes importantes no cenário do quesito no Rio e em São Paulo.

      “Foi uma surpresa essa adesão pois as inscrições se encerraram rapidamente. Pessoas de outros estados. Quando tivemos a ideia de convidar os casais de São Paulo estávamos buscando recursos para trazê-los e eles de prontidão se dispuseram a vir por conta própria. Isso é muito legal. Escolhemos 24 convidados para participarem da mesa. Rute, Selminha e Cladinho, Taciana e Daniel, Vinicius e Jéssica, os jornalistas Aydano André Motta e Leonardo Bruno, além de coreógrafos, apresentadores”, finaliza.

      Feijoada do Leão recebe neste sábado Marcelo Kará, Paulo Luiz e o Grupo Papo Reto

      0

      Feijoada da Estácio de Sá1Neste sábado (13), a partir das 13h , a quadra da Estácio de Sá vai ferver com mais uma edição da Feijoada do Leão, que vai receber os cantores Marcelo Kará, Paulo Luiz e o Grupo Papo Reto. O Feijão preparado pelas baianas da vermelha e branca é preparado na lenha com um tempero incomparável !! Nos intervalos tem DJs Animando o Berço do Samba com todos os ritmos. Os ingressos serão vendidos no dia evento: Entrada R$ 15,00 e Feijoada R$15,00. Comunidade com carteirinha ou sócios da escola não pagam. Aluguel de Mesas sai R$20,00 e pode ser feito diretamente na quadra a partir de quarta-feira (10.07). Não trabalhamos com reservas. Classificação é livre. Mais informações: 2504 2883. A quadra da Estácio fica Rua Salvador de Sá, 206 – Cidade Nova.

      No encerramento tem apresentação do show da Estácio com bateria Medalha de Ouro do Mestre Chuvisco com todos os segmentos; Baianas, passistas,velha-guarda,casais de mestre-sala e porta-bandeira e aqueles sambas antológicos “O Ti Ti Ti do Sapoti, Festa do Círio de Nazaré, A Dança da Lua, Paulicéia Desvairada- 70 anos de Modernismo, O Boi dá Bode, Salve Jorge, Quem é Você e o samba que consagrou o Leão no carnaval 2019 com o enredo: “A Fé Que Emerge Das Águas” na voz marcante de Serginho do Porto.

      Serviço:

      Feijoada do Leão
      Data: 13 de Julho de 2019.
      Horário: 13h
      Local: Berço do Samba
      Endereço: Rua Salvador de Sá, 206 – Cidade Nova.
      Atrações: cantores Marcelo Kará, Paulo Luiz e o Grupo Papo Reto e segmentos da Estácio de Sá.
      Ingressos: R$ 15,00,Feijoada R$15,00 e Mesa- R$20,00.
      Mais informações: 2504 2883
      Classificação: Livre