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Escolas da Série A lutam contra tabu da sexta-feira de carnaval

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    estacio capa serieaA Lierj define nesta terça a ordem de desfiles da Série A para o Carnaval 2020. E dentre as 12 escolas que vão ver a sorte ser lançada na sede da entidade, todas precisarão lutar contra um tabu muito incômodo desde que os desfiles do acesso passaram a acontecer em duas noites, a partir de 2013, quando a Lierj foi criada.

    Desde então nenhum desfile que aconteceu na sexta-feira de carnaval conseguiu convencer o corpo de jurados e sair consagrado campeão na quarta-feira de cinzas. Em sete carnavais organizados pela Lierj, sempre a campeã desfilou no sábado de carnaval.

    Cubango Desfile2019 111Ao longo destes sete anos em que organiza os desfiles do principal grupo de acesso do carnaval carioca, a Lierj precisou fazer gradualmente uma redução no número de escolas desfilantes, afinal em 2013, devido à junção dos antigos grupos A e B, eram 19 agremiações no desfile inaugural. Por conta disso o desfile campeão do Império da Tijuca, o primeiro da Lierj, foi como a sétima escola do sábado de carnaval.

    Viradouro e Estácio são as únicas escolas campeãs da Série A mais de uma vez. A vermelha e branca de Niterói venceu em 2014 como a quinta de sábado e em 2018 como a quarta. A Estácio é a única até hoje que foi campeã encerrando o carnaval, em 2015. Neste ano novo título, como terceira da segunda noite.

    Outras duas agremiações conquistaram o título da Série A desfilando no sábado de carnaval. Em 2016, a Paraíso do Tuiuti, ganhou como a segunda de sábado, até hoje o desfile mais cedo a ser campeão do grupo. E no ano seguinte o Império Serrano triunfou sendo a quarta da segunda noite. Essa aliás é a posição de desfile mais campeã da Série A, duas vezes. Nenhuma outra se repetiu.

    ensaio UPM 7Para o diretor de carnaval da Lierj, Cícero Costa, o fato de nenhum título ainda ter saído na sexta-feira é devido a dois fatores principais. O primeiro é o comparativo de notas entre os julgadores. O segundo é a dificuldade de locomoção pelo Rio de Janeiro em um dia ainda útil, com o trânsito complicado, principalmente para as escolas oriundas da Zona Oeste.

    “Eu acredito que seja pelo comparativo de notas. Na primeira noite o julgador aguarda um pouco para as melhores notas. Mas a escola que quer ganhar mesmo tem que enfrentar isso e fazer um grande trabalho. A sexta atrapalha um pouco na questão logística, é complicado o deslocamento dos desfilantes. É um dia útil, as pessoas trabalham, a cidade fica tumultuada, devido às saídas do feriado. Quem vem da Avenida Brasil sofre muito”, explica.

    Estudo da sinopse: Mocidade 2020

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    Nome do enredo: Elza Deusa Soares
    Nome do carnavalesco: Jack Vasconcelos

    No limiar das duas estrelas de Padre Miguel: Elza Soares e Mocidade Independente

    A Mocidade Independente de Padre Miguel trará, para o carnaval de 2020, o enredo Elza Deusa Soares, o qual é muito esperado pelo grande público do Carnaval e reivindicado há muito tempo pelos torcedores da verde e branco de Padre Miguel. O enredo tende a não se prender somente à vida pessoal de Elza, mas como vida e obra estão intimamente relacionadas: cantam-se as dores da vida. O enredo, nesse sentido, é canto de luta, é denúncia, é voz da negritude, da mulher.

    Como texto base para a realização do enredo, há uma sinopse bastante poética, em terceira pessoa, que remete logo à Mocidade contando a história de Elza Soares, uma de suas filhas. Há, nesse sentido, na sinopse, o encontro em duas estrelas: a de Padre Miguel e a da artista Elza.. A sinopse, ainda, possui breves narrações sobre momentos marcantes da vida e carreira da cantora. A emoção é o carro-chefe do texto. Algumas passagens do texto levam o leitor a vivenciar, de forma afetiva e emocionante, cenas arrebatadoras vividas por Elza. É, nesse sentido, tamanho o cuidado e detalhes descritivos do texto ao apresentar as cenas, como a seguinte passagem: “Na aquarela de Ary, não havia destaque para a cor da resposta visceral, raio cósmico, cortina do passado dilacerada ante a metamorfose de uma divindade em flor: “eu vim do planeta fome”. Desvario. Apoteose. A primeira.”. O texto é, portanto, uma produção instigante e ilustrativa, pois, além de transportar o leitor/espectador à cena, transmite, nas entrelinhas, o silêncio, a surpresa, o momento.

    A relação de identidade entre o enredo e a escola é imediata. Ora, falar de Mocidade é falar de Elza, assim como falar de Elza é falar de Mocidade. O enredo, nesse sentido, não somente apresenta uma figura de forte representatividade social, racial e cultural da música popular brasileira, mas também uma mulher intimamente ligada à agremiação, abraçada pela comunidade e pelo mundo do samba, que representa, de certa forma, a voz das minorias ignoradas e exploradas pelo Estado, como o negro, melhor, a mulher negra, por exemplo.

    A sinopse possui ainda forte apelo narrativo e descritivo de cenas e elementos, remetendo a uma determinada estética e a uma dramatização das histórias apresentadas. Quanto à estética, trabalha a da era de ouro do Rádio no Brasil, principalmente nos anos 50, quando Elza faz sua primeira apresentação ao vivo no rádio. O elemento de dramatização da sinopse está presente na apresentação da história da cantora, sua infância pobre, filhos, amores, altos e baixos de sua vida e carreira.

    Embora haja certa linearidade quanto à apresentação da história de vida, carreira, sucessos, ligação da homenageada com a Mocidade, declínio da carreira e retorno de grande sucesso como momento apoteótico do enredo, há uma característica da sinopse que salta aos olhos: a leveza com que são apresentados dados fundamentais para se contar a história, como o local de nascimento e ligação entre Elza Soares e Mocidade. Esses dados, ora, são integrados ao texto de forma leve, poética, descritiva e envolvente, que tende a tirar certo “engessamento” que muitas vezes são frequentes em enredos biográficos.

    Para a atualidade, é muito interessante e necessário reconhecer a importância do enredo, não só para o Carnaval carioca, mas para a sociedade brasileira. Falar de mulher, da mulher negra e de origem humilde, que dá voz a minorias e possui um grande legado artístico que faz parte da história da música brasileira e ainda se apresenta enquanto atual é essencial. Falar de Elza Soares, portanto, vai além de falar da grandiosa história de luta, superação e sucesso da cantora. É falar também do protagonismo feminino, como mencionado na sinopse, sobretudo da luta enfrentada pela mulher negra na sociedade brasileira. Um enredo, de certa forma, politizado ao mesmo tempo em que se apresenta enquanto resgate de um personagem da Mocidade Independente de Padre Miguel.

    O enredo ainda trabalha questões de representatividade muito significativas para o lugar da mulher negra na sociedade brasileira. Quanto ao primeiro aspecto, traz à tona o lugar que, historicamente, é reservado à mulher negra na sociedade: a mulher pobre, a empregada doméstica, a cuidadora (…); logo após, aponta o lugar da superação, ou das superações, dessas “barreiras” impostas por uma sociedade preconceituosa. Coloca a negritude como vencedora: o lugar de produção, de protagonismo da mulher negra na sua história, mostrando o potencial artístico e de trabalho de Elza Soares, o potencial de superação. A Mocidade toca, nesse sentido, em algumas das feridas da sociedade brasileira.

    Portanto, com uma forte característica política e de crítica social, a Mocidade trará Elza, a mulher negra de uma comunidade que dará voz para tantas outras que foram e ainda são silenciadas pela sociedade brasileira. Raio de verdade e de luz na escuridão da violência, do preconceito, Elza iluminará a Marquês de Sapucaí com verdade de suas lutas, suas glórias e da sempre esperança de vencer. Não importa o resultado na pista: Elza e Mocidade já venceram! Salve Padre Miguel!

    Daniel Paiva Vieira da Cruz – [email protected]
    História – Instituto de História UFRJ
    Membro Efetivo OBCAR/UFRJ
    Leitor orientador: Mateus Almeida Pranto
    Letras / Literatura – Faculdade de Letras UFRJ

    ‘Guajupiá, terra sem males’ é o enredo da Portela para o Carnaval 2020

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    9FC00E60 2617 4E40 AC02 2E12D82370D8A Portela divulgou neste domingo o seu enredo para o Carnaval 2020. A escola optará por uma temática indígena no seu desfile do ano que vem. ‘Guajupiá, terra sem males’ é título do enredo da Majestade do Samba.

    De autoria dos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage, o tema vai retratar a história dos índios que habitavam a cidade do Rio de Janeiro bem antes da chegada dos portugueses, destacando a vida social, cultural, religiosa e política daqueles que são os primeiros “kariókas”.

    A força da ancestralidade e o legado dos tupinambás também estarão presentes no desenvolvimento do enredo, que vai propor, ainda, uma reflexão sobre as transformações e consequências geradas pelas guerras que culminaram com o desaparecimento dos povos nativos.

    Horta diz que Paulo Barros está sempre mais inspirado na Unidos da Tijuca

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    Por Lucas Santos. Foto: Vinicius Vasconcelos

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    O Carnaval de 2020 marca a volta do carnavalesco Paulo Barros para Unidos da Tijuca. Na escola do Borel, o artista foi campeão do Grupo Especial em 2010, 2012 e 2014. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o presidente tijucano, Fernando Horta, falou sobre a chegada de Paulo Barros.

    “O Rio de Janeiro foi escolhido como a capital da arquitetura em 2020. Por isso é uma escolha especial, e o Paulo (Barros) vai tocar ao modo dele. A volta dele é importante pra escola, pois é um artista, e está sempre mais inspirado quando está na Tijuca. Então, é bom pra Tijuca, mas sem dúvida, é muito bom pra ele também”, comentou o presidente tijucano.

    Horta citou que Hélcio Paim e Marcus Paulo seguem na Unidos da Tijuca e disse que o título do enredo depende de Paulo Barros.

    “Marcos Paulo e Hélcio Paim seguem na escola nas mesmas funções. O título do enredo será anunciado em breve. Dependo do Paulo Barros para que a gente anuncie o título”.

    Sobre a posição de desfile da Unidos da Tijuca, a quarta de segunda-feira, o presidente vibrou com a ordem.

    “A gente sempre vai com a expectativa de duas coisas, o dia e a posição. E esse ano a Tijuca conseguiu acertar nas duas coisas. Nós queríamos ser a quarta de segunda. Conseguimos uma posição satisfatória”.

    Presidente do Tuiuti sobre ordem de desfile: ‘Nessa posição que ganhamos o vice em 2018’

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    Se a superstição conta no carnaval o Paraíso do Tuiuti comemora e muito sua ordem de desfile para 2020. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o presidente Renato Thor falou sobre a escola ter aceito desfilar no domingo, escolhendo a posição para liberar os pares que daria o equilíbrio de forças. Ele ainda citou o inesquecível vice de 2018.

    “Todos nós vimos aqui para ser sorteados na segunda-feira. Mas como havia esse impasse, resolvi pelo bem do carnaval, para haver um nivelamento. Foi nessa mesma posição que ganhamos o vice em 2018”.

    Viradouro repete ordem que deu o vice-campeonato em 2019 e acredita no projeto

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    Por Guilherme Ayupp. Foto: Vinicius Vasconcelos

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    Pelo segundo ano consecutivo, a Viradouro será a segunda escola de samba a desfilar no domingo de carnaval. A agremiação de Niterói confia no retrospecto de 2019, quando foi vice-campeã do Grupo Especial na mesma ordem de desfile. O presidente Marcelinho Calil (foto) foi o responsável por sortear a posição e dia na plenária da Liesa.

    Alex Fab, diretor de carnaval, revela ao site CARNAVALESCO que a organização da Viradouro é um dos principais trunfos para o sucesso do desfile.

    “É lógico que não era a posição almejada, mas vamos trabalhar para um grande carnaval que é o que sabemos fazer. O projeto está todo idealizado. Vamos para mais um belo desfile certamente”, prometeu.

    Em 2020, a Viradouro levará para a Avenida o enredo ‘Viradouro de alma lavada’, de autoria dos carnavalescos Tarcísio Zanon e Marcus Ferreira.

    Presidente da Portela diz que escola pode quebrar tabu da campeã não desfilar no domingo

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    Por Guilherme Ayupp e Lucas Santos. Foto: Vinicius Vasconcelos

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    Com a missão de encerrar os desfiles de domingo do Grupo Especial no Carnaval 2020, o presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães falou ao CARNAVALESCO sobre a ordem de apresentação no desfile do ano que vem.

    “Você não pode ganhar todas, um dia isso iria acontecer. Acho espetacular encerrar o domingo, é preciso que alguém quebre esse tabu de títulos. A Portela está aí para isso”, disse o presidente confiante.

    Sobre enredo, o presidente fez mistério, mas frisou que aguarda patrocínio, embora, a dupla de carnavalescos, Renato e Márcia Lage, também trabalhem em um enredo autoral.

    “Enquanto não sair este prefeito a ideia da Portela é fazer enredos patrocinados. Estamos dependendo de uma resposta por isso ainda não há data. Enquanto isso os carnavalescos também estão pensando em possíveis ideias”.

    Estácio marca data de anúncio do enredo e não será autoral

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    Por Lucas Santos e Vinicius Vasconcelos

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    A Estácio de Sá, campeã da Série A em 2019, vai abrir os desfiles do Grupo Especial em 2020. A escola optou pela chegada da experiente carnavalesca Rosa Magalhães. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o presidente Leziário Nascimento falou sobre a data de anúncio do enredo para o ano que vem. A equipe do site CARNAVALESCO apurou que uma das possibilidades é que o Pará seja o enredo.

    “O enredo será divulgado no próximo dia 30 de julho, na quadra da escola, às 19h. Não vou adiantar nada por enquanto, pois não queremos estragar a surpresa. Mas não será autoral. Possivelmente, ele patrocinado. Nós teremos um enredo tipo aquele de São Jorge em 2016”, afirmou o presidente Leziário Nascimento.

    O presidente estaciano garantiu que o desejo da escola é realizar um grande desfile e seguir no Grupo Especial.

    “Queremos e vamos continuar no Grupo Especial porque o nosso trabalho é esse. Queremos quebrar essa hegemonia, deveria ter sido assim na última vez que estivemos no grupo. Nossa comunidade é muito forte, merecíamos ter permanecido lá atrás, mas agora vamos pra 2020. Eles foram brincar com São Jorge e deu três problemas”, brincou.

    Vila Isabel cogita encomendar samba para o Carnaval 2020

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    Por Lucas Santos e Vinicius Vasconcelos

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    A direção da Vila Isabel está pensando em encomendar o samba-enredo para o Carnaval 2020. A sinopse do enredo “Gigante pela própria natureza: Jaçanã e um índio chamado Brasil” já foi divulgada, mas a escola não decidiu como será o processo de construção da obra musical para o desfile do ano que vem.

    “Ainda não tem nada definido sobre o samba. Há a possibilidade de o samba ser encomendado, mas também é possível a realização das eliminatórias, do processo normal. Isto será decidido daqui há 15 dias”, explicou o presidente Fernando Fernandes.

    Sobre ser a segunda escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, Fernando Fernandes comemorou a ordem da Vila Isabel.

    “Estamos muito satisfeitos. Ficamos muito felizes ao pegar a bolinha maior para desfilar na segunda-feira e também com a posição de desfile. O torcedor da Vila Isabel pode ficar animadíssimo. Vamos com tudo rumo ao campeonato, queremos a Vila em primeiro”.

    Rodrigo Pacheco aprova posição de desfile da Mocidade

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    Por Lucas Santos. Foto: Vinicius Vasconcelos

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    A Mocidade Independente de Padre Miguel será a 5ª escola a desfilar na segunda-feira de carnaval em 2020. No próximo dia 24 de fevereiro, a verde e branca da Zona Oeste entrará na Avenida com o enredo ‘’Elza Deusa Soares’’, que está sendo desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos.

    Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o vice-presidente Rodrigo Pacheco falou sobre a posição de desfile e a troca com a Beija-Flor, que será a última escola na segunda-feira de carnaval.

    “Excelente a posição pra gente, quinta de segunda. Acordamos a troca com a Beija-Flor, que queria ser a sexta e fechar. Pra gente, o lado ímpar é muito melhor para nossa logística na concentração”, disse Pacheco.

    O presidente da escola, Flávio Santos, participou pela primeira vez do sorteio e teve a “mão quente” ao tirar a bolinha que deu a Mocidade o direito de se apresentar no cobiçado segundo dia de desfile.

    “Acho que foi perfeito! Era o dia que queríamos e o lado da concentração. Inicialmente fomos sorteados como última escola, mas felizmente conseguimos uma troca com a Beija-Flor. Há dois anos estamos encerrando o dia de desfile e isso acaba expondo o componente ao cansaço excessivo quando há atrasos por algum problema, como ocorreu. Além disso, o mais importante: nossa logística de concentração é voltada aos Correios. Teríamos que fazer muitas adaptações no projeto que já está sendo desenvolvido, mudar pontos de apoio importantes, detalhes que muitas vezes as próprias pessoas de dentro do carnaval não se dão conta. Existe uma tradição da Mocidade. O componente gosta de concentrar nesse lado, e por isso não hesitamos em trocar. A ordem é excelente”, explicou Flávio Santos.

    A escola segue se preparando para o Carnaval 2020. No próximo dia 27 de julho, a partir das 14h, na quadra da Avenida Brasil, receberá a inscrição dos sambas concorrentes. A apresentação das obras acontece no dia 04 de agosto, e a grande final está marcada para 14 de setembro.