
Ouça o samba-enredo da Mocidade para o Carnaval 2020
Compositores: Sandra de Sá, Igor Vianna, Dr. Márcio, Solano Santos, Renan Diniz, Jefferson Oliveira, Professor Laranjo e Telmo Augusto
Intérpretes: Sandra de Sá, Igor Vianna e Wantuir
Lá vai, menina
Lata d’água na cabeça
Esqueça a dor que esse mundo é todo seu
Onde a “água santa” foi saliva
Pra curar toda ferida que a história escreveu
É sua voz que amordaça a opressão
Que embala o irmão
Para a preta não chorar
Se a vida é uma “aquarela”
Vi em ti a cor mais bela
Pelos palcos a brilhar
É hora de acender no peito a inspiração
Sei que é preciso lutar com a armas de uma canção
A gente tem que acordar, da “lama” nasce o amor
Quebrar as “agulhas” que vestem a dor
Brasil, esquece o mal que te consome
Que os filhos do planeta fome
Não percam a esperança em seu cantar
Ó nega, “sou eu que te falo em nome daquela”
Da batida mais quente, o som da favela
A resistência em oração
“Se acaso você chegar” com a mensagem do bem
O mundo vai despertar, Deusa da Vila Vintém
És a estrela…
Meu povo esperou tanto pra revê-la
Laroyê ê mojubá… liberdade
Abre os caminhos pra Elza passar… canta Mocidade!
Essa nega tem poder, é luz que clareia
É samba que corre na veia
Mocidade 2020: samba da parceria de Marcelo do Rap
Compositores: Marcelo do Rap, Toninho do Trailher, Thiago Gomes, Luiz Oliveira e Dr. Rodrigo Sampaio
Intérpretes: Emerson Dias, Tem-Tem Jr. e Wictoria Tavares
Olhei pra lua e São Jorge me falou
A luta é grande, no combate eu vou contigo
Cantei para não enloquecer… E resisti
Sobrevivi, dura na queda, mas chorei
Lata d’água na cabeça
A minha lei a rua ensinou
Terreno baldio sem pudor
Veneno vadio que samba criou
Abusivo amor
É Anjo de perna torta
Navalha que corta
O silêncio da liberdade
A minha fome é cantar
A minha fome é cantar
Despir a verdade
Na aquarela preta os pingos nos “is”
Na rouquidão desses Brasis
O meu palco é independente
Visto o que eu quiser
No quilombo da favela
Do desgovernado cabaré
Salve esse povo que canta com fé
Guerê-guerê bambalêuá ará
Guerê-guerê bambalêuá ará
Bons ventos a Mocidade me traz
Sou Elza guerreira a filha de Oyá
Na tempestade eu sou a voz
Que denuncia o preconceito entre nós
Mocidade 2020: samba da parceria de Jefinho Rodrigues
Compositores: Jefinho Rodrigues, Diego Nicolau, Marquinho Índio, Ricardo Simpatia, Jonas Marques, Richard Valença, Orlando Ambrosio e Cabeça do Ajax
Participação especial: Ellen Oléria
Intérpretes: Igor Sorriso e Diego Nicolau
Preta sim!
Porque a dor da favela
É a cor da mazela
Que há em mim
Fiz de sua bandeira
A mais verdadeira luta
Onde o que se cala
Até hoje é senzala
Meu lugar de fala e fim
Medo não…
Assina a coragem
Em teu sobrenome
Menina magrela
Manchou a aquarela do homem
Na imagem que choca
O talento provoca
E evoca o Planeta Fome
Canta, mulher!
A rouca liberdade
Moça, mulher!
Poder e igualdade
Ergue essa voz
por todos nós
Haja o que houver
(Canta mulher)
Iê minha nega é feitiço
Catiço de vela
É reza na missa
Exu Sentinela
Tambor que atiça a revolução
Se a vida por pernas tortas
Reabre as portas
Na estrela guia
É força estranha
O grave que arranha a hipocrisia
Na carne um corte profundo
Espelho pra Vila Vintém
Até o fim do mundo
Ninguém solta a mão de ninguém
Deusa resistência
Negra entidade
Dom que fundamenta a brasilidade
Por todo canto que “Soares”, Elza
Salva a Mocidade, Minha Mocidade!
(É Preta…)
Mocidade 2020: samba da parceria de Paulo César Feital
COMPOSITORES: Paulo César Feital, Domenil Santos, Denílson do Rozario, Léo Peres, Marcelo Casa Nossa, Alex Saraiça, Carlinhos da Chacará e Thiago Castro
INTÉRPRETE: Zé Paulo Sierra
Cantar, cantar é minha vida
Eu vou cantar enquanto houver eternidade
Estrela de moça bonita
A cintilar por sobre o céu da Mocidade
Senhor, eu venho do planeta fome
Uma negra brasileira de estirpe altaneira
Não devo nada a ninguém
Sou Elza
Da resistência sou herdeira
Na opressão fui combatente
Já nasci independente
Perto de Vila Vintém
As Elzas são Zuzu Angel também
Perdemos nossos filhos pra maldade
Minha arma é minha voz
Eu canto a dor de um país
Sou contra qualquer algoz dessa raiz
Eu peço pras mulheres tolerância e igualdade
Clamem pela liberdade
Ó Senhora do destino luz da minha Santa Sé
Madre olhai nossos meninos
Pois pra mim Deus é mulher
Ó mãe salve a carne preta que das cinzas ressurgiu
Protegei da violência as mulheres do Brasil
Tornei-me enfim, diva da nobreza
Pro meu olhar “caetanear” delicadezas
De New Orleans
Um trompete gritava por meu nome
A minha gratidão por esse homem
Que veio como eu do mesmo gueto
Propondo um dueto entre o samba e o jazz
Samba…
Nos pés a “alegria do meu povo”
E a Padre Miguel peço de novo, luz e Paz
Mocidade 2020: samba da parceria de Zé Glória
COMPOSITORES: Zé Glória, J.Giovanni, Fabiano Alcântara, André Baiacu, Paulo Ferraz, Beto Br, Dr. Castilho e Igor Leal
Intérprete: Tinga
Participação Especial: Marcelle Motta
SAMBA! SAMBA! SAMBA! (ÊÊ)
A VOZ DA RESISTÊNCIA IMPERA
SALVE A MINHA MOCIDADE!
COM PRAZER SOU ELZA
A FLOR DA FAVELA
Eu canto… Pra saciar esse meu apetite
E o pranto não silencia o que sai da garganta
Da lama o verbo mais louco encontra a lata
E Santa da água que faz aquarela
Voz de rouquidão singela
Passado… Que a ferro e fogo foi forjado
A carne mais barata do mercado
Fez de mim mulher menina
Sina… Tanto apanhar da vida
Beijo do destino, a sorte
Dor que me tornou mais forte
VIREI A DENÚNCIA O PÉ NA PORTA
A DECEPÇÃO DE QUEM NÃO SUPORTA
A VOZ DOS SEM VOZ, DE GENTE SEM NOME
DE TANTAS MARIAS DO PLANETA FOME
Sou eu…
Resiliência em meio a tantos nãos
Meu sobrenome é revolução
Eis aqui o teu avesso que aflora
Meu nome é agora
E agora nós vamos à luta quebrar as correntes
Tornar nossas Nildas mais independentes
Ser crença e fé ser o que quiser
Sou a Deusa dessa gente
Tenho a cor que incomoda
O revide inteligente
Dos que estão fora de moda
Sou a Deusa dessa gente
Que das cinzas toma rumo
O poder em verde e branco
Pra sambar no fim do mundo
Leia a sinopse do enredo da Cubango para o Carnaval 2020
Sinopse:
GRES ACADÊMICOS DO CUBANGO CARNAVAL 2020
A voz da liberdade
“Nasci na cidade de São Salvador, capital da província da Bahia, em um sobrado da Rua do Bângala, formando ângulo interno, em a quebrada, lado direito de quem parte do adro da Palma, na Freguesia de Sant’Ana, a 21 de Junho de 1830, pelas 7 horas da manhã, e fui batizado, 8 anos depois, na igreja matriz do Sacramento, da cidade de Itaparica.
Sou filho natural de uma negra, africana livre, da Costa Mina, (Nagô de Nação) de nome Luiza Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã.
Minha mãe era baixa de estatura, magra, bonita, a cor era de um preto retinto e sem lustro, tinha os dentes alvíssimos como a neve, era muito altiva, geniosa, insofrida e vingativa.
Dava-se ao comércio – era quitandeira, muito laboriosa, e mais de uma vez, na Bahia, foi presa como suspeita de envolver-se em planos de insurreições de escravos, que não tiveram efeito.
Era dotada de atividade. Em 1837, depois da Revolução do Dr. Sabino, na Bahia, veio ela ao Rio de Janeiro, e nunca mais voltou. Procurei-a em 1847, em 1856 e em 1861, na Corte, sem que a pudesse encontrar. Em 1862, soube, por uns pretos minas que conheciam-na e que deram-me sinais certos, que ela, acompanhada com malungos desordeiros, em uma “casa de dar fortuna”, em 1838, fora posta em prisão; e que tanto ela como os seus companheiros desapareceram. Era opinião dos meus informantes que esses “amotinados” fossem mandados pôr fora pelo governo, que, nesse tempo, tratava rigorosamente os africanos livres, tidos como provocadores. Nada mais pude alcançar a respeito dela…
Meu pai, não ouso afirmar que fosse branco, porque tais afirmativas neste país, constituem grave perigo perante a verdade, no que concerne à melindrosa presunção das cores humanas: era fidalgo; e pertencia a uma das principais famílias da Bahia, de origem portuguesa. Devo poupar à sua infeliz memória uma injúria dolorosa, e o faço ocultando o seu nome… Esbanjou uma boa herança e, reduzido à pobreza extrema, vendeu-me como escravo…”
(Trechos da carta de Luiz Gama a Lúcio de Mendonça, de 25/07/1880.)
Raízes Africanas
Luiz Gama assume de sua raiz materna – Luiza Mahin – o espírito revolucionário e insubmisso na luta contra a escravidão. Mulher negra e africana nasceu livre na Costa da Mina, onde pertencia à nação nagô, da tribo Mahin, originária do Golfo do Benin, noroeste africano, de onde proveio grande parte dos negros embarcados que eram vendidos para o trabalho escravo na Província da Bahia.
Filha de reis africanos, a princesa Luiza Mahin foi arrancada violentamente de sua tribo e transportada para o Brasil como escrava, onde foi um importante elemento nas conspirações de negros oprimidos pelo regime escravocrata.
As Insurreições dos escravos
As insurreições baianas fizeram parte do mundo de Luiz Gama, que passou a infância num ambiente rodeado de resistência de um povo que, bravamente, lutou por sua liberdade. Sua personalidade acentuada tomou forma e força naquelas circunstâncias, em que a criação de laços de solidariedade entre negros livres e escravos de diversas nações africanas eram os elementos ordenadores de convivência entre eles.
Durante as primeiras décadas do século XIX várias rebeliões de escravos explodiram na província da Bahia. A mais importante delas foi a Revolta dos Malês, ocorrida na cidade de Salvador em janeiro de 1835. Protagonizada por negros africanos em especial os Malês, termo originário da palavra Imalê, na língua iorubá, que significa mulçumanos de etnia nagô. Tinham o objetivo principal de libertar o povo negro de sua condição de escravos e acabar com a imposição do catolicismo. Além disso, queriam derrubar o governo imperial para estabelecer uma republica islâmica.
A revolta durou menos de um dia e entrou para a história da resistência do povo negro que escreveu com seu sangue essas paginas.
Sua casa, na Bahia, tornou-se um dos fortes redutos de chefes da grande revolta de 1835. Ninguém sabe seu fim. Mas o seu nome permanece na história e na lenda como um grande símbolo do valor de mulher negra no Brasil.
Mão de obra escrava
“Em nós, até a cor é um defeito.
Um imperdoável mal de nascença, estigma de um crime. Mas nossos críticos se esquecem que a cor é uma origem da riqueza de milhares de ladrões que nos Insultam; que esta cor convencional da escravidão, tão semelhante a terra, abriga, sob sua superfície escura, vulcões onde arde o fogo sagrado da liberdade…” (Luiz gama.)
Por muito tempo a cana de açúcar foi o principal produto de exportação da economia colonial do recôncavo baiano, gerando riquezas imensuráveis para os grandes senhores de engenho, uma elite branca consolidada da região que enriqueceu através do desumano trabalho escravo, mão de obra predominante dos grandes latifúndios.
Os escravizados eram utilizados nos mais diferenciados ofícios, como nas minas de ouro e diamantes, nas lavouras de algodão, nas fazendas de café, nos trabalhos domésticos e em trabalhos urbanos: escravos de ganho e escravos de aluguel; de forma geral, quanto mais especializado era considerado o ofício mais alto era o preço do trabalhador escravizado. Muitos eram alugados e outros trabalhavam para si, sendo obrigados a pagar uma jornada para seus senhores.
Havia negros livres que aqui nasceram e permaneceram livres, outros conseguiram comprar a própria liberdade com ganhos de seus trabalhos e alguns tiveram que provar na justiça que nasceram livres, mas foram escravizados indevidamente. Luiz Gama, paradoxalmente, viveu essas duras realidades.
A luta pela liberdade
Luiz Gama foi uma das mais emblemáticas figuras na luta abolicionista do Brasil. Conseguiu, com muito sacrifício, estudar e chegou a frequentar aulas de direito no Largo de São Francisco, em São Paulo; como rábula – um advogado que não concluiu o curso de direito – foi responsável pela liberdade de mais de 500 negros escravizados. Suas defesas jurídicas se baseavam nas próprias leis vigentes, que recorrentemente eram descumpridas e também em argumentos próprios para justificar suas causas judiciais: “O escravo que mata o seu senhor pratica um ato de legítima defesa”. (Luiz Gama)
Suas atuações nas causas abolicionistas não se basearam apenas no ramo do Direito. Foi jornalista, literário, orador e escritor, garantindo a ele o titulo de Patrono da Abolição da Escravatura do Brasil.
Poeta, Luiz Gama lançou, em 1859, o livro Primeiras Trovas Burlescas, que foi um conjunto de poemas líricos e de criticas políticas e sociais. Em um de seus poemas de titulo “Quem sou eu”, mais conhecido como Bodarrada, ele expôs o preconceito de cor na sociedade brasileira. Foi escrito em resposta ao apelido de bode que os intelectuais brancos da época tentaram impor aos negros: “Se negro sou, ou sou bode, Pouco importa. O que isto pode? Bodes há de toda casta, Pois que a espécie é muito vasta… Há cinzentos, há rajados,
Baios, pampas e malhados, Bodes negros, bodes brancos, E, sejamos todos francos, Uns plebeus e outros nobres, Bodes ricos, bodes pobres, Bodes sábios, importantes, E também alguns tratantes… Aqui, nesta boa terra, Marram todos, tudo berra; Nobres condes e duquesas,
Ricas damas e marquesas, Deputados, senadores, Gentis-homens, veadores;
Belas damas emproadas, De nobrezas empantufadas;… Frades, Bispos, Cardeais, Fanfarrões imperiais,
Gentes pobres, nobres gentes,… Em todos há meus parentes… Tudo marra; tudo berra…..” (Luiz Gama)
A partir da década de 1860, começou a carreira jornalística junto do caricaturista Ângelo Agostini, na capital paulista. Fundaram em 1864 o primeiro jornal ilustrado humorístico, satirizando impiedosamente os homens públicos, intitulado Diabo Coxo. A imprensa foi mais uma das ferramentas utilizadas por Gama em prol das causas abolicionista e republicana no Brasil. Foi um dos raros intelectuais negros do século XIX, o único autodidata a ter passado pela experiência do cativeiro; pautou sua vida na defesa da liberdade dos oprimidos e na conquista da República. A trajetória singular e de vínculo estreito com o Direito mereceu o reconhecimento da Ordem dos Advogados do Brasil e fez com que o conselho Federal e a Seccional Paulista da Ordem lhe conferissem o título póstumo de “Profissional da Advocacia”, mesmo 150 anos após sua brilhante atuação como rábula.
A GRES Acadêmicos do Cubango resgata na figura de Luiz Gama, a luta antirracista, a construção de um país melhor e uma sociedade igualitária cantando A VOZ DA LIBERDADE!
Referências Bibliográficas:
AZEVEDO. Elciene. A trajetória de Luiz Gama na Imperial cidade de São Paulo. Campinas: Unicamp, 1999.
CÂMARA. Nelson. O advogado dos escravos. São Paulo: Editora Lettera.doc,
2010. GOES, F. Luiz Gama. Trovas burlescas e escritos em prosa. São Paulo: Edições Cultura, 1944.
LUNA, Luís. O negro na luta contra a escravidão. Rio de Janeiro: Editora Cátedra- MEC, 1976.
CHIAVENATO, Júlio José. O negro no Brasil: da senzala à abolição. São Paulo: Editora Moderna, 1999.
LOPES, Luiz. O negro na luta contra a escravidão. Rio de Janeiro: Editora Cátedra, MEC, 1968.
RODRIGUES, Nina. Os africanos no Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1932.
REIS, João José. Rebelião escrava no Brasil – A história do levante dos Malês em 1835. São Paulo: Cia da letras, 2003.
VERGER, Pierre. Fluxo e refluxo do tráfico de escravos entre o Golfo do Benin e a Bahia de todos os Santos. São Paulo: Editora Corrupio, 1987.
LOPES, Nei. Bantos, Malês e identidade negra. São Paulo: Editora Autentica, 2004. GAMA, Luiz. Primeiras Trovas Burlescas de Getulino. São Paulo: Tipografia Dois de
Dezembro, 1859.
BOSSI, Ecléa. Memória e sociedade – lembrança de velhos. São Paulo: Cia das Letras, 1994.
Raphael Torres e Alexandre Rangel
Carnavalescos
Raphael Torres e Alexandre Rangel
Pesquisa e desenvolvimento do enredo
Salgueiro Convida deste sábado com Tijuca e Viradouro

A alegria do sambista está de volta neste sábado. O Salgueiro abre sua quadra para tradicional festa anual do salgueiro Convida e as escolas que vão visitar a Academia no primeiro dia são a Unidos da Tijuca e a Viradouro. A abertura da quadra na rua Silva Teles, 104, será às 20h30.
PROMOÇÃO ENCERRADA. ESTAMOS ANUNCIANDO O RESULTADO NO POST E NO FACEBOOK
Unidos da Tijuca promove Feijoada Nota 10 em clima de Festa Julina no próximo domingo

A Unidos da Tijuca promoverá a sua feijoada mensal em clima de festa julina neste mês. O evento começa às 13h na quadra da escola, domingo, dia 28. O show ficará por conta dos grupos Explode Coração, Quintal do Pagodinho e Bateria Pura Cadência.
Recebendo o público, a banda Swing Carioca abrirá a tarde. A feijoada poderá ser degustada por apenas R$ 20,00. Barraquinhas típicas estarão expostas na praça de alimentação do local. No encerramento, a bateria Pura Cadência finaliza o domingo.
Os ingressos custam R$ 10,00 (com direito a um copo oficial do evento). A mesa com 4 lugares e ingressos inclusos custa R$ 100,00. Camarotes inferiores com capacidade para 10 pessoas estão esgotados e os superiores saem por R$ 200,00. Ingressos antecipados poderão ser adquiridos nas Lojas South, online através do site https://www.ingressocerto.com/
A quadra da escola fica situada à rua Francisco Bicalho nº 47 – Leopoldina.
Serviço:
Feijoada Nota 10 da Unidos da Tijuca – Pagode do Mestre
Data: 28/07/2019
Horário: 13h
Endereço: Rua Francisco Bicalho nº 47 – Leopoldina
Ingressos: R$ 10,00 (com direito a um copo) / R$ 100 (mesa) / R$ 200,00 (camarote superior)
Classificação Livre
Comunidade da Imperatriz organiza manifesto para a permanência de Luisinho na presidência
Depois da renúncia de Luisinho Drumond da presidência da Imperatriz, alegando problemas de saúde, e a convocação de uma assembleia geral para a escolha de um novo mandatário dia 06/08, a comunidade da Imperatriz publicou um manifesto em apoio a Luisinho, pedindo que ele reveja a decisão. Na nota o grupo lembra as conquistas e a mudança de patamar da agremiação, oito vezes campeã do carnaval.
“Através deste, a comunidade do Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense declara apoio ao patrono da agremiação – Luiz Pacheco Drumond. Entendemos os motivos apresentados pelo presidente. Compreendemos seus sentimentos. Luizinho Drumond é fundador da Liga Independente das Escolas de Samba e um dos responsáveis por elevar o patamar da folia carioca. Ao longo desses 40 anos, contribuiu para que o Carnaval Carioca se tornasse o maior espetáculo da Terra.
Antes de Luiz, a Imperatriz Leopoldinense era uma escola chamada de ‘ioiô’. Não tinha obtido grandes resultados até então. Em 1976, quando assumiu o cargo de presidente, o jogo mudou. Foram 8 campeonatos! Como se não bastasse, a escola se tornou a primeira tricampeã do Sambódromo e uma potência cultural. As conquistas não pararam por aí. A Imperatriz Leopoldinense levou para a Marquês de Sapucaí enredos históricos e presenteou a Música Popular Brasileira com sambas inesquecíveis.
Esta, portanto, é uma representação de gratidão. Reconhecimento a quem, por muitos anos, lutou e defendeu todos os pavilhões deste país.
Sim, o povo de Ramos está ferido. Mas acreditamos que, juntos, possamos voltar a vencer. Por esta razão, convocamos os torcedores e segmentos da escola para o movimento #FicaLuizinho, que acontecerá neste domingo (28), às 15h, na porta da quadra da Imperatriz, que fica na Rua Professor Lacê, 235, Ramos.
Vista a camisa da octacampeã do Carnaval e venha pra rua. A união entre os segmentos, direção, família Drumond, Luiz Pacheco Drumond e a comunidade da Leopoldina, colocará a Imperatriz Leopoldinense ao lugar que é dela de fato: o topo. E jamais se esqueçam:
‘A Imperatriz é um mar de fiéis’
Avante, G.R.E.S.I.L!”
A crise que culminou na renúncia do presidente teve início com o rebaixamento da Imperatriz no carnaval deste ano. A escola não descia de grupo desde 1978. Luizinho articulou uma virada de mesa na Liesa, mas após pressão da opinião pública e do Ministério Público a artimanha foi revogado. Enfraquecido, alegou problemas de saúde para se afastar definitivamente da escola que presidiu entre 1976 e 1983; 1986 e 1992 e 2007 a 2019.

