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Lierj firma parceria que oferecerá academia grátis para casais de mestre-sala e porta-bandeira

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    academia meier

    Buscando valorizar um dos principais segmentos de uma escola de samba, o presidente da Lierj, Wallace Palhares, firmou parceria com a Academia Proquality Méier, que vai abrir as portas de sua unidade para receber os primeiros casais de mestre-sala e porta-bandeira das agremiações que desfilam na Série A do carnaval do Rio de Janeiro.

    “Desde que assumimos a Lierj, temos buscado meios não só para fornecer apoio financeiro para as escolas, mas também parceiros que possam contribuir com serviços. O Robson Setaro e o Alex Machado compraram a ideia e nossos casais serão beneficiados com esta maravilhosa parceria”, contou Palhares.

    Os casais de mestre-sala e porta-bandeira passam por uma intensa rotina de treinos durante todo o ano e precisam estar com um preparo físico apurado para conduzirem o bem maior de uma escola de samba: o pavilhão.

    A academia oferecerá aos casais da Série A um ambiente climatizado com profissionais capacitados durante todos os dias da semana, inclusive, aos sábados, domingos e feriados.

    Mestre-sala Matheus Machado fala orgulhoso de linhagem imperiana

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    brilho serieB 2019 123

    O anúncio da troca do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira na Mocidade deixou o mundo do carnaval surpreso e trouxe um turbilhão de emoções muito além dos limites de Padre Miguel. Isto, porque com o anúncio de Diogo Jesus, ex Império Serrano, como novo mestre-sala da Verde e Branca da Zona Oeste, a Serrinha precisou recorrer a uma de suas “crias” para assumir o cargo. Matheus Machado terá a responsabilidade de ostentar um dos pavilhões mais tradicionais do carnaval carioca.

    Imperiano de criação, filho de Andrea Machado, ex porta-bandeira da escola, e neto de Aluísio Machado, um dos maiores compositores do Império Serrano, Matheus se diz muito emocionado por dar continuidade a essa linhagem verde e branca.

    “Muito me honra ser primeiro mestre-sala do Império, até pela linhagem familiar que eu tenho no Império, meu pai que foi presidente da bateria, minha mãe que foi porta-bandeira, e meu avô que foi compositor. É uma emoção tremenda. Eu não tenho o que falar neste momento, só sentir. Eu estou muito feliz. Fui pego de surpresa. Meu emocional está lá no alto e vou fazer de tudo para alcançar os objetivos que são principalmente a nota máxima”.

    Aos 20 anos, com passagens pelo Império do Futuro e desde 2017 como segundo mestre-sala da Serrinha, Matheus agradece a todos aqueles que o auxiliaram nesta jornada.

    “Eu fiquei muito emocionado. Eu chorei na hora, quando a presidente Vera me ligou. Eu só tenho a agradecer a presidente Vera, ao Escafura, seu Paulo Elias, ao Rildo e a toda a diretoria da escola”.

    Ansioso para trabalhar com sua nova parceira, Verônica Lima, que permaneceu na escola, Matheus conta que sempre quis ter a oportunidade de trabalhar com a porta-bandeira.

    “Eu conheci a Verônica no projeto que ela tinha na Grande Rio da Dança Latopá. Ela convidou minha mãe para ser instrutora do projeto e me convidou também. E desde lá eu passei a ter muita admiração pela profissional que ela é, pela pessoa que ela é. A Verônica é uma das melhores da atualidade, do carnaval. Eu estou muito feliz de poder dançar com ela. Tinha vontade, assim como profissional, de dançar com ela e agora poderei realizar e dançar com essa excelente porta-bandeira. Agora é ensaiar pra gente buscar a nota máxima para escola”.

    A apresentação oficial, no entanto, será no dia 7 de setembro, data da final de samba, na quadra da agremiação em Madureira.

    Feijoada do Salgueiro terá Reinaldo e grupo Arruda no palco da Academia

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    feijoada salgueiro

    A edição de setembro da Feijoada do Salgueiro levará ao palco da Academia o que há de melhor quando o assunto é samba de raiz. O evento, que acontece todo segundo domingo de cada mês, reunirá Reinaldo e o grupo Arruda em dois shows completos garantindo ao público, uma tarde animada e regada a muita cerveja gelada e feijão dos melhores.

    A partir das 13h, as portas se abrem para receber o público fiel que frequenta a quadra salgueirense. Para presentear os sambistas, a Velha-Guarda do Salgueiro dá o pontapé inicial da festa, cantando sucessos da Academia. Em seguida, o grupo Pegada Brasileira chama para si a responsabilidade de esquentar o clima na Silva Teles.

    Sempre sucesso por onde passa, o grupo Arruda faz a sequência, levando um repertório que agrada quem é bamba e não dispensa um bom samba. Para completar a alegria de quem curte o gênero, Reinaldo, o “príncipe do pagode”, sobe ao palco em um show onde sucessos carimbados como “Retrato Cantado de um Amor”, “Viu que me perdeu e chora” não podem faltar.

    No encerramento, a bateria Furiosa e todo o elenco show do Salgueiro entram em cena transformando o evento em um grande grito de Carnaval. Os ingressos antecipados já estão sendo vendidos através do site www.ingressocerto.com.br ou na bilheteria da escola no valor de R$40 (entrada com feijoada). A entrada, sem o prato de feijão custa R$30. Há possibilidade de reajuste de valor no dia do evento. Mesas e camarotes podem ser adquiridos através do telefone (21) 2238 9226. A quadra do Salgueiro fica na rua Silva Teles, 104 – Andaraí.

    Serviço: Feijoada do Salgueiro edição de setembro
    Atrações: Pegada Brasileira, Grupo Arruda e Reinaldo
    Abertura: Velha Guarda do Salgueiro
    Encerramento: Bateria Furiosa e elenco show
    Horário: a partir das 13h
    Valor: entrada R$ 30; entrada com direito a Feijoada R$ 40 (valores podem ser alterados no dia do evento)
    Classificação: Livre
    Mesas e Camarotes: (21) 2238 9226

    Liga-SP divulga a programação dos ensaios técnicos no Anhembi para o Carnaval 2020

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    ensaiostecnicos sp2020

    A partir do dia 10 de janeiro, as 34 escolas de samba filiadas à LIGA-SP terão a chance de testar quesitos e rascunhar o desfile oficial no sambódromo do Anhembi. Os técnicos acontecerão aos finais de semana de janeiro e fevereiro, de quinta a domingo. Serão mais de 70 ensaios abertos ao público, com entrada gratuita. Veja as datas:

    JANEIRO 2020

    Sexta-feira 10/01
    21h45 – ESTRELA DO TERCEIRO MILÊNIO
    23h00 – CAMISA VERDE E BRANCO

    Sábado 11/01
    18h00 – LEANDRO DE ITAQUERA
    19h15 – UIRAPURU DA MOOCA
    20h30 – MOCIDADE ALEGRE
    21h45 – UNIDOS DE VILA MARIA
    23h00 – FLOR DE VILA DALILA

    Domingo 12/01
    19h15 – PÉROLA NEGRA
    20h30 – INDEPENDENTE TRICOLOR

    Quinta-feira 16/01
    20h30 – TORCIDA JOVEM
    21h45 – MORRO DA CASA VERDE

    Sexta-feira 17/01
    20h30 – DOM BOSCO DE ITAQUERA
    21h45 – COLORADO DO BRÁS
    23h00 – IMPERADOR DO IPIRANGA

    Sábado 18/01
    18h00 – CAMISA 12
    19h15 – UNIDOS DO PERUCHE
    20h30 – CAMISA VERDE E BRANCO
    21h45 – NENÊ DE VILA MATILDE
    23h00 – VAI-VAI

    Domingo 19/01
    18h00 – AMIZADE ZONA LESTE
    19h15 – LEANDRO DE ITAQUERA
    20h30 – ROSAS DE OURO
    21h45 – GAVIÕES DA FIEL

    Quinta-feira 23/01
    21h45 – UNIDOS DE VILA MARIA

    Sexta-feira 24/01
    20h30 – MOCIDADE UNIDA DA MOOCA
    21h45 – MOCIDADE ALEGRE
    23h00 – INDEPENDENTE TRICOLOR

    Sábado 25/01
    18h00 – VAI-VAI
    19h15 – MORRO DA CASA VERDE
    20h30 – ESTRELA DO TERCEIRO MILÊNIO
    21h45 – BARROCA ZONA SUL
    23h00 – GAVIÕES DA FIEL

    Domingo 26/01
    18h00 – DOM BOSCO DE ITAQUERA
    19h15 – DRAGÕES DA REAL
    20h30 – ACADÊMICOS DO TATUAPÉ

    Quinta-feira 30/01
    20h30 – ACADÊMICOS DO TUCURUVI
    21h45 – ROSAS DE OURO
    23h00 – UNIDOS DO PERUCHE

    Sexta-feira 31/01
    20h30 – NENÊ DE VILA MATILDE
    21h45 – TOM MAIOR
    23h00 – BARROCA ZONA SUL

    FEVEREIRO 2020

    Sábado 01/02
    18h00 – TORCIDA JOVEM
    19h15 – X-9 PAULISTANA
    20h30 – ÁGUIA DE OURO
    21h45 – MANCHA VERDE
    23h00 – IMPÉRIO DE CASA VERDE

    Domingo 02/02
    18h00 – TRADIÇÃO ALBERTINENSE
    19h15 – UNIDOS DE SANTA BÁRBARA
    20h30 – PRIMEIRA DA CIDADE LÍDER
    21h45 – IMPERADOR DO IPIRANGA
    23h00 – CAMISA 12

    Quinta-feira 06/02
    20h30 – LEANDRO DE ITAQUERA
    21h45 – PÉROLA NEGRA

    Sexta-feira 07/02
    20h30 – VAI-VAI
    21h45 – X-9 PAULISTANA
    23h00 – DRAGÕES DA REAL

    Sábado 08/02
    18h00 – MOCIDADE UNIDA DA MOOCA
    19h15 – COLORADO DO BRÁS
    20h30 – UNIDOS DE VILA MARIA
    21h45 – ROSAS DE OURO
    23h00 – MOCIDADE ALEGRE

    Domingo 09/02
    18h00 – ACADÊMICOS DO TUCURUVI
    19h15 – TOM MAIOR
    20h30 – ACADÊMICOS DO TATUAPÉ
    21h45 – INDEPENDENTE TRICOLOR

    Quinta-feira 13/02
    20h30 – CAMISA VERDE E BRANCO
    21h45 – ACADÊMICOS DO TATUAPÉ
    23h00 – GAVIÕES DA FIEL

    Sexta-feira 14/02
    20h30 – ÁGUIA DE OURO
    21h45 – MANCHA VERDE
    23h00 – IMPÉRIO DE CASA VERDE

    Em 2020, as agremiações do grupo Especial desfilarão nos dias 21 e 22 de fevereiro, sexta e sábado. O grupo de Acesso passará pela Avenida no domingo, 23 de fevereiro. Na segunda-feira, 24 de fevereiro, será a vez das escolas do Acesso II.

    Inocentes de Belford Roxo anuncia nova rainha de bateria

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    rainha inocentes

    A jornalista Amanda Andrade é a nova rainha de Bateria da Inocentes de Belford Roxo para o carnaval de 2020. O convite oficial aconteceu nesta semana e a beldade substituirá Thainá Oliveira.

    “Fiquei surpresa e emocionada pelo convite. Sou foliã e sempre tive um sonho de ser rainha de bateria. A Cadência da Baixada de mestre Washington Paz já faz parte do meu coração. É um desafio e a expectativa é enorme por estar em um lugar em que estiveram mulheres maravilhosas. Estou feliz pelo tema da agremiação que é a jogadora da seleção, Marta da Silva, que fala sobre a luta e o empoderamento da mulher. É uma responsabilidade muito grande, vamos fazer um belo trabalho e abrilhantar a Sapucaí.”, disse a nova rainha da Inocentes.

    Amanda também é modelo, atriz, cantora e realiza um trabalho voluntário nos hospitais como palhaça da alegria, junto a crianças, adolescentes e outros públicos em situação de vulnerabilidade e risco social em hospitais públicos e atua na luta contra os maus tratos e abandonos aos animais.

    A coroação será dia 22 de setembro, às 14h, na casa de show Lalu Lounge, na Baixada Fluminense, quando também, haverá a apresentação do samba-enredo para o próximo carnaval, cujo o enredo é “Marta do Brasil – chorar no começo para sorrir no fim”, do carnavalesco Jorge Caribé.

    A tricolor de Belford Roxo será a segunda agremiação a desfilar no Sábado de Carnaval, na Avenida Marquês de Sapucaí.

    Estudo da sinopse: Sossego 2020

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      sossego2020

      Nome do enredo: Os Tambores de Olokun
      Nome do carnavalesco: Marco Antonio Falleiros

      Sossego canta os tambores da identidade e da religiosidade

      O enredo da Sossego para o ano de 2020 é uma celebração às origens sagradas
      do maracatu, manifestação cultural brasileira, nascida em Pernambuco. O maracatu teria
      se originado a partir das cerimônias onde xs africanxs angola-congoleses escravizados
      remontavam a coroação dos reis e rainhas do Congo. A eleição do rei e da rainha era
      feita na igreja de Nossa Senhora do Rosário e em seguida saiam às ruas desfilando o
      cortejo real, demonstrando, a princípio, características culturais. O rei e rainha
      escolhidos passariam a representar xs negrxs, sendo estes livres ou escravxs. No
      período de carnaval, xs escravxs podiam sair para manifestar em público suas tradições
      e sua fé, celebrando a coroação da corte. O maracatu é reconhecido como uma prática
      cultural de negrxs, relacionado às religiões de terreiros (candomblé, jurema e umbanda),
      pois xs escravxs colocavam no cortejo elementos religiosos.

      Pelo texto percebe-se que o enredo abordará a diáspora africana, para isso usa o
      oceano como elemento integrador. O oceano liga a África ao Brasil, traz ancestralidade.
      Foi por onde xs africanxs chegaram escravizadxs em terras brasileiras, trazendo
      sabedorias, culturas e religiosidades, como por exemplo o Osha-Ifá, religião que cultua
      o orixá Olokun, senhor dos oceanos. Na cerimônia do ‘Ilu-Olokun’, realizada para
      evocar o ancestral, o toque dos tambores reproduzia o estrondar das ondas nos rochedos.
      Olokun é considerado o orixá patrono da diáspora, foi o que abriu os caminhos para a
      travessia da calunga grande, o grande mar. E, ainda, recebeu os corpos de escravos
      jogados no oceano. A palavra calunga faz referência à morada dos mortos. Ao serem
      capturados como cativos ou verem corpos sendo jogados no mar, durante as viagens nos
      navios negreiros, xs africanxs passaram a enxergar o oceano como um grande cemitério.
      O caminho que levava à escravidão era como uma morte em vida. Era como se o mar
      levasse embora as crenças, os costumes, a família e a liberdade. E esse mesmo mar
      representa também a transformação, o renascimento aqui no Brasil, no sentido de
      resistir e reconstruir a vida.

      A interculturalidade também é um ponto abordado pelo enredo. O sincretismo
      das religiões africanas, a integração de elementos da cultura indígena e do branco, por
      parte do negro, floresceu em manifestações culturais brasileiras, como o maracatu.
      Assim, os tambores que louvavam Olokun e outros orixás, pedindo a proteção na
      travessia da calunga grande, quando chegaram ao Brasil se integraram a outras culturas
      e se transformaram em tambores que marcam a cultura dos povos negros.

      Com o passar do tempo a celebração foi sofrendo modificações e os tambores da
      resistência negra, da religiosidade, agora formam o maracatu, tal como é hoje, ‘folguedo
      que ecoa na poesia do cantador’. Manifestação que tem seu ápice no carnaval
      Pernambucano, onde negrxs saem em cortejo pelas ruas, como uma grande celebração
      de afirmação da identidade cultural afro-brasileira.

      O oceano é também elemento que liga Pernambuco ao Rio de Janeiro e ao grupo
      de maracatu Tambores de Olokun. No ir e vir das ondas do oceano essa cultura se
      espalhou e chegou ao Rio de Janeiro. Nesta cidade maravilhosa, onde ‘as águas
      continuaram a ir e vir beijando as areias’, surge um grupo de Maracatu que tem o senhor
      dos mares por patrono, ‘Tambores de Olokun’. Com a intenção de valorizar e propagar
      parte da cultura afro-brasileira, o grupo possui fundamentos e essência do som que vem
      do mar.

      Através da sinopse, espera-se que a Sossego mostre em seu carnaval os enlaces
      culturais que contribuíram à formação do maracatu; os elementos religiosos que
      marcam o cortejo, e também uma exaltação às culturas afro-brasileiras. É esperado
      também que a escola evoque a identidade da comunidade através do azul, azul do
      oceano, azul de Olokun, azul-sossego.

      Em um cenário complicado às expressões artísticas e culturais, de discussões
      sobre a história do país e em uma sociedade marcada pelo racismo e intolerâncias o
      enredo da Sossego vem mostrar a importância do maracatu na afirmação da cultura
      afro-brasileira e também como herança, memória e resistência para xs negrxs. Assim, a
      agremiação cumpre o seu papel social, quanto escola de samba, como divulgadora de
      cultura, conhecimento e da história do país.

      Que Olokun abra os caminhos para Sossego atravessar o mar, aportar na Sapucaí
      e fazer um brilhante carnaval!

      Autora: Vívian Caroline da Silva Pereira – [email protected]
      Especializanda em Educação e Divulgação Científica/IFRJ
      Membro efetivo do OBCAR
      Leitor orientador: Rennan Carmo/Graduando em História da Arte
      Instagram: @observatoriodecarnaval_ufrj

      Plenária na Liesa debate redução de cabines de jurados e tempo dos desfiles para o Carnaval de 2020

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        plenaria liesa

        Em reunião plenária na noite desta quarta-feira, na sede da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), os presidentes das escolas de samba do Grupo Especial debateram a redução da cabine de jurados e do tempo dos desfiles das escolas de samba. Após o encontro, o presidente da Liga, Jorge Castanheira, falou sobre o teor da reunião.

        “A Liga não recebeu pedido de redução de alegorias. A Globo pediu (há três anos) a redução de tempo de desfile. Mas não tem nada descartado. Poderia ter o mínimo de quatro e o máximo de seis alegorias e não de cinco a seis alegorias. Embora, o impacto seja mínimo em relação a isso. As escolas estão conscientes que precisam adaptar os desfiles para quem está vendo ao vivo e pela televisão. Empresários da área de eventos também já falaram isso. Estamos vendo a redução do tempo de desfile e de cabines de jurados como já fizemos em 2017 para atender a fluidez dos desfiles. Uma coisa é certa que não podemos ter sete escolas por dia. Para 2021, a gente voltará a ter doze escolas no Grupo Especial”.

        Jorge Castanheira revelou que as escolas do Grupo Especial já encaminharam a procuração para que seja o contrato assinado pela Liesa com a Riotur para cessão do Sambódromo. O presidente da Liesa falou também sobre a renovação com a TV Globo.

        “Já recebemos a minuta do termo de cessão do Sambódromo por parte da Riotur. Nós vamos renovar em conjunto com a Riotur e a TV Globo. Estamos discutindo. A proposta deles (TV Globo) chegou para gente hoje e pretendemos definir nos próximos dias”.

        Antes da plenária na Liesa, Jorge Castanheira esteve reunido com o secretário de Cultura do Estado, Ruan Lira, e contou o que foi falado no encontro.

        “O secretário de Cultura trouxe mensagem do governador dizendo que vai apoiar o desfile das escolas e que pretende fazer o entrosamento com o município para aprimorar os desfiles das escolas. Através da lei de incentivo, por meio do ICMS, ele vai buscar apoio para as escolas”.

        Gabriel David se posiciona sobre possível corte nos desfiles: ‘Carnaval não pode e não vai diminuir’

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        gabriel david

        Conselheiro da Beija-Flor e filho do patrono Anísio Abraão David, Gabriel David, se posicionou na tarde desta quarta-feira sobre o possível corte nos desfiles das escolas de samba. O primeiro motivo para mudança seria um pedido da TV Globo de redução do tempo de apresentação e o segundo está ligado a decisão da Prefeitura de não dar subvenção para o Grupo Especial em 2020.

        “O carnaval não pode e não vai diminuir. A necessidade de diminuição do tempo é uma questão técnica de adaptação ao mundo atual. Os desfiles das escolas de samba também deve passar por essa adptação e isso não quer dizer que os desfiles vão diminuir de tamanho e/ou qualidade. Será apenas uma diminuição de tempo”, frisou Gabriel David.

        O jovem afirmou que os desfiles precisam de verba pública e se não tiverem vão ser impactados. “Estaremos deteriorando um patrimônio cultural. O carnaval começa a se modernizar, mesmo que tardiamente, mas ainda há tempo. O apoio público é fundamental. Não desistam do carnaval, porque o carnaval nunca desistiu de vocês”, finalizou.

        Renata Santos abre o coração, fala da decisão de seguir no carnaval e o sim para desfilar no Salgueiro

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        ‘Estou muito feliz. Decidi seguir porque estou em uma escola que me recebeu com todo o carinho e me fez sentir vontade de continuar desfilando’. Essa foi a justificativa dada pela atriz Renata Santos após ter voltado atrás na decisão de se despedir da Sapucaí. A beldade, que acumula no currículo 20 carnavais, anunciou em 2019, que este seria seu último ano na Mangueira e na Avenida. Mas, a Academia do Samba tocou seu coração e agora a musa já faz planos, para quem sabe, interpretar um personagem em “O Rei Negro do Picadeiro”, enredo escolhido pela Vermelha e Branca para o carnaval 2020.

        Deixar a Verde e Rosa e dar adeus aos desfiles na Marquês de Sapucaí não é tarefa fácil. Há dois anos Renata amadurecia a ideia de se aposentar. O ano escolhido foi 2019, ocasião em que completaria 20 carnavais. O plano parecia perfeito; desfilar na Mangueira, com a fantasia mais ousada dos últimos 10 carnavais que passou na escola e, ainda uma participação especial na Acadêmicos de Santa Cruz, agremiação da Série A, a convite do carnavalesco e seu amigo Cahê Rodrigues. Mas, a ideia da aposentadoria foi deixada de escanteio após apelo de fãs, familiares e de um convite improvável durante uma festa de aniversário.

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        “Fui no aniversário da Viviane (Araújo rainha de bateria do Salgueiro) um mês depois do carnaval e lá o presidente do Salgueiro (André Vaz) me chamou para ser musa da escola. Na hora falei que não queria, já tinha parado… Mas ele questionou… ‘Vai parar por quê?’ Ainda na festa a assessora de imprensa da escola veio falar comigo também, que deveria aceitar. Fiquei o aniversário inteiro pensando e as pessoas vindo falar comigo, até que no final da festa, aceitei!, lembra Renata, que fez questão de contar primeiro para a amiga Vivi.

        “No final falei com a Vivi, ela ficou muito feliz, me mandou uma mensagem linda, que chorei tanto. Ela gosta muito de carnaval como eu e a gente não pode deixar algumas coisas fazerem você desistir de algo que gosta”, aponta a triz que não revela o motivo real de ter deixado a Estação Primeira.

        convida270719 164

        “Parei porque via algumas coisas que não concordo, acho que as pessoas têm que ser respeitadas no samba. As pessoas se dedicam muito, gastam dinheiro. Eu, por exemplo, sempre paguei minha roupa. A Santa Cruz até me ajudava, na época. As escolas têm que respeitar o sambista, você se doa, então tem uma coisa que ninguém pode tolerar que é o desrespeito, como sambista, como pessoa, como apaixonada pelo carnaval… Então foi por isso que eu segui. Porque estou numa escola que me recebeu com todo carinho e me fez querer seguir”, revelou a musa que já foi rainha de bateria da Santa Cruz, Mangueira e coleciona passagens pela Caprichosos de Pilares, Porto da Pedra e Império Serrano.

        Foco em 2020

        Passada a euforia do convite para ser musa do Salgueiro, a atriz já faz planos para a segunda-feira de carnaval do ano que vem, data em que pisará na Avenida com a agremiação.

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        “O enredo é lindo! No lançamento foi a primeira vez que vim ao Salgueiro. Mesmo sabendo há um mês que seria musa, não vinha. Vim nesse dia e foi tudo lindo, me emocionei muito, não conhecia essa história. Apesar de ter feito curso de teatro e faculdade não lembro de terem citado ele. Quando saí da quadra fui fazer uma pesquisa e descobri que é uma história linda, acho que vai dar um caldo maravilhoso, na Sapucaí”, acredita Renata que comemorou como um gol em Copa do Mundo a posição de desfile da agremiação para o Carnaval 2020.

        “Estou muito feliz em desfilar na segunda-feira de carnaval, que é geralmente o dia que sai a campeã. Estava torcendo para ser a terceira ou quarta de segunda e quase acertei! Acho que desfilando na segunda começamos com um pezinho à frente (risos). Vamos curtir vamos ser feliz, eu estou muito feliz aqui”.

        Leia a sinopse do enredo da Rocinha para o Carnaval 2020

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        B8AFF648 4CD4 45E1 961D C7011F44498CIntrodução

        A GUERREIRA NEGRA QUE DOMINOU OS DOIS MUNDOS

        O presente enredo busca evidenciar a cultura negra em um espaço de resistência, a história dos valentes heróis do Brasil Negro, dos quais muitos desconhecem, ou insistem em não reconhecer. Memoráveis por trajetórias de lutas, do sonho da liberdade e igualdade. Nessa ambiência, Maria da Conceição, a Maria Conga, que teve a vida norteada por tais ideais, apesar de todas as adversidades e sofrimentos, terá a história, baseada em fatos e livremente adaptada, alçada à luz.

        Nossa guerreira sofreu perseguições por causa da luta pelos direitos e ideais em nosso mundo. Fundou um Quilombo de resistência e acolhimento que, atualmente, e uma comunidade (Quilombo de Maria Conga) habitada por uma população majoritariamente negra, e foi a primeira comunidade quilombola reconhecida na Baixada Fluminense. Proclamada heroína da cidade de Magé, em 1988, no centenário da abolição da escravatura, Maria Conga, por volta de 1895, após seu falecimento, tornou-se um espírito de luz. Consagrada por Oxalá e coroada por Zambi, ela continua sua missão, seu legado, ao receber os que precisam.

        Por tudo isso, a guerreira negra que dominou os dois mundos, Maria Conga, terá a trajetória de vida, em nosso mundo, e sua importância no mundo espiritual, contada no maior espetáculo a céu aberto da Terra. O palco será a Marquês de Sapucaí, no festejo momesco da cidade do Rio de Janeiro, nossa Cidade Maravilhosa.

        Desenvolvimento

        Festa para a princesa congolesa

        No continente africano, na região do Congo, uma tribo congolesa está em noite de festa. É o nascimento da princesa da tribo. Festa, canto e dança, com muita fartura, para receber a princesa que nascia sob a luz do luar. Festejos que seriam repetidos sete anos depois para o batismo nominal da alteza. Ela seria apresentada sob a luz da grande lua cheia que, em um sopro do vento, traria seu nome, como reza a lenda dos costumes da tribo local.

        Erguida para ser banhada com a luz da grandiosa lua cheia, antes que o vento soprasse seu nome nos ouvidos de seu pai, toda alegria de uma noite farta e feliz foram brutalmente interrompidas, e todos ali foram agressivamente aprisionados e escravizados. Empilhados em centenas, em condições desumanas, e piores que as de outras mercadorias, onde pouco mais da metade das pessoas aprisionadas sobreviviam a bordo de um navio de incertezas, sofrimentos e muita dor, desde a Costa do Congo até o desembarque na Bahia de Todos os Santos.

        O Destino e o batismo, Maria da Conceição

        Em terras brasileiras, por volta de 1804, no Porto de Salvador, na Bahia, o destino da pequena princesa mudaria novamente.

        Separada da família, vendida para um senhor que a batizou de Maria da Conceição, a guerreira negra começa o novo caminho de luta, resistência e proteção aos seus pares. Viveu todas as agruras comuns aos escravos e fez da liberdade a causa da sua vida inteira. Com cerca de 18 anos de idade, chegou a Magé, vendida a um fazendeiro alemão, dono de uma fazenda de café. Ela se destacava pela liderança entre os escravos na senzala, na luta pelo fim da escravidão.

        Alforriada após anos de trabalho escravo, por volta de 1854, Maria não se dá por satisfeita, continua sua luta pela liberdade e também se depara com uma nova realidade: a falta de direitos dos alforriados, que, após serem libertos, eram jogados nas ruas e muitos voltavam ao trabalho escravo por falta de opção.

        O Quilombo de Maria Conga, luta, resistência e acolhimento

        Agora chamada de Maria Conga, como preferia, perseguida por sua luta, apesar de alforriada, fundou um Quilombo que servia de abrigo e dava proteção aos negros refugiados da guerra contra jagunços e capitães do mato.

        Magé/Guapimirim, onde morreu no final do século XIX. A brava lutadora não deixou descendentes e nunca reencontrou sua família novamente.

        Guiada por espíritos de luz ao reino das almas

        A guerreira Maria Conga deixa nosso mundo para ser guiada por espíritos de luz ao encontro da consagração feita por Oxalá e sua coroação por Zambi. Ao exemplo de toda sua luta, liderança e acolhimento na terra, recebe em sua consagração e coroação no Reino das Almas, a liderança da linha dos Pretos Velhos de Iemanjá, a mãe de todos. Tudo para dar continuidade a sua missão, ao seu legado, e também, receber os que precisam.

        A negra guerreira, líder, passou a maior parte da vida nas matas de Magé/Guapimirim, onde morreu no final do século XIX. A brava lutadora não deixou descendentes e nunca reencontrou sua família novamente.

        A Preta Velha Maria Conga se eterniza no plano espiritual com sua doçura e proteção nos calorosos abraços de vovó. Nos concede direcionamento através da luz em nossos caminhos, segurança com seus patuás, curas com suas ervas, benzeduras com suas rezas, e também, a força espiritual para continuarmos na batalha por direitos, justiça e igualdade.

        Quando, ainda hoje, na busca por condições mais justas, existem perseguições severas, com tentativas implacáveis de nos calar, ceifando nossas vidas com a moderna chibata de gatilho, pólvora e chumbo, que desfere centenas de chicotadas a bala. Mesmo assim, Maria Conga nos recebe em seu Quilombo de resistência no Reino das Almas e nos acaricia, nos acolhe. E, com um poder inexplicável, faz com que nossas vozes sejam ouvidas, mesmo com a vida ceifada, muito mais alto pelos quatro cantos do mundo, multiplicando a força da nossa resistência, timbrando nossa existência, sempre presente!

        “Capturaram meu corpo, mais minha alma seguirá livre pela eternidade.” Maria Conga

        Sinopse, Pesquisa e texto: Marcus Paulo