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Portela 2020 – Samba da Parceria de Barão

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Compositores: Barão, Luiz Barbudo, Aranha, Fábio De Castro Jurema, Beto Da Portela, Marquinho Imperador E Adilson Portelense

VENHO ATRAVÉS DOS TEMPOS
FALAR DE UMA HISTÓRIA MISTERIOSA
GUAJUPIÁ, GUAJUPIÁ
TERRA ABENÇOADA PELOS DEUSES
NUM MANTO VERDE DE FLORESTAS
BANHADA POR ÁGUAS CRISTALINAS
CHEIAS DE CONCHAS E PEIXES
UM PARAÍSO DE ENCANTOS SEM MALES
HABITADO POR POVOS APAIXONADOS
PELAS MÚSICAS, FESTAS E DANÇAS
COM REGRAS E COSTUMES, SOBRENATURAIS
ASSIM SE DEU A UNIÃO TUPINAMBÁS

NASCEU UM KARIÓKA
NO OKARA SE FEZ A TARA
O BERÇO-REDE TODO ENFEITADO
A PROFECIA QUE ERA USADA
NAQUELA TRIBO O GUERREIRO DEFENSOR

HOJE A PORTELA CELEBRA
SEU QUINTAL GRANDE É A SAPUCAÍ
AO SOM DE TAMBORES, APITOS E FLAUTAS
A BEBIDA É O CAUIM
SAUDAMOS ESSA GENTE VALENTE
COM CÉU DE ESTRELAS, LUA E SOL
NOS ENSINOU OS CONCEITOS DESSA TERRA
E COMO A NATUREZA PRESERVAR
KARIÓKA DA GEMA QUE SOU
ME BANHO NAS ÁGUAS DESSE MAR

BATE FORTE CORAÇÃO CLAREIA
NESTE AZUL QUE VAI BRILHAR
A MINHA ÁGUIA NUMA ALDEIA
NA PUREZA DE GUAJUPIÁ
ESSA MENSAGEM QUE VAI ECOAR

Portela 2020 – Samba de Parceria de Bita da Portela

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Compositores: Bita Da Portela, Luizinho Da Light, Adilson Franco, Chicão Do Cavaco, Luizinho Du Kavaco, Pery Nogueira E Jorge Nascimento

DO CÉU DESCEU A GRANDE FÚRIA SOBRE A TERRA
O SER HUMANO SOFREU POR NÃO SABER APROVEITAR
A NATUREZA QUE ENCANTA O SEU OLHAR
O RIO BEIJANDO O MAR
LÁ VEM PORTELA, NA VEIA O SANGUE TUPINAMBÁ

IRIM-MAGÉ
A ESPERANÇA DE UM NOVO AMANHECER
PEDIU EM PRANTOS A MONÃ
LOUVADO SEJA NOSSO PAJÉ

DESLUMBRANTE CENÁRIO
FACHO DE LUZ QUE ME ACALMA
VIVENDO EM PROFUNDA GRATIDÃO
NO RIO VIRGEM, GUAJUPIÁ
NASCE UM PROFETA NA LENDÁRIA KARIOKA
ABRAÇADO POR RITOS E TRADIÇÕES
GARRAS DE ÁGUA, SUA PROTEÇÃO
HERDEIRA NO DOM DE SE TRANSFORMAR

CANOA BALANÇA
DE ALDEIA EM ALDEIA ME EMBRIAGUEI
BEBI O SAGRADO KAUÍ
TOQUEI TAMBOR, CANTEI, BRINQUEI
Ô Ô Ô Ô Ô SINAL VERDE VIVO A SONHAR
NO VERMELHO IMPROVISO PRA FATURAR
PIOROU DOU UM JEITO DE MELHORAR
SOU ESQUECIDO SEM UM LAR PERFEITO
MAS ESSE CHÃO É MEU LUGAR
NO ASFALTO SOU FOLCLORE POPULAR

DEIXE O AMOR FLORESCER
QUEREMOS PAZ, PORTELA
SONHAR, TER ESPERANÇA
UM PARAÍSO NA PASSARELA

Portela 2020 – Samba da Parceria de Edson Batista

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Compositor: Edson Batista

SOB AS BÊNÇÃOS DE MONÃ
DE SUA IRA IRIN-MAGÉ SOBREVIVEU
A VOLTA DO PAJÉ COM SUA MULHER
FOI PARA CUMPRIR UMA MISSÃO
REPOVOAR A TERRA E A ELA PROTEGER
MUITOS FILHOS UM DELES SE DESTACOU
MAIRAMUANA O HERÓI-CIVILIZADOR
COM SEUS PODERES SOBRENATURAIS
DE GRANDE VALIA AOS TUPINAMBÁS

O CÉU AZUL REFLETE O BRILHO DO MAR
GUANABARA LINDA ENCANTA O OLHAR
ALDEIAS DE OUTRORA É O RIO QUE SE VÊ
DOS BRAVOS ÍNDIOS QUE LUTARAM POR VOCÊ

NA LENDÁRIA TABA KARIÓKA
NO BERÇO-REDE CRENÇAS E TRADIÇÕES
DE UM ETERNO RITUAL SAGRADO
IRRADIANDO ENERGIA E PROTEÇÃO
AOS GUERREIROS DE UMA NOVA GERAÇÃO
COM MARAKÁS, FLAUTAS E TAMBORES
LINDAS MELODIAS A SEDUZIR O LUAR
DOS DEUSES A PERMISSÃO PARA BRINDAR
VOU PROVAR DA BEBIDA SAGRADA
FESTA NA ALDEIA ATÉ O DIA CLAREAR

GUAJUPIÁ É A TERRA QUE ACALMA
PURIFICA A VIDA E A ALMA
LÁ VEM PORTELA
COM SEUS CACIQUES DE MADUREIRA
EM CENA A TRIBO AZUL E BRANCA
PRA SACUDIR E LEVANTAR POEIRA.

Portela 2020 – Samba da Parceria de Edynel

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Compositores: Edynel, Marcos Lauriano, Waldir Guimarães, Cândido Do Cavaco, Gylnei Bueno, Diego Natural, Arnaldo E Cloves Santos

(SOB O MANTO)
SOB O MANTO SAGRADO DA PORTELA
SOU MAIS UM GUERREIRO
DA TRIBO TUPINAMBÁ
KARIOKÁ DESDE QUANDO O RIO DE JANEIRO
ERA FAMOSO “GUAJUPIÁ”
PARAÍSO VERDEJANTE, ABENÇOADO POR MONÃ
COM MAESTRIA…O RUFAR DO MEU TAMBOR ANUNCIA…
HOJE TEM FESTA NA ALDEIA, A TABAJARA É O MEU “MUIRAKITÔ

VEJO BROTAR EM TEU VENTRE A ESPERANÇA
HERANÇA DE NOSSOS ANCESTRAIS
A GUANABARA ESBANJANDO EXUBERÂNCIA
UM ELDORADO DE RIQUEZAS NATURAIS

CUNHATÃ MARAVILHOSA
EM ÁGUAS CLARAS VENHA SE BANHAR
QUERO SENTIR A DOÇURA DE UM SORRISO
NA PUREZA DO SEU MEIGO OLHAR
CELEBRANDO A ALEGRIA, NÃO PODE FALTAR CAUIM
VIAJO EM BUSCA DE UM TEMPO
QUE NÃO DEVERIA TER FIM
(DESEJO)
DESEJO UM RIO DE GUERREIRAS EMPONDERADAS
VALORIZADAS, NO LABOR DO DIA A DIA
VER NOSSA GENTE EM COMUNHÃO, SEM DISTINÇÃO
DAR UM BASTA NA AGONIA!
DESFRUTAR DE SEGURANÇA, CULTIVAR A INOCÊNCIA DE UMA CRIANÇA
RESGATAR TODA BELEZA
COMO ERA NOS PRIMÓRDIOS, EM RESPEITO À NATUREZA

A MISSÃO É PRESERVAR E CUIDAR COM MAIS AMOR
APRENDER A DAR VALOR PARA NÃO SE ARREPENDER
OUÇA O APELO, EU SOU A ÁGUIA
À LUZ DO AMANHECER…

Portela 2020 – Samba da parceria de Flávio Bororó

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Compositores: Flávio Bororó, Eduardo Medrado, Kleber Rodrigues, Alexandre Fernandes, Muguinho, Adauto Alves, Akash E Paulo Apparício

FOI MONÃ
QUE FEZ A LUA APARECER NO CÉU
E AS ESTRELAS FEITO UM BRANCO VÉU
DO AZUL PROFUNDO OFERTOU BEM MAIS
HOMENS PERDIDOS DESPREZARAM A PAZ
IRIN MAGÉ É SALVAÇÃO
O FOGO CONSUMIU E TROUXE A SOLIDÃO
DO CÉU CAIU O CHORO DA PAIXÃO INFINITA
DO VENTRE MAIS PURO
A LUZ DO FUTURO VIRÁ DO AMOR ( DO AMOR )

NO RIO UM CORAÇÃO SE DEIXOU LEVAR
É UM FILHO A SORRIR, A VIDA FLORIR
EM MEU GUAJUPIÁ ( PORTELA )

TRIBO QUE EMBALA O DESTINO
MENINO GUERREIRO TUPI DE ALMA
COLHE, ACOLHE, ENSINA A SER
SER KARIOKA, VIVER E BEM FELIZ FESTEJAR
QUANDO GUARACY ENCONTRA O MAR
TAMBORES E CORES, BEBIDAS EM SEUS RITUAIS
ME LEMBRAM OS MEUS CARNAVAIS
É QUARTA DE CINZAS, É O CICLO DA VIDA
ENFIM VAMOS APRENDER
UM NOVO AMANHECER
( PARA HAVER AMANHECER )

SAMBA TUPINAMBÁ EM MADUREIRA
MEU LUGAR É MINHA ALDEIA
DE PAULO DA PORTELA, DA VIOLA
DE NATAL, MONARCO E CANDEIA

Portela 2020 – Samba da Parceria de Luiz Rangel

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Compositores: Luiz Rangel, Renato De Honório, Lopes Da Portela E Roberto Marechal

NA BELEZA DO AZUL QUE O AZUL DO MAR
A CALMA DA CALMA ME FAZ VIAJAR
A ÁGUA PERFILA A SERPENTE
SEMENTE SOU FRUTO DA TERRA
O SOL GERA VIDAS CATIVANTES
SEGUE RIO INSINUANTE
AVES SEMEANDO O CHÃO
SOU GUERREIRO DE MONÃ SOU CRIAÇÃO
SOU FILHO DA FLORESTA O GUARDIÃO
EU GUARDO TODA A NATUREZA EM MINHAS MÃOS

ÁGUA DE BEBER ÁGUA DE BANHAR,
QUEM NÃO MORRE NÃO VÊ DEUS
OH! GUAJUPIÁ

MAS CHEGUEI, CHEGUEI,
COM MUITO ORGULHO EU SOU TUPINAMBÁ
CARIOCA FUI PRIMEIRO E NO RIO DE JANEIRO
A ÁGUIA A ME GUIAR
HOJE ACENDO O FOGO DO PASSADO
OS DISSABORES E PECADOS
O CASTIGO SOFRIDO DE UM POVO TÃO SINGULAR
BATE O TAMBOR E FAZ A FESTA
BEBE O VINHO POUCO RESTA
HOJE EU VOU COMEMORAR

BENÇÃO MONÂ VEM ME FIRMAR
IRIN-MAGÉ ME ENFEITIÇAR
EU SOU PROFETA EU SOU PORTELA
TODO PRANTO POR ENCANTO VAI SE TRANSFORMAR

Estudo da sinopse: Salgueiro 2020

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alex souza salgueiro2020 2

Nome do enredo: O rei negro do picadeiro
Nome do carnavalesco: Alex de Souza

Salgueiro: de Zumbi a Benjamin, a realeza negra no carnaval

O Salgueiro apresenta para o Carnaval de 2020 o enredo O rei negro do picadeiro, desenvolvido pelo carnavalesco Alex de Souza. A história de vida de Benjamin de Oliveira, o primeiro palhaço negro do Brasil, é contada da infância ao estrelato. Nascido em 1870, em Pará de Minas, filho de um capitão do mato e uma negra cativa, Benjamin, o Moleque Beijo, projetou na arte o passaporte para a liberdade de um futuro sem perspectivas e fugiu com a trupe de um circo para uma vida de acrobacias. No dia a dia circense, aprendeu a arte do salto, fundamental não apenas para suas apresentações, mas também para sua vida.

Contudo, a realidade tratou de esfacelar o mundo sonhado pelo menino. A vida no circo não foi fácil. Se a relação com Mestre Severino foi de muita aprendizagem, foi também de submissão a castigos corporais, causa de nova fuga. Foi, então, que suas habilidades artísticas despontaram tanto para lhe livrar de um fazendeiro quanto para assumir o papel de palhaço principal no Circo Frutuoso, quando nasceu o Benjamin artista. Em sua carreira no circo, apresentou-se para grandes plateias e até para Floriano Peixoto, o segundo presidente do Brasil. Circo, teatro, ópera, dança, música; o rei negro do picadeiro salgueirense foi um artista completo. Entre comédias e paródias, levou ao povo clássicos como Otelo, de Shakespeare, e O Guarani, de Carlos Gomes. Interpretou, inclusive, o primeiro Momo do Rio de Janeiro. Mesmo após a morte, sua história de pioneirismo é exemplo de resistência e inspiração para novos artistas negros que lutam por seu lugar.

A sinopse do enredo apresenta uma narrativa biográfica linear em primeira pessoa, ou seja, o próprio Benjamin é quem discorre sobre sua história seguindo a ordem cronológica dos acontecimentos. Essa característica empresta ao texto um tom passional, afetivo, de quem olha para a própria trajetória e reconhece as alegrias e dificuldades. Como explicitado no trecho: “Mas entre sonho e realidade, vida de “beijo” é difícil, é difícil como o quê… E de tanto apanhar, fugi de novo. Meu destino era fugir, destino de negro”. Da história de Benjamin de Oliveira o caráter de representatividade emerge como ponto central do enredo. No Brasil marcado pela cultura escravocrata que relega a negritude à subalternidade, seu legado é a abertura de um novo espaço para o povo negro, o espaço da arte. O texto traz ainda outros pontos interessantes que podem ser explorados no desenvolvimento do desfile: a cruel ironia do filho de um caçador de escravos fugidos que faz da fuga seu destino – e são três as ocasiões em que Benjamin foge no enredo –; a conturbada relação de pai e filho com Mestre Severino, dono do Circo Sotero, com quem foge aos doze anos e de quem adota o sobrenome Oliveira; o curioso anacronismo de sua relação com o carnaval ao interpretar Momo antes mesmo deste se tornar o rei da folia.

E qual outra agremiação contaria melhor uma história de representatividade negra? Em 1960, com Fernando Pamplona, o Salgueiro pela primeira vez deu ao negro o protagonismo da festa, rompendo com o quadradismo dos enredos sobre a história oficial e trazendo o Quilombo dos Palmares para a avenida. Desde então, a escola se notabilizou pelos enredos de temática afro, tornando esta uma característica identitária de sua comunidade. Assim, cantar Benjamin de Oliveira e exaltar o negro no campo das artes deixa o salgueirense à vontade. Sobretudo, por ainda se tratar de tema tão sensível. Mesmo 150 anos após o nascimento de Benjamin, o artista negro continua à margem nos principais palcos do país. Por exemplo, a escassez de protagonistas negros em novelas, o principal produto midiático nacional, é reflexo do racismo ainda enraizado na sociedade brasileira. O rei negro do picadeiro é, portanto, um grito de resistência, um eco de Quilombo dos Palmares que trouxe o primeiro título da academia.

Quanto à estética, é possível imaginar um desfile bastante heterogêneo a partir do deslocamento de espaços ocupados por Benjamin durante a vida. Da infância e dos primeiros passos no circo, pode-se conceber a recriação de um ambiente rural, de uma
trupe mambembe. Da vida adulta, ambientada na belle époque das grandes cidades, uma
forte influência europeia, nas curvas do art nouveau. De seu legado, que chega aos dias
atuais, toda forma de arte contemporânea.

No carnaval atual, que busca uma reaproximação de temas culturais, o enredo do Salgueiro acrescenta uma voz importante a esse coro, enaltecendo uma figura tão valiosa, mas que permanece esquecida pelo grande público. A vermelho e branco pretende transformar a passarela em picadeiro para exaltar o Moleque Beijo e todos os Benjamins, que, na esteira de seu pioneirismo, o sucederam nas artes brasileiras. Um feliz carnaval para a Academia do Samba e que os súditos sejam só aplausos para o rei ao final do espetáculo.

Autor: Renan Fernandes Gama Basilio
Jornalismo – UFRJ
Coordenador de planejamento financeiro
Leitor orientador: Max Fabiano Rodrigues de Oliveira
Doutorando em História – PPHR/UFRRJ
Instagram: observatoriodecarnaval_ufrj

Conheça as mudanças no regulamento do Grupo Especial para o Carnaval 2020

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    mudanças 2020

    Os presidentes das escolas de samba do Grupo Especial decidiram por mudanças no regulamento dos desfiles para o Carnaval 2020. Abaixo, o site CARNAVALESCO apresenta as novidades que foram reveladas na plenária desta quinta-feira.

    Horários dos desfiles: Mudam de 21h15 para 21h30 no domingo e segunda de carnaval, além do sábado das campeãs;

    O tempo mínimo de cada desfile passa de 65 minutos para 60 minutos;

    O tempo máximo de cada desfile cai de 75 minutos para 70 minutos;

    Não haverá mais obrigatoriedade das baterias pararem na frente de cada módulo de julgadores;

    O número mínimo de baianas passa de 70 para 60 baianas;

    O número mínimo de alegorias passa de cinco para quatro;

    O número máximo de alegorias segue em seis alegorias;

    Segue a liberação para apenas um carro alegórico pode ser acoplado;

    Segue a permissão para cada escola poder apresentar até três tripés motorizados ou empurrados por equipes próprias com até dois componentes sobre cada um deles, além dos elementos cenográficos apresentados na Comissão de Frente;

    Máximo de 30 pessoas com camisas da escola na frente de cada desfile;

    Máximo de 100 pessoas com camisas da escola após a última ala de cada desfile;

    Os presidentes decidiram excluir uma parada de apresentação aos julgadores. Ainda será decidido em outra plenária como isso será feito (a princípio a Liga colocaria 2 cabines no módulo 1, uma cabine no meio da Avenida e duas no fim do desfile – dos cinco julgadores de cada quesito, as escolas ainda vão decidir se vão valer três notas ou quatro notas, mas eliminando a menor);

    A cota de transmissão da TV Globo para cada escola para o Carnaval 2021 será distribuída de acordo com a classificação final do Carnaval 2020.

    Ensaios técnicos dependem dos órgãos públicos e apoio financeiro por lei de incentivo

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      O presidente da Liesa, Jorge Castanheira, revelou que os dirigentes do Grupo Especial já desenharam um cronograma para realização dos ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí para o Carnaval 2020, mas ainda não existe previsão de confirmação e de divulgação das datas.

      “Estamos trabalhando para conseguirmos apoio de alguma empresa e ter o nosso projeto aprovado na Lei Rouanet. Já tenho a escala de datas e horários, mas dependo de ter os recursos e o apoio dos órgãos públicos”.

      Grupo Especial reduz tempo máximo dos desfiles e diminui uma parada de apresentação para os jurados

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        castanheira

        Em reunião plenária na noite desta quinta-feira, na sede da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), no Centro do Rio, os presidentes das escolas de samba do Grupo Especial decidiram reduzir o tempo máximo dos desfiles para 70 minutos e não mais 75 minutos.

        “Foi decidido o horário de início dos desfiles que será 21h30 no domingo e na segunda de carnaval. O tempo mínimo ficou em 60 minutos e máximo de 70 minutos para os desfiles. Cada escola poderá apresentar de quatro a seis alegorias, com possibilidade de três tripés. Apenas uma alegoria poderá ser acoplada. Serão três paradas para apresentações na frente dos jurados. A bateria não terá obrigação de parar diante do módulo de jurado. A frente da escola o número máximo de pessoas poderá ser de 30 pessoas e na última ala o máximo de 100 pessoas. Facilita a visão de quem está na frisa e arquibancada. Baianas vão ser o mínimo de 60 baianas”, explicou Jorge Castanheira, presidente da Liesa.

        Os dirigentes decidiram também que a quota da televisão será alterada para o Carnaval 2021. Não poderá ser alterada já para 2020, porque está em cima do desfile do ano que vem.

        “A receita da verba da televisão será diferente para o Carnaval de 2021. O que a escola ganhar de verba da televisão vai depender da posição que terminar no carnaval de 2020”, disse Castanheira.