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MOCIDADE 2020: festa toma conta da quadra com o anúncio do samba campeão

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Essa nega tem poder! Parceria de Sandra de Sá faz história e vence disputa de samba da Mocidade

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Por Guilherme Ayupp, Eduardo Fonseca e Diogo Sampaio. Fotos: Allan Duffes

O Maracanã do Samba, alcunha da nova quadra da Mocidade Independente de Padre Miguel, mais uma vez fez jus ao apelido. O gigante de concreto localizado no coração da Avenida Brasil viveu uma daquelas noites memoráveis para conhecer o samba-enredo da Estrela Guia para o Carnaval 2020. Favorito desde as audições iniciais e depois com as eliminatórias na quadra, o samba composto pela cantora Sandra de Sá e os poetas Igor Vianna, Dr. Márcio, Solano Santos, Renan Diniz, Jefferson Oliveira, Professor Laranjo e Telmo Augusto foi aclamado campeão, nos braços do povo. A Mocidade apresenta o enredo ‘Elza Deusa Soares’ no Carnaval 2020. A temática será desenvolvida pelo carnavalesco Jack Vasconcelos. A verde e branca será a quinta a desfilar na segunda-feira de carnaval.

Duas ausências foram sentidas na grande final, embora tenha sido uma grande noite. A homenageada, Elza Soares, não pode comparecer por estar realizando um show em São Paulo. E a cantora Sandra de Sá, compositora do samba campeão, também estava se apresentando em Minas Gerais e não conseguiu chegar para celebrar sua histórica vitória.

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Fazer história na Mocidade não é uma tarefa qualquer. Além do fato de o samba ter sido campeão enfrentando na grande final poderosos caciques da composição na Estrela Guia de Padre Miguel, outro fato histórico pode ser registrado na memorável final. O samba vencedor não tem um único compositor que já tenha sido campeão na verde e branca.

Igor Viana possui linhagem independente. Ele é filho de Nei Viana, um dos mais lendários intérpretes da Mocidade. De reconhecido talento, é o atual cantor da Unidos de Bangu. Igor destacou para o site CARNAVALESCO os aspectos que na sua visão fizeram com que o samba se sagrasse vencedor.

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“Eu e meus parceiros buscamos a vitória, era um sonho nosso. O meu trecho predileto da obra é ‘Se acaso você chegar, com a mensagem do bem, o mundo vai despertar, deusa da vila vintém. És a estrela…meu povo esperou tanto pra revê-la’. É um trecho de muita representatividade. A Mocidade atendeu o chamado do seu povo, com a sua grande homenageada em vida, apta a cantar na avenida a sua vida, a plenos pulmões”, declarou.

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Uma autêntica avalanche em forma de samba-enredo. Um refrão arrebatador, com uma melodia que se encaixa à perfeição para a bateria da Mocidade, foi cantado a plenos pulmões por toda a quadra durante os cerca de 25 minutos que se apresentou. Segmentos, torcedores, camarotes. Todos em uníssono disseram em letras garrafais o samba que gostariam.

Elza é um ato político ambulante

Ao conversar com o site CARNAVALESCO, Jack Vasconcelos comentou a força do enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel para o Carnaval 2020.

“Elza é um ato político ambulante. Eu me senti muito a vontade com o tema. Acho que até um pouco do meu nome ter sido lembrado para esse enredo é por conta do viés político. Eu me identifico muito com discurso e com o trabalho que ela tem. E pesquisar sobre a vida da Elza, ouvir as músicas dela, querer entender e entrar na cabeça dela… Por que ela escolheu tais músicas para cantar? Eu não posso adiantar como será, mas posso garantir que não é uma biografia simples, de retrato por exemplo”.

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O carnavalesco da Mocidade revelou a ótima recepção por parte dos independentes.

“Desde o momento que eu cheguei na escola entendi que o meu papel esse ano era de ser um instrumento. Eu não enxergo o enredo como meu, por exemplo. Quando eu cheguei, o tema já estava escolhido. E eu já sabia o quanto as pessoas estavam esperando por ele. Sei o quanto cada independente sente um pouco dono do enredo também, porque todo mundo fala muito dele, há muitos anos. Fui escolhido para ser a ferramenta para que tudo isso fosse possível, para que isso tudo fosse realizado. Para mim, é um ano atípico nesse sentido: Não foi um enredo que eu propus, que originalmente eu queria fazer, mas eu me sinto escolhido para ser o braço, para ser a mão, que vai edificar isso tudo. E para mim é uma honra”.

Escola prepara desfile com 3 mil a 3500 componentes

Em entrevista ao CARNAVALESCO, o diretor Marquinho Marino falou sobre a previsão de início dos ensaios de rua da escola de Padre Miguel.

“Vamos começar em dezembro. Serão dois domingos antes do Natal. Haverá uma parada para as festas de final de ano e partir de janeiro será todos os domingos até o carnaval. Total de 12 ensaios até o carnaval. A Mocidade levará para Avenida cinco carros sendo um acoplado. E tripés acoplados ao abre-alas. Teremos entre 3000 e 3500 de componentes no desfile”, revela.

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Marino garantiu que o planejamento do desfile não será mudado com a redução em cinco minutos feita pela Liesa. O diretor também comentou como está o trabalho com o carnavalesco Jack Vasconcelos.

“Partimos do pressuposto que qualquer samba escolhido hoje tem entre 2 minutos e 2:20 e quando você parar o casal e a comissão na cabine perde-se perto de 5 minutos. Como teremos uma cabine a menos, automaticamente esses 5 minutos serão substituídos. O trabalho com o Jack Trabalho está sendo muito prazeroso. Estamos muito satisfeitos. Não só com o trabalho estético de fantasia e alegoria, como com o projeto e uma equipe muito forte na elaboração dos protótipos das fantasias”.

Perguntado sobre o impacto na escola com a saída de Rodrigo Pacheco, Marino preferiu não comentar: “Isso é um assunto interno e da presidência. Prefiro não opinar”, disse.

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O vice administrativo da Mocidade, Luiz Claudio, conversou com o site CARNAVALESCO e abordou a crise no carnaval e revelou o que o independente pode esperar do desfile de 2020.

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“A crise financeira é um fato que persegue todas as escolas do Rio. Seja do grupo Especial ou da Série A. Nos últimos meses estamos tentando entender na Mocidade o que vamos arrecadar para 2020 e dentro deste valor encaixar o nosso carnaval e o nosso desfile dentro dessa receita que vai entrar. Eu posso garantir que a escola vai entrar na avenida em perfeitas condições. Desde que voltamos em 2014, vocês tem acompanhado a excelência dos desfiles e a Mocidade vem numa curva muito boa. Podem esperar mais um carnaval de excelência e o tão sonhado título”.

Bateria ensaia naipes separadamente

A bateria ‘Não Existe Mais Quente’, a mais famosa do carnaval, não obteve a nota máxima no julgamento de 2019. Mesmo assim, o mestre Dudu, de linhagem independente, seguirá o mesmo conceito de trabalho deste ano, com o treinamento de naipes em separado, como conta o mestre ao site CARNAVALESCO.

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“A bateria não gabaritou mas o trabalho foi feito. Conhecemos o ensaio com muita antecedência, fizemos um trabalho guiado. Isso me deu um resultado positivo, pois pude limpar bossas. O resultado foi muito satisfatório. Vamos manter o mesmo trabalho, com 264 ritmistas”.

Dudu lembra a história de Elza Soares com a bateria, afinal foi na sua voz que a ‘Não Existe Mais Quente’ ficou eternizada. O mestre faz mistério com relação à fantasia da bateria.

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“Trabalhar em casa é mais fácil e fico feliz pelo momento. O enredo também remete à bateria. Mestre André trabalhou junto com a Elza. O Jack já me passou as coordenadas, é segredo ainda. Para mim é um momento muito importante. A escola escolheu o melhor hino para o desfile”.

O show é sempre cobrado em relação à bateria da Mocidade. Dudu comenta a novidade no regulamento da Liesa, onde quem não parar na altura do módulo não poderá ser punido. Entretanto, ele destaca que a escolha do andamento é o segredo para um bom desempenho na avenida.

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“Eu sou favorável, embora eu não goste de comentar regulamento. Desfilei em 2013 com sete bossas. Foi o ano que mais ousei. Um bom desempenho não significa paradinhas. Eu sou favorável a um andamento bem feito, adequado ao desfile, ao samba. Eu acho que é por aí”.

‘Elza Soares é um ícone do país’, afirma Wander Pires

A voz marcante de Wander Pires pode novamente se misturar com a de Elza Soares na faixa do CD do Grupo Especial. Ela que já gravou um alusivo no álbum de 2019, desta vez como enredo da Mocidade pode pintar novamente no disco. Wander espera com ansiedade a repetição do momento.

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“A Elza é um ícone do país, não só da Mocidade. É mais uma grandiosa honra. Um momento muito feliz meu na Mocidade. É possível que ela participe da faixa. Ano passado ela já fez. Esse ano eu estou aguardando esse momento. Na avenida sei que é mais complicado, mas o importante é ela estar conosco no desfile”

O intérprete se encaminha para o seu quarto desfile consecutivo pela Mocidade, o que já é a segunda sequência mais longa desde seu surgimento, quando cantou na escola entre 1994 e 1999. Wander afirma que o momento de cantar o samba campeão é sempre de muita expectativa.

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“É uma grande expectativa, a gente como sempre sente algo diferente, depois de um longo processo, a comunidade fica esperando a gente cantar o samba campeão. Eu mesmo fico sem saber, esperando o que vai acontecer. Não falta poesia no nosso samba. A Mocidade tem histórico de sambas melodiosos, e esse não é diferente”.

Casal passa por saia justa e bateria dá show de excelência

A final da Mocidade foi uma ode de respeito ao público e organização de um evento. Embora por força maior a grande homenageada não pudesse comparecer por agenda profissional, quem esteve no Maracanã do Samba viu uma aula de como se apresenta um show. A começar pela bateria Não Existe Mais Quente, com uma autêntica exibição de gala na quadra, levando as pessoas ao autêntico delírio. O naipe de chocalhos ostentava letras em neon em sua vestimenta. Nada mais com a cara da Mocidade. Em seguida, o intérprete Wander Pires desfilou sua reconhecida categoria relembrando os memoráveis sambas da agremiação.

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Um saia justa ocorreu na apresentação do casal Diogo Jesus e Bruna Santos. Na hora que a imagem do mestre-sala apareceu no telão da quadra, foi possível ouvir vaias. A diretoria da escola tentou abafar pedindo aplausos, mas foi em vão. O dançarino foi contratado para o lugar do antigo mestre-sala, Marcinho, que junto com Cris Caldas foram demitidos da Mocidade, causando grande rejeição na comunidade, apesar de ambos serem muito talentosos.

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A dupla conversou com a equipe do site CARNAVALESCO. Diogo ressaltou que agora vive uma nova fase. “Sou maduro. Minha saída da Mocidade não foi muito conforme a gente espera, pela porta da frente. Mas acredito que a Mocidade superou, o Diogo Jesus superou, e agora basta a comunidade superar e abraçar a gente”.

Bruna ainda parece estar sonhando em ter alcançado o posto de primeira porta-bandeira da Mocidade. “É gratificante demais. É incrível eu estar podendo defender o primeiro pavilhão da minha escola, de onde eu comecei. Essa apresentação hoje foi uma emoção enorme. Sentir o calor da comunidade me abraçando”.

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Como foram as apresentações dos outros finalistas:

Zé Glória: Último samba a subir ao palco, não se intimidou com a avalanche deixada pela obra de Sandra de Sá e seus parceiros. Conduzido mais uma vez de maneira brilhante por Tinga, foi o samba que mais se aproximou de ameaçar a vitória de Sandra de Sá.

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Jefinho Rodrigues: Uma apresentação que ficou aquém para uma parceria que buscava defender o título. Deixou a nítida sensação de entrega dos pontos, uma vez que o favoritismo de um samba era latente. Destaque para a dupla Diego Nicolau e Evandro Malandro na condução do samba.

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Paulo César Feital: Parceria que conseguiu mudar os rumos da Mocidade no quesito desde 2017, desta vez errou a mão. A obra é era excessivamente grande, tornando a apresentação cansativa e arrastada. Foi o samba mais irregular da final.

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Galeria de fotos: final de samba do Império da Tijuca para o Carnaval 2020

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Vídeos: apresentações dos sambas na final da Mocidade para o Carnaval 2020

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Por Eduardo Fonseca

Veja abaixo nos vídeos como passou cada samba finalista na escolha da Mocidade Independente de Padre Miguel para o Carnaval 2020.

Galeria de Fotos: final de samba da Mocidade para o Carnaval 2020

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Parceria de Diego Nicolau vence e declara: ‘Arma do Império da Tijuca em 2020 é a poesia’

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Por Alberto João, Daniela Safadi e Lucas Santos. Fotos: Magaiver Fernandes

O Império da Tijuca definiu seu samba-enredo para o Carnaval 2020, na madrugada deste domingo, na quadra da Unidos da Tijuca. A parceria vencedora é composta pelos compositores Diego Nicolau, Tinga, Pixulé, Braguinha, James Bernardes, Jota e Tem Tem Jr. A escola do morro da Formiga será a última a desfilar no sábado de carnaval, pela Série A, com o enredo “Quimeras de um eterno aprendiz”, do carnavalesco Guilherme Estevão.

“O que fez a diferença foi a união dessa parceria que ganhou aqui pelo segundo ano seguido. Esse samba é uma obra de arte. E essa parceria é uma verdadeira família. Não é a toa que somos bicampeões. Não é uma parceria não, é uma família”, disse o compositor Tem Tem Jr.

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“A emoção é de como se fosse o primeiro. Hoje estou ganhando aqui no Império pela quarta vez. Essa parceria fez por merecer. O samba é lindo e vai abençoar o Morro da Formiga a retomar o seu lugar de escola educativa, passando conhecimento e sendo respeitada”, comentou o compositor Jota.

Na semana passada, a escola teve sua final de samba cancelada pela Polícia Militar por falta de alvará para realização do evento na quadra da Alegria da Zona Sul. Dessa vez, tudo ocorreu na mais perfeita ordem, embora, o público tenha sido menor, já que no mesmo horário a Mocidade Independente de Padre Miguel estava escolhendo seu samba-enredo. Antes da final, a escola realizou a final do concurso da musa da comunidade. Anna Karolina Carvalho foi a vencedora.

‘A gente está trabalhando com o luxo do lixo’, diz presidente

Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o presidente Tê falou da crise financeira na Série A, o possível apoio do governador Witzel e a nova direção da Lierj.

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“O carnaval do Rio de Janeiro hoje está sendo tratado com pouco caso. Certamente, o Império da Tijuca vai fazer desfile. Aqui faço um planejamento, quando acaba o carnaval já começo o planejamento do novo enredo. Já entregamos os protótipos e os ateliês já estão funcionando. A gente está trabalhando com o luxo do lixo”, disse o presidente, que ainda completou.

“A única saída do carnaval vai ser o nosso governador. Sobre a nova administração da Série A, a gente tem que apoiar. A gente não pode julgar sem ela ter concluído seu trabalho. Quem sabe a gente não tem novidades?”.

Para o diretor de carnaval, Luan Teles, o Império da Tijuca vai manter sua estrutura de desfile, seguindo o que foi proposto pela direção da Lierj para todas agremiações.

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“Vamos com três carros sendo um acoplado e mais um tripé. As pessoas vão lá para assistir ao espetáculo e se a gente diminuir não é legal”, disse o diretor que considera o samba-enredo fundamental para o sucesso do desfile.

“O samba, pra mim, é 80% do desfile. Se tiver um samba bom, bom mesmo, o componente ajuda o trabalho que a gente fez o ano inteiro ficar ainda mais bonito. Prezamos pela obra que a comunidade abraçou”.

‘Ressaltar a edução é importante quando não é valorizada’, diz carnavalesco

Estreando na Série A em 2020, o carnavalesco Guilherme Estevão é o responsável pelo desenvolvimento do desfile da escola no ano que vem. O artista citou estar orgulhoso com a missão.

“O Império é uma escola muito bem estruturada, dentro da realidade do grupo sempre fez desfiles grandiosos. Além disso é uma escola que pode me dar uma liberdade de criação maior. É um privilégio para mim fazer essa estreia aqui. A gente quer ressaltar a educação
em momento social muito importante em que sobretudo a educação pública não é valorizada”.

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Estevão comentou o peso de fazer um desfile da Série A e ainda enfrentar a Imperatriz Leopoldinense e a dificuldade financeiro do Acesso.

“É óbvio que a Imperatriz é a escola a ser batida, mas eu acho que o mais importante é cada escola trabalhar o seu carnaval. A gente começou a trabalhar em junho, única escola do grupo a iniciar o carnaval nesse período, e isso pesa no projeto que estamos fazendo. A escola abraçou algumas coisas que eu implantei, principalmente, neste processo de
compras, quando vamos direto no fornecedor a gente consegue baratear o custo”, explicou.

Bateria vem de homem negro

Ao site CARNAVALESCO, mestre Jordan analisou o desfile de 2019 e revelou detalhes para o desfile de 2020.

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“Foi bem positiva a performance em 2019. Para o ano que vem, vamos levar 240 ritmistas. Com o samba escolhido vamos pensar nas bossas. Já sabemos que a nossa fantasia vai representar o homem negro”.

Intérprete do Império da Tijuca, Daniel Silva, disse que o samba de 2019 tem pagada forte de desfile.

“Atende ao enredo e tem refrão forte. É aquele que bota todo mundo pra cantar e pular o tempo todo, que não dá respiro”, afirmou o cantor.

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Perguntado sobre o julgamento do carro de som e dele no quesito Harmonia, como é feito na Série A, Daniel Silva disse ser a favor.

“Eu acho muito bom porque obriga a gente a se aprimorar mais nas aulas de canto, a ensaiar bastante pra fazer um trabalho de excelência. Eu acho até que tinha que ser
separado. Avaliar harmonia, intérprete, e o carro de som para valorizar também os
músicos. Eles merecem”.

Casal foca nos ensaios fortes para evitar surpresas no desfile

Com a responsabilidade de assumir o posto de primeira porta-bandeira do Império da
Tijuca, Lais informou que os ensaios são fortes para tudo dar certo ao lado do mestre-sala Renan Oliveira.

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“Ensaiamos muito pra não ter problema lá na frente. Fiquei no Império da Tijuca por
três anos como segunda porta-bandeira e quando pensei que meu sonho tinha acabado, que isso nunca ia acontecer, o Tê me liga e me dá esse presente. A escola está me dando toda a estrutura necessária. Estão me dando confiança. Estou gostando de tudo”.

Renan elogiou a parceira e falou da fantasia para o desfile de 2020.

“A gente já se conhecia, mas nunca tínhamos dançado juntos além da cumplicidade na dança, desenvolvemos uma amizade e isso é muito importante também pra gente. Acho muito importante ela já ter sido da escola. Já vimos a fantasia. Gostei, aliás, já já vamos começar a montar a coreografia dentro da proposta da indumentária. Vem coisa boa por aí”.

Como foram as apresentações

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Parceria de Diego Nicolau – Sem a presença do cantor da Unidos de Padre Miguel, Tinga e Pixulé comandaram a apresentação. Exibição forte e segura da parceria com destaque para o verso “minha arma é poesia”. Mister final, Tinga impulsionou o rendimento da obra.
Diversos segmentos mostraram preferência pela parceria.

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Parceria de Cláudio Russo – Segunda parceria da noite ficou devendo uma exibição mais forte. Em nenhum momento, o samba conseguiu conectar palco, torcida e segmentos imperianos.

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A parceria de Valéria Amorim foi a terceira da noite. Emerson Dias conduziu a obra e teve um ótimo rendimento na quadra, inclusive, com a adesão dos segmentos. Ficou claro que a disputaria estaria entre a parceria e a turma de Diego Nicolau.

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Última parceria da noite foi a de Eduardo Katata. Leandro Santos também comandou muito bem o palco. A torcida seguiu forte o canto, mas o restante do público não interagiu.

Acompanhe a cobertura da final de samba da Mocidade

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Ouça o samba-enredo da Santa Cruz para o Carnaval 2020 na versão do CD

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Compositores: Samir Trindade, Junior Fionda, Elson Ramires e Rildo Seixas

Onde plantei o meu valor
Colhei meus ideais
Vai ressoar o meu tambor
A voz que ecoa dos canaviais

Saudade tenho do meu Cariri
Minha terra onde nasci
E deixei meu coração
O verde admirava da varanda
Era doce minha lida
O suor do meu sertão

Êh muié guerreira
Batiza o meu lugar
A bênção a Padim Padi Ciço
Que se chamou Lampião
“Maria Bunita” da saia rendada
Me ensina menina prendada
A cantor como o Rei do Baião

Oh moça solteira
Oh pau da bandeira iaiá
Oh moça solteira
Pede ao santo padroeiro um sinhô pra ser seu par

Onde versa o trovador
Nasce a fé e alegria
No Araripe o soldadinho
Anuncia um novo dia
Nos altares eu pedi… ao pai
E na fonte agradeci… em paz

Lava a minha alma e cura minha dor
No peito a Santa Cruz do amor

Vou voltar Santo Antônio de Barbalha ilumine essa
Batalha minha gente pede ao céu
Vou voltar Santo Antônio de Barbalha
Ceará tem paraíso em forma de cordel

Vigário Geral apresenta samba e sonha repetir coirmãs que permaneceram na Série A

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Uma das máximas mais cruéis do carnaval nos tempos recentes é aquela de que escolas oriundas de grupos inferiores estão fadadas ao rebaixamento. Na Série A pelo menos não tem sido assim e é apostando nisso que a Acadêmicos de Vigário Geral apresentou seu samba à sua comunidade na quadra na noite desta sexta-feira. A escola quer repetir os feitos de Em Cima da Hora (2014), Rocinha (2016), Sossego (2017), Unidos de Bangu (2018) e Unidos da Ponte (2019), que não caíram após vencerem a Série B no ano anterior. Durante o evento, Egili Oliveira foi coroada rainha de bateria da escola.

O carnavalesco Rodrigo Almeida recebeu a incumbência de com a Vigário Geral buscar essa permanência na Série A, repetindo histórias de sucesso das últimas campeãs da Série B. Almeida conta detalhes do enredo à nossa reportagem e ressalta que a dificuldade financeira das escolas está trazendo o povo de volta para as escolas de samba.

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“O enredo é uma crônica sobre o porque do Brasil não deu certo. Começamos com uma lenda do Eldorado e a partir daí contamos as tramoias, passando pelo barroco mineiro. Terminamos com os contos atuais, os golpes, a questão política. O samba encomendado deixa a gente um pouco tenso, mas como o samba ficou muito bom eu fiquei bastante tranquilo. Eu considero que o maior desafio é pisar na Sapucaí com a escola duas décadas depois. Mas a escola está se preparando muito bem. Colocar carnaval na avenida pela Série A é uma façanha, mas por outro lado é tanta ajuda e garra, que essa dificuldade se torna até esquecida. A falta de dinheiro está trazendo o povo de volta para o carnaval”.

Compositores buscaram linha diferente dos sambas da São Clemente

Uma autêntica seleção de compositores foi convidada pela escola para fazer o samba que a Vigário Geral apresentará em seu desfile no ano que vem. Os 12 poetas escalados: Renan Diniz, Orlando Ambrosio, Richard Valença, Jefferson Oliveira, Fernandes, Domenil, Professor Laranjo, Serginho Rocco, Denis Moraes, Dr. Rodrigo Sampaio, Gigi da Estiva e Carlinhos Ousadia.

Um dos compositores convidados a fazer o samba da Vigário Geral foi Domenil. O experiente poeta, que possui vitórias marcantes pela Mocidade, de onde é presidente da ala, falou ao CARNAVALESCO sobre a primeira vez fazendo samba encomendado em tantos anos de carnaval.

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“Na verdade, eu não gosto muito disso, fui convidado e fiz. É a primeira vez que participo. Chegou o convite da escola e participei junto da rapaziada. Achei o samba muito bom para a escola. A comunidade adorou. Se é melhor pra a escola que assim seja. Cada um é que sabe onde o calo aperta. Agradeço imensamente o convite”.

Richard Valença complementa a opinião de Domenil e aponta que os compositores buscaram outra linha de composição, que não criasse qualquer tipo de semelhança com a São Clemente, que levará pra a avenida um enredo com o mesmo título, mas outra abordagem.

“Tivemos uma preocupação em separar a linha de raciocínio do enredo da Vigário aos sambas da São Clemente. O nosso lado vi pra um aspecto mais sério, uma pegada mais crítica. Eu destaco a maneira que conseguimos desenvolver a cronologia dos contos do vigário. Tem uma crítica intrínseca ao atual governo da prefeitura do Rio. O ponto forte é nosso refrão principal. O samba encomendado te permite uma conversa direta com a escola. Em todo momento recebemos informações para desenvolver. O feedback é o próprio samba. No começo criamos uma opção e eles deixaram claro que a linha deveria ser outra. A escola ficou super feliz”.

Presidente se emociona ao lembrar das duas décadas longe da Sapucaí

Presidente da Vigário há dez anos, Elizabeth da Cunha, a Betinha fala da importância de poder ver a escola novamente na Marquês de Sapucaí, depois de 22 anos. A dirigente entretanto não se esquece das dificuldades e responsabilidades para colocar o carnaval na avenida.

“O sentimento de estar na Série A não tem nem como descrever. Eu estou ainda tão maravilhada e nem acredito. O povo da escola ajudou muito na produção desse evento na quadra. Estou com muita fé. Acredito que viemos para ficar. Já estamos trabalhando muito para um bonito carnaval. O barracão estamos vendo, provavelmente iremos ocupar o antigo barracão do Império da Tijuca, em frente ao Into. Fazer carnaval sem dinheiro eu estou acostumada, desde a Intendente. Agora é Sapucaí, mas graças a Deus estamos adiantados. Um ajuda ao outro aqui. A encomenda foi uma decisão conjunta. Foi uma maneira que encontramos para ajudar a própria escola”.

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O diretor de carnaval Ney Lopes reconhece as dificuldades do carnaval da Vigário, mas afirma que a agremiação realizará ensaios de comunidade normalmente.

“Será um ano bastante desafiador, não apenas por subirmos depois de muitos anos. Temos ciência das dificuldades financeiras, mas em dezembro vamos começar a ensaiar a comunidade. Vamos desfilar com 1.700 componentes. Reforçamos o nosso elenco, trouxemos um casal muito talentoso de São Paulo. Acredito em um grande desfile”, pontuou.

Oriundo de São Paulo, casal estreia no Rio de Janeiro

O mestre-sala Jefferson Gomes é oriundo do carnaval de São Paulo. Primeiro da Mocidade Unida da Mooca, ele conta à reportagem do CARNAVALESCO que a oportunidade de estrear no Rio de Janeiro veio após dirigentes da agremiação carioca o verem dançar no carnaval de Uruguiana. Ele relata ainda que a oportunidade no carnaval carioca era um antigo projeto seu e elogia a parceira, Paula Penteado.

“Fiquei muito feliz com esse convite; Eu venho tentando há muito tempo vir para o Rio. Foi em Uruguaiana que pintou esse convite. Esse era um objetivo meu. A Paula é uma amiga antiga. Nos conhecemos do carnaval de São Paulo, mas nunca havíamos dançado juntos. Quando veio a chance de dançar em Uruguaiana, pensei imediatamente em formar essa parceria com ela. Com o convite da Vigário, decidi repetir essa parceria. Acho que para o casal a diferença é que há uma assimilação mais demorada, pois não houve uma disputa, quele contato com a obra. Mas da mesma forma montamos a coreografia a partir do samba”.

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Paula Penteado, também vem da folia de São Paulo. Porta-bandeira do Vai-Vai, ela se encontrou com Jefferson em Uruguaiana e quando ele foi convidado pela Vigário Geral, prontamente a convidou para repetirem a parceria, que nunca havia ocorrido na capital paulista. Paulinha afirma que seu parceiro é uma pessoa muito determinada.

“Estreando no Rio de Janeiro eu estou bastante ansiosa. A responsabilidade é bem maior, acredito que seja o dobro. Mostrar para as pessoas a sua capacidade e porquê tivemos esse voto de confiança. O Jefferson é um cara muito comprometido. Ele já me escolheu com um objetivo. Além da escola preciso fazer jus à essa oportunidade que ele me proporcionou. Eu me sinto muito protegida e resguardada por ele”, destaca.

Tem-Tem Jr diz que samba tem a sua cara

Tem-Tem Jr. depois de receber sua primeira oportunidade na Série A pela Unidos de Bangu em 2019, vai novamente passar na avenida, agora defendendo as cores de Vigário Geral. Ele revela que o samba tem a sua cara, que nem sempre foi à favor de encomenda de samba, mas que se deixou levar pela qualidade da obra.

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“Agora eu costumo dizer que o sonho era cantar como primeiro cantor. Mas foi em um trio essa minha estreia. Aprendi muito com eles. Agora a responsabilidade é maior, mas a vontade é gigante. A realização de um sonho de 12 anos, passa um filme pela minha cabeça. Eu tenho muita humildade e sei do talento que tenho, com os pés no chão. Eu acho que a gente ser julgado no quesito harmonia pede um capricho e uma atenção maior. Vou mostrar o que sei fazer e tenho certeza que muita gente espera isso. Sapucaí é diferente. No início eu era contra encomenda, sempre participei de disputas. Mas quando escutei o samba fiquei muito feliz. É uma linha que tem a minha cara. A galera da caneta foi muito feliz”.

Escola repete aposta no jovem Luygi para a bateria

O mestre de bateria que foi um dos responsáveis por um dos melhores momentos da Vigário Geral em seu desfile campeão na Intendente Magalhães este ano vai receber sua primeira oportunidade na Sapucaí este ano. Ele chegou a dividir o comando da bateria da Unidos da Ponte com Vitinho, mas não foi para o desfile. Luygi agradece a oportunidade e fala da boa safra de mestres da nova geração.

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“Eu acho muito importante essa valorização de nós que somos mais jovens. Vigário é uma escola de comunidade, estamos ensaiando forte. A intenção é deixar uma excelente impressão nessa estreia”, destaca o mestre.

A Acadêmicos de Vigário Geral será a primeira escola a desfilar pela Série A na sexta-feira de carnaval em 2020. A escola apresentará enredo ‘O Conto do Vigário’, de autoria do carnavalesco Rodrigo Almeida.

Galeria de fotos: apresentação do samba da Vigário Geral para o Carnaval 2020

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