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Após passar mal, Tinga está em casa e de repouso

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Foto: Eduardo Hollanda

O susto passou e o intérprete Tinga, da Vila Isabel, já está em casa e em repouso. Na noite de quarta-feira, o cantor passou mal e foi para o Hospital Salgado Filho, no Méier. Ele chegou com quadro de pressão alta. Foi atendido, passou por exames e depois liberado na madrugada desta quinta-feira.

Fora da mesmice! Viradouro mostra que é possível fazer grandes espetáculos nas finais de samba

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Por Geissa Evaristo. Fotos: Magaiver Fernandes

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A final de samba da Viradouro é um dos eventos mais caprichados do ano em uma quadra de escola de samba. A apresentação dos segmentos é pensada como um formato de pocket-show para tornar o momento mais atrativo. O espetáculo preparado pela vermelha e branca na quadra, nunca antes havia sido visto em finais de samba, exceto na própria Viradouro em 2019. Pelo segundo ano consecutivo, a direção da escola conseguiu promover um grande evento para escolher seu hino do desfile de 2020. Tudo feito com muita atenção e perfeição, totalmente de acordo com a temática do enredo. Uma final de samba para ficar na história e na memória dos presentes.

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Ao entrar na quadra o folião já sentia o clima do evento. Barracas de comidas baianas formavam uma espécie de praça de alimentação. Banner personalizado desejava boas vindas ao público. Baianas e Harmonia usavam em seus figurinos a mesma estampa das roupas das ganhadeiras, personagens do enredo 2020. Ao abrir os portões, rodas de capoeira recebiam o público, que logo em seguida pode prestigiar e se emocionar com um musical das Ganhadeiras de Itapuã no palco. Tudo pensado e organizado minuciosamente como um grande espetáculo.

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O show da Viradouro ganhou ares de super produção e incendiou o bairro do Barreto. Saindo completamente do show tradicional das escolas de samba visto nas quadras, a vermelho e branco saiu da mesmice inovando e mostrando que o brilho no olhar não só voltou, como continuou. Zé Paulo se transformou em vários personagens: Pedro Alvares Cabral, cantor baiano e São João Batista. Multifacetado, o intérprete exibiu todo seu talento cantando inúmeras obras marcantes na história da vermelho e branco de Niterói. O espetáculo assinado por Valci Pelé, mais uma vez, foi uma aula de cultura, tradição e amor ao carnaval.

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Mestre Ciça e seus ritmistas foram um espetáculo à parte. Vivendo novamente um momento espetacular no carnaval, eles fizeram toda a diferença no espetáculo. Completamente em sintonia com o carro de som, foi da bateria a responsabilidade de colocar todo mundo pra sambar, como por exemplo na execução do samba-enredo 1997 e a paradinha funk de mestre Jorjão. Em uma espécie de elevador, dois ritmistas foram alçados ao alto da quadra e fizeram solo no Timbal para delírio do publico.

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Passistas se transformaram em ciganas, crianças em palhaços, passistas masculinos em índios. Todas as apresentações tiveram o auxílio de um luxuoso telão de led que interagia com o elenco, alterando a cena proposta. Fogo, balões de gás, efeito com fumaças e fogos artificiais completaram o verdadeiro espetáculo da escola de Niterói. Em reportagem ao site CARNAVALESCO, Valci contou que o elenco ensaiou desde maio. Tudo isso para que a festa ficasse à altura do que a Viradouro planeja e pensa enquanto escola de samba em seu novo perfil.

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“A proposta do projeto foi levada ao presidente em maio. Ele me disse que eu poderia sonhar que ele realizaria o meu sonho. Sabemos que a mão que move o mundo é o dinheiro, mas se não arregaçar as mangas, trabalhar e ter talento, nós não chegamos em lugar nenhum, mesmo com dinheiro. Tudo que usamos nos nossos elementos cenográficos qualquer escola de samba tem: serralheiro, ferreiro, material humano. Aqui não tem nada além que nenhuma outra escola não tenha. É um trabalho de cinco meses para o público e para o carnaval. Iniciei a pesquisa dos sambas, elementos cenográficos, iluminação e efeitos em maio. O sonho foi realizado em prol da instituição. Agradeço ao maestro Jorge Cardoso e ao mestre Ciça por casarem o ritmo com a dança. Ao nosso intérprete Zé Paulo por gostar de interagir e estar inserido no espetáculo, meus passistas que viraram dançarinos no musical. Toda a equipe envolvida, minha gratidão”, explica Valci Pelé.

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A Viradouro será a segunda escola a desfilar no domingo de carnaval com o enredo “Viradouro de alma lavada” de assinatura e desenvolvimento dos carnavalescos Marcus Ferreira e Tarcisio Zanon.

Estudo da sinopse: Unidos de Padre Miguel 2020

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GINGA: CORPO, ARTE E CULTURA DE RESISTÊNCIA NA UPM 2020

Nome do enredo: GINGA
Nome do carnavalesco: Fábio Ricardo
Nome do pesquisador e autor da sinopse: Marcos Roza

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Reconhecida por grandiosos desfiles que trazem a cultura como tema, a Unidos de Padre
Miguel levará para a avenida em 2020 o enredo “Ginga”, assinado pelo carnavalesco Fábio
Ricardo, que pela primeira vez apresenta um enredo totalmente afro, e com sinopse e
pesquisa realizada por Marcos Roza.

Quando a escola divulga o título do seu enredo, gera uma expectativa de que possa trazer
algum tipo de alusão a rainha Njinga Mbande, no entanto, não é isso que se verifica no
desenvolver da sinopse da escola, que traz um texto sobre a capoeira, prática que tem origem na negritude. E quem conta essa história redigida em primeira pessoa, é a própria Ginga personificada.

Ao fazer a leitura, surge a questão: Por que não dar luz a capoeira em si ao invés de sua
dança? E o texto, aliado a fatos históricos, responde ao mostrar que é o gingado o que dá à
luta da capoeira características de dança, é o que a ressignifica, concatena movimentos, dá
ritmo, permite improvisar, expressar o sentimento e a identidade de cada capoeirista, assim como distrair e confundir o oponente. “Rompendo o silêncio de noites sombrias” ela é “incorporada feito arte matuta, uma espécie de dança, disfarçada entre os afazeres da
labuta”. Era a ginga, o canto e os instrumentos, que possibilitavam a cultura da capoeira
permanecer viva apesar do sistema escravista. Pelo uso da dança xs escravxs conseguiam
enganar seus senhores disfarçando a prática da capoeira, escapando de serem punidos. “Mas é na hora da fuga, usando os pés, as mãos e a cabeça”, que a luta é revelada, para resistir ao opressor.

A Unidos de Padre Miguel desenvolve seu enredo com a protagonista narrando sua trajetória já dando pistas de uma possível inspiração do que pode vir a ser apresentado em sua comissão de frente. Ela abre o texto contando a origem da dança da capoeira, que tem raiz lá no N’golo: luta originada a partir da observação dos homens diante da dança de acasalamento das zebras, onde os machos se confrontavam com golpes de cabeçadas, coices e mordidas.

Essa luta ocorria durante a Efundula, a Festa da Puberdade, onde os rapazes lutavam para
conquistar suas esposas. O texto relaciona Ginga e Okô – divindade da agricultura – apontando para a herança que carrega dos “ritos de mistérios e verdades”, mas o texto não aponta de maneira direta como essa relação se dá, deixando aqui uma curiosidade sobre como isso se desdobrará no desfile da escola. Aparecendo, possivelmente, nos primeiros setores, será que essa referência se revelará na plástica adotada? Das cores que vão prevalecer? Quem sabe, tons verdes e marrons para remeter a agricultura?

Regada de poesia, o texto apresenta uma clara referência ao movimento diaspórico, dando
sinais de que é possível que a agremiação traga algo que remeta aos navios negreiros, onde a personagem central do enredo segue viagem, acompanhada de “dor e lamento”, quando é arrancada do colo de seu solo materno para cruzar “a imensidão dos mares” com destino ao continente americano, às terras brasileiras, onde todo o gingado seria resistência diante dos algozes que açoitavam e escravizavam o povo africano.

Seguindo no texto, ela chega ao Brasil, ganha espaço e começa a compor o cenário das ruas, das feiras, das festas, dos cais e logo começa a ilustrar as telas do realismo. Nesse trecho, o texto, possivelmente, dá mais uma dica do que pode aparecer no desfile da vermelha e branca de Padre Miguel, para marcar o momento em que a capoeira se torna uma expressão que passa a pertencer a cultura local. Ela ganha corpo, começa a carregar consigo não só a dança, a luta, os cantos, mas também adquiri uma filosofia que traz consigo os valores da tradição de Angola.

A protagonista, guardiã da cultura negra em terras estrangeiras, carrega o karma da
perseguição e, por parte daqueles que a negam como cultura, assim como negam a seu povo o direito de existir e resistir, ela é criminalizada. Mas sendo ela uma guerreira, que é nativa de um povo que não esmoreceu à opressão, não tombou diante do açoite, mais uma vez resiste, mesmo sendo censurada e moldada para caber na tolerância do olhar do opressor.

Ginga persiste, ganha espaço e saúda seus heróis, deixando aqui uma expectativa de que esses heróis virão representados no desfile da escola, aqueles que gingaram e a tiveram como expressão da sua história de luta e da formação cultural do povo brasileiro, a possibilitando ganhar reconhecimento, e até o título de Patrimônio Imaterial da Humanidade.

Nos presenteando com um texto poético, carregado de emoção, trazendo um contexto
histórico baseado na trajetória do povo preto do nosso Brasil, a Unidos de Padre Miguel nos
apresenta a ginga personificada, a quem, mesmo sem uma referência direta tendo sido feita pela escola, eu livremente associo a rainha Njinga Mbande, que para sobreviver à opressão política, usou disfarces, adquiriu novas roupagens, se moldou, se adaptou, sem perder sua essência, sem deixar de ser a rainha Angolana e quando necessário lutou, assim como a protagonista do enredo que não deixou de ser capoeira, conquistou seu reconhecimento e segue resistindo e reexistindo.

Esse gingado que é da capoeira, que é do samba, e também do carnaval, mais que
merecidamente recebe essa homenagem. E quando a Unidos de Padre Miguel fizer a curva,
tomar a avenida e tingi-la de vermelho e branco, a escola, que traz consigo a raiz quilombola da vila vintém, vai cantar e ressoar a sua história, a protagonista de seu desfile para o carnaval de 2020.

Ginga, Unidos de Padre Miguel!

Referencial Teórico

FONSECA, Mariana Bracks. Ginga: História e memória corporal na capoeira angola. In
Rascunhos. Uberlândia v.4 n.3 p.124-138, 2017.

Thiago Acacio de Almeida – [email protected]
Ciências Sociais/UFRRJ
Membro Efetivo do OBCAR/UFRJ
Leitor Crítico: Rennan Carmo – [email protected]
História da Arte – EBA/UFRJ
Instagram: observatoriodecarnaval_ufrj

Intérprete Tinga passa mal e é hospitalizado

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Tinga

O intérprete Tinga, da Vila Isabel, passou mal e foi atendido no Hospital Salgado Filho, no Méier, na noite desta quarta-feira. O cantor chegou com pressão alta, está em observação e passará por exames. A família do cantor foi para o local. A assessoria de imprensa da Vila Isabel divulgou mais informações. Veja abaixo.

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CARNAVALESCO revela bastidores da gravação do Império Serrano no CD da Série A

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ImpérioSerrano Gravação 20De volta à Série A após dois anos, o Império Serrano realizou na Companhia dos Técnicos em Copacabana as bases de bateria para a sua faixa no CD da Lierj. O estúdio recebeu a bateria Sinfônica, sob o comando de mestre Gilmar e o intérprete Leléu, que foram orientados pelo produtor Leonardo Bessa. A diretoria da escola também acompanhou cada etapa da gravação.

Mídia parceira nas gravações da Série A, o site CARNAVALESCO conta os detalhes da gravação. O intérprete Leléu ressaltou o orgulho em ser a voz oficial de uma instituição do porte da verde e branca da Serrinha em uma gravação. O cantor enumerou as qualidades do samba e da bateria e revelou o que o mundo do samba vai encontrar na faixa imperiana.

ImpérioSerrano Gravação 16“Terceiro ano no Império e o segundo como microfone principal. Não tenha dúvida do tamanho da minha honra em estar à frente do carro de som dessa escola. E fortalecida por cantar a obra de um grande mestre que é o Aluísio Machado. A bateria do Império é sempre um caso à parte, o pessoal é muito versátil. O samba além de ter muita alegria, é melodioso e muito forte. Os fãs dessa escola gigante vão gostar bastante”, elogia Leléu.

Mestre Gilmar tem a responsabilidade de mais uma vez comandar uma das baterias mais emblemáticas do carnaval, a Sinfônica do Samba. Ele revela à nossa reportagem que buscou resgatar os desenhos de agogô (instrumento típico da bateria imperiana) na gravação deste ano.

“Fizemos uma gravação bem simples. Precisávamos de um samba valente e venceu na final aquele que a maioria quis. Deixamos mais a letra do samba para as pessoas pegarem. A melodia permitiu algumas bossas dentro dela, não é o que vou levar para a avenida claro. Enriquecemos o samba, mas o que vai ficar mais elaborado deixamos para o desfile. O agogô eu trouxe a base do passado, usamos cinco, para dar um volume gostoso. Fizemos desenhos antigos, de 30, 40 anos. Quem vai ouvir vai identificar o Império Serrano”, destaca.

CARNAVALESCO revela bastidores da gravação da Unidos de Padre Miguel para o CD da série A

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UPM Gravação 9Quase dez dias depois de escolher seu samba-enredo em grande festa na quadra, a Unidos de Padre Miguel gravou no estúdio Companhia dos Técnicos em Copacabana a base para o hino que vai defender na Marquês de Sapucaí em 2020.

Com o enredo”Ginga!”, a Unidos de Padre Miguel vai levar para a Avenida a história da Capoeira.

* OUÇA O SAMBA DA UPM PARA O CARNAVAL 2020

Diego Nicolau, em seu primeiro ano a frente do carro de som da UPM, falou à reportagem do CARNAVALESCO, durante a gravação da voz para guiar os outros instrumentos, e elogiou o hino da escola para 2020 contando o que mais lhe chamou a atenção na obra.

“Lógico que o samba-enredo que a Unidos da Padre Miguel escolheu é um samba sobretudo que tem muita capoeira na melodia. É importante, é uma melodia que fala junto com a letra. Isso é importantíssimo, que tem a áurea do enredo. A gente vê vários momentos que a melodia realmente dialoga com o enredo, com a capoeira. Sobretudo, eu acho que é muito bacana com uma melodia inusitada, um samba todo em maior e chega no final as pessoas acham que virá um outro refrão em tom maior e ele vai para o menor. Acho que é algo bem bacana”.

UPM Gravação 11Mestre Dinho, que durante a disputa de samba-enredo adiantou para a reportagem do CARNAVALESCO que virá com 250 ritmista em 2020, falou sobre o andamento para o CD e sobre a bossa preparada especialmente para o álbum.

* GALERIA DE FOTOS DA GRAVAÇÃO

“O andamento para o CD é o 142 bpm, porém eu gosto de mais pra frente um pouco. Mas agora é para ficar uma coisa mais identificável, como o pessoal do mundo do samba ainda está aprendendo, depois a gente vai colocar do nosso jeito mediante os ensaios. Na realidade já tínhamos três bossas prontas e aqui escolhemos uma, ela valoriza o refrão de baixo, o segundo refrão, é uma bossa de todos os naipes, eu procuro sempre fazer minhas bossas em cima de todos os naipes, todos juntos. Ela valoriza a parte segunda da música. A gravação foi ótima, o clima está muito bom, já estivemos gravando com toda a equipe que é bem atenciosa”.

* CONFIRA COMO FOI A FINAL DA UPM

A gravação na Companhia dos Técnicos em Copacabana contou com a presença dos compositores do samba de 2020 da Unidos de Padre Miguel. A obra foi produzida por Samir Trindade, JR Beija-Flor, Guto Biral, Davi Show Serrinho, Ricardo da G. Braga, Dilson PS Medeiros e Rômulo Presidente. Ribeirinho apontou as qualidades que fizeram com que o samba fosse o escolhido.

UPM Gravação 6“Eu acho que o mais importante do samba, assim de cara, é o contexto do samba. Ele atua dentro do enredo realmente. Nós propomos uma melodia jogada para a capoeira. Acho que foi isso que pegou para o pessoal da escola e nas apresentações a gente colocava uma roda de capoeira”.

Já Davi show, em 2019, entrou para o time seleto dos campeões, foi sua primeira vitória em uma final de samba.

“Foi algo inexplicável, um sentimento legal por a gente estar em um projeto com todo mundo. Um grupo unido demais. Uma parceira só de amigos, uma amizade boa. Ainda estou viajando e a sensação ainda vai durar por muito tempo” conta Davi.

Galeria de fotos: bastidores da gravação do Império Serrano no CD da Série A

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Galeria de fotos: bastidores da gravação da Unidos de Padre Miguel no CD da Série A

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Leandro Vieira convida e Iza aceita ser a nova rainha de bateria da Imperatriz

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EF81A11A 1B1A 443F B9E3 DE19992CA558A cantora Iza é a nova rainha de bateria da Imperatriz. A beldade atendeu ao convite do carnavalesco Leandro Vieira. Ela vai substituir a militar Flávia Lyra no posto.

“Ela entendeu a importância de termos uma mulher negra, linda e com tamanha representatividade à frente da bateria. Iza nasceu em Olaria, bairro da região da Leopoldina, mesma região da escola. Vai ser um reinado incrível”, declarou Leandro ao jornalista Léo Dias.

CARNAVALESCO revela bastidores da gravação da Cubango no CD da Série A

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Cubango Gravação 20A vice-campeã da Série A, Cubango, aposta novamente em seu samba para realizar o sonho do inédito campeonato no acesso. A verde e branca de Niterói gravou as bases de bateria para sua faixa no CD na Companhia dos Técnicos, em Copacabana. Mídia parceria da Lierj, o site CARNAVALESCO acompanhou os bastidores da gravação da faixa, produzida por Leonardo Bessa.

O intérprete Thiago Britto falou das qualidades so samba e reiterou que a obra deve novamente disputar para ganhar prêmio no carnaval do ano que vem.

“Viemos de um samba premiado em 2019 e acredito que vamos brigar por isso novamente. Quem escolheu esse samba foi a comunidade. A escola canta muito forte. Fizemos uma guia excelente aqui, acho que será uma das grandes faixas do CD. É um dos grandes sambas deste carnaval. E a Cubango vai brigar novamente pelo título”, disse.

Cubango Gravação 17

Thiaguinho falou sobre ser um cantor branco em uma escola eminentemente negra. Segundo o intérprete existem vários grandes vozes brancas no carnaval que marcaram época.

“Esse lance de cor e raça eu acho que hoje em dia está ultrapassado. A essência da escola é negra mas eu fui abraçado. Tive propostas para sair e o presidente me segurou e também não tenho vontade de deixar a escola. Fico lisonjeado em ser a voz da escola no melhor desfile de sua história. Depois de Luizito, Zé Paulo, Carlinhos de Pilares, acabou essa coisa de que o cantor precisa ser negro e ter aquela voz grave. O carnaval hoje está muito técnico”, opinou.

Considerada uma das melhores baterias da Série A, a Ritmo Folgado terá novamente o comando do mestre Demétrius. Ele explica o andamento adotado junto da produção do CD e a bossa implementada na faixa.

“O andamento foi 140. Eu fiz uma bossa bem simples para dar uma ressalva no refrão de entrada. Fica um silencio com o canto e depois a bateria vira. O samba é muito bom, tem bastante conteúdo musical para a bateria trabalhar, além da parte do desenvolvimento do enredo”, explicou.