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Finalistas da Mangueira falam ao CARNAVALESCO sobre grande decisão deste sábado

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A Mangueira escolhe neste sábado seu hino oficial para o Carnaval 2020. A reportagem do CARNAVALESCO entrevistou as três parcerias finalistas. A nossa equipe elaborou as mesmas questões para um integrante de cada obra que sonha com a vitória nesta noite. Confira abaixo o posicionamento de cada compositor.

Aponte motivo o samba de sua parceria merecer a vitória na Mangueira

Rodrigo Pinho: “Procuramos buscar no DNA Mangueirense o caminho para a vitória. Canções de Cartola, Beth Carvalho, Nelson Cavaquinho e Dorival Caymmi inspiraram nossa composição e inspiram nosso sangue verde e rosa. Buscamos uma melodia alegre e contagiante pra retrata o clima que seria de festa com Jesus na Mangueira, sua história e mensagem de que só “a verdade libertará” e pensando ainda em uma posição de desfile que precisa de um samba que envolva o público e os desfilantes para buscarmos o objetivo do bicampeonato”.

Beto Savana: “Porque ele representa os mestiços e crias das favelas, estudantes, trabalhadores, pais, mães, avós, avôs, filhos, netos, todos os humildes, porém valentes e guerreiros, que carregam suas cruzes diariamente e mesmo que muitas vezes sejam proibidos de sonhar não desistem de lutar contra a desigualdade e qualquer tipo de intolerância. A principal missão do samba 8 é levar para o mundo a narrativa do enredo como uma reflexão sobre a vida, sobre o amor, o respeito, a paz e a união de todos como irmãos. O samba 8 é uma biografia resumida do favelado e das pessoas de bem, vencedores na arte de sobreviver e que jamais perdem a esperança por dias melhores, que nunca perdem a fé e não se calam diante do que quer que seja. O samba 8 é uma mensagem do Jesus Cristo da Mangueira para o povo!”.

Manu da Cuíca: “Acho que o nosso samba colocou o enredo em uma boa direção, indo por aquilo que a escola deixou aberto para os compositores. E além disso contempla o tema de uma forma poética e encontrando boas alternativas melódicas em alguns momentos de uma forma não tão esperada”.

Qual o trecho favorito da sua obra?

Rodrigo Pinho: “O trecho que culmina no verso “E nessa cruz, você, quem é?” para nós é o mais representativo, pois abrange as diversas causas e lutas subjugadas e vistas sob o olhar da intolerância. Dentro do nosso samba Jesus compartilha dessas mesmas lutas e representa cada uma dessas bandeiras que podem ser trazidas no desfile da Mangueira. Pode ser a vítima da intolerância religiosa, da homofobia, do machismo, do racismo e de todo tipo de opressão presente no dia a dia. Se Jesus voltasse e fosse defensor dessas causas seria novamente sentenciado à cruz, tal como um de nós sentenciados todos os dias por inúmeras maldades praticadas em nome do povo de bem. E, você, quem é nessa cruz?”.

Beto Savana: “O nosso samba tem diversas mensagens importantes que gostamos bastante, como o refrão do meio, por exemplo, que exalta a luta contra a intolerância, mas cada uma dessas mensagens tem sua função dentro do que foi proposto no enredo, e a parte que mais me emociona é a que diz: Ninguém é melhor que ninguém, somos todos irmãos, ninguém é melhor que ninguém salve a nossa união. Porque essa é a essência de um dos mandamentos mais importantes de Jesus, que é Amai-vos uns aos outros.”

Manu da Cuíca: “Favela, pega a visão // Não tem futuro sem partilha // Nem Messias de arma na mão”.

Na opinião da sua parceria, onde está o diferencial do enredo da Mangueira?

Rodrigo Pinho: “O diferencial do enredo é desnudar todo tipo de dominação e preconceito disfarçados de fé. Mostrar ao povo que o Jesus que pregam, se considerada sua biografia, não é opressor, punitivista e excludente, mas solidário e agregador. Trazer esse enredo pra Sapucaí é necessário. Ficamos felizes que seja na Mangueira, cuja diretoria tem tido a coragem de assumir posicionamentos autênticos, como na escolha do tema e no modelo de concurso de samba que já revolucionou as disputas e ainda tem muito a acrescentar ao carnaval”.

Beto Savana: “Acho que o diferencial é conseguir falar dos problemas cotidianos e extremamente sérios que atingem o povo humilde das favelas, dessa enorme desigualdade social, da discriminação e de todos os tipos de intolerância, mas também conseguir passar mensagens de superação, de amor, de força, luta e esperança por dias melhores!”.

Manu da Cuíca: “Acho o enredo muito bom, muito bem desenvolvido. Traz questões importantes sem fazer uma imagem falsa de Jesus, pois ele foi um personagem muito combativo, atento às questões políticas e sociais, o que nem sempre se sobressai na visão que nos é passada pela sociedade. Normalmente esta parte é esvaziada da figura dele, da história dele. E o enredo também atualiza as chagas de Jesus com os problemas que hoje o povo pobre enfrenta, atualizando a figura de de forma responsável, verídica, indo pelo óbvio. Hoje Jesus nasceria sim em uma favela, seria negro e provavelmente perderia a vida de forma jovem aos 33 anos como muitos que vemos acontecer isso por aí. Então acho que foi muito bem desenvolvido este enredo”.

Compositores da Estácio se dizem felizes por sambas feitos para o enredo de Rosa Magalhães

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Após conquistar o acesso para desfilar no Grupo Especial em 2020, a tarefa dos compositores da Estácio não ficou mais fácil para o concurso. Ao contrário, a responsabilidade aumentou, pois a obra abrirá o desfile da elite do carnaval. E mais ainda por terem preparado um samba para um enredo desenvolvido pela carnavalesca multicampeã Rosa Magalhães.

Três parcerias continuam na final que será realizada neste sábado. E, se no início, o tema “pedra” pode ter assustado um pouco os poetas do Berço do Samba, após a apresentação da sinopse, tudo ficou mais claro. É o que conta Edson Marinho, um dos compositores do samba 01, integrante da parceria campeã no ano passado.

“Foram três sambas de muita qualidade que foram para a final, acho que a Estácio está muito bem servida. O nosso, especificamente, eu acho diferente dos outros no sentido de retratar muito bem o enredo, nosso samba está muito dentro do enredo. Gosto muito do refrão de cabeça, acho forte, alto e também a parte que retrata a lua de São Jorge que é um apelo pelo fim do desmatamento e também um grito da mãe natureza. O engraçado do enredo é que quando lemos “pedra” ficamos um pouco receosos, mas depois que veio a sinopse da Rosa (Magalhães), que dispensa comentários, a gente achou muito interessante, por ser um enredo abrangente e ter a  oportunidade de falar de várias coisas”.

Já para Emanoel Apoteose, da parceria 08, o grande diferencial do seu samba é abraçar o enredo de forma integral trazendo o termo “pedra” de forma até lúdica para a realidade em que vivemos. O compositor também ressaltou a responsabilidade da obra abrir a elite do carnaval em 2020.

“Acho que fizemos um samba que é o que a escola precisa para esse ano e é o que a carnavalesca pediu. Vamos abrir o desfile, então precisamos de um samba alegre, com a cara do povo e o nosso samba tem muito disso, eu diria que é o que tem mais. Ele mostra a realidade, fala das pedras que atravessam os nossos caminhos no mundo e em um Rio de Janeiro as vezes tão violento. É um samba muito aberto e claro. Nunca ganhei na Estácio mas seria muita honra pra mim ganhar na escola que é o berço do samba”.

A reportagem do CARNAVALESCO tentou o contato por telefone com a parceria do Carioca e Guanabara mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.

Mangueira escolhe samba neste sábado e Leandro Vieira faz balanço do novo modelo de disputa

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A Estação Primeira de Mangueira realiza sua grande final de samba na noite deste sábado no Palácio do Samba. Com três obras ainda em disputa, a verde e rosa colhe os frutos de uma disputa que tentou romper com o viciado modelo vigente no mundo do samba.

O carnavalesco Leandro Vieira conversou com a reportagem do site CARNAVALESCO antes da grande decisão. Leandro, um dos artífices das mudanças implementadas na verde e rosa, faz um balanço das novidades para a escola e o sistema de disputas em geral.

“O novo modelo foi aprovado pelos compositores em função da equiparação financeira e pela seriedade que foi conduzido. É unânime entre os compositores que as disputas tornaram-se reféns dos grandes ‘escritórios’ e que de alguma forma a ‘máquina financeira’ dita duras regras. O novo modelo minimiza isso e é por isso que acredito que a proposta deu certo. Montamos um time de profissionais engajados com o propósito e oferecemos uma produção de qualidade para compositores que muitas vezes não desfrutavam de uma estrutura de gravação, divulgação, produção e mídia digital moderna. É óbvio que temos que aprimorar. Pontuar questões importantes, e sobretudo, ouvir os próprios compositores. Esse modelo deve ser construído junto por quem pensa e por aquele que realiza. Estamos só começando’, pontuou Leandro.

Paralelo à sua análise da disputa com um modelo modernizado, Leandro destaca a safra recebida pela escola. O artista reconhece que algumas obras se enveredaram pelo caminho dos clichês devido ao personagem retratado, mas assegura que os três finalistas reúnem as condições de representarem a Mangueira na avenida em 2020.

“Sou um carnavalesco que gosta de samba enredo. Tenho plena consciência de que o fundamental em desfile de Escola de Samba é o samba em si. O tema que proponho pra Mangueira em 2020 corria dois riscos para a produção dos compositores: um era a galera embarcar no ‘Jesus da missa’, super clichê para desfiles e com o risco da produção de um ‘samba Gospel’. O outro, era a turma embarcar no “Jesus da lacração” e romper a importante, mas tênue linha, que de um lado deixa o engajamento artístico e do outro lado deixa o partidarismo. Obviamente esses riscos se concretizaram e a ordem natural era que a ‘peneira’ do corte semanal fosse direcionando aquilo que mais atende nossas expectativas de forma justa. Para a final de sábado temos três sambas que se enquadram com aquilo que queremos. Apenas um será campeão e eu tenho a certeza de que o campeão será aquele que a maioria dos segmentos abraça com pertencimento ao longo das eliminatórias”, finaliza.

Final na Ilha tem quatro sambas e Laíla na organização

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Ilha

Com 24 obras inscritas em agosto deste ano para a competição de sambas, a União da Ilha do Governador chega a final deste sábado com quatro parcerias concorrendo ao título de hino oficial da Azul Vermelha e Branca para o carnaval do próximo ano. Em 2020, a Ilha vai apresentar o enredo “Nas encruzilhadas da vida, entre becos, ruas e vielas, a sorte está lançada:salve-se quem puder!”.

Conduzindo a final do concurso de sambas estará o diretor de carnaval Laíla, estreante na agremiação depois de uma breve passagem pela Unidos da Tijuca em 2019 e outros 23 anos de Beija-Flor. O carnavalesco Fran Sérgio, parceiro de Laíla em 2019 na Tijuca e também por muito tempo na Beija-Flor, também fará sua estreia na União da Ilha em 2020. Em conversa com a reportagem do CARNAVALESCO, Fran Sérgio atribuíu a Laíla à organização de como será a apresentação dos sambas deste sábado na quadra da União da Ilha.

“O número de passadas é decidido normalmente pelo Laíla. Em geral está sendo em torno de 30 minutos. Mas, é ele (Laíla) quem decide na hora através do que ele estiver sentindo para o melhor da competição”.

Com quatro parcerias chegando a final, Fran Sérgio tratou de elogiar os compositores e citou os atributos que em sua opinião a obra campeã deve ter para bem representar a escola no carnaval de 2020.

“O samba precisa preencher o requisitos. Ou seja, uma letra boa, inteligente, que conte o espírito de enredo, a essência do enredo, e uma bela melodia que encante e que fique na cabeça da gente. A gente procura, então, o melhor samba neste sentido, que possibilite o componente a cantar melhor, as mulheres, as mais velhas, as baianas, a velha guarda, as crianças. Ou seja, um samba que consiga dominar o canto de todo mundo para que a escola possa evoluir melhor. A Ilha está certa de que vai ter um grande samba com isso tudo e mais um pouco para realmente fazer um grande desfile”.

Em 2020, a Ilha será a sexta escola a desfilar no domingo de carnaval.

Serviço:

Final de Samba-Enredo
Data 12/10/2019
Horário: 21h
Local: Quadra da União da Ilha– Estrada do Galeão,322 – Cacuia, Ilha do Governador

Parceria de Marcelo Motta leva samba do Salgueiro e compositor vira 2º maior vencedor da história

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Por Alberto João, Geissa Evaristo, Daniela Safadi e Philipe Rabelo

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O Salgueiro armou o circo e chamou o povo que lotou a quadra na madrugada de sábado
para consagrar, mais uma vez, a parceria de Marcelo Motta, Fred Camacho, Guinga do
Salgueiro, Getúlio Coelho, Ricardo Neves e Francisco Aquino. Não foi o sacode esperado
que os autores aplicam tradicionalmente nas finais salgueirenses, mas o samba teve um
bom desempenho em uma disputa muito igual e no fim saiu vencedora do concurso para o
Carnaval 2020. Foi a oitava vitória de Marcelo Motta na Academia. Com o resultado, ele se torna o segundo maior compositor do Salgueiro, perdendo apenas para Bala que tem 11 conquistas.

Sem a presença de Tinga, a parceria trouxe Marquinho Art Samba para cantar ao lado de Diego Nicolau. Marcelo Motta e seus companheiros possuem o dom de compor samba que encaixa perfeitamente com o jeito salgueirense.

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“Nosso samba traz em sua totalidade a energia e a emoção com a qual nossa comunidade se identifica e que se tornou tradição através dos carnavais. Exalta este grande personagem como vencedor que foi, trazendo em sua letra a integralidade do enredo, sendo extremamente forte e pulsante em sua melodia sem cair no “oba oba”. Retrata sua luta, que é vitoriosa, de uma forma poética, verdadeira e original com a alegria própria de Benjamin de Oliveira, que como brilhante artista da alegria, nunca se curvou à melancolia. Realizei o maior sonho da minha vida que era ser campeão pela oitava vez. A nossa parceria falava o idioma do nosso país. É uma emoção única. É uma emoção que só quem é salgueirense entende. Minha parte favorita é fazer feliz”, disse Marcelo Motta, que se tornou o segundo maior vencedor da história do Salgueiro, com oito conquistas (2007, 2008, 2012, 2013, 2016, 2017, 2019, 2020), ficando atrás apenas do compositor Bala, que possui 11 vitórias na Academia.

Para o compositor Fred Camacho, a obra ganhou a voz da comunidade.

“É a quarta vez que sinto essa sensação de passar por uma disputa. Nenhuma foi fácil. Se fosse não seria disputa. Tinham grandes sambas, a gente conseguiu fazer uma melodia diferente. Com uma letra com pertinência total com o enredo. Ela descreve o Benjamin de Oliveira, que foi um cara super inspirador. É emocionante ver a quadra cantando meu samba porque a voz do povo é a voz de Deus. A gente faz um samba bonito e a quadra canta forte consagra ele. Isso aconteceu na semana passada e hoje aqui, só tenho a agradecer. Gratidão aos meus amigos e ancestralidades do Salgueiro”, contou  compositor Fred Camacho.

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“É uma emoção muito grande, me lembra o ano em que nós ganhamos o Malandro Batuqueiro. Aqui é minha escola, eu nasci nessa rua, isso aqui é meu quintal, eu brincava no parquinho aqui atrás e eu tô muito emocionado. Eu vou falar que foi uma luta, todo ano é uma luta, foram 31 sambas, parcerias fortíssimas, mas nós conseguimos ganhar. O que eu mais gosto é do trecho “aqui o negro não sai de cartaz”, revelou o compositor Guinga do Salgueiro.

“Sou tetracampeão na minha escola. Somos amantes do Salgueiro. Fazemos o samba com amor e o resultado é esse. A parte favorita é o refrão principal. Sem dúvida, levaremos muita alegria pra Sapucaí”, prometeu o compositor Ricardo Neves.

Presidente enaltece união, mas está consciente que a escola possui dívidas

O presidente André Vaz montou um espetáculo para receber o público. Ao chegar na Silva
Teles, os salgueirenses eram recebidos com imagens de ícones da agremiação na fachada
da quadra, fazendo alusão ao circo, tema do enredo que fala de Benjamin de Oliveira, o
primeiro palhaço negro do Brasil.

“Hoje é um dia especial pra escola. Ganhou o samba mais votado pelos nossos segmentos. E que eles continuem acreditando nessa administração, que com certeza, com a união
de todos a escola só tente a vencer”, apontou o mandatário da Vermelha e Branca do
Andaraí, que completou.

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“Queria agradecer os 31 sambas inscritos, parabéns aos três finalistas. O Salgueiro
está vivendo um momento diferente, a escola está unida em prol do Carnaval 2020.
Brindamos o público com show do Pique Novo, uma fachada nova, e a quadra estruturada
para receber o público com respeito e carinho”, citou André Vaz.

Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Vaz contou que ainda tem dívidas herdadas da
gestão anterior, mas garantiu que aos poucos está conseguindo reestruturar a agremiação.

“Aos poucos a gente está negociando as dívidas, tem um grande banco que a gente
está negociando agora o passivo… Aos poucos a gente vai colocando a casa em
ordem. O importante é que nossa diretoria tem crédito na rua. Aos poucos a gente vai
colocar a escola no patamar dela, fazendo shows e eventos sobrevivendo por ela mesmo
da renda de ingressos de show e eventos na casa”, comentou o presidente.

Toda emoção do carnavalesco Alex de Souza

Responsável por mais um ano do desfile salgueirense, o carnavalesco Alex de Souza
falou sobre o enredo de 2020.

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“Benjamim representa principalmente a emoção. A história de vida dele é fantástica e se eu tivesse uma palavra para dar o sinônimo de Benjamim essa palavra seria superação. Um sujeito que passou por tudo, teve muitas dificuldades na vida, mas se tornou a estrela da companhia e essa estrela dele que irá se somar as outras nove do Salgueiro em busca desse campeonato”, profetizou.

Para o diretor de carnaval do Salgueiro, a escola não terá um tom pesado no desfile de 2020.

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“Não teremos nada crítico na Avenida. Nada contra quem faça, mas o Salgueiro nunca foi disso. Iremos pra Avenida pra fazer um carnaval alegre, bonito sobre Benjamim de Oliveira, um grande percussor da cultura no nosso país”, disse Alexandre Couto, que a partir do quinto ensaio pretende levar os componentes para a Maxwell.

Show especial une samba e diversão

A escola preparou para um espetáculo especial para sua final de samba. Criado pela porta-bandeira Marcella Alves e pelo cantor Emerson Dias, a turma salgueirense esbanjou muita alegria e criatividade. Destaque para o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Sidclei e
a criadora do espetáculo participaram da encenação fantasiados de mágico e bailarina.

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Coube a rainha das rainhas, Viviane Araújo, a apresentação a bateria Furiosa e abrir o
esquenta dos ritmistas. Com uma roupa de palhacinha, a rainha tocou tamborim, sambou
e distribuiu beijos e sorrisos aos salgueirenses.

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A performance ainda teve espaço para as musas, as baianas, os outros casais da escola, além do show dos passistas. Quinho e Emerson Dias se divertiram no palco. A dupla
fez piada, gargalhou e, claro, cantou os sambas históricos da Academia.

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As apresentações das parcerias finalistas só começou após às 3h30 de sábado. Com a quadra lotada, mesmo com o ingresso custando R$ 70, o primeiro samba foi da parceria de Sereno do Fundo de Quintal, seguido da turma de Antônio Gonzaga e Marcelo Motta e parceiros encerraram a disputa.

Novidade na bateria para 2020

A dupla que comanda a Furiosa do Salgueiro vai para o segundo ano à frente da bateria
que o dever cumprido em 2019. Guilherme e Gustavo foram bem avaliados pelos jurados e
a crítica especializada.

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“A gente estava vendo o desfile hoje antes de vir pra cá. A gente tava avaliando e eu
gostei bastante desse carnaval, foi dentro do esperado de tudo que a gente se preparou
pra fazer. Lógico que todo mundo sempre vai discordar da nota, mas fazendo uma análise,
sinceramente, pelo que foi julgado, na justificativa ele fala da afinação dos taróis e das caixas e sendo bem sincero, a gente usou 25 taróis para 80 caixas, a distância não tinha como ele distinguir o que eram taróis e o que eram caixas, até porque a gente usa essa caixa vazada, que é aguda”, explicou Guilherme.

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O mestre de bateria revelou que a proposta da bateria para 2020 é trazer novidades. “A
gente vai pensar em instrumentos diferentes, mas tudo é teste e a gente tem mais tempo
para poder experimentar instrumentos. Vamos pensar numa linguagem que vá remeter e
lembrar o circo”, disse Guilherme.

“A escola tá forte, unida e o presidente frisa sempre que o momento que o Salgueiro
vive é de respeito, união, todo mundo se ajudando”, finalizou mestre Gustavo.

Casal prepara ‘incrementada’ na apresentação

Um dos casais de mestre-sala e porta-bandeira mais premiado do carnaval, Sidclei e Marcella Alves tiveram um aperto no pré-carnaval e analisaram o desfile de 2019.

“Eu acho que 2019 foi extremamente proveitoso, ainda mais nas condições de trabalho que a gente teve. O Salgueiro pode se dizer vitorioso no carnaval de 2019. A gente literalmente teve dois meses de trabalho”, disse a porta-bandeira.

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“Foi um ano de superação, um ano maravilhoso. Logo depois da Maria Rita (filha de Marcella Alves) ter nascido, a gente teve apenas dois meses de ensaios. Agora já estamos ensaiando para 2020 e depois de escolher o samba, a gente vai intensificar mais ainda”, completou o mestre-sala.

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Marcella Alves revelou que a dupla tem novidade para 2020. “A gente está com a
participação agora da Marcela Gil, uma amiga nossa que chegou do teatro pra somar. Ela
veio indicada da própria Beth Bejani, que agora está em outra agremiação (Grande Rio).
O formato de trabalho que a gente tinha com a Beth segue o mesmo, mas a gente quer dar
uma incrementada na nossa apresentação, uma coisa mais alegre, combinando com o circo. A gente vem de enredos bem fortes, bem pesados e agora queremos trazer um pouco dessa alegria de circo pra nossa apresentação. Já sabemos o que vamos representar, tem tudo a ver com casal de mestre-sala e porta-bandeira, mas não posso dizer o que é”,
brincou a misteriosa porta-bandeira.

Dupla da alegria: Quinho e Emerson Dias

Totalmente entrosados, Quinho e Emerson Dias vão para o segundo carnaval consecutivo no comando do carro de som. A dupla brinca e se diverte nos ensaios da escola.

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“Somos um gigante de forma mundial. As fantasias estão muito lindas no papel e
quando transportar para as costureiras serão mais lindas ainda”, garantiu Quinho.

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“Conseguimos depois de muitos anos na Marquês de Sapucaí uma interatividade muito
boa entre a escola e a arquibancada que não se via desde 2002 com o “vou invadir o
nordeste” lá na Mangueira”, completou Emerson Dias.

Como foram as apresentações dos outros finalistas

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Parceria de Sereno do Fundo de Quintal – abriu a disputa. Grande desempenho do
intérprete Serginho do Porto. A torcida cumpriu sua parte no canto, mas a obra não
conseguiu ter adesão do público de fora. Uma apresentação regular e que mereceu estar na decisão.

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Parceria de Antônio Gonzaga – Igor Sorriso substituiu Zé Paulo e cantou ao lado de
Grazzi Brasil. Um palco forte demais. A torcida mostrou o amor pela parceria e cantou forte. O desempenho foi bom e a letra o grande destaque da obra. Como no primeiro
samba, a parceria não teve adesão do público de fora.

Galeria de Fotos: Final de samba do Salgueiro para o Carnaval 2020

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Hoje o meu Guajupiá é Madureira! Parceria de Valtinho Botafogo conquista o bi na Portela

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Por Guilherme Ayupp, Lucas Santos, Diogo Sampaio e Thaise Lima

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A Portela escolheu na madrugada deste sábado o samba-enredo que embalará o seu desfile de 2020 na Marquês de Sapucaí. Como é habitual em escolhas de samba na quadra da Rua Clara Nunes, uma disputa alucinante até o minuto final levou a comunidade e os sambistas ao delírio no Portelão. E também como se tornou tradição, o anúncio só saiu às 06h da manhã de sábado, com os raios de sol cortando a imagem da águia altaneira que dá as boas vindas a quem pisa o seu solo sagrado. Os compositores Valtinho Botafogo, Rogério Lobo, José Carlos, Zé Miranda, Beto Aquino, Pecê Ribeiro, D´Sousa e Araguaci foram os grandes vencedores na acirrada disputa. Em 2020 a Portela será a sétima a desfilar no domingo de carnaval, com o enredo ‘Guajupiá, terra sem males’, dos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage.

O time de poetas é bicampeão na disputa da Portela. Apenas Jorge do Batuke, que optou por não participar do concurso esse ano e Pecê Ribeiro não estavam na parceria vencedora em 2019. Todos os demais formam o time novamente campeão este ano.

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“Somos bicampeões, mas a emoção é e sempre será única. Já fui vice quatro vezes aqui também. O diferencial do nosso samba foi a poesia melódica, mas também por ser indígena o tempo todo, usando os termos e tendo uma crítica social que remete também ao capitães do mato e está atual devido ao nosso presidente, que a gente vê né como é, e ao nosso prefeito que não gosta de carnaval. Nosso samba esteve sempre dentro do enredo e isso foi fundamental”, afirmou o compositor Valtinho Botafogo.

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As críticas sobre a estrutura musical da obra se dissiparam rapidamente com sua apresentação na quadra. Um sacode no Portelão. Ritmistas cantaram a composição durante toda a apresentação. O camarote presidencial também demonstrou muito entusiasmo com a passagem. Uma grande atuação de Zé Paulo Sierra. O refrão do meio fazia a quadra pulsar.

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“Essa vitória representa duas vezes mais para mim. Ganhei ano passado e agora esse ano. Foi uma conquista muito difícil, porque a gente tinha competidores muito bons, com sambas muito bons. Durante toda competição, a disputa foi muito acirrada. Chegar nesse momento e ser coroado, é muito bom. Me sinto realizado com samba que a gente fez, que entrou no coração do portelense desde o começo da disputa, e a gente chega hoje com essa glória, que obviamente não tínhamos certeza que seria assim, mas é muito bem-vindo. Me sinto muito feliz”, afirmou o compositor Zé Miranda.

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“É muita felicidade ser campeão na escola do seu coração. Fizemos uma melodia diferenciada, isso foi o que pegou mais o coração do portelense”, citou o compositor Rogério Lobo.

Em entrevista ao CARNAVALESCO, o presidente Luis Carlos Magalhães abordou diversas temas importantes para o carnaval, entre eles, a subvenção de 2020.

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“O torcedor da Portela pode esperar a escola competitiva. Para nós o samba-enredo é importante, não só pela pontuação, mas também pela reafirmação do nosso modelo. Pelas receitas que nós estamos imaginando ter, confirmando o repasse do governo do estado, vamos ter uma receita semelhante a do ano passado”, disse Zé Miranda.

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Luis Carlos Magalhães falou também do trabalho de Renato e Márcia Lage e da situação financeira da Portela.

“Nenhuma escola está livre de dividas. Eu diria que a situação da Portela hoje é regular. O momento é de resistência. O Renato e Márcia lamentam o que está acontecendo atualmente com o carnaval. Eles não entendem o que está acontecendo. Mas os dois são pessoas inteligentes e sabem que não adianta fazer um projeto mirabolante e não ter respaldo financeiro. Eles vão fazer um carnaval compatível com os recursos da escola”.

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Gilsinho brilha, casal encanta

A final da Portela contou com um show de segmentos baseado no enredo que a azul e branca vai apresentar ano que vem. A produção e direção teve o comando de Nilce Fran, coordenadora da ala de passistas. A rainha Bianca Monteiro fez uma entrada triunfal em cima de um tripé. Trajada com um figurino indígena mostrou toda a sua simpatia e sensualidade.

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Gilsinho comandou a apresentação dos segmentos com os clássicos da Portela, como ‘Lendas e mistérios da Amazonia’, ‘A Lapa de Adão e Eva’, ‘Ilu Ayê’, ‘O mundo melhor de Pixinguinha’, ‘Macunaima’, ‘Hoje tem marmelada’, ‘Das maravilhas do mar fez-se o esplendor de uma noite’, ‘Contos de Areia’, ‘Adelaide, a pomba da paz’, ‘Quando o samba era samba’, ‘Gosto quer me enrosco’, ‘Os olhos da noite’, ‘Os deuses do Olimpo na terra do carnaval’, ‘E por falar em amor onde anda você?’, ‘E o povo na rua cantando, é feito uma reza, um ritual’, ‘ImagináRIO, 450 janeiros de uma cidade surreal’, ‘No voo da águia, uma viagem sem fim’, ‘Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar’ e a obra de 2019 em homenagem à Clara Nunes ‘Na Madureira moderníssima, hei sempre de ouvir cantar um sabiá’. Gilsinho parece ter nascido para cantar na Portela.

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“O Carnaval de 2019 foi muito bom, a escola estava empolgada, emocionada, o resultado foi até legal. Emoções renovadas, vamos para o Carnaval 2020 com um enredo muito bacana, que fala de resistência do índio e vamos tentar fazer o melhor possível”, comentou o intérprete portelense.

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Além do show muito bem produzido por Nilce Fran, o figurino e o bailado do casal Marlon Lamar e Lucinha Nobre encantou. A dupla que só tirou notas 10 em 2019 se despediu definitivamente dos personagens inesquecíveis do desfile e estavam trajados como indígenas. Lucinha demonstrou toda a sua versatilidade mais uma vez. Até cantar junto com o carro de som o samba de 2019 ela cantou.

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Em seu retorno para Portela, Junior Escafura falou do trabalho na escola.

“A minha volta para a Portela representa muita felicidade. Foi aqui que eu aprendi tudo de
samba na minha vida, é uma história de família. Estou muito feliz, até mesmo pelo carinho que eu fui recebido, mesmo seis anos afastado, parece que eu não saí daqui em nenhum momento. A harmonia assim como os outros quesitos da portela vem gabaritando, tirando 10. Espero que isso continue e o samba com certeza vai ser um dos melhores do carnaval. Isso facilita muito no trabalho da escola, porque vai ser o samba que todo mundo vai cantar muito feliz”, comentou Escafura.

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Com muita experiência, mestre Nilo Sérgio conversou com o site CARNAVALESCO e revelou detalhes para o desfile do ano que vem.

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“O meu andamento continua com o mesmo andamento, 144 ou 145 BPM (batidas por minuto). Eu estou trabalhando um pouco mais, analisando algumas coisas que os jurados apontaram, como as subidas dos repiques, que teve um certo desencontro e eu estou definindo melhor essa subida. Vamos vir de um índio muito bonito e o Renato Lage já me mostrou e a bateria virá muito leve”, contou o comandante da Tabajara.

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Análise das apresentações das outras duas parcerias:

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Samir Trindade: A obra de Samir Trindade e seus parceiros apresentou um excelente rendimento na final. Mesmo menos cantado pelos segmentos, o samba se destacou pela melodia mais qualificada de toda a final. O refrão do meio foi o grande responsável pela explosão da quadra quando a obra atingia esse ponto. Tinga como de hábito arrebentou com uma condução monstruosa. O samba deixou a certeza de que poderia representar a Portela na avenida em 2020.

Portela Final 2020 121

Noca da Portela: Apesar de ser uma obra de melodia qualificada, o samba teve muitas dificuldades em sua apresentação. Wander Pires comandou a apresentação mas nem ele foi suficiente para cativar as pessoas na quadra que nitidamente pareciam aguardar as passagens dos sambas favoritos, uma vez que a composição de Noca foi a primeira a se apresentar.

Galeria de Fotos: Final de samba da Portela para o Carnaval 2020

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Estácio de Sá escolhe samba que vai abrir o Grupo Especial em 2020

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Estacio2020

A Estácio de Sá conclui neste sábado mais uma tarefa importante na preparação para o retorno à elite do carnaval em 2020. O Berço do Samba vai escolher a obra que terá a responsabilidade de abrir os desfiles no domingo de carnaval. Três parcerias ainda estão no páreo na disputa que inicialmente teve 12 sambas: Edson Marinho e Cia; Emanoel Apoteose e Cia; e a dupla Carioca e Guanabara.

Em 2020, a Estácio vai apresentar o enredo “Pedra”, que será desenvolvido pela carnavalesca Rosa Magalhães. Um dos diretores de carnaval da Vermelha e Branca, Marcão Selva, elogiou a safra de sambas da Estácio, ressaltando a beleza das obras que a agremiação trouxe em carnavais anteriores.

“A Estácio nos últimos anos sempre tem vindo com bons sambas. É uma escola com essa característica e de uns anos para cá está melhor ainda. Só posso elogiar a safra e a nossa ala de compositores que está cada vez melhor”.

Marcão vai dividir a direção de carnaval com Mário Mattos que permaneceu na escola. Ele também falou sobre como será feita a avaliação do melhor samba e como se dará a organização das apresentações das obras neste sábado.

“Acho que o samba para sair vencedor tem que ter uma boa letra, boa melodia, e principalmente empolgar a comunidade. Ela é o termômetro. Nós estamos sempre observando isso na quadra, eu e a harmonia. Claro que também é preciso que a obra esteja dentro do enredo. A expectativa é que façamos 30 ou 35 minutos para cada parceria. Vou marcar por tempo dessa vez”.

A Estácio de Sá abre o Grupo Especial em 2020, sendo a primeira escola a se apresentar no domingo de carnaval.

Confira as parcerias que estão na final:

Edson Marinho, Jorge Xavier, Júlio Alves, Jailton Russo, Ivan Ribeiro E Dudu Miller
Emanoel Apoteose, Bulu Do Caju, Serginho Da Tijuca, Pimenta De Itaipu E Jackson Santana
Carioca e Guanabara

Serviço:
Final de samba-enredo
Data 12/10/2019
Horário: 22h
Local: Quadra da Estácio – Av. Mem de Sá, 206 – Centro do Rio de Janeiro.
Ingressos: Estão sendo vendidos antecipadamente no valor de R$ 30,00

Vídeo: anúncio do samba-enredo campeão da Portela para o Carnaval 2020

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