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Conheça o samba-enredo da Unidos de Padre Miguel para o Carnaval 2020

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Compositores: Samir Trindade, JR Beija-Flor, Ribeirinho, Guto Biral, Davi Show, Bruno Serrinho, Ricardo da gráfica, Fábio Braga, Dilson PS, Rodrigo Medeiros e Rômulo Presidente
Intérprete: Diego Nicolau

NEGO, MALANDRAGEM DE ANGOLA
FUJÃO DE SENZALA, MOLEQUE MEU IRMÃO
EU VI UM NEGO, GUERREIRO ANCESTRAL
NA DANÇA DO RITUAL
PRA FAZER REVOLUÇÃO

PÉ DESCALÇO NO CÉU, BERIMBAU NA MÃO

OKÔ, OO ERA SENHOR
CHORA O CAPOEIRA
SONHAVA UM TEMPO DE PAZ
CORDEL NA BEIRA DO CAIS
DEU MEIA LUA E NÃO FOI DE BRINCADEIRA
RABO DE ARRAIA LEVANTOU POEIRA
PARANAUÊ , PARANAUÊ PARANÁ

JOGO DE DENTRO, SÃO BENTO, FILOSOFIA
MACULÊLÊ, MARIA
PARANAUÊ CAMARÁ

E LÁ VAI O CAPOEIRA (ZUM ZUM ZUM ZUM)
FEITO BRISA A LIBERDADE (NA RASTEIRA MATA UM)
FOI O MESTRE NA BAHIA
FOI ALUNO EM PALMARES
E QUANDO VEJO O POVO DA VILA VINTÉM
QUE NA BRIGA NÃO TEME NINGUÉM
LEMBRO O CAPOEIRA
O NOSSO HERÓI SE FEZ BESOURO E BAMBA
É FILHO DESSE QUILOMBO
RESISTE APRENDENDO A AMAR O SAMBA

GIROU, GIRA, JOGADOR
ABRE A RODA PRA CULTURA BRASILEIRA
GINGOU, GINGA, VENCEDOR
É A UNIDOS DE PADRE MIGUEL CAPOEIRA

Regina Celi fala sobre expulsão do quadro de sócios do Salgueiro

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regina discurso

A ex-presidente do Salgueiro, Regina Celi, usou suas redes sociais para falar sobre a expulsão do quadro de sócios da Academia do Samba. Confira abaixo.

“Prezados e estimados amigos Salgueirenses,

Mais uma vez, tentam saquear o meu direito.

Todos do mundo do samba sabem e reconhecem o trabalho que realizei.

Coloquei o GRES Acadêmicos do Salgueiro no mais alto patamar do samba – respeitado e admirado por todos, o que, sem sombra de dúvida, causou um mal estar àqueles que desejavam usufruir da Agremiação.

Legitimamente, venci uma eleição direta, com maioria absoluta de votos. Não só o meu direito, mas o direito daqueles que votaram em mim, foi cassado abruptamente.

Surpreendentemente, a Comissão Eleitoral que aprovou a chapa por mim apresentada foi a mesma que, após a eleição, a impugnou.

O Presidente do Conselho Deliberativo, que participava diretamente de todas as decisões da Escola juntamente com a nossa Diretoria, hoje diz que os atos praticados foram ilegais.
O Vice Presidente da Escola, que sempre nos acompanhou em todas as decisões, hoje diz que as decisões foram ilegais.

E não para por aí.

Na data de ontem, fui surpreendida com a decisão de que todos os meus direitos adquiridos ao longo dos anos, foram cassados sob argumentos chulos e inverídicos.

Não sei quando isso vai parar, mas sei que não vou parar de lutar pelos meus direitos.

Chega de covardia e perseguição.

Aqueles que estão me apoiando, certamente não ficarão decepcionados, pois lutarei até o fim para restabelecer todos os meus direitos”.

Observatório de Carnaval da UFRJ realiza eventos com palestras e oficinas

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    empreendedorismo

    O Observatório de Carnaval da UFRJ, grupo de pesquisa criado em 2017 filiado ao Museu Nacional, realizará sua I Semana de Carnaval e Empreendedorismo. Diversas personalidades do mundo samba, gestores, carnavalescos, artistas e empreendedores que atuam no Carnaval passarão pela faculdade de letras nos dias 6, 7 e 8 de novembro de 2019.

    Gratuitamente, serão oferecidas palestras, rodas de conversas, oficinas artísticas e mesas redondas. Entre as atrações estão dezessete carnavalescos do Carnaval carioca, oficina de percussão com a furiosa do Salgueiro, samba no pé com o passistas do Rio e oficina de make de glitter.

    Confira a programação na íntegra:

    Local: Faculdade de Letras/UFRJ
    Dias: 6, 7 e 8 de novembro de 2019
    Organização: Observatório de Carnaval/UFRJ

    Programação:

    Dia 06/11

    13h às 13h50 – Solenidade de Abertura – Sonia Reis (Direção Faculdade de Letras/UFRJ), Coordenação OBCAR, Cleiton Almeida, Tiago Freitas, Mateus Pranto e Milton Cunha (Representante dos Pesquisadores OBCAR)

    14h às 15h – Palestra “A Indústria do Carnaval a 365º”, com Célia Domingues – presidente da AMEBRAS

    15h às 17h – Palestra sobre Gestão em Escola de Samba , com Solange Cruz Bichara – presidente do GRCES Mocidade Alegre (SP)

    Dia 07/11

    9h às 13h – I Encontro OBCAR de Casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira

    14h às 16h – Oficina de Adereço para Carnaval – Profissionais da AMEBRAS

    14h às 16h – Oficina de Customização – Profissionais da AMEBRAS

    Dia 08/11

    9h Encontro de Carnavalescos

    9h às 10:15h

    Mesa 1: Intendente e Série A – resistência da produção carnavalesca:
    Bruno Rocha, Rodrigo Marques, André Tabuquine e Guilherme Estevão

    10:15h às 11:30h

    Mesa 2: Assuntos livres do pensamento carnavalesco na cadeia empreendimento & carnaval: Lucas Milato, Jaime Cezário, Alex de Souza, Tarcísio Zanon e Marcus Ferreira

    11:30h às 12:45h

    Mesa 3: O criar artístico na Série A e no Especial: Jack Vasconcelos, Cahê Rodrigues, Leonardo Bora e Gabriel Haddad

    12:45h às 14h

    Mesa 4: Assuntos livres do pensamento carnavalesco na cadeia empreendimento & carnaval: Alexandre Louzada, Cid Carvalho, João Vitor Araújo e Jorge Silveira

    14h às 15h Palestra: Case de empreendedorismo da Bateria furiosa

    15h às 17h – Oficina de Percussão – Guilherme Oliveira e Gustavo Oliveira Mestre da Bateria Furiosa/Salgueiro

    15h às 17h – Oficina de Samba no Pé – Cia de Dança Passistas do Rio – Professores Dhu Costa e Karla Moreno

    15h às 17h – Oficina de Make de Glitter – Empresa PPurpurine

    17h às 17:30h – Encerramento com pocket show (Bateria furiosa e Thiago Acacio/ time de canto da Beija-flor)

    Cante com a Unidos da Tijuca: samba-enredo para o Carnaval 2020

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    O site CARNAVALESCO segue a série de vídeos ‘Cante com a escola’. A sétima escola é a Unidos da Tijuca. A escola apresentará em 2020 o enredo “Onde moram os sonhos”.

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    A proposta dessa nova série do site é trazer o samba-enredo com os componentes cantando, sem percussão e cordas, apenas no gogó e palma da mão. É a hora de conhecer a obra da Unidos da Tijuca (compositores: Dudu Nobre, Jorge Aragão, Fadico, André Diniz e Totonho. Veja no vídeo abaixo.

    Por unanimidade, Regina Celi perde título de sócia e grande benemérita no Salgueiro, mas cabe recurso

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    A ex-presidente do Salgueiro, Regina Celi Fernandes, está impossibilitada de realizar atividades como sócia e grande benemérita na agremiação que presidiu entre 2009 e 2018. Ela perdeu o título na noite desta segunda-feira, após reunião do Conselho Deliberativo da escola, presidido por Francisco Latorre. O advogado conversou com o site CARNAVALESCO sobre os motivos que causaram a expulsão de Regina.

    “A ex-presidente contraiu um empréstimo sem ter condição jurídica para tal, enquanto a questão eleitoral do Salgueiro estava sub judice. Pelo estatuto da agremiação, ela só poderia fazer tal ação mediante aprovação dos poderes da escola, isto é, Conselhos Fiscal e Deliberativo. E ela não obteve tal autorização. Além disso, ela não prestou contas desse empréstimo e o Salgueiro foi notificado para efetuar o pagamento. Com isso, ela foi notificada pelo Conselho Deliberativo para se defender, da maneira que achasse melhor, até por escrito se assim desejasse. Mas não respondeu às notificações. A decisão final da reunião foi o voto por unanimidade de sua exclusão do quadro associativo da escola”, esmiuçou Latorre.

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    A decisão pode ser revogada mediante recurso impetrado por Regina, se ela assim desejar, para tentar recuperar a condição de grande benemérita. Além disso, a ex-presidente mantém o cargo de presidente do Conselho Fiscal da Liesa, eleita na eleição de 2018. De acordo com o que o site CARNAVALESCO apurou outros membros da antiga diretoria de Regina no Salgueiro também estão sob investigação e podem perder os seus títulos de sócio.

    Após dez anos como presidente do Salgueiro, Regina Celi se reelegeu para mais três anos nas eleições de maio de 2018 na vermelha e branca. A chapa de oposição entrou com recurso alegando que Regina estaria inelegível pelo estatuto, pois acumulava mais de dois mandatos seguidos. Depois de uma dura batalha nos tribunais, Regina foi deposta da presidência e André Vaz aclamado o novo presidente do Salgueiro.

    O site CARNAVALESCO tentou contato com a ex-presidente do Salgueiro até o fechamento desta matéria, mas não obteve resposta.

    Galeria de fotos: Raissa Machado, rainha de bateria da Viradouro, no ensaio de rua

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    Inocentes começa na quarta sua temporada de ensaios de rua

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    A Inocentes de Belford Roxo abre na quarta-feira, a partir das 20h, na rua Augusto Vasco Aranha, na Praça de Areia Branca, a sua temporada de ensaios para o Carnaval 2020. Pixulé e Tentem comandam o carro de som no ensaio, que terá também a bateria Cadência da Baixada, comandada por mestre Washington Paz, a comunidade e os casais de mestre-sala e porta-bandeira.

    “Queremos iniciar a temporada em um clima de euforia e confraternização. Temos que estar tecnicamente perfeitos no que se refere à harmonia, evolução e canto para sermos campeões”, disse Saulo Tinoco, diretor geral de carnaval.

    Para as pessoas que queiram desfilar gratuitamente nas alas de comunidade é só procurar os responsáveis, a partir das 19h, e levar uma foto 3×4, xerox da identidade e comprovante de residência. Vale lembrar que serão apenas duas semanas de inscrições para fantasias grátis.

    O enredo da agremiação para 2020 é “Marta do Brasil – Chorar no começo para sorrir no fim”, do carnavalesco Jorge Caribé. A tricolor da Baixada será a segunda agremiação a desfilar no sábado de carnaval.

    Estudo do enredo: Vigário Geral 2020

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    A crença em uma verdade legítima

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    Nome do enredo: O conto do Vigário
    Nome do carnavalesco: Rodrigo Almeida

    O ano de 2020 vem coroar uma retomada de enredos críticos e autorais que ficaram por
    muito tempo adormecidos na festa das escolas de samba. São Clemente e Caprichosos,
    nos finais dos anos 80, nos brindaram com desfiles antológicos que não saem da
    memória afetiva dos sambistas. Ao longo dos anos 90 e início dos anos 2000, as escolas
    de samba tornaram-se outdoors para enredos patrocinados que eram bons geradores de
    renda, porém não dialogavam com a festa e com seus brincantes.

    A partir de 2018, uma nova mudança começa dentro do organismo vivo das escolas de
    samba, mas ao contrário dos últimos progressos nos quesitos plásticos, desta vez a
    revolução ocorreu dentro das narrativas dos enredos. Atualmente, há uma preocupação
    pelo discurso que se quer passar para o público. Essa nova tendência, que relembra os
    carnavais passados da década de 80, traz ares de renovação da festa, pois os enredos
    críticos da atualidade vêm questionar a nossa história oficial e dar um novo
    entendimento com uma visão que agrega o povo, a academia e a festa, assim como fez
    Fernando Pamplona.

    É nesse contexto que O Conto do Vigário que será apresentado pela Acadêmicos de
    Vigário Geral dialoga com o universo atual da vida brasileira, questionando os fatos da
    história oficial por uma história real, uma ideia machadiana que foi muito divulgada por
    Ariano Suassuna, que através da dicotomia, acreditava existir dois brasis: um oficial e
    outro real. O Brasil oficial é o dos livros didáticos, do discurso que somos o país do
    futuro, das artes eruditas. Por outro lado, sob essa perspectiva, o Brasil real é o Brasil
    das artes populares, dos contos do povo, do que ele afirma ser genuinamente brasileiro e
    sem interferência estrangeira.

    A Vigário Geral questiona a história oficial brasileira e de forma muito sagaz quem
    conta o que seria a verdadeira história para nós é o próprio Brasil. O enredo remete a
    como o Brasil era vislumbrado na Europa, antes mesmo da invasão dos portugueses, e
    segue nos contando dos saques e explorações que ocorreram com o país. O lugar que
    sempre foi considerado “um santuário de beleza, riqueza e prosperidade”, é o mesmo
    que aprisionou liberdades. E onde se naturalizou o “jeitinho” como característica de um povo, mas que desse jeitinho nos restaram muitas consequências que até hoje somos
    vítimas (ou não). Ele segue contando como a mentira foi naturalizada e como isso veio
    a interferir na sua própria história, como no caso da independência e da abolição da
    escravatura, onde séculos depois ainda julga-se duvidoso se os dois fatos históricos
    foram efetivos para a sociedade brasileira.

    Desse ponto, o conto da Vigário toma o rumo da política e joga luz aos numerosos
    golpes travestidos de normalidade e romantização que nos foram ensinados nos bancos
    dos colégios. E vai além: ao se politizar, o enredo toma um viés criticista ao apontar as
    promessas não cumpridas por políticos e o lado ufanista ao que muitos denotam lutar
    para ter-se um país melhor.

    Estreitando ainda mais a temática, o enredo nos leva à comunidade de Vigário Geral,
    que enfrenta o descaso dos governantes e que há anos sofre com inúmeros problemas
    sociais, mas cujos moradores seguem esperançosos e acreditam que o Brasil ainda tem
    solução e que ainda assim é possível fazer carnaval.

    A Vigário apresenta um tema pertinente e de fácil leitura, dado o modo como foi tratado
    na sinopse: um Brasil eu-lírico que descreve sua história de forma bem sucinta e direta
    em versos que vão conversando entre si, numa história que vai afunilando até o seu
    lugar de fala – os problemas sociais de sua comunidade.

    A escola demonstra-se muito interessada em abrir os desfiles da Marquês de Sapucaí em
    2020, sendo estrategista ao olhar seu desfile com um enredo que possibilita ao
    carnavalesco inúmeros signos já conhecidos do carnaval, já que há muitas passagens
    pela história do Brasil. Além disso, o fato do enredo ser muito criticista e de ter um
    olhar para o Brasil de forma mais realista, pode nos remeter ao sucesso dos desfiles
    antológicos da Tuiuti em 2018 e Mangueira 2019.

    Depois de 20 anos fora dos desfiles da Sapucaí, a Vigário vem imbuída para elevar a
    sua comunidade ao mais alto patamar das escolas de samba, com um discurso pertinente
    que ocasionará em uma grande abertura do carnaval carioca. Que a querida Vigário seja o conto mais verdadeiro de uma gente aguerrida, um conto que acabe em apoteose e cada componente oriundo de Vigário Geral possa sorrir e nos encha de esperança para dias melhores.

    Reinaldo Alves – [email protected]
    Administração – UFRJ
    Membro efetivo do OBCAR
    Leitor orientador: Cleiton Almeida
    Artes Visuais – Escultura

    Unidos de Padre Miguel realiza primeiro ensaio de rua

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    Na próxima sexta-feira, dia 08 de novembro, às 21h, a Unidos de Padre Miguel irá realizar seu primeiro ensaio de rua visando o carnaval de 2020. O treino acontecerá dentro da comunidade da Vila Vintém, em Padre Miguel.

    Com concentração marcada para às 20h, naRua Lomas Valentinas, a vermelha e branca dará continuidade aos ensaios de canto e evolução que já estavam acontecendo na quadra da escola.

    No carnaval de 2020, a Unidos de Padre Miguel contará a história da Capoeira através do enredo “Ginga e será a sexta agremiação a desfilar no sábado, pela Série A, do Rio de Janeiro, em busca do tão sonhado título e o acesso ao Grupo Especial.

    Faixa do Salgueiro terá referências do circo em bossas da bateria

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    O circo é considerada a mãe de todas as artes. É nessa manifestação artística que surgem todas as outras. Embora, o enredo do Salgueiro não seja o circo propriamente dito, a homenagem da vermelha e branca ao palhaço Benjamin de Oliveira terá muitas referências circenses. A faixa da escola para o CD do Grupo Especial já dará essa apresentação. Mestre Guilherme explicou ao site CARNAVALESCO que realizou pesquisas antes de gravar as bases de ritmo da faixa.

    “Nosso arranjador é o Alceu Maia, a gente da pitacos, assim como os cantores. Tivemos uma ideia inicial, o Alceu acertou algumas coisas. Temos uma temática circense e por isso pesquisamos bastante e encontramos marchas aceleradas, vamos ter uma valsa em nossa faixa. Atendemos ao que a melodia pede. Gravamos em 143 BPM (batidas por minuto)”, detalhou o mestre.

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    O irmão de Guilherme e também mestre da Furiosa, Gustavo, falou que conhece o trabalho de bastidores de uma gravação, uma vez que já participou de inúmeros projetos enquanto ritmista. É a primeira vez da dupla como mestre do Salgueiro, uma vez que no CD de 2019 mestre Marcão ainda conduziu os trabalhos.

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    “Como ritmista já trabalhei com o Leonardo Bessa no CD da Série A. Mas é claro que como mestre trabalhar com tantas referência da um certo frio na barriga, mas deu tudo certo. É uma honra ter participado dessa faixa como mestre do Salgueiro”.

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    Quem também demonstrou bastante satisfação com o resultado da obra foi um dos intérpretes da escola, Emerson Dias. Indo para o seu segundo ano como cantor oficial na escola de coração, Emerson destacou o DNA salgueirense da obra.

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    “Considero que nossa obra possui a cara e o DNA do salgueirense. É uma melodia muito valente, que vai possibilitar à nossa comunidade aquele padrão de canto que o Salgueiro se acostumou a manter na avenida. E ainda tem o show da nossa bateria, dois jovens de muito talento que possuem o sangue salgueirense. O resultado de nossa faixa me deixa muito feliz”, opinou.

    Parceiro de Emerson, Quinho lembrou que vai defender as cores do Salgueiro pela 26ª vez na avenida. O intérprete lembra que inicialmente faria apenas dois desfiles.

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    “Graças a Deus tive o privilégio de pela 26ª vez na minha carreira colocar a voz em uma faixa do Salgueiro. Isso é uma das grandes honras da minha vida. Eu cheguei na escola oriundo da União da Ilha e para fazer apenas dois carnavais. O Salgueiro me deu tudo que possuo. Nosso samba vai levantar a Sapucaí novamente, não tenham dúvida”, derrete-se.

    A faixa teve arranjos do experiente Alceu Maia. O músico explicou que as características circenses do enredo estarão presentes na faixa.

    “Fazer arranjo é mais ou menos o lance do compositor. Às vezes você está de bobeira e vem a inspiração. Igual existe o samba por encomenda, aqui é uma encomenda de arranjo. Esse samba do Salgueiro tem uma harmonia diferente, embora seja simples, ela não é corriqueira. É preciso prestar atenção. O circo é a mãe de todas as artes, dali veio tudo. Junto com o pessoal da escola, lembramos o circo, fizemos um acordo musical. Ficou bacana”.

    O diretor de carnaval Alexandre Couto fez coro com o intérprete Emerson Dias e enalteceu as características salgueirenses do samba, lembrando a escolha por aclamação na final do Salgueiro.

    “Mais uma vez gravamos um belo samba escolhido por nós. Uma obra que foi aclamada, apesar de termos uma final equilibrada. O Salgueiro está muito feliz com esse samba. Nossa faixa terá muita alegria, animação. É uma letra que não precisou de correção. Fizemos mínimas adequações”.