Enredo: “Pai! Perdoai, eles não sabem o que fazem!”, uma homenagem a Jesus
Compositores: Marcelo Casa Nossa, Guilherme Cruz, Rodrigo Minuetto, Rodolfo Minuetto e Darlan Alves
Intérprete: Freddy Vianna
Só o amor pode curar o mundo
No altar do carnaval, canto em oração
A Mancha é a voz dos filhos teus
Olhai por nós, meu Deus
Oh, Senhor
Benditos os que rogam o perdão
Derrame sobre nós a tua glória
Verás que a dor, não foi em vão
No céu uma linda estrela brilhou, reluz o salvador
Eu choro ao ver que o pecado me consome
Sou as duas faces desse homem
Que há de vencer o mal
É preciso lutar, exaltando Penhas e Marias
Que clamam por direitos, igualdade
Essa é a tua vontade
Em nome do pai, amém
Justiça e paz, aos homens de bem
Deus não criou raça, e nos ensinou
Aos olhos não existe cor
Quero me deitar em verdes campos
Ver a natureza florescer
Não ter a maldade como herança
Fazer valer, cada amanhecer
É hora de darmos as mãos
Cumprir a nossa missão
Perdoe se algo te fiz
Me abrace, vem ser feliz
Nunca perca a esperança
Sempre é tempo de sonhar
Pois vida é um sopro divino a se revelar
Depois de deixar o mundo de queixo caído com um desfile histórico, embalado por um samba inesquecível, o sarrafo seguiu alto na Mangueira para o Carnaval 2020. Na gravação da faixa da escola no CD do Grupo Especial, novamente o que se ouvirá será uma mistura de muita emoção com ousadia, marca dessa Mangueira competitiva que se coloca no carnaval desde 2016.
Pela primeira vez na sua carreira, o músico Alemão do Cavaco foi responsável por ser o arranjador da faixa da verde e rosa no CD. Diretor musical da Mangueira, ele falou ao CARNAVALESCO sobre a oportunidade e deu o tom do que ele preparou para o samba mangueirense no CD.
“É uma honra fazer parte desse CD de tanta história. Estou há um tempo na direção musical da escola. Nas outras faixas em outros anos eu dava pitacos como integrante da agremiação, mas não tinha gerência sobre o produto, digamos assim. Quem for ouvir a nossa faixa vai escutar os efeitos harmônicos e preparamos um coro meio apoteótico no final, com um clima de ao vivo feito dentro de um estúdio”, ressaltou.
Marquinhos Art’Samba foi pé-quente em 2019. Em seu carnaval de estreia na verde e rosa foi a voz de um dos mais emblemáticos campeonatos mangueirenses. O intérprete confessa ainda ficar nervoso na hora de gravar, apesar de passagens por grandes escolas, como Imperatriz e Império Serrano.
“A cada ano é sempre uma novidade, vamos nos soltando. Novamente temos um grande samba pra disputarmos esse bicampeonato. A gravação do CD é um registro único. Confesso que fico um pouco nervoso ainda. Fico lendo o samba toda hora antes de gravar. Além de tirar da alma e do coração a música, temos que passar a clareza da letra”, destacou.
Outro estreante que trouxe sorte à escola foi o mestre Wesley. Depois de garantir a nota máxima à escola no quesito bateria, revelou que a faixa foi gravada no andamento de 144 BPM (batidas por minuto) e que guardou a melhor bossa para o desfile, no domingo de carnaval.
“Esse samba casa certinho com o que eu penso em termos de ritmo para o desfile. Por isso a nossa bateria gostava dessa obra. Vai cair como uma luva de acordo com a nossa proposta. A faixa gravamos em 144 BPM. Decidi junto com o diretor musical, o Alemão. As bossas criamos em cima de letra e melodia. Mas a minha principal bossa está guardada para a avenida. Será uma surpresa, aguardem”.
O Observatório de Carnaval da UFRJ (OBCAR) promoveu uma série de mesas de debate com carnavalescos do Grupo Especial e Série A no campus da universidade na Ilha do Fundão. Um dos temas debatidos foi justamente a aproximação entre o ambiente acadêmico e os profissionais de carnaval, como propôs a semana do empreendedorismo. (Fotos de Amanda Alves)
Estrelando em um trabalho solo este ano, o carnavalesco do Império da Tijuca, Guilherme Estevão diz ver com bons olhos a conversa com o ambiente acadêmico. O jovem artista veio dos bancos universitários diretamente para o chão dos barracões.
“Vejo com muitos bons olhos este estreitar de laços entre a academia e o carnaval. Somos uma cadeia produtiva, e infelizmente a maioria das pessoas visualiza a festa dos quatro dias. É preciso uma compreensão maior da posição do carnaval. É cultura, é turismo, mas é muito economia. O debate tem sido demagogo. Olhar para si e discutir essa cadeia produtiva só vai fazer bem à festa”, opinou.
Rodrigo Marques, que estreou no Sambódromo neste ano fazendo a Unidos da Ponte e por problemas pessoais não vai estar na avenida em 2020, tocou no aspecto da profissionalização dos artistas do carnaval.
“A Intendente Magalhães é um excelente laboratório. Eu até considerava que era mais difícil que fazer Série A, mas eu notei que a dificuldade no Sambódromo não é diferente. As relações dentro do próprio carnaval precisam melhorar. Estamos todos na mesma trincheira e precisamos conversar. Esse assunto da profissionalização precisa ser mais debatido. Não pode achar que o carnavalesco vai aceitar qualquer condição. Talvez criar um conselho profissional para nos colocarmos perante os gestores. Há um canibalismo entre alguns profissionais. Quem perde somos nós”.
Pra Tarcísio Zanon, que terá a segunda oportunidade no Grupo Especial pela Unidos do Viradouro em 2020, é importante o ambiente acadêmico, mas também que o profissional busque o dia a dia do barracão para ganhar experiência mediantes dificuldades impostas.
“O carnaval passa por muitas dificuldades. Eu fiz uma pós-graduação em carnaval. O ambiente acadêmico te dá ferramentas mas o ambiente de barracão te da um aprendizado muito maior. As barreiras que enfrentamos são pequenas perto do amor que temos. Todo carnavalesco tem que saber formar uma equipe. Não estamos dentro de uma bolha. Precisamos falar sobre carnaval”, destacou.
A notícia exclusiva do jornal O Dia de que o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, não dará subvenção para escolas da Série A caiu como uma bomba devastadora nas agremiações. A Renascer de Jacarepaguá informou que paralisou suas atividades por tempo indeterminado.
“Somos guerreiros mas não temos como seguir um trabalho sem o minimo de condições de colocar um desfile digno na rua. Não há dinheiro. É crise e também descaso de quem não entende que a gente tem compromissos, que a gente gera emprego e renda para muitas pessoas. Carnaval não é brincadeira é seriedade com o público e com quem leva a nossa imagem a 142 países. Nos desculpem, mas somente retomaremos nossas atividades quando houver condições para tal”, informa a vice-presidente Tatiana Mello.
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, garantiu nesta terça-feira que os ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí estão garantidos para o Carnaval 2020. Em declaração, ele reafirmou o compromisso através da lei de incentivo.
“Este ano consegui, através da Lei de Incentivo, R$ 20 milhões para fazer o ensaio técnico e faremos o mesmo no ano que vem”, afirmou.
Porém, Witzel não esconde a insatisfação com o prefeito Marcelo Crivella e a demora para cessão do Sambódromo para o governo estadual.
“Inventaram uma história de que precisa ter uma lei da Câmara dos Vereadores para que possa se fazer a cessão do Sambódromo. Isso é mentira. A cessão de um bem público para outro órgão é feita por meio de um contrato. Infelizmente estou sendo enrolado”, disse o governador.
O mundo do samba ficou mais triste nesta terça-feira, 12. Morreu o divulgador Andrade Chefia, a grande voz da Unidos da Tijuca. Chefia marcou época nas rádios em um período anterior à internet divulgando o maior espetáculo da terra. Escola do coração do sambista, a Unidos da Tijuca emitiu uma nota de pesar.
“É com profunda tristeza que a Unidos da Tijuca lamenta o falecimento na madrugada desta terça-feira, aos 86 anos, do baluarte Alexandre Ferreira de Andrade, o Andrade Chefia. Conhecido como a voz do Morro do Borel, Chefia prestou seus serviços durante mais de 60 anos à escola como locutor e divulgador oficial da agremiação. Como divulgador, teve papel de destaque no cenário carnavalesco, levando a Unidos da Tijuca para a mídia, principalmente para o rádio, na época, o mais importante meio de divulgação do samba. Há dois anos, ele vinha lutando contra um câncer de próstata. Ele deixa cinco filhos, cinco netos e quatro bisnetos. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento”.
O site CARNAVALESCO segue a série de vídeos ‘Cante com a escola’. A 12ª escola é a Vila Isabel A escola apresentará em 2020 o enredo “Gigante pela própria natureza: Jaçanã e um índio chamado Brasil”.
A proposta dessa nova série do site é trazer o samba-enredo com os componentes cantando, sem percussão e cordas, apenas no gogó e palma da mão. É a hora de conhecer a obra da Vila Isabel (compositores: Cláudio Russo, Chico Alves e Julio Alves). Veja no vídeo abaixo.
Péssima notícias para todas escolas que desfilam pela Série A, na sexta-feira e sábado de carnaval, na Marquês de Sapucaí. Em entrevista exclusiva para o jornal O Dia, o presidente da Riotur, Marcelo Alves, revelou que o prefeito negou a possibilidade de dar subvenção para o Carnaval 2020.
“Não vai haver recurso público para os desfiles na Sapucaí, o prefeito já foi categórico. Mas estamos apresentando a ideia para algumas marcas e buscando apoio para a Série A. Até o momento, não houve nenhum sinal verde”, afirmou Marcelo Alves, presidente da Riotur, em entrevista exclusiva para O Dia.
O presidente da Lierj, Wallace Palhares, ainda espera que o prefeito mude de ideia e se sensibilize com a situação caótica das escolas da Série A.
Compositores: Cláudio Russo, Moacyr Luz e Diego Nicolau
Intérprete: Leonardo Bessa
Rezadeira, dá licença mãe senhora
Esta dor que sinto agora
Não me deixa outra saída
Dói no peito, a inspiração perdida
Num pedido que implora pelo santo amor à vida
Eu tô pra baixo, mais caído que espinhela
Requenguela sem um facho de razão
Já mandei fechar a porta e a tramela
E pus cancela no meu coração
Pro mau olhado, só um galho de arruda
Peço ajuda à folha de manjericão
Oh minha santa benzedeira me acuda
“Ocê” me cuida e me dá proteção
Aroeira, senhor, aroeira
Sentada à mesa, mãe da brandura
Aroeira, senhor, aroeira
É vela acesa, copo d’água e reza pura
Rogo a ti toda a graça da bondade
Faz surgir anjos da dignidade
Para o combate do espinho com a flor
Oh preta velha, meu Brasil quer tua cura
Pra tirar a amargura deste povo sofredor
Benza Deus, meu caminhar
Joga no mar toda feitiçaria
Sou Renascer de Jacarepaguá
Em nome do pai e da Virgem Maria