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Marchinha ‘Eu sou gay’ com João Roberto Kelly e Milton Cunha promete fazer sucesso no carnaval

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    João Roberto Kelly e Milton Cunha estão juntos na marchinha ‘Eu sou gay’, que promete fazer muito sucesso no Carnaval 2020. O produtor Jimmy Ieger, personagem do Camarote do King, é o produtor do clipe.

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    A composição é mais um protesto contra a gestão do atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. Rei das marchinhas, Kelly, compôs a obra, e Milton Cunha entrou com todo seu talento na gravação. Aliás, o comentarista da TV Globo tinha feito o pedido da música há 10 anos para Kelly.

    “Esse é o momento”, afirmou João Roberto Kelly. Ouça abaixo a marchinha.

    Estudo da sinopse: Cubango 2020

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    Cubango: Luiz Gama – Um grito de liberdade e de igualdade no Carnaval 2020

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    Enredo: A Voz da Liberdade
    Carnavalescos: Raphael Torres e Alexandre Rangel

    Para o carnaval de 2020, a verde e branco de Niterói terá como enredo o patrono da
    abolição Luiz Gonzaga Pinto da Gama. Negro, autodidata, intelectual, poeta, jornalista e
    advogado, Luiz Gama foi um dos importantes personagens da história do Brasil dos quais pouco ou nada ouvimos falar, mas que a agremiação Acadêmicos do Cubango nos apresentará em seu desfile. A escola exibirá na avenida a vida de Gama a partir suas raízes africanas, por meio de sua mãe, Luiza Mahin, relacionando-o com as insurreições e o trabalho escravo até chegar a sua participação no Movimento Abolicionista de luta pela liberdade dos negros escravizados.

    Apesar de Gama ser uma personalidade histórica que sofreu, através do tempo, com a
    questão do apagamento histórico dentro do que conhecemos como História Oficial − tal qual sua mãe e muitos dos outros personagens negros e indígenas da história do Brasil −, o texto da sinopse é similar ao tipo de texto historiográfico. Isto porque os carnavalescos Raphael Torres e Alexandre Rangel, para apresentar o enredo da escola, fizeram uso de acontecimentos históricos, estudados e datados, que foram parte da realidade do período em que Luiz Gama viveu, os quais ele mesmo presenciou ou participou. Como, por exemplo, a Revolta dos Malês, ocorrida na Bahia em 1835, ou a questão do uso de mão-de-obra escrava em minas de ouro e fazendas de café, algodão e cana-de-açúcar. Como, também, o uso da carta autobiográfica no início do texto, que o homenageado escreveu para seu amigo, também jornalista, Lúcio de Mendonça.

    Podemos encarar isso como uma forma de inserir o personagem na nossa história oficial,
    visto que a existência de personagens como ele é sempre questionada por falta de dados precisos e registros oficiais, presentes nos documentos estudados por historiadores. Porém, o que devemos levar em conta com relação a isso é o fato de que poucos eram os negros que possuíam documentação, como certidão de nascimento ou de batismo, o que dificulta esse tipo de validação. Um bom exemplo é o caso da própria Luiza Mahin, mãe de Luiz Gama, cuja existência é atestada por meio da carta, mencionada anteriormente, em que ele fala sobre a vida da mãe. Por isso é de grande importância e relevância que personagens como Luiz Gama tenham sua história contada, para que sempre nos lembremos de sua existência e do que fizeram. Para que eles saiam da posição de marginalizados para a de heróis da nossa história tanto quanto os heróis dos livros didáticos.

    E Luiz Gama pode ser visto, de fato, como um herói. Pois ele lutou verdadeiramente
    pela liberdade de seus iguais, de uma forma que poucos negros naquela época poderiam fazer. Ele atuou como advogado, mesmo que não tenha se formado em advocacia – ou seja, um rábula −, defendendo inúmeros escravizados em causas judiciais. Uma relação interessante que podemos fazer entre a proposta do enredo, a partir da pessoa Luiz Gama, e alguma característica da agremiação é o fato da luta pela liberdade dos escravizados. Pois haveria indícios, a partir da história oral, de que no bairro sede da agremiação existiu um quilombo, fato mencionado no desfile de 2015, ou seja, um lugar de liberdade e resistência, o que nos remete a tudo pelo que Luiz Gama lutou durante sua vida.

    Vemos também no texto da sinopse que a escola dará significativa importância para uma
    possível relação entre quem foi Luiza Mahin e sua influência na vida e na personalidade de seu filho. Assim como, também, nas questões escravistas, pois Gama, além de filho de escrava foi ele mesmo vendido como escravo por seu próprio pai. É possível que vejamos na avenida representações de sua ancestralidade africana de realeza, a casa em que Luiz viveu na Bahia, os movimentos revoltosos em prol do povo negro e da abolição, locais de trabalho escravo e a atuação de Luiz Gama enquanto rábula e no movimento abolicionista. Poderemos ver também alguma relação entre sua luta pela liberdade e por direitos do povo negro e as condições atuais dos negros dentro da nossa sociedade.

    Ressaltar a imagem de Luiz Gama no carnaval é falar sobre um negro, ex-escravo que
    em pleno Brasil Império conseguiu ser um intelectual e influente jornalista. Falar de Luiz Gama é falar de luta, por liberdade, por direitos, por dignidade do povo negro, coisas que nos tempos em que vivemos estão cada vez mais postas em cheque dentro da sociedade brasileira. Falar de Luiz Gama é falar de esperança para tantos rostos semelhantes ao seu dentro das comunidades das escolas de samba, esperança também para que tenhamos uma sociedade melhor, mais igualitária em questões sociais e raciais. Falar de Luiz Gama é negar o apagamento de figuras de negros importantes na história do Brasil, que devem ser sempre lembrados e exaltados como heróis que foram.

    Que o patrono da abolição faça do carnaval da Acadêmicos do Cubango um desfile
    brilhante, como seu homenageado, e LIVRE de preconceitos!

    Autora: Raphaela Vaz – [email protected]
    Graduanda em História – UFRJ
    Membro efetivo do OBCAR
    Leitor orientador: Max Oliveira
    Doutorando em História – PPHR/UFRRJ
    Membro efetivo do OBCAR
    Instagram: @observatoriodecarnaval_ufrj

    Veja capa e contra capa do CD do Grupo Especial para o Carnaval 2020

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      Fotos das fantasias das alas comerciais da Mocidade

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      Ouça o samba-enredo da Unidos de Bangu para o Carnaval 2020 na versão do CD

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      Compositores: Dudu Senna, Diego Nicolau, Richard Valença, Renan Diniz, Orlando Ambrósio, Lucas Donato, Lico Monteiro, Marcio de Deus, Jefferson Oliveira, Domenil, Denilson do Rozário e Telmo Motta
      Intérprete: Igor Vianna

      Ah! Saudade ressoou o meu tambor
      Num pedaço de terra consagrado na memória
      Ôô eu sou um Griô
      Viaja o tempo nos rumores da história
      Nesse chão debrucei toda força de um rei
      Um ébano elo com a natureza
      Mas a traição me tornou o alvo
      Escravo de quem era minha certeza

      Mar me leva, dor no mar
      Sou o par da angústia
      Tanto irmão à minha volta
      Na revolta da maré
      Nego tem que ter fé…
      Ê… nego tem que ter fé

      Sou eu, a mão que assina a própria sorte
      Resistindo a natural pena de morte
      Um dia fui escravo da tristeza
      Hoje realeza livre do açoite
      No samba fiz morada
      Refúgio feiticeiro, a tez da noite
      Na desfaçatez da madrugada
      Guerreiro, Ogã ou Rainha
      Juiz, defensor dessa gente
      Na luta a vitória é minha
      Nos braços não pesam correntes

      Ie ie ê alafiá
      Ie ie ê alafiá
      Meu sangue é a retinta majestade
      Eu sou Bangu, o Ilê da liberdade

      ‘Os telejornais alimentam o enredo da Mancha Verde todo dia’, diz o carnavalesco Jorge Freitas

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      A Mancha Verde, atual campeã do carnaval paulistano, optou em 2020 por um enredo com forte crítica social. ‘Pai! Perdoai, eles não sabem o que fazem!’ vai traçar um paralelo entre a vida de Cristo e as mazelas sociais que afundam o Brasil em uma crise que parece interminável. Ao site CARNAVALESCO, Jorge Freitas, responsável pelo desenvolvimento do enredo, fala sobre a temática e destaca que basta assistir aos telejornais diariamente para observar o enredo da escola.

      “É uma filosofia da escola enredos com cunho social e político. Nosso desfile terá um paralelo da vida de cristo com a sociedade atual. As pessoas mudaram nesses anos todos mas os sentimentos ruins são os mesmos. Toda semana eu acrescento detalhes ao meu enredo vendo os telejornais. Tudo que está acontecendo vai estar no carnaval da Mancha. O amor pode mudar o mundo”, revela.

      Organizado, Jorge Freitas se transformou no maior papa-títulos da história recente do carnaval de São Paulo. Contratado para o desfile deste ano, deu à verde e branca seu primeiro campeonato no Especial. O carnavalesco fala sobre o cronograma para o desfile de 2020, quando a Mancha lutará pelo bi.

      “Começamos bem mais cedo. Dia 01 de junho apresentamos os nossos pilotos na Crefisa, que pe nossa parceira. Nosso cronograma está sendo seguido e em meados de janeiro estaremos com o carnaval pronto. Todos os setores estão trabalhando muito para que tenhamos um grande espetáculo em 2020”, explica.

      Indagado sobre a parceria com a Crefisa, empresa que apoia a agremiação financeiramente, Freitas destaca que as escolas que querem ser competitivas precisam apostar em parcerias para investir em seus desfiles. Ele argumenta que nem sempre o aporte financeiro pode ser simplesmente apontado como gasto.

      “Analisa-se muito o total, a quantia final. Há investimentos também ao longo do ano, para que o desfile ocorra bem. Ensaio por exemplo, há um aporte, mas não é gasto, é investimento para você ser mis competitivo. As escolas podem buscar parcerias que vão além da subvenção pública. Criar parcerias e projetos que durem todo o ano”.

      Compositores do samba de 2020 da Grande Rio fazem apelo contra intolerância religiosa

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      Na retomada dos enredos culturais dos anos 1990, a Grande Rio promete um grande desfile misturando a temática afro, religiosa e ao mesmo tempo falando de sua própria terra. Não se pode esquecer que o líder religioso Joãozinho da Gomeia estabeleceu um terreiro em Duque de Caxias valorizando a cultura e as religiões de matriz africana. O samba vencedor para 2020 ficou a cargo dos compositores Derê, Robson Moratelli, Rafael Ribeiro e Toni Vietnã.

      “Achei o enredo maravilhoso pois Joãozinho da Gomeia se tornou filho desse chão por adoção e levou a cultura, o axé para várias pessoas”, disse Robson Moratelli.

      A parte mais comemorada pela parceria é a que faz um pedido pelo fim da intolerância religiosa ressaltando a diversidade de crenças presentes no Brasil: “Pelo amor de Deus, pelo amor que há na fé, eu respeito o seu amém, você respeita o meu axé”.

      “A parte que mais curtimos foi o refrão principal pois damos um salve para o candomblé e mandamos uma mensagem ao mundo pedindo mais tolerância religiosa, respeito e harmonia entre as religiões respeito com a fé do próximo”, conta Robson Moratelli.

      Robson também revelou que os compositores tiveram um cuidado para falar sobre Joãozinho de uma forma mais lírica, não tanto histórica e narrativa.

      “O processo de confecção foi da seguinte forma: procuramos contar a história do Joãozinho da Gomeia de uma forma mais poética e não muito descritiva. Também tivemos o cuidado em não colocarmos demasiadamente palavras em yorubá para não dificultar o canto”.

      Respeitando qualidade da obra, Mocidade grava samba com identidade de sua bateria

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      Qualquer indivíduo é capaz de identificar a sonoridade da bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel a léguas de distância. E quem for ouvir a faixa da escola no CD do Grupo Especial de 2020 vai se deparar também com essa inconfundível característica. A escola gravou as bases de ritmo para o CD sob o comando de mestre Dudu, que ao CARNAVALESCO disse ter buscado respeitar a identidade da bateria, valorizando a qualidade do samba escolhido.

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      “Ficamos muito felizes com esse samba. O CD é para comercialização. A nossa criatividade o público vai conferir na avenida. Tentei criar algumas coisas na nossa faixa, que o samba pedia. Coisas antigas até. Não vejo muita necessidade de implementar muitas coisas, mas as pessoas irão se surpreender ao ouvirem a nossa obra. Botamos a identidade das caixas, para dar a nossa cara. Gravamos em 140 BPM (batidas por minuto)”, afirma.

      O intérprete Wander Pires participou da gravação colocando a voz-guia, que serve de referência para os ritmistas tocarem. Caminhando para o seu quarto desfile seguido pela Estrela Guia, enalteceu as figuras de Sandra de Sá, uma das compositoras da obra e da homenageada no Carnaval 2020, Elza Soares.

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      “Deus me deu mais uma vez a bênção de cantar um samba lindo, composto por uma grande cantora, a Sandra de Sá, em homenagem a outra grande voz de nosso país, a Elza Soares. Conversamos com o maestro sobre o tom, e mantivemos o mesmo da gravação dos compositores. Promete ser um dos sambas que pilota o CD das escolas de samba esse ano. Nossa diretoria nos dá total autoridade e autonomia para conduzir os trabalhos. Esse era o samba que a comunidade queria e foi um enorme acerto a sua escolha”, avaliou Wander.

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      A faixa da Mocidade recebeu o arranjo feito pelo experiente Alceu Maia, que há 25 anos participa como arranjados do álbum do Grupo Especial. Alceu destacou as nuances musicais do samba independente e revelou já ter feito trabalhos musicais com Elza Soares.

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      “É uma honra ser o maestro da faixa da Mocidade. Fui arranjador do primeiro disco do Wander Pires, na Polygram. Uma escola de muita tradição, a bateria fantástica. Foi fácil criar coisas pois o samba é muito bom. Eu trabalhei com a Elza várias vezes. Produzi recentemente o DVD da Joice Cândido, com participação da Elza. A cantora todo o Brasil conhece, mas a pessoa é muito especial. Uma homenagem muito merecida”, afirma.

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      O diretor de carnaval Marquinho Marino acompanhou de perto todas as etapas da gravação e destacou que sua principal preocupação foi não mexer em nada no samba que causasse algum estranhamento em sua divulgação posterior.

      “Tentamos fazer a gravação da mesma maneira que o samba se consagrou. A bateria gravou dentro de suas características respeitando as características da obra. Wander Pires deu toda a sua qualidade à essa gravação. Não precisa fazer muita coisa. É respeitar a qualidade do sambando às características do intérprete e da bateria. E trabalhar”.

      Após incêndio em barracão, escolas vão ajudar e Independente vai desfilar no Carnaval 2020

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      independente

      Em plenária realizada na noite desta segunda-feira, na sede da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, os presidentes das agremiações manifestaram apoio para a escola de samba Independente Tricolor, que teve o seu barracão atingido por um incêndio de grandes proporções na Fábrica do Samba 2, e vão emprestar materiais e bases para a reconstrução do carnaval. Com isso, a Liga-SP informou que a agremiação vai desfilar em 2020.

      Segundo a Liga, nos “próximos dias, será feito um novo levantamento sobre os prejuízos causados pelo incêndio, para, assim, definir como será a avaliação da Independente pelos jurados”.

      A Independente Tricolor trará para o Anhembi o enredo “Utopia — É Preciso Acreditar”, desenvolvido pelo carnavalesco Fabio Gouveia, e desfilará pelo grupo de Acesso no domingo, 23 de fevereiro de 2020.

      Compositores campeões da São Clemente elogiam liberdade para produção do samba de 2020

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      A São Clemente deu a vitória em sua disputa de samba para a obra composta pela parceria encabeçada pelo humorista e apresentador Marcelo Adnet. Com um samba bastante irreverente, alegre e crítico, os compositores exaltaram principalmente a liberdade para a realização do trabalho.

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      Da parceria vencedora, apenas Gustavo Albuquerque e Camilo Jorge já haviam ganhado na escola. Outros estão começando a fazer composições. É o caso do advogado Luiz Franca, que explicou para a reportagem do CARNAVALESCO, durante a gravação do samba no estúdio Companhia dos Técnicos em Copacabana, sobre o processo de produção da obra.

      “Foi um trabalho bem cuidadoso mesmo, eu já tinha alguma experiência, porque eu faço música para bloco de carnaval, mas escola de samba em geral não tem um tema tão livre como você tem em bloco. A gente teve o trabalho de tentar mesmo amarrar o tema do Jorge (Silveira, carnavalesco), lemos a sinopse e fomos ao tira dúvida, anotamos e gravamos e tivemos todo cuidado de colocar cada destaque do desfile dele no nosso samba para que o nosso samba contasse a história do desfile dele”.

      O samba tem muito do DNA da São Clemente, alegre e para frente, e, acima de tudo, muito brincalhão, os compositores celebraram a parte anterior ao refrão principal que fala “Brasil compartilhou nem viu, sambou, caiu na Fake news”, em uma clara crítica a divulgação de notícias falsas de propósito em muitos casos para acarretar vantagens políticas e eleitorais.

      O compositor Gustavo Albuquerque celebrou a liberdade que a escola deu para que fosse trabalhado estes temas.

      “Fazer samba pra São Clemente, principalmente, no contexto em que você vê o país, é a alegria de todo o compositor porque a gente pode colocar na letra e na melodia um pouquinho dessa linguagem crítica para de alguma forma comover a sociedade em momento tão difícil para a própria sociedade. A São Clemente da a chance para a gente criar de uma forma livre um enredo que hoje é tão atual”.

      A São Clemente vai abrir a noite de desfiles de segunda-feira em 2020.