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Compositores finalistas no Império da Tijuca aguardam ansiosos grande decisão

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Responsável por encerrar o desfile das escolas da Série A em 2020, o Império da Tijuca já vive a expectativa por conhecer a obra que vai embalar seu carnaval no ano que vem. No grupo, o Império da Tijuca será uma das primeiras escolas a definir o samba-enredo de 2020, que vai ajudar a Verde e Branca do Morro da Formiga a contar a história de Evandro dos Santos, semianalfabeto, pedreiro e retirante conhecido como o “Homem Livro” ou “Carteiro Literário” que já viajou o país, transvestido em escritas e fragmentos de grandes literatos do Brasil, pregando o saber na distribuição de livros retirados do lixo.

A reportagem do CARNAVALESCO conversou com cada uma das quatro parcerias que vive a ansiedade pela final desta sexta-feira sobre as razões pelas quais cada uma acredita que possa vencer.

O compositor Diego Nicolau, intérprete da Unidos de Padre Miguel que já emprestou sua voz para obras de diversas parcerias espalhadas pelas escolas do Rio de Janeiro, hoje um dos compositores da parceria 2, joga a responsabilidade de escolha para a direção do Império da Tijuca e prefere valorizar o sentimento de fazer um samba que será entoado na Avenida.

“Acho que todo e qualquer compositor merece ter sua obra na avenida e isso é uma escolha da agremiação. Eles conhecem bem o projeto de carnaval e vão saber decidir e a nós resta fazer uma bonita festa para valorizar a escola e a ala dos compositores. O enredo desse ano é bem atual e sinaliza uma preocupação em valorizar a educação como saída para um país melhor, uma “escola” de samba dando as mãos à educação pra seguir na luta por um Brasil menos desigual”.

Já a compositora Valéria Amorim da parceria número 4, prefere destacar a ligação do enredo com a vocação do Império da Tijuca para apresentar temas com enfoque na cultura e busca do conhecimento.

“Realizamos um trabalho de união, exaltando e valorizando a educação e a importância do Império da Tijuca no mundo do samba, pois é a única escola de samba educativa. Mas também, pensando no carnaval e em um desfile empolgante que deixará uma mensagem importante para todos os presentes na Marquês de Sapucaí. E, este enredo foi um presente especial para a nossa escola e para os Educadores do Brasil. Meu trecho preferido é o que diz ‘Escola de Samba educativa, meu Império é forte é raiz, nasci sou do Morro da Formiga, quimeras de um eterno aprendiz’ “.

Para um dos criadores do samba 3, Eduardo Katata, é até difícil falar o que mais gosta no samba porque todo o pai acha o filho bonito, então, o compositor prefere ressaltar a química entre a obra e a comunidade que ele diz ter observado.

“O nosso filho nunca é feio. Mas no contexto geral, nosso samba está sendo bem aceito pela comunidade. A escola está cantando nosso samba. O meu trecho preferido é o ‘meu império da Tijuca tem o quê? Real saber, faz acontecer! Num tsunami de amor, muito axé, seja o que Deus quiser’. E o enredo é um enredo legal. Falar de educação é sempre uma coisa boa”.

Cláudio Russo, compositor convidado do samba 5, afirma que a grande emoção é trabalhar com compositores já tradicionais do concurso de sambas do Império da Tijuca em uma obra que, segundo ele, traduz a alma do trabalho imaginado pelo carnavalesco.

“Eu acho que a nossa parceria já tem uma história no Império da Tijuca. Na verdade, eu sou convidado desta parceria, o Jayme e o Gilmar já tem uma história por aí e o nosso samba, eu acho que conseguiu traduzir a alma do enredo e o que o carnavalesco quis. Os educadores, o homem livro. A força transformadora que a educação pode ter no ser humano, principalmente nas crianças. Aliamos uma melodia forte, uma melodia bonita, mas com uma mensagem ainda mais forte ainda, pela educação, pela ideia dos grandes educadores e pensadores e traduzindo isso de uma forma bonita”.

A grande final de samba-enredo no Império da Tijuca vai acontecer nesta sexta-feira (06) na quadra da Alegria da Zona Sul, Rua Frei Caneca, 211-233, no Centro do Rio a partir das 22h.

Integrantes da academia pensam o carnaval em seminário

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    Os desfiles das escolas de samba já há muito tempo alcançaram um patamar que não os limita a apenas uma festa. São manifestações culturais que estão inseridas na história do país, desta forma como qualquer objeto é alvo de estudos desenvolvidos por centros acadêmicos.

    Pensando nisso, o Observatório de Carnaval (OBCAR), grupo de estudos filiado ao Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, promoveu nesta quinta-feira um seminário para a apresentação de produções acadêmicas voltadas para aspectos da folia. O evento aconteceu no Centro de Artes Calouste Gulbenkian e contou que a participação de quatro pesquisadores que falaram para uma plateia em geral formada por estudantes interessados em produzir pesquisas sobre o carnaval.

    Viviane Martins, ex porta-bandeira e atualmente coreógrafa do casal da Cubango, falou sobre sua monografia em Educação Física que contextualizou todos os fatores que interferem no bailado de um casal de mestre-sala e porta-bandeira. Durante a palestra, a pesquisadora relembrou de forma descontraída as dificuldades no início da carreira na Sapucaí, e como se sente mais tranquila hoje com a nova função como coreógrafa ao qual tem se dedicado nos últimos anos.

    “Quando era mais nova não queria ser porta-bandeira pois não era do mundo do samba e não aguentava diretor de carnaval ou dirigente sendo grosso comigo, ou a rotina estressante e a responsabilidade. Depois me acostumei. Hoje para mim é muito mais fácil. A minha posição é mais respeitada, o que eu peço pra escola é visto de uma forma mais técnica do que quando é o casal que pede. Também nesse tempo eu aprendi a levar tudo de forma mais leve”.

    O pesquisador Leonardo Antan, colunista do CARNAVALESCO, explicou um pouco de seu trabalho que valorizou a história de Luiz Fernando Reis, carnavalesco de uma estética e temática mais marginal em relação a hegemônica que se formou até os dias atuais. Segundo Leonardo, Luiz era mais adepto da crítica política e deveria ser mais valorizado e lembrado por suas contribuições ao carnaval principalmente no tom crítico que algumas escolas têm aderido nos últimos anos. Antan ao ser perguntado sobre quem hoje poderia ser comparado com Luiz Fernando Reis, teve dificuldade para encontrar algum profissional com os traços do crítico carnavalesco.

    “Muito difícil apontar um carnavalesco conceitual como Luiz Fernando. Adoro o Leandro Vieira mas sua estética está mais ligada ao hegemônico, ainda que a significação seja dada de.forma diferente. Talvez mais ou menos o Jack Vasconcellos, nas fantasias, suas soluções. O problema é que hoje quem faz muito diferente e perde, não faz mais”.

    Durante os 40 minutos de conversa, Leonardo apontou a formação do carnaval que conhecemos hoje a partir dos trabalhos de Arlindo Rodrigues e Fernando Pamplona e também explicou sua tese ainda em processo de finalização sobre o desfile de Xica da Silva de 1967 do Salgueiro. Leonardo foi taxativo em relação a importância daquele carnaval.

    “Xica da Silva pra mim é o mais importante desfile do carnaval. Consolida o carnaval como o espetáculo. Consolida a estética que hoje conhecemos e a forma do carnaval atual como um todo através da reunião de elementos como teatralização, alegorias e narrativa única. Inclusive, a forma como a Xica da Silva foi vista por aqui é definida neste desfile e inspira outras obras como o filme de Cacá Diegues”.

    O terceiro a apresentar suas contribuições acadêmicas foi Vinícius Natal. Neto da famosa compositora da Vila Isabel Ivanizia e cria do bairro de Noel, Vinícius no passado já coordenou o departamento de cultura da agremiação. Em sua tese sobre os cenógrafos da cidade tocou em um tema difícil e polêmico: a escassez de carnavalescos negros comandando escolas dos grupos que desfilam na Sapucaí. Na pesquisa, Vinícius relembrou heranças européias que elitizaram algumas posições dentro das escola de samba.

    “O modo de fazer visual é tão cristalizado que não se muda a questão visual do carnaval e nem os seus atores. Porque um aderecista não pode ser formado pela escola para ser carnavalesco? Eu sempre me perguntei. São casos raros. Hoje, nos grupos que desfilam na Marquês de Sapucaí, excluindo a Intendente, são poucos os negros que são carnavalescos. Aliás isso acontece nos carnavalescos e nos outros espaços da escola por onde passa o dinheiro”.

    Já o pesquisador João Gustavo Melo pretende estabelecer uma relação entre o carnaval e uma outra grande manifestação cultural brasileira: O festival de Parintins. Jornalista de formação, com pesquisas no passado voltadas para a origem dos destaques de escolas de samba, João Gustavo trabalhou na Vila Isabel no último carnaval e utilizou a agremiação como estudo de caso com profissionais que viveram como ele a experiência de trabalhar no Carnaval do Rio e no Festival dos Bois. João ajudou a produzir uma das alegorias do Boi Caprichoso e acompanhou de perto o espetáculo amazonense. Gustavo, no entanto, em sua pesquisa, ainda em andamento, vem encontrando mais diferenças do que semelhanças entre as duas manifestações culturais.

    “A gente vai com a cabeça do carnaval e algumas coisas a gente se assusta. Hoje, por exemplo, eles não usam madeira, só nos pisos. É um trabalho mais prático. Mas muito deficiente em acabamento para os nossos olhos do Rio de Janeiro. No espetáculo, não tem como você ver o boi com os olhos de ‘paisagem’. É um Maracanã gritando gol durante duas horas e meia”.

    O Observatório de Carnaval vai continuar promovendo encontros acadêmicos de pesquisadores com trabalhos prestados para o mundo da folia. O intuito é incentivar jovens graduandos, mestrandos e doutorandos a usar aspectos do carnaval como objeto de suas teses. Em breve a coordenação vai divulgar os próximos encontros.

    Império da Tijuca escolhe samba para 2020 nesta sexta-feira

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    Quatro parcerias ainda estão concorrendo ao posto de hino oficial do Império da Tijuca para o carnaval 2020, quando a escola buscará o retorno ao Grupo Especial, encerrando os desfiles da Série A já na manhã de domingo. A final acontece nesta sexta-feira na quadra da Alegria da Zona Sul a partir das 22h. Na data, também será conhecida a “Musa Imperial”, concurso que escolhe uma representante da comunidade para ser musa da agremiação.

    Em relação ao processo de escolhas dos sambas, cada parceria terá 25 minutos para se apresentar, tendo duas passadas sem a bateria, 15 minutos de apresentação completa, e outras duas passadas para a torcida de forma que se possa sentir o canto do samba. A expectativa é de que o anúncio da obra campeã aconteça por volta das 5h da manhã. Estão em disputa as parcerias de Diego Nicolau, Eduardo Katata, Valéria Amorim e Cláudio Russo.

    O diretor de carnaval da Verde e Branca do Morro da Formiga, Luan Teles, comentou a safra de sambas desse ano.

    “A gente está meio acostumado com a linha afro, e por isso, a gente acaba esperando sambas mais fortes, sendo que para o enredo que nós temos esse ano pede um samba mais leve. Já que nós somos a última escola a desfilar precisamos de um samba bem pra frente, bem empolgante, para não ter problema na evolução da escola. Temos quatro sambas bons para a final nesta linha e infelizmente só podemos escolher um, será o que for melhor para a escola em relação a enredo e animação”.

    Guilherme Estevão, carnavalesco que assinará seu primeiro carnaval em 2020, explicou que a maioria das obras está totalmente dentro do enredo e que apenas algumas, caso saiam vencedoras, terão de receber pequenas modificações.

    “A final, com estes quatro sambas, apresenta obras com quatro leituras diferentes do enredo. O que mostra que este enredo consegue possibilitar a multiplicidade de interpretações. Acho que teremos uma final muito disputada justamente pela pluralidade dos sambas. Temos sambas mais animados, mais melodiosos, outros com letras mais rebuscadas. Quase todos estão muito corretos. Um ou outro que caso ganhe, a gente faz algum ajuste, mas no geral estou satisfeito”.

    O diretor de carnaval Luan Teles apresentou os fatores que em sua opinião são determinantes para uma obra sair vencedora.

    “O samba campeão precisa estar dentro da linha do enredo, e precisa ser um samba que faça com que a gente consiga mostrar para o público tudo que a gente vai apresentar lá na Avenida no dia e que seja aquele samba que quando estiver na penúltima escola e a torcida pensar em ir embora, logo lembrar que tem que ficar porque vem o Império da Tijuca com aquele samba bem para frente”.

    Escola já iniciou trabalhos de barracão e de ateliê

    Em 2020, Guilherme Estevão de apenas 24 anos vai fazer sua estreia comandando o carnaval de uma agremiação. Guilherme acumula passagens como desenhista e projetista pela Porto da Pedra, Renascer de Jacarepaguá e Sossego. Animado, Guilherme adiantou para a reportagem do CARNAVALESCO que o Império da Tijuca já iniciou os trabalhos para o desfile do ano que vem, apesar das dificuldades financeiras e aproveitou para elogiar a organização da escola.

    “Felizmente o Império da Tijuca tem uma diretoria que luta muito para botar o carnaval grandioso na rua. A gente já está em um processo de reprodução das alas. Os protótipos já foram finalizados. Brevemente, eles serão apresentados para comunidade. Nós já temos dois carros em processo finalizado de ferragem, já no início de madeira e escultura. Estamos com o cronograma em dia apesar das muitas dificuldades. Não significa que o Império está tranquilo, mas estamos trabalhando para manter sempre o cronograma em dia, pois isso é um respeito com a comunidade que vai desfilar”

    Serviço:
    Final de Samba-Enredo e do Concurso Musa Imperial
    Data: 06/09/2019
    Horário: 22h
    Local: Quadra da Alegria da Zona Sul – Rua Frei Caneca 211-233 – Catumbi
    Classificação Livre

    Unidos de Padre Miguel realiza grande festa nesta sexta-feira para escolher samba de 2020

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    Com seis parcerias ainda sonhando em se tornar o hino oficial da escola na Sapucaí, a Unidos de Padre Miguel realiza nesta sexta-feira a final do concurso de sambas-enredo que começou inicialmente com oito obras. O diretor de carnaval Cícero Costa atribui ao alto nível das composições o motivo para realizar uma final com seis sambas.

    “Este enredo nos proporcionou grandes obras. Todos os sambas inscritos retratam bem nosso enredo. Estamos muito felizes com a safra que a ‘Ginga’ nos trouxe. Os compositores entenderam muito bem a ideia de nosso carnavalesco e independente de quem ganhar, teremos um grande samba na avenida em 2020”.

    Ainda no páreo estão as parceiras de Samir Trindade, Thiago Vaz, Jefinho Rodrigues, Cláudio Russo, Eli Penteado e Leonardo D’ Vincci. Cícero elogiou a safra e faz votos que o sucesso das obras cumine no objetivo principal da agremiação que é subir ao Grupo Especial.

    “A Unidos de Padre Miguel está trabalhando muito forte para que o ano de 2020 seja finalmente ‘o nosso ano’. Não estamos medindo esforços para que possamos conquistar este título. Acertamos nossa equipe, temos um grande enredo e hoje iremos escolher um grande samba. Somos privilegiados, qualquer um dos seis vai nos representar muito bem na avenida. Estamos focados e tenho certeza que teremos um samba grandioso e que nossa comunidade vai abraçar”.

    Para definir o vencedor, a escola permitirá que cada parceria se apresente com seis passadas do samba-enredo, duas sem a bateria e quatro com os ritmistas. Antes, por volta de meia noite haverá apresentação dos segmentos da escola. Ainda não há uma perspectiva oficial em relação ao horário de divulgação do samba campeão, porém, realizando uma estimativa com o tempo de apresentação de cada parceria e do restante da programação do evento é possível estimar que o vencedor não será declarado antes das 4h.

    O diretor de carnaval Cícero Costa falou um pouco do que em sua opinião é necessário para uma obra se tornar campeã.

    O diretor de carnaval Cícero Costa falou um pouco do que em sua opinião é necessário para uma obra se tornar campeã.

    “Acho que um fator importante é ter a pegada da Unidos de Padre Miguel. Estamos buscando um samba que além de contar perfeitamente o nosso enredo, seja a cara de nossa escola, que seja forte assim como os grandes sambas que a escola vem levando para a avenida nos últimos anos. Um samba que empolgue não só nossa comunidade, mas todos os amantes do carnaval”.

    Serviço

    Final de Samba-Enredo
    Data 06/09/2019
    Horário: 22h
    Local: Quadra da Unidos de Padre Miguel– Rua Mesquita número 8 – Padre Miguel

    Estácio de Sá 2020 – samba da parceria de Marinho

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    Compositores: Marinho e José Neto

    HOJE A ESTÁCIO TRAZ A PEDRA
    TODA GRACIOSA E COISA E TAL
    O GRANDE MESTRE JÁ DIZIA
    QUE A NOSSA BATERIA
    ENLOUQUECE ESTA CIDADE

    HOJE A ESTÁCIO TRAZ A PEDRA
    DESDE O TEMPO DOS NOSSOS ANCESTRAIS
    TODO MUNDO JÁ SABIA
    QUE EU SOU VERMELHO E BRANCO
    E VOU BRILHAR NO CARNAVAL

    LÁ VOU EU…
    LÁ VOU EU
    PELAS MONTANHAS DE MINAS GERAIS
    ENCONTRAR O MEU TESOURO
    VOU EM BUSCA DE OURO
    PEDRAS PRECIOSAS E METAIS
    MINÉRIO É A RIQUEZA DESTE CHÃO
    É A HISTÓRIA DE MINAS GERAIS
    A PEDRA QUE O POETA SEMPRE VIA
    ESCRITORES ESCREVIAM
    NÃO HÁ MAIS.

    AMETISTA, A PEDRA DA SAÚDE
    AGUA MARINHA PARA SUA JUVENTUDE
    ESMERALDA, UNIVERSO E AMOR
    OFERENDA NA PEDRA PARA XANGÔ
    TURMALINA ENERGIA E MUITA FÉ
    DIAMANTE DESEJO DA MULHER

    A LENDA DIZ QUE OS ÍNDIOS CARAJÁS
    NASCIAM DA PEDRA, MEU IRMÃO!
    GARIMPO E TRABALHO O ANO INTEIRO
    É O POVO BRASILEIRO
    DA LUA A NOSSA TERRA É AZUL
    PRESERVE QUE A VIDA CONTINUA

    A PEDRA DA LUA
    VIRA POESIA
    NO SAMBA NA SAPUCAÍ

    Ouça o samba-enredo da Estácio para o Carnaval 2020 na versão oficial do CD

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    Compositores: Edson Marinho, Jorge Xavier, Júlio Alves, Jailton Russo, Ivan Ribeiro E Dudu Miller
    Intérprete: Serginho do Porto

    O PODER QUE EMANA DO ALTO DA PEDREIRA
    TEM ALMA JUSTICEIRA TEM GARRA DE LEÃO
    SENHOR NÃO DEIXA UM FILHO SEU SOZINHO
    TIRANDO PEDRAS NO MEU CAMINHO

    VAI SÃO CARLOS
    À FORÇA DOS ANCESTRAIS
    PEDRA FUNDAMENTAL DO SAMBA
    BATALHAS E RITUAIS
    PAREDES QUE CONTAM HISTÓRIAS
    NA SEDE PELA VITÓRIA
    SAGRADA, TALHADA, ENCRAVADA NO CHÃO
    CONDUZ MEU PAVILHÃO

    Ê RODA PRA LÁ, Ê RODA PRA CÁ
    BRILHA NA ESTRADA SEGUINDO O CAMINHO DO MAR
    “DE AMANTES”, DE AMORES, SEDUÇÃO E FANTASIA
    A RIQUEZA DOS SENHORES DOS ESCRAVOS ALFORRIA

    NO VERSO DURO A INSPIRAÇÃO
    DA SERRA DO MEU PAI E MEU AVÔ
    O TREM QUE LEVA A PRODUÇÃO
    DAS MINAS A TINTA DO GRANDE ESCRITOS
    VEM PENERAR, PENERAR
    O GARIMPO TRAZ O OURO A COBIÇA DOS MORTAIS
    PENERA, PENERA
    VOU PRA LÁ PARAUAPEBAS NO PARÁ DOS CARAJÁS
    DA LUA, DE JORGE, EU VEJO O PLANETA AZUL CHORAR
    ATIRE A PEDRA QUEM NÃO TEM ESPELHO
    QUERO MEU RUBI VERMELHO
    PRA MINHA ESTÁCIO DE SÁ

    Estácio De Sá 2020 – Samba Da Parceria De Márcio Dias Difininho

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    Compositores: Márcio Dias Difininho, Francisco Medeiros, Ilson Targino E Neide Moreno

    Intérprete: Leandro Santos (Leandrinho)

    NUM BRASIL COLONIAL
    TERRA DO OURO OH! MINAS GERAIS
    MEU LEÃO TÁ SOBRE A PEDRA …
    QUE JÁ FOI SERRA FOI O PICO DO CAUÊ
    ÍNDIOS SURGIRAM DA TERRA
    DEU VIDA A LENDA CARAJÁS
    SERRA PELADA FOI LINDO LUGAR
    PELARAM A SERRA DE TANTO CAVAR
    LINDAS PEDRAS DO PARÁ
    PRECIOSAS DESPERTAM AMBIÇÃO
    E O HOMEM SEM ALMA E SEM CORAÇÃO
    FAZ DO NOSSO SOLO
    A MAIOR DESTRUIÇÃO

    ENCONTREI NO COMEÇO DO MEU CAMINHAR
    PEDRAS PRECIOSAS ESTÁCIO DE SÁ
    E NINGUÉM VAI TIRAR
    O MEU TESOURO
    DA BATERIA MEDALHA DE OURO

    SONHOS DOURADOS
    MIGRANTES DE TODOS OS LADOS
    ATÉ O HOMEM FOI A LUA EXPLORAR
    E TROUXE A ROCHA MILENAR
    ENAMORANDO A LUZ DO LUAR
    VEJO O AZUL DA TERRA
    ATÉ QUANDO VAI DURAR?
    HOJE A NATUREZA CHORA
    AMANHÃ SOU EU QUEM VAI CHORAR
    TÁ NA HORA DO PLANETA DESPERTAR

    VOU DESENHAR NA PEDRA
    E VER A HISTÓRIA SE PERPETUAR
    A ESTÁCIO TRAZ SEGREDOS E MISTÉRIOS
    DE UM UNIVERSO A REVELAR

    Estácio De Sá 2020 – Samba Da Parceria De Marco André

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    Compositores: Marco André, Dalatinha, Ricardo Cabeça, Valmir Do Cavaco E Gílio

    Interpretes: Clóvis P, Dalatinha, Antonio Carlos E Marco André

    LÁ VEM ESTÁCIO
    TALHADA PELAS MÃOS DOS ANCESTRAIS
    ESCOLA CULTUADA ONDE O TEMPO
    TATUOU NO FIRMAMENTO A PAIXÃO AOS CARNAVAIS
    ROCHA DE RARA BELEZA
    NOBREZA DA CULTURA POPULAR
    PEDRA PRECIOSA DE SÃO CARLOS
    QUE VEIO PRA AVENIDA FESTEJAR
    AS RIMAS QUE NASCERAM EM ITABIRA
    DEFRONTE AO PICO DO CAUÊ
    ONDE DRUMOND VERSEJAVA
    POEMAS DA JANELA, BONITOS DE SE LER
    BONITOS DE SE LER

    EMBALA EU ESTÁCIO
    ESCREVI NA PEDRA O TEU NOME SALVADOR
    EMBALA EU ESTÁCIO
    PRA ENXUGAR NO SAMBA O PRANTO DA MINHA DOR

    MINAS COM SEUS BELOS DIAMANTES
    LAPIDADOS NA MEMÓRIA
    DO RELEVO MOLDADO DAS ÁGUAS
    COBERTO DE OURO E GLÓRIAS
    ÍNDIOS DO PARÁ BROTAVAM EM SOLO NO VERDE DA PAZ
    NA SERRA RICA EM FERRO, A COBIÇA,
    SANGROU A NATUREZA EM CARAJÁS
    E O ASTRONAUTA TROUXE DA LUA
    HISTÓRIA LASCADA EM BILHÕES DE ANOS
    FORJADA POR SÃO JORGE GUERREIRO, NOSSO PADROEIRO!

    Ô Ê Ô! XANGÔ ME REGE NA AVENIDA
    REI DE ÒYÓ, BATENDO PEDRAS FEZ O FOGO PROTETOR BIS
    Ô Ê Ô! XANGÔ ME COBRE A ALMA DE AMOR
    QUE O BERÇO DO SAMBA CHEGOU

    Estácio De Sá 2020 – Samba Da Parceria De Luan Naval

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    Compositores: Luan Naval, Beto Fininho, Rafa, Luiz Sapatinho, Anderson E Doutor Sérgio

    Intérprete: Arthur Franco

    ESTÁCIO
    MOSTRA A TUA FORTALEZA
    ÉS O BERÇO MAIS ANTIGO, O ANCESTRAL
    SÃO JORGE FOI QUEM TROUXE LÁ DA LUA
    O TEU SAMBA TATUADO NA PEDRA FUNDAMENTAL

    MÃOS QUE FALAM NO TATO
    OUVINDO O SILÊNCIO DO TEMPO
    TALHAM EM ARTE, HERANÇA E RETRATO
    O BEIJO DA NOITE NO ALTO ROCHEDO
    É LUZ QUE AQUECE E ILUMINA
    NO SEIO DA TERRA DESPERTA
    A COBIÇA ENFEITADA QUE AFLORA DA MINA

    CHORA, A NATUREZA CHORA
    AO SANGRAR O SEU TESOURO
    JOIAS PRECIOSAS
    SÃO LÁGRIMAS DE OURO

    O SOL “LASCA” A SERRA BRITADA REINANTE
    ONDE A DOR OFEGANTE SE ELEVA
    DO FUNDO DO SOLO DISTANTE NOS VERSOS
    QUE O POETA RELEVA
    SE EU PUDESSE PEDIR, PEDIRIA EM CLAMOR
    “FOGE MINHA SERRA AMADA”
    JORRA TEU CANTO DE AMOR
    POIS TU NÃO ÉS
    SÓ PAISAGEM PELADA
    ÉS BRILHO DE BRASILIDADE
    QUE TINGE NOSSA IDENTIDADE
    FORJANDO NOVOS CARAJÁS
    UM CHÃO DE FERRO NÃO CEDE JAMAIS