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Grande Rio seleciona componentes para carro abre-alas

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Para quem sempre sonhou em desfilar numa escola de samba em um carro alegórico, esta é uma oportunidade mais do que especial. O Acadêmicos do Grande Rio está selecionando pessoas do sexo feminino de qualquer perfil para saírem no carro abre-alas do seu desfile para o Carnaval 2020. As interessadas devem comparecer no dia 3 de dezembro, às 19 horas, na Cidade do Samba, em frente ao barracão da agremiação. Para participar, é preciso ter disponibilidade para comparecer aos ensaios, já que a alegoria contará com coreografia e encenação. Os encontros começarão a partir de janeiro, às quartas-feiras, também na Cidade do Samba, que fica na Rua Rivadávia Correia, 60. A taxa de inscrição é de R$ 150 reais.

Além disso, a escola ainda tem vagas disponíveis para suas alas coreografadas. Para mais detalhes, basta entrar em contato com os responsáveis por cada grupo de acordo com as seguintes informações:
Ala Bira Dance: precisa de homens e mulheres negros. Telefone: (21) 98217-6223
Ala Carla Meirelles: precisa de homens com mais de 1,80m de altura. Telefone: (21) 99444-4279
Ala Ananda: sem perfil específico. Telefone: 99850-6399
Ala Caroline Mota: sem perfil específico. Telefone: 99212-2851
A Grande Rio será a quinta escola a desfilar no domingo de Carnaval, dia 23 de fevereiro, com o enredo Tata Londirá: o Canto do Caboclo no Quilombo de Caxias, que conta a trajetória do pai de santo Joãozinho da Gomeia.

Unidos da Tijuca convoca adolescentes para o desfile e abre últimas vagas para as alas da comunidade

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A Unidos da Tijuca abriu inscrições para a ala dos adolescentes. Para os interessados em desfilar é necessário ter entre 13 e 17 anos e comparecer à quadra de ensaios que fica na Avenida Francisco Bicalho n° 47 – Santo Cristo, todas as quintas de 19 às 22 horas. A agremiação também realiza o preenchimento das últimas vagas para as alas da comunidade.

Para os interessados em desfilar é necessário apresentar os seguintes documentos: xerox do RG, xerox do comprovante de residência e 1 foto 3×4. Vale lembrar que os segmentos da escola e componentes inscritos para as alas  devem comparecer aos treinamentos, que ocorrem todas as quintas, para terem direito à fantasia.

– A procura pelas inscrições está bem grande. A comunidade tijucana é o trunfo do nosso desfile. Quem não se apressar para o recadastramento ou quem quer desfilar conosco pela primeira vez, pode não conseguir, se demorar a se inscrever – alerta o diretor Fernando Costa.

A Unidos da Tijuca desfilará na segunda-feira de carnaval, dia 24 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí pelo Grupo Especial do carnaval carioca com o enredo “Onde Moram Os Sonhos” assinado pelo trio de carnavalescos Paulo Barros, Marcus Paulo e Hélcio Paim.

Consórcio BRT divulga carta de apoio ao samba

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    O BRT Rio acredita que as raízes da nossa história precisam estar fortalecidas para que possamos crescer juntos. Temos fé no poder da união. Por isso, há alguns anos temos sonhado com um evento que reforçasse o calendário das rodas de samba da cidade, que mantém, durante todo o ano, nossa cultura viva e a economia girando. Muitas vezes, sem nenhum patrocínio mas com a garra de quem também acredita na força da história. E foi por isso que o sonho do BRT do Samba nasceu há alguns anos. Queríamos prestigiar a nossa cidade com o que ela tem de mais precioso: cultura popular. Em função da crise enfrentada pelo sistema, não conseguimos realizá-lo antes. Mas, no ano passado, começamos a ensaiar novamente a execução desse projeto. Ainda não nos sentíamos seguros para um evento de grande porte e optamos por chegar devagar, devagarinho. Em dezembro, para homenagear o mês do Samba, montamos uma roda no Terminal Alvorada que foi tão potente que nos deu coragem para tornar o sonho, realidade. E decidimos que esse ano colocaríamos o evento na rua.

    Nossa ideia nunca foi substituir ou concorrer com o Trem do Samba. Ah, quem somos nós pra isso? Ao contrário. Pedimos licença, abaixamos a cabeça e fomos em busca da benção do padrinho. Procuramos Marquinhos de Oswaldo Cruz e a permissão foi dada. Como bom afilhado, nosso objetivo era ser uma reverência ao trem, um esquenta para o grande acontecimento com uma festa na semana anterior à viagem mais aguardada pelos cariocas.

    Então, há alguns meses iniciamos a busca por parceiros. Encontramos a Rede Carioca de Rodas de Samba que mergulhou fundo com a gente nesse projeto inteiramente idealizado e financiado pelo BRT Rio. Não houve qualquer aporte ou subsídio do poder municipal no evento. O apoio da secretaria municipal de Cultura chegou através de uma ponte com os órgãos municipais para que pudéssemos oficializar tudo.

    E quando estamos prestes a concretizar esse sonho, juntos, BRT e Trem, somos assolados pela notícia de que o nosso padrinho não poderá nos acompanhar. Não, não podemos deixar isso acontecer.

    Não se apaga tradição. Não se arrancam raízes. Padrinho, a gente já esperou tanto… podemos esperar mais um ano. Mas não podemos deixar de ver o senhor levar alegria ao carioca.

    Não temos muito, nossa festa seria bem mais humilde, mas oferecemos tudo o que temos ao senhor. É tudo seu, mestre. Como dissemos lá em cima: a gente acredita que as raízes da nossa história precisam estar fortalecidas para que possamos crescer juntos. Temos fé no poder da união.

    Baterias de escolas de samba e Grupo Raça animam feijoada beneficente

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      A quadra da da Unidos da Tijuca será o palco da Feijuca da Casa, feijoada em prol das atividades da Associação de Apoio à Criança com Neoplasia do Rio de Janeiro, mais conhecida como Casa Ronald McDonald – RJ. O evento acontecerá no dia 7 de dezembro, das 13h às 19h. A festa será comandada pelo Padre Omar, com participação do Grupo Raça, Gabrielzinho do Irajá, Jhussara, Ito Melodia e as baterias da Mangueira, Viradouro, Unidos da Tijuca e Cacique de Ramos.

      A renda do evento será revertida para os projetos da Casa Ronald McDonald – RJ. A Feijuca da Casa acontece em parceria com a Ticket Rio e Barra Mídia. Os ingressos podem ser adquiridos a partir de R$40 e através do site Ingresso Rápido ou pontos de venda físicos. “É com muita alegria que anunciamos essa festa que vem para coroar as comemorações dos nossos 25 anos”, comemora Sonia Neves, presidente voluntária da Casa Ronald McDonald RJ.

      “Estou certo que os cariocas são solidários e vêem nesse evento uma oportunidade pra expandir sua generosidade em razão das crianças com câncer atendidas pela Casa Ronald”, destaca Padre Omar.

      Confira os pontos de venda:

      Sem taxa de conveniência:

      Casa Ronald McDonald do Rio de Janeiro

      Endereço: Rua Pedro Guedes, 29 – Maracanã, Rio de Janeiro.

      Horário de atendimento: De segunda-feira e sexta-feira das 09 às 18 horas.

      Barra Mídia

      Endereço: Avenida das Américas, 700 Loja ,112 L – Térreo

      Telefone: 21 986361515

      Pontos de venda com taxa de conveniência: Cidade das Artes

      Endereço: Av. das Américas, 5300

      Horário de Funcionamento: De Terça a Sexta, das 13h às 17h

      Pontos de venda com taxa de conveniência:

      Cidade das Artes

      Endereço: Av. das Américas, 5300

      Horário de Funcionamento: De Terça a Sexta, das 13h às 17h

      021 Turismo-RJ

      Endereço: Avenida Rio Branco, 181 Sala 2009 – Centro

      Horário de atendimento: Segunda a Sexta das 10h às 19h

      Loja Sport West

      Endereço: Rua Fonseca 240/116 – Bangu, RJ | Shopping Bangu | Piso 1, ao lado da Boticário e próximo a saída 2

      Horário de Funcionamento: Segunda a sábado das 10h às 22h e domingos e feriados das 13h às 21h

      SERVIÇO FEIJUCA DA CASA:

      Local: Quadra da Unidos da Tijuca

      Data: 07 de dezembro

      Horário: 13h às 19h

      Pontos de Venda: Loja Sport West, 021 Turismo-RJ, Cidade das Artes, Barra Mídia e Casa

      Ronald McDonald RJ

      Ingresso Rápido

      Valores: Pista – R$40 | Mesa – R$65 por pessoa

      Atrações: Padre Omar, Grupo Raça, Gabrielzinho do Irajá, Jhusara, Ito Melodia e as baterias da Mangueira, Viradouro, Unidos da Tijuca e Cacique de Ramos

      Portela recebe homenagem por promover inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

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      A Portela foi homenageada durante a cerimônia de encerramento do Circuito Dia D 2019, nesta quinta-feira (28), na sede da Firjan, no Centro. Promovido pelo Ministério da Economia, através da Superintendência Regional do Trabalho – RJ, o evento reuniu participantes, apoiadores e patrocinadores do Circuito Dia D, projeto de inclusão que realiza ações sociais no Rio, na Baixada e em cidades do interior.

      A Portela foi reconhecida “pela valorização da diversidade e inclusão sem discriminação”. Há três anos, a maior campeã do carnaval carioca cede sua quadra, em Madureira, para a realização de um grande feirão de empregos para pessoas com deficiência e reabilitados do INSS, reunindo centenas de candidatos.

      O presidente Luis Carlos Magalhães estava representado pela diretora de Cidadania da escola, Hellen Mary. “Fiquei extremamente feliz por representar a Portela numa cerimônia em que ela foi homenageada como uma instituição que cumpre o seu papel de cidadania e responsabilidade social. E é muito bonito ver uma escola de samba ser premiada por isso. Mostramos, mais uma vez, que a Portela não é apenas uma escola que se preocupa com seu desfile. Ela é não só uma instituição muito importante para o samba e para o carnaval, mas também uma agremiação que está conseguindo promover a inclusão e valorizando sua comunidade, realizando projeto sociais o ano inteiro. Estamos muito honrados com esse reconhecimento”, comemorou Hellen.

      Conselheira da APAE-RJ e integrante da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB/RJ, Zezé Ferreira, que também integra o corpo de diretores de Harmonia da Portela, foi parabenizada pelos organizadores por ter levado a ideia do Circuito Dia D para a Portela. Na cidade do Rio, os feirões de empregos acontecem anualmente no Portelão e na Catedral Metropolitana.

      Participaram, ainda, da cerimônia na Firjan Marcelo Freitas, coordenador do projeto de inserção de PcDs e reabilitados do INSS no mercado de trabalho do Ministério da Economia; Alex Bolsas, Superintendente Regional do Trabalho – RJ; Heloisa Cruz, funcionária da Superintendência Regional do Trabalho; Antoniel Bastos, coordenador executivo da Rede Incluir; Caio Souza, presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB/RJ; Luciana Tostes, procuradora do Ministério Público do Trabalho, além de representantes da Secretaria de Estado de Trabalho e Renda (Setrab) e do Sistema Nacional de Empregos (Sine-RJ).

      Império da Tijuca terá ala destinada aos devotos de São Jorge

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      A Império da Tijuca, que encerrará os desfiles da Série A no sábado de carnaval, terá uma ala destinada aos devotos de São Jorge. A fantasia “O Intrépido Santo Guerreiro” relembrará o Carnaval de 2007, quando o Império da Tijuca emocionou a Avenida contando a saga de São Jorge, um dos santos de proteção da escola, mostrando a importância da educação religiosa.

      A verde e branca do Morro da Formiga que levará para a Sapucaí em 2020 o tema Educação, encerrará o último setor do desfile com uma homenagem ao próprio Império da Tijuca. Primeiro Grêmio Recreativo Educativo do samba, a escola completará 80 anos e ao longo de sua história falou das mais diversas formas de educar em seus enredos. Neste setor a escola relembrará desfiles como São Jorge, Rainha Jinga de Angola e Batuk.

      Os figurinos de todas as alas comerciais estão disponíveis no site oficial da agremiação www.imperiodatijuca.com.br. Os interessados em adquirir as fantasias poderão entrar em contato através do telefone do barracão 21 3042-4745 ou através do whatsaap 21 97153-9179 (horário comercial).

      A verde e branca do Morro da Formiga será a última escola a desfilar no sábado de carnaval, pela Série A, buscando a única vaga no Grupo Especial com o enredo “Quimeras de um eterno aprendiz” de desenvolvimento do carnavalesco Guilherme Estevão.

      Estreante na Mancha Verde, Guma Sena foca em evolução rítmica da bateria e destaca carinho da comunidade

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      Estreante na Mancha Verde, mestre Guma Sena trabalha sob muita expectativa, tanto da própria escola quanto do carnaval. Isso porque, a evolução da bateria da Acadêmicos do Tucuruvi, enquanto ainda era mestre, é esperada na Mancha.

      O mestre da bateria Puro Balanço conversou com o site CARNAVALESCO sobre trabalho pra 2020, e revelou que a estrutura rítmica da bateria é seguida através do desenho do tamborim.

      “Eu não sou muito fã de falar de característica, eu sempre prezo pelo individual de cada naipe, trabalhar a qualidade e encaixar um no outro. O que eu priorizo de cara, o que a gente trabalha incansavelmente, é a parte rítmica da bateria. No samba de 2020, por exemplo, eu trabalhei 98% em cima do desenho de tamborim. A gente criou seguindo a melodia, simplificamos de acordo com a mão do pessoal”.

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      Sobre a recepção na agremiação, Guma comenta sobre afeto com a comunidade.

      “Olha, a cada dia que passa a recepção na escola de samba Mancha Verde é assim, eu chego e não quero ir embora. É muito caloroso, as pessoas são muito receptivas. Com isso, o meu carinho, a minha admiração a cada dia que passa só tem aumentado” afirma o Mestre, que acrescenta: “As pessoas que estão de fora não tem noção, elas tem aquela imagem de torcida organizada, Palmeiras, enfim, é uma grande família”.

      Questionado sobre o fato de uma escola ser oriunda de torcida influenciar no trabalho, o músico cita insegurança no começo mas destaca outra virtude dos ritmistas.

      “O histórico da Puro Balanço já mostra um trabalho com concepção de uma escola de samba. Claro, algumas coisas ainda estamos ajustando, mas eu não senti a galera ser oriunda das arquibancadas. Tem alguns ritmistas, mas eles já tem a noção pelas outras gestões da bateria. A galera aqui é muito interessada, esforçada em aprender, são humildes. Tá sendo muito gratificante trabalhar com essa molecada, eles são bem receptivos com as coisas que eu falo. Achei que seria mais difícil por essa questão de arquibancada, mas não, todo mundo está entrando de cabeça e a gente tá trabalhando todas as semanas aí, e o resultado ta ficando bem legal”.

      A escola de samba Mancha Verde será a quarta agremiação a desfilar na sexta-feira de carnaval, dia 21, com o enredo: Pai! Perdoai, eles não sabem o que fazem!, desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Freitas.

      Observatório de Carnaval/UFRJ promove tarde de encontro entre Academia e Carnaval no Tuiuti

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        Com entrada gratuita, na quadra da Paraíso do Tuiuti, na próxima sexta-feira, a partir das 16h, sambistas poderão assistir a entrega do II Mérito Acadêmico OBCAR/UFRJ, organizado pelo Observatório de Carnaval do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

        O Mérito acadêmico consiste numa análise acadêmica de cada um dos vinte e sete enredos dos Carnavais da Série A e Especial, realizada pelos estudantes e pesquisadores do grupo de pesquisa.

        Carnavalescos, assistentes, diretores de carnaval, presidentes e integrantes das comunidades confraternizarão o Carnaval 2020 com muita animação sob o comando de Milton Cunha.

        Além da cerimônia e homenagens, haverá show da bateria descomunal da Engenharia da UFRJ e de Thiago Acacio, integrante do OBCAR, um dos intérpretes da Beija-flor de Nilópolis.

        O evento inicia pontualmente às 16h e encerra às 20h. Informações pelo instagram: @observatoriodecarnaval_ufrj

        O apoio é de: AMEBRAS, SAMBISTAS DA DEPRESSÃO, SITE CARNAVALESCO, PARAÍSO DO TUIUTI – PRESIDENTE THOR, BATERIA DESCOMUNAL – ENGENHARIA/UFRJ e CANTOR THIAGO ACÁCIO SHOWS DE SAMBA

         

        Estudo do enredo: Beija-Flor 2020

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        A poética dos caminhos como discurso do pertencimento nilopolitano

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        Enredo: Se essa rua fosse minha
        Carnavalescos: Alexandre Louzada e Cid Carvalho

        Para 2020, o Beija-Flor de Nilópolis, o azul e branco da Baixada, pretende, mais uma vez, transformar o sambódromo “num festival de prata”, como afirma um verso do seu samba-exaltação, e a “abrir caminhos” rumo a mais um título do Carnaval. Para tanto, a Beija-flor, com o enredo Se essa rua fosse minha, dos carnavalescos Alexandre Louzada e Cid Carvalho, parece apostar na poética dos caminhos, como ora percorridos por ela, como ora traçados pela humanidade e como ora ressignificados pela religiosidade, sem perder de vista características inerentes à agremiação.

        Quando se discursa, no texto-mestre predominantemente descritivo, que o “o pássaro encantado é tão bem acostumado a beijar o chão que pisa (a Marquês de Sapucaí), duas seguintes características podem ser observadas: a primeira é a respeito de o beija-flor, que dá nome à agremiação e estampa o pavilhão dela, ser personificado, ou seja, ganhar traços humanos, tornando-se um andarilho; a segunda é a respeito de esse caminhante ser “tão bem acostumada” com a via que beija, ou seja, saber de cór sobre a rua em que se faz de carne e osso – no caso, a Marquês de Sapucaí, pista de desfiles das escolas de samba do carnaval carioca.

        Não à toa se consegue depreender essa significação do texto-mestre: ora, a Beija-Flor é a maior campeã da Era Sambódromo, com 9 (nove) títulos (1998, 2003, 2004, 2005, 2007, 2008, 2011, 2015, 2018), a soberana da passarela. É, nesse sentido, que há a prosopopeia do beija-flor, o povo nilopolitano, como dono da rua em que desfila e, por tantas vezes, alcançou a glória, a apoteose. É como se, nesse momento, a agremiação da seguinte forma comunicasse: sou o Beija-Flor que escolheu a Marquês de Sapucaí para ser palco das minhas andanças, e a Sapucaí me escolheu para ser a escola mais vitoriosa nela. Há, portanto, a relação do pertencimento nilopolitano sendo autoafirmado no texto-mestre.

        Dos caminhos traçados pela humanidade, por sua vez, os pensantes do enredo parecem os ter muito bem escolhido, também, para dialogar com a questão de como se veste o Beija-Flor. Quando “reinos de Âmbar, de Prata, de Ouro, da Seda” e “Eldorado”, por exemplo, são postos no texto-mestre como referências para criação de imagens, pressupõe-se que haverá, no desfile da azul e branca de Nilópolis, estética voltada à opulência, com alegorias e fantasias muito volumosas, brilhantes, feitas com esmero. Esses signos presente na sinopse, mais uma vez, não são por acaso, porque se vestir luxuosamente é uma característica recorrente da agremiação, sendo marca de quase todos os seus campeonatos, como o de 2007, com Áfricas: do berço real à corte brasiliana, e o de 2009, com No chuveiro da alegria, quem banha o corpo lava a alma na folia. Há, diante disso, que alguns caminhos  escolhidos para a construção da poética carnavalesca vão ao encontro do pertencer nilopolitano.

        No que concerne dar à rua novos significados, o texto-mestre aponta, por exemplo, para a via como instrumento religioso, seja cristão, seja afro-brasileiro. Quando, por um lado, símbolos sacros do cristianismo são descritos na sinopse, como “andores”, “altares”, “Josés e Marias” e “romaria”, parece que haverá, no desfile, referências, por exemplo, à via crucis, caminho percorrido por Jesus, carregando a cruz do Pretório ao Calvário, e a festejos aos santos católicos, a exemplo do Círio de Nazaré, que ocorre nas ruas de alguns estados do Norte do país, principalmente no Pará, na capital Belém, em busca de uma graça divina ou agradecimento por ela ter alcançado. As descrições cristãs presentes no texto-mestre do Beija-Flor de Nilópolis dialoga também com a questão identitária da Escola, uma vez que remete à temática do carnaval de 2005, campeão, com O vento corta as terras dos pampas: em nome do Pai, do Filho e do Espírito Guarani, sete povos, na fé e na dor, sete missões de amor. Quando, por outro lado, saúdam-se, no texto-mestre as entidades que fazem da rua moradia, nas encruzilhadas, principalmente, com “Laroyê!”, “Ina Mojubá”, palavras do tronco yorubá, é um pedido a Eshu, ciganas, pombas-gira e malandros, por exemplo, que guardem, abram e guiem o caminho o qual, mais uma vez, o Beija-Flor percorrerá: a Marquês de Sapucaí. As passagens do texto-mestre que se debruçam à afroreligiosidade vão ao encontro do que é ser Beija-Flor, porque remete direta à temática do carnaval de 1978, campeão, com “A criação do mundo na tradição nagô”, e indiretamente à temática do carnaval de 1989, vice-campeão, Ratos e Urubus, larguem a minha fantasia!, tendo em vista, por exemplo, o refrão do samba de enredo em que se saúda Eshu. O pertencimento nilopolitano, novamente, demonstra-se presente na poética dos caminhos.

        O Beija-Flor de Nilópolis, portanto, a última a desfilar na segunda-feira de carnaval, encerrando os desfiles 2020 das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, levará à rua Marquês de Sapucaí, na qual se fez soberana, outras ruas, caminhos, para atravessarem a passarela do samba e serem cortejo representadas nos figurinos dos desfilante e contempladas por quem aos desfiles assiste. As ruas gritam. As ruas têm vida, nomes. É o desbunde da confluência de ruas. É o povo em procissão, porque o Carnaval é o acontecimento religioso da raça. É o Beija-Flor comunicando, novamente, que o sambódromo é dele, que a Escola é a escolhida pela pista de desfiles para ser “um festival de prata” que o Beija-Flor, mais uma vez, desponte grandioso, com vontade de título, na rua que tantas vezes campeonatos conquistou, para desfilar, no sábado após o sábado das campeãs, na Mirandela, principal via de Nilópolis, rua que também é dele, com, talvez, o “caneco” na mão. Corre gira, que a(s) rua(s) é(são) do Beija-Flor!

        Autora: Leslye Nascimento Gomes – [email protected]
        Letras/Literaturas (Licenciatura) – Faculdade de Letras/UFRJ
        Coordenadora de Ação Cultural/OBCAR
        Leitor orientador: Mateus Almeida do Pranto – [email protected]
        Letras/Literaturas (Licenciatura) – Faculdade de Letras/UFRJ
        Coordenador de Projetos/OBCAR

        Belo no ensaio show desta sexta na Ilha

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        Nesta sexta-feira a União da Ilha realizará mais uma noite de Samba-Show, a partir das 20h, em sua quadra com o grupo Samba do amigo meu, e o cantor Belo como convidado especial.

        Após à 0h (meia-noite), apresentação da nossa baterilha, Ito Melodia, carro se som, mestre-sala e porta-bandeira e demais segmentos da escola.

        Os integrantes com a carteira da comunidade terão entrada franca até às 21h. As mesas serão por ordem de chegada. Mas quem quiser garantir de forma antecipada, a mesma estará a venda na secretaria da escola por 50 reais (4 lugares).

        Serviço:

        Ingressos 25 reais
        Camarotes 200 reais (10 pessoas)
        Censura: 14 anos (acompanhado de responsável)
        A quadra União da Ilha está localizada na estrada do Galeão 322, Cacuia – Ilha do Governador (3396-8169)