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Samba Didático: União da Ilha vai levar para avenida as mazelas da sociedade

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Por Victor Amâncio

“Sou mãe dignidade é meu destino / Rogo em prece meus meninos / Ao longe alguém ouviu”. Levando para a Sapucaí o enredo “Nas Encruzilhadas da Vida, entre becos, ruas e vielas, a Sorte está Lançada: Salvem-se quem puder!”, a União da Ilha promete fazer um grito de socorro pela comunidade. Além do clamor feito pela mulher retratada no enredo, a comissão de carnaval que é composta por Fran Sérgio, Cahê Rodrigues, Larrisa Pereira, Anderson Netto, Allan Barbosa e Felipe Costa, e liderados pelo mestre Laíla, pretende levar uma mensagem de esperança para a classe mais desfavorecida da sociedade. O samba-enredo é uma composição dos poetas Marcio André, Marcio André Filho, Rafael Prates, J Alves, Daniel e Marinho.

O site CARNAVALESCO dando continuidade à série de reportagens “Samba Didático” entrevistou os carnavalescos Cahê Rodrigues e Fran Sérgio, e o compositor Márcio André para saber mais sobre os significados e as representações por trás dos versos e expressões presentes no samba da agremiação da Ilha do Governador para o carnaval de 2020. Confira abaixo a análise feita pelo entrevistado dos versos e trechos do samba:

“Senhor… Eu sou a Ilha / E no meu ventre essa verdade é que impera”

“Quem conduz o nosso enredo é uma mulher grávida, negra e no centro, no meio da favela, da sua comunidade. No samba ela conversa com um alguém que tem o poder, para falar da situação dela e o filho que está prestes a nascer. Como será o futuro dessa criança que vai chegar nesse mundo? Ela se apresenta, fundida a escola, sendo uma só pessoa, para fazer esse pedido de socorro”, afirma Fran Sérgio.

“Essa parte é a própria mulher, a mãe, a porta voz do enredo se dirigindo a Deus. Nesse momento ela incorpora, ela transcende o ser dela, é a porta voz da escola, de toda uma comunidade. Ela fala em nome de toda escola. Os versos colocam em evidência o sentimento de clamor, de oração, de lamentação que essa mãe faz nesse início do samba. Ela é a própria verdade, é o coração e alma dessa comunidade, indignada ela busca entender por quê tanto sofrimento com a sua gente”, indaga Cahê.

“A voz do rancor não cala meu povo não”

“O trecho mostra que mesmo com tudo de ruim que está acontecendo socialmente o povo continua firme, continua trabalhando, continua indo em frente, continua tendo esperança, lutando por dias melhores e uma vida melhor”, diz Fran.

“Esse verso é um momento bem delicado do samba e do enredo, esse nó na garganta são acúmulos de abandono, descaso e de tanta dor acumulada. E no dia da comunidade, o dia do nosso desfile, o povo se aproveita para colocar para fora, para externar todo esse sofrimento. É o povo mais uma vez dando uma lição de vida que mesmo em meio a dor, o sofrimento e a tantas injustiças que ninguém vai calar a voz e a luta deles”, completa Cahê.

“Inocentes culpados, são todos irmãos / Esse nó na garganta vou desabafar
O chumbo trocado, o lenço na mão / Nessa terra de deus dará”

“O refrão fala da falta de cuidado do poder público com a educação, com a saúde, com a segurança, tornando todos nós irmãos nessa luta. Muitas vezes as pessoas são levadas para situações por conta da falta de cuidado dos poderosos”, explica Fran.

“Inocentes e culpados, todos os dias morrem por conta dos desmandos, e isso nos aproxima, somos todos irmãos, filhos da pátria mãe gentil. Queremos mostrar que pessoas tidas como culpadas vão para o caminho do mal por conta do abandono, pela falta de apoio do poder. Nessa luta toda inocente ou culpado sofre e estão a mercê da violência. São as mães que choram com o lenço na mão, é uma verdadeira guerra e vivemos num salve-se quem puder”, frisa Márcio André.

“O seu abraço é minha dor (seu doutor)”

“Nesse verso a mulher retratada no enredo, diz para o poderoso que a falsidade dele causa dor. É hipócrita, falso. Ela vivendo o caos, sem condições de vida, e o poder está rindo, abraçando e fingindo se importar” diz Fran Sérgio.

“Está falando das pessoas que se aproveitam da situação para ganhar vantagem em cima da classe desfavorecida. A dor aumenta a partir do momento em que essas pessoas acreditam nas promessas e no final nada acontece e tudo continua igual ou pior. A dor de lidar com a ganância, com a hipocrisia”, explica o compositor.

“Eu sei que todo mal que vem do homem / Traz a miséria e causa fome”

Fran Sérgio explica que esses dois versos do samba retratam a maldade, a falta de amor ao próximo, essa falta de cuidado e respeito ao próximo são as causas toda essa miséria, da falta de vida digna dos mais pobres e dos mais necessitados.

“De todos nós, o enredo fala das encruzilhadas da vida, nós como sociedade, dentro das suas particularidades passamos por problemas, mas essas pessoas, as comunidades sofrem muito mais”, conclui.

“Esse homem é aquele homem que enganou o povo, é aquele que subiu o morro, prometeu dignidade, melhoria de vida; apresentou soluções e deu esperança para comunidade. E ai passando as eleições some, e tudo continua igual, ou pior, do que antes. O descaso dessas autoridades que deveriam cumprir o que prometem, mas só fazem aumentar a miséria e a fome. Apesar de estarmos numa grande cidade o problema da fome aqui ainda é grande. É uma realidade muito cruel e o povo está cansado, incrédulo. Nesses versos o samba fala dessa cruel realidade”, explica Cahê.

“A nossa riqueza é ser feliz / Por todos os cantos do país /
Na paz da criança o amor da mulher / De gente humilde que pede com fé”

“O refrão principal do samba e o encerramento do desfile tem a cara da União da Ilha: uma escola alegre e emocionante. Essa mulher diz no samba que a única forma do povo passar por essas dificuldades e todas as mazelas é a solidariedade, a amizade. É você estar num samba, em um baile funk ou em um churrasco na laje. Então é você buscar alegria dentro do que você pode, para sobreviver a tudo de ruim que acontece e passamos. Apesar de tudo, somos um povo com esperança, e acreditamos que as coisas vão melhorar. A Ilha traz esse grito de alerta e de fé em dias melhores”, conclui Fran.

Para Cahê, esse trecho fala um pouco do maior patrimônio desse povo humilde, de comunidade que é a chance de ser feliz; fala de um povo que apesar dos pesares nunca desiste de acreditar em dias melhores; e que mesmo passando por tantas dificuldades na vida eles conseguem reservar um momento singular para serem felizes, como por exemplo o dia do desfile, o carnaval.

“Está aí o dia da comunidade e eles não abrem mãe deste dia, é o dia em que reservam para brincarem e serem felizes e eles não abrem mão de participar desse momento festivo e alegre, sejam crianças, jovens ou adultos. Quando diz “De gente humilde que pede com fé” o samba faz referência ao dia-a-dia dessa gente que antes de sair de casa para o trabalho, por exemplo, descendo o morro, saindo de suas comunidades elas se benzem, fazem o sinal da cruz e pedem a Deus a chance de voltar para casa depois de um dia de batente e voltar para o convívio da família. A riqueza dessa gente não é o dinheiro ou
bem material, é a alegria”, encerra Cahê.

União da Ilha 2020

Depois de amargar a décima posição no carnaval de 2019, a União da Ilha do Governador, em busca do título inédito do Grupo Especial, é a sexta escola a desfilar no dia 23 de fevereiro, domingo de carnaval, na Marquês de Sapucaí. A escola levará para avenida o enredo: “Nas Encruzilhadas da Vida, entre becos, ruas e vielas, a Sorte está Lançada: Salvem-se quem puder!”, desenvolvido pela comissão de carnaval.

Grande Rio recebe o último show do projeto ‘Nada Pra Fazer’ de 2019

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Vou Pro Sereno

No domingo, a partir das 15 horas, vai acontecer na quadra do Acadêmicos do Grande Rio a última edição deste ano do Projeto “Nada Pra Fazer” e convidados. Com grande apelo de público e sempre registrando grande procura por parte dos fãs do grupo Vou Pro Sereno, conta-se com uma previsão de público na quadra da tricolor de Caxias, na Baixada Fluminense, de 20 mil pessoas.

O show costuma receber várias caravanas de todo o país e de milhares de amantes do samba. O diferencial fica por conta da participação de um convidado surpresa em todas as edições. Já participaram da festa nomes como Mumuzinho, Ludmilla, Xande de Pilares e Netinho de Paula, entre outros.

O grupo emplaca músicas em todas as rádios do Brasil, como os sucessos Essa Preta, Mulher Não Manda em Homem, Vou pro Sereno, Quero Mais, Nada pra Fazer, Me Desculpe a Franqueza e Logo Dou Um Jeito, além da nova música de trabalho Eu Volto Pra Almoçar. O repertório do show conta ainda com clássicos do samba de roda, do partido alto e do samba de terreiro.

Serviço

Último Projeto “Nada Pra Fazer” do ano com o Grupo Vou Pro Sereno e convidados
Data: Domingo, 22 dezembro de 2019
Horário: 15h
Local: Quadra do Acadêmicos do Grande Rio
Endereço: Rua Almirante Barroso, 5 – Centro – Duque de Caxias
Telefone para mais informações e venda de camarotes: (21) 96451-0511
Valor do ingresso: 20 reais (primeiro lote)
Vendas antecipadas na quadra da Grande Rio, Lojas South e site Guichê Web: https://www.guicheweb.com.br/ingressos/12837?fbclid=IwAR2-AtfYcHNeKVRlgFUe6kdKSSpDV9-uDOhrlLYrg3YRsEfUiyqMQphey1I
Classificação: 12 anos

Portela recebe São Clemente e Cacique de Ramos nesta sexta-feira

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bianca portela

A Portela vai receber os integrantes da escola de samba São Clemente e do bloco Cacique de Ramos nesta sexta-feira, a partir das 20h, em mais uma edição do projeto Sextou Portela. A abertura da noite, que terá entrada gratuita até as 23h, será com o grupo Samba dos Crias, formado por novos talentos da Portela.

Sob o comando do intérprete Gilsinho e da bateria Tabajara do Samba, a anfitriã fará, na sequência, um grande show com passistas, baianas, mestre-sala e porta-bandeira e a rainha Bianca Monteiro. No repertório, terão lugar garantido sambas antológicos e o hino oficial de 2020, “Guajupiá, Terra Sem Males.”

Única representante da Zona Sul no Grupo Especial, a São Clemente também levará seus principais segmentos e cantará, além de sambas históricos, seu hino para o próximo carnaval, “O Conto do Vigário”. Considerado um dos mais importantes blocos do Brasil, o Cacique de Ramos, liderado por Bira Presidente, também promete sacudir o público com muita alegria e sambas memoráveis das décadas de 1970 e 1980, como “Vou Festejar”, “Caciqueando” e muitos outros. As alas tradicionais e as musas do bloco estão confirmadíssimas.

A quadra da Portela fica na Rua Clara Nunes 81, em Madureira. O ingresso custa R$ 10. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 3217-0983.

Serviço:
Sextou Portela
Atrações: Grupo Samba dos Crias, Portela, São Clemente e Cacique de Ramos
Data: Sexta-feira, 20 de dezembro
Horário: A partir das 20h (abertura dos portões)
Local: Quadra da Portela
Endereço: Rua Clara Nunes 81, Madureira

Entrada franca até 23h. Após: R$ 10;
Mesas para quatro pessoas: R$ 50 (já inclui os ingressos)
Camarote inferior (para 15 pessoas): R$ 250
Camarote superior (para 15 pessoas): R$ 400
Classificação etária: Livre
Informações: (21) 3217-0983
Vendas na bilheteria da quadra e pela internet (www.ingressocerto.com/portela)

Site CARNAVALESCO visita ensaio de rua da Colorado do Brás

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Dando sequência as visitas aos ensaios das escolas de samba do Grupo Especial do carnaval de São Paulo, o site CARNAVALESCO visitou o ensaio da Colorado do Brás. É importante lembrar que, a sede da agremiação não comporta a estrutura de um ensaio, por isso, os componentes se reúnem em frente, duas ruas são fechadas para o treino. No último domingo, a agremiação realizou seu último ensaio do ano de 2019, um dos mais cheios da fase preparatória até o momento.

Samba-enredo

A estrutura do samba da Colorado do Brás carrega uma forte característica de explosão, exigindo empolgação dos componentes em praticamente todo o trecho. O tom alto cantado influencia diretamente na proposta. O refrão de cabeça vem na contramão do melisma, com poucas extensões das sílabas tônica e melodia clássica, diferente do segundo refrão, que utiliza uma linha mais moderna. Comparado ao enredo, o hino é explicativo e influencia diretamente na leitura imediata do desfile.

O intérprete Chitão Martins comentou sobre a rotina de ensaios e quantidade de músicos presentes na ala para o desfile de 2020.

“Além dos ensaios gerais, também fazemos os individuais da ala. O de domingo, como é um ensaio com todas as alas, a gente não tem o tempo pra parar, dar uma acertada, ver aonde a gente pode melhorar, e nos ensaios individuais a gente pode fazer isso. Temos o tempo pra para cada um expor a sua ideia, enriquecer o samba. Além dos ensaios em estúdios, que são super importantes, gravamos voz por voz, identificamos aonde cada voz tem dificuldades e assim extrair o melhor do cantor. Nossa ala musical é composta por seis apoios, comigo somos em sete. Nas cordas somos em quatro, dois cavacos, um violão de seis cordas e um de sete cordas, são onze músicos”.

Bateria

A bateria Ritmo Responsa, assim como a escola, também apresentou um bom contingente durante o ensaio. Posicionada ao lado esquerdo do palco, a batucada aproveitou o momento para firmar a sustentação do ritmo e treinar as execuções das bossas. Pode-se notar a execução de quatro bossas diferenciadas e com tempo de duração considerável, todas acima de dezesseis compassos. Um ponto de destaque é a harmonização dos desenhos dos instrumentos leves, como; agogô, tamborim e chocalho, que conversam em partes estratégicas, proporcionando entrosamento. Além dos ensaios semanais de domingo, o quesito ainda se reúne toda terça-feira para limpar arranjos, bossas e trabalhar resistência.

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Comissão de frente

A comissão de frente da Colorado do Brás ensaiou com quase o que se considera o limite, dividido entre homens e mulheres. A coreografia trabalhava detalhes de gestos e coreografias com muitos detalhes, porém ainda sem ter a certeza se o que foi apresentado era oficial ou não. Mesmo assim, o coreógrafo Kelson Barros pedia atenção aos coreógrafos e sinalizava os momentos em que podiam andar.

Harmonia

Durante o ensaio visitado, a bateria e ala musical parou duas vezes para que os diretores de harmonia focassem no desempenho vocal de toda a escola, sem alterar a estrutura e organização. Nesses trechos a falta de intimidade de alguns componentes ficou mais visível, situação entendida pelo tempo de distância para o desfile. Mas isso não fez com que os integrantes da direção de harmonia parassem de pedir animação aos desfilantes, que corresponderam, principalmente nos dois refrões e no final da segunda estrofe. Um dos diretores de Harmonia da agremiação, Diego Zulão, explicou como o ensaio é montado e revelou frequência dos componentes.

“Nosso tempo de ensaio dura uma média de 1 hora de canto direto. Esse segundo semestre foi atípico, uma média de 200 pessoas compareceram aos ensaios. Mas agora com a virada de ano, os componentes voltam a frequentar em maior número. Sobre as separações das alas, cada Harmonia já tem a sua função. Eles vão separando de acordo com a pré-montagem, que já temos do dia do desfile. Assim, os componentes vão se acostumando com sua posição de desfile”.

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Evolução

As alas ocupam uma grande parte da rua Quixelos, localizada logo ao lado da sede. Mesmo com toda adversidade presente em ensaiar na rua, a escola consegue aproveitar os espaços, separar as alas de forma que não fique desconfortável, mas sem espaçar. Confortável pra quem participa e compacto pra quem assiste. Os integrantes da alegoria foram os mais animados, os que mais cantaram, literalmente curtiram o último ensaio do ano de 2019. As alas são separadas conforme o desfile do respectivo carnaval, dando voltas, formando um oval bem estendido. Durante o esquenta, onde foi cantado hino, três sambas antigos e músicas pra animar os integrantes, a separação das alas se manteve de frente ao palco principal.

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Um dos destaques do ensaio foi a presença da ala Giga, que reúnem componentes acrobatas, sem economizar nas coreografias e movimentos no ar. Zulão revelou que, apesar da distância, integrantes da escola acompanha cada ensaio.

“A ala é um projeto social, onde eles têm alguns espaços em Guarulhos. A frequência deles nos nossos ensaios dependem de algumas situações, relacionadas a transportes. Porém, acompanhamos os ensaios nos espaços deles”.

Casal

Ruhannan e Ana Paula carregam anos de parceria, fator bem visível ao analisar a dança do casal oficial da agremiação. Independente do local, quadra, apresentação ou ensaio técnico, a simpatia ao ostentar o pavilhão não é afetada, assim como foi no ensaio visitado. Ambos carregam uma coreografia que alia o modernismo com a dança clássica do quesito. Mantendo o nível do último ensaio, e firmando cada vez mais a frequência dos  componentes, a maior vantagem dos últimos anos da escola pode ser mantida, que no caso é a força do chão.

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O samba influencia na explosão, e correspondida pela escola, pode proporcionar resultados superiores ao do ano passado. Além da mudança nos dirigentes de harmonia, a Colorado manteve praticamente o mesmo time dos últimos anos. Antes do ensaio para o carnaval de 2020, o presidente Ka agradeceu a presença dos seus componentes, reafirmou alto investimento e garantiu escola mais competitiva.

A Colorado do Brás será a segunda escola de samba a desfilar na noite de sábado, dia 22 de Fevereiro, com o enredo: “Que Rei Sou Eu?”, assinado pelo carnavalesco Leonardo Catta Preta.

Canto da comunidade da Estácio é grande destaque em ensaio de rua

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A Estácio de Sá realizou na noite desta segunda-feira, o seu último ensaio antes do fim do ano de 2019. No treino, que contou com a presença de todos os quesitos e departamentos da agremiação, a nota positiva foi o desempenho da comunidade que cantou forte o samba-enredo da agremiação, deixando uma excelente impressão para o desfile do ano que vem.

Comissão de Frente

Ariadne Lax vem mostrando que não ganhou o Estrela do Carnaval por acaso. Durante o ensaio desta segunda, o grupo de dançarinos comandados por ela realizou coreografia de desfile e treinou as três paradas de jurado que vão acontecer no desfile do ano que vem.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

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A julgar pelo ensaio realizado nesta segunda à comissão e o casal irão “conversar” na avenida. O encerramento da apresentação da comissão traz a dupla Zé Roberto e Alcione para o centro da cena. Eles também realizaram paradas para jurados e testaram coreografia de desfile.

Harmonia

Grande destaque da apresentação da Estácio. Embora, atualmente viva entre a Série A e o Especial, a comunidade do São Carlos tem muita força. O samba da escola foi muito cantado pelos componentes ao longo da pista de ensaio, deixando a impressão de que, no que depender do chão, a permanência no Especial é provável.

Samba-Enredo

Bom o rendimento da obra no ensaio, impulsionada por uma segura atuação de Serginho do Porto e todo o seu carro de som. A filosofia do intérprete, de priorizar o canto do samba, em detrimento dos cacos de empolgação de mostra um acerto no rendimento do canto no desfile.

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“A comunidade vem melhorando a cada ensaio, compreendendo o samba. Nossa obra tem a leveza necessária para uma agremiação que vai abrir o carnaval. O componente precisa ter um intérprete que cante o samba corretamente e assim na avenida ele passe cantando na divisão correta”, analisa o intérprete Serginho do Porto.

Evolução

Dentro dos parâmetros analisados pelo quesito, a Estácio está no caminho certo. As alas passaram cantando e brincando, se movimentando bastante, sem perder a organização. Embora a rua utilizada para o ensaio tenha uma dinâmica diferente, pois é curva e possui aclive, a bateria conseguiu fazer dois recuos em cerca de 90 minutos de ensaio.

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Bateria

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A Medalha de Ouro a julgar pelo ensaio vai fazer um desfile de acordo com o seu DNA histórico. Os ritmistas realizaram diversas bossas, com destaque para uma paradinha que chama o canto do componente. Mestre Chuvisco demonstrou satisfação com o treino e disse que ainda não definiu o andamento.

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“Estamos fazendo os testes de andamento, ainda vamos conversar com o nosso intérprete para definir o andamento mais confortável para todos. Estou satisfeito com o nosso desempenho mas sei que ainda temos pontos a evoluir. Acredito que estejamos a 80% daquilo que considero ideal”, analisou.

Ranking dos sambas mais ouvidos: Mocidade lidera com mais de 85 mil

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O site CARNAVALESCO divulga a oitava lista dos sambas-enredo mais ouvidos do Grupo Especial para o Carnaval de 2020. A contagem segue o link de cada samba. A próxima lista será divulgada no dia 30 de dezembro.

1 – Mocidade: 85.074 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

2 – Mangueira: 73.217 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

3 – Beija-Flor: 70.4521 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

4 – Salgueiro: 58.429 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

5 – Portela: 57.117 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

6 – Paraíso do Tuiuti: 55.873 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

7 – Viradouro: 52.749 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

8 – Grande Rio: 50.062 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

9 – Vila Isabel: 43.478 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

10 – Unidos da Tijuca: 40.194 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

11 – União da Ilha: 34.327 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

12 – São Clemente: 34.014 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

13 – Estácio de Sá: 22.646 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

Vote: Qual é o melhor samba do Grupo Especial de São Paulo para o Carnaval 2020?

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Site CARNAVALESCO visita ensaio da Águia de Ouro para o Carnaval 2020

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Por Gustavo Lima

A equipe do site CARNAVALESCO acompanhou o ensaio de domingo, na quadra da Águia de Ouro, para o Carnaval 2020. Por volta das 21h30, a excelente equipe do carro de som começou a cantar o samba com uma comunidade que está acreditando em coisas muito maiores para 2020 e estão levando os ensaios muito a sério, com muita organização e empenho. A alegria da comunidade é algo a ser destacada.

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Uma letra que permite o componente declarar seu amor a escola, melodia para cima e um carro de som muito forte, com os experientes Douglinhas Aguiar, Darlan Alves, além do carioca Tinga, que não estava no último ensaio, mas é um reforço e tanto quando se junta aos demais intérpretes.

“Eu sou suspeito de falar, eu gosto do samba inteiro, mas acho que os dois refrões estão bem legais, acho que nós vamos conseguir conquistar o Anhembi”, declara Douglinhas.

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Harmonia

A escola está muito bem nesse quesito. O tempo todos os harmonias e chefes de alas incentivaram os componentes a cantar e foi o que aconteceu. Os intérpretes chamaram a escola, bateria parando para a comunidade cantar a uma só voz, sendo assim, foi o quesito destaque no domingo.

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Evolução

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Alas bem distribuídas, cada uma com sua camiseta de ensaio, evoluindo pela quadra, fazendo coreografias e brincando com o samba de forma enérgica. Importante ponderar novamente o trabalho dos integrantes da harmonia, incentivando os componentes a todo momento, e surtiu efeito.

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Mestre-sala e porta-bandeira

João e Ana mostraram muita simpatia e sincronismo na forma de girar e bailar com coreografias durante o samba. O casal falou sobre como anda a preparação para o carnaval de 2020.

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“Esse ano nós estamos remontando muita coisa, o nosso quesito teve algumas modificações e nós independente de sermos um casal bem experiente, temos que se adequar as novas regras e entender qual é a regra do jogo. Por ser um quesito de dança, merece muito mais, merece criatividade e conjunto”, declarou o mestre-sala.

O casal também falou sobre a parte coreográfica e a fantasia que usarão no dia do desfile.

“Nós não modificamos muita coisa na questão do preparo, porque ficamos apenas um mês só parados. Esse ano nós mudamos a nossa logística, ele (mestre-sala) já foi viajar com a coreografia pronta e esse ano a nossa fantasia já está feita. Fico muito emocionada quando eu penso nela, porque não é segredo pra ninguém, nós sempre buscamos nossos materiais no Japão e esse ano nós tivemos a nossa fantasia sendo a parte mais complexa a saia , que foi feita pelo Tsubasa, que é mestre-sala da Império de Casa Verde, mas independente disso é um grande conhecedor. A fantasia está maravilhosa”, afirmou a porta-bandeira.

Bateria

Impressiona a longevidade da Batucada da Pompeia, mestre Juca vem à frente da bateria há 29 anos e parece ter se adaptado ao novo regulamento, fazendo bossas que interagem com os componentes da escola. Juca comentou a adaptação ao novo julgamento e como estão se organizando para o carnaval de 2020.

“Nós estamos preparando a bateria desde a escolha do samba, que foi no começo de setembro. Vamos sair com 252 ritmistas, não é número cabalístico, mas a gente precisa porque a bateria vem com uma fantasia em três cores, pra ter o tamanho exato. Também teremos que fazer bossas esse ano, porque é um dos critérios de julgamento, não é a criatividade, é a ousadia, e temos algumas bossas que estamos ensaiando direto. Vamos investir em coreografia também e vamos pra cima”.

A Águia de Ouro será a quinta escola a desfilar no sábado de carnaval com o enredo “O poder do saber – Se saber é poder… Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.”

Viradouro oferece curso de Brigadista Voluntário de Combate a Incêndio

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Para manter seus funcionários sempre preparados para lidar com situações de risco nas dependências do barracão, a Unidos do Viradouro ofereceu a parte de seus quadro de trabalhadores que dá expediente no espaço de produção de alegorias e fantasias na Cidade do Samba, o curso de Brigadista Voluntário de Combate a Incêndio.
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Eles foram treinados para utilização de todos os tipos de extintores, para identificar e corrigir situações que possam provocar incêndios, e capacitados para atuar nos procedimentos básicos para evitar pânico. As atividades incluíram ainda preparação para prestação de primeiros socorros com vítimas em estado de choque, desmaio, hemorragia, além de prevenção de queimaduras.

Notas dos sambas do Grupo Especial: cinco escolas empatam no topo

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A safra dos sambas-enredo do Grupo Especial para o Carnaval 2020 vem sendo apontada como uma das melhores dos últimos anos. O site CARNAVALESCO pediu aos internautas para avaliarem todas obras para os desfiles do ano que vem. Como era esperado, cinco agremiações empataram com a média 10. São elas: Grande Rio, Mocidade, Portela, Mangueira e Beija-Flor.

Apenas um décimo atrás ficaram Tuiuti, Viradouro, Salgueiro, Unidos da Tijuca, Vila Isabel e União da Ilha.

São Clemente terminou com a média de 9.8 e a Estácio com a média de 9.7, segundo a avaliação do público.

Veja abaixo todas médias:

Grande Rio: 10

Mocidade: 10

Portela: 10

Mangueira: 10

Beija-Flor: 10

Paraíso do Tuiuti: 9.9

Viradouro: 9.9

Salgueiro: 9.9

Unidos da Tijuca: 9.9

União da Ilha: 9.9

Vila Isabel: 9.9

São Clemente: 9.8

Estácio de Sá: 9.7