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Unidos de Padre Miguel realiza ensaio de rua nesta sexta

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A Unidos de Padre Miguel faz nesta sexta-feira seu ensaio de rua. O treino vai rolar na Estação Guilherme da Silveira, a partir das 22h, e toda comunidade está convocada.

Escola ainda recebe inscrições

Os foliões que quiserem desfilar na UPM devem correr, a escola conta com poucas vagas para suas alas de comunidade. Para participar do desfile, os interessados podem se inscrever de duas maneiras:

Todas as terças-feiras de 20h às 22h, na quadra da escola que fica na Rua Mesquita, 08, ou direto no ensaio de Rua na Estrada Guilherme da Silveira – próxima da Estação de trem de Padre Miguel. Para qualquer forma de inscrição é necessário apresentar uma foto 3×4 (recente) e Xerox da identidade (visível), além do pagamento da taxa de R$ 30.

Alas coreografadas

Para os foliões que curtem alas coreografadas, a Unidos de Padre Miguel está recebendo inscrições de componentes todas as terças e quintas a partir das 20h na quadra da agremiação e as sextas no ensaio de rua. Necessario levar xerox da identidade, 1 foto 3×4 e comp. residência. A Coordenação é do George Louzada.

No carnaval de 2020 a Unidos de Padre Miguel contará a história da Capoeira através do enredo “Ginga”, de autoria do carnavalesco Fábio Ricardo. A Vermelha e branca da Vila Vintém será a sexta agremiação a desfilar no sábado de carnaval, pela Série A, do Rio de Janeiro, em busca do tão sonhado título da Série A.

Ensaio da Portela terá a presença da Vila Isabel nesta sexta-feira

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cassal portela

A Portela recebe a visita da Unidos de Vila Isabel, nesta sexta-feira, a partir das 20h. Sob o comando do intérprete Gilsinho e da bateria Tabajara do Samba, a anfitriã fará um grande show com passistas, baianas, casal de mestre-sala e porta-bandeira e a rainha Bianca Monteiro. Tudo isso ao som de sambas antológicos e do hino de 2020, “Guajupiá, Terra Sem Males”.

Em seguida, o ‘Sextou Portela’ terá a honra de receber os integrantes da escola de Martinho, de Luiz Carlos da Vila e tantos bambas. No repertório, clássicos como “Pra Tudo Se Acabar na Quarta-feira” (1984), “Kizomba, Festa da Raça” (1988) e “Soy Louco Por Ti, América: a Vila Canta a Latinidade” (2006) e muitos outros. O samba do próximo desfile, sobre os 60 anos de Brasília, completa o roteiro.

A abertura da noite será com o grupo Samba dos Crias. O ingresso custa R$ 15 (entrada franca até as 23h). A quadra da Portela fica na Rua Clara Nunes 81, em Madureira. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3217-0983.

Serviço:
Sextou Portela
Atrações: Ensaio-show com elenco da Portela e participação da Vila Isabel. Abertura com grupo Samba dos Crias
Data: Sexta-feira, dia 10 de janeiro de 2020
Horário: A partir das 20h
Local: Quadra da Portela
Endereço: Rua Clara Nunes 81, Madureira

Entrada franca até 23h. Após: R$ 15
Mesas com quatro lugares: R$ 70 (já inclui as entradas)
Camarote inferior (com 15 lugares): R$ 300
Camarote superior (com 15 lugares): R$ 400
Classificação etária: 18 anos
Informações: (21) 3217-0983
Vendas na bilheteria da quadra e pela internet (www.ingressocerto.com/portela)

Casal do Rosas de Ouro enaltece carinho da comunidade e desenvolvimento do enredo

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Cria da Beija-Flor, Raíssa de Oliveira declara seu amor: ‘Sangue azul corre nas minhas veias’

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raissa

Há cerca de cinco meses, Raíssa de Oliveira deu a luz a Rhayalla, a primogênita da rainha de bateria que está há mais tempo no posto no Grupo Especial. Ícone da Beija-Flor de Nilópolis, assim como Neguinho, Selminha, Claudinho e tantos outros, Raíssa diz que ainda que sua vida pessoal esteja completamente diferente a partir do pequeno ser que veio colorir o seu mundo, no aspecto profissional, pouca coisa mudou.

“Assim, muda a minha vida pessoal, porque a profissional não vou dizer que continua o mesmo, mas muita gente me dizia que eu teria que abrir mão de muitas coisas, mas foi o contrário de que eu já ouvi de muitas mulheres. Filho só traz força pra gente trabalhar, querer dar o melhor pra ele, só traz coisas boas. Então, não é um impedimento para mim”.

Olhando Raíssa se acabar de sambar na final da Beija Flor não dava para dizer que foi mãe em tão curto período.

“Eu acho que a genética está me ajudando”.

Na Beija-Flor, Raíssa está há 16 carnavais à frente da bateria Soberana comandada por mestre Rodney. Ela conta que não teve uma rainha única para se inspirar, mas absorveu um pouco de cada uma.

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“Eu sempre me espelhei muito na Luma (de Oliveira), na Luiza Brunet, ambas foram mães, são trabalhadoras, hoje também tem um grande número de mulheres aravilhosas, Viviane Araújo, rainhas de comunidade, é difícil citar uma rainha que me inspirou, cada pessoa me dá uma referência”.

Quando perguntada pela reportagem do CARNAVALESCO sobre até quando se imagina como rainha de bateria da Beija-Flor, Raíssa dá uma resposta simples, mas bastante sincera e direta.

“Até quando Deus quiser, o sangue azul corre nas minhas veias”.

Liesa informa que todas frisas estão vendidas para os desfiles do Grupo Especial

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    Marquês de Sapucaí. Foto: Riotur

    Os ingressos de Frisas para os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial no domingo, 23 de fevereiro, e, segunda-Feira, estão esgotados. As frisas para o Sábado das Campeãs (29 de fevereiro) continuam à venda, porém mais de 80% já foram comercializadas. Ainda existem frisas, mas somente na fila D.

    As frisas para o Sábado das Campeãs podem ser adquiridas diretamente na Central de Atendimento e Vendas, na Rua da Alfândega nº 25, lojas B e B, no Centro do Rio, de 10h às 16h.

    Pessoas de outros Estados poderão adquirir estas frisas através do telefone da Central de Atendimento e Vendas no horário de 09 h às 17 h, ligando para (21) 3190-2100. O pagamento é à vista, através de boleto bancário.

    Veja imagens das obras no Sambódromo da Marquês de Sapucaí

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    A Riotur divulgou imagens das obras no Sambódromo para o Carnaval 2020. O presidente da Riotur, Marcelo Alves, garantiu que as intervenções não vão atrapalhar a realização dos ensaios técnicos na Sapucaí, caso a verba seja obtida para os treinos das escolas de samba.

    Pelo status das obras divulgado pela Riotur a recuperação estrutural do Sambódromo atinge 60%, iluminação e elétrica 40% e incêndio e pânico tem 70% pronto. A previsão de término é 30 de janeiro.

    Com 25 mil interessados, inscrições para trabalhar como ambulante no carnaval se encerram nesta quinta

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    blocos rio2019A Dream Factory, empresa ganhadora do Caderno de Encargos da Riotur para operacionalizar a infraestrutura do Carnaval de Rua 2020 do Rio de Janeiro, informa que mais de 25 mil interessados já se candidataram às vagas para trabalharem como vendedores autônomos nos blocos de rua oficiais, com autorização da Riotur. Os inscritos devem ser brasileiros, maiores de 18 anos, possuir RG e CPF, além de comprovante de residência no município do Rio de Janeiro em seu nome. As inscrições serão realizadas exclusivamente via internet, até esta quinta, 09 de janeiro, através do site carnavalderua2020.com.br. O sorteio eletrônico acontece no dia 10 de janeiro de 2020 e os 10 mil contemplados serão convocados por meio de SMS e e-mail.

    Apenas as pessoas que forem sorteadas deverão agendar através do site de inscrição e comparecer no local (a ser divulgado) para a comprovação documental dos requisitos exigidos pelo regulamento, além da retirada do kit (Colete, Isopor e Credencial). A etapa presencial será realizada em um único dia, ou seja, não será necessário que cada pessoa vá duas vezes até o local indicado para finalizar o cadastro.

    SERVIÇO
    Inscrições de vendedores autônomos para o Carnaval de Rua 2020
    Sorteio – dia 10 de janeiro
    Agendamentos – de 11 a 17 de janeiro
    Atendimentos – de 25 a 31 de janeiro, das 8h às 18h
    Inscrição exclusivamente pelo site: www.carnavalderua2020.com.br
    O candidato sorteado deverá atender aos seguintes requisitos:
    – Ser brasileiro;
    – Maior de 18 anos;
    – Possuir célula de identidade e CPF;
    – Possuir comprovante de residência (luz, gás, água ou telefone) no município do Rio de Janeiro em seu nome.

    Entrevistão com Selminha Sorriso: ‘Não tenho contrato com a Beija-Flor’

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    São mais de 30 anos de carnaval. Uma trajetória de conquistas, prêmios e uma identidade que transformaram Selminha Sorriso na personalidade feminina mais emblemática do samba. A porta-bandeira da Beija-Flor conversa com a reportagem do CARNAVALESCO para a série ‘Entrevistão’.

    Qual o grande desfile da sua vida?

    Selminha Sorriso: “O desfile de 2001 foi o que mais me marcou. Tinha acabado de ser mãe, em novembro. Voltei a dançar em janeiro. Ficamos em segundo lugar por um décimo, aquele desfile foi marcante, para muitas pessoas poderíamos ter sido campeões”.

    O que você estava sentindo naquele momento do desfile de 2011 com a pista cheia de óleo?

    Selminha Sorriso: “Eu não estava com medo de cair mas de atrapalhar o andamento da escola. Eu não estava pensando na minha nota mas no coletivo da Beija-Flor. Aquele desfile eu torci para acabar na verdade. Esse e o de 2005, quando minha mãe estava doente, foram desfiles que eu torci para acabar. Eu estava tão nervosa que não tinha nem saliva na boca”.

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    É verdade que você não tem salário na Beija-Flor?

    Selminha Sorriso: “Aqui não tem contrato. É uma família. A escola nos ajuda, mas salário eu não tenho. Estou aqui há mais de 24 anos feliz da vida. Nunca faltou nada para mim e o Claudinho. Não me importa quem ganha mais ou menos que eu. Não me comparo com os outros. Minha energia está concentrada em mim”.

    Como está hoje a relação com o Laíla?

    Selminha Sorriso: “Tive com o Laíla várias vezes desde sua saída. Para mim e o Claudinho ele foi muito importante. O trato como mestre sempre. No começo foi difícil entender a ausência dele no palco. Mas ele está feliz e foi ensinar a outra comunidade tudo aquilo que ele nos ensinou”.

    Falta algo para a Selminha no carnaval?

    Selminha Sorriso: “Sempre falta algo. Eu penso que a cada momento você aprende. Nunca estou 100% confiante e acomodada. Quando você acha que já sabe você desaprendeu. Um crescimento profissional só vem com muito exercício e ensaio. Sempre me sinto uma iniciante. Quando toca a sirene eu não tenho mais insegurança. A minha vida está ali naquela avenida. São duas pessoas em constante avaliação. Trinta anos de carnaval é motivo de muita gratidão”.

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    Como você faz para nunca perder o sorriso?

    Selminha Sorriso: “É uma coisa de alma e espiritualidade. Consigo separar a chateação do carinho com o público. Eu vi uma palestra recentemente em que o palestrante diz que qualquer problema a pessoa já se entrega, não entende a dificuldade. Os problemas passam. Se a gente enfrenta com otimismo ele vai embora mais rápido. A esperança minimiza tudo”.

    Quando dizem que você é a mulher mais importante do carnaval, como você reage?

    Selminha Sorriso: “Eu fico feliz e orgulhosa, mas considero um exagero. A vida é feita de conquistas diárias. Superar seus medos, inseguranças, incertezas. Saber que conquistei credibilidade ao longo dos anos me deixa orgulhosa mas considero outras mulheres mais importantes que eu”.

    Você imagina a Beija-Flor um dia sem o Anísio?

    Selminha Sorriso: “Não dá para imaginar. Impossível a Beija-Flor sem o Anísio. Ele vai seguir tendo muita saúde por muitos anos. Para mim é motivo de muita felicidade ouvir dele que sou uma pessoa unânime. É um pai não só para mim mas para toda a escola”.

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    Você temeu que sua parceria com o Claudinho fosse desfeita?

    Selminha Sorriso: “Não temi em momento algum. A minha fé e a certeza era de que ele era inocente. Meu coração não ficou triste. Eu ia na casa dele ensaiar. Ocupei o tempo dele. Passava tudo e cobrava dele. Não deixei ele se entristecer e estive o tempo inteiro ao seu lado. Na hora da dificuldade que você vê quem é o amigo. São 27 anos de parceria. Meu sentimento por ele é de irmã e mãe às vezes. É o meu compadre”.

    Já se imaginou dançando fora da Beija-Flor?

    Selminha Sorriso: “Nunca fui nem convidada. As escolas que desfilo são de outros estados. Eu criei um laço familiar aqui na Beija-Flor, embora eu não tenha começado aqui”.

    Leitores do CARNAVALESCO apontam samba-enredo da Mangueira como o melhor do Grupo Especial para 2020

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      A Estação Primeira de Mangueira, atual campeã do Grupo Especial, foi escolhida por 26,4% dos leitores do site CARNAVALESCO como dona do melhor samba-enredo para o Carnaval 2020.

      A Mocidade ficou em segundo com 17,3% e a Portela terminou em terceiro com 14,9%.

      Confira abaixo a classificação final

      Mangueira 26,4%
      Mocidade: 17,3%
      Portela: 14,9%
      Beija-Flor: 11,5%
      Viradouro: 7,9%
      Salgueiro: 5,7%
      Grande Rio: 4,2%
      União da Ilha: 3,6%
      São Clemente: 2,9%
      Unidos da Tijuca: 2,4%
      Vila Isabel: 1,2%
      Tuiuti: 1,1%
      Estácio: 0,9%

      Samba Didático: Portela em busca do seu Guajupiá canta os índios Tupinambás

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      Por Victor Amancio

      “O rio é o caminho, é sagrado, tem peixe, tem marisco. As aves voam livres, colorindo o céu. Temos tudo ao alcance das mãos, água de beber, de lavar e de se banhar. Vivemos a vida em profunda gratidão.” Com o enredo “Guajupiá: Terra sem Males” o carnaval da Portela em 2020 vai levar para avenida os índios tupinambás que habitavam o Rio de Janeiro antes da chegada dos colonizadores.

      O enredo abordará o Guajupiá uma espécie de paraíso ideal que os índios buscavam viver. Com um grito de resistência num momento em que os primeiros habitantes do país estão em constante ataque a escola promete emocionar a Sapucaí com o samba dos compositores Valtinho Botafogo, Rogério Lobo, José Carlos, Zé Miranda, Beto Aquino, Pecê Ribeiro, D´Sousa e Araguaci. O casal de carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage vão levar a cultura e os ritos dos primeiros habitantes das terras cariocas para o desfile.

      Portela Final 2020 168

      O site CARNAVALESCO dando continuidade à série de reportagens “Samba Didático” entrevistou a carnavalesca Márcia Lage e o compositor Valtinho Botafogo para saber mais sobre os significados e as representações por trás dos versos e expressões presentes no samba da Portela para o carnaval de 2020.

      ‘Já não existe a ira de Monã’

      “O enredo retrata o Guajupiá, uma “terra sem males”, que existiu há mais de 2.000 anos, formosa, rodeada pelo mar que a embelezava. Terra onde os homens tinham compreendido o castigos enviados por Monã e passaram a viver de acordo com os ensinamentos do grande Karaíba Mairamuana, o filho profeta de Irin-Magé.”, explica Márcia.

      ‘Irim Magé já pode ser feliz’

      “A lenda de um dilúvio que criava o mundo e moldava a terra pela ingratidão dos homens caiu com perfeição em um Rio de Janeiro onde chuvas torrenciais anualmente causavam enchentes e colocavam à prova a resistência dos nativos. Irin-Magê cumpriu sua missão de povoador de homens que compreenderam a lição de Monã”, diz Márcia.

      ‘Mairamuãna tem a chave do futuro
      Pra nossa tribo lutar e cantar’

      “Entre os muitos filhos de Irin-Magé nasceu um em especial, que se tornaria o grande karaíba, o profeta transformador chamado Mairamuãna e considerado um “familiar” de Monã, para quem este havia ensinado a arte de tudo transformar. Seus poderes eram compatíveis ao de um deus. Esse profeta instaurou as práticas sagradas, determinou as regras da organização social das tribos e a forma de “distribuir” o governo entre eles, além de impor severas penalidades para aqueles que não cumprissem as regras sociais”, conta Márcia.

      ‘Auê, auê a voz da mata, okê okê arô
      Se Guanabara é resistência
      O índio é arco, é flecha, é essência’

      O compositor Valtinho explica que esse trecho faz referência a um brado indígena que ecoa na mata. Ele diz que Oxóssi, orixá caçador, guerreiro, padroeiro da nossa cidade e da bateria da Portela, se junta a esse canto sendo a voz das matas bradando pelo seu Guajupiá, por uma terra sem males.

      ‘Ao proteger Karioka
      Reúno a maloca na beira da rede
      Cauim pra festejar… purificar
      Borduna, tacape e ajaré’

      Márcia Lage explica que todo e qualquer evento entre os Tupinambás tinham um cunho ritualístico e proteger a aldeia Karioka, proteger um nascido Karioka requeria muito cuidado, e esse ser era recebido com muita festa e muitos festejos regados a Cauim.

      ‘Nossa aldeia é sem partido ou facção
      Não tem bispo, nem se curva a capitão’

      “Entre os nativos não havia um governo constituído e não havia privilégios. Cada cabana tinha seu líder. Ele era o chefe. Todos os chefes eram da mesma origem e tinham os mesmos direitos de dar ordens e governar.”, segundo Márcia. O compositor Valtinho Botafogo afirma que o trecho é um sinal de alerta,  pois o índio já sofreu muito com a colonização escrava e genocida, que conduzidas por “capitães” aterrorizaram, escravizaram e eliminaram grande parte dos índios que aqui viviam.

      ‘Índio é tupinambá’

      O termo “tupinambá” era como um nome geral que se modificava logo que havia o fracionamento de grupos numerosos. Tupinambá quer dizer “a gente atinente ao chefe dos pais”, os “pais principais”, ou melhor, os descendentes dos fundadores da nação.

      ‘Hoje meu Guajupiá é Madureira’

      A carnavalesca diz que a busca por um ideal de fartura e felicidade dava-se também no presente, na obtenção de um “paraíso terreal”, para viver em abundância entre os seus. Não diferente disso a nação portelense faz da Portela seu Guajupiá, paraíso que alimenta a alma de cada componente com alegria, prazer e felicidade constantes. “O portelense é apaixonado por sua escola, por seu lugar e faz de Madureira um Guajupiá, sua terra sem males. Lá, nasceram e vivem até hoje seus ancestrais. O  índio em sua generosidade e grandeza, apesar de dono do chão sagrado, se torna mais um filho da águia, um filho apaixonado da Portela, que é  o Guajupiá do samba e traz o índio como protagonista de uma história de sabedoria, lições, aprendizados, amor, paz e pureza”, encerra Valtinho.