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Cordão Carnavalesco Saudade da Rainha desfila dia 09 de fevereiro, no Méier

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PerrotaA população do Méier e região ganhou um nova atração no calendário pré-carnavalesco. Em 09 de fevereiro, na Dias da Cruz, no coração do bairro, o Cordão Carnavalesco Saudade da Rainha com sua trupe de brincantes dará as boas-vindas ao carnaval.

Com banda de carnaval, estandartes, serpentinas, confetes, cores, pernas de pau, famílias com foliões divertidos de todas as idades, o Cordão fará o seu desfile de estreia em homenagem à Carmem Perrotta, conhecida como a Rainha do Folclore e Dama da Cultura popular. A Rainha Carmem fundou a Quadrilha Junina do Sampaio e disseminou cultura popular, folclore e carnaval. Ela partiu em 2011, mas seu legado continua vivo através do Reino de Brincantes, que hoje está sob a direção de Marcio Perrotta.

CORDÃO CARNAVALESCO SAUDADE DA RAINHA
DESFILE: dia 09/02,  às 10h
Concentração: Rua Dias da Cruz (no trecho perto do cruzamento da R. Hermengarda, onde tem o Leão do Lions Club). O cortejo seguirá até as proximidades da Parmê.

Concurso na Viradouro vai eleger passista mais bela do Grupo Especial

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    A Unidos do Viradouro vai promover um concurso para escolher a mais bela passista entre as escolas do Grupo Especial carioca. O “Que Beleza! 2020” será neste sábado, na quadra da escola, em Niterói, às 20h.

    A criação do concurso, segundo a direção da vermelho e branco, é para celebrar a beleza das passistas nesse evento especial e de cunho social, reunindo grandes escolas de samba durante a temporada pré-carnavalesca, numa competição pautada pelo respeito e cordialidade, sintetizando a harmonia existente na relação entre as agremiações do Grupo Especial.

    As candidatas estão cumprindo uma rigorosa agenda de ensaios para o evento, coordenado e dirigido por Valci Pelé, responsável pela ala de passistas da Viradouro. A disputa será nos moldes dos tradicionais concursos do gênero, com direito a passarela para que as candidatas que “dizem no pé” desfilem toda sua beleza em busca das cobiçadas faixa e coroa.

    Estarão na disputa pelo título 18 candidatas. O time de jurados será composto por personalidades que se destacam em diversas áreas e sem ligação estreita com qualquer escola. Serão avaliadas beleza facial, beleza estética, desenvoltura na passarela e comunicação. O samba no pé será quesito para desempate na etapa final.

    O prêmio para a vencedora desta primeira edição do “Que Beleza!” será coroa, faixa, um ensaio fotográfico profissional, um vídeo book, um par de convites para os desfiles do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí (domingo ou segunda, no Camarote MAR) e R$ 5.000 mil (cinco mil reais). A segunda colocada ganha R$ 2.000 mil (dois mil reais) e um par de convites para os desfiles do Grupo Especial no Sambódromo (domingo ou segunda), no mesmo camarote que a vencedora. A passista que ficar em terceiro lugar ganha R$1.000,00 (mil reais) e, assim como a vencedora, também terá direito a um ensaio fotográfico profissional e vídeo book, produzidos pela produtora Muitamídia.

    O público de casa terá direito a voto. Vai poder escolher a “Campeã da Internet”. O “Que Beleza! 2020” será transmitido ao vivo pela TV Viradouro, via redes sociais da agremiação, e será disponibilizado um link no site da Unidos do Viradouro (www.unidosdoviradouro.com.br), com foto, vídeo, nome e escola de todas as candidatas para votação. A preferida dos internautas levará o título de “Campeã da Internet”.

    Radiante pelo samba feito para Mocidade, Sandra de Sá ressalta força e história de Elza Soares

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    Por Gabriella Souza

    Sandra de Sá e Elza Soares são duas cantoras emblemáticas da música brasileira, suas histórias como cantoras negras e cariocas se relacionam. Ambas transitaram por diversas vertentes da música popular brasileira e marcaram suas vozes como personalidades sempre rememoradas da ‘black music’ nacional e mundial. No desfile de 2020 da Mocidade Independente de Padre Miguel a homenagem para Elza mexeu com Sandra de Sá. Após disputar o concurso de samba-enredo e vencer, a amiga está radiante com o sucesso da obra que conquistou os torcedores independentes e a própria homenageada. (Fotos: Eduardo Hollanda)

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    “Sempre que posso falo com ela, fizemos um programa em que nos encontramos depois da vitória e pude cantar o samba pessoalmente para ela. E foi um momento lindo. Elza é incrível e agradeço a Deus por tudo isso”, conta Sandra de Sá.

    O refrão forte e que remete a uma saudação a Exu, ‘Laroyê e Mojubá’ faz referência ao trabalho de Elza que desmistifica a figura de Exu em algumas canções, como ‘Exú Nas Escolas’ e com uma referência a religiões de matriz africana. Sandra conta como foi o processo de criação do samba com seus parceiros.

    “Cada pessoa que estava participando do processo pensava sua parte, sua ideia e depois todos nós nos encontrávamos lá na minha casa. A gente discutia e adicionávamos algumas coisas, naquela mesmo de ‘bota palavra, tira palavra’, insere uma expressão. Foi aquele processo mesmo tradicional de composição em que tudo ocorreu e veio a nascer esse samba”, diz.

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    A canção que destrincha a história de Elza em uma letra trabalhada e poética faz referência a diversas fases e episódios de vida da ‘Deusa da Vila Vintém’. A composição sofreu algumas alterações pela diretoria da escola, após sua escolha, para contribuir na fluidez e facilitar o canto da comunidade. Sandra fala ainda sobre a emoção de escrever um samba em homenagem Elza Soares e ainda mais, para a Mocidade. O enredo foi muito esperado pela comunidade e ganhou força após a Mocidade conquistar o título em 2017. O povo de Padre Miguel que ‘esperou tanto para revê-la’, como cita a letra, acolheu bem a composição.

    “Eu fiquei ‘maluca’ de ter ganhado e estou até hoje. Porque eu nunca participei disso, desse processo de disputa em uma escola de samba. E foi muito legal porque quando surgiu o convite para participar da construção desse samba eu falei que não queria só assinar a letra, mas sim estar participando de todo o processo, fazer o samba junto e também ir nas disputas na quadra. E foi o que aconteceu e tudo ainda me emociona muito. E bom, fora tudo isso, é Elza Soares não é? Incrível!”.

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    Após a vitória e escolha de seu hino a Mocidade deu início a sua preparação de carnaval com a gravação da canção e os ensaios com a comunidade. Sandra que foi muito bem acolhida pela escola, ganhou um novo lar na verde e branco e diz que a parceria não será desfeita e que pretendem seguir para outros anos.

    “Essa parceria fechou mesmo, se Deus quiser ainda vem muita coisa por aí. Amo meus parceiros, eles me respeitam muito mesmo, são pessoas incríveis e estou apaixonada de verdade por eles e por tudo isso. E vamos fazer ainda muita coisa”, conta.

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    A composição é ‘de casa’, já que possui a assinatura de diversos compositores com trajetória na escola e de Igor Vianna, filho do memorável ex-intérprete da escola Ney Vianna. O modelo de disputas em etapas e eliminações é adotado por anos na verde e branco da Zona Oeste, visto a grande quantidade de parcerias concorrentes. Para o carnaval de 2020 foram 23 composições selecionadas para a disputa, evento esse que movimentou a quadra ‘antiga’ da Mocidade. Sandra achou justa essa forma de disputa.

    “Gostei bastante desse modelo de disputa adotado na Mocidade e em outras escolas, os sambas foram se apresentando, sendo eliminados por votos e passando por todas essas etapas, de uma forma justa para todos os envolvidos”, ressaltou.

    O encontro de Sandra e Elza será mais um vez revivido, agora para o público  independente, na quadra da Mocidade na Avenida Brasil, também conhecido como ‘Maracanã do Samba’. As duas cantoras farão um show conjunto no ensaio show da escola, o ‘Divas In Concert’ neste sábado.

    Vila Maria evolui no quesito harmonia e mantém ousadia na bateria

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    Por Matheus Matos. Fotos: Felipe Araújo/Liga-SP

    A Unidos de Vila Maria realizou na noite de quinta-feira, no Anhembi, o seu segundo ensaio técnico para o desfile de 2020. Mesmo num dia de semana, a agremiação levou um ótimo contingente, alas bem separadas, canto claro dos componentes e bateria mantendo a característica de ousadia de bossas.

    O esquenta começou com o hino, exaltação e samba de 2017, ano em que homenageou Nossa Senhora de Aparecida. Ao iniciar o alusivo do samba pra 2020, a escola optou por não realizar a introdução que fez no primeiro ensaio. Após o grito de guerra, Wander Pires puxou o hino direto da cabeça do refrão.

    “A escola está aí, firme e forte, comparecendo, brincando, cantando. Estamos prontos pra fazermos um grande desfile. Hoje deixamos alternar algumas coisas, porque foi como um laboratório, mas nós temos a fórmula na mão, o andamento na mão, o próximo desfile aqui vai ser para valer”, disse o presidente presidente Adilson José.

    Bateria

    A Cadência da Vila, assim como notado no primeiro técnico, promete trazer muitas variações de ritmos, coreografias e ousadias, principalmente, nas bossas. Um arranjo destacado é o que entra na segunda passagem do refrão principal, onde as caixas realizam desenhos, uma rufada e atacam, para depois subirem no repique. Tal variação contém 15 compassos, porém com informações de diferentes instrumentos em todo momento. Na passagem da primeira torre de jurado do quesito, a bateria parou e realizou a bossa que entra no meio da primeira estrofe. Após todo o arranjo, os repiques fazem frases enquanto todos os ritmistas evoluem com os braços, proporcionando além do lado sonoro, um ótimo efeito visual.

    “Eu gostei muito. Mas eu sou um cara muito crítico, gosto de escutar tudo. Eu to ficando meio maluco com bateria, eu fico procurando pêlo em ovo (risos). Até porque a gente precisa apresentar um trabalho de qualidade, esperam isso da gente. Estamos focando muito no novo regulamento, no primeiro ensaio técnico nós ensaiamos e no dia seguinte já fiz específico de caixa. A gente está trabalhando muito o detalhe, nós já temos como característica ser limpa, e esse ano queremos ela mais limpa ainda”, ressaltou Mestre Moleza.

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    Harmonia

    O canto foi um ponto que não comprometeu o efeito geral. Algumas alas que demonstram um domínio maior com a letra e melodia, principalmente, nos primeiros setores. Mas existem também componentes com dificuldades de pronunciar com clareza o samba inteiro. Analisando o quesito dentro da escola, a ala Jovem desfilou com bastante alegria, principalmente, ao cantar o samba. A questão de conter versos mais fáceis, possibilita a direção da agremiação trabalhar com uma preocupação menor.

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    Evolução

    Mesmo com as pequenas pausas nas simulações para os jurados o andar da escola não acelerou e os componentes das alas estavam soltos. A escola apresentou algumas alas coreografadas, o que dificulta enxergar componentes com desânimo ou sem evolução. A primeira ala, localizada atrás das baianas, tem uma coreografia com leques. Os componentes não evoluem saindo do local, apenas com o adereço nas mãos, que emite um som explosivo casando com o ritmo do samba. Além desse ponto, a Vila Maria terá uma ala coreografada ao lado do abre-alas. O significado não ficou claro, mas é um ponto a ser observado no momento do desfile.

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    “A gente vêm crescendo a cada ensaio pra chegar em alto nível no dia do desfile. A escola já desfila tranquila, desliza, em qualquer situação passa bem”, conta o carnavalesco Cristiano Bara.

    Mestre-Sala e Porta-bandeira

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    O casal Bruno e Tatiana já demonstra bom sincronismo e entrosamento, mesmo sendo ano de estreia. A dupla tem um estilo de dança com uma definição bastante clara, passos modernos e rápidos. O mestre-sala possui um bom domínio do local de dança.

    “O primeiro ensaio foi quando a ficha caiu, junta ansiedade, emoção e o querer que dê certo. Esse segundo ensaio a escola já mostra o que está preparando para o grande dia, e com a gente não é diferente. Trabalhamos tranquilos e saio daqui muito feliz”, defende Tatiana.

    “A gente não pensa muito na estreia no Sambódromo. Ensaia, ensaia, ensaia e pensamos que tudo vai dar certo. A ficha de ser o primeiro vai caindo aos poucos, por completo acho que só no dia”, afirma Bruno.

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    Comissão de frente

    Assim como no primeiro, a comissão trouxe componentes fantasiados. Os homens com roupa preta e mulheres vestidas de chinesas, até mesmo com adereços pra reforçar a figura. Porém, o personagem principal, que na ocasião se vestia de macaquinho, evoluiu com roupa simples. A ala atende grandes espaços da avenida, mas sempre com muita interação com o público, ponto julgado no próprio regulamento.

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    Samba-enredo

    A ala musical da Unidos de Vila Maria fez uma passagem segura, com aberturas de vozes em trechos específicos. Wander Pires também demonstrou segurança, ousou nos cacos, principalmente, dentro de uma bossa que a cozinha desenha antes de subir no primeiro refrão. O samba facilita componente, que canta o refrão com muita segurança, ato diferente da primeira estrofe em diante.

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    “Eu achei o ensaio maravilhoso, bem mais objetivo do que o primeiro. Estamos cada vez mais preparados, mais certos e vamos em busca do resultado”, disse Wander Pires.

    Outros destaques

    Os destaques da noite ficaram nos últimos setores. O primeiro é a alas das passistas, que todas e todos estavam à caráter com o enredo. Já o segundo exalta a empolgação da ala Vila Mathias que, mesmo nos momentos finais, não desanimou ao cruzar a faixa.

    Renascer de Jacarepaguá desliga primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira

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    A Renascer de Jacarepaguá informa o desligamento do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Luiz Augusto Russier e Thainá Teixeira, faltando menos de 30 dias para o desfile. A escola não informou quem vai assumir o posto.

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    Confira abaixo a nota da escola:

    “O G.R.E.S. Renascer de Jacarepaguá, em nome do presidente Antônio Carlos Salomão, informa que devido à falta de compatibilidade, Luiz Augusto Russier e Thainá Teixeira não integram mais o corpo de profissionais da escola. Agradecemos aos profissionais toda a dedicação, talento e respeito ao pavilhão.

    A agremiação informa, ainda, que o nome do novo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira será informado em breve”.

    União da Ilha grava versão à capela de seu samba-enredo pra o Carnaval 2020

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    A União da Ilha do Governador gravou um versão diferente de seu samba-enredo para o Carnaval 2020. A cantora Lena Aires, que vai desfilar pela escola em uma ala formada apenas por vozes femininas, gravou a obra da escola em um andamento mais de voz e violão. Confira como ficou o resultado:

    Paolla Oliveira tira onda com a bateria da Grande Rio em ensaio no Sambódromo

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    Paolla Oliveira tira onda com a bateria da Grande Rio em ensaio no Sambódromo

    A atriz Paolla Oliveira participou do ensaio de bateria da Grande Rio, na noite desta quinta-feira, na Marquês de Sapucaí. A rainha de bateria da escola de Duque de Caxias cantou o samba inteiro, interagiu com os ritmistas de mestre Fafá e levou o público que acompanhava o treino ao delírio. Veja os vídeos abaixo.

    Mestre Sombra cita filho como possível substituto na direção de bateria da Mocidade Alegre

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    Mestre Sombra

    Vice-presidente e mestre de bateria da Mocidade Alegre, Sombra se mantém com mais de 46 anos de envolvimento com a escola. Durante a gravação da faixa ao vivo do CD, o Mestre Sombra conversou com o site CARNAVALESCO sobre projeto para o carnaval de 2020.

    “O samba ganhou e a gente já começou a ensaiar. Jogamos coisas diferentes em comparação ao ano passado, uma roupagem diferente, entrando com ritmo não de costume, fora de cabeça de samba, fora de refrão, pra vê se a gente consegue dar uma dinâmica diferente”.

    A bateria ritmo puro sempre foi um show à parte durante o desfile. Representação de uma flecha acertando um coração em 2009, caracol e movimentação do cubo-mágico onde a bateria se divide, uma parte anda e os lados se invertem, são pequenos exemplos.

    Sobre o próximo carnaval, Mestre Sombra não adiantou surpresa, mas garantiu que já pensam no caso.

    “Ah, eu não planejo, mas a gente sabe que tem a expectativa. No decorrer dos ensaios, a gente sempre vai pensando em alguma coisa, mas é lógico que passar em branco não vai. Alguma coisinha vamos fazer sim”.

    Com anos de experiência e envolvimento no carnaval, os rumores de possíveis substitutos para o cargo de mestre rondam a Morada do Samba. Sombra afirma que não pensa em aposentadoria, e comenta sobre a possibilidade de passar o posto para o filho.

    “Prazo não tenho, não. O Sombrinha é um garoto ainda, 19 anos, lógico que ele é um grande ritmista, tem noção de muita coisa, mas precisa amadurecer. Tem que tomar o cuidado pra não dar um passo maior que a perna e queimar ele, a ideia não é essa. Mas claro que tem projeção de ser um grande mestre, filho de Sombra, Sombrinha é. Eu acredito que vai dar certo, talento ele tem. É o sonho de todo pai ver o filho seguindo o seu caminho com êxito, a minha expectativa é essa”.

    A Mocidade Alegre será a quarta escola à desfilar no sábado, dia 22 de Fevereiro, com o enredo: “Do canto das Yabás renasce uma nova morada”, assinado pelo trio de carnavalescos Edson Pereira, Márcio Gonçalves e Paulo Brasil.

    Entenda alterações no regulamento dos jurados do carnaval de São Paulo

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    Por Gustavo Lima e Matheus Mattos

    A Liga-SP organizou uma plenária com os veículos de imprensa do carnaval para divulgar as alterações no regulamento para o carnaval de 2020. A primeira alteração, e a mais ousada, foi no quesito bateria. A inserção do item “Performance” provoca variantes de ritmo durante o campo auditivo do jurado. O quesito precisa apresentar uma bossa/arranjo/paradinha com mais de 16 compassos para somar 0.2 à nota, contando o beat binário. Caso apresentem algo com menos de 8 compassos, acrescentam apenas 0,1.

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    Lembrando que, a bateria precisa realizar essas variações de ritmo pra atingir o 10. Caso contrário, a bateria atinge o 9.8, que é a nota máxima dos outros pontos de julgamento.

    Ainda no quesito bateria, o regulamento ainda analisa outros pontos.

    Sustentação: A bateria precisa apresentar um ritmo sem oscilações, que é a penalização caso acelerem ou atrasem o som produzido. Se oscilar 3 BPM (batidas por minuto) no campo auditivo, tanto pra mais quanto pra menos, o jurado pode tirar nota.

    Entrosamento: É o perfeito conjunto entre todos os instrumentos. Um não pode sobressair em comparação ao outro, e nem tocar em ritmos diferentes.

    Equilíbrio Instrumental: todos os naipes devem ser escutados com clareza.

    Precisão rítmica: É a execução perfeita de todos os instrumentos.

    Afinação: Esse ponto também sofreu uma leve alteração. Antes, apenas os surdos eram julgados. Pra 2020, todos os instrumentos serão analisados no item afinação, que é a padronização guiado pelo gosto da agremiação e mestre.

    Outro detalhe importante a ser destacado é, o julgador de bateria localizado no recuo será posicionado exatamente dentro do local. A Liga montará uma cabine exclusiva para que o jurado tenha um campo auditivo justo pra analisar.

    Os quatro jurados terão um gravador pra justificar e apresentar pra escola no caso de uma retirada de décimos.

    Ainda no quesito musical, o samba-enredo mantém alguns pontos de julgamentos em comparação ao último carnaval.

    Como por exemplo; Fidelidade do samba com o enredo, Adequação da letra com o desfile, Riqueza poética (penalização por falta de variantes de melodia) e a Divisão melódica (pouca letra dentro uma extensa melodia, e vice-versa).

    Já o quesito de harmonia julga diretamente o canto dos componentes. O item entrosamento avalia se o canto atravessou ou não, ou seja, a ala 10 precisa contar na mesma sincronia que a ala 2, por exemplo.

    Outro ponto é a “Clareza”. Os componentes precisam cantar de uma forma que o público e os jurados entendam cada letra. Pronúncia clara da letra do samba-enredo.

    É importante ponderar que o volume do canto não é julgado. Caso uma escola cante baixo, mas de que dê pra ouvir o componente e o samba com boa definição, a escola cumpre o regulamento e atinge a nota máxima.

    Visual

    O enredo segue analisando o tema proposta e a forma que a história foi contada através do desfile. A criatividade do carnavalesco ao confeccionar a ala e o que ela representa, também será julgado.

    Caso a ordem das alas apresentadas na pasta não for seguida pela escola, isso também se caracteriza como penalidade.

    No quesito fantasia, as pastas estão com um grau maior de importância no momento do julgamento. Caso um componente esteja fora do padrão da imagem cedida ao jurado, a escola sofrerá a penalização. Quanto maior o número de componentes sem uniformidade, mais a retirada de décimos.

    A forma também será avaliada, ou seja, a base, a estrutura não pode se igualar de uma ala para outra.

    A escola precisa estar homogênea. O primeiro setor não pode conter fantasias luxuosas enquanto o terceiro está com um molde simples.

    Já em alegorias, a forma em que o elemento é passado nas pastas também se alterou. A agremiação seguirá um padrão, mais claro e objetivo, e apontando todos os itens exigidos, como os locais com componentes.

    A questão das proporções das esculturas também está inserida. Por exemplo; caso a cabeça não concordar com a estrutura do corpo, o jurado pode apontar conforme o manual.

    Comissão de frente

    Este quesito decidiu o acesso e descenso no carnaval de 2019. A Liga fez um estudo e observou que o foco do julgamento da comissão de frente estava mais na fantasia do que pela dança em si, sendo assim, fez algumas mudanças. Para analisar o quesito, são três pontos de julgamento:

    Fundamento – No regulamento a comissão de frente deve ter no mínimo 6 e no máximo 15 integrantes. Precisam estar na pista no mínimo 6, apresentando a escola e saudando o público de forma sincronizada

    A comissão de frente não pode desgarrar da escola e do olho do jurado, jamais deve ficar longe de outra ala.

    Plástica artística – Os componentes devem valorizar e se atentar mais à dança, que é a qualidade visual, a proposta da escola, ou seja, deve ser sincronizada ou teatralizada e a fantasia do componente deve permitir que ele faça tal movimento.

    Se é uma proposta de coreografia e por exemplo forma-se um triângulo, ele deve ser geometricamente bem desenhado na pista, paralelo e um de frente para o outro. Se for teatralizado, o jurado deve conseguir olhar toda a expressão corporal e identificar toda a proposta da comissão de frente.

    Uma mudança importante é que, tanto para o teatro como nas coreografias, tem que ter limpeza dos movimentos, ou seja, um determinado integrante da comissão de frente não pode fazer movimentos que se desencontram com o movimento de outro componente.

    Acabamento (figurino e integridade) – Integridade é o dano que a fantasia está tendo no desfile, como por exemplo rasgar, cair o chapéu ou quebrar algo. O figurino deve ser colocado na pasta dos jurados e eles devem conseguir identificar tudo na pista, tem que ser perfeito, exatamente como está na pasta.

    Evolução

    É o mesmo critério de julgamento do ano passado, só que foi excluído o efeito sanfona. Os itens para julgar são:

    Expressão corporal – Algo que a escola de samba deve treinar muito, pois é algo individual, por exemplo, de 3 mil componentes, cinco não estão se movimentando, deve ser penalizado. Não pode estar andando, como se tivesse na obrigação de estar lá, isso será detectado.

    Variação de velocidade – Será penalizado sempre quando acelerar. Às vezes a escola diminui o passo por uma entrada de bateria no recuo, apresentação de comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira, isso não será penalizado. Só tirará ponto da escola se por algum motivo tiver que aumentar o passo.

    Invasão de alas – Quando o componente de determinada ala fica paralelo à outra, já é considerado invasão pelo regulamento. Se um destaque de alegoria somente encostar em um componente de outra ala, também é considerado invasão. Esse é um tópico bem rigoroso que a agremiação deve ficar muito atenta, porque ocorre com frequência nos desfiles.

    Choque de alegoria e componente – Normalmente isso acontece quando a escola tem um projeto de um desfile mais compacto e acontece de o carro alegórico atropelar o destaque ou invadir a ala da frente, isso será penalizado.

    Buraco – Ocorre entre alas e dentro da própria. A escola estabelece um padrão que deve vir uniforme com o tempo de desfile. Lembrando que não tem uma metragem certa para detectar um buraco, o jurado já deve considerar um espaço considerável para penalizar a agremiação.

    Divisão de escola – Ocorre quando se divide no meio. Para não confundir com o buraco, foi orientado para os jurados que, se determinada ala separar de outra em um perímetro que cabe outra ala, é considerado divisão de escola, não buraco. Por exemplo, às vezes o casal está evoluindo e a alegoria que está atrás dele não acompanhou e abriu um perímetro de uma ela, isto é considero divisão de escola.

    Mestre-sala e porta-bandeira

    A Liga faz um trabalho de levar um casal do Rio de Janeiro, (para não expor ninguém de São Paulo) como exemplo, e ano passado foi o casal da Vila Isabel, onde fizeram um trabalho de narrar todos os movimentos para ficar claro para os jurados.

    Entrosamento – É julgado o que eles fazem entre si, eles não podem conversar, não pode encostar um no outro, e voltou o que tinha há 3 anos atrás, que é a finalização de movimentos, ou seja, a dupla precisa parar ou pontuar para realizar outro movimento.

    Postura – É analisado individualmente. O mestre-sala não pode encostar o joelho no chão, a porta-bandeira não pode se curvar a qualquer um e deve ter postura de rainha.

    Acabamento e integridade – É analisado o dano que deve comprometer a fantasia, pois acontece de cair algumas penas ou pequenos detalhes, isso não é considerado como dano. Agora, se for danificado um pedaço grande da fantasia, deve ser penalizado, como saias, costeiros, adereços de cabeça, etc.

    O regulamento de São Paulo não é comparativo. A escola precisa ter a ciência do que ela vai apresentar, e executar com excelência.

    Vice-presidente da Mocidade fala do momento da escola para o carnaval

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    Por Eduardo Fonseca

    O clima em Padre Miguel é de profunda expectativa e esperança com o Carnaval 2020. O enredo e o samba sobre Elza Soares faziam parte do sonho de todo torcedor independente. O site CARNAVALESCO conversou com o vice-presidente Luiz Cláudio e ele abordou o momento da verde e branco e o que esperar da Estrela Guia no desfile deste ano.

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    Enredo

    “Esse é o enredo que a comunidade pede há bastante tempo. Estamos muito felizes com o resultado de nosso samba-enredo. É um samba que a escola toda abraçou. E com isso temos feito ensaios com bastante êxito”, disse.

    Presença da Elza Soares

    “Estamos sempre em contato com a Elza. O carnavalesco (Jack Vasconcelos) esteve na casa da Elza. Ela está super empolgada. Deve visitar o barracão para ver o trabalho nas alegorias e fantasias”.

    Participação de Rogério Andrade na escola

    “É um apaixonado pela escola. De fato, como disse o Wander Pires, ele está muito feliz com o andamento do carnaval e do projeto do enredo. O samba também emociona muito”.