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Presidente da Rosas de Ouro exalta samba-enredo de 2020 e transmite confiança ao falar do barracão

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Terceira colocada no último carnaval, a Rosas de Ouro demonstra trilhar um caminho de superação, retomando o nível vitorioso presente na história da agremiação. Para o carnaval de 2020, a escola trabalha sob muita expectativa dos foliões e sambistas de São Paulo.

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Segundo a presidente Angelina Basílio, em entrevista ao CARNAVALESCO, a expectativa é algo positivo para o projeto e afirma estar tranquila com cronograma do barracão.

“A gente se uniu, a gente superou e agora vamos amar, assim como fala o samba. E eu to muito feliz e satisfeita com a escola”, diz a presidente, que acrescenta: “O nosso barracão está tudo bem, mais confortável do que eu imaginava. Esse ano vamos ter as universidades nos ajudando também, a Mauá, a FEI e a INSPER, de escola pra escola”.

Ainda sobre o carnaval de 2020, Angelina exalta o samba da agremiação e destaca melodia.

“O nosso samba tem pegada, tem energia. É tempo de amar, de unir os corações e conectar as emoções. Então, não da pra não ter uma energia da escola. A gente fala de amor, é inevitável, e a melodia é maravilhosa”.

A Rosas de Ouro encerra os desfiles do grupo especial do carnaval de São Paulo, no sábado, com o enredo: “Tempos Modernos”, uma viagem sobre as revoluções industriais de toda a história, desenvolvido pelo carnavalesco André Machado.

Diretor de carnaval da Vila Isabel aponta evolução do canto nos ensaios para o Carnaval 2020

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O diretor de carnaval da Vila Isabel, Wilsinho Alves, conversou com o site CARNAVALESCO e elogiou o andamento dos ensaios da azul e branco para o Carnaval 2020.

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“Achei o ensaio de domingo foi muito emocionante pelo canto da escola em quase sua totalidade. Vem evoluindo a cada treino. Teremos ensaios com os setores da escola separados na Sapucaí e a tendência é melhorar ainda mais até o carnaval”.

Wilsinho ressaltou também o entrosamento da bateria e carro de som.

“Mais uma vez podemos notar o perfeito entrosamento entre bateria e carro de som. Macaco branco e a swingueira cada vez mais seguros nas bossas e sustentando a cadência do início ao fim e Tinga e seus apoios felizes com o andamento. Testamos algumas nuances nas cordas e tudo casou perfeitamente”.

O diretor também falou das alas coreografas e elogiou o trabalho desenvolvido.

“Levei todas as alas coreografadas pela primeira vez e pude observar as coreografias e como elas se adaptaram à evolução da escola. As alas coreografadas foram um grande destaque do ensaio, com pouquíssimas coisas a serem observadas no tocante à coreografia”.

Mangueira cria campanha para tornar seu carnaval autossustentável

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A Estação Primeira de Mangueira, atual campeã do Grupo Especial, lançou a campanha “Mangueirense Nota 10!” para tornar a escola autossustentável na construção do carnaval e na manutenção dos seus projetos sociais.

A campanha é simples e popular, com apenas R$ 10 em pagamento único, o mangueirense poderá participar e apoiar a sua escola do coração.

A Plataforma da Campanha estará no endereço: www.mangueirensenota10.com.br

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Passo a passo para doar:
1 – Entrar na Plataforma;
2 – Escolher o valor do Apoio;
3 – Escolher a forma de pagamento;
4 – Confirmar

Obs: Todas as formas de pagamento online e off-line serão aceitas e outros valores disponíveis também.

Liga-SP divulga nova grande dos ensaios técnicos no Anehmbi

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Chegou a hora de conhecer a agenda dos ensaios técnicos de 2020. A partir do dia 10 de janeiro, as 34 escolas de samba filiadas à Liga-SP terão a chance de testar quesitos e rascunhar o desfile oficial no sambódromo do Anhembi. Os técnicos acontecerão aos finais de semana de janeiro e fevereiro, de quinta a domingo. Serão mais de 70 ensaios abertos ao público, com entrada gratuita. Veja as datas:

JANEIRO 2020

Sexta-feira 10/01
21h45 – ESTRELA DO TERCEIRO MILÊNIO
23h00 – CAMISA VERDE E BRANCO

Sábado 11/01
18h00 – UIRAPURU DA MOOCA
19h15 – LEANDRO DE ITAQUERA
20h30 – MOCIDADE ALEGRE
21h45 – UNIDOS DE VILA MARIA
23h00 – FLOR DE VILA DALILA

Domingo 12/01
19h15 – PÉROLA NEGRA
20h30 – INDEPENDENTE TRICOLOR

Quinta-feira 16/01
20h30 – TORCIDA JOVEM
21h45 – MORRO DA CASA VERDE

Sexta-feira 17/01
20h30 – DOM BOSCO DE ITAQUERA
21h45 – COLORADO DO BRÁS
23h00 – IMPERADOR DO IPIRANGA

Sábado 18/01
18h00 – CAMISA 12
19h15 – UNIDOS DO PERUCHE
20h30 – CAMISA VERDE E BRANCO
21h45 – NENÊ DE VILA MATILDE
23h00 – VAI-VAI

Domingo 19/01
18h00 – AMIZADE ZONA LESTE
19h15 – LEANDRO DE ITAQUERA
20h30 – ROSAS DE OURO
21h45 – GAVIÕES DA FIEL

Quinta-feira 23/01
21h45 – UNIDOS DE VILA MARIA

Sexta-feira 24/01
20h30 – MOCIDADE UNIDA DA MOOCA
21h45 – MOCIDADE ALEGRE
23h00 – INDEPENDENTE TRICOLOR

Sábado 25/01
18h00 – VAI-VAI
19h15 – MORRO DA CASA VERDE
20h30 – ESTRELA DO TERCEIRO MILÊNIO
21h45 – BARROCA ZONA SUL
23h00 – MANCHA VERDE

Domingo 26/01
18h00 – DOM BOSCO DE ITAQUERA
19h15 – DRAGÕES DA REAL
20h30 – ACADÊMICOS DO TATUAPÉ

Quinta-feira 30/01
20h30 – ACADÊMICOS DO TUCURUVI
21h45 – ROSAS DE OURO
23h00 – UNIDOS DO PERUCHE

Sexta-feira 31/01
20h30 – NENÊ DE VILA MATILDE
21h45 – TOM MAIOR
23h00 – BARROCA ZONA SUL

FEVEREIRO 2020

Sábado 01/02
18h00 – TORCIDA JOVEM
19h15 – X-9 PAULISTANA
20h30 – GAVIÕES DA FIEL
21h45 – ÁGUIA DE OURO
23h00 – IMPÉRIO DE CASA VERDE

Domingo 02/02
18h00 – TRADIÇÃO ALBERTINENSE
19h15 – CAMISA 12
20h30 – PRIMEIRA DA CIDADE LÍDER
21h45 – IMPERADOR DO IPIRANGA

Quinta-feira 06/02
20h30 – LEANDRO DE ITAQUERA
21h45 – PÉROLA NEGRA

Sexta-feira 07/02
20h30 – VAI-VAI
21h45 – X-9 PAULISTANA
23h00 – DRAGÕES DA REAL

Sábado 08/02
18h00 – MOCIDADE UNIDA DA MOOCA
19h15 – COLORADO DO BRÁS
20h30 – UNIDOS DE VILA MARIA
21h45 – ROSAS DE OURO
23h00 – MOCIDADE ALEGRE

Domingo 09/02
18h00 – ACADÊMICOS DO TUCURUVI
19h15 – TOM MAIOR
20h30 – ACADÊMICOS DO TATUAPÉ
21h45 – INDEPENDENTE TRICOLOR
23h00 – NENÊ DE VILA MATILDE

Quinta-feira 13/02
20h30 – CAMISA VERDE E BRANCO
21h45 – ACADÊMICOS DO TATUAPÉ
23h00 – GAVIÕES DA FIEL

Sexta-feira 14/02
20h30 – ÁGUIA DE OURO
21h45 – MANCHA VERDE
23h00 – IMPÉRIO DE CASA VERDE

Em 2020, as agremiações do grupo Especial desfilarão nos dias 21 e 22 de fevereiro, sexta e sábado. O grupo de Acesso passará pela Avenida no domingo, 23 de fevereiro. Na segunda-feira, 24 de fevereiro, será a vez das escolas do Acesso II.

Samba da Imperatriz é eleito pelos leitores do CARNAVALESCO o melhor da Série A para o Carnaval 2020

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    É da Imperatriz Leopoldinense, segundo 42,6% dos leitores do site CARNAVALESCO, o título de melhor samba-enredo para o Carnaval 2020 da Série A.

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    A escola reeditará esse ano o samba-enredo “Só dá Lalá”, desfile bicampeão do carnaval de 1981, em homenagem ao compositor Lamartine Babo.

    A Unidos de Padre Miguel ficou em segundo com 15,9% e o Cubango em terceiro com 7,8%.

    Veja abaixo a classificação final:

    Imperatriz: 42,6%
    Unidos de Padre Miguel: 15,9%
    Cubango: 7,8%
    Império da Tijuca: 7,6%
    Santa Cruz: 4,8%
    Porto da Pedra: 4,6%
    Vigário Geral: 3,7%
    Império Serrano: 3,2%
    Ponte: 2,8%
    Sossego: 2,3%
    Renascer: 2,1%
    Rocinha: 1%
    Inocentes de Belford Roxo: 0,9%
    Unidos de Bangu: 0,7%

    Bateria dá show e é grande destaque em primeiro ensaio de rua do ano do Paraíso do Tuiuti

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    Por Guilherme Ayupp e Victor Amancio

    O Paraíso do Tuiuti realizou nesta segunda, o seu primeiro ensaio de rua em 2020 rumo ao carnaval. A 8ª colocada no desfile de 2019 intensifica seus treinos para aprimorar os quesitos e desta forma voltar ao desfile das campeãs. Na calorenta noite no bairro imperial o grande destaque ficou por conta de uma impressionante atuação da bateria Supersom, uma das melhores do carnaval. Regado a bossas e convenções o samba que já tem qualidade cresce ainda mais e promete encantar a Sapucaí.

    Como costuma acontecer tradicionalmente, uma pomposa queima de fogos marcou a arrancada da escola dando aquele clima de avenida, levando o público que acompanhava o ensaio a se empolgar. O presidente Renato Thor, como de costume, ficou posicionado no final do percurso aguardando até o último componente terminar de ensaiar. E foram longos 144 minutos de ensaio.

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    “Eu acho que o processo de melhora é contínuo. A comunidade está cantando bem, mas pode evoluir mais, pois o samba é belíssimo. Gostei bastante do entrosamento do carro de som com a bateria. A comunhão de fatores que permite a explosão de canto precisa eclodir no dia do desfile, não pode acontecer antes, até porque existe um componente físico também, que é a presença das fantasias”, explicou o diretor de carnaval, Junior Schall.

    Samba-Enredo

    O samba da escola é um dos trunfos para o desfile, com uma melodia para cima e os refrãos que são de fácil aprendizagem o Paraíso do Tuiuti promete empolgar a Sapucaí com seu samba. Desponta como uma das composições mais funcionais da avenida em 2020. Serve perfeitamente ao desfile, permite muitas nuances da bateria e caiu como uma luva nas vozes de Nino do Milênio e Celsinho Mody. Eles, que se apresentaram juntos em 2018, demonstram um grande entrosamento, com a emissão de cacos na dose certa, sem tornar o ensaio algo massante. Impulsionaram o treino com bastante empolgação.

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    Comissão de Frente

    Márcio Moura, estreante na azul e amarela no carnaval desse ano, veio comandando o grupo de dançarinos, que realizaram movimentos de muita sincronia, o que leva a crer que a coreografia apresentada é aquela que será mostrada no desfile oficial. Referências ao santo São Sebastião e o orixá Oxóssi. O grupo fez três apresentações simulando as cabines de julgamento do Sambódromo.

    Mestre-Sala e Porta-Bandeira

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    Os aguerridos Marlon Flores e Danielle Nascimento também usaram o ensaio para um treino à vera. Além das três paradas simulando jurados, tal qual a comissão, eles também exibiram no treino a coreografia oficial de desfile. Com traços de leveza e tradicionalismo, aliado à uma dança forte foram muito aplaudidos ao longo de todo o percurso.

    Harmonia

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    A comunidade precisa segurar o canto, pois nos trechos finais do ensaio o samba, em algumas alas, caiu o rendimento. Ainda não está no padrão ideal de desfile. Com um samba de tanta qualidade é possível que os componentes cantem bem mais. Uma ala coreografada passou com os componentes fazendo uso ainda do prospecto com a letra da obra. Celsinho e Nino estão prontos e entrosados para o desfile oficial, sem deixar cair o rendimento do carro de som a dupla fez um trabalho incrível durante o ensaio elevando o nível do samba-enredo.

    Evolução

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    Tecnicamente não foi notado nenhum problema grave, como espaçamento entre as alas, buracos significativos ou andamento irregular, com aceleramento ou lentidão. Entretanto naquilo que tange à espontaneidade do componente é preciso evoluir melhor. Muitas pessoas estavam andando. Com a fantasia no desfile a tendência é a dificuldade ser ainda maior. Os componentes erguem os braços nos trechos em que o samba faz referência ao Morro do Tuiuti.

    Bateria

    Uma atuação de gala dos comandados de mestre Ricardinho. Se a Supersom passar dessa maneira no desfile oficial certamente vai concluir o julgamento com as notas máximas no quesito. Afinação perfeita, ritmo suingado e bossas muito criativas, explorando a qualidade de cada naipe. Levando quatro bossas para a Sapucaí o mestre disse que para ele a bateria ensaiou sem erros, mas ainda diz que precisa aprimorar o trabalho.

    “A bateria foi perfeita, não cometemos nenhum erro durante o ensaio, precisamos aprimorar o trabalho que está sendo feito e concluir a aquisição de naipes que ainda não estão completos como o de caixa que ainda temos algumas poucas vagas. O trabalho tem que continuar sendo feito e agora é contar com os ritmistas para evoluirmos até o dia do desfile oficial”, disse Ricardinho.

    União da Ilha apresenta sinopse do seu enredo dando a voz e vez para comunidade insulana

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    União da Ilha apresenta o seu enredo, nascido no ventre da comunidade

    INTRODUÇÃO

    Um novo processo de criação

    Ao desembarcar na Ilha, Laíla, diretor de carnaval, harmonia e evolução da União da Ilha do Governador, trouxe novas ideias. Acreditava que, em vez de uma sinopse com palavras grifadas, ou versos pré-fabricados, os compositores teriam maior liberdade para produzir se tomassem a própria experiência de vida como linha condutora de sua obra.

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    Foi de uma troca de ideias com os integrantes da Comissão de Carnaval sobre o cotidiano das comunidades que nasceu o embrião do argumento. O resumo do encontro foi transformado num roteiro básico e transmitido aos compositores, com uma recomendação expressa: “Escrevam com o sentimento, ouçam a voz do coração” – esta prática, aliás, remonta aos grandes carnavais da União da Ilha.

    Escolhido na quadra pela voz da comunidade, o samba-enredo passou a ser matriz para a criação de alegorias, fantasias e situações cênicas, que terão a favela como pano de fundo. Desde então, a experiência de diretores, componentes e torcedores em suas respectivas comunidades tornou-se matéria-prima para os arremates de um trabalho cada vez mais coletivo. Estas pessoas acabaram se acostumando a doar móveis, utensílios, roupas e acessórios descartados que, depois de um tratamento artístico, passaram a compor os mais diversos cenários desta opereta carioca.

    JUSTIFICATIVA

    A voz e a vez da Comunidade

    Acostumada a falar a linguagem do povo, a União da Ilha do Governador dedicará o desfile no Carnaval de 2020 a uma reflexão sobre os principais problemas que afetam a sociedade, notadamente a camada mais pobre da população, instalada nas comunidades da periferia – e outras que estão se formando nos espaços públicos, sejam parques, praças e prédios abandonados ou invadidos.

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    Não se trata de uma questão exclusiva do Rio de Janeiro, pois os problemas enfrentados pelas comunidades cariocas não são diferentes dos que também afetam as de São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e de outras grandes cidades onde, teoricamente, parques industriais poderiam sinalizar como esperança de trabalho e sobrevivência para milhões de brasileiros.

    Paralelamente a um desfile que se propõe a registrar um esquecimento cada vez maior dos compromissos assumidos pelo Estado (no mais amplo sentido da palavra) diante de obrigações básicas, a União da Ilha do Governador convida o público a fazer um passeio pelos becos, ruas e vielas dessas comunidades.

    Apesar de as encruzilhadas concentrarem problemas comuns a toda a sociedade, é ali na comunidade que os reflexos são mais nítidos e impactantes.

    Mesmo assim, essa brava gente aprendeu a superá-los de forma exemplar, através da solidariedade, da amizade, da força de vontade, determinação e de um contagiante mutirão de amor, capaz de superar os efeitos devastadores de um temporal; dos mais diferentes tipos de confrontos; e dos impactos causados pela impiedosa desigualdade social deflagrada por um sistema econômico.

    Apesar de tantos pesares, essa gente, a nossa gente, a brava gente brasileira aprendeu a ser feliz. É capaz de transformar pequenos momentos de alegria em grandes eventos, que descem a ladeira, invadem a cidade e abraçam o mundo com a euforia de um intenso Carnaval.

    Se a comunidade tanto fez pela União da Ilha do Governador, chegou o momento de a Escola retribuir, e fazer um pouco por ela.

    Estamos juntos!

    ENREDO

    Nas encruzilhadas da Vida, entre becos, ruas e vielas; A sorte está lançada: Salve-se quem puder!

    Para contar essa história, elegemos uma jovem mãe, negra, pobre, que pensa no futuro que poderá oferecer ao bebê que está sendo gerado em seu ventre. É uma brasileira como milhões de outras mulheres que vivem em situação semelhante. Ela acredita que a Escola de Samba também tem compromisso com a cidadania e que o Samba, com a sua magia, é capaz de operar verdadeiros milagres.

    Torcemos para que este desfile desperte a nossa atenção para a necessidade de sermos mais amigos, solidários e que tenhamos mais respeito e amor aos nossos semelhantes. Sejam eles brasileiros ou não.

    Ouçamos o que ela tem a dizer.

    Nas encruzilhadas da vida

    “Daqui de cima me encanto com as luzes da cidade. São pequenas contas que enfeitam ruas e avenidas, formando linhas retas e curvas, contornando um espaço que não é nosso.

    Às vezes me pergunto: será que, lá de baixo, eles também se encantam com as luzes aqui do morro? Ou será que ainda não repararam nas coisas bonitas que também existem do lado de cá?

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    Quando era pequena, meu pai costumava dizer que aqui em cima, nessa lua redonda que ilumina a todos nós, mora São Jorge, o nosso padroeiro. É ele quem nos protege das injustiças, da indiferença e que, com a sua lança, espeta o dragão do mal, para que os pequenos possam dormir sem medo e tenham paz para sonhar com o dia de amanhã.

    Ai, Senhor, mas é esse tal dia de amanhã que me deixa angustiada!
    Quando penso na criança que está em meu ventre, tento imaginar o que o destino reservou para ela.

    Haverá uma escola para ensinar a ela a acreditar em si mesma e lutar para, um dia, ser alguém? Será que haverá um médico para cuidar dela no dia em que ficar doente? Será que conseguirá um bom lugar no mercado de trabalho? Será que poderá constituir uma família com dignidade?

    Ou será que uma bala perdida vai atravessar o caminho dela?

    Não, meu Senhor! São Jorge há de protegê-la e com a Sua bênção ela há de crescer sadia, inteligente, honesta e trabalhadora. Há de ser outra guerreira, como tantas que aqui nasceram e hoje, de alguma forma, são felizes – mas continuam lutando contra tantas desigualdades!

    Senhor, protegei minha criança, e faça dela um instrumento para semear o Bem”.

    Entre becos, ruas e vielas

    “As dificuldades ensinam que a comunidade forma uma grande família. Vizinhos se ajudam, as tias aconselham, as crianças se entendem e todos acabam se dando as mãos porque os problemas geralmente são os mesmos, em todas os lares.

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    Pode faltar arroz, feijão, leite, mas a amizade fala mais alto. Existe sempre um jeitinho de ajudar e ser ajudado. Um sorriso, uma palavra amiga, um olhar de ternura. Aqui em cima, as imposições da vida nos obrigam a ser solidários, seja num temporal ou no fogo cruzado. No fundo, somos todos irmãos.

    Se a comunidade pensa duas vezes em descer até o comércio, este é mais rápido e vai à comunidade. É um entra-e-sai de ambulantes oferecendo as mais diferentes mercadorias: roupas, comestíveis, panelas, produtos de limpeza, artigos de higiene, óculos escuros, óleo de bronzear, protetor solar, capas de celulares, cigarros a varejo e CDs para todos os gostos. Substituíram os ambulantes de antigamente, que vendiam aves, carne de porco, cestarias e fogareiros a querosene. São cenas que se misturam na memória, misturando passado e presente, sem que a gente dê conta de
    como o tempo voa.

    Aqui, existem vizinhos que são do Santo, os que pregam as Sagradas Escrituras, os que louvam o Senhor sobre todas as coisas. Se falta de tudo um pouco, sobra fé. Graças a Deus!

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    É interessante quando a gente vê, bem cedinho, com o céu ainda escuro, os primeiros trabalhadores descerem para o batente. Quase todos fazem o sinal da cruz. Fico me perguntando: por que será? Talvez precisem de proteção para garantirem o sustento da família; ou, então, careçam de proteção especial para retornarem, no final do dia. A gente nunca sabe o que pode acontecer.

    É uma gente muito valente. Além das angústias que envolvem a comunidade, eles ainda enfrentam transportes lotados, horas de engarrafamento e quando chegam no trabalho se submetem a exigências que não são muito diferentes daquelas do tempo da escravidão. Sejam eles operários da construção civil, garis, diaristas, e empregadas domésticas, enfim. A distância entre o pão nosso de cada dia e o pão que o diabo amassou é muito curta. Mas o povo engole, digere e toca em frente. Segue o jogo!, como diz o outro.

    Nosso povo é tão bom que deixa as injustiças de lado, os esquecimentos e as promessas não cumpridas, mas continua acreditando no Brasil do futuro: forte, independente, próspero e amigo de sua gente. Renova as esperanças, arregaça as mangas e continua se empenhando para ajudar o Gigante a seguir o seu caminho”.

    A sorte está lançada

    “Quando meus olhos tentam enxergar mais longe que os limites da cidade, fico triste. Penso em outros brasileiros espalhados por este país a fora. Assim como nós, eles também não têm motivos para acreditar em novas promessas.

    De vez em quando, recebemos visitas de gente que se diz bem-intencionada, preocupada com os problemas da comunidade. Falam da necessidade de diversas obras: rede de esgoto sanitário, abastecimento de água, contenção de encostas, e por aí vai. Prometem até bondinho, para poupar as pernas de nossos velhos. Deixam cartazes de campanha e santinhos de lembrança, sempre sorridentes e otimistas. Mas, afinal, eles estão rindo de quê? Ou de quem? Será da gente?

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    Basta conseguirem o seu objetivo para esquecer de tudo o que prometeram. E de todos que lhes abriram as portas. E o pior: deixam de cuidar até do que é essencial. Não temos mais hospitais, nem postos de saúde que nos atendam. Nossas escolas estão fechando, uma a uma. O desemprego aumenta. A violência cresce como uma bola de neve, arrastando a todos que estão em seu caminho.

    Os problemas são tão graves que já não afetam apenas as camadas mais pobres da sociedade. Agora, corroem os calcanhares da classe média também. A tal pirâmide social está ruindo e os pedaços caem sobre nós.

    (Sempre que o bebê chuta a minha barriga chego a pensar que, mesmo lá dentro, ele consegue captar os meus pensamentos. Parece uma forma de protestar. Tento me distrair com outra coisa, mas é difícil. Tadinho”.

    Salve-se quem puder!

    “Não é preciso ser muito inteligente para perceber que a maioria desses problemas que afetam os pobres, quase pobres e futuros pobres é provocado pela má divisão da economia. Quanto maiores a ganância e o egoísmo de uns, maiores serão também a miséria, a fome e o total abandono de outros. Isso é próprio do ser humano e a casta dos brasileiros também está se especializando nisso. Não tá nem aí…

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    Essa gente privilegiada construiu um mundo particular para si. São milionários, moram em mansões, viajam para o mundo inteiro, são tratados por médicos renomados, enviam seus filhos para os melhores colégios e universidades, com a promessa de que, no futuro, serão eles que cuidarão do país. Fala sério, ô!

    Enquanto isso, o outro prato da balança da justiça social mergulha no abismo. Não há meio termo entre Paraíso e Inferno. São dois pesos e duas medidas, destruindo todos os valores que aprendemos na escola.

    “Criança, ama com fé e orgulho a terra em que nasceste!” – ainda me lembro do poema de Olavo Bilac, que a professora obrigava a gente a decorar, na ponta da língua.

    “Criança, não verás nenhum país como este!” – e nós decorávamos tudo. Mais por respeito à professora do que pelas palavras de poeta.

    Tempos em que os professores eram considerados os nossos segundos pais, tratados como verdadeiros mestres. Hoje, coitados… São humilhados de todas as formas, dentro e fora das salas de aula. Assim como os médicos do serviço público, que não recebem salários e são obrigados a tirar do próprio bolso para tentar salvar os pacientes, abandonados pelos corredores.

    Os valores foram todos destruídos por quem deveria dar o exemplo. Perdemos a confiança, mas não a fé. Se não acreditarmos num futuro melhor, quem poderá?

    No entanto, meu Senhor, como conseguirei ensinar esta criança a sonhar?”

    O Dia da Comunidade

    “O que nos leva a ser tão solidários e procurar sempre uma forma de festejar alguma coisa? São batizados, aniversários, noivados, casamentos e, de vez em quando, rola até um pagode no velório de alguém – é um tal de “gurufim”, como fiquei sabendo.

    Se não existe um motivo oficial, procura-se outro. É a vitória no futebol, no samba, enfim, o importante é que a comunidade tenha a oportunidade de exercitar um convívio que é cada vez mais raro lá em baixo, naquele espaço que não nos pertence.

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    Aqui, tudo é difícil, mas existe sempre uma solução. Se a praia é longe, inventou-se a laje, onde as meninas se bronzeiam com uma formosura digna de Ipanema. Se o clube é distante, o funk arma o batidão em qualquer viela, espalhando o som de suas caixas pelas redondezas. É música o dia inteiro… Assim como o cheirinho de churrasco, que invade portas e janelas, trazendo gente de todos os lados.

    A comunidade se pertence e acaba virando uma irmandade. E é exatamente isso que eu preciso ensinar a esta criança que carrego aqui dentro: mesmo com todos os revezes que povoam o nosso cotidiano, carregamos uma obrigação – que, assim como o Samba, não se aprende no colégio:

    “Amarás o próximo como a ti mesmo”

    É por isso, Senhor, que viemos festejar: Na paz da criança, no amor da mulher, de gente humilde, que pede com fé.

    Senhor, eu sou a Ilha!”

    Rio de Janeiro, dezembro de 2019
    Comissão de Carnaval:
    Coordenador: Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, Laíla
    Carnavalescos: Fran Sérgio e Cahê Rodrigues
    Membros: Larissa Pereira, Allan Barbosa, Anderson Neto e Felipe Costa

    Intérprete Carlos Junior fala em ser referência e diz que pensa em trabalhar também no Rio de Janeiro

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    Vídeos: arrancada, canto da comunidade e paradinha da bateria no ensaio de rua da Mocidade

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    Tuiuti volta com ensaios de rua nesta segunda-feira

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    O ano começou e o Paraíso do Tuiuti retoma nesta segunda-feira, a partir das 20h, os ensaios de rua. Os treinos têm concentração em frente ao Colégio Pedro II, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, e reúnem todos os principais segmentos do Tuiuti, como comissão de frente, casais de mestre-sala e porta-bandeira, bateria, baianas, passistas, Velha Guarda, entre outros.

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    Em 2020, o Paraíso do Tuiuti será a quarta escola a desfilar no domingo de Carnaval. Mesma posição de desfile que garantiu o vice-campeonato para a agremiação em 2018. O enredo da agremiação é “O Santo e o Rei: Encantarias de Sebastião”, do carnavalesco João Vitor Araújo.

    Inscrições para alas de comunidade

    A partir das 19h, os interessados em desfilar nas alas de comunidade do Tuiuti podem realizar a inscrição na quadra da agremiação (Campo de São Cristóvão, número 33). Os interessados devem levar documentos básicos, como RG, CPF, comprovante de residência e uma foto 3×4. A taxa da matrícula será de R$ 80 (com direito a camisa do enredo).

    Serviço:
    Ensaios de rua Paraíso do Tuiuti
    Data: toda segunda-feira
    Horário: a partir das 20h
    Endereço: concentração em frente ao Colégio Pedro II, no Campo de São Cristóvão, em São Cristóvão – RJ