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Galeria de fotos: desfile da Tatuapé no Carnaval 2020

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Império Serrano usa tripé para falar sobre reivindicações feministas

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Com o enredo “Lugar de Mulher é onde ela quiser”, o Império Serrano encerrou a primeira noite de desfiles da Marquês de Sapucaí. A escola da Serrinha, que abordou temáticas como o empoderamento feminino e a trajetória de mulheres guerreiras, trouxe um tripé nomeado de “Poderosas, operárias e ovelhas negras”. O tripé foi uma forma de representar o período histórico marcado por lutas, protestos e reivindicações feministas. O site CARNAVALESCO conversou com alguns componentes sobre a representatividade do tripé.

Com um tamanho um pouco maior do que o esperado, o tripé tinha a predominância das cores rosa e preta, engrenagens na lateral, e ovelhas com os seios à mostra, além de megafones e a representação da Rita Lee, que compôs uma música de nome ovelha negra.

Monalisa Faustino, que desfila há cinco anos na escola, veio na ala à frente do tripé, e se sentiu representada. “Esse enredo é maravilhoso, fala sobre a minha vida, tem tudo a ver comigo, mais uma vez o Império me colocou em uma ala que representa a minha vida, eu trabalho em dois empregos e vim com uma carteira de trabalho, na frente de um carro super empoderado, quem disse que mulher não é valente?”, questiona.

Já Déia Batista, que desfila no Império há 33 anos, acha que o enredo não foi dos melhores, mas mesmo assim viu no carro uma semelhança com a sua vida. “Eu tinha que estar lá em cima, minha mãe vivia dizendo que não me aguentava, que eu era a ovelha negra da família”, conta. Para ela, a mulher está conquistando o seu espaço, mas ainda fala muita coisa.

Porto da Pedra: arrancada do samba e bateria no desfile oficial

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Debaixo de chuva, Porto da Pedra faz desfile empolgante, mas peca na evolução com enorme buraco

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O Tigre de São Gonçalo lavou, literalmente, a alma na avenida, cantando forte e com um desfile para cima, empolgando o público a escola desfilou bem, porém com problemas no abre-alas abriu um grande buraco logo no primeiro módulo de jurados. Comissão de frente muito bem dançada e sincronizada foi um dos pontos altos do desfile junto com o primeiro casal que arrancou aplausos e gritos do público em toda Sapucaí. Porto da Pedra levou para a Sapucaí o enredo “O que a Baiana Tem? Do Bonfim à Sapucaí” desenvolvida por Annik Salmon. O desfile encerrou com 53 minutos, sem atrasos.

Comissão de frente

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O quesito coreografado por Carlinhos de Jesus e Karen Ramos empolgou a abertura do desfile. Os bailarinos eram divididos entre baianas e um homem representando Exu abrindo os caminhos. Nos três módulos a comissão arrancou aplausos do público e do júri. Bem dançada, apesar da pista escorregadia por conta da chuva, os dançarinos fizeram a coreografia com tranquilidade e força. No momento final da apresentação, quando uma enorme saia era aberta e a baiana central era erguida no alto, homenageando as baianas, o ápice da apresentação aconteceu.

Mestre-sala e Porta-bandeira

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O primeiro casal da Porto da Pedra dançou muito bem. Sincronizados e bem ensaiados só tiveram um problema no primeiro módulo onde o pavilhão da escola enrolou e o casal deve perder alguns décimos. Rodrigo e Cintia exalaram alegria e força em sua dança com a fantasia representando a essência da África, que por sinal era muito bem confeccionada e contribuiu para a dança dos dois facilitando os movimentos e os gestos. Os dois se olharam o tempo inteiro da dança e confirmam ser uma grande dupla.

Harmonia

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O samba funcionou muito bem, com uma letra forte e emocionante, foi possível ver as arquibancadas e o público indo junto com a escola. Os componentes cantaram até o fim do desfile sem perder a força. O cantor Pitty Di Meneses em seu primeiro ano no comando do carro de som se destacou e puxou o tempo inteiro a escola para cantar forte. O cantor provou o potencial e confirmou ser um grande cantor. O carro de som e a bateria de mestre Pablo estavam em plena sintonia e ensaiados, as bossas foram encaixadas muito bem no canto.

Enredo

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O enredo foi desenvolvido e cumpriu a proposta. Fantasias e alegorias de fácil leitura passearam por todos os pontos do enredo. O conjunto alegórico contou a história do enredo, desde a relação de fé das baianas até a chegada no Rio e seus grandes sambas, que só foram possíveis existir por conta de uma grande baiana, Tia Ciata.

Evolução

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O grande problema do desfile. Abrindo um grande buraco logo no início da escola, a frente do primeiro módulo e deve atrapalhar a escola na apuração. Os componentes evoluíram bem, se movimentando na ala com empolgação. Sem estourar o tempo máximo a escola passou sem correria, permitindo uma boa evolução da escola.

Samba

O samba, além de ser uma obra melodicamente encantadora, tem uma letra belíssima e conta o enredo de forma completa. Sem deixar nada a desejar, o samba empolgou o público e os refrões e a última parte do samba foram os mais cantados.

Fantasias

Annik optou por materiais funcionais e baratos para vestir a escola e foi um acerto. Dando um visual muito bonito na avenida, as fantasias foram um dos pontos positivos da escola. Algumas alas, como a 4ª que trazia um tabuleiro preso à cintura dos componentes com quitutes, foram criativas e deram um belíssimo efeito visual na escola.

Alegorias

Bem acabadas e contando o enredo de forma clara, a escola passou alegoricamente bem na avenida. O Tigre veio como um tripé na frente do primeiro carro da escola. O abre-alas trouxe esculturas bonitas, bem acabadas e orixás como destaques. O público aplaudiu o carro durante sua passagem na avenida revelando a aprovação. O último carro trazia trechos de sambas históricos e exaltava as baianas mães do samba.

Galeria de Fotos: Desfile do Cubango no Carnaval 2020

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Baianas da Cubango simbolizam a riqueza dos ancestrais de Benin

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Quinta escola a desfilar na Sapucaí na sexta-feira, a Acadêmicos do Cubango levou o enredo ‘A voz da liberdade’, homenageando a figura de Luiz Gama e sua luta antiracista. O primeiro setor da escola trouxe as raízes africanas e os ancestrais da nobreza do antigo reino de Benin, na costa oeste do continente.

Inclusive, Luiza Mahin, mãe de Luís Gama, foi princesa do Reino de Benin, sendo trazida junto com seu povo para trabalhar no regime de escravidão na América. A ala das baianas representou essa riqueza africana.

“Maravilhoso esse enredo, muito bom falar da escravidão, do abolicionismo. Não só a escola de samba, mas a televisão, o museu, o teatro, a cultura em geral. E a família. Tem que falar”, alertou Cristina Pontes, que desfila como baiana na escola há oito anos.

As saias eram verde limão, com um tecido em preto e branco sobreposto. Uma máscara africana em tom de cobre ainda fazia parte do figurino, que foi muito elogiado pelas componentes da ala.

“A minha fantasia está maravilhosa! Levíssima! Só não roda se não quiser”, brincou Edinalva Ferreira, baiana da Cubango desde 1973, quando migrou de Salvador para Niterói.

“Graças a Deus a fantasia é levíssima. Ta bonita, mas o importante pra gente é a leveza… Pra poder brincar, pra poder fazer o que a gente tem que fazer tem que estar leve”, admitiu Cristina.

“Sou negra, maravilhosa, africana, descendente da África. Isso só traz alegria, porque o Brasil é mestiço. É uma união de povos. E a Cubango vem trazendo na Avenida pra todo mundo ver”, contou a baiana Edinalva, ressaltando a importância de se cantar ‘A Voz da Liberdade’. A ala das baianas veio à frente do carro abre-alas da escola.

Mancha Verde se aproxima da perfeição, faz desfile de alto nível e se credencia ao bicampeonato

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Mancha desfile2020144Na noite desta sexta-feira, a atual campeã do Grupo Especial, Mancha Verde, realizou seu desfile para este carnaval. A escola mostrou um belo desempenho em todos os quesitos e setores, como era esperado. O módulo visual da escola se destacou, tendo alegorias com esculturas belas e realistas. A agremiação também mostrou um compilado de fantasias luxuosas, recheada de plumas e integrantes com maquiagens perfeitas, nas alas em que teve o recurso. Assim como nos ensaios, o samba da escola fluiu bem e os componentes cantaram com clareza, também mostrando muita organização em na evolução. Contudo, a escola foi perfeita, como era desejado pela diretoria, e brigará novamente pelo título. Houve um problema com os cronômetros da pista e não deu para ver exatamente o tempo em que a Mancha Verde cruzou a pista. A agremiação foi para a avenida com o enredo: “Pai! Perdoai, eles não sabem o que fazem”. Nem a uma hora de atraso causada pelo problema das alegorias da Dragões na dispersão desanimou a comunidade sedenta pelo bicampeonato. Mesmo sendo apenas o quarto desfile deste ano, para ser campeã uma escola vai ter que superar o que a Mancha fez essa madrugada no Anhembi.

Comissão de frente

Mancha desfile2020037A ala veio representando os Arautos do Sagrado Coração de Jesus, sendo monges com fantasias luxuosas, nas cores vinho e dourado e uma maquiagem também dourada. A personagem destaque da comissão de frente era uma mulher, que estava vestida de ouro e representava Maria. Havia também um tripé que fazia alusão ao altar do Sagrado Coração de Jesus, com uma escultura do próprio. Os componentes da ala trocavam de posição a todo momento e interagiam com o público apontando para eles. A apresentação exaltava Maria, que doou seu ventre para que Jesus nascesse, e os monges ficavam em volta dela aparentemente a venerando.

Mestre-sala e porta-bandeira

Mancha desfile2020047O casal estava vestido nas cores de branco e ouro, com muito brilho e fizeram com que a fantasia fosse destaque, além da boa apresentação que desempenharam nesta noite. Marcelo Luiz e Adriana Gomes tiveram uma apresentação segura, fizeram sua coreografia em frente às torres dos jurados e mostraram sincronismo e uniformidade nos movimentos, principalmente na extensão do pavilhão. Não houve desencontro entre a dupla. A porta-bandeira havia sofrido com o pavilhão no último ensaio por conta do forte vento, mas nesta noite conseguiu driblar o obstáculo. A brisa era amena, mas poderia ter atrapalhado.

Harmonia

Mancha desfile2020043Toda a escola cantou forte e com clareza. Embalados pelo intérprete Fredy Vianna e o grande trabalho dos harmonias e chefes de ala, a agremiação repetiu o que fez nos ensaios, cantaram bem e teve um bom desempenho no quesito, não deve haver nenhuma penalização. Destaque para o primeiro setor, que entre todos, foi o que deu para perceber um canto mais forte dentro da pista.

Enredo

Mancha desfile2020041A Mancha Verde veio com uma proposta bem interessante. Um enredo que caiu nas graças da comunidade, sendo uma homenagem a Jesus Cristo. O tema não foi pensado na parte de contar a história de Cristo em si, óbvio que tem, mas a ideia principal foi de mostrar que os ensinamentos de Jesus na época não foram seguidos e a humanidade continua em guerra, de todas as formas. A Mancha Verde pede que é preciso lutar, o bem enfrentar o mal e não haver conflitos que predominam hoje em dia, como o racismo e feminismo.

Evolução

Mancha desfile2020071Todas as alas estavam alinhadas, a bateria fez uma entrada segura no recuo. O entendimento entre os chefes de ala e harmonias eram claros e fizeram com que a escola desfilasse de acordo com o regulamento. Não houve presença de buracos e nem invasão de alas, e mesmo com alguns costeiros altos, os componentes conseguiram se entrosar de forma satisfatória na pista.

Samba-enredo

Mancha desfile2020002É um samba que tem uma letra positiva, que prega a paz. A obra pegou nos componentes, é de fácil assimilação e a melodia para cima também ajuda na questão do canto com clareza, e foi o que aconteceu com a Mancha Verde nesta noite. Destaque também para o intérprete Fredy Vianna, que teve de cantar vários sambas na concentração pelos problemas que atrasou a entrada da escola na pista, mas mesmo assim, o puxador teve uma boa atuação e levantou a arquibancada do Anhembi.

Fantasias

Mancha desfile2020032As vestimentas da escola fizeram um misto de vários elementos. As fantasias vieram representando pecados como a vaidade e a ganância, pessoas angelicais e demoníacas até a natureza morta, algo que é derivado pelo ser humano. As fantasias estavam sensacionais. Jorge Freitas apostou em muitas plumas e alas com misto de cores. Muitas alas tinham metade da cor clara e metade escura, não houve defeitos no design das vestimentas. Destaque para a fantasia do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, nas cores branco e dourado brilhoso, deu um aspecto visual bem vistoso enquanto a dupla se movia.

Alegorias

Mancha desfile2020080A escola levou um grandioso abre-alas, nas cores de verde e ouro, representando o Natal, com componentes representando Maria, José e anjos, fazendo alusão ao nascimento de Jesus Cristo. A segunda alegoria também é grandiosa, representa o anjo e o diabo, os detalhes são perfeitos e há uma coreografia no topo, retratando o bem e o mal. A terceira alegoria é banhada de dourado, com uma escultura em uma espécie de guerreiro segurando duas espadas, que representa a justiça, e o carro alegórico também faz alusão aos advogados. O quarto carro representa a morte, na frente vem mulheres vestidas de Maria com as placas “mães de Paraisópolis” e “mães da Candelária”, fazendo alusão às mortes dos jovens, e no topo há uma escultura de uma caveira segurando uma foice, que representa a morte, outro carro perfeito no aspecto visual. O último carro representa o sopro de vida, com uma sensacional escultura de uma mulher soprando papéis, abrindo e fechando os olhos, com face bem real. As alegorias da Mancha Verde foram simplesmente sensacionais, tanto na ideia de representação, como em toda a construção.

Outros destaques

Destaque para a tradicional festa feita na arquibancada pela torcida da Mancha Verde, usando bandeirões e sinalizadores.

Galeria de fotos: desfile da Mancha Verde no Carnaval 2020

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Com problemas internos, primeira ala do Império Serrano desfila sem fantasias

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O Império Serrano foi a última escola a entrar na avenida com o enredo “Lugar de mulher é onde ela quiser”, que fala sobre o empoderamento feminino e retrata a trajetória de mulheres fortes que se destacaram pela história de luta. A Ala 1, nomeada de “Mãe, Imperiana mãe”, retratou as poderosas mães baianas, introduzidas nas agremiações para homenagear mulheres que fizerem frutificar o samba em seus primórdios. Apesar de ser uma das mais importantes do desfile, a ala não apresentou fantasia, as componentes estavam de calças e sapatos brancos e camisa da escola. Apesar disso, as componentes não reclamaram, foram a favor da presidente da escola.

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Para Rosemery Delucca, é um privilégio estar nessa ala representando mulheres tão importantes que fizeram frutificar o samba em seus quintais. Ao ser questionada sobre a fantasia, ela desabafou.

“Eu não sei nem explicar, mas é uma fantasia que faz parte da nossa escola, eu já desfilei muito em carro, em ala, mas eu não aguento mais carregar peso, por isso eu gostei, é leve”, conta.

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Fátima Malaquias, que também desfilou na ala, é uma das fundadoras da escola, e sentiu prestigiada por desfilar na ala.

“Sou presidente do conselho do negro, e falo muito sobre mulheres empoderadas hoje estou me sentindo uma delas”.

Sobre a fantasia, ela conta ao site CARNAVALESCO que já é uma mulher empoderada. “Essa é a minha imagem, estou com a minha camisa, minha bandeira, e pra mim isso é tudo”, afirma.

Com comissão de frente impactante, Unidos da Ponte erra e apresenta alegorias danificadas

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Por Gabriella Souza. Fotos: Allan Duffes e Nelson Malfacini

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A Unidos da Ponte foi a terceira escola a pisar na Sapucaí, na noite desta sexta-feira, e o carnavalesco Lucas Milato apresentou o enredo “Elos da Eternidade”, que propôs uma reflexão sobre a relação da humanidade e a preservação do samba. A agremiação exibiu uma comissão de frente que arrancou aplausos do público e jurados, com o marcante “E o samba resiste com os sambistas” ao final da apresentação e a garra dos integrantes. No entanto, os erros nas estruturas dos carros dificultaram o visual estético, reduzindo sua qualidade. A azul e branca de São João de Meriti terminou o desfile com 53 minutos.

Comissão de frente

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Com o intuito de representar “O caos” a comissão, preparada pelos coreógrafos Léo
Torres e Daniel Ferrão, teve uma performance teatral, segura, e, aliada com o efeito dramático da pintura facial de todos os participantes, criou um efeito marcante. Com integrantes de preto e um central de amarelo, a representação foi do caos, o universo em expansão e a explosão da vida com o big bang. Sincronizados com o samba foram fiéis a representação, o chapéu e o colete contribuíram nessa relação. Ao final, com a representação da memória os integrante retiram sua saiais e um chapéu, em figura de ‘malandros’ estendem letras que formam a frase ‘E o samba resiste com os sambistas’. Com muitos aplausos do público criam o efeito desejado pelo enredo, de finalizar o elo da eternidade com a resistência e exaltação do samba e dos sambistas. Aplausos esses também conquistados de grande parte dos jurados no terceiro módulo. Vale pontuar que a saia de um dos integrantes estava soltando e quase caindo em frente ao terceiro módulo dos jurados, dificultando a encenação.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira 

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O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos da Ponte, Yuri Souza e Camyla Nascimento, apresentou a sincronia adequada, com elegância e em uma coreografia equilibrada com o samba da escola, sem muitos floreios. O mestre-sala bailou com precisão e habilidade. A porta-bandeira teve dificuldade na condução do pavilhão e nos giros, talvez, em função da chuva ou pela fantasia pesada, dificultando os movimentos. Em relação fantasia, muito luxo, materiais de qualidade e causando um efeito de luxo ao casal.

Harmonia 

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Embora o carro de som tenha sustentado com força o desfile inteiro, o canto ficou aquém e não fez a escola pulsar. Praticamente não houve interação dos componentes. O intérprete Leandro Santos e seu carro de som levaram a escola de forma equilibrada. Sem ser explosivo, o samba foi mantido com regularidade durante todo o desfile.

Enredo

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O enredo do carnavalesco Lucas Milato sobre “Elos da Eternidade” mostrando a proposta da relação do homem em se perpetuar para sempre ficou confuso em alguns momentos: A Azul e Branca de São João do Meriti iniciou no seu primeiro setor com algo abstrato, o caos, o cosmo e a adoração aos elementos, estes foram retratados com fantasias que estava com fácil leitura. Mas, não deixando claro a busca da imortalidade.

No segundo setor mostrou o desejo de se tornar imortal, ali o carnavalesco pontuou coisas que o ser humano fez e faz para ficar eterno: tomar elixir, fazer pacto com diabo e beber águas da fonte da juventude são alguns exemplos.

No terceiro setor a escola citou que o humano pode imortalizar sim, nas coisas que cada um de nós deixamos para as futuras gerações, estas que são apresentadas através da literatura, do misticismo e da ciência. No último setor, a Unidos da Ponte fez uma alusão ao samba, este que resiste sempre, Fernando Pinto foi a única figura citada diretamente através da fantasia do enredo da Mocidade Ziriguidum, as demais alas retratou o tema de forma geral.

Evolução

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Algumas alas desordenadas’, mas no geral da escola conseguiu segurar bem o andamento ideal que necessitava para cruzar a Avenida, com componentes alegres e brincando bastante.

Samba

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O samba da Ponte foi funcional e ajudou no entendimento do enredo confuso, porém é de se notar que os refrões impulsionava mais o componente do que os demais versos. O refrão do meio por exemplo, teve uma melodia boa de se ouvir. O refrão de cabeça foi crescendo durante o desfile, este que também tem um crescimento de tonalidade, começando com “Sonhei que um dia” em tons menores, o que faz lembrar o ato de sonhar literalmente e explodia em: “Se o samba agoniza, a Ponte eterniza a razão do meu imaginar ” mostrando força e garra. Em um contraponto no início do samba se vê uma letra pobre, com rimas esperadas como: “inspiração” e “adoração” e “boemia” e “poesia”. Na segunda parte, após o refrão central de “areias ao vento”, até “sonhos que fizeram meu sonhar”, o mesmo jogo de rima se repete e o tom baixo por um grande período não ajudou na evolução do componente.

Fantasias

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O conjunto de fantasias da escola acompanha o de alegoria com problemas de entendimento, algumas com fácil assimilação e boa concepção, como “O Elixir da linda vida”, “O Sabá das Bruxas” e “O Sorrido de Monalisa” e outras nem tanto, é o caso da “A Ambrosia” e Neil Armstrong”. Porém, há de tirar o chapéu para paleta de cores bem usada pelo carnavalesco no seu conjunto, um início com o preto da comissão, logo após um jogo de cores nos demais setores.

Alegorias 

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Grandes problemas a Azul e Branca de Meriti teve nesse quesito, tanto na concepção quanto na realização, o carro Abre-Alas, em tom claro apresentava “A Morada dos Deuses”, algumas partes mal acabadas eram vistas, assim como a cabeça pendente de uma escultura que parecia representar Zeus deixou o conjunto visual comprometido, por conta disso, bombeiros acompanharam a alegoria para vê se a cabeça não cairia nos empurradores. A segunda alegoria representou “A Fonte da Juventude”, mesmo sem utilizar água, não se viu na alegoria a facilidade de saber que era uma fonte, fora problemas no acabamentos, o que prejudicou a apresentação do tema, a última alegoria representava o “Elo da Eternidade”, esta alegoria também teve problema em acabamento, fora as cores escolhidas não dava um bom visual para o fechamento da escola. Além das alegorias a Ponte apresentou um Tripé representando as pirâmides, porém este pecou em seu acabamento quebrando a estética e a fluidez das cores daquele setor.