Dandara Mariana, atriz da TV Globo, foi apresentada como musa da Unidos de Padre Miguel durante a feijoada da escola. Com um belíssimo samba no pé e distribuindo sorrisos durante o evento, a atriz estava radiante e disse estar emocionada com a oportunidade de desfilar na Marquês de Sapucaí como musa e levantar a bandeira do samba.
“Eu estou muito feliz em representar a comunidade da Vila Vintém, fico emocionada, é um momento muito lindo. Eu acho que o carnaval é o momento de levantar a cultura popular brasileira e estou muito feliz e honrada de fazer isso junto com a Vila Vintém e a Unidos de Padre Miguel”, disse Dandara.
Dandara falou que não é seu primeiro contato com o carnaval carioca mas que será sua primeira vez como musa de uma escola.
“É meu primeiro ano desfilando como musa aqui na Unidos de Padre Miguel, eu amo muito o carnaval, e quero ir com tudo. Tenho certeza que vai ser lindo demais. Eu ainda não sei como vai ser minha fantasia, mas vai ser surpresa (risos), estou animada”.
Vice campeã da Dança dos Famosos, Mariana falou que vai levar os aprendizados que teve no programa para Sapucaí para arrasar no desfile da Unidos de Padre Miguel, no sábado de carnaval.
“Com certeza, o que eu aprendi na Dança dos Famosos vai acrescentar nessa nova experiência, vou usar tudo que eu aprendi lá e colocar em prática na avenida”.
A Mancha Verde, atual campeã do Grupo Especial de São Paulo, entrou no Sambódromo do Anhembi, na noite deste sábado, para realizar o primeiro ensaio técnico visando o desfile de 2020. A agremiação trouxe uma bateria mais ousada, canto bem definido e componentes soltos, brincando de desfilar. Na primeira passagem do samba de 2020, a agremiação soltou uma grande quantidade fumaças na cor verde.
O começo do treino contou com um breve discurso do presidente Serdan, que resumidamente pediu alegria para todos os setores.
“Só vamos fazer o que a gente tem feito em nossa quadra. A começou a ensaiar em Setembro, vamos repetir, que eu tenho certeza que vamos fazer um grande ensaio. Não se esqueçam, carnaval é pra gente se divertir, tirar um barato”, disse o Presidente Serdan.
Comissão de frente
A agremiação trouxe componentes com traje de cor marrom e rostos pintados de branco.A coreografia apresentada trabalha com passos que procuram preencher grande parte da pista. Os movimentos são realizados com muita velocidade, em alguns momentos passavam a percepção de correr. Mas no momento observado, o quesito demonstrou bom sincronismo, principalmente ao interagir com a plateia. A comissão também contou um tripé com uma mulher logo acima, mas com pouca interação.
Um trecho específico em que fazem a alusão à crucificação, os bailarinos gritam e estabelecem um contato visual com o público. O carnavalesco Jorge Freitas acompanhou cada movimentação e deu dicas até chegar ao recuo da bateria.
“A impressão é boa por ser primeiro ensaio técnico. O trabalho foi muito bom, acredito que temos o que melhorar, o objetivo é ser bicampeão”, contou Marcou, coreógrafo da comissão.
Mestre-sala e porta-bandeira
O casal Marcelo Luiz e Adriana Gomes evoluiu com a fantasia do ano passado, onde predominam dois tons de verde. Na arquibancada monumental, a porta-bandeira sentiu um desconforto com a parte de costeiro, e decidiu removê-lo. O mestre-sala fez o mesmo com adereços de cabeça. Mesmo com o imprevisto, a dupla apresentou um bailado coerente com o que o regulamento pede. A dança trabalha as características clássicas, foco em cada movimento e sutileza do cortejo.
“Foi o nosso primeiro ensaio, e a gente fez questão de vir fantasiados justamente pra colocar em prática tudo aquilo que a gente vem ensaiando. É óbvio que esse ensaio foi pra acertos, a gente veio acertar. A gente conseguiu conduzir a dança conforme o regulamento”, analisou o Marcelo.
Sobre o desconforto com o costeiro, porta-bandeira Adriana Gomes revelou:
“Essa é a 19ª vez que a gente usa essa fantasia. Ela realmente é muito pesada, e conforme vai usando, ela vai cedendo, e hoje ela pesou muito. Tirei pra poder conduzir o melhor da dança”, explicou.
Samba-enredo
A ala musical da Mancha Verde mantém a característica forte de ser ousada, trabalhar com contra-cantos, variações melodias e aberturas vocais. Por exemplo, no trecho: “Em nome do pai, amém. Justiça e paz aos homens de bem”, os cantores dividem pra realizar uma variação vocal. Além do citado, eles trazem segunda voz e terças com certa frequência. O time de cordas também tem arranjos dentro do samba, e acompanham as bossas com ótimo desempenho.
“A gente que tá ali no carro só vemos uma evolução de longe, mas deu pra ver que a escola estava cantando. Muitas alas que estavam passando por mim estavam evoluindo bem também. Esse primeiro ensaio o ponto positivo foi o canto da escola”, defendeu Freddy Vianna.
Bateria
A postura da bateria Puro Balanço era uma expectativa, principalmente por ser o primeiro técnico geral do Mestre Guma na escola. Comparado com o ano anterior, a batucada trouxe mais corpo, mais peso na sustentação da cozinha. As bossas trabalham com mais ousadia, e aproveitam a sonoridade de todos os instrumentos.
“O primeiro ensaio é sempre um tabu e hoje a gente quebrou o gelo. Logo no primeiro setor eu senti que oscilou um pouquinho, dentro do box também. Mas assim, no geral foi um ótimo ensaio” ressaltou Mestre Guma.
Evolução
O quesito foi realizado sem preocupações. A escola optou por não preencher totalmente a avenida, ou seja, a maiorias das alas estavam cerca de um metrô afastadas da grade, uma possibilidade pra estender os componentes. Foi notado também uma agremiação bem solta, com poucas coreografias pra não robotizar. Algumas movimentações de braços são feitas com todos, porém em pequenos trechos.
Harmonia
O quesito também pode ser considerado um destaque. Todas as alas apresentaram um bom volume de canto e bom domínio do samba. Analisando exclusivamente o volume, o terceiro setor se destacou.
Outros destaques
Pelo que foi percebido, praticamente todas as alegorias terão grupos cenográficos, uma movimentação esperada nas alegorias.
A Barroca Zona Sul realizou seu primeiro ensaio técnico, neste sábado, no Sambódromo do Anhembi rumo ao carnaval 2020. A comunidade mostrou muito empenho no treino, cantou forte e está muito empolgada com a volta da escola ao Grupo Especial depois de 15 anos fora. Desde então, foram anos intensos, até com descensos para a terceira divisão, mas a agremiação se reergueu e conseguiu voltar a elite do carnaval paulistano.
Destaque do ensaio vai para a comissão de frente, que mostrou muito repertório, com bastante coreografia sendo intercalada com uma apresentação teatral mostrando a força da mulher e dos negros.
Samba-Enredo
O samba da agremiação é um dos melhores do ano. Faz uma mescla de história com uma letra reflexiva, principalmente em sua segunda parte. O intérprete Pixulé, que está indo para seu terceiro ano na escola, estreia no Grupo Especial do carnaval paulistano, e conduziu bem a comunidade neste primeiro ensaio.
“O que pode melhorar, sinceramente só quem pode dizer são os diretores de harmonia. Em relação ao canto, foi maravilhoso, a escola toda cantando e é esse o nosso ponto forte. Nós temos ensaio todos os domingos e cansativamente nós fazemos o povo cantar, e foi o que vimos, a escola cantando muito e o público também. Com a bateria, nós falamos a mesma língua, todo mundo em prol do mesmo trabalho e é um casamento da nossa ala musical com a bateria, não tem o que reclamar”, declarou Pixulé, intérprete oficial do Barroca.
Bateria
A bateria é outro ponto positivo da escola. Os mestres Acerola de Angola e Fernando Negão vão para seu sétimo ano consecutivo à frente da bateria Tudo Nosso, que já tem uma identidade com a agremiação. Mostrando ousadia, a batucada veio com um andamento para cima e realizou algumas bossas e até paradinhas nos últimos versos da segunda parte do samba.
“Nós já tínhamos feito um ensaio só de bateria, tinha alguns pontos negativos que nós conseguimos consertar. Tem alguns detalhes pra arrumar ainda, mas foi muito bom pra gente, do ponto de vista de bateria. Sempre tem algo pra arrumar porque pra gente nunca está bom, mas deu tudo certo, o andamento não mudou, as bossas saíram firmes e deu tudo certo pra gente. Sobre o regulamento, pra gente é mais difícil porque nós somos a primeira a desfilar, vamos servir como cobaia do regulamento e seremos os primeiros a ser julgados desse jeito, mas nós gostamos do regulamento, tem algumas coisas que precisa mudar, mas isso é com um tempo, e pelo menos teve uma mudança. Mas assim, eu quero que todos os mestres, inclusive eu, corra atrás do 10 e não fique tranquilo com o 9.8”, declarou o diretor de bateria, Acerola de Angola.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
O casal Igor Sena e Lenita Magrini estreia com o pavilhão oficial do Barroca Zona Sul. A dupla mostrou entrosamento, muita coreografia, passaram seguramente neste primeiro ensaio técnico e estão. Para Lenita, é um momento muito especial, pois está retornando para sua escola de coração no momento de seu acesso.
“Igual a mocinha da novela eu vou falar, ‘vocês não sabem o prazer que é estar de volta’, mas brincadeiras à parte, é muito emocionante poder retornar pra minha escola nesse momento especial, pelo convite que eu tive, e esse ensaio graças a Deus, a gente fez o que vamos fazer na avenida, cumprindo todos os pontos. Foi um ensaio sensacional”, declarou a porta-bandeira Lenita Magrini.
“Graças a Deus foi tudo positivo, tudo que a gente vem ensaiando aqui e na quadra, nós conseguimos fazer o que vamos fazer no dia e graças a Deus deu tudo certo”, falou o mestre-sala, Igor Sena.
Comissão de Frente
Foi o quesito destaque desta noite. Em 2019, a comissão do Barroca já tinha surpreendido por ter saído do padrão e ter levado uma grande apresentação para o Anhembi, surpreendendo a todos. Para este carnaval não será diferente, a apresentação teatral promete surpreender novamente, mostrando a força do negro mesmo com todo o sofrimento, exaltando Tereza de Benguela e seus feitos. A ala veio com muitos integrantes e um grande tripé, uma espécie de escada, onde os componentes faziam suas coreografias.
Harmonia
Mesmo com um samba “difícil” de cantar, os componentes mostraram muita clareza no canto da escola. Também exibiram uma grande felicidade de ver a “Faculdade do Samba” de volta à elite do carnaval paulistano, o que contribui bastante para a agremiação obter êxito neste quesito.
Evolução
Bem numerosa, a escola mostrou organização no quesito. As alas estavam bem alinhadas, os componentes evoluíram bem e não houve nenhum buraco. Talvez, o único ponto que seja negativo, é o fato de a escola ter passado no limite do tempo, algo pequeno que deve ser corrigido para evitar futuros problemas.
Por Guilherme Ayupp e Victor Amancio. Fotos: Allan Duffes
A Unidos de Padre Miguel sediou na tarde/noite deste sábado um encontro de pavilhões entre 12 das 14 escolas da Série A (apenas Rocinha e Porto da Pedra não compareceram). O evento foi promovido pela Lierj e mostrou a resistência e resiliência das agremiações de um dos grupos que mais sofre com o rompimento das relações entre o carnaval e o poder público. * VEJA AQUI A GALERIA DE FOTOS DA FESTA
A Unidos do Porto da Pedra informou que não pode comparecer ao evento, mediante justificativa, por conta do falecimento de sua ex Porta-Bandeira, Priscila Domingues, tia da atual segunda porta-bandeira da escola, Pietra Brum, que representaria a agremiação, pois a primeira Cintya Santos não havia conseguido liberação de seu trabalho.
Sem perspectiva de receber verbas e muitas até sem um local adequado para construção de seu carnaval, as escolas se reuniram para mostrar que o sambista não vai desistir da sua arte. As palavras do presidente da Lierj, Wallace Palhares, endossam esse pensamento: “Somos madeira de dar em doido. Não desistimos fácil. Aí está prova”.
De fato foi um evento para mostrar a força de comunidades gigantes. A se lamentar apenas a ausência de Rocinha e Porto da Pedra (que justificou a ausência). Em um momento em que os sambistas estão sob ataque as escolas precisam mais do que nunca estarem unidas. O evento foi oficial da Lierj.
Confira como foram as apresentações:
Unidos de Padre Miguel: Dona da casa, com o conhecimento do terreno foi a melhor apresentação da noite. O samba teve um crescimento muito grande após a fase de disputa. Certamente será um dos sacodes do desfile da Série A, sob o comando do iluminado Diego Nicolau. O casal se apresentou muito bem encantando os convidados.
Imperatriz: Com um grande samba em mãos, Arthur Franco comandou muito bem a passagem da obra, que por ser muito conhecida saiu em vantagem. Destaque também para o belo bailado do casal Thiaguinho Mendonça e Rafaela Theodoro, certamente um dos melhores da Série A. Escola mandou seu elenco principal, com direito a passistas com fantasia.
Império Serrano: A apresentação comprovou a qualidade da obra imperiana. Leléu conduziu com emoção o samba que exalta as mulheres, uma das grandes obras musicais do ano. Sabe-se das dificuldades pelas quais a escola passa, mas a prova de que o Império é um celeiro é seu mestre-sala, Matheus Machado, que demonstra maturidade e qualidade a cada apresentação. A dupla com Verônika tem se mostrado um acerto e eles bailaram com muita categoria, tornando-se os destaques da apresentação.
Cubango: Um dos grandes sambas da Série A. Excelente condução por parte do intérprete oficial Thiago Britto. Revelação no início da década, o cantor já demonstra que virou realidade. Tem tudo para fazer longa carreira na verde e branco. A escola enviou o segundo casal.
Santa Cruz: Outra que valorizou o evento com seu elenco principal. Foram o primeiro casal Mosquito e Roberta, além do intérprete oficial Roninho. Dançando muito bem, sincronizados e bem ensaiados, o casal deu um show. O samba, entretanto, teve uma passagem irregular, com pontos de maior brilho e outros nem tanto.
Império da Tijuca: Com elenco principal, Daniel Silva foi o comandante da apresentação. O cantor está totalmente adaptado à escola e foi o destaque da apresentação da verde e branca do morro da Formiga. Outro destaque vai para Renan Oliveira, mestre-sala, que conduz muito bem sua porta-bandeira.
Renascer de Jacarepaguá: Com olhares atentos e emocionados de seu ex-intérprete e compositor Diego Nicolau, a Renascer acabou sentindo a falta de seu intérprete oficial Leonardo Bessa e se apresentou ainda sem seu novo casal.
Unidos de Bangu: Com o segundo casal, boa a apresentação do primeiro pavilhão da Zona Oeste. Mestre Léo Capoeira foi um dos poucos mestres a comparecer e a condução do samba foi muito bem comandada pelo competente Igor Vianna. Ele se apresentou sozinho no palco, sem a presença de apoios e arrepiou com sua voz.
Inocentes de Belford Roxo: Sem presença de nenhum de seus cantores oficiais, coube aos apoios a responsabilidade de defenderem a obra. O primeiro casal, Douglas Valle e Jaçanã, foi o ponto alto da apresentação da caçulinha da baixada. Ela incorporou o empoderamento cantado do samba.
Unidos da Ponte: Nem o cantor oficial Leandro Santos e nem o primeiro casal compareceram. A Ponte fez uma apresentação abaixo do nível apresentado no lançamento do CD da Série A.
Sossego: O intérprete oficial Nêgo não foi. O cantor escolhido parecia não saber a letra e melodia do samba. Com isso, o destaque ficou com o casal Marcinho e Cris Caldas, entrosados e muito bem trajados. Nível alto da dança da dupla.
Vigário Geral: A apresentação foi bem conduzida pelo intérprete oficial Tem-Tem Jr. A escola demonstrou respeito ao evento ao mandar cantor e o segundo casal, mesmo tendo um ensaio de rua quase que simultaneamente no Parque Madureira. Destaque para mestre-sala, Diego Jenkins, que demonstra ter um grande potencial.
A Renascer de Jacarepaguá já tem a dupla que irá defender os 40 pontos no quesito mestre-sala e porta-bandeira no Carnaval 2020, ano em que fará uma homenagem às benzedeiras de todo o país. Quem representará o pavilhão vermelho, branco e amarelo na Sapucaí é o casal formado pelos irmãos Vinícius e Jackeline Pessanha.
Longe do carnaval desde o fim de 2018, a dupla está ansiosa para a estreia empunhando o pavilhão da escola de Jacarepaguá o que já acontecerá na próxima terça, durante o ensaio de comunidade, às 20h.
A Renascer, que será a sexta escola a se apresentar na Sapucaí na sexta-feira de Carnaval, apresentará o enredo “Eu que te benzo, Deus que te cura!”, desenvolvido pelo carnavalesco Ney Junior.
O site CARNAVALESCO visitou na noite de sexta-feira o ensaio de quadra dos Gaviões da Fiel. Com o espaço totalmente lotado, a comunidade cantou forte seu hino para este ano. A bateria de mestre Ciro foi destaque e mostrou muito entrosamento com a ala musical. Executaram muitas bossas e paradinhas jogando o samba para a comunidade cantar em uma só voz.
“Os ensaios de quadra são sempre fundamentais para nós acertarmos os principais detalhes. A gente acredita que todo o ensaio dá pra acertar alguma coisa que vai agregar e que vai evoluir na parte da técnica da bateria. Com relação ao regulamento, todo ano a gente faz as bossas na avenida, só vamos adaptar pro jurado poder estar avaliando, os 16 compassos pra gente alcançar a nota 10, porque a nota de partida é 9.8. Para nós vai ser mais uma questão de logística para adaptar o momento certo. Nós vamos vir com 230 ritmistas, mostrando garra de gavião e de corintiano com certeza”, declarou mestre Ciro, diretor de bateria da escola.
Embalados pelo intérprete Ernesto Teixeira, a comunidade cantou do início ao fim, mostrando muito empenho neste ensaio, por todos os fatores que envolve este carnaval, como a contratação do carnavalesco Paulo Barros, carnavalesco renomado no Rio de Janeiro, e que estreará em 2020 na folia paulistana. A participação do profissional em São Paulo gerou um certo impacto não só na agremiação, mas também no carnaval paulistano e deixou a comunidade alvinegra muito esperançosa para a conquista do seu quinto título.
“Esse samba foi o melhor que tinha para os Gaviões da Fiel, a letra totalmente explicativa dentro do enredo, e com certeza ele vai fazer sucesso na avenida. A começar pelo refrão final, o ‘canta Gaviões’ vai levantar a arquibancada no dia do desfile principal. Para mim é uma história de vida, eu tenho 55 anos de idade, mais de 40 anos de Gaviões, cheguei aqui com 13 anos e agora nós vamos comemorar nosso jubileu de ouro falando da nossa paixão pelo Corinthians nas diversas formas de amor. Começa desde o amor criado pelo ser supremo, nosso criador, passando por diversas modalidades. Amor por uma causa, entre os seres humanos e fecha com o amor do torcedor pelo seu clube, no nosso caso é o amor dos Gaviões pelo Corinthians. É uma coisa excepcional, ainda mais que a gente vem com dois carnavalescos premiados e renomados, Paulo Barros e Paulo Menezes. A expectativa é maior ainda para este carnaval”, disse o intérprete Ernesto Teixeira.
“Eu acho que esse enredo vai combinar muito com os Gaviões e Corinthians. Falando de amor, fala de Corinthians e fala de Gaviões. E eu acho que esse tema vai ser muito forte na avenida e nosso povo abraçou a causa. Na verdade, está sendo tudo natural, porque quando se fala de Gaviões e Corinthians, vem amor, paixão, loucura, atravessando o mundo pra ver o Corinthians e cantar 90 minutos. Então vai ser um carnaval muito impactante. Sobre o Paulo Barros é até um pouco difícil de falar, ele revolucionou o carnaval do Rio de Janeiro e acredito que ele vai revolucionar o carnaval paulistano agora. Acho que ele veio pra ficar e é um ser humano sensacional, excelente e vamos fazer um grande carnaval”, declarou o presidente Digão.
Este carnaval também será muito especial também para o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, pois farão a estreia juntos. Wagner, que está há muito tempo na escola e Gabi, estreante como porta-bandeira oficial, estão mostrando cada vez mais estarem entrosados.
“Eu particularmente não sei o que esperar. Estou esperando tudo e mais um pouco, mas estamos aguardando o melhor, tenho certeza disso. Sobre a fantasia, eu não posso falar nada, mas o Paulo Barros e Paulo Menezes fizeram um ótimo trabalho, mas está espetacular e há surpresas”, disse a porta-bandeira Gabi Mondijan.
“Todo carnaval é especial e boa parte da vida é aqui nos Gaviões, mas esse carnaval é mais especial porque são 50 anos de luta, de batalha, que estamos no carnaval e ainda de portas abertas como torcida organizada, mas está sendo mais especial pela estreia da Gabi, porque é uma menina que eu vi desde pequena, e a gente está vivendo um sonho, porque estou mais um ano como mestre-sala oficial na casa, ainda mais com uma porta-bandeira que é tradição, raiz da casa, que começou a engatinhar aqui, deu os primeiros passos e hoje está aí na passarela do samba sendo a porta-bandeira dos Gaviões”, falou o mestre-sala Wagner Lima.
A agremiação tem uma prática de ensaios bem diferentes das demais escolas, pois une o amor dos Gaviões da Fiel com o amor ao Corinthians. Antes de iniciar o treino, os integrantes cantam o hino do clube e cânticos de torcida, com bandeirões e sinalizadores. É algo inusitado em uma quadra de escola de samba, mas mesmo quem não frequenta a agremiação e torce para o Corinthians, com certeza irá se identificar com essa prática, além de ter muito samba no pé nos ensaios da agremiação.
Foi com o carnavalesco Paulo Barros que a Unidos da Tijuca deixou de ser uma mera coadjuvante nos desfiles de escola de samba para se tornar uma agremiação sempre aguardada pelo público. Antes mesmo de levar o caneco no antológico “É Segredo” de 2010, apresentações como de 2004 e 2005 catapultaram o artista ao status de grande nome da avenida.
Com a Cidade do Samba muito fechada para o grande público, toda onda de boataria e fake news rondam as redes sociais. As que envolvem a escola dão conta de que o barracão está atrasado e os delírios mais ousados apontam a escola, que três títulos na década passada, como candidata ao rebaixamento. Sem se incomodar com isso, Paulo Barros mandou um recado para os profetas do apocalipse.
“Em 2004 diziam na avenida que a escola ia cair pois tinha um carro todo no ferro. As pessoas que visitaram o barracão afirmavam que tinha um carro incompleto, que faltava acabar. O carro, vocês sabem qual foi né? (alegoria do DNA). Eu não me importo muito com esse tipo de comentário. Mas os que acham que a Tijuca está atrasada, podem vir aqui sentar a bunda no trabalho e ajudar. Serão muito bem-vindos”, disparou o carnavalesco.
Quem visita o barracão da Unidos da Tijuca na Cidade do Samba pode atestar: o carnaval preparado pela agremiação em 2020 é completamente à imagem e semelhança de Paulo Barros. Todas as alegorias possuem as características que consagraram o estilo estético do artista. Quem viu os desfiles de Paulo na Tijuca entre 2004 e 2006 e depois entre 2010 e 2014 certamente verá novamente em 2020.
Vice-campeã de 2019, a Unidos do Viradouro tem despertado muita curiosidade para o seu desfile de 2020. E um dos pontos de maior ansiedade do sambista em relação à vermelha e branca é claro a bateria Furacão Vermelho e Branco, sob o comando de mestre Ciça. O que estaria preparando para o domingo de carnaval o incendiário da Sapucaí?
Talvez, por isso, esse tenha sido o ensaio de bateria no Setor 11 do Sambódromo que recebeu o maior público até o momento. Com as frisas lotadas, Ciça realizou o treino com seus ritmistas e deixou claro que em 2020 a ousadia e a criatividade, marcas do trabalho do mestre, estarão novamente presentes. Já se pode por exemplo afirmar que um tripé entrará dentro da bateria no desfile. Ciça explica ao CARNAVALESCO e analisa o trabalho de seus ritmistas.
“Estamos simulando que vamos fazer. O tripé está decorado no barracão e não podíamos mostrar aqui. Usamos uma coroa no lugar. Hoje eu achei o rendimento 100%. Temos que corrigir, detalhes na subida, mas o restante foi muito bacana, e estamos próximos do que considero ideal”, aponta.