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Aydano André Motta: Domingo, me ajuda a te ajudar!

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    Por Aydano André Motta

    Entre as muitas mazelas naturalizadas no julgamento do Carnaval, está o desprezo ao domingo. Basta sair a arrumação determinada pelo sorteio da Liesa para a tribo do samba – imprensa incluída – comentar a ordem como verdade absoluta. “A escola tal desfila segunda – favoritaça! Ótimo enredo da escola assim – pena que desfila domingo…” Reflexo do júri oficial e suas muitas idiossincrasias (para usar palavra gentil), inclusive a de usar pesos diferentes, de acordo com o dia, na hora de avaliar as competidoras.

    Uma das muitas mazelas carnavalescas que precisa acabar.

    Em 36 anos do desfile em dois dias, a campeã desfilou na metade final em inacreditáveis 84% dos carnavais. Em 2020, ainda pode ser diferente – mas o aguardado primeiro dia, com quatro candidatas ao título no zunzunzum pré-folia, teve desfiles bons e acidentados. Houve equilíbrio e emoção, faltaram apuro e cuidado, que viabilizam apresentações perfeitas.

    Pela ordem em que se passaram, Viradouro, Grande Rio e Portela foram as melhores, numa noite de Mangueira sem brilho, Tuiuti, Estácio e, principalmente, União da Ilha decepcionantes. As três últimas vão à apuração ameaçadas pelo rebaixamento.

    Na outra ponta da história, a Viradouro credenciou-se ao título com desfile excelente, o único que levantou a Sapucaí no domingo. A homenagem às Ganhadeiras de Itapuã, no enredo “Viradouro de alma lavada”, rendeu apresentação de belas alegorias e componentes empolgados sustentando o canto.

    A passagem da vermelho e branco de Niterói, aliás, demoliu outra balela da festa: a do público frio no início. A paradinha de mestre Ciça no verso “Ó mãe, ensaboa, mãe” deu no momento mais empolgante da noite. O samba na voz do excelente Zé Paulo Sierra também enfeitiçou os componentes e o público. Mas o carro da ganhadeira, último a entrar, atravessou metade da Sapucaí apagado, garantindo a angústia niteroiense para quarta-feira. Mas pelo segundo ano, a Viradouro voltará nas Campeãs.

    Assim como a Grande Rio, que está de às primeiras colocações, após dois anos catastróficos. O conjunto de excelências tricolores começou no melhor samba do ano e continuou no mais perfeito conjunto alegórico da primeira noite, trabalho espetacular dos estreantes Leonardo Bora e Gabriel Haddad. A turma de Caxias cantou muito para o homenageado Joãozinho da Gomeia, mas vai sofrer na apuração pelos erros decorrentes de dramáticos problemas de mobilidade nas primeiras alegorias, que precisaram ser reparadas em plena Sapucaí. A volta no sábado, porém, parece garantida.

    Estará lá também a Portela, a que menos errou no domingo de carnaval. A espetacular águia hit-tech de Márcia e Renato Lage abriu desfile de ótimo nível da maior campeã de todas. Candidata a mais um título, a escola contou a história do Rio antes do Rio com fantasias e alegorias impecáveis e um samba dos melhores, cantada pelo melhor chão do Carnaval na atualidade. A porta-bandeira Lucinha Nobre apareceu com barriga de grávida, e “pariu” um bebê indígena ao fim de cada apresentação para os jurados. Tudo certo? Quase. Difícil driblar a dificuldade para mudar visualmente os setores, num enredo indigena. Talvez por isso, a azul e branco não tenha arrebatado.

    Coube à Mangueira, no aguardado desfile da versão Leandro Vieira para a história de Jesus, produzir a imagem mais impressionante da noite – talvez do Carnaval todo: o Cristo negro gigante crucificado, no quarto carro. Foi o grande acerto da verde e rosa, que viu o bi mais distante pela apresentação fria. A primeira parte, baseada na história bíblica, passou diante do público impassível. O terço inicial não dialogava com o samba, sem menções a esse trecho da narrativa. Aliás, o hino, sem o estilo que mais agrada aos mangueirenses, foi cantado sem empolgação. Aqui, passa pela identidade, característica fundamental nas instituições carnavalescas – e a nonagenária Mangueira, a mais forte de todas as escolas de samba, tem cara absolutamente marcante.

    Mas o entusiasmo inexistiu mesmo na passagem da Tuiuti. O encontro de Dom Sebastião com São Sebastião rendeu desfile no máximo regular, com o samba animado como ponto alto, especialmente no refrão. De qualquer jeito, a Tuiuti viveu seu pior ano desde 2018, quando foi vice-campeã.

    Para quem carregava o carimbo de candidata ao rebaixamento antes de a festa começar, a Estácio fez o possível para escapar da sina (mais um cacoete carnavalesco que precisa desaparecer). No enredo “Pedra”, a carnavalesca Rosa Magalhães lutou, em seu 50º desfile, com a dificuldade financeira, mas construiu apresentação regular – melhor nas fantasias do que nas alegorias. O samba, acelerado, foi cantado pelos componentes, mas não cativou a plateia, resumindo a apresentação irregular.

    Desastre mesmo foi a União da Ilha, e seu conjunto de acidentes e decisões erradas. O enredo de aguda crítica saiu gravemente ferido pelo mau gosto da narrativa. A exceção foi o abre-alas, a favela emoldurada pelos helicópteros da polícia, que chamou a atenção do público. Depois, só erros. As fantasias da bateria – uniformes escolares – eram uma ofensa.

    O sequestro no ônibus, com arma na cabeça e simulação de agressões, não tem nada de carnavalesco. Laíla, o lendário diretor de carnaval, repetiu, pelo terceiro ano, a denúncia social campeã na Beija-Flor em 2018 e burocrática na Tijuca ano passado. Não que o Brasil não mereça – mas fica baixo astral demais. Para completar, o buraco gigantesco deve engolir a Ilha na direção da Série A.

    Infortúnios carnavalescos dominicais.

    Diversidades de estilos e propostas artísticas marcam uma boa noite de narrativas no grupo especial

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      Por Leonardo Antan

      Foi dada a largada para o maior espetáculo artístico visual do planeta! Numa noite com desfiles de alto nível, as escolas de samba surpreenderam e o que se viu foram trabalhos plásticos interessantes e de teor elaborado e criativo, mesmo com a crise financeira. Marcando assim uma noite competitiva em que desfilaram escolas tradicionais da folia carioca. Em especial, tivemos apresentações extremamente felizes no que se refere a Enredo e narrativa, com uma exuberância de temas bem desenvolvidos e alinhados que há muito não se via no grupo especial, com exceção de apenas uma agremiação que deixou a desejar neste quesito.

      A noite começou com uma aula da professora Rosa Magalhães. Uma das maiores artistas plásticas em atividade no país, completou incríveis cinquenta anos de atividade na folia e seguiu se renovando. Apesar do enredo criticado no pré-carnaval, com sua sabedoria e um infindável baú de referências, a carnavalesca apresentou uma estruturação interessante de setores e um desenvolvimento correto de sua narrativa, explorando mais uma vez a junção de propostas mais fragmentadas, como é de sua características em outros carnavais. A proposta do enredo se materializou de maneira competente em um conjunto de fantasias que se destacou pelo seu brilho intenso e um ótimo efeito visual cromático. As alegorias também não ficaram atrás, os famosos caixotinhos de Rosa estavam muito bem vestidos.

      A noite seguiu com um enredo forte e precioso da Viradouro. A homenagem sobre as Ganhadeiras de Itapuã feita pela dupla Marcus Ferreira e Tarcísio Zanon explorou de maneira interessante um imaginário das religiões afro-brasileiras e a formação da figura da baiana na cultura brasileira. Embora a narrativa tinha seguido uma linha tradicional, ela se mostrou coesa e foi materializada de maneira exuberante e opulenta, apostando em imagens mais tradicionais em menos inovadores sobre o universo baiano. A vermelho e branco fez uma apresentação para quem gosta de luxo, e apesar da beleza plástica, não deixou de apresentar um mensagem contundente. Um belo momento da noite desde domingo.

      O falado enredo sobre Jesus Cristo de Leandro Vieira dividiu opiniões. Prometendo recriar a história do messias, incorporando elementos atuais a narrativa bíblica clássico, o que se viu na pista foi uma estética clássica e inspirada em imagens tradicionais da iconografia cristã. O desfile seguiu de maneira clara sua narrativa, desde o nascimento de Jesus até sua ressurreição. Dialogando com artistas do renascimento e da pintura espanhola, o carnavalesco trouxe ainda esculturas que lembravam os trabalhos do escultor Aleijadinho para reproduzir os passos da paixão de Cristo. A subversão do enredo se deu de forma sútil, as muitas faces do profeta surgiram reimaginadas em meio a esses símbolos tão clássicos. O Jesus da Mangueira foi negro, indígena e mulher. Os momentos em que os paralelos com uma crítica social mais atual foram poucos, começando pela excelente Comissão de Frente da verde e rosa e que seguiu por alas como “Bandido bom é bandido morto” e “Maria Madalena dos anos 2000”. Com isso tudo, foi mais uma aula de bom gosto e requinte de Leandro Vieira, que se firma como um dos artistas mais fundamentais e talentosos da década.

      O cristianismo voltou a aparecer na apresentação da Paraíso do Tuiuti que trouxe São Sebastião num bela homenagem ao padroeira da escola. A história de São Sebastião e do rei português de mesmo nome se traduziu de maneira coesa e bem amarrada, sendo materializada com bastante requinte e opulência João Vitor Araújo. Um dos pontos altos da azul e amarelo foi sua segunda alegoria, lembrando um grande deserto uma interessante textura que remetia a areia em junção de uma bela iluminação. O tema que foi desenvolvido pelo enredista João Gustavo Melo se destacou pela forte pesquisa histórica. Qualidade que não faltou também a próximo escola a se apresentar.

      Em um momento cintilante, a Grande Rio fez uma das grandes apresentações da noite e um dos enredos mais ricos e bem construídos do Carnaval. A história do pai de santo Joãosinho da Gomeia se mostrou um tratado da história social, artística e religiosa brasileira. A narrativa explorou elementos das religiões de matriz africana de maneira inédita e arrojada, inspirada no trabalho artístico de nomes como Carybé, Abdias Nascimento e Djanira. Cada alegoria apresentava um mundo de possibilidades criativas, com milhões de detalhes que se justificavam numa construção marcada por um forte teor acadêmico. A pesquisa densa dos carnavalesco Leonardo Bora e Gabriel Haddad não passou de maneira hermética na Avenida, as alas de fantasias e alegorias tinha leituras claras e exploram bem suas possibilidades. Uma verdadeira aula de arte e sociedade que apresentou a tricolor de Caxias.

      O único destaque negativo neste dia foi a União da Ilha. Depois de narrativas densas e bem estruturadas, a tricolor insulana deixou muito a desejar em sua contundente crítica social. O enredo elaborado após a escolha do samba-enredo da agremiação, num modelo inovador proposto por Laíla, não se provou na pista. As alegorias e fantasias apostam num visual mais realista e cênico, trazendo as mazelas sociais em encenações mais violentas e até debochadas. A falta de unidade visual também foi um problema em alegorias que traziam estilos e possuíam uma falta de coesão entre o que era apresentado. As fantasias mostravam outra fragilidade do desenvolvimento, passaram vários profissões como médicos, professores, ambulantes e vendedores, numa sequência que pouco significava. A falta de coesão e da estrutura bem amarrada do clássico “início, meio e fim” fez a Ilha ser o destaque negativo no aspecto narrativo.

      Encerrando já com o dia claro, a Portela finalmente materializou o que prometia ser um dos enredos mais interessantes do ano, que chamou atenção desde o lançamento de uma ótima sinopse escrita pela carnavalesca Márcia Lage. A azul e branco contou seu “Guajupiá, Terra sem Males” numa interessante proposta em explorar o universo indígena de maneira menos tradicional. Com um trabalho plástico bem tradicional e coerente, se viu belas alegorias e um interessante trabalho cromático que se manifestou em belas fantasias com elementos conhecidos da cultura ameríndia. Apesar da última alegoria destoar na narrativa proposta, que apresenta o mundo dos povos nativos antes do contato com os colonizadores, o desfile da agremiação também abre interessantes aspectos a serem analisados em seu processo de desenrolar.

      No geral, o que se viu foi uma noite de alta qualidade artística, sobretudo na aposta de desfiles com linguagens completamente diferentes e interessantes entre si. Teve o melhor estilo tradicional dos sempre atuais, Rosa Magalhães e Renato Lage, assim como o requinte e densidade histórica de Leonardo Bora e Gabriel Haddad, como o bom gosto e as formas de Leandro Vieira, chegando a opulência e gigantismo da dupla Marcus e Tarcísio, até ao trabalho cuidadoso e rococó de João Vitor Araújo. Ganha a festa com apresentações de tão alto nível e com apostas estéticas e musicais que valorizam as personalidades das agremiações e seus artistas. A diversidade é fundamental. Viva a importância de narrativa relevantes que contribuem para a cultura brasileira.

      Sucesso do Camarote do King se espalha pelo mundo e atrai clientes

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      Por Philipe Rabelo e Rennan Laurente

      Nesta segunda-feira aconteceu na Marquês de Sapucaí, a última noite de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. E o Camarote do King esteve preparado para receber amigos e parceiros, para mais uma noite de muito brilho e alegria, com atrações como o cantor Belo, Suel e a cantora Ludmilla, que fizeram a alegria de todos os presentes. Fotos: Paulo Rodrigues

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      A família Breslin esteve presente pelo segundo ano no Camarote, com o casal Valéria e Michael e seus dois filhos. Ela desfilou ontem pela Portela e hoje veio assistir o carnaval com a família. “Escolhemos o King novamente pela localização, a entrada pelo lado par e a comodidade. Eu sou Portela, meu esposo e o filho maior, Beija Flor e o menor, está dizendo que é Salgueiro”. declarou Valéria, em meio a sorrisos e abraços com a família.

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      Que o Camarote do King é para todos, nós sabemos. Prova disso, é o casal Marco e Lourdes Caieira, vindos de Portugal exclusivamente para assistir o Carnaval Carioca no Camarote. Marco é ex jogador da seleção portuguesa e comentarista de esporte da TV SIC. “Toda a emoção que transmitem é de ficar arrepiada”, disse Lourdes sobre os desfiles da noite.

      Marco disse que as condições do Camarote o chamaram atenção, assim como a receptividade, que eles receberam: “Um excelente camarote, essa atmosfera criada, faz se sentir bem dentro do Carnaval Carioca”. Lourdes ainda completou: “Muito organizado do princípio ao fim, são super gentis com todos”.

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      Reunindo amigos e parceiros, encontramos as parceiras Carla Cristina e Carolina Chamon, amigas da Adriana Bombom, musa do Camarote. Carla fez questão de deixar um adendo: “O local do credenciamento é o mais confortável de todos que já fui. Rápido, fresco e sem filas. As pessoas que estavam lá, falavam a mesma coisa”. Carolina, disse: “Aqui é um programa maravilhoso. Não ia deixar meu amor vir sozinha”, completou sorrindo.

      Carla, moradora do Rio de Janeiro, chegou ao Camarote assim que desfilou pela sua escola de coração – Salgueiro – e filha do mestre-sala Ronaldinho. Já Carolina é moradora de São Gonçalo e torcedora da Porto da Pedra e da Unidos do Viradouro.

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      Durante as quatro noites de desfiles na Sapucaí, neste Carnaval, o Camarote do King superou as vendas do ano anterior, recebendo aproximadamente 1.000 por dia, de forma que ficassem confortavelmente instalados. O Camarote já pensa em melhorias para próximo ano e novidades que irão agradar não somente ao bolso, mas todos os que desejarem ter essa experiência mais uma vez, ou estiverem estreando na melhor visão da Sapucaí.

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      Aos interessados, no dia 10 de Março, começa a pré-venda do Carnaval 2021, pelo site camarotedoking.com.br e segundo a assessoria do King, “É melhor correr, e garantir seu espaço”.

      Fábio Fabato analisa primeiro dia do Grupo Especial do Rio

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        Debate 2º dia do Grupo Especial: o que vem por aí

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          Viradouro e Mangueira garantem protagonismo no primeiro dia do Grupo Especial em 2020

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            Como era esperado desde o pré-carnaval o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial de 2020, no Sambódromo, registrou o protagonismo da atual campeã, Estação Primeira de Mangueira, e, da Viradouro, a atual vice-campeã de 2019. As duas escolas certamente vão brigar pelo título desse ano.

            duelo

            A primeira noite ficou marcada por muitos erros de evolução e técnicos das escolas de samba. Quem mais sofreu foi a União da Ilha. A escola terá sérias dificuldades na apuração de quarta-feira. A grata surpresa ficou por conta da abertura feita pela Estácio de Sá. A carnavalesca Rosa Magalhães fez um desfile para calar a boca de todos.

            Com Renato e Marcia Lage no desenvolvimento do desfile, a Portela fez um desfile forte, aliando técnica, canto forte e uma evolução segura. É outra escola que conquistará uma ótima colocação.

            Com um magnífico conjunto de alegorias o Paraíso do Tuiuti fez um desfile arrebatador no aspecto visual, mas pecou na sua evolução. O mesmo aconteceu com a Grande Rio. O buraco no início do desfile e outros problemas afastaram a escola de Caxias da briga pelo título.

            Veja abaixo como foram os desfiles

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            ESTÁCIO DE SÁ – A carnavalesca Rosa Magalhães completou 50 carnavais e para coroar a data fez um desfile brilhante tirando leite de ‘pedra’ pela Estácio de Sá, na abertura do Grupo Especial. Se pensaram que a professora não ia dar conta de desenvolver mais este enredo se enganaram, ela deu uma verdadeira aula sobre a relação do homem com os minérios e os resultados que a falta de cuidado e a cobiça podem levar. Alegorias belíssimas e bem acabadas surpreenderam quem espera um desfile mediano. A Estácio fechou o desfile com 66 minutos e a carnavalesca disse não acreditar no rebaixamento. * LEIA AQUI A ANÁLISE COMPLETA DO DESFILE

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            VIRADOURO – Um banho de bom gosto. Essa frase pode definir com exatidão o que fez a Unidos da Viradouro em seu desfile no Grupo Especial neste domingo. Novamente, como a segunda a desfilar, tal qual em 2019, a agremiação deu um bico nas estatísticas (que colocam escolas com esse posicionamento de desfile em colocações ruins) e fez uma apresentação arrebatadora. O conjunto plástico criado por Tarcísio Zanon e Marcus Ferreira é seguramente um dos maiores já levados pela Viradouro em um desfile. * LEIA AQUI A ANÁLISE COMPLETA DO DESFILE

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            MANGUEIRA – Em uma apresentação tecnicamente perfeita, aliada com uma excelente plástica, a Mangueira se credenciou com uma das grandes favoritas ao título, no seu caso, ao bicampeonato. Terceira agremiação da primeira noite de desfiles do Grupo Especial, a Verde e Rosa encerrou sua passagem pela passarela do samba com 67 minutos. * LEIA AQUI A ANÁLISE COMPLETA DO DESFILE

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            TUIUTI – De volta ao Grupo Especial o carnavalesco João Vitor realizou um grande desfile no Paraíso do Tuiuti e se depender do seu trabalho estético a escola pode sonhar com uma vaga nas campeãs. Problemas de evolução, fazendo a escola correr para não estourar o tem máximo e algumas fantasias com difícil leitura podem atrapalhar a escola que passou com alegorias belíssimas. Mestre Ricardinho passou bem com as bossas bem encaixadas e realizadas. Foi um outro ponto positivo da escola. * LEIA AQUI A ANÁLISE COMPLETA DO DESFILE

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            GRANDE RIO – Os sambistas clamaram, a Grande Rio demorou, mas atendeu. A escola optou por resgatar o seu DNA de enredos mais culturais como nos seus primeiros anos. O desfile da agremiação na madrugada deste domingo de carnaval deixou bastante claro que a escolha foi acertada. Cantando com a alma, evoluindo como há anos não se via e com uma plástica de extremo bom gosto, mesmo com um enredo denso. * LEIA AQUI A ANÁLISE COMPLETA DO DESFILE

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            UNIÃO DA ILHA – Sexta escola a passar na avenida na primeira noite do Grupo Especial, a União da Ilha fez o pior desfile da noite errando feio na evolução. Abrindo um buraco imenso entre o setor 6 e o setor 10 atrapalhando todo o resto da escola, que teve diversos outros espaços abertos entre alas. Correndo muito a Ilha ainda assim estourou um minuto do tempo máximo e deve perder um décimo. Nas fantasias foram utilizados recursos próximos das roupas do dia a dia com pouquíssima carnavalização desta forma trazendo um desfile mais próximo do real. * LEIA AQUI A ANÁLISE COMPLETA DO DESFILE

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            PORTELA – O portelense é um dos sambistas que mais cobra de sua diretoria e do seu carnavalesco para estar bem vestido na avenida. Quando isso acontece a Portela tem uma outra cara na pista. Por esse aspecto a escola poderia até ser apontada como uma das melhores da primeira noite de apresentações do Grupo Especial, pois não deveu nada aos destaques da noite. Entretanto, dificilmente a escola levantará seu 23º campeonato em 2020, graças a um recorrente calcanhar de aquiles. * LEIA AQUI A ANÁLISE COMPLETA DO DESFILE

            Águia altaneira da Portela teve assinatura tecnológica de Renato Lage

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            aguia portela

            Um dos símbolos mais imponentes do carnaval ganhou ares de high-Tech em 2020. Com a chegada dos carnavalescos Renato e Márcia Lage, a águia azul e branca foi projetada com traços estilizados numa estrutura vazada. Cada uma das asas era formada por 20 lâminas independentes que se movimentavam de maneira ondular. Aliado a um espetacular jogo de luzes que alternou o aspecto da alegoria, o efeito foi pensado para despertar o público que pudesse estar cansado na Sapucaí. Tendo em vista que a Portela foi a última a passar, já na manhã de segunda-feira. Os sons emitidos pelo carro de som reproduziam grunhidos de águia e também contribuíram para uma catarse na Marquês.

            Quando se trata de Portela, não basta esquentar as arquibancadas. É preciso inflar o ego do componente. Elizabeth Barbosa, com 64 anos e 30 só de Portela, que desfila quase sempre numa ala próxima ao abre-alas com a águia altaneira, afirmou estar satisfeita com a roupagem tecnológica.

            “A Portela é moderna de forma tradicional. A águia deste ano é uma das mais bonitas que vi nessas três décadas dedicadas à escola. O portelense está mais feliz do que nunca”, afirmou.

            Somando 50 carnavais em defesa da Portela, Conceição Mota, 75 anos, contou que ela e todos seus componentes ficaram encantados com as surpresa preparadas pelos carnavalescos.

            conceição portela

            “Estamos todos maravilhados. Não tem problema nenhum que o símbolo da escola esteja tao diferente. Se até a velha guarda da Portela é moderna, por que a águia não seria?”, indagou.

            lucas portela

            Com 23 anos, Lucas Matos é a prova de que a Portela e o carnaval se oxigenam a cada dia. Desde os 8 anos desfilando pela agremiação, o componente demonstrou satisfação com a águia moderna.

            “Essa águia tecnológica me impressiona muito. A gente está acostumado a ver uma águia mais natural, com penas, e dessa vez é bastante diferente. Mas eu confio inteiramente no trabalho dos carnavalescos. Se essa foi a opção deles, tenho certeza de que foi espetacular”, contou.

            Acreditando sempre na renovação, Maria José, de 56 anos, declarou que a Portela se moderniza com o decorrer do tempo.

            “Essa águia é diferente de todas as que já passaram pela avenida na história da Portela. Mas a mudança não incomoda. O mundo gira, todo mundo tem que se renovar”.

            A águia inovadora não foi o único destaque do abre-alas. A alegoria trouxe esculturas de onças pintadas, serpentes e pássaros da fauna brasileira. Além de muitas flores. Os carnavalescos escolheram cores cítricas como o verde limão e tons de azul e laranja para chamar a atenção do público. Foram usados dois chassis para recriar o cenário do Guajupiá, o paraíso indígena cantado pela Portela. As composições vieram vestidas de índios, representando os tupinambás que, ao chegarem à Baía de Guanabara muito antes dos europeus, acreditaram ter encontrado o paraíso sonhado.

            Análise da bateria da Portela no Carnaval 2020

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            Por Matheus Mattos

            A bateria responsável por encerrar a primeira noite de desfiles do Grupo Especial foi a Tabajara do Samba, da Portela. Analisando o desempenho geral, o lado musical apresentado atendeu bem as exigências. A bateria apresentou um bom domínio técnico, batida de caixa resistente e desempenho eficiente dos tamborins.

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            Na proposta de variedade, a Tabajara trabalhou com diferentes ataques, a paradinha “Índio pede paz mas é de guerra” exemplifica a afirmação. No trecho final, o surdo de terceira estende meio compasso para que a bateria entre no primeiro tempo, contrário do convencional. Teve também paradinhas que aliaram complexidades musicais com coreografias dos ritmistas.

            Aprofundando na parte visual, a escola trouxe componentes com adereços nas mãos que representavam uma árvore. Durante determinados momentos, eles se posicionavam no corredor e levantavam o objeto.

            Os cavacos não ficaram pra trás na criatividade e apresentaram desenhos melódicos bem encaixados, como o que aproveita a corda mais aguda no final do segundo refrão.

            Análise da bateria da União da Ilha no Carnaval 2020

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            Por Matheus Mattos

            Penúltima bateria a desfilar na Sapucaí, a Baterilha apresentou uma diversidade de bossas e ritmo firme durante grande parte do desfile. Além da sustentação devida, diferentes ritmos puderam ser notados durante execução das paradinhas. O primeiro, e mais usado, foi o samba. Na frente e atrás da formação da bateria, vieram pessoas com rebolo e banjo.

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            Durante a execução de uma das duas paradinhas com a movimentação, os sambistas entram no corredor e tocam o gênero citado. O outro gênero é o funk que, no começo da bossa, apenas as marcações dão a intensão. O trecho foi bem aproveitado também para os componentes da escola, que dançou na coreografia da proposta.

            Todos os ritmistas traziam um pano branco pendurado nas mãos. Quando a convenção do tamborim é executada, todos levantam como uma mensagem de paz.

            O banjo também esteve no carro de som da União da Ilha. Pela presença do instrumento, o músico responsável aproveitou a liberdade pra repicar em diferentes trechos.

            Estreia de casal Lage na Portela agrada até torcedores mais fanáticos

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            Em meio à dança das cadeiras do carnaval 2019 para o 2020, veteranos da folia ficaram apenas poucos dias desempregados. A professora Rosa deixou Madureira e embarcou rumo ao São Carlos. O casal Lage-high-Tech saiu da baixada e voou para debaixo das asas da águia altaneira.

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            Renato coleciona um total de 40 carnavais. Dentre eles desfiles espetaculares como “Criador e Criatura”, “Villa-Lobos e a apoteose brasileira”, que o consagraram em Padre Miguel. Seu último título foi “Tambor!”, na vermelha e branca da Tijuca.

            Lage constrói enredos de forma ímpar. Elabora alegorias inovadoras atrelando uso do tradicional com tecnológico. Daí o apelido de high-Tech. Suas fantasias adentram a Sapucaí de forma majestosa e quando a escola preenche a avenida, um tapete visual presenteia quem assiste o espetáculo.

            Não à toa, criou-se uma grande expectativa em torno da contratação dele. Os portelenses acreditaram que o casamento do “quarentão” com a quase centenária escola pudesse dar samba. E deu. Mesmo estreante, Renato conseguiu captar que dois fatores fazem o carnavalesco ter boa relação com a comunidade portelense. A águia, símbolo máximo precisa estar impecável e o componente precisa estar bem vestido.

            Satisfeita com a águia e com sua vestimenta, Karina Vargas, de 30 anos, demonstrava extrema felicidade na dispersão.

            “Todo mundo sabe que o Renato é excelente. As escola que ele faz carnaval já saem na frente nos quesitos enredo, fantasias e alegorias. Ele é um grande carnavalesco e espero que traga novamente o título para nós”, contou.

            Já para Tércio Cândido, que desfilou na velha guarda da azul e branca, afirmou que Renato é um carnavalesco que está a altura da agremiação.

            portela velhaguarda

            “Nossa expectativa era de um desfile maravilhoso. E ele aconteceu. A escola veio muito bem ensaiada, com samba-enredo na boca do povo. Renato é um carnavalesco que combina com nossa escola e está a altura da grandiosidade da Portela. O currículo dele é extenso”.