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Galeria de Fotos: desfile da Unidos de Padre Miguel no Carnaval 2020

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Conjunto visual se destaca em desfile da Águia de Ouro

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ÁguiaDeOuro desfile2020 035Quinta escola a desfilar nesta noite, a Águia de Ouro fez um desfile seguro, com alegorias com um belo aspecto visual e de fácil entendimento. A comissão de frente chamou atenção por usar três elencos em sua apresentação. Outro destaque foi o canto da escola, que assim como nos ensaios, foi forte e com clareza. Os intérpretes Tinga, Douglinhas Aguiar e Darlan Alves formaram um trio de peso e conduziram muito bem o samba enredo da agremiação, e apesar de serem três nomes de peso, nenhum atravessou o outro e todos estavam com a tonalidade parecida no carro de som. A Águia de Ouro após se consolidar novamente no Grupo Especial, agora briga pela volta ao desfile das campeãs, e fez uma apresentação para tal acontecimento. O enredo da agremiação é o “Poder do Saber”. A Águia de Ouro fechou o desfile com 64 minutos.

Comissão de frente

ÁguiaDeOuro desfile2020 018A ala três dois elencos na pista, representando o mundo na antiguidade, outro a magia do saber e por último, a conquista dele. A comissão de frente usa um tripé, onde depois que o primeiro elenco, que representa o ser-humano na antiguidade se apresenta com 15 integrantes na pista, outra parte entra simbolizando o ser-humano depois da inteligência. Foi uma boa apresentação da ala, apresentaram de fato a proposta do enredo.

Mestre-sala e porta-bandeira

ÁguiaDeOuro desfile2020 040O primeiro casal veio com uma fantasia em tons azul, preto e faisões coloridos comprimido todos os movimentos obrigatórios. A dupla teve como destaque os giros e as finalizações, que eram claras. Ana Reis e João Carlos mostraram leveza e muito carisma ao defender o pavilhão da Pompéia.

Harmonia

ÁguiaDeOuro desfile2020 059A escola repetiu o que executou nos ensaios e cantou forte e com clareza. A harmonia sempre foi um quesito de destaque na escola, historicamente a comunidade da Águia de Ouro canta com clareza, o que sempre vira um trunfo para a agremiação. O samba-enredo com a melodia para cima, e a bateria com andamento alto, ajudaram em tal fato, além de a Águia de Ouro possuir um trio forte em seu carro de som, Tinga, Douglinhas Aguiar e Darlan Alves, cantores experientes na história do carnaval.

Enredo

ÁguiaDeOuro desfile2020 022O enredo da escola é o “Poder do Saber”, que significa a evolução do homem ao passar do tempo, além de exaltarem o fato de que o ser-humano é o único ser da planeta Terra que é dotado da inteligência. A escola levou para a avenida um enredo lúdico, em que a ideia foi mostrar a força do poder do saber, construindo um mundo melhor, onde os seres humanos alcançassem a paz na Terra. O primeiro setor mostrou o elo perdido e fez uma ligação com a idade média, destaque para o grandioso e colorido abre-alas. O segundo setor mostrou os mistérios da arte ocidental e da fé oriental, seres que queriam a inteligência a qualquer custo. O terceiro setor mostrou como o saber gerou coisas negativas, como guerras, atentados e acidentes. O quarto setor ressaltou a importância que a educação tem na vida das pessoas e o último setor retratou o futuro digital e tecnológico.

Evolução

ÁguiaDeOuro desfile2020 006A escola evoluiu de forma correta, as alas estavam sincronizadas e não houve presença de buracos. Também não houve espaçamento entre alas e alegorias, pelo bom trabalho que o departamento de harmonia fez. Mesmo com o uso de fantasias com costeiros altos, não houve problemas e as alas se adaptaram, os espaços foram perfeitamente ocupados.

Samba-enredo

ÁguiaDeOuro desfile2020 005A Águia de Ouro conta com um trio de peso em seu carro de som, trata-se de Douglinhas Aguiar, Tinga e Darlan Alves, os três cantaram em harmonia, nenhum atravessou o outro e cada um deles tinha seu momento de fazer os arranjos vocais dentro do samba, o que é fruto de muito ensaio. A letra da obra se destaca mais por sua letra, que é explicativa e define de forma correta a ideia do enredo.

Fantasias

ÁguiaDeOuro desfile2020 032A Águia de Ouro optou pelo uso de fantasias com altos costeiros e bastante plumas. Na maioria das vezes, as vestimentas se encontravam com o contexto das alegorias e o que os setores abordavam, porém em algumas situações, a fantasia apesar de ser visualmente agradável, a leitura era dificultada.

Alegorias

ÁguiaDeOuro desfile2020 044O primeiro carro veio acoplado, sendo a primeira parte a característica águia da escola, com bastante movimento. Na segunda parte veio a representação do mundo antigo, com encenações de componentes e uma escultura de um dinossauro. A segunda alegoria vem com azul e dourado, esculturas simbolizando aparentemente figuras da fé oriental, e na lateral do carro, componentes representando livros. O terceiro carro vem com duas esculturas de aviões na parte de cima, dos lados figuras de tanques de guerra e um painel de LED simulando um incêndio, que aparentemente seria de um prédio, também representado na alegoria. A quarta alegoria vem com uma escultura de um homem aparentemente representando um professor, rodeado de livros. Na parte da frente vem a ala das crianças. O carro representa a importância da educação. O último carro é todo prateado rodeado de LED, que simboliza o futuro digital e tecnológico, naves espaciais nas laterais e esculturas de cérebro pelo meio. A agremiação apresentou um conjunto alegórico satisfatório, visualmente agradável e de fácil entendimento.

Outros destaques

Destaque para a fantasia da bateria, que estava metade amarelo e azul, cores da escola.

Mocidade Alegre apresenta boa plástica, mas pequenas falhas em evolução podem comprometer campeonato

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MocidadeAlegre desfile2020 013Quarta escola de samba a desfilar no Grupo Especial da segunda noite, a Mocidade Alegre apresentou um canto satisfatório, fantasias com boas variações dos materiais e boa estreia do casal oficial. Porém, a escola apresentou falha em evolução e isso afetou o carnaval em um todo. A entidade encerrou o desfile com 62 minutos.

Comissão de Frente

MocidadeAlegre desfile2020 031A primeira ala, intitulada como: “Do ventre feminino eclode a esperança”, apresentou uma encenação da árvore que se alimenta do solo, também busca a luz celestial para nascer, crescer e se propagar. Seguindo essa narrativa, a agremiação montou a coreografia.
O quesito trouxe componentes bem entrosados, passos que exigiam um bom domínio do espaço e interação constante do tripé, que no caso representava uma árvore. Falando nele, o elemento cenográfico e as pessoas fantasiadas de árvores chamaram atenção. A coreografia, no entanto, era pausada. Num momento eles passavam uma ilusão de ótica, e na outra evoluíam. Durante a execução de um determinado trecho, eles descem e evoluem junto com os restantes.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

MocidadeAlegre desfile2020 038Por ser a estreia, o casal Uilian Cesário e Karina Zamparolli demonstrou entrosamento, olhar constante entre os dois e apresentação devida do pavilhão aos jurados. A escola optou por separar um espaço mais compacto para que a dupla evoluísse. A fantasia do casal foi nomeada como “A essência africana e a ancestralidade yorubá”. Outro ponto de destaque ficou por conta da fantasia dos guardiões. Eles representaram os defensores dos princípios da Criação de Olorum.

Harmonia

MocidadeAlegre desfile2020 043Assim como nos ensaios técnicos, a escola apresentou um bom desempenho vocal dos componentes. A letra do samba-enredo tem palavras com uma pronúncia mais difícil, mas mesmo assim a letra foi escutada com clareza e a diferença de volume entre setores não foi claramente perceptível. Além do refrão principal, os trechos “Ê mulher”, “Lá vem ela” foram cantados com mais entusiasmo. O problema de evolução afetou o canto, isso porque, durante o trajeto acelerado, o volume e empolgação caia.

Enredo

MocidadeAlegre desfile2020 052O primeiro setor “Da ira de Olorum, o caos do canto das Yabás, a esperança”, trabalharam com a proposta de que a mulher foi escolhida pra salvar o mundo do caos. No seguinte, a escola homenageou Iemanjá, através do setor “O Canto de Yemanjá – A virtude da transformação da dor e da tristeza em esperança”. Nesse mesmo trecho, uma grande escultura da orixá foi vista e cativou pela riqueza de detalhes. No terceiro, “No canto das Yabás, o poder feminino regente da natureza”, a entidade trouxe variações das orixás femininos nas fantasias.

“No equilíbrio entre a água, a terra, o fogo e o ar – A esperança da reconexão do Orun com o Ayê” é o nome do quarto setor e destacou os elementos naturais. E o último, “Do canto das Yabás renasce uma nova morada – O perdão de Olorum”, a escola fecha com um clamor, onde a menina se transforma em morada.

Evolução

MocidadeAlegre desfile2020 085O quesito da escola sofreu em alguns pontos que podem prejudicar. Primeiro, o andar da escola no começo foi bastante padrão e seguro, no caso, optaram um pouco mais acelerado. A apresentação da comissão de frente e casal foi rápida e confortável. Porém, o primeiro detalhe negativo foi notado na entrada da bateria no recuo. No caso, os ritmistas entram no espaço e voltam para se curvarem, um movimento característico da bateria. Mas a ala da frente continuou, e ocasionou no buraco.

Para tentar amenizar o erro, a ala coreografada que vem à frente da bateria seguiu evoluindo. Porém, eles entram no recuo junto com a bateria. Ou seja, o espaço destinado passou e eles estiveram que invadir a ala de trás pra poder retornar. No minuto 30, a escola acelerou o andar imposto no início, e alguns buracos foram notados. No final do desfile, a escola segurou um pouco os desfilantes na avenida, e ficou parada na avenida.

Samba-Enredo

MocidadeAlegre desfile2020 017A obra apresentou uma letra forte, características exigidas até pela proposta do enredo. O hino do ano tem letras que fogem do padrão e melodia ousada. O intérprete Igor Sorriso, que já demonstrava muito domínio técnico, fez um desfile seguro. O cantor, além de manter o canto aguerrido e realizar cacos melódicos, também abria vozes com eficiência. As cordas também não ficaram pra trás, e ousaram nas execuções de arranjos e solos.

Fantasias

MocidadeAlegre desfile2020 100No quesito em questão, o que mais surpreendeu foi a diversificação dos materiais usados e cores. Algumas alas continham plumas no costeiro, a de trás com objetos diferentes, e com o mesmo efeito visual agradável. As cores também foram trabalhadas com atenção maior, no caso do quarto setor, a proposta fugiu do clichê.

Alegorias

MocidadeAlegre desfile2020 096O abre-alas “A Morada de Olorum”, contou com movimentação principal da maior escultura e o grande brasão da Mocidade Alegre, que também girava. A alegoria valorizou a cor vermelha e variações de tons. A segunda, “Nas águas de Yemanjá, o axé que movimenta a vida”, trouxe uma grande escultura da homenageada do setor. O detalhe de acabamento e muita água espichada se destacaram. Já no terceiro elemento, “O sagrado poder feminino que rege a natureza”, notou-se uma alegoria mais estática. No geral, os carros eram muito coloridos, e nesse em questão a escola aproveitou bem o escuro. A quarta, “Na essência do ventre feminino, a renovação da vida no Ayê”, já trabalhou mais as diversidades de cores. Detalhes para as raízes em toda estrutura. A última alegoria, “A nova morada”, utilizou muito bem o branco, verde e azul de forma inteligente.

Outros destaques

Durante a passagem da bateria Ritmo Puro nos últimos setores, todos os ritmistas se agacharam e efetuaram uma bossa. Tal ato levantou o público e animou o final do desfile.

Festa de Santo Antônio é tema do segundo carro da Santa Cruz

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Com o enredo “Santa Cruz de Barbalha, um conto popular no Cariri”, a verde e branco da Zona Oeste levou em sua segunda alegoria a “Festa de Santo Antônio”. Representando a celebração que ocorre todo ano na cidade de Barbalha, município do Ceará. O evento acontece todo ano no início do mês de junho e se estende até o dia 13 do mesmo mês, quando se homenageia Santo Antônio de Lisboa.

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O carro alegórico foi marcado pelas diversas tonalidades de verde com a presença de vários elementos referentes as festas juninas como chapéus de palha, balões, bandeirinhas e palha na parte de baixo do carro. Além disso, a presença da imagem de Santo Antônio e a Igreja no centro do carro fizeram com que houvesse mais complemento e coesão em relação ao enredo. Ademais, o centro da alegoria contava com a presença de várias pessoas que excitando uma quadrilha com muita cantoria e devoção em um espaço iluminado. E esse foi o principal destaque da alegoria, os integrantes. Eles representavam vários “personagens” dessa festa com muita animação.

Os componentes estavam com fantasias de “Brincantes” vestidos com roupas tradicionais das festas populares da cidade, mas com muito brilho e estética impecável principalmente por conta da iluminação majestosa do carro.

Na parte frontal da alegoria, várias mulheres vestidas de noiva evidenciavam que a fé dos solteiros em casar, seria resolvida por Santo Antônio.

Unidos de Padre Miguel traz fantasias distintas dentro da mesma ala

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A Unidos de Padre Miguel, sexta escola a entrar na avenida, trouxe o enredo “Ginga”. Que apresentou a trajetória histórica da Capoeira, uma expressão cultural de matriz africana e patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Na ala 4, nomeada de cenas pitorescas, o objetivo era relembrar as atividades de ganho e a praticada capoeira entre os negros andarilhos e vendedores do século XIX. As fantasias foram inspiradas nas telas dos pintores Rugendas e Debret.

Apesar da predominância das cores vermelho e branco, a ala 4 tinha vários tipos de fantasia, uma fila de componentes usava calças e outra saia, alguns usavam chapéus na cabeça, e outros plantas, vasos, cestas de couve, etc.

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Segundo Nana Costa, Diretora de ateliê, que tem 27 anos de Unidos de Padre Miguel, mais de 6 tipos de tecido foram usados nas fantasias da ala 4 como oxford, elastano, microfibra, sublimação. “Eu ajudei na escolha dos tecidos, e a fantasia está super leve e confortável”, garantiu.

Ricardo Ongaratto, que desfila pela primeira vez na escola mas coleciona desfiles em outras agremiações, contou que de todas as vezes que desfilou, essa foi a fantasia mais confortável que ele já usou.

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“Ela está bem feita, bem elaborada e muita bonita. O fato do tecido não ser de plástico e sim calça de verdade é ótimo. Porque não estamos sentindo nem frio nem calor, achei fantástico”, contou o estreante.

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Imperatriz apresenta ala de clubes cariocas em homenagem aos hinos compostos por Lamartine Babo

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O desfile da Imperatriz foi uma grande homenagem ao compositor Lamartine Babo. A a escola retratou sua vida e obra, ressaltando a importância das manifestações intrinsecamente populares na arte dele, entre elas, o futebol. Compositor apaixonado por esse esporte, Lalá, como foi apelidado, compôs em 1949 os hinos alternativos, na época não-oficiais, dos onze participantes do Campeonato Carioca de Futebol daquele ano. E, esse feito foi retratado no tripé ‘Lalá no Futebol’.

A homenagem aos hinos compostos para Botafogo, Vasco da Gama, América, Fluminense e Flamengo viraram alas. A maioria dos costeiros era belíssimos e marcantes, principalmente os da ala “Botafogo” que formavam um círculo dividido nas cores branco e preto com estrelas nas pontas.

A ala “Flamengo” possuía o vermelho e preto separados na fantasia, vermelho este listrado em tons diferentes que harmonizavam e cintilam com beleza, as mangas das camisas também era bem detalhadas. Os sapatos eram uma delicadeza ímpar, em uma linha retrô e que representam chuteiras. As alas do Botafogo e do Flamengo passaram pelo Sambódromo com os rostos de seus ídolos Garrincha e Zico. A ala alvinegra possuía mais riqueza de detalhes. Os chapéus dos componentes estavam grandes, o que icomodou algumas pessoas, entre elas Linda Cardoso, 50 anos, que desfilou na ala “Fluminense”.

“Amei essa fantasia, principalmente por eu ser fluminense e cair logo nessa ala. Achei a roupa muito bonita, com uma qualidade grande, bom ver nossa Imperatriz assim. Somente a cartola que está um pouco pesada mas pela Imperatriz a gente topa tudo e na Avenida nem sente, é muito amor. Por essa escola eu faço tudo, juntando com o fluminense, melhor ainda”, afirmou.

Luciana de Souza, 52 anos, é uma das componentes da ala “Vasco” e destaca o acabamento de qualidade da fantasia o ponto que mais lhe chamou atenção.

“Gostei muito da fantasia, muito confortável, poder representar o nosso time na nossa escola de coração é tudo de bom, muita emoção. Gostei de cada detalhe, é uma fantasia muito bem feita, elaborada e com uma ótima confecção. Nós estamos muito felizes, muito bem vestidos e com empolgação de sobra ” contou.

Galeria de fotos: desfile da Imperatriz no Carnaval 2020

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Unidos de Padre Miguel recria a chegada dos negros no Cais do Valongo em abre-alas de impacto

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A trajetória da capoeira foi o tema do enredo da Unidos de Padre Miguel em 2020. A agremiação, quinta a entrar na Avenida na segunda noite de desfiles das escolas da Série A, mostrou toda a força histórica do esporte de raízes africanas que é praticado por todo o Brasil e reconhecido por todo o mundo. Seu abre-alas representou a chegada dos escravos no país, em uma alegoria impactante e de muitos significados.

Dois carros acoplados retrataram uma mescla entre um navio negreiro e os arredores do Cais do Valongo, local onde os negros desembarcavam depois da viagem realizada em condições desumanas. Na frente do Abre-Alas estava a proa da embarcação, em tons dourados e com detalhes em vermelho. Nas laterais, alusões aos muros de pedra pertencentes ao cais, com componentes vestidos como comerciantes locais.

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“Nós estamos representando as doceiras e os vendedores. Adorei a alegoria e a minha fantasia, toda a coordenação da escola é maravilhosa”, afirmou a componente Maria da Glória, de 50 anos.

No meio do carro uma coroa, símbolo do império conivente com a escravidão, transformou-se em uma prisão de sangue, com componentes pintados dos pés a cabeça de vermelho para retratar o martírio dos negros que foram forçados a deixar suas raízes para serem vendidos como mercadoria. Rodrigo Balbino, de 28 anos, foi um dos participantes dessa representação.

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“Nosso ato significa a dor e o sofrimento passado pelos escravos nesses barcos. O carro está esplêndido, assim como todo o enredo!”, afirmou.

A parte final da alegoria foi toda elaborada em tons de marrom, com detalhes de imagens de tribais africanos em vermelho, preto e branco. Nas laterais, peças douradas que retratavam a popa da embarcação, que combinava com a proa do início do carro.

Colorido e autêntico, trem da alegria da Imperatriz propõe viagem ao universo musical de Lamartine

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Com o propósito de convidar o público a embarcar rumo ao universo musical do homenageado Lamartine Babo, a Imperatriz optou por um verdadeiro trem da alegria, como diz o samba-enredo. A alegoria acoplada que abria o desfile da escola de Ramos era provavelmente a maior, mais alta e mais impactante da Série A esse ano. Ao centro, o carro trazia a figura de Lamartine. Carnavalizado, conduzindo a maria-fumaça.

As composições do carro representavam antigos foliões. E um deles era Tiago Serpa, de 33 anos, e Emily Caroline, 20.

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Tiago contou sobre a emoção de desfilar num carro tão grande e numa das maiores escolas de samba da folia carioca.

“A emoção de abrir esse desfile é muito grande. Esse carro é para entrar pra história da Imperatriz”, confessou.

Emily reforçou a responsabilidade da apresentação na verde e branca.

“É muito emocionante, eu torço muito para escola e sei o quanto é importante entrarmos na avenida com uma alegria tão imponente quanto essa”, afirmou.

Do outro lado da alegoria, os demais componentes também estavam empolgados em puxar o carnaval da escola de Ramos. Valesca Magalhães, de apenas 16 anos, era uma delas. Em seu segundo ano pela escola a adolescente desabafou sobre a diferença de 2019 para 2020.

“Tudo está diferente. As fantasias nesse ano estão linda e os carros iluminados. Atingimos nossa expectativa que era de emocionar a plateia”, finalizou Valesca.