Início Site Página 1601

Beija-Flor resgata sua identidade e volta a fazer alegorias luxuosas

0

Neidebja 1

Sendo a última escola a pisar na Avenida, na noite da última segunda-feira, a Beija-Flor de Nilópolis fechou o ciclo de desfiles das escolas de samba do grupo especial em 2020. Com o enredo “Se essa rua fosse minha”, a Deusa da Passarela narrou a evolução do homem e sua trajetória pelas ruas e caminhos. No quesito alegorias, a escola da baixada resgatou algumas de suas raízes e apresentou duas composições grandes e luxuosas, com destaque para o abre-alas e o segundo carro.

A alegoria que abriu o desfile da agremiação, intitulada “O Voo do Beija-Flor Glacial”, retratou o homem de Cro-Magnon, que viveu a última era glacial e teve seus caminhos abertos e iluminados pelo sol. O enorme carro era elaborado em tons de branco e azul-claro e contava com um Beija-Flor, símbolo da escola, na dianteira. A composição foi uma das favoritas entre os nilopolitanos.

“Agora estamos com a cara da Beija-Flor. Carros luxuosos e grandes. Foi isso que fez com que nós fôssemos apelidados como a Deusa da Passarela. Estamos acostumados com isso, desde a época de Joãozinho Trinta. O abre-alas é muito bonito, bem-feito, o meu preferido”, afirmou Neide Tamborim, madrinha da bateria da agremiação.

Outra composição que chamou a atenção pelo tamanho foi a alegoria número dois. O carro, nomeado como “Todos os caminhos levam a Roma”, fez uma homenagem ao Império Romano, precursor na construção de grandes estradas. Tendo sua estrutura semelhante a arquitetura e cotidiano da época retratada, levou para a Avenida esculturas de cavalos e escadarias com componentes vestidos como gladiadores.

Alessandrabeija

Alessandra Oliveira, que é coreógrafa da ala Emoções e irmã de Fran Sérgio, o ex-carnavalesco da agremiação, estava torcendo pelo retorno da escola à antiga forma de fazer alegorias.

“Grandiosidade sempre foi o estilo da Beija-Flor. Eles tentaram uma nova abordagem, porém essa é a marca da escola, não tem jeito”, afirmou a professora de dança, que está na azul e branca de Nilópolis há mais de duas décadas.

No ano anterior, a agremiação levou para a Avenida carros pequenos e com uma leitura teatralizada. A escolha não funcionou no desfile e também prejudicou as notas da escola. A esperança dos componentes da Beija-Flor é de que a “Deusa da Passarela” se erga da décima primeira posição alcançada em 2019. O retorno das composições luxuosas pode ser o primeiro passo para que a agremiação retorne no sábado das campeãs.

União de Maricá faz desfile com problemas de evolução e estoura o tempo máximo

0

marica desfile 2020 025

Por Victor Amancio. Fotos: Allan Duffes

Problemas de evolução marcaram o desfile da União de Maricá. O desfilei iniciou mais lento e encerrou com correria para não estourar o tempo. Destaque para o casal que fez uma boa apresentação. Levando o enredo ‘Tempos idos’ a agremiação terminou o desfile com 53 minutos.

* VEJA AQUI FOTOS DO DESFILE

Comissão de frente

Comissão de frente bem dançada com bailarinos fazendo uma coreografia forte e com passos sincronizados. No primeiro módulo o cinto de um dos bailarinos caiu podendo atrapalhar na avaliação.

Casal

O primeiro casal da escola dançou com um bailado, precisão nos passos e sintonia entre o primeiro casal da agremiação. Vestindo uma fantasia simples representando Oxossi e Oxum os dois utilizaram na coreografia passos afros e arrancaram aplausos do público. No primeiro módulo a bandeira tocou no mestre-sala na finalização da coreografia.

marica desfile 2020 018

Harmonia

O intérprete Matheus Gaúcho desempenhou bem a função e cantou bem o samba da escola. Por mais que o intérprete tenha se esforçado a comunidade não comprou a briga e o canto foi fraco.

Samba Enredo

O samba da União de Maricá desfilou dentro da proposta de enredo da escola porém, não teve bom desempenho por causa do canto.

marica desfile 2020 023

Enredo

O enredo da escola trouxe para o desfile a África no Brasil, o povo, seus orixás e principalmente sua história. Era possível visualizar nas fantasias a história que foi contada.

Evolução

O início do desfile começou mais lento, a escola não evoluía para frente e no fim acabou tendo que correr e estourou o tempo máximo, encerrando o desfile com 53 minutos. Os componentes evoluíram com pouca alegria e expressividade.

marica desfile 2020 036

Alegorias

O abre alas representava um navio em referência à chegada ao cais do Valongo. Os destaques era bem vestidos porém a alegoria apresentou problemas com iluminação e passou apagado. Desfilando com um tripé simples e quase sem informação. O segundo carro bonito com esculturas representando a malandragem do Rio fechou o desfile.

marica desfile 2020 041

Fantasias

Fantasias simples mas de fácil entendimento e dentro do enredo proposto. Passou sem defeitos aparentes nas roupas dos componentes.

Bateria

Desfilou bem, fazendo diversas bossas e sem atrapalhar o andamento do samba-enredo.

Fotos: Desfile do Império da Uva no Carnaval 2020

0

Parque Acari empolga o público cantando o amor, mas tem contratempo com o pavilhão do primeiro casal

0

acari desfile 2020 013

Por Eduardo Fróis. Fotos: Allan Duffes

Segunda escola a desfilar pela Estrada Intendente Magalhães na noite de terça-feira, a União do Parque Acari veio falando das histórias de amor. A entidade que é oriunda da junção entre as escolas Corações Unidos do Amarelinho e Favo do Acari fez uma apresentação empolgante. Porém, a União cometeu falhas que devem dificultar um possível acesso da escola à Série A do carnaval carioca.

Enredo

O título do enredo da agremiação era: “No início a criação, o céu, a terra e o mar, com isso a junção cada um com o seu par. Viva o amor”. A escola trouxe para a passarela do samba histórias de amor que se tornaram famosas. As alas e alegorias eram de simples associação ao tema proposto, contribuindo para a compreensão da passagem da União do Parque Acari.

acari desfile 2020 016

Comissão de Frente

Os onze componentes da comissão de frente estavam representando a “água”, a “terra” e o “ar”, vestindo fantasias leves nas cores verde-água, marrom e azul. Eles realizaram um bailado sincronizado, cantando o samba da escola com muita energia. A coreografia era dinâmica, intercalando movimentos acelerados e leves, sendo um ponto alto do desfile da Acari.

Samba-Enredo

O hino da União do Parque Acari para 2020 citava em sua letra famosos casos de amor, indo de “Scherek e Fiona” a “Lineu e Nenê”. Com autoria de Nego do Ninho, Fogueira, Amauri Inspiração e Sr. Miguel, o samba foi interpretado por Sandro Jota R e agitou as arquibancadas da Intendente. Destaque para os versos do refrão do meio: “Amor bandido fere o coração/ Se não é correspondido, violência não/ Até o corcunda se apaixonou/ Branca de Neve com um beijo se apaixonou”.

acari desfile 2020 031

Mestre-sala e Porta-bandeira

Rafael Gomes e Nani Ferreira estavam muito bem vestidos nas cores da escola: rosa, amarelo e branco. A saia de Nani carregava brasões da União do Parque Acari, envolvidos por penas amarelas e plumas rosas. Rafael vestia amarelo e dourado, esbanjando carisma e desenvoltura nos passos. Ambos passaram muito bem no primeiro módulo de julgamento, apresentando o pavilhão da escola e arrancando aplausos do público e dos jurados.

No entanto, durante o bailado em frente a segunda cabine, a ponta do pavilhão se desprendeu do mastro, enrolando a bandeira da União. O casal não se deixou abalar pelo incidente, dando continuidade a apresentação enquanto a direção de harmonia efetuava a troca de pavilhão, substituindo pela bandeira que vinha com o segundo casal.

acari desfile 2020 036

Harmonia

A União se apresentou com uma comunidade que cantava desde o início. As primeiras alas vieram com muita empolgação. Porém, haviam pessoas desfilando sem saber o samba-enredo. As alas da branca de neve e das baianas pareciam sentir o cansaço da apresentação. O último setor da escola voltou a cantar forte, levantando a arquibancada, que passou a acompanhar o desfile com palmas.

Evolução

A agremiação de Acari demonstrou boa evolução em sua entrada na Intendente Magalhães. Ja no meio da pista, a escola parou alguns instantes enquanto era feita a troca do pavilhão do primeiro casal, após a segunda cabine de julgamento. Logo depois, a União retomou seu desfile com a empolgação do início. No final, a escola abriu alguns buracos na pista: antes e depois do segundo casal, e na frente do terceiro carro. A União fechou sua passagem com 43 minutos.

acari desfile 2020 046

Alegorias

Foram apresentados três carros alegóricos, bem acabados e dentro do enredo da União do Parque Acari. O abre-alas era amarelo, dourado, rosa e verde, trazendo os símbolos da escola: um aperto de mão e uma coroa. Nas laterais, referências às agremiações que, ao se fundirem, deram origem a União: Corações Unidos do Amarelinho e Favo do Acari. A segunda alegoria era um jardim, com uma árvore no centro e a decoração inteira em verde. Destaques do carro representavam a fauna e flora, dando variedade de cor ao carro. Já o último carro passou extremamente colorido, encerrando o desfile.

Fantasias

A União apresentou, no geral, um bom conjunto de fantasias em suas alas. Os figurinos facilitavam a leitura do enredo da escola, que cantou o amor. Destaque para a uniformidade dos componentes da escola, que vieram com a fantasia completa. As alas do último setor passaram com vestimentas mais simples, porém nada que comprometesse o conjunto visual da Acari.

acari desfile 2020 024

Bateria

A bateria manteve a sustentação do desfile da União do Parque Acari, com uma forte pulsação que empolgou as arquibancadas da Intendente. O andamento foi constante durante toda a apresentação da escola da Zona Norte.

Aydano André Motta: ‘No Carnaval da indefinição, todo mundo tem um ‘mas’ para chamar de seu’

    0

    aydano

    Por Aydano André Motta

    A fila da criação carnavalesca andou – não para, na verdade – e embaralhou o resultado do desfile das grandes escolas de samba. Os novos artistas da festa ganham espaço crescente, com leituras diferentes, abordagens inéditas e atitude renovadora, que modifica a estética e as narrativas do espetáculo. Com qualquer desfecho para 2020, nada será como antes na Sapucaí.

    Houve o tempo em que tudo era Joãosinho Trinta, Rosa e Renato, Paulo Barros. Acabou. Leonardo Bora e Gabriel Haddad, Edson Pereira, Tarcísio Zanon e Marcus Ferreira, Leandro Vieira, Jorge Silveira, João Victor Araújo chegaram para oxigenar o Carnaval, que, numa ciranda virtuosa, ganhou sambas melhores e desfiles mais interessantes.

    Viva a diversidade!

    Dela, nasce agora a mãe de todas as perguntas: quem vai ganhar? Nada menos do que oito escolas podem sair campeãs nesta Quarta de Cinzas, quantidade inédita na história recente do babado. Viradouro, Mangueira, Grande Rio, Portela, Vila Isabel, Salgueiro, Mocidade e Beija-Flor (pela ordem do desfile, notou?) vão tentar pôr o sono de volta no lugar, na noite da terça-feira, sonhando com a primeira colocação. E todas elas igualmente podem sequer voltar no Sábado das Campeãs.

    Um ponto de interrogação maior do que o Cristo negro crucificado da Mangueira – imagem definitiva do Carnaval 2020 – serve de emblema ao desfile. Vamos lá:

    – A Viradouro levantou a plateia com seu “Ó mãe, ensaboa mãe”, mas passou com carro apagado.

    – A “Estação Primeira de Nazaré” foi ousada e imponente com sua versão para a história de Jesus, mas teve problemas com o canto e o samba.

    – A Grande Rio empolgou com o hino mais lindo de sua história e o trabalho da dupla Bora/Haddad, mas se enrolou na entrada do abre-alas.

    – A Portela teve a águia do revigorado Renato Lage e seu chão incrível, mas sofreu no início de sua apresentação.

    – A Vila Isabel contrariou os gatos-mestres do pré-carnaval com excelente desfile, mas não conseguiu explicar o enredo.

    – O Salgueiro surgiu lindo e com a força encarnada que marca sua trajetória gigante, mas toureou um samba fraco e acelerado.

    – A Mocidade cantou apaixonadamente por Elza Soares, mas pecou na estética de alguns carros.

    – E a Beija-Flor retomou seu lugar de Deusa da Passarela cantou como nos seus grandes momentos, mas tinha outro enredo indecifrável e ainda correu no fim.

    Reparou? Todo mundo tem um “mas” para chamar de seu. É a nova era do espetáculo, com mais nuances e surpresas.

    Bateria, harmonia e samba-enredo embalam o correto desfile da União do Parque Curicica

    0

    Por Eduardo Fróis. Fotos de Allan Duffes

    A União do Parque Curicica, segunda colocada no carnaval passado da Liesb, apostou em um desfile animado sobre a historia de Maria Bonita para tentar retornar a Marquês de Sapucaí em 2021. Quarta escola da noite a passar pela Intendente Magalhães, a Curicica agitou as arquibancadas em meio a chuva fina que começou a cair na avenida. O destaque da apresentação ficou por conta da feliz combinação entre bateria, harmonia e samba-enredo.

    curicica desfile 2020 016

    Enredo

    A União do Parque Curicica trouxe nordestinos ilustres como Padin Ciço, Lampião e Maria Bonita para desfilar o enredo “Fulô de Maria”. Foram muitas as referências ao Nordeste durante o desfile, desde a vegetação, passando o artesanato, pela fé e pela história do povo dessa região. Os elementos visuais da União eram de fácil compreensão e adequação ao tema proposto para o carnaval de 2020.

    curicica desfile 2020 021

    Samba-Enredo

    A entidade da Zona Oeste trouxe o sertão nordestino para Estrada Intendente Magalhães, embalada por um samba-enredo animado e irreverente. A letra possuía diversas passagens que remetem o dialeto falado no Nordeste do país, como “vamo simbora”. A melodia possibilitava que a bateria da escola, junto ao time de canto, fizesse frases rítmicas inspiradas na rica e diversa música nordestina.

    Comissão de frente

    A Comissão de frente da Curicica abriu o desfile em tons negros e prateados, representando a música “Olê mulher rendeira”, que Lampião compôs para sua amada Maria Bonita. Haviam desenhos de flores em fundo preto, podendo se notar uma atenção especial a maquiagem das meninas. Eram 10 bailarinas representando as rendas, mais a pivô da coreografia, que interpretava a própria Maria Bonita. Pode-se ver passos de xaxado, forró e balé, intercalando movimentos fortes com momentos de maior leveza.

    curicica desfile 2020 008

    Mestre-sala e Porta-bandeira

    O casal de mestre-sala e porta-bandeira vestia uma fantasia com predomínio da cor preta e detalhes prateados no acabamento da roupa. A indumentária foi inspirada na arte e cultura da região Nordeste. Jessica e Andrey realizaram um bailado leve, seguro e sincronizado, apresentando o pavilhão da Curicica e fazendo passos que lembravam toda a ginga das danças nordestinas.

    Alegorias e Adereços

    A União do Parque Curicica trouxe dois carros alegóricos de concepção simples, porém bem acabados para apresentar o enredo “Fulo de Maria”. O abre-alas veio nas cores preto, branco e prata, combinando com as tonalidades do primeiro setor da escola. Já a segunda alegoria abusou do dourado, com os figurinos dos destaques em cores lilás e verde. Nas laterais, esculturas em tom marrom escuro faziam alusão a arte nordestina.

    curicica desfile 2020 007

    Harmonia

    O canto da Curicica foi um dos destaques de sua apresentação, se mantendo constante desde a largada na Intendente Magalhães. Os componentes das alas e alegorias da União mostraram estar com o samba na ponta da língua, empolgados com a missão de levar a escola a desfilar novamente na Sapucaí.

    Fantasias

    O conjunto visual das fantasias da Curica estava muito colorido, com um bom acabamento e de fácil leitura do enredo. As baianas vieram de branco e vermelho, com um detalhe amarelo na cabeça, representando a flor do mandacaru. Máscaras e adereços de mão faziam parte do figurino de algumas alas. A roupa da bateria era toda florida, com desenhos de cordel.

    curicica desfile 2020 030

    Evolução

    O desfile da União do Parque Curicica foi coeso em sua evolução, do início ao fim do desfile, passando tranquilamente pela Intendente. A escola da Zona Oeste desfilou sem maiores problemas de evolução, com alas compactas que vieram dançando e brincando ao som da bateria de mestre Yan Pac Man. A apresentação encerrou com 43 minutos.

    Bateria

    O coração da escola de Curicica foi um dos destaques do desfile, pulsando forte na avenida. A batucada passou com um bom andamento, mantendo a pressão e a cadência ao longo de toda a apresentação. Uma bossa da bateria inspirada nos ritmos nordestinos levantou o público que os acompanhava de perto na Intendente Magalhães.

    Acadêmicos do Jardim Bangu abre Série B com garra no carro de som

    0

    jardim bangu desfile 2020 017

    Por Gustavo Maia. Fotos: Allan Duffes

    A Acadêmicos do Jardim Bangu abriu a terça-feira de carnaval na Intendente de Magalhães com um samba potente puxado pelo intérprete Lucas Donato. A tricolor da Zona Oeste apresentou na passarela de Madureira o enredo “Da Mãe África aos Filhos do Brasil: a Força Ancestral que Atravessa Gerações”. A jovem escola, criada em 2016, mostrou que almeja conceder ao Leão de Xangô, seu símbolo maior, um lugar de destaque no carnaval carioca.

    Harmonia

    jardim bangu desfile 2020 024

    O carro de som comandado pelo jovem Lucas Donato sustentou dignamente o canto da escola. Lucas desfilou com uma maquiagem corporal que simulava as chagas e o sangue a escorrer sob golpes de chibata, mostrando que integra a dinastia dos cantores performáticos. Os componentes do Leão responderam bem aos intérpretes, mas uma pequena parcela não cantou o samba com a potência que a obra pedia. Nos minutos finais do desfile, parte do sistema de som local foi desligado, revelando certa timidez do chão da tricolor. Era notável que o canto caía significativamente após os refrãos.

    Evolução

    jardim bangu desfile 2020 040

    Os componentes do Jardim Bangu evoluíram com correção: sem correrias ou interrupções no andamento da escola. Os muitos destaques de chão ao longo da exibição, assim como uma ala coreografada, integraram-se perfeitamente ao cortejo, conferindo-lhe fluidez e ocupando os espaços necessários.

    Samba-enredo

    jardim bangu desfile 2020 033

    O hino escolhido pela Acadêmicos do Jardim Bangu para 2020, embora não possa ser considerado uma das melhores obras deste carnaval, funcionou bem para a proposta do desfile, com destaque para a potência dos refrãos, que levantavam o canto da comunidade. O samba-enredo mereceu ainda o mérito de contar com clareza a narrativa criada pelos carnavalescos da escola.

    Bateria

    jardim bangu desfile 2020 010

    A bateria do mestre Dilsinho de Xangô sustentou o ritmo da Acadêmicos do Jardim Bangu. Um dos destaques da exibição foi o naipe dos agogôs, que garantiu o suingue pedido pelo samba. Os ritmistas executaram uma bossa que fazia referência aos ritmos do maracatu e maculelê, cantados no samba, levantando o público das arquibancadas. A rainha Dani Santanna cumpriu com elegância seu papel à frente dos músicos, sempre reverenciando o público e os julgadores, sem perder o samba no pé.

    Mestre-sala e Porta-bandeira

    jardim bangu desfile 2020 015

    O casal que teve a honra de conduzir o pavilhão da Acadêmicos do Jardim Bangu, Rômulo Diniz e Lyvia Bergmann, exibiu-se com vigor e elegância em todos os módulos de julgamento. Com uma bela fantasia em tons acobreados e vermelhos, o casal manteve o sorriso no rosto durante toda a apresentação. Rômulo e Lyvia, no auge da juventude, souberam aproveitar as bossas da bateria na coreografia para os jurados. Na dança, destacaram passos em alusão aos ritmos e cultos africanos, sempre executados com maestria. Ao fim do desfile, depois de completadas as quatro apresentações sob julgamento, Lyvia sentiu -se mal e foi acudida por seu companheiro e por diretores da escola. O episódio reforçou a garra da bailarina ao longo do desfile, que em nenhum momento expressou qualquer desconforto.

    Comissão de frente

    A comissão de frente foi formada por componentes da velha guarda da escola, senhoras em sua maioria. A apresentação, portanto, fugiu às expectativas do público e dos jurados contemporâneos, que cobram surpresas, roupas impactantes e coreografias elaboradas. Por outro lado, a apresentação dos componentes elegantemente vestidos enquadra-se na proposta do enredo, que aborda as raízes ancestrais, a tradição e a sabedoria, passando pela contribuição africana ao carnaval.

    Alegorias e Adereços

    jardim bangu desfile 2020 029

    A escola trouxe para a avenida duas alegorias e um elemento cenográfico. O abre-alas apresentou os símbolos da escola: o Leão e o Machado de Xangô. O destaque da alegoria, entretanto, foi o time de mulheres empurradoras, que deram toda a sua força para que o carro cruzasse a avenida com tranquilidade. O elemento cenográfico do desfile manteve a boa execução da alegoria de abertura, mas, dessa vez, em tons prateados que serviram muito bem à escultura de Iemanjá. A alegoria que encerrou a exibição foi a de maior destaque, decorada com flores multicoloridas e elementos do carnaval carioca, trazendo o cenário da folia para a avenida.

    Fantasias

    O conjunto de fantasias da escola da Zona Oeste foi um dos destaques do desfile. As roupas mostraram cuidado na concepção e no acabamento. A variação de materiais e de cores afastou a monotonia. O tapete cromático desenhado pelos carnavalescos se destacou desde a abertura do desfile, com fortes tons de dourado, e soube atender às exigências do enredo. As baianas da escola foram vestidas com luxo e bom gosto, recebendo aplausos da plateia.

    Enredo

    A narrativa criada pelos carnavalescos Ismael Costa e André Araújo seguiu a linha tradicional dos enredos de inspiração negra. O desfile mostrou como a cultura africana contribuiu para a formação da nação brasileira, destacando a religiosidade negra e manifestações de resistência como a capoeira e o samba.

    Fotos: Desfile da Lins Imperial no Carnaval 2020

    0

    Fotos: Desfile do Engenho da Rainha no Carnaval 2020

    0

    IMPERATRIZ É O DESFILE DO ANO DA SÉRIE A NO PRÊMIO ESTRELA DO CARNAVAL VIVANT! 2020

    0

    imperatriz desfile 2020 217

    A Imperatriz Leopoldinense ganhou o Estrela do Carnaval Vivant! 2020 como Desfile do Ano da Série A. No sábado de carnaval, na Sapucaí, a escola de Ramos apresentou um grande espetáculo para o público e julgadores. Além da principal categoria, a verde e branco levou também o de melhor casal de mestre-sala e porta-bandeira para Thiaguinho e Rafaela Theodoro, melhor comissão de frente e melhor conjunto de alegorias e fantasias.

    imperatriz desfile 2020 097 1

    Pela primeira vez, Igor Vianna, da Unidos de Bangu, ganhou o Estrela do Carnaval, como melhor intérprete da Série A. O Cubango levou o prêmio de melhor bateria.

    bangu desfile 2020 048

    Confira abaixo todos os ganhadores:

    Desfile do Ano: Imperatriz Leopoldinense
    Bateria: Cubango
    Samba-Enredo: Santa Cruz
    Comissão de Frente: Imperatriz
    Enredo: Inocentes de Belford Roxo
    Alegorias e Fantasias: Imperatriz
    Baianas: Unidos de Padre Miguel
    Harmonia: Imperatriz
    Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Thiaguinho e Rafaela Theodoro (Imperatriz)
    Intérprete: Igor Vianna (Bangu)