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Viradouro apresenta fantasias de composições de alegorias para o Carnaval 2026

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Alegoria 3 | Composições masculinas e femininas

Fantasia: Moacyanas 92

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O nome da fantasia remete às Bachianas Número 2 de Heitor Villa-Lobos. Trenzinho, bandeiras e muito samba no pé são elementos que compõem a visão de um desfile consagrador. Mostrando ao mundo o perfil do brasileiro, a Estácio transformou os 70 anos da Semana de Arte Moderna em tela viva de um novo Modernismo.

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Contato para vendas:
Lu Altman – Tel.: (21) 99991-4504 (WhatsApp)
Ficha técnica:
Carnavalesco: Tarcísio Zanon
Direção de Carnaval: Alex Fab
Desenho de Figurino: Márcio Ronald e Roberto Monteiro
Confecção: Atelier Alessandra Reis e equipe
Texto: João Gustavo Melo
Assistentes Carnavalesco: Bernardo Lara e Natália Solis
Apoio de Barracão: Diretor Niltinho
Fotografia: Renata Xavier
Direção de Movimento: Marcio Moura
Iluminação: Leandro Lucas
Transporte: Edilson Mude Home
Modelos: Thais Timóteo, Renata Cruz, Verônica Câmara, Pablo Jales, Bruno Souza, Rodrigo Nascimento e João Victor Silva

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Alegoria 5 | Composições masculinas e femininas

Fantasia: Toque de Caveira

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Ao longo da carreira como mestre, Ciça vem deixando seu legado nas baterias. Entre essas marcas, o talento de fazer um samba com vigor, mas sem perder a plena sustentação do ritmo.

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Ficha técnica:
Carnavalesco: Tarcísio Zanon
Direção de Carnaval: Alex Fab
Desenho de Figurino: Márcio Ronald e Roberto Monteiro
Confecção: Atelier Alessandra Reis e equipe
Texto: João Gustavo Melo
Assistentes Carnavalesco: Bernardo Lara e Natália Solis
Apoio de Barracão: Diretor Niltinho
Fotografia: Renata Xavier
Direção de Movimento: Marcio Moura
Iluminação: Leandro Lucas
Transporte: Edilson Mude Home
Modelos: Thais Timóteo, Renata Cruz, Verônica Câmara, Pablo Jales, Bruno Souza, Rodrigo Nascimento e João Victor Silva

Abre-Alas | Composições masculinas e femininas

Fantasia: Quem é Você que Brilha Nesse Carnaval?

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Representa os componentes do bairro do Estácio, que descem o morro para brilhar no asfalto em noite de desfile.

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Ficha técnica:
Carnavalesco: Tarcísio Zanon
Direção de Carnaval: Alex Fab
Desenho de Figurino: Márcio Ronald e Roberto Monteiro
Confecção: Atelier Alessandra Reis e equipe
Texto: João Gustavo Melo
Assistentes Carnavalesco: Bernardo Lara e Natália Solis
Apoio de Barracão: Diretor Niltinho
Fotografia: Renata Xavier
Direção de Movimento: Marcio Moura
Iluminação: Leandro Lucas
Transporte: Edilson Mude Home
Modelos: Thais Timóteo, Renata Cruz, Verônica Câmara, Pablo Jales, Bruno Souza, Rodrigo Nascimento e João Victor Silva

Alegoria 4 | Composições femininas

Fantasia: Toque de Ijexá

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Reproduz o toque suave para Oxum, entidade das águas doces, louvada no inesquecível campeonato de 2020, “Viradouro de Alma Lavada”.

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Ficha técnica:
Carnavalesco: Tarcísio Zanon
Direção de Carnaval: Alex Fab
Desenho de Figurino: Márcio Ronald e Roberto Monteiro
Confecção: Atelier Alessandra Reis e equipe
Texto: João Gustavo Melo
Assistentes Carnavalesco: Bernardo Lara e Natália Solis
Apoio de Barracão: Diretor Niltinho
Fotografia: Renata Xavier
Direção de Movimento: Marcio Moura
Iluminação: Leandro Lucas
Transporte: Edilson Mude Home
Modelos: Thais Timóteo, Renata Cruz, Verônica Câmara, Pablo Jales, Bruno Souza, Rodrigo Nascimento e João Victor Silva

Vizinha Faladeira conta no Carnaval 2026 a saga da reconexão do homem com o mar

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O CARNAVALESCO conversou com a equipe criativa das escolas da Série Prata e Bronze, em parceria com a Superliga, na Academia Brasileira de Artes Carnavalescas (ABAC), no Centro do Rio, sobre os preparativos para os desfiles de 2026. Leandro Mourão e Vitor Mourão, carnavalescos da Vizinha Faladeira, da Série Prata, apresentaram a narrativa do enredo “A voz que vem do mar é ancestral” que pretendem levar para a avenida. Eles também comentaram sobre o malabarismo criativo que o trabalho na Intendente Magalhães exige das escolas.

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Vitor Mourão e Leandro Mourão, carnavalescos da Vizinha Faladeira. Foto: Gabriel Radicetti/CARNAVALESCO

“A gente fala da desconexão do homem com a natureza usando o mar como referência. O mar, que sempre foi altar, deixa de ser sagrado e o homem passa a destruir, deteriorar, poluir”, explicou Leandro.

Constatando esse abandono, o símbolo da escola, a sereia, transformado por eles na personagem Sereia Faladeira, parte em uma aventura para conscientizar o homem sobre a importância das águas.

De início, ela percebe o caos urbano da atual Zona Portuária, onde a escola, que reivindica o título de precursora de todas as outras, está instalada desde 1932. A sereia tenta se reunir com outras irmãs da cultura brasileira, como Iara, a Sereia das Furnas, a Sereia de Itapuã, a Mãe d’Água e a Sereia da Praia Formosa, mas percebe que todas também enfrentam suas próprias dificuldades, de naturezas diversas.

Fortalecida, no entanto, por esses encontros, a Sereia Faladeira, como filha da Pequena África, recorre às sereias originárias da Mãe África. Ao cruzar o Oceano Atlântico, ela se depara com Iemanjá e, especialmente, com a sereia angolana Kianda. Esta última revela que o que ela procurava sempre esteve ao seu lado: a Baía de Guanabara continua a alimentar o imaginário cultural e religioso da população que vive às suas margens, com manifestações como a coleta da primeira água, as procissões de barcos, a procissão de Nossa Senhora dos Navegantes e a umbanda de praia.

Ao retornar ao seu território natal, a Sereia Faladeira entende que, mesmo diante da negligência de alguns, o seu papel, enquanto guardiã e porta-voz daquela região, é incentivar e preservar o potencial do sagrado marítimo do carioca.

“Nosso desfile vai ser claro, vai ser transparente. Você vai conseguir escutar a nossa história e vê-la acontecendo, com todos os seus elementos, diante dos seus olhos. A história, como um todo, nos dá a possibilidade de trabalhar cada setor, cada elementozinho de forma muito nítida”, garantiu Vitor.

“O desfile é dividido em cinco setores. O primeiro representa a desconexão do homem com a natureza, esse caos urbano que a sereia encontra frente à modernização da Zona Portuária. Depois, ela convoca as irmãs, como uma seita. Quando chega ao Oceano Atlântico, no terceiro setor, vê que o mar está completamente poluído, destruído, deteriorado e se revolta. No quarto, encontra Iemanjá, as sereias africanas e Kianda. No quinto e último, retorna à Baía de Guanabara com todos os ensinamentos aprendidos nessa jornada”, detalhou Leandro.

Para além da inteligibilidade de uma narrativa tão complexa, a verba limitada, se comparada às coirmãs do Grupo Especial ou mesmo da Série Ouro, configura, na avaliação da dupla, um dos grandes desafios do trabalho na Intendente.

“A parte financeira impacta muito no desenvolvimento do projeto. É um trabalho difícil. Intendente não é para qualquer um. Tem que ter muita criatividade, porque senão fica bem complicado”, pontuou Vitor.

Nesse sentido, Leandro destacou que a Mangueira e a União da Ilha foram grandes parceiras da histórica agremiação na cessão de fantasias e outros materiais a serem transformados a partir de reciclagem e reaproveitamento. Houve também a utilização de materiais alternativos, como tecidos mais baratos, penas no lugar de plumas e recicláveis, como garrafinhas e elos de latinhas.

“Isso não significa que a escola vai fazer um carnaval pobre, de forma alguma. Com todos esses materiais que angariamos, fazemos fantasias ricas, fantasias luxuosas”, esclareceu o criador.

“Mantemos a qualidade, o luxo, o brilho e tudo que o carnaval pede”, finalizou o parceiro, Vitor.

Ito Melodia promete alegria à Inocentes e mira volta ao Especial: ‘Sou samba de raiz, sou comunidade’

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Ito Melodia e mestre Washington Paz estão à frente da parte musical da Inocentes de Belford Roxo para o próximo carnaval. Ao CARNAVALESCO, ambos falaram sobre as expectativas para 2026, o trabalho em conjunto e a empolgação em busca do título da Série Ouro e o consequente retorno ao Grupo Especial. Ito começou falando sobre sua chegada à Inocentes, destacando o carinho que já nutria pela tricolor desde os tempos em que era intérprete da União da Ilha, pelas similaridades entre as agremiações, a começar pelas cores, e pelas recepções calorosas ao longo dos anos. Ele revelou ainda ter composto um novo samba-exaltação para a comunidade de Belford Roxo.

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Fotos: Matheus Morais/CARNAVALESCO

“Todas as vezes que eu vinha aqui, era uma festa. Alegria, felicidade com o nosso presidente, com o Rodrigo, e toda a comunidade. E eu sou festa, sou o samba de raiz, sou samba no chão, sou comunidade, sou favela. Foi muito fácil aceitar esse convite fantástico da Inocentes, com muito carinho e zelo. Fiz um samba em homenagem à escola, uma obra linda de minha autoria com Gugu das Candongas, que já virou a marca da Inocentes. Esse samba vai pra avenida como o samba do esquenta”, contou.

Agradecido pelo apoio da família, amigos e fãs, Ito garantiu que vai se doar ao máximo para ajudar a agremiação, em parceria com todos os segmentos, na busca pela vitória na Série Ouro.

“Aqui é o mesmo Ito Melodia de qualquer outra escola: com a mesma garra, emoção, vibração e vontade de vencer. Estamos com um time, modéstia à parte, maravilhoso e fantástico. Vamos nos reunir muito para fazer o melhor pela Inocentes, dar o mérito e a glória e trazer alegria não só para a escola, mas para toda a cidade de Belford Roxo”.

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O intérprete destacou também o ambiente positivo na agremiação para 2026, que exaltará Pernambuco, celebrando a liberdade artística que vem encontrando na escola.

“O Ito Melodia está muito feliz, sem demagogia. Aqui eu também tenho a oportunidade de trabalhar o meu projeto de carreira solo, algo que eu buscava há muito tempo. Quero devolver alegria à escola com esse enredo sobre Pernambuco, que rendeu um excelente samba, temático, emocionante, com letra, melodia e interpretação de excelência. Vamos fazer um trabalho coletivo de altíssimo nível”.

A relação com mestre Washington, segundo Ito, é de amizade e sintonia musical. “O Washington é um irmão, com uma facilidade musical monstruosa. Um cara simples, fantástico, pé no chão e de comunidade. A parceria já está feita. É só vir aquele hino que a gente vai trabalhar o samba com alma e coração”.

Sobre o fato de estar fora do Grupo Especial, Ito afirmou que o foco e a entrega permanecem os mesmos.

“É diferente, porque o Especial tem mais visibilidade na TV e na mídia, mas tudo depende do trabalho que o profissional faz. Mesmo na Série Ouro, estou dando o meu melhor. Tenho três projetos lançados nas redes, e o público continua me acompanhando. Quando faço um show, pode ter cem pessoas ou cinco milhões, eu sou o mesmo Ito Melodia. Aqui vai ser igual: vou vestir a camisa para a Inocentes voltar ao Especial. O compromisso este ano é com Belford Roxo, e vou dar tudo de mim. Tenho certeza de que a Inocentes fará um desfile para subir”.

Já mestre Washington fez um balanço do Carnaval 2025 e afirmou que os desafios enfrentados servirão de aprendizado para um desfile ainda mais forte em 2026.

“Não foi como a gente esperava, mas também não foi essa catástrofe toda que falaram. Aconteceram alguns problemas, sim, mas tudo serve para fortalecer a escola. Em 2026, teremos muitas novidades e surpresas. Não posso contar tudo, mas a Cadência da Baixada sempre apronta alguma coisa na avenida e no próximo carnaval vai ser três vezes mais”.

Sobre a parceria com o carro de som, Washington destacou a harmonia com o intérprete. “Essa parceria entre carro de som e bateria vai ser muito tranquila, até porque o Ito é um cara sereno, que dá ideias e também escuta. Trabalhamos em prol da escola, não de realizações pessoais. Pode ter certeza que vem coisa boa por aí”.

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Encerrando, o mestre exaltou o carinho que tem pela Inocentes e a honra de comandar mais uma vez a “Cadência da Baixada”.

“É sempre uma honra, porque nós temos muitas histórias aqui. A Inocentes sempre me recebeu de braços abertos, e é um carinho enorme estar à frente dessa rapaziada, dessa família que é a Cadência da Baixada”.

Caldeirão fervendo! Colorado do Brás grava samba de 2026 com clima de mistério e foco na valorização do intérprete

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A Colorado do Brás viveu mais um momento marcante em sua preparação para o Carnaval 2026. A escola realizou a gravação oficial de seu samba-enredo, uma obra que mistura misticismo, teatralidade e potência popular, e transformou a Fábrica do Samba em um verdadeiro caldeirão de criatividade. Com um time afinado, formado por Léo do Cavaco, Márcio Bijú, Mestre Acerola de Angola e a dupla de harmonia João Daniel e Luciano Lopes, a gravação reforçou a identidade vibrante da vermelha e branca e o compromisso da escola em evoluir tecnicamente a cada ano.

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Na voz de Léo do Cavaco, o samba mostrou maturidade e crescimento. O cantor destacou a força da obra e a empolgação da comunidade com o refrão principal.

“Como eu imaginava, o samba teve uma grande apresentação novamente. Ele cresceu, continua crescendo. A expectativa está a mil! Acredito que o que vai pegar é o refrão de cabeça: ‘Vem ver, vai ferver o caldeirão’”.

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O intérprete também ressaltou o trabalho intenso de preparação realizado com os componentes.

“Estamos trabalhando muito forte com a comunidade. Hoje, não é só o samba-enredo, mas também os quesitos harmonia e evolução, três quesitos que estão interligados. Fazemos ensaios de canto toda semana para chegar bem preparados aos ensaios técnicos e à Avenida”.

Léo destacou ainda a parceria com o diretor musical Márcio Bijú e a ambientação temática que guiou a gravação.

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Intérprete Léo do Cavaco

“O Bijú está indo para o segundo ano e quisemos trazer o clima de bruxas para o estúdio. Acredito que acertamos. Ficou bem legal”.

Arranjo equilibrado e clima de mistério

Responsável pela direção musical, Márcio Bijú explicou que o processo de gravação buscou respeitar a essência da obra, sem excessos.

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Responsável pela direção musical, Márcio Bijú

“A gravação veio de forma intuitiva, por causa do samba, que foi muito bem escrito. Procuramos aproveitar isso e trazer o clima de bruxas e mistério que o samba pedia. O Léo está cantando muito bem, o que facilita demais”.

Segundo o diretor, o arranjo contou com músicos de excelência e recursos que intensificaram a atmosfera do enredo.

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“As cordas ficaram fáceis de trabalhar, porque temos um time fantástico: Zé, Bruninho, Cicinho e Vitor Alves, do Rio de Janeiro, que fortaleceu ainda mais o grupo. Os teclados ajudaram a compor o clima de mistério. Sem ‘enfeitar o pavão’, deixamos a batucada do Ritmo Responsa fazer o som e viemos para compor. O arranjo é bonito, mas sem exageros”.

Bijú destacou que o mesmo conceito será levado para a Avenida. “Foi feito para a gravação, mas é o que pretendemos levar para a pista também. A ideia é a mesma: valorizar o samba e o intérprete. O Léo está em uma fase excelente. A base é sólida para ele mostrar o talento”.

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Ritmo Responsa e o caldeirão da bateria

À frente da bateria, mestre Acerola de Angola descreveu um samba com personalidade própria e capacidade de empolgar a comunidade.

“O refrão é bom demais, muito forte. O que está acontecendo nos nossos ensaios é impressionante o povo já está cantando demais o samba inteiro! Esse trecho ‘Vem ver, vai ferver o caldeirão’ arrepia. É para sentir o caldeirão ferver”.

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Mestre Acerola de Angola

O mestre também adiantou detalhes técnicos do trabalho da bateria. “É um samba diferente, um enredo fora da curva. Vai ter apagões, nuances de terror e uma bossa que começa na segunda parte e vai até o refrão. Muita coisa que só ouvindo a faixa completa dá para entender o grau de possibilidades e desafios que vamos encarar”.

Com emoção, ele celebrou o ambiente acolhedor da escola. “A Colorado me acolheu como poucas escolas acolheram. A gente fala das bruxas, mas também das mulheres. A escola é maravilhosa. É, sem dúvida, a escola mais feliz do carnaval”.

Harmonia em sintonia e foco no topo

Representando o setor de harmonia, João Daniel e Luciano Lopes reforçaram o entusiasmo da comunidade e a dimensão do projeto.

“É o segundo ano nesse modelo de gravação sensacional. A comunidade abraçou demais o samba! O clipe vai emocionar muita gente”, disse João.

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Representando o setor de harmonia, João Daniel e Luciano Lopes

Em sua estreia na função, Luciano Lopes celebrou a experiência. “É uma sensação maravilhosa! A estrutura é muito dinâmica, e a comunidade está empolgada com o tema das bruxas. O canto está forte, o ensaio está gostoso e a energia é incrível”.

João completou com uma meta ousada. “O projeto é ser campeão. Pulamos uns cinco degraus em tudo, fantasias, alegorias, harmonia, o conjunto geral. O povo do carnaval vai se surpreender. É uma mudança de chave: queremos o topo, respeitando as coirmãs, mas buscando o maior carnaval da nossa história”.

Com uma gravação que uniu musicalidade, emoção e identidade, a Colorado do Brás mostra que o “caldeirão” de 2026 está fervendo. Entre o mistério do enredo, a força da comunidade e o refinamento técnico da produção, a vermelha e branca se prepara para entrar na Avenida com um samba de forte presença e espírito competitivo.

Com emoção e técnica, Tatuapé grava samba de 2026 exaltando a força da comunidade

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A Acadêmicos do Tatuapé reuniu seus segmentos, na Fábrica do Samba, para registrar o samba-enredo que vai embalar o Carnaval 2026. O clima era de sintonia e orgulho coletivo. Sob a voz marcante de Celsinho Mody, a direção musical de Tchelo, o comando da bateria de mestre Cassiano Andrade e a gestão do presidente Erivelton Coelho, a escola confirmou o que já se esperava: um trabalho construído com emoção, técnica e profundo envolvimento da comunidade. O intérprete Celsinho Mody destacou ao CARNAVALESCO a energia contagiante que marcou a gravação.

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

“A energia positiva continua no estúdio. O arranjo foi muito bem trabalhado, e tudo começou ainda na fase de junção dos sambas, quando chegamos a um grande resultado. É um samba coeso, homogêneo e muito bonito”, afirmou.

Ele ressaltou o papel coletivo na construção da obra, que contou com nomes como mestre Cassiano, Caio Sena, Léo Gomes, Chocolate e André Ricardo.

“Sempre buscamos valorizar muito as cordas, o cavaco, o violão e, neste enredo, a sanfona também se fez necessária, pois a letra pedia esse elemento. Esse arranjo foi construído com muito cuidado e união”.

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Para Celsinho, o samba é um acerto da diretoria e carrega uma mensagem que ultrapassa o desfile.

“É um tema que toca profundamente o meu coração. Além da seriedade histórica, o ponto mais importante é a mensagem de esperança de construir uma nação melhor, valorizando o trabalhador da terra e o fruto que ela nos oferece”.

O intérprete também fez questão de reconhecer a estrutura da Liga-SP durante as gravações.

“Gravar aqui é um prazer. Existe um carinho e um respeito imensos. O profissionalismo da equipe é exemplar. São Paulo está consolidando um sistema que fará história”.

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Intérprete Celsinho Mody

Inovação e emoção na batida do Tatuapé

O diretor musical Tchelo contou que o grupo buscou uma introdução diferente para gerar empolgação logo no início.

“Neste ano, preparamos uma largada com grande participação da comunidade. Em seguida vem o samba característico do Tatuapé: alegre, vibrante e potente”.

Segundo ele, o momento mais forte está reservado para o final. “A parte final é muito emocionante. É justamente o trecho em que faremos o apagão para o público cantar. A comunidade já está ensaiando com entusiasmo, e acredito que vai emocionar de verdade”.

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Tchelo ressaltou que a escola pensa o samba a partir de sua própria identidade. “A estrutura do nosso samba, às vezes, difere das demais escolas. Buscamos sempre algo que tenha a cara do Tatuapé: alegria, energia e emoção. É isso que faz o público cantar com intensidade”.

O diretor também valorizou a presença feminina na gravação. “As vozes femininas seguem com papel fundamental. Elas são muito importantes e acredito que irão surpreender”.

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Diretor musical Tchelo

Sincronia e respeito à obra

O comando da bateria Azul e Branco está novamente nas mãos de mestre Cassiano Andrade, que exaltou o preparo e a sintonia entre os ritmistas.

“Nos preparamos bastante. Já chegamos à gravação com tudo muito estruturado: arranjos, apagões e bossas alinhadas à melodia. A prioridade é o samba, não apenas a bateria. Trabalhamos sempre pensando nos componentes e na escola”.

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Cassiano destacou o equilíbrio entre técnica e emoção. “Os refrãos são ótimos, mas as partes de desenvolvimento do enredo também têm força. Gosto muito dos trechos em que entram as bossas. É quando conseguimos expressar o que queremos transmitir com a melodia e o ritmo”.

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Mestre Cassiano

Orgulho e profissionalismo

Para o presidente Erivelton Coelho, o resultado é motivo de grande satisfação. “É um motivo de muito orgulho. Isso comprova que temos uma equipe concentrada, competente e comprometida. Saímos daqui com o sentimento de dever cumprido e de muita satisfação. Agora é seguir com a preparação para oferecer um grande espetáculo”.

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Presidente Erivelton Coelho

Ele também enalteceu a evolução da Liga-SP. “Desde a gestão do presidente Sidnei e agora com o presidente Tomate, o trabalho vem crescendo. O Carnaval de São Paulo está mais profissional, organizado e motivo de orgulho. O nível de qualidade que alcançamos hoje emociona quem vive essa festa há muitos anos”.

Um samba com alma

A gravação do samba-enredo do Tatuapé para 2026 reforça o DNA da escola: emoção, união e respeito à sua comunidade. A obra traduz não só o enredo que exaltará o trabalhador da terra, mas também a esperança de um futuro melhor — um sentimento que, como o próprio samba, pulsa forte no coração do Anhembi.

Integrantes da Grande Rio gravam samba para o Carnaval 2026 embalados na energia do Manguebeat

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A Grande Rio realizou a gravação do samba-enredo para o álbum do Carnaval 2026 no Estúdio Century, no último dia 29 de setembro. A atividade reuniu diversos integrantes e segmentos da escola para registrar oficialmente a obra. A agremiação de Duque de Caxias levará à Avenida o enredo “A Nação do Mangue”, de autoria do carnavalesco Antônio Gonzaga, que abordará o movimento Manguebeat, surgido em Recife, suas inspirações e ícones, como Chico Science. O CARNAVALESCO acompanhou a gravação e conversou com alguns participantes sobre o momento.

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Foto: Divulgação/Rio Carnaval

O cavaquinista Marquinhos Silva, integrante da Tricolor desde 2023, destacou a emoção de participar mais uma vez da gravação e de contribuir para o nascimento de uma nova versão do samba, agora moldada pelo time musical da escola.

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“Participar mais um ano da gravação, na construção da parte da Grande Rio, é um privilégio, uma honra, uma oportunidade excepcional. A gente pega o samba que vem da disputa, elimina toda a faixa e fica só com a voz, a letra, a poesia, transformando no que se ouve hoje aqui. Se comparar as duas gravações, elas são totalmente diferentes. É um processo maravilhoso, que mexe muito com a gente e coloca o jeitinho da Grande Rio em uma obra que já era perfeita. Acho que fica ainda mais perfeita”, afirmou.

Ângela Sol, uma das vozes mais respeitadas do mundo do samba, conhecida por participar de coros de sambas concorrentes e oficiais, falou com emoção sobre o convite para integrar mais uma vez o time de gravação.

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“É uma felicidade enorme, uma autoestima renovada. Todo ano sou convidada a participar do coro oficial, além das gravações dos sambas concorrentes. Isso não tem preço. Eu gosto muito e estou muito feliz por cantar esse maravilhoso samba. Me emociono sempre que o escuto e hoje, ainda mais, por poder interpretá-lo”, contou.

Os ritmistas Evelyn Santiago e Christian Ferreira, da bateria da Grande Rio, também participaram da gravação. Evelyn, que integra a bateria desde 2009, destacou a conexão espiritual e ancestral evocada pelo samba.

“É arrepiante participar. A ancestralidade que o samba traz é muito forte a questão da lama, da espiritualidade que envolve o Manguebeat. Tudo isso mexe profundamente com a gente”, disse.

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Christian, presente na bateria desde 2010, também se emocionou com o simbolismo do enredo.

“É lindo. É uma história simples que virou um carnaval grandioso. A ancestralidade me toca muito porque sou de orixá, então tudo isso mexe ainda mais comigo. Muita gente precisa entender que lama não é sujeira. Lama também é riqueza, é de onde surgem coisas valiosas”, ressaltou.

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Ele completou: “Sempre é uma grande emoção gravar com a escola do coração. O samba é forte, o enredo é forte, e fala do mangue, da lama, de onde saem muitas coisas que podem ser bem aproveitadas. Eu vejo esse samba como um diamante tirado da lama, como acontece em muitas comunidades”.

Guma Sena celebra qualidade do projeto audiovisual da Liga-SP para o Carnaval 2026

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No último domingo, foram encerradas as gravações do projeto audiovisual da Liga-SP para o Carnaval 2026. O trabalho teve início na semana do dia 16 de novembro, com a participação de 16 escolas. Na semana seguinte, as demais agremiações gravaram seus áudios e vídeos, completando o total de 32 entidades filiadas à Liga-SP.
Uma das novidades em relação ao ano anterior foi a inclusão das escolas do Grupo de Acesso 2, que sempre apresentam sambas fortes e comunidades engajadas com seus pavilhões. Vale ressaltar a impecável estrutura montada pela empresa Sala 22 Áudio e Vídeo, em parceria com a Liga-SP, sob a liderança do técnico em transmissão Guma Sena, responsável pela direção geral do projeto. O profissional conversou com o CARNAVALESCO e compartilhou detalhes sobre o trabalho desenvolvido.

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Foto: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Confiança no trabalho

Durante muitos anos, Guma Sena foi conhecido como mestre Guma, atuando em diversas agremiações. Hoje, o profissional direciona sua carreira exclusivamente ao audiovisual, por meio da empresa Sala 22, mas não deixa de reconhecer a importância do caminho percorrido dentro do carnaval.

“É um sentimento de gratidão. A gente tem uma bagagem gigantesca, e o carnaval me proporcionou tantas coisas. Hoje tenho o privilégio de estar do outro lado, fazendo uma direção com um olhar mais técnico, uma responsabilidade enorme. No ano passado, quando assumi oficialmente a direção do projeto audiovisual, foi uma experiência muito bacana. Tivemos dificuldades, sim, mas acredito que este ano já tínhamos a experiência e o apoio total da Liga-SP para colocar uma estrutura à altura do que é o carnaval, principalmente na parte visual. Isso foi fundamental. Ter esse suporte e ver a Liga acreditando no nosso trabalho fez toda a diferença”, afirmou.

Ele também fez questão de agradecer a todos os profissionais envolvidos.

“Graças a Deus, o resultado foi muito positivo. Acho que foi unânime o feedback das escolas e do público nas redes sociais sobre a valorização do produto. Estou muito satisfeito e feliz. Este ano, praticamente dobramos a equipe técnica. Quero agradecer a todos: as meninas da limpeza, que são fundamentais; o pessoal do áudio, do LED, da luz e da produção da Liga. Todo mundo trabalha em equipe. São pessoas que não aparecem, mas são importantíssimas. Agora vamos para a segunda parte, que é a edição. Saímos daqui completamente satisfeitos”.

Mudanças técnicas

Guma assumiu o projeto audiovisual das faixas de samba-enredo em 2024, para o Carnaval 2025. Segundo ele, a principal transformação neste novo ciclo está na experiência de quem vai ouvir os sambas.

“O que mudou em relação ao ano passado foi a estrutura. A principal diferença é a experiência de quem vai ouvir. A ideia é retratar o ‘ao vivo’: todo mundo cantando, aquela energia de desfile. Reproduzimos isso aqui, de forma compacta, em formato de arena, com todos participando simultaneamente, coral, canto e música, para proporcionar uma experiência de avenida mesmo”, explicou.

Em comparação com o ano anterior, o formato se tornou mais natural e privilegia o som real da pista.

“No ano passado fizemos um trabalho mais técnico, gravando a base e depois os inserts. Já pensávamos em fazer o formato ao vivo, mas era uma novidade. Seguimos os moldes que vinham sendo usados. Este ano, não. Decidimos apostar 100% no ao vivo: um take valendo, todo mundo cantando, com a energia da escola”, completou.

Preparação das escolas

A equipe do CARNAVALESCO acompanhou as gravações das 32 escolas e observou que o processo foi mais ágil em relação ao ano anterior. As escolas entravam juntas na sala, coral, bateria e ala musical, e a captação era feita em três etapas: gravação de áudio e vídeo, o chamado fake (para ampliar as imagens de apoio) e, por fim, o som do coro.

Guma contou que, em diálogo com as agremiações, houve uma preparação especial para otimizar o tempo de estúdio.

“Com base na experiência do ano passado, estimamos um tempo médio de uma hora e meia para cada escola, com 30 minutos extras para ajustes. Em 95% dos casos, as escolas gravaram em cerca de uma hora, uma hora e dez. Conversamos com todas, pedimos que ensaiassem e ajustassem o que fosse necessário para chegar aqui prontas para executar. Acredito que o fato de estarmos todos juntos, respirando o samba, contribuiu muito para que o tempo fosse menor”, explicou.

Uma equipe que faz a diferença

Para Guma, o sucesso do projeto é resultado direto da sintonia entre os profissionais.

“A equipe é sensacional. É gente que está comigo o tempo todo, há cerca de cinco anos. Muitos não são do carnaval, mas já entendem perfeitamente o funcionamento, o olhar que é preciso ter. Eles se encantam com a ancestralidade, com a velha guarda, com o som da bateria. Tudo isso contribui muito. A gente trabalha como família, de forma leve e descontraída. Na hora que é para ser sério, com certeza fazemos acontecer, mas o clima é sempre bom. O que vocês veem no resultado final é fruto desse ambiente”, celebrou.

Mulher Melão vibra com nova missão de coordenar musas no Salgueiro: ‘Esse chão vermelho e branco é sagrado’

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A atriz e modelo Renata Frisson, a Mulher Melão, anunciada como coordenadora das musas do Salgueiro para o Carnaval 2026, conversou com o CARNAVALESCO e contou como recebeu o convite para o cargo, explicou quais critérios utiliza para escolher suas musas e revelou detalhes dessa nova fase no carnaval. Segundo Renata, o convite veio diretamente do presidente da escola.

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Foto: Divulgação/Marcos Serra Lima

“Eu fui chamada pelo nosso presidente, André Vaz, para fazer parte dessa escola tão maravilhosa, que tem essa bateria Furiosa que me encantou desde quando pisei aqui nesse solo sagrado. Estou muito feliz por poder formar um time de mulheres com uma energia tão positiva, querendo fazer um carnaval incrível e único”.

Sobre os critérios na hora da escolha das beldades, ela contou que confia na própria sensibilidade.

“O critério é o que minha intuição manda. Graças a Deus, todas têm uma ligação com o Salgueiro e pode ter certeza de que o que elas farão na avenida vai ser muito lindo”.

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Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

A coordenadora adiantou que não pensa em novos nomes para a ala. “Os postos já estão fechados. A ala está feliz e a gente quer brilhar”.

Melão também destacou a importância de contar com referências dentro da escola, rasgando elogios ao diretor da ala das passistas.

“O Carlinhos Salgueiro foi uma das primeiras pessoas que convidei para estar ao meu lado me auxiliando nesse trabalho. Ele é uma estrela do Salgueiro. Temos que respeitar o Carlinhos, a nossa rainha Viviane Araujo e todo mundo que está aqui, que ajudou a construir esse chão lindo, vermelho e branco”.

Independentes de Olaria exalta Jackson do Pandeiro no Carnaval 2026 com enredo plural e arrojado

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A Independentes de Olaria vai levar para a Intendente Magalhães, em 2026, um enredo em homenagem ao cantor e músico brasileiro Jackson do Pandeiro. Em entrevista ao CARNAVALESCO, os carnavalescos Ester Domingos e Ariel Pontes falaram sobre a escolha do tema, os destaques do desfile e os desafios enfrentados pela escola da Série Prata. Segundo ela, a ideia partiu de um desejo antigo da presidência da agremiação.

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Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

“O enredo surgiu de um pedido do presidente, que já tinha essa vontade de falar sobre o Jackson do Pandeiro, que inclusive morou na comunidade. Existe uma relação afetiva da escola com a figura dele, que é muito emblemática para a cultura do nosso país”.

A partir disso, Ariel explicou o caminho criativo que a dupla vem tomando. “Quando ele chegou com essa ideia, nosso desafio passou a ser carnavalizar a trajetória do Jackson. Desde o início não queríamos um enredo biográfico literal, por isso não temos um compromisso narrativo com a vida dele, e sim com o que ele deixou culturalmente. Nosso objetivo é apresentar a relação dele com a musicalidade, como ele ajudou a construir um país plural de sons. Muito do que temos hoje na música brasileira é fruto do legado de Jackson do Pandeiro”.

Destaque do enredo

Para Ester, o diferencial está no impacto que o artista teve na música nacional. “O ponto máximo é a contribuição que ele deu para a nossa música. Através de uma técnica singular de controlar o ritmo, ele criou novos estilos e contribuiu de forma muito especial, muito diferente. Jackson era sagaz, construiu coisas além do seu tempo e para além da musicalidade nordestina, onde foi forjado”.

Já Ariel acredita que a surpresa virá na reta final do desfile. “O destaque vai ser o último setor, onde apresentamos a subversão do Jackson. Ele misturava samba com rock, baião com candomblé, terreiro com pop. Eram misturas totalmente ousadas para o período em que viveu — e que ainda hoje soam modernas. Vamos traduzir isso em visualidade, com fantasias que mesclam esses ritmos. Acho que esse design mais subversivo, mais arrojado, vai chamar bastante atenção”.

“São estéticas que parecem tão distintas, mas que o Jackson misturou de forma espetacular, do jeito que só ele poderia fazer”, complementou Ester.

Artes plásticas e estética do desfile

Reafirmando suas declarações anteriores, Ester ressaltou que a plástica do desfile seguirá a mesma lógica de misturas.

“Estamos trazendo estéticas muito distantes, mas foi exatamente isso que o Jackson fez. Ele juntou rock com baião, forró com música de terreiro, coisas que parecem impensáveis, mas que ele fez com maestria. Estamos tentando trazer essa estética mais arrojada”.

Desafios da Intendente Magalhães

Sobre as dificuldades da Intendente Magalhães, Ariel apontou que o próprio enredo ajuda a transformar limitações em soluções criativas.

“A Intendente tem muitas dificuldades, mas o Jackson, por ser uma figura tão subversiva e arrojada, nos permite trabalhar com coisas diferentes. Podemos pegar uma roupa afro e misturar com uma roupa do rock, por exemplo, e isso traduz exatamente a essência do Jackson, que é a mistura. Acho que ele é a cara da Intendente e da Série Prata. É um desafio reaproveitar, mas que se torna prazeroso, porque não daria para fazer Jackson sem mistura. A Série Prata é o lugar propício para isso”.

Com essa proposta, a Independentes de Olaria promete levar para a avenida um desfile ousado e cheio de brasilidade, traduzindo a irreverência e a pluralidade de Jackson do Pandeiro como ninguém antes fez.

‘É um samba bem maturado!’ Luiz Antônio Simas celebra enredo afro-religioso do Tuiuti e destaca força poética da obra

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O historiador, escritor e compositor Luiz Antônio Simas é um dos autores do samba-enredo do Paraíso do Tuiuti para o Carnaval 2026, ao lado de Claudio Russo e Gusttavo Clarão. O trio assina a obra que vai embalar o desfile sobre o Ifá, sistema oracular da tradição iorubá, tema que dialoga diretamente com a trajetória pessoal e intelectual de Simas.

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Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

“Eu recebi um convite do presidente via Claudio Russo e Gustavo Clarão pela minha afinidade com o tema, porque o Ifá é um tema que me interessa. Eu tenho uma relação com a religião, com o Ifá há muito tempo. A gente já vem trabalhando desde que o enredo saiu. Eu e Claudio aqui, o Gustavo nos Estados Unidos. Fomos testando samba, experimentando o que funcionava e o que não funcionava, e acabou saindo esse samba”, contou Simas, em entrevista ao CARNAVALESCO.

O compositor também refletiu sobre a experiência de fazer um samba encomendado, modelo que o Tuiuti vem adotando nos últimos anos.

“Eu não sou exatamente um compositor de samba-enredo. Gosto de temáticas vinculadas ao universo afro-religioso. O ideal seria os velhos tempos de ala de compositor fechada, aquele negócio todo. Mas a gente sabe que não é mais assim há muito tempo. O que a encomenda traz de positivo é o tempo de maturação para você preparar o samba, testar e não ter o calor da disputa. Essa experiência do Tuiuti foi interessante. É um samba bem maturado. Agora é trabalhar até o carnaval, porque samba-enredo é obra em processo”, avaliou.

Entre os versos, Simas destaca um momento especial, que conecta África e América com leveza e beleza poética.

“Esse samba conta uma história. Ele começa na esteira de um babalaô e termina na esteira de um babalaô. O trecho que eu mais gosto é como a gente solucionou a transição do Ifá entre a África e Cuba. Um personagem citado no enredo é Adestina, um nigeriano que se libertou e introduziu o Ifá nigeriano em Cuba. A gente não queria trabalhar com aquele peso do tráfico negreiro, e aí a gente fala: ‘E o negro iniciado no segredo do Reino de Olokun fez sua trilha’. É um trecho de que eu gosto muito”, explicou.

Com sua visão sempre crítica e humanista, Simas valorizou a dimensão pedagógica do samba-enredo e defendeu o espaço das temáticas iorubás na avenida.

“As pessoas têm uma certa dificuldade com o iorubá, mas é um enredo com temática iorubá. Eu acho que escola de samba tem uma dimensão pedagógica e é uma oportunidade de aprender. Até porque o português que a gente fala no Brasil é aquilo que a Lélia González chamava de pretuguês. E muito me surpreende quando se pensa em escola de samba, que são instituições construídas a partir das sociabilidades afrocariocas, com vínculos espirituais muito fortes com a cultura de terreiro, e se estranha quando o enredo traz esse universo. A temática tem que trazer isso, é absolutamente fundamental”, afirmou.

Mesmo à distância, já que Clarão mora nos Estados Unidos, a parceria entre os três compositores fluiu com naturalidade. Simas ressaltou como a tecnologia aproximou os parceiros e facilitou a criação da obra.

“O WhatsApp facilita muito. A gente mandava melodia, sugestão de letra… É o tipo de coisa que não ocorreria há 20, 30, 40 anos. É usar essa disponibilidade trazida pela rede para poder fazer o samba”.

O samba do Tuiuti 2026, inspirado, ritualístico e ancestral, nasce, nas palavras de Simas, “bem maturado”, pronto para ser trabalhado até a avenida. Um canto de fé e sabedoria, forjado no diálogo entre o sagrado e o popular.