Após o desfile do Império Serrano, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Matheus e Verônica, conversou com o site CARNAVALESCO sobre a apresentação da escola.
A dupla citou que desfilou com confiança e firmeza nas apresentações para os julgadores. Na quarta-feira de cinzas, eles foram premiados com a nota 40.
O coreógrafo da comissão de frente da Viradouro, Alex Neoral, conversou com o site CARNAVALESCO, após o desfile campeão em 2020. O artista, que está com contrato renovado para 2021, citou que o trabalho foi feito em conjunto com sua equipe, a dupla de carnavalescos da escola, e que o grupo conseguiu sintetizar o enredo e ainda trouxe o ineditismo.
A direção do Acadêmicos do Cubango, através de seu presidente, Rogério Belisário, anuncia a renovação de contrato com o primeiro casal de mestre-sala e porta bandeira, Diego Falcão e Patrícia Cunha, para o carnaval de 2021.
Diego irá completar o sexto ano como guardião do pavilhão da verde e branca de Niterói, já Patrícia é cria da escola, começou a desfilar na ala mirim de porta-bandeira aos sete anos de idade e está indo para o quarto desfile como 1ª porta-bandeira da agremiação.
O casal está junto desde 2019 e está muito feliz com a renovação para o próximo desfile.
“É mais um ano de resistência, de luta, de trabalho intenso, de amor e dedicação à escola mais querida de Niterói. Me sinto muito honrado pela confiança da escola no nosso trabalho e tenho certeza que iremos nos superar mais uma vez e apresentar um belíssimo trabalho em 2021”, diz Diego Falcão.
“Eu estou muito feliz por continuar defendendo o pavilhão da escola que é a minha casa. É uma alegria imensa representar esse povo aguerrido, essa comunidade que nos enche de orgulho. Vamos continuar fazendo o melhor para ajudar nossa escola chegar ao Grupo Especial”, conta Patrícia Cunha.
O Acadêmicos do Cubango ainda não tem enredo definido para o Carnaval de 2021.
Apesar de quaisquer incertezas sobre a situação do Brasil e do mundo nos próximos meses, componentes e torcedores da Beija-Flor podem confiar que a escola de samba segue cumprindo a própria missão. Para manter todos os apaixonados reunidos em torno de sua bandeira (mesmo que à distância), a azul e branca escalou para participar de transmissões ao vivo em suas redes sociais o time de estrelas que costuma encantar o público da Marquês de Sapucaí a cada Carnaval.
Na primeira live da semana, promovida pelo Instagram da agremiação nesta quarta-feira, o convidado será o intérprete Neguinho da Beija-Flor. O artista responderá a perguntas do público, de profissionais da imprensa e de setores da escola, transmitidas durante a conversa pelo diretor de carnaval da escola, Dudu Azevedo. Ele será o responsável por conduzir os papos com toda a equipe, programados para acontecer até o próximo dia 24 de abril. Nesta quinta-feira, o participante será Gabriel David, membro da administração da instituição e um dos líderes mais jovens da folia carioca. As transmissões acontecerão sempre às 19h.
O calendário inclui ainda encontros virtuais com a porta-bandeira Selminha Sorriso (sexta, dia 17); o mestre de bateria Rodney (segunda, dia 20); os diretores gerais de harmonia Valber Frutuoso (terça, dia 21) e Simone Sant’anna (quarta, dia 22) e o coreógrafo da comissão de frente Marcelo Misailidis (sexta, dia 24). Haverá também momentos ao vivo para tratar de temas específicos com os carnavalescos da escola: Alexandre Louzada falará sobre alegorias e adereços (sábado, dia 18) e enredo (quinta, dia 23) e Cid Carvalho responderá a questões sobre fantasias (domingo, dia 19).
Todas as transmissões ocorrem no Instagram e podem ser encontradas na conta @beijafloroficial.
A Prefeitura do Rio, por meio da cessão do Sambódromo, espaço gerido pela Riotur, participa de campanha promovida por sambistas das 27 agremiações do Grupo Especial e do Acesso do Carnaval carioca. A partir desta sexta, o setor 10 do Sambódromo estará destinado ao recebimento e armazenamento de alimentos e à montagem e distribuição das cestas básicas. A Empresa de Turismo do município do Rio também vai disponibilizar o espaço para fazer a limpeza das embalagens dos produtos, vai ajudar na organização da fila, mantendo o distanciamento e a segurança de todos, e captou doadores de alimentos.
A CAMPANHA
Durante esta pandemia da Covid-19, um grupo de mestres e diretores das mais variadas baterias das escolas de samba do Rio de Janeiro decidiram se mobilizar para ajudar os colegas que estão em situação difícil e criaram a campanha “Ritmo Solidário”. Organizada pelo sambista China do Estácio, a campanha vem mobilizando mestres de bateria de várias agremiações com o objetivo de arrecadar alimentos e produtos de limpeza e higiene para ajudar seus integrantes que estão em situação vulnerável.
“Muitos componentes moram em comunidades e estão passando por um momento delicado em suas residências. A intenção é que nós possamos nos unir nessa ação de solidariedade”, explica China, organizador do projeto.
Cada mestre de bateria fará um cadastro dos seus ritmistas que necessitem da ajuda para o recebimento das doações, que podem ser entregues por toda a população a partir de sexta-feira, das 10h às 18h, no Setor 10 do Sambódromo.
Mais informações e contato para doações podem ser realizados através do e-mail [email protected]
Ainda não temos nenhuma previsão para o fim da quarentena contra o Coronavírus. Porém, as pessoas já imaginam como vão festejar quando o vírus não tiver mais força entre a população e que todos vão ter permissão oficial para saírem de suas casas com segurança e encontrarem familiares e amigos em festas, shows e bares.
O subsecretário de Grandes Eventos do Rio de Janeiro, Ruan Lira, participou de uma live do CARNAVALESCO e disse que sonha com uma grande festa quando a pandemia acabar.
“Queria mesmo o carnaval fora de época. Meu sonho é que aconteçam dois carnavais em um ano. Seria surreal de bonito ver o povo comemorando nas ruas, sem preocupação de contaminação, já com vacina e tratamento robusto. O carioca gosta de abraçar e de estar junto com o outro”.
Responsável pelos Gaviões da Fiel no Carnaval 2020, o carnavalesco Paulo Barros fez sua estreia em São Paulo no desfile desse ano. Os Gaviões da Fiel terminaram na décima primeira colocação em 2020 com 268,9 pontos.
Ao fim do desfile, ele conversou com o site CARNAVALESCO e elogiou a área de concentração e disse que espera que a relação com o carnaval paulistano seja duradora. O artista já renovou o contrato com os Gaviões para o desfile de 2021.
A Portela está arrecadando alimentos não perecíveis e produtos de higiene em sua quadra (Rua Clara Nunes 81, Madureira), de segunda a sexta-feira, de 9h às 16h. O material recebido pelo programa ‘Águia Solidária’ vai ser usado para montar cestas básicas e kits, que terão como destino comunidades carentes de Madureira, Oswaldo Cruz e bairros vizinhos.
Outra ação desenvolvida em prol da comunidade é o Portela Por Todos, que abriu espaço nas redes sociais da agremiação para divulgar gratuitamente produtos e serviços delivery de pequenos empreendedores de Madureira e região. O objetivo é dar uma força a quem teve suas vendas reduzidas diante da crise do coronavírus.
Quem tem um pequeno negócio que entrega em casa ou oferece serviço delivery na região da quadra, basta enviar um e-mail para [email protected], com informações sobre o produto, redes sociais da empresa, telefone, se usa aplicativos de entrega e a área de abrangência.
A Majestade do Samba, que acaba de completar 97 anos de fundação, também produzirá máscaras de tecido e aventais para profissionais de saúde. A iniciativa faz parte de uma força-tarefa coordenada pela Liesa, que vai unir costureiras e outros funcionários das escolas do Grupo Especial.
Com um enredo altamente poético e mantendo a tradição de homenagear mulheres importantes em nossa história, a Unidos do Viradouro reverenciou em 2003 uma das maiores artistas do cenário teatral e que, na época, completava 60 anos de atividades ininterruptas nos palcos e 80 anos de vida. Reza a lenda que a menina Abigail Izquierdo Ferreira “nasceu” dentro do palco. Seu pai, o ilustre diretor e ator Procópio Ferreira contracenava no ano de 1922 a peça “Uma Manhã de Sol” e deu falta de uma boneca, o que levou o artista a colocar a filha, com 24 dias de vida para contracenar. A partir disso, a vida de Bibi Ferreira sempre foi atrelada às artes cênicas e é impossível desassociá-la desse mundo.
Devido a sua vasta e honrosa história no teatro, no cinema e na música, Bibi Ferreira foi projetada para o mundo e tornou-se um símbolo cultural do Brasil. Entretanto, faltava-lhe algo. Algo que a consagrasse para o povo no maior espetáculo a céu aberto do planeta. Foi então que a Viradouro a convidou para ser a protagonista de seu desfile, no enredo cheio de emoção e teatralidade, como bem era a vida da homenageada. Um fato importante a ser mencionado aqui é que este enredo e desfile casou muito bem com a característica da escola. A vermelho e branco de Niterói é chamada por muitos como a “escola da emoção” e olhando seu histórico na folia, a agremiação sempre apresentou enredos ligados às artes cênicas (dentre os quais as homenagens à atrizes importantes como a própria Bibi Ferreira (2003) e Dercy Gonçalves (1991), as releituras de óperas como “Orfeu” (1998) e “Alabê de Jerusalém” (2016), além de homenagens ao compositor Carlos Gomes (1959) e ao escritor Nelson Rodrigues, no ano de 2013).
A narrativa do desfile não fugiu do padrão biográfico em sua cronologia e como bem foi explicitada na sinopse, a vida da Bibi Ferreira é uma grande peça teatral onde o carnavalesco Mauro Quintaes dividiu a história em oito importantes atos perpassados desde a infância, as representações da atriz nos palcos do Brasil e do mundo e terminou fazendo uma reverência grande mentor da homenageada, o pai Procópio Ferreira. Porém, o fator determinante foi a emoção. Emoção esta que foi perceptível desde a escolha do enredo e do samba até a realização na avenida. Ali se materializou o encontro do erudito com o popular, ambos filhos da mesma arte. Bibi tornou-se um símbolo dessa aproximação e sua presença na Marquês de Sapucaí ecoa até hoje em nossa memória.
O discurso narrativo ultrapassou a biografia, a concepção estética superou o rigor e as formalidades da erudição teatral e o samba se transformou em uma ode perfeita à maior estrela que ali se fez presente. É interessante observar que este enredo é uma metalinguagem, onde o “código explica o próprio código”. O título do enredo “A Viradouro canta e conta Bibi – uma homenagem ao teatro brasileiro” metaforiza, como já mencionado, Bibi Ferreira sendo o próprio teatro e isso se justifica pela sua grande contribuição à cultura teatral e musical no país. E mais do que isso, era a arte reverenciando a própria arte.
Logo, homenageá-la foi homenagear a arte cênica no Brasil e acentuar que a cultura artística brasileira precisa ser valorizada em sua totalidade. O cortejo aconteceu na avenida com a narrativa romântica e saudosa aos grandes feitos da Grande Dama, que completara ali seus 60 anos de carreira. O último ato do desfile e talvez o mais representativo, fazia uma alusão direta ao primeiro ato da vida da artista. Bibi surgiu brilhantemente em cima da última alegoria encenando para o público e interpretando a si mesma. Seu pai, Procópio, o mesmo que a levou para o palco aos 24 dias de vida, estava ali em forma de uma grande escultura, olhando a filha sendo homenageada pelo povo brasileiro. A mesma, de acordo com as entrevistas da época, se perguntou por que seria homenageada no carnaval. Talvez ela achasse que não era digna de ter sua história contada de uma forma gigantesca e carnavalizada, mas a homenagem foi necessária para mostrar que Bibi era, de fato, a maior expressão da cultura de nosso país.
Conclui-se que a agremiação conseguiu bom êxito ao unir, discursivamente, a estrela da arte erudita à arte popular. Essa união eternizou Bibi Ferreira em nossa memória e no hall de grandes narrativas contadas na Avenida Marquês de Sapucaí, pois este desfile ecoa de maneira apaixonada no coração do sambista, principalmente no coração da vermelha e branca de Niterói que escreveu em sua história mais um carnaval emotivo e simbólico. As cortinas deram lugar aos portões de abertura e encerramento do grande ato, a plateia reuniu-se numa grande arena aberta e o espetáculo foi uma ode metalinguística a sua maior estrela. As personagens vividas por Bibi ao longo dos seus 60 anos de carreira multiplicaram-se na alma de cada componente que seguiu o cortejo festivo e emocionante em busca da consagração deste desfile triunfal. O desejo é que Bibi, hoje brilhando nos céus, aplauda sempre a arte carnavalesca e que nós imortalizemos sua memória cênica enquanto artistas e espectadores do maior espetáculo teatral do mundo.
Autor: Rodrigo Pereira – Doutorando em Linguística/UFRJ, Pesquisador-orientador do Observatório de Carnaval/UFRJ.
Instagram: @obcar_ufrj
Com 70,3% dos votos o desfile de 2015 do Vai-Vai venceu 2017 na série “Duelo dos Desfiles”.
O 15º título do Vai-Vai em 2015 veio com a homenagem para Elis Regina. O enredo “Simplesmente Elis, a Fábula de Uma Voz na Transversal do Tempo” emocionou todos os sambistas presentes no Anhembi.
Vai-Vai 2015 (Por Matheus Mattos): “Dos grandiosos desfiles do Vai-Vai, procurei optar por um que aliasse atributos além do visível, um desfile sentido por todos, e por isso optei pelo carnaval de 2015, ano em que a agremiação homenageou a cantora Elis Regina. O carnaval se mostrava diferenciado ainda durante o processo de construção. Não é incomum ouvir, de componentes ou não, que os ensaios daquele ano tinham algo inexplicável. O próprio desfile começou de forma diferenciada, toda parte do sambódromo, setor popular e camarotes, vibraram com a largada e cantaram o último refrão de uma forma tão entusiasmada, que coloco como um dos trechos mais cantados na história do sambódromo. A presença da Maria Rita, logo na comissão de frente, proporcionou um enorme sentimento de emoção, mantido durante todo desfile. Maria não só se fez presente, mas coreografou com a ala, ou seja, ela se inseriu literalmente nas atividades da escola. Outro ponto, mesmo comparando com o carnaval atual, não é nenhum absurdo se impressionar com a grandiosidade e suntuosidade do abre-alas daquele ano. Claro que houveram alguns problemas de evolução e parte estética, mas essas questões perdem a relevância quando a emoção proporcionada é lembrada, ou seja, o carnaval sobrepôs qualquer crítica, e por isso a Vai-Vai conquistou o carnaval do respectivo ano. Como jornalista do carnaval de São Paulo, sinto falta de um julgamento que leva em consideração a emoção, a paixão, que enxergue a reação do sambista na arquibancada. A Vai-Vai atingiu isso em 2015 e proporcionou um dia histórico ao samba nacional”.